Wednesday, February 04, 2004

O Porto também já tem Leonor Pinhão

Só faltava mais esta. Como se não bastassse a nossa velha conhecida Leonor Pinhão para nos divertir com os seus delirantes enredos a armar ao guião de cinema, agora também o Porto tem um Pinhão de serviço. Chama-se Sousa Tavares e articula a toda a hora e em todo o lugar. Também tem tempo de antena na TV para a homilia semanal a la Marcelo e acha-se o único a possuir uma visão correcta e imparcial no meio da turba de fanáticos da bola. A sua estratégia criativa é muito semelhante à de Leonor Pinhão: sonha, anota, mistura com a realidade segundo as conveniências do momento e aqui vai artigalhada. Consegue verdadeiras proezas de retórica como aquela de fazer o Porto vítima da arbitragem.
Tenho, porém, que dizer o seguinte: dentro do estilo acho fraco. Confesso que Leonor Pinhão me consegue divertir muito mais; há, em Pinhão, uma crença naquilo que diz, que torna as suas prosas muito mais interessantes. O do Porto é marcado por uma disfarçada inveja - com que então clube de viscondes? - que não tem tanta piada. Ainda assim a história de considerar que o actual treinador do Porto e futuro treinador longe, longe, longe, longe (ele disse 4 vezes) deste país vítima de uma tramóia urdida por esses «viscondes» do SPORTING não é nada má. Pois que continue a tentar para ver se nos consegue continuar a fazer rir.

Tuesday, February 03, 2004

Genial

Sou da opinião de que a causa profunda dos problemas que afectam o futebol português está na incompetência da generalidade dos dirigentes desportivos e dos políticos que se relacionam com as questões do desporto. Acho sobretudo que o dirigismo nacional vive desajustado dos tempos que correm e lida mal com as saudáveis regras da convivência democrática. Repare-se que no futebol português o discurso caciquista/trauliteiro impera e ainda dá os seus frutos.
Para provar isto estão as recentes declarações do presidente da Liga de Futebol, pessoa que devia ter grandes responsabilidades naquilo que diz e que, em muitas ocasiões, é ele próprio a despoletar controvérsias desnecessárias.
Em face do que se passou em Guimarães no jogo com o Boavista lá veio, mais uma vez, este dirigente brindar-nos com mais uma das suas «geniais» ideias, daquelas que se não viessem de quem vêm nem sequer acreditaríamos no que estávamos a ouvir. Para ele uma das medidas mais eficazes para resolver os problemas do futebol passa por impor uma regra de contenção verbal - que para mim não passa de um eufemismo para o termo censura - de modo a pacificar as hostes. Parece que este cavalheiro anda distraído com outras actividades, daí que eu tenha que lhe explicar algumas coisas simples que ele ainda não foi capaz de entender:
1º As leis do futebol não se podem sobrepor às leis do estado de direito, sendo a Constituição da República o garante máximo destas. Daqui se extrai o seguinte: se a Constituição da República garante o exercício do direito de opinião, tal como a Declaração Universal dos Direitos do Homem, não é um Chico Zé qualquer, esteja em Gondomar ou na Guiné, seja presidente de câmara ou director do grupo excursionista lá da praceta que vai impor tal medida, completamente ilegal e anacrónica. Nos regimes democráticos e entre gente de bons princípios é do debate de ideias e pontos de vista que nascem as soluções. E felizmente AINDA somos uma democracia.
2º Em que termos é que esta hipotética ideia poderia ser aplicada? NInguém sabe. Trata-se de uma ideia tão disparatada que não conseguiríamos sequer perspectivar a sua execução. Se alguém disser que não gosta do bigode de um ábitro? Qual seria a respectiva pena? Andaria um delegado da liga atrás de cada dirigente para saber o que ele diz de um árbitro numa roda de amigos?
3ºO mais importante é procurar resolver os problemas, o mais possível, na sua origem. Ora, os comentários às arbitragens são apenas a etapa final de um problema muito mais profundo: o modo como a arbitragem em Portugal é gerida, e que se traduz no facto de ser actualmente um dos sectores mais desacreditados do futebol português.
Daqui se pode extrair a seguinte conclusão: Não querem que se fale mal dos árbitros? Então criem-se as condições para que isso não aconteça. Dou apenas algumas indicações que certamente contribuíriam para que isto acontecesse: eleições livres e democráticas nos orgãos que dirigem o futebol português em vez de nomeações encapotadas, vagamente escondidas sob a aparência de democraticidade; formação rigorosa dos árbitros em vez daquela história dos cursos de fim-de-semana que não passam, a maior parte das vezes, de encontros de amigos; formação e selecção rigorosa dos delegados aos jogos que têm a tarefa de avaliar o trabalho dos árbitros; publicitação dos critérios rigorosos que norteiam estas avaliações; formação dos dirigentes desportivos - porque é que estes indivíduos acham que não têm nada que aprender?; responsabilização dos árbitros pelos erros cometidos.
Mas enfim, no meio de tudo isto há uma mente genial que entende que isto se resolve com a imposição de um silêncio podre. Assim ficamos a saber que isto, se mudar, será para pior.

Monday, February 02, 2004

A montanha... não pariu nada

O comunicado do Porto não esclarece minimamente aquilo que deveria ser esclarecido. Limita-se àquela história do «é mentira!». Pois que vão para tribunal, aí, com as testemunhas que observaram o que se passou, constataremos quem é que está a mentir.
O que me espanta não é o treinador do Porto não assumir: nem sequer esperava outra coisa dele; está ao seu nível.
O que me admira é não termos tido direito a «argumento de cinema» para explicar a camisola rasgada. A curiosidade era grande... mas parece que há falta de ideias lá para aqueles lados.
Paulinho

Se dúvidas havia de que este é o melhor roupeiro do mundo, elas ficaram esclarecidas. Grande Paulinho, a tua dignidade ao pé da do outro é como um oceano ao pé de uma gota de água.
Ao dr. J. E. Bettencourt

Como homem íntegro que é, certamente que não precisa para nada que eu lhe diga isto:

Mantenha-se firme, pois é assim que se luta contra o terrorismo, seja ele verbal ou bélico. Deixe-os ir para tribunal. Será mais interessante esclarecer-se aí que tipo de gente é aquela do que nas capas dos jornais.

Saudações leoninas
SPORTING-Porto

O SPORTING foi quase sempre a melhor equipa em campo. Merecia ter ganho, o que eu julgo teria sido possível se as regras do International Board da FIFA também valessem para o Porto. Temos que ser pacientes; o nervosismo do Porto deve-nos dar confiança: se eles ficam assim com cinco pontos de vantagem é porque não estão tranquilos. Temos que lutar, ser melhores e acreditar que não há palhaçada que dure eternamente. O estado de graça da criatura vai acabar e a vitória é para os que lutam com dignidade até ao fim.
O treinador do Porto

O treinador do Porto é um canalha. Dos mais reles, daqueles que não são sequer capazes de assumir o que fazem e o que dizem e que, quando confrontados com as suas atitudes ameaçam com processos em tribunal. Como se isso desse para assustar quem tem razão. Dar atenção à criatura é perder tempo. Ao menos uma vez na vida seja homem e faça aquilo que diz: ponha-se a andar que o futebol português já tem muita coisa má.
Vindo de onde vem, já sabemos no que é que isto vai dar. A única curiosidade consiste em saber qual a mentira que vai ser engendrada para justificar a camisola rasgada do Rui Jorge. É que em matéria de mentiras para desculpar trafulhices esta gente já não me surpreende desde a história das viagens ao Brasil da família Calheiros terem sido pagas por engano. Vá lá dirigentes do Porto, sejam imaginativos, surpreendam-nos que nós precisamos de rir um bocadinho com isto.
Já sabemos

Finalmente descobri porque é que Lucílio Batista passa os jogos inteiros a rir. Diverte-se com os disparates que vai fazendo.

Monday, January 26, 2004

Miklos Féher

Que descanse em paz.

Hoje, o que vem à cabeça é perguntar: «futebol, o que é isso?»

Nos próximos dias voltamos a falar.

Friday, January 23, 2004

Respondam

A Comissão Disciplinar, ao absolver José Eduardo Bettencourt no seguimento das suas declarações após o jogo com o Moreirense, admitiu que esse jogo foi "marcado por alguns relevantes erros de arbitragem". Com estas mesmas palavras. E nós perguntamos: se ouve erros, quem é que foi prejudicado? E como é que o prejudicado vai ser ressarcido? E, quem errou, é punido? É que nós desejamos mesmo que estas questões sejam respondidas. Só por curiosidade...
Jogo em Belém

Vamos em força para a perseguição ao título. Do sr. Xistra esperamos que se comporte de maneira correcta, o que seria uma forma de se distanciar do lamaçal que é a arbitragem portuguesa.

Tuesday, January 20, 2004

Questão de cartões

Beto e Polga, se virem cartão amarelo contra o Belenenses, não podem disputar o jogo contra o Porto. Vá lá Guilherme, trata do assunto na nomeação de 4ª feira; não digas que não és capaz.

Friday, January 16, 2004

No sábado

Vamos mostrar que temos condições para assumir o 1º lugar, fazendo os possíveis para vencer a Académica.
Sempre a dar nela

O SPORTING estabelece um protocolo com as suas claques de modo a tentar enquandrar, tanto quanto possível, o seu funcionamento. O jornal mais pesado da nossa praça resolve dar destaque de 1ª página afirmando: «claques do SPORTING podem ser punidas», lançando confusão nos leitores. Tudo porque nesse protocolo há a possibilidade de o SPORTING poder tomar medidas em relação às claques. Na semana em que adeptos do Benfica agridem adeptos do SPORTING, convenhamos que não está nada mal: jornalismo do melhor.
Tinga

Vem ou não vem?

Tuesday, January 13, 2004

Prémios UEFA

Não ligo muito a este tipo de prémios. Ainda assim acho que é meritório para o Paulo Ferreira e para o Mourinho. O prémio deve-se sobretudo à carreira internacional do Porto na época passada. Não deixa de ser surpreendente, sobretudo o caso do Paulo Ferreira. Parabéns.
Pedro Barbosa

Perdoem-me a vaidade. Mas sinto uma enorme satisfação em ter sido, desde que jogava no Guimarães, um fervoroso admirador de Pedro Barbosa.
Gosto do nome

Parece que vem aí reforço de inverno. O eng. lá entendeu que, mais do que um avançado, para já o SPORTING necessitava de um médio defensivo e aí vem o Tinga. Não sei muito deste jogador... mas gosto do nome.
Muito barulho por nada

O Benfica queixa-se. De quê? O problema é esse: ainda não perceberam de que é que se devem queixar.
Distracções

A hilariante Leonor Pinhão - alegria de quem gosta de se rir com quem se leva a sério - resolveu demitir-se de um daqueles cargos que ninguém sabe para que serve e que, pelo que consta, ela desempenhava no Benfica. Tudo isto porque naquela política de gestão que para lá vai se nomeou um novo director de comunicação que ela acha que é do SPORTING. Só não sabemos é o motivo que a levou a desempenhar esse cargo sendo convidada por um presidente que também é sócio do Porto e do SPORTING. Andava distraída a congeminar guiões para escrever na Bola e nem deu por isso.