Estavam a estudar
A grande maioria dos meios de comunicação deixou passar ao lado a apoteótica recepção da equipa do Benfica no aeroporto, com direito a animação extra por parte dos adeptos.
É que a rapaziada jornaleira estava, dado o adiantado da hora, a estudar compêndios de ciências naturais para poderem debitar disparates sobre relva, pythium, fungos e raízes.
Friday, September 26, 2003
Thursday, September 25, 2003
Homem sensato
Estou cada vez mais de acordo com Vilarinho. Posso mesmo dizer que, à excepção do brilhante penalti que ele apontou na festa do PSD, só agora é que começo a constatar que o homem é capaz de fazer coisas acertadas. Pois aqui vai mais uma:
“Houve falta de inteligência, compenetração e concentração. Acredito que podíamos ter feito muito melhor neste jogo . É preciso não ser burro.”
Foi o que Vilarinho disse depois de um jogo que o benfas disputou com uns gajos que jogaram com um equipamento igual ao nosso. Não sei muito bem para que é que esse jogo conta mas isso também não interessa a ninguém. O que interessa é que Vilarinho diagnosticou falta de inteligência e burrice na sua equipa. Pois ó Vilarinho... Andavas entretido noutras cowbóiadas e nem te apercebeste que na equipa que «diriges» a burrice não é de agora, é de sempre. Deixa estar, não te apoquentes que isso faz-te mal à saúde. Tudo até já estás de saída. E vais ter tempo para treinar a marcação de penaltis para quando fores lá ao arraial do PSD agradecer os perdões fiscais não armares a barraca que armaste da outra vez. É que pior do que tu só mesmo o Miguel, ou o Argel, ou o Luisão...
Estou cada vez mais de acordo com Vilarinho. Posso mesmo dizer que, à excepção do brilhante penalti que ele apontou na festa do PSD, só agora é que começo a constatar que o homem é capaz de fazer coisas acertadas. Pois aqui vai mais uma:
“Houve falta de inteligência, compenetração e concentração. Acredito que podíamos ter feito muito melhor neste jogo . É preciso não ser burro.”
Foi o que Vilarinho disse depois de um jogo que o benfas disputou com uns gajos que jogaram com um equipamento igual ao nosso. Não sei muito bem para que é que esse jogo conta mas isso também não interessa a ninguém. O que interessa é que Vilarinho diagnosticou falta de inteligência e burrice na sua equipa. Pois ó Vilarinho... Andavas entretido noutras cowbóiadas e nem te apercebeste que na equipa que «diriges» a burrice não é de agora, é de sempre. Deixa estar, não te apoquentes que isso faz-te mal à saúde. Tudo até já estás de saída. E vais ter tempo para treinar a marcação de penaltis para quando fores lá ao arraial do PSD agradecer os perdões fiscais não armares a barraca que armaste da outra vez. É que pior do que tu só mesmo o Miguel, ou o Argel, ou o Luisão...
Wednesday, September 24, 2003
É assim mesmo
Eu gosto de pessoas sensatas. Mas gosto mais ainda quando as pessoas que habitualmente não o são, surgem com atitudes correctas. Foi o que aconteceu quando li esta declaração de M. Vilarinho num dos orgãos não oficiais do lampião: «O Benfica está no lugar em que sempre deveria ter estado».
E é isso mesmo. É que o Benfica encontra-se neste momento no 13º lugar da Liga. Eu também acho - tal como Vilarinho - que o benfas está no lugar onde sempre devia ter estado e de onde espero que nunca saia.
Logo agora que está de saída, é que o Vilarinho nos brinda com a sua capacidade de dizer coisas certas. Mais vale tarde do que nunca.
Eu gosto de pessoas sensatas. Mas gosto mais ainda quando as pessoas que habitualmente não o são, surgem com atitudes correctas. Foi o que aconteceu quando li esta declaração de M. Vilarinho num dos orgãos não oficiais do lampião: «O Benfica está no lugar em que sempre deveria ter estado».
E é isso mesmo. É que o Benfica encontra-se neste momento no 13º lugar da Liga. Eu também acho - tal como Vilarinho - que o benfas está no lugar onde sempre devia ter estado e de onde espero que nunca saia.
Logo agora que está de saída, é que o Vilarinho nos brinda com a sua capacidade de dizer coisas certas. Mais vale tarde do que nunca.
Competições europeias
O SPORTING necessita de fazer um bom jogo contra os suecos. Nada está perdido e isto pode ser um bom estímulo para a recuperação rumo ao título.
Quanto às outras equipas envolvidas nas competições europeias - Leiria e Porto - espero que obtenham bons resultados porque precisamos de pontos para a tabela da UEFA.
O SPORTING necessita de fazer um bom jogo contra os suecos. Nada está perdido e isto pode ser um bom estímulo para a recuperação rumo ao título.
Quanto às outras equipas envolvidas nas competições europeias - Leiria e Porto - espero que obtenham bons resultados porque precisamos de pontos para a tabela da UEFA.
Monday, September 22, 2003
Dia perfeito
Se o SPORTING não tivesse perdido no sábado, hoje era o dia perfeito. Sim, aquele mesmo do Lou Reed.
É que hoje é o Dia Europeu Sem Políticos. Isso mesmo. Temos um dia em que nos poupam os ouvidos com a demagogia do costume. Um dia em que não nos tentam vender tralha ideológica em 2ª mão para «parecer bem» e «ser como os outros». Um dia em que até nos deixam andar de carro.
Já viram? DEIXAM-NOS ANDAR DE CARRO. Mas só até determinados sítios. Pois, não há bela sem senão.
Se o SPORTING não tivesse perdido no sábado, hoje era o dia perfeito. Sim, aquele mesmo do Lou Reed.
É que hoje é o Dia Europeu Sem Políticos. Isso mesmo. Temos um dia em que nos poupam os ouvidos com a demagogia do costume. Um dia em que não nos tentam vender tralha ideológica em 2ª mão para «parecer bem» e «ser como os outros». Um dia em que até nos deixam andar de carro.
Já viram? DEIXAM-NOS ANDAR DE CARRO. Mas só até determinados sítios. Pois, não há bela sem senão.
Sobre o jogo com o Moreirense (e não só)
Comecemos por uma atitude séria e sensata: não foi só por culpa do árbitro que o SPORTING perdeu o jogo. O SPORTING perde o jogo porque, mais uma vez, passa 80 minutos onde não faz praticamente nada, para se lembrar de jogar futebol apenas nos últimos 10 minutos. Aí já valia de muito pouco porque, ainda por cima, lá estava o dos Santos a arbitrar.
Passados alguns meses e alguns jogos, é tempo de retirarmos algumas conclusões que, mesmo que o panorama mude - esperamos -, não deixarão de ser verdade.
O futebol que o SPORTING joga é uma enorme confusão. O 4-3-3 de que o treinador falava nunca se percebeu muito bem e, sempre que as coisas não correm bem de início, a equipa entra num desvario táctico pouco próprio de uma equipa profissional que quer lutar pelo título. Com o treinador a assistir.
A equipa continua desequilibrada. Não se percebe a troca do R. Fernandes pelo Clayton. Queriam que o R. Fernandes saísse? Mais valia emprestá-lo a um outro clube. Agora mandarem vir o Clayton é que não lembra a ninguém ( à excepção de F. Santos).
Silva. O Silva é um jogador que tem enormes dificuldades a jogar enquanto único avançado lá na frente. Ainda não nos deixaram ver o que vale o Liedson, mas desta forma somos a equipa com a linha atacante mais inútil de toda a Liga. Silva a correr atrás das bolas que os outros lhe pontapeiam lá para cima vale o mesmo que nada, tal como atesta o número de golos que os nossos atacantes já marcaram. O Lourenço teve, apesar de algumas lacunas, prestações bem mais eficientes. Se calhar, por isso, foi para o banco.
Meio campo. A enorme capacidade de Rochemback e o talento emergente de Custódio não são suficientes para disfarçar o descalabro que têm sido, de um modo geral, as prestações de Tonito, Luís Filipe e Tello. João Pinto dá-nos sempre aquela sensação de que anda a jogar só, sem ninguém a quem passar a bola, jogável e com rapidez.
A defesa pode e deve fazer muito melhor. Mas ainda assim é um dos sectores que se tem aguentado melhor. Ricardo tem tido exibições muito positivas.
A mim não me interessa muito a conversa dos «automatismos» e dos «entruzamentos» e de outras bacuradas à comentador televisivo. Interessa-me apenas que a equipa do SPORTING, com os jogadores que tem, com as condições de trabalho que tem e face aos seus adversários tinha obrigação de estar a jogar muito melhor. Ou pelo menos tinha a obrigação de aguentar fisicamente tal como os outros aguentam, e de jogar com muito mais empenho, o que não tem acontecido. Jogue-se, seja contra quem for, e os do SPORTING são sempre os primeiros a ficar cansados.
Bem sei que algumas desculpas até poderão contribuir: a relva, o dos Santos, etc. Mas não é com desculpas que se ganham campeonatos. Até porque a desculpa só ganha força se houver uma razão forte que a vinque: teriam muito mais legitimidade as queixas contra o dos Santos se o SPORTING tivesse feito um bom jogo do que assim.
E para finalizar, o discurso de F. Santos. O treinador do SPORTING dá a impressão de ainda não ter percebido muito bem o que é o SPORTING. No jogo contra o Porto afirma que o SPORTING «joga o jogo pelo jogo». Ora está precisamente aí a questão. É que o SPORTING nunca deve jogar o jogo pelo jogo. O SPORTING deve jogar, sempre, para ganhar, mesmo que não o possa fazer todas as vezes. Mas só assim é que se consegue ganhar muito. Ou pensam que o Mourinho diz aos seus jogadores para «jogarem o jogo pelo jogo»?
Fique F. Santos sabendo, de uma vez por todas, que nós não somos o Benfica, que perde 2-0 com o Porto e vêm de lá todos contentes porque «jogaram bem»!
No SPORTING joga-se sempre para ganhar. Contra árbitros, relva, Liga, fungos, majores, Guilhermes, azares e etc.
Comecemos por uma atitude séria e sensata: não foi só por culpa do árbitro que o SPORTING perdeu o jogo. O SPORTING perde o jogo porque, mais uma vez, passa 80 minutos onde não faz praticamente nada, para se lembrar de jogar futebol apenas nos últimos 10 minutos. Aí já valia de muito pouco porque, ainda por cima, lá estava o dos Santos a arbitrar.
Passados alguns meses e alguns jogos, é tempo de retirarmos algumas conclusões que, mesmo que o panorama mude - esperamos -, não deixarão de ser verdade.
O futebol que o SPORTING joga é uma enorme confusão. O 4-3-3 de que o treinador falava nunca se percebeu muito bem e, sempre que as coisas não correm bem de início, a equipa entra num desvario táctico pouco próprio de uma equipa profissional que quer lutar pelo título. Com o treinador a assistir.
A equipa continua desequilibrada. Não se percebe a troca do R. Fernandes pelo Clayton. Queriam que o R. Fernandes saísse? Mais valia emprestá-lo a um outro clube. Agora mandarem vir o Clayton é que não lembra a ninguém ( à excepção de F. Santos).
Silva. O Silva é um jogador que tem enormes dificuldades a jogar enquanto único avançado lá na frente. Ainda não nos deixaram ver o que vale o Liedson, mas desta forma somos a equipa com a linha atacante mais inútil de toda a Liga. Silva a correr atrás das bolas que os outros lhe pontapeiam lá para cima vale o mesmo que nada, tal como atesta o número de golos que os nossos atacantes já marcaram. O Lourenço teve, apesar de algumas lacunas, prestações bem mais eficientes. Se calhar, por isso, foi para o banco.
Meio campo. A enorme capacidade de Rochemback e o talento emergente de Custódio não são suficientes para disfarçar o descalabro que têm sido, de um modo geral, as prestações de Tonito, Luís Filipe e Tello. João Pinto dá-nos sempre aquela sensação de que anda a jogar só, sem ninguém a quem passar a bola, jogável e com rapidez.
A defesa pode e deve fazer muito melhor. Mas ainda assim é um dos sectores que se tem aguentado melhor. Ricardo tem tido exibições muito positivas.
A mim não me interessa muito a conversa dos «automatismos» e dos «entruzamentos» e de outras bacuradas à comentador televisivo. Interessa-me apenas que a equipa do SPORTING, com os jogadores que tem, com as condições de trabalho que tem e face aos seus adversários tinha obrigação de estar a jogar muito melhor. Ou pelo menos tinha a obrigação de aguentar fisicamente tal como os outros aguentam, e de jogar com muito mais empenho, o que não tem acontecido. Jogue-se, seja contra quem for, e os do SPORTING são sempre os primeiros a ficar cansados.
Bem sei que algumas desculpas até poderão contribuir: a relva, o dos Santos, etc. Mas não é com desculpas que se ganham campeonatos. Até porque a desculpa só ganha força se houver uma razão forte que a vinque: teriam muito mais legitimidade as queixas contra o dos Santos se o SPORTING tivesse feito um bom jogo do que assim.
E para finalizar, o discurso de F. Santos. O treinador do SPORTING dá a impressão de ainda não ter percebido muito bem o que é o SPORTING. No jogo contra o Porto afirma que o SPORTING «joga o jogo pelo jogo». Ora está precisamente aí a questão. É que o SPORTING nunca deve jogar o jogo pelo jogo. O SPORTING deve jogar, sempre, para ganhar, mesmo que não o possa fazer todas as vezes. Mas só assim é que se consegue ganhar muito. Ou pensam que o Mourinho diz aos seus jogadores para «jogarem o jogo pelo jogo»?
Fique F. Santos sabendo, de uma vez por todas, que nós não somos o Benfica, que perde 2-0 com o Porto e vêm de lá todos contentes porque «jogaram bem»!
No SPORTING joga-se sempre para ganhar. Contra árbitros, relva, Liga, fungos, majores, Guilhermes, azares e etc.
Martins dos Santos
Ainda é árbitro de futebol. Não parece mas é verdade. Tem a mania que é muito rigoroso e passa os jogos a distribuir cartões por tudo e por nada. Claro que quando os deve mostrar MESMO nem sempre o faz. Esse seu rigor é típico daqueles que se sentem na necessidade de vincar a sua autoridade. Não sendo capaz de o fazer pela competência, fá-lo pela arrogância bacoca. Costuma ser muito simpático com o Porto, mas se tiver que fazer das suas por outros clubes também o faz. Volta e meia vai à 2ª liga mostrar daqueles disparates de antologia, mas isso não interessa porque disso os jornais não querem saber para nada.
Ora, por obra e graça do Guilherme, desta vez caiu-nos na rifa. E logo com uma actuação ao melhor estilo 'dos Santos': em apenas 2 minutos ARRANJA o resultado do jogo. Não me apetece falar mais de tal criatura; isto é só para que se registe o seguinte: todos sabemos muito bem porque é que os dirigentes da Liga não descansaram enquanto não acabaram com o sorteio. Assim é mais fácil: o Guilherme, um papel, uma caneta e um telemóvel são todo o que é necessário para armar a salganhada. Tudo em nome da verdade desportiva. Porque, tal como eles dizem a toda a hora, são «pessoas muito sérias».
Ainda é árbitro de futebol. Não parece mas é verdade. Tem a mania que é muito rigoroso e passa os jogos a distribuir cartões por tudo e por nada. Claro que quando os deve mostrar MESMO nem sempre o faz. Esse seu rigor é típico daqueles que se sentem na necessidade de vincar a sua autoridade. Não sendo capaz de o fazer pela competência, fá-lo pela arrogância bacoca. Costuma ser muito simpático com o Porto, mas se tiver que fazer das suas por outros clubes também o faz. Volta e meia vai à 2ª liga mostrar daqueles disparates de antologia, mas isso não interessa porque disso os jornais não querem saber para nada.
Ora, por obra e graça do Guilherme, desta vez caiu-nos na rifa. E logo com uma actuação ao melhor estilo 'dos Santos': em apenas 2 minutos ARRANJA o resultado do jogo. Não me apetece falar mais de tal criatura; isto é só para que se registe o seguinte: todos sabemos muito bem porque é que os dirigentes da Liga não descansaram enquanto não acabaram com o sorteio. Assim é mais fácil: o Guilherme, um papel, uma caneta e um telemóvel são todo o que é necessário para armar a salganhada. Tudo em nome da verdade desportiva. Porque, tal como eles dizem a toda a hora, são «pessoas muito sérias».
Thursday, September 18, 2003
Wednesday, September 17, 2003
Poluição
Andam por aí uns pasquins jornaletas que, talvez por falta de assunto sobre a pedofilia, resolveram apontar armas a alguns jogadores de futebol.
O que vale é que pouca gente os leva a sério.
Andam por aí uns pasquins jornaletas que, talvez por falta de assunto sobre a pedofilia, resolveram apontar armas a alguns jogadores de futebol.
O que vale é que pouca gente os leva a sério.
Tuesday, September 16, 2003
Deve ser engano
O tirano com o acessório cabeçal mais divertido de todo o continente africano foi deposto. Num instante e sem violência. Mas eu acho que há aqui uma enorme confusão. Não era Kumba Yalá que os revoltosos queriam por a andar. Quem eles queriam despachar era o Camacho: devido ao barrete vermelho e aos místicos pensamentos, os revoltosos confundiram os dois personagens.
O tirano com o acessório cabeçal mais divertido de todo o continente africano foi deposto. Num instante e sem violência. Mas eu acho que há aqui uma enorme confusão. Não era Kumba Yalá que os revoltosos queriam por a andar. Quem eles queriam despachar era o Camacho: devido ao barrete vermelho e aos místicos pensamentos, os revoltosos confundiram os dois personagens.
Monday, September 15, 2003
Mais uma vitória
O SPORTING ganhou mais um jogo. A exibição pode não ter sido das melhores mas, com o relvado naquelas condições, é difícil exigir mais. A equipa mostra que ainda tem um longo caminho a percorrer até se mostrar mais sólida e compacta. Quanto ao relvado... tanto investimento num estádio para se jogar num batatal daqueles. Nem que tenha que se colocar nova relva; o problema tem que ser urgentemente resolvido.
O SPORTING ganhou mais um jogo. A exibição pode não ter sido das melhores mas, com o relvado naquelas condições, é difícil exigir mais. A equipa mostra que ainda tem um longo caminho a percorrer até se mostrar mais sólida e compacta. Quanto ao relvado... tanto investimento num estádio para se jogar num batatal daqueles. Nem que tenha que se colocar nova relva; o problema tem que ser urgentemente resolvido.
Thursday, September 11, 2003
Wednesday, September 10, 2003
Tuesday, September 09, 2003
Chegaram cedo
A trupe do Sr. Reis, - APAF - uma confraria de árbitros que em tempos nos brindou com uma irresponsável greve, talvez por os seus patrões não fazerem a mínima ideia acerca das funções deste tipo de associação, já botou faladura. Até aqui nada de novo; sempre que Dias da Cunha ou alguém do SPORTING diz alguma coisa, estes cavalheiros mandam-se logo à reunião extraordinária, ao manifesto e a outras atitudes que, na altura, lhes venham à cabeça. O que surpreende é que, estando decorridas apenas três jornadas - incompletas, porque dois clubes ainda não jogaram, mas sobre isso o Artur Jorge deve saber mais do que eu - os ex-árbitros cartearam-nos de forma aberta. Fenómeno curioso: de há uns tempos para cá, em Portugal, tratam-se assuntos importantes em cartas abertas publicadas nos jornais... deve ser moda e vai passar. E desta vez, a carta aberta destes senhores, brinda-nos com um recurso estilístico fantástico, digno de detalhada análise hermenêutica: «guerrilheiros de linguagem».
Fui ver e fiquei preocupado. Pois não é que, com toda a turbulência que vai por esse mundo fora, guerrelheiro já não é o mesmo adjectivo de teor romântico que era aplicado a Che Guevara e Xanana Gusmão. E o que me deixou preocupado foi ter verificado que a mim próprio me assenta que nem uma luva a tal expressão. Pois eu também sou dos que não concordam com o modo como a arbitragem está organizada em Portugal; não confio, grosso modo, nos dirigentes a quem ela está entregue; considero a formação dos árbitros portugueses de baixo nível e acho que isto tem reflexos muito negativos no futebol. Ora aí está: sou também um «guerrelheiro da linguagem», um espécie de «força do mal» contra o «templo do bem», tão eficazmente liderado pelo sr. Reis (o tipo deve andar a ver nas CNN as conferências desse outro grande pensador associativo que dá pelo nome de G. Bush).
Pois então aqui fica: antes «guerrelheiro da linguagem» que «soldadinho da situação».
E da próxima vez não se esqueçam do pré-aviso de greve.
A trupe do Sr. Reis, - APAF - uma confraria de árbitros que em tempos nos brindou com uma irresponsável greve, talvez por os seus patrões não fazerem a mínima ideia acerca das funções deste tipo de associação, já botou faladura. Até aqui nada de novo; sempre que Dias da Cunha ou alguém do SPORTING diz alguma coisa, estes cavalheiros mandam-se logo à reunião extraordinária, ao manifesto e a outras atitudes que, na altura, lhes venham à cabeça. O que surpreende é que, estando decorridas apenas três jornadas - incompletas, porque dois clubes ainda não jogaram, mas sobre isso o Artur Jorge deve saber mais do que eu - os ex-árbitros cartearam-nos de forma aberta. Fenómeno curioso: de há uns tempos para cá, em Portugal, tratam-se assuntos importantes em cartas abertas publicadas nos jornais... deve ser moda e vai passar. E desta vez, a carta aberta destes senhores, brinda-nos com um recurso estilístico fantástico, digno de detalhada análise hermenêutica: «guerrilheiros de linguagem».
Fui ver e fiquei preocupado. Pois não é que, com toda a turbulência que vai por esse mundo fora, guerrelheiro já não é o mesmo adjectivo de teor romântico que era aplicado a Che Guevara e Xanana Gusmão. E o que me deixou preocupado foi ter verificado que a mim próprio me assenta que nem uma luva a tal expressão. Pois eu também sou dos que não concordam com o modo como a arbitragem está organizada em Portugal; não confio, grosso modo, nos dirigentes a quem ela está entregue; considero a formação dos árbitros portugueses de baixo nível e acho que isto tem reflexos muito negativos no futebol. Ora aí está: sou também um «guerrelheiro da linguagem», um espécie de «força do mal» contra o «templo do bem», tão eficazmente liderado pelo sr. Reis (o tipo deve andar a ver nas CNN as conferências desse outro grande pensador associativo que dá pelo nome de G. Bush).
Pois então aqui fica: antes «guerrelheiro da linguagem» que «soldadinho da situação».
E da próxima vez não se esqueçam do pré-aviso de greve.
Os do costume
Depois do jogo com os espanhóis, tudo o que é jornalista, comentador e etc. aqui da praça, tratou de arrear cacetada em Scolari. Eu acho que ele bricou com a convocatória; achou que errou durante o jogo porque acho que, no fundo, está muito longe de ser um fora-de-série.
Agora, o tom, algo súbito, de todas estas críticas é manifestamente exagerado: Madaíl também errou com os disparates que diz sempre que abre a boca - e abriu a boca para falar, antes do jogo, sobre o V. Baía; os jogadores falharam porque mostraram uma falta de empenho indecorosa; falharam ainda outros que não interessa para aqui referir, e eu não vejo esses articulistas boleiros a referir o facto.
De uma coisa desconfio: ao ver as caras dos neo-opositores de Scolari, até fico com vontade de defender o treinador brasileiro, algo que até agora ainda não fiz (ver post anterior).
Depois do jogo com os espanhóis, tudo o que é jornalista, comentador e etc. aqui da praça, tratou de arrear cacetada em Scolari. Eu acho que ele bricou com a convocatória; achou que errou durante o jogo porque acho que, no fundo, está muito longe de ser um fora-de-série.
Agora, o tom, algo súbito, de todas estas críticas é manifestamente exagerado: Madaíl também errou com os disparates que diz sempre que abre a boca - e abriu a boca para falar, antes do jogo, sobre o V. Baía; os jogadores falharam porque mostraram uma falta de empenho indecorosa; falharam ainda outros que não interessa para aqui referir, e eu não vejo esses articulistas boleiros a referir o facto.
De uma coisa desconfio: ao ver as caras dos neo-opositores de Scolari, até fico com vontade de defender o treinador brasileiro, algo que até agora ainda não fiz (ver post anterior).
Friday, September 05, 2003
Scolari
Não sou, nem nunca fui, grande adepto de Scolari como treinador. Acho que ele é apenas um treinador mediano, igual a centenas de outros. Acontece é que está muito sobrevalorizado pelo facto de ter sido campeão do mundo, o que, por si só, não pode de modo alguma atestar acerca da grande qualidade de um treinador.
Scolari não chegou em paz ao futebol português. Sobretudo por culpa dos que já cá estavam, mas também por sua culpa. Começou logo com a questão dos vencimentos. O que Scolari solicitou é exagerado para os padrões de Portugal. Claro que Madaíl, fazendo justiça ao que dele sabemos, tratou logo de fazer todo o tipo de cedências, incluindo a questão dos adjuntos. Ainda estamos para ver o problema que o salário de Scolari vai lançar no pós-Scolari: qual é o treinador português que, depois, estará na disponibilidade de trabalhar por 2 mil contos por mês? E um estrangeiro de qualidade também não aceitará trabalhar por menos do que aquilo que Scolari actualmente aufere.
Depois foram os «agentes do futebol». Os «agentes do futebol» são uma espécie de eminência parda que inclui dirigentes, jornalistas, jogadores VIP e outros. Não significam nada de substancial a não ser o facto de fazerem sempre muito barulho em função dos seus interesses pessoais.
E aí é que a coisa foi pior: Pinto da Costa, ainda Scolari não tinha sido contratado, já dizia que não concordava. Quanto aos jornalistas, começaram por falar muito mas, depois, quando deviam falar, ou seja, agora, trataram logo de se calar, abrindo a boca episodicamente apenas para dizer que «sim senhor, está tudo bem».
Pinto da Costa ficou provavelmente chateado com o facto de, daqui em diante, não poder ser voz activa no que diz respeito à convocatória de jogadores. E, a partir daí, tratou logo de arregimentar o papagaio que treina a sua equipa para os ataques ao seleccionador. Alguns com razão, outros sem razão, mas os papagaios são assim mesmo: nunca se calam e acabam sempre por repetir aquilo que o dono diz muitas vezes. O caso Baía não é caso nenhum, como o próprio tratou de demonstrar no jogo contra o Estrela da Amadora: há 3 ou 4 guarda-redes melhores do que ele, mais novos e com menos cagança. (e sem fita no cabelo!)
Os jogadores que têm sido seleccionados não disseram muito mas trataram de, em campo, jogar pela selecção como se aquele fosse o maior frete das suas vidas, o que se tem vindo a reflectir nos resultados desportivos. Resultados estes que não têm sido, nem de longe, nem de perto, positivos. À excepção do jogo com o Brasil o comportamento da selecção tem sido globalmente negativo.
Scolari lá continua, sempre mais preocupado em fazer vincar a sua opinião do que em resolver as questões que importam. O seu objectivo central é afirmar que é «ele que manda», em vez de colocar a selecção a jogar como deve ser. Desde que seja «ele a mandar» está tudo bem.
Há, à vontade, 4 ou 5 selecções europeias bem melhores que a portuguesa, neste momento. Por isso a fasquia está a ser colocada demasiado alto. Os portugueses são especialistas em fasquias elevadas, com os resultados que se tem visto. E não se esqueça Scolari que os jogos do europeu não vão ser arbitrados pelo Paulo Costa nem pelo Olegário; escusa o Deco de se mandar para o chão a toda a hora que isso, no europeu, não vai surtir o efeito que tem aqui no campeonato.
Há ainda a rábula das convocatórias-surpresa com que Scolari tem brindado «os Manéis». Não me parece que isso seja propriamente provocação: entendo que se trata, mais uma vez, de uma maneira de definir a sua posição (nem que para isso tenha que convocar um apanha-bolas). O homem é capaz de tudo apenas para dizer que é ele que manda.
Concluo afirmando que não acredito que a selecção portuguesa se classifique nos 4 primeiros.
Não será só culpa de Scolari, mas isso também não interessa porque no futebol português as culpas morrem sempre solteiras.
Até lá, ao que se afigura, ainda vamos ter mais umas estórias para nos rirmos um pouco.
Não sou, nem nunca fui, grande adepto de Scolari como treinador. Acho que ele é apenas um treinador mediano, igual a centenas de outros. Acontece é que está muito sobrevalorizado pelo facto de ter sido campeão do mundo, o que, por si só, não pode de modo alguma atestar acerca da grande qualidade de um treinador.
Scolari não chegou em paz ao futebol português. Sobretudo por culpa dos que já cá estavam, mas também por sua culpa. Começou logo com a questão dos vencimentos. O que Scolari solicitou é exagerado para os padrões de Portugal. Claro que Madaíl, fazendo justiça ao que dele sabemos, tratou logo de fazer todo o tipo de cedências, incluindo a questão dos adjuntos. Ainda estamos para ver o problema que o salário de Scolari vai lançar no pós-Scolari: qual é o treinador português que, depois, estará na disponibilidade de trabalhar por 2 mil contos por mês? E um estrangeiro de qualidade também não aceitará trabalhar por menos do que aquilo que Scolari actualmente aufere.
Depois foram os «agentes do futebol». Os «agentes do futebol» são uma espécie de eminência parda que inclui dirigentes, jornalistas, jogadores VIP e outros. Não significam nada de substancial a não ser o facto de fazerem sempre muito barulho em função dos seus interesses pessoais.
E aí é que a coisa foi pior: Pinto da Costa, ainda Scolari não tinha sido contratado, já dizia que não concordava. Quanto aos jornalistas, começaram por falar muito mas, depois, quando deviam falar, ou seja, agora, trataram logo de se calar, abrindo a boca episodicamente apenas para dizer que «sim senhor, está tudo bem».
Pinto da Costa ficou provavelmente chateado com o facto de, daqui em diante, não poder ser voz activa no que diz respeito à convocatória de jogadores. E, a partir daí, tratou logo de arregimentar o papagaio que treina a sua equipa para os ataques ao seleccionador. Alguns com razão, outros sem razão, mas os papagaios são assim mesmo: nunca se calam e acabam sempre por repetir aquilo que o dono diz muitas vezes. O caso Baía não é caso nenhum, como o próprio tratou de demonstrar no jogo contra o Estrela da Amadora: há 3 ou 4 guarda-redes melhores do que ele, mais novos e com menos cagança. (e sem fita no cabelo!)
Os jogadores que têm sido seleccionados não disseram muito mas trataram de, em campo, jogar pela selecção como se aquele fosse o maior frete das suas vidas, o que se tem vindo a reflectir nos resultados desportivos. Resultados estes que não têm sido, nem de longe, nem de perto, positivos. À excepção do jogo com o Brasil o comportamento da selecção tem sido globalmente negativo.
Scolari lá continua, sempre mais preocupado em fazer vincar a sua opinião do que em resolver as questões que importam. O seu objectivo central é afirmar que é «ele que manda», em vez de colocar a selecção a jogar como deve ser. Desde que seja «ele a mandar» está tudo bem.
Há, à vontade, 4 ou 5 selecções europeias bem melhores que a portuguesa, neste momento. Por isso a fasquia está a ser colocada demasiado alto. Os portugueses são especialistas em fasquias elevadas, com os resultados que se tem visto. E não se esqueça Scolari que os jogos do europeu não vão ser arbitrados pelo Paulo Costa nem pelo Olegário; escusa o Deco de se mandar para o chão a toda a hora que isso, no europeu, não vai surtir o efeito que tem aqui no campeonato.
Há ainda a rábula das convocatórias-surpresa com que Scolari tem brindado «os Manéis». Não me parece que isso seja propriamente provocação: entendo que se trata, mais uma vez, de uma maneira de definir a sua posição (nem que para isso tenha que convocar um apanha-bolas). O homem é capaz de tudo apenas para dizer que é ele que manda.
Concluo afirmando que não acredito que a selecção portuguesa se classifique nos 4 primeiros.
Não será só culpa de Scolari, mas isso também não interessa porque no futebol português as culpas morrem sempre solteiras.
Até lá, ao que se afigura, ainda vamos ter mais umas estórias para nos rirmos um pouco.
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