Há aqui qualquer coisa que não bate bem
Vi 15 minutos do Nacional - Porto. E não gostei nada; estava lá o que há de pior no futebol português: porrada quando não se consegue jogar futebol; um árbitro incompetente a tentar gerir os cartões no fio da navalha e errando como consequência disso; jogadorzecos empertigados com a ocasião como César Peixoto que resolve entrar dentro do campo apenas para ver um cartão - este garoto quando estava no Belenenses falava assim? - e declarações enigmáticas a lembrar o provincianismo com que as coisas da bola são analisadas em Portugal. Deve ter havido ainda pior; felizmente não vi o jogo todo.
O que me parece estranho no meio disto tudo é o facto de uma equipa como a do Porto, que mostrou ao longo do campeonato ser superior em termos de futebol, só tem esta vantagem pontual a 4 jornadas do fim. Até parece que isto deu luta; e o que se viu claramente foi que o SPORTING não estava preparado para lutar pelo título, sobretudo ao nível da orientação técnica da equipa. Já nem falo aqui dos 6 pontos roubados nos jogos com o Marítimo e o Moreirense: se isso fossem cartas deste baralho, teríamos mesmo luta até ao fim. O que me parece de tudo isto é que o Porto, apesar da sua superioridade, é uma equipa vulnerável e que podia muito bem não ter ganho este campeonato. Bastava que tivesse tido concorrência à altura.
Serve isto para as pessoas responsáveis do SPORTING pensarem que não há papões e que a equipa do SPORTING, com dois ou três acertos de plantel, com qualidade, pode muito bem lutar eficazmente pelo título da próxima época. Para isso implicava também uma orientação técnica credível, que é o que eu julgo estar a falhar no nosso clube.
Thursday, April 15, 2004
Sunday, April 11, 2004
Thursday, April 08, 2004
Wednesday, April 07, 2004
Monday, April 05, 2004
Saíram da toca
Num clube ali da zona de Benfica, um determinado tipo de adeptos, conhecidos pelo termo «notáveis» resolveu sair da toca e abrir a boca. Nada de novo, nesse clube existe esse tipo de adeptos cuja função é partir a loiça quando menos se espera e desatar a disparar para todo o lado; geralmente são adeptos que, de quando a quando, também ocupam o cargos directivos. Não se sabe muito bem para serve todo este circo mas lá que tem piada isso tem, sejamos sinceros.
Num clube ali da zona de Benfica, um determinado tipo de adeptos, conhecidos pelo termo «notáveis» resolveu sair da toca e abrir a boca. Nada de novo, nesse clube existe esse tipo de adeptos cuja função é partir a loiça quando menos se espera e desatar a disparar para todo o lado; geralmente são adeptos que, de quando a quando, também ocupam o cargos directivos. Não se sabe muito bem para serve todo este circo mas lá que tem piada isso tem, sejamos sinceros.
Em Braga
O SPORTING ganhou mas não convenceu. Terminou o jogo «encostado às cordas» como só uma equipa desgovernada pode terminar. Até nas vitórias se vê a falta de rumo que para ali vai. Não ouvi o treinador do SPORTING falar sobre o assunto mas já estou a imaginar: «dominámos o jogo»; «o adversário não teve mais ocasiões de golo»; «os meus jogadores lutaram muito e são grandes campeões»; etc. Tenho é a impressão que já ninguém o ouve. É que não é fácil.
O SPORTING ganhou mas não convenceu. Terminou o jogo «encostado às cordas» como só uma equipa desgovernada pode terminar. Até nas vitórias se vê a falta de rumo que para ali vai. Não ouvi o treinador do SPORTING falar sobre o assunto mas já estou a imaginar: «dominámos o jogo»; «o adversário não teve mais ocasiões de golo»; «os meus jogadores lutaram muito e são grandes campeões»; etc. Tenho é a impressão que já ninguém o ouve. É que não é fácil.
Baía versus Scolari
Ao contrário do que se diz por aí, entendo que o «caso Baía na selecção», para Scolari, não é caso nenhum. Se há jogador sobre o qual Scolari bem como a maior parte dos adeptos de futebol - à excepção dos do Porto - não têm dúvidas é precisamente Baía: não tem lugar na selecção e ponto final. Acredito que outros jogadores lancem mais questões na cabeça de Scolari. Agora o Baía... só mesmo quem não o vê jogar.
Ao contrário do que se diz por aí, entendo que o «caso Baía na selecção», para Scolari, não é caso nenhum. Se há jogador sobre o qual Scolari bem como a maior parte dos adeptos de futebol - à excepção dos do Porto - não têm dúvidas é precisamente Baía: não tem lugar na selecção e ponto final. Acredito que outros jogadores lancem mais questões na cabeça de Scolari. Agora o Baía... só mesmo quem não o vê jogar.
Confirmação
Parece que ainda havia por aí alguns ideólogos da bola com dúvidas acerca do facto de, para Vitor Baía, haver regras diferentes, sobretudo no que respeita a jogadas com a mão fora da área e não amostragem de cartões vermelhos em situação de penalty. Isto não é de agora, já vem dos tempos dos inomináveis Calheiros de má memória. Houve outros artistas que deram o seu contributo: Martins dos Santos; José Pratas; Duarte Gomes e Lucílio Batista, entre outros. Mas eis que chega o momento da confirmação: um cavalheiro de nome Pedro Henriques deixa passar, sem nada dizer, uma fotográfica defesa de Baía bem fora da área. Como é possível? Não é possível e a ausência de medidas por parte do árbitro só serve de confirmação: para Baía as regras são diferentes. Pois, a única coisa que os adversários têm a fazer é adaptarem-se: as regras vão mudando ao longo dos tempos.
Parece que ainda havia por aí alguns ideólogos da bola com dúvidas acerca do facto de, para Vitor Baía, haver regras diferentes, sobretudo no que respeita a jogadas com a mão fora da área e não amostragem de cartões vermelhos em situação de penalty. Isto não é de agora, já vem dos tempos dos inomináveis Calheiros de má memória. Houve outros artistas que deram o seu contributo: Martins dos Santos; José Pratas; Duarte Gomes e Lucílio Batista, entre outros. Mas eis que chega o momento da confirmação: um cavalheiro de nome Pedro Henriques deixa passar, sem nada dizer, uma fotográfica defesa de Baía bem fora da área. Como é possível? Não é possível e a ausência de medidas por parte do árbitro só serve de confirmação: para Baía as regras são diferentes. Pois, a única coisa que os adversários têm a fazer é adaptarem-se: as regras vão mudando ao longo dos tempos.
Friday, April 02, 2004
Tão preocupado que ele está com a selecção...
O animador de serviço brinda-nos desta vez com umas sentidas declarações acerca da perda de ligação à selecção, por parte dos portugueses. Se ele não fosse já batido nestas andanças até diríamos que o homem anda mesmo preocupado. Mas o que o preocupa mesmo é o facto de, com Scolari, Pinto da Costa não mandar nada ali dentro; não tem nada que ver com a história do Baía nem do Maniche. O que acontece é que esta criatura adora, sempre, ter uma palavra a dizer acerca da selecção. E quando não consegue trata de vir logo estrebuchar para a praça pública: já tinha sido assim com Humberto Coelho. Esse é o verdadeiro problema dele; sentir que agora não manda nada ali dentro. A sorte dele é que ainda há os que acreditam nas suas comovidas palavras - na entrevista à SIC só faltou chorar - acerca da ligação dos portugueses à selecção. É que no tempo do seu fiel Oliveirinha os portugueses tinham uma grande «empatia» com a selecção, como se viu quando a equipa chegou a Portugal... o Oliveira só não levou porque não calhou.
O animador de serviço brinda-nos desta vez com umas sentidas declarações acerca da perda de ligação à selecção, por parte dos portugueses. Se ele não fosse já batido nestas andanças até diríamos que o homem anda mesmo preocupado. Mas o que o preocupa mesmo é o facto de, com Scolari, Pinto da Costa não mandar nada ali dentro; não tem nada que ver com a história do Baía nem do Maniche. O que acontece é que esta criatura adora, sempre, ter uma palavra a dizer acerca da selecção. E quando não consegue trata de vir logo estrebuchar para a praça pública: já tinha sido assim com Humberto Coelho. Esse é o verdadeiro problema dele; sentir que agora não manda nada ali dentro. A sorte dele é que ainda há os que acreditam nas suas comovidas palavras - na entrevista à SIC só faltou chorar - acerca da ligação dos portugueses à selecção. É que no tempo do seu fiel Oliveirinha os portugueses tinham uma grande «empatia» com a selecção, como se viu quando a equipa chegou a Portugal... o Oliveira só não levou porque não calhou.
Thursday, April 01, 2004
Mais directores desportivos do que jogadores
Há por aí um clube que já tem um director desportivo de nome Simões; entretanto convidou um outro de nome Carraça para o mesmo cargo; convidou também um outro de nome Veiga para presidir à SAD e «gerir todo o futebol»; agora é também um de nome Damásio que já lá esteve e vai voltar para «gerir todo o futebol»; há também um presidente de nome Vieira e que se auto-intitula o «homem forte do futebol encarnado».
Se estes gajos fossem jogadores de qualidade havia equipa.
Há por aí um clube que já tem um director desportivo de nome Simões; entretanto convidou um outro de nome Carraça para o mesmo cargo; convidou também um outro de nome Veiga para presidir à SAD e «gerir todo o futebol»; agora é também um de nome Damásio que já lá esteve e vai voltar para «gerir todo o futebol»; há também um presidente de nome Vieira e que se auto-intitula o «homem forte do futebol encarnado».
Se estes gajos fossem jogadores de qualidade havia equipa.
Wednesday, March 31, 2004
Monday, March 29, 2004
Selecção de Rugby
Parabéns ao pessoal do Rugby. Venceram o Torneio das Nações B e, como tal, sagraram-se campeões da Europa. O jogo foi excelente; incerteza no resultado até ao fim. Só que uma grande vontade de vecer deu para ganhar. Trata-se de uma selecção que desfruta de reduzidos apoios e que chega a ter que pagar para jogar. Os jogadores da selecção de futebol bem que podiam olhar para este exemplo antes de virem com aquelas reclamações acerca dos prémios de jogo.
Parabéns ao pessoal do Rugby. Venceram o Torneio das Nações B e, como tal, sagraram-se campeões da Europa. O jogo foi excelente; incerteza no resultado até ao fim. Só que uma grande vontade de vecer deu para ganhar. Trata-se de uma selecção que desfruta de reduzidos apoios e que chega a ter que pagar para jogar. Os jogadores da selecção de futebol bem que podiam olhar para este exemplo antes de virem com aquelas reclamações acerca dos prémios de jogo.
Friday, March 26, 2004
O treinador do SPORTING
Confesso que estou farto do treinador do SPORTING. Aliás, estou farto desde o dia em que ele foi contratado. Não sou adivinho mas tive o pressentimento de que isto ia acontecer: um treinador que não tem «mãos» para levar a equipa. Não se trata de embirração com o personagem que até acho correcto e cordial. Trata-se apenas de sempre ter achado que ele nunca tinha demonstrado reais capacidades para treinar uma equipa como a do SPORTING ou como qualquer outra que lute pelo título.
Como se não bastasse a prestação desportiva da equipa que, ao contrário do que ele diz, não é boa mas sim péssima: eliminados da Taça de Portugal e da Taça UEFA por duas equipas inferiores, com o 2º lugar no campeonato em risco e com exibições verdadeiramente pobres, ainda temos que aturar as suas declarações. Declarações estas que, à medida que as coisas vão piorando desportivamente, se vão tornando cada vez mais descabidas e despropositadas. Não vale a pena estar aqui a enumerar, porque isso até incomoda.
O que está mal no meio de tudo isto é percebermos que a equipa do SPORTING está sem rumo, em termos de futebol jogado, tal como estava no início da época, e algumas exibições razoáveis não chegam para contrariar isto. E fica tudo muito pior quando vemos que o indivíduo que, literalmente, não conseguiu nada de positivo esta época já anda a falar da próxima e da construção de uma equipa europeia e mais não sei quê. Mas ele não percebe que ainda não garantiu o 2º lugar? E que este 2º lugar não passa de um consolo? O que foi esta época? Transição? Mas transição para quê? Por que carga de água é que temos que lhe proporcionar «épocas de adaptação» não se sabe muito bem para quê? A SAD proporcionou-lhe condições de trabalho, sobretudo em termos de aquisições, de que poucos treinadores que passaram poderam usufruir.
E a imprensa tem muita culpa disto: qualquer outro treinador do SPORTING, sobretudo se fosse estrangeiro, estava sempre a levar recados de por em sentido. Mas a este não. A imprensa trata de arranjar umas oblíquas estatísticas que mostram que este treinador fez uma das melhores épocas dos últimos anos. Mas quem é que pensam que podem enganar. Esta história de haver treinadores portugueses com uma protecção doentia por parte da comunicação social só demonstra a falta de profissionalismo do jornalismo desportivo português.
Confesso que estou farto do treinador do SPORTING. Aliás, estou farto desde o dia em que ele foi contratado. Não sou adivinho mas tive o pressentimento de que isto ia acontecer: um treinador que não tem «mãos» para levar a equipa. Não se trata de embirração com o personagem que até acho correcto e cordial. Trata-se apenas de sempre ter achado que ele nunca tinha demonstrado reais capacidades para treinar uma equipa como a do SPORTING ou como qualquer outra que lute pelo título.
Como se não bastasse a prestação desportiva da equipa que, ao contrário do que ele diz, não é boa mas sim péssima: eliminados da Taça de Portugal e da Taça UEFA por duas equipas inferiores, com o 2º lugar no campeonato em risco e com exibições verdadeiramente pobres, ainda temos que aturar as suas declarações. Declarações estas que, à medida que as coisas vão piorando desportivamente, se vão tornando cada vez mais descabidas e despropositadas. Não vale a pena estar aqui a enumerar, porque isso até incomoda.
O que está mal no meio de tudo isto é percebermos que a equipa do SPORTING está sem rumo, em termos de futebol jogado, tal como estava no início da época, e algumas exibições razoáveis não chegam para contrariar isto. E fica tudo muito pior quando vemos que o indivíduo que, literalmente, não conseguiu nada de positivo esta época já anda a falar da próxima e da construção de uma equipa europeia e mais não sei quê. Mas ele não percebe que ainda não garantiu o 2º lugar? E que este 2º lugar não passa de um consolo? O que foi esta época? Transição? Mas transição para quê? Por que carga de água é que temos que lhe proporcionar «épocas de adaptação» não se sabe muito bem para quê? A SAD proporcionou-lhe condições de trabalho, sobretudo em termos de aquisições, de que poucos treinadores que passaram poderam usufruir.
E a imprensa tem muita culpa disto: qualquer outro treinador do SPORTING, sobretudo se fosse estrangeiro, estava sempre a levar recados de por em sentido. Mas a este não. A imprensa trata de arranjar umas oblíquas estatísticas que mostram que este treinador fez uma das melhores épocas dos últimos anos. Mas quem é que pensam que podem enganar. Esta história de haver treinadores portugueses com uma protecção doentia por parte da comunicação social só demonstra a falta de profissionalismo do jornalismo desportivo português.
Afinal as leis são iguais para todos
A equipa de Futsal do Benfica foi penalizada com três derrotas pelo facto de não ter cumprido os regulamentos em vigor para a competição. Até aqui nada de novo; assim é que devia ser, em todas as modalidades. Mas confesso que estou um pouco surpreendido. Como foi possível tal atrevimento ao penalizar aquele clube? Ou será que o Futsal quer dar o exemplo? Se assim for, que sejam benvindos. Aguardamos então pelo pelos próximos desenvolvimentos: já estou a imaginar um desses pinhões que para aí escrevem a debitar artigalhada dizendo que não chegam ao 1º lugar porque foram impedidos «na secretaria». E nem sequer iam em 1º.
A equipa de Futsal do Benfica foi penalizada com três derrotas pelo facto de não ter cumprido os regulamentos em vigor para a competição. Até aqui nada de novo; assim é que devia ser, em todas as modalidades. Mas confesso que estou um pouco surpreendido. Como foi possível tal atrevimento ao penalizar aquele clube? Ou será que o Futsal quer dar o exemplo? Se assim for, que sejam benvindos. Aguardamos então pelo pelos próximos desenvolvimentos: já estou a imaginar um desses pinhões que para aí escrevem a debitar artigalhada dizendo que não chegam ao 1º lugar porque foram impedidos «na secretaria». E nem sequer iam em 1º.
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