Balanço
Finda a 1ª fase do Euro, devo dizer que estou muito satisfeito com a eliminação da Itália; Espanha e Alemanha. Só faltou mesmo a França acompanhar estas três equipas: creio que não fazem grande falta ao Euro - talvez a nível económico - mas isso não me interessa: muita cagança e pouco futebol.
A melhor equipa é, para mim, a Rep. Checa, quer a A, quer a B. Futebol do melhor. Destaco também a Dinamarca e a Suécia com um futebol bastante agradável. Quanto à Inglaterra, gosto sempre. E tenho pena que entre Portugal e Inglaterra uma tenha que ficar pelo caminho: não me importava nada que a final fosse entre estes dois. Vamos ver.
Thursday, June 24, 2004
Wednesday, June 23, 2004
Diz o Figo
Luís Figo é um dos melhores jogadores de sempre do futebol português. Disso ninguém tem dúvidas. Porém, isso não lhe dá o estatuto de se tornar numa espécie de intocável, que é o que parece que ele quer ser. Com a colaboração de uma certa comunicação social, que nunca tem a coragem de dizer seja o que for a esta «geração de ouro», Figo lembrou-se de investir contra uns moínhos de vento, daqueles que existem na cabeça da tal «geração de ouro».
E o que diz Figo? Que só deve falar de futebol quem «entende» de futebol. Não especifica o que é que ele considera que é «entender» de futebol, mas lá foi dizendo que tal actividade deve ser reservada aos «experts» na matéria. Até parece justo e correcto. De facto, quem não entende nada de medicina não se deve por a tratar da saúde das pessoas, assim como quem não entende de engenharia não deve começar a construir pontes. O que Figo não entende é que no futebol as coisas se passam de maneira diferente, tal como na música, por exemplo. Qualquer jogador e treinador de futebol, a partir do momento em que se exibe publicamente, está, no fundo, a expor-se a todo o tipo de comentários: quem paga os bilhetes dos jogos a isso tem direito. Tal como um músico que grava um disco tem que aceitar que o que faz seja criticado; foi para isso que ele editou ao público. Se um jogador não quer ser submetido ao escrutínio de terceiros tem bom remédio, aluga um campo, joga com os amigos sem ninguém a assistir e fica tranquilo que assim já ninguém o critica. É capaz de não ganhar tanto dinheiro, mas isso certamente não o deve incomodar porque ele faz isso por amor à camisola. Tal como um músico que não quer ser criticado e que resolve tocar apenas para a namorada - isto no caso de ela gostar mesmo muito dele - e assim já não se submete às indesejáveis críticas.
Acontece que o futebol é uma actividade pública, na medida em que tudo aí aponta para o facto de o público ser um factor determinante no processo: pagando quotas a clubes; sendo accionista de uma SAD; pagando os bilhetes do jogos; adquirindo merchandising; assinando canais codificados; etc. Ou seja, tudo aquilo que sustenta o salário de Figo e dos seus colegas. Será que Figo já pensou que sem esta participação do público o futebol não existiria tal como é, com a capacidade de gerar todas estas receitas?
Diz Figo que não opina sobre agricultura nem sobre teatro. Pois eu acho que faz mal. Talvez sobre esses assuntos consiga dizer coisas mais interessantes do que aquelas que diz sobre futebol. Quem sabe se não temos aqui um Sousa Veloso, ou um erudito crítico teatral?
Luís Figo é um dos melhores jogadores de sempre do futebol português. Disso ninguém tem dúvidas. Porém, isso não lhe dá o estatuto de se tornar numa espécie de intocável, que é o que parece que ele quer ser. Com a colaboração de uma certa comunicação social, que nunca tem a coragem de dizer seja o que for a esta «geração de ouro», Figo lembrou-se de investir contra uns moínhos de vento, daqueles que existem na cabeça da tal «geração de ouro».
E o que diz Figo? Que só deve falar de futebol quem «entende» de futebol. Não especifica o que é que ele considera que é «entender» de futebol, mas lá foi dizendo que tal actividade deve ser reservada aos «experts» na matéria. Até parece justo e correcto. De facto, quem não entende nada de medicina não se deve por a tratar da saúde das pessoas, assim como quem não entende de engenharia não deve começar a construir pontes. O que Figo não entende é que no futebol as coisas se passam de maneira diferente, tal como na música, por exemplo. Qualquer jogador e treinador de futebol, a partir do momento em que se exibe publicamente, está, no fundo, a expor-se a todo o tipo de comentários: quem paga os bilhetes dos jogos a isso tem direito. Tal como um músico que grava um disco tem que aceitar que o que faz seja criticado; foi para isso que ele editou ao público. Se um jogador não quer ser submetido ao escrutínio de terceiros tem bom remédio, aluga um campo, joga com os amigos sem ninguém a assistir e fica tranquilo que assim já ninguém o critica. É capaz de não ganhar tanto dinheiro, mas isso certamente não o deve incomodar porque ele faz isso por amor à camisola. Tal como um músico que não quer ser criticado e que resolve tocar apenas para a namorada - isto no caso de ela gostar mesmo muito dele - e assim já não se submete às indesejáveis críticas.
Acontece que o futebol é uma actividade pública, na medida em que tudo aí aponta para o facto de o público ser um factor determinante no processo: pagando quotas a clubes; sendo accionista de uma SAD; pagando os bilhetes do jogos; adquirindo merchandising; assinando canais codificados; etc. Ou seja, tudo aquilo que sustenta o salário de Figo e dos seus colegas. Será que Figo já pensou que sem esta participação do público o futebol não existiria tal como é, com a capacidade de gerar todas estas receitas?
Diz Figo que não opina sobre agricultura nem sobre teatro. Pois eu acho que faz mal. Talvez sobre esses assuntos consiga dizer coisas mais interessantes do que aquelas que diz sobre futebol. Quem sabe se não temos aqui um Sousa Veloso, ou um erudito crítico teatral?
Monday, June 21, 2004
Boa vitória
Portugal realizou a sua melhor exibição dos últimos dois anos. E conseguiu assim eliminar uma Espanha que, vá-se lá saber porquê, entrou no jogo cheia de medo. Com um medo que não é próprio de profissionais, galácticos ou de outras guerras de estrelas: Raúl Bravo e Juanito aos 5 minutos já só desejavam o final do jogo; e as suas expressões de rosto, cada vez que Ronaldo e Deco estavam por perto, eram de pavor. Tirando Miguel - que continuará a passear a sua falta de categoria, ocupando o lugar que pertence a Paulo Ferreira - esta equipa parece ser a que mostra mais possibilidades de bons resultados.
Portugal realizou a sua melhor exibição dos últimos dois anos. E conseguiu assim eliminar uma Espanha que, vá-se lá saber porquê, entrou no jogo cheia de medo. Com um medo que não é próprio de profissionais, galácticos ou de outras guerras de estrelas: Raúl Bravo e Juanito aos 5 minutos já só desejavam o final do jogo; e as suas expressões de rosto, cada vez que Ronaldo e Deco estavam por perto, eram de pavor. Tirando Miguel - que continuará a passear a sua falta de categoria, ocupando o lugar que pertence a Paulo Ferreira - esta equipa parece ser a que mostra mais possibilidades de bons resultados.
Taça de Portugal em andebol
Parabéns à equipa de andebol do SPORTING que conquistou mais uma Taça de Portugal - a 11ª. Domínio do jogo do princípio ao fim que serviu para mostrar que a equipa está à altura dos grandes momentos. Paira alguma incerteza quanto ao futuro do andebol no SPORTING: que prova se vai disputar na próxima época? Que equipa vamos ter?
Esta vitória pode muito bem ser uma forma de os dirigentes do SPORTING tomarem consciência da importância que tem o andebol no SPORTING, e disponibilizarem os apoios possíveis à modalidade que tantas vitórias nos deu já.
Lembremos também o recentemente falecido José Luzia e contributo que ele deu ao SPORTING ao longo destes anos.
Parabéns à equipa de andebol do SPORTING que conquistou mais uma Taça de Portugal - a 11ª. Domínio do jogo do princípio ao fim que serviu para mostrar que a equipa está à altura dos grandes momentos. Paira alguma incerteza quanto ao futuro do andebol no SPORTING: que prova se vai disputar na próxima época? Que equipa vamos ter?
Esta vitória pode muito bem ser uma forma de os dirigentes do SPORTING tomarem consciência da importância que tem o andebol no SPORTING, e disponibilizarem os apoios possíveis à modalidade que tantas vitórias nos deu já.
Lembremos também o recentemente falecido José Luzia e contributo que ele deu ao SPORTING ao longo destes anos.
Friday, June 18, 2004
Cada vez admiro mais este jogador
Ricardo Carvalho reconhece a relativa insignificância do clube em que joga. E já se está a atirar a um grande «à séria».
Ricardo Carvalho reconhece a relativa insignificância do clube em que joga. E já se está a atirar a um grande «à séria».
As imagens... sempre as imagens
Vilarinho - além de outras coisas - também toma medidas. E agora tomou uma medida que nos vai deixar, a todos, de rastos. Ele vai pôr o arquitecto Taveira a nú! Mas o arquitecto já contra-atacou: vai revelar uma série de imagens com Vilarinho a tentar marcar penaltys que prometem ser mais explosivas ainda.
Com o pálido futebol da selecção, só mesmo estes é que são capazes de animar a malta, que é o que faz falta.
Vilarinho - além de outras coisas - também toma medidas. E agora tomou uma medida que nos vai deixar, a todos, de rastos. Ele vai pôr o arquitecto Taveira a nú! Mas o arquitecto já contra-atacou: vai revelar uma série de imagens com Vilarinho a tentar marcar penaltys que prometem ser mais explosivas ainda.
Com o pálido futebol da selecção, só mesmo estes é que são capazes de animar a malta, que é o que faz falta.
Até que enfim!
Eu tinha deixado aqui um apelo solicitando ajuda para aquele moço da selecção italiana, o tal que se queixava dos bicos-de-papagaio. A UEFA, como atenta leitora deste blog, aceitou o meu repto e resolveu a questão enviando o rapaz para casa. Também acho que assim foi melhor: evita-se a maçada de ter que recorrer aos dispendiosos serviços de uma calista profissional.
Já agora, aproveito para deixar um aviso: se, por acaso, se cruzarem com ele, abram o guarda-chuva.
Eu tinha deixado aqui um apelo solicitando ajuda para aquele moço da selecção italiana, o tal que se queixava dos bicos-de-papagaio. A UEFA, como atenta leitora deste blog, aceitou o meu repto e resolveu a questão enviando o rapaz para casa. Também acho que assim foi melhor: evita-se a maçada de ter que recorrer aos dispendiosos serviços de uma calista profissional.
Já agora, aproveito para deixar um aviso: se, por acaso, se cruzarem com ele, abram o guarda-chuva.
Thursday, June 17, 2004
Parabéns
A equipa de iniciados do SPORTING sagrou-se campeã nacional. Mais uma vez, está de parabéns o departamento de formação. E é esta a estratégia a seguir pelos clubes portugueses; a aposta na formação será sempre um aspecto determinante de qualquer clube português que queira sobreviver no futuro. Força!
A equipa de iniciados do SPORTING sagrou-se campeã nacional. Mais uma vez, está de parabéns o departamento de formação. E é esta a estratégia a seguir pelos clubes portugueses; a aposta na formação será sempre um aspecto determinante de qualquer clube português que queira sobreviver no futuro. Força!
Wednesday, June 16, 2004
Estou com pena do rapaz
Isto sim, isto é um problema. Anda aqui um gajo a querer jogar à bola e não dão condições. É que assim não se consegue ganhar, caraças. O bailarino até é bom, o chão é que não presta. Será que não há por aí nenhuma calista que se ofereça para resolver tão transcendente imbróglio?
Isto sim, isto é um problema. Anda aqui um gajo a querer jogar à bola e não dão condições. É que assim não se consegue ganhar, caraças. O bailarino até é bom, o chão é que não presta. Será que não há por aí nenhuma calista que se ofereça para resolver tão transcendente imbróglio?
E agora... algo completamente igual (ao costume)!
Passado algum tempo, lá veio a decisão acerca da tal camisola rasgada por Mourinho (actual treinador do Abramovich). E, segundo o que consta no relatório - que, vá-se lá saber porquê é muito diferente do que dizem os jornais A Bola e O Jogo - ficou provado que Mourinho rasgou mesmo a camisola. Foram tidos em conta vários testemunhos, sendo que alguns foram considerados credíveis e outros não. A única coisa que me surpreendeu nas conclusões foi o facto de Mourinho, perante a comissão de inquérito, não ter negado que tinha rasgado a camisola. Confesso que me enganei: julguei que ele ia manter a mentira até ao fim. Pelo que ficou provado parece, mesmo no fim da linha, lá se lembrou de não insistir na trapalhada. Teria sido honroso se tivesse dito em público o que disse à tal comissão. Foi multado e suspenso. E sobre esta matéria não me interessa adiantar muito mais.
O que me está, verdadeiramente, a «fascinar» no meio disto é a campanha que está a ser montada para contornar a evidência que está no relatório. Um certo tipo de imprensa resolveu montar uma estratégia de contra-informação barata que passa por uma artimanha pseudo-retórica muito simples: afirmam estes pasquins que, pelo facto de as imagens que o SPORTING disponibilizou serem de fraca qualidade técnica, não fica provado que Mourinho tenha rasgado a camisola e que, como tal, ele não rasgou a camisola. Brilhante: António Ferro nos tempos do ditador das botas não teria feito melhor. Só que a verdade não é esta. O que a comissão apurou foi que as imagens não mostram claramente o acto de rasgar a camisola, porém, foram tidas em conta outras provas e outras pistas, que provaram que Mourinho tinha, efectivamente, cometido aquele acto. Pensam eles que as pessoas são todas parvas. E que não entendem que as imagens não são a única coisa a ter em conta. Preferem insistir no erro. Ao menos, Mourinho, à última hora, resolveu parar de mentir. Mas há quem seja mais papista do que o Papa, literalmente.
Passado algum tempo, lá veio a decisão acerca da tal camisola rasgada por Mourinho (actual treinador do Abramovich). E, segundo o que consta no relatório - que, vá-se lá saber porquê é muito diferente do que dizem os jornais A Bola e O Jogo - ficou provado que Mourinho rasgou mesmo a camisola. Foram tidos em conta vários testemunhos, sendo que alguns foram considerados credíveis e outros não. A única coisa que me surpreendeu nas conclusões foi o facto de Mourinho, perante a comissão de inquérito, não ter negado que tinha rasgado a camisola. Confesso que me enganei: julguei que ele ia manter a mentira até ao fim. Pelo que ficou provado parece, mesmo no fim da linha, lá se lembrou de não insistir na trapalhada. Teria sido honroso se tivesse dito em público o que disse à tal comissão. Foi multado e suspenso. E sobre esta matéria não me interessa adiantar muito mais.
O que me está, verdadeiramente, a «fascinar» no meio disto é a campanha que está a ser montada para contornar a evidência que está no relatório. Um certo tipo de imprensa resolveu montar uma estratégia de contra-informação barata que passa por uma artimanha pseudo-retórica muito simples: afirmam estes pasquins que, pelo facto de as imagens que o SPORTING disponibilizou serem de fraca qualidade técnica, não fica provado que Mourinho tenha rasgado a camisola e que, como tal, ele não rasgou a camisola. Brilhante: António Ferro nos tempos do ditador das botas não teria feito melhor. Só que a verdade não é esta. O que a comissão apurou foi que as imagens não mostram claramente o acto de rasgar a camisola, porém, foram tidas em conta outras provas e outras pistas, que provaram que Mourinho tinha, efectivamente, cometido aquele acto. Pensam eles que as pessoas são todas parvas. E que não entendem que as imagens não são a única coisa a ter em conta. Preferem insistir no erro. Ao menos, Mourinho, à última hora, resolveu parar de mentir. Mas há quem seja mais papista do que o Papa, literalmente.
Monday, June 14, 2004
Concentração?
Continuo sem conseguir perceber muito bem o que é que a selecção está a fazer na Academia SPORTING em Alcochete. O que se espera de uma concentração deste tipo é que sirva para ter a equipa reunida e, sobretudo, afastada de todo o tipo de solicitações que possam interferir com a disponibilidade e atenção dos jogadores. Mas com a selecção portuguesa - quem sabe se em mais uma tentativa de inovar metodologicamente - nada disto se passa. Os jogadores passam mais tempo com outras actividades do que propriamente a treinar.
Desde que começou este suposto estágio a selecção já teve direito a passeio de charrete; palestra em Serralves; visitas diárias de presidentes de clubes e empresários; pequeno-almoço com ministros; recepção a 1º ministro e presidente da república; sessão nocturna de fados com Carlos do Carmo; jantar com convidados VIP (não sei o que é isto) em que as pessoas nem puderam espreitar para a entrada do restaurante, bem como outras lúdicas actividades, decerto muito importantes para o rendimento da equipa segundo alguns encartados que por ali dão ordens. Mas a coisa não fica por aqui. Depois da espectacular - a vários níveis - exibição frente à Grécia, os jogadores tiveram direito a saída da Acedemia SPORTING com regresso acompanhados das respectivas famílias para «algum convívio» ali dentro! Já nem falo no facto de as inúmeras conferências de imprensa que os jogadores portugueses estão sempre disponíveis para dar serem quase sempre dominadas pelo tema das tranferências. E parece que agora há mais um tema a acrescentar a este leque como já o demonstou aquele rapazito do Benfica que muda de penteado todas as semanas: a contestação idiota às opções do técnico.
Claro que isto vai passando despercebido. Com a grande ajuda da maioria da comunicação social que prefere, sem dúvida, estas actividades lúdicas: era uma chatice para os jornalistas se os jogadores estivessem recolhidos, a treinar e falassem apenas do que se passa de substancial com a selecção. O arraial lá vai continuando, com muitas bandeiras penduradas à janela que vão servido para tapar o desatino que é o comportamento desta selecção e que ainda há-de rebentar numa daquelas broncas tão «à portuguesa». Não é nada de novo, Saltillo e a Coreia são apenas exemplos. O que desta vez espanta é ser tudo feito tão declaradamente: parece que já nem há a preocupação de esconder que o mais importante - jogar - é para a maioria dos jogadores um verdadeiro frete, pois eles têm uma «concepção» diferente de selecção. Não é preciso ser adivinho para perceber que isto vai acabar mal. Depois, os primeiros a acusar serão aqueles que agora tão entretidos andam com este circo todo. Os incompetentes do costume que nós já conhecemos tão bem das competições nacionais. Que assim seja.
Continuo sem conseguir perceber muito bem o que é que a selecção está a fazer na Academia SPORTING em Alcochete. O que se espera de uma concentração deste tipo é que sirva para ter a equipa reunida e, sobretudo, afastada de todo o tipo de solicitações que possam interferir com a disponibilidade e atenção dos jogadores. Mas com a selecção portuguesa - quem sabe se em mais uma tentativa de inovar metodologicamente - nada disto se passa. Os jogadores passam mais tempo com outras actividades do que propriamente a treinar.
Desde que começou este suposto estágio a selecção já teve direito a passeio de charrete; palestra em Serralves; visitas diárias de presidentes de clubes e empresários; pequeno-almoço com ministros; recepção a 1º ministro e presidente da república; sessão nocturna de fados com Carlos do Carmo; jantar com convidados VIP (não sei o que é isto) em que as pessoas nem puderam espreitar para a entrada do restaurante, bem como outras lúdicas actividades, decerto muito importantes para o rendimento da equipa segundo alguns encartados que por ali dão ordens. Mas a coisa não fica por aqui. Depois da espectacular - a vários níveis - exibição frente à Grécia, os jogadores tiveram direito a saída da Acedemia SPORTING com regresso acompanhados das respectivas famílias para «algum convívio» ali dentro! Já nem falo no facto de as inúmeras conferências de imprensa que os jogadores portugueses estão sempre disponíveis para dar serem quase sempre dominadas pelo tema das tranferências. E parece que agora há mais um tema a acrescentar a este leque como já o demonstou aquele rapazito do Benfica que muda de penteado todas as semanas: a contestação idiota às opções do técnico.
Claro que isto vai passando despercebido. Com a grande ajuda da maioria da comunicação social que prefere, sem dúvida, estas actividades lúdicas: era uma chatice para os jornalistas se os jogadores estivessem recolhidos, a treinar e falassem apenas do que se passa de substancial com a selecção. O arraial lá vai continuando, com muitas bandeiras penduradas à janela que vão servido para tapar o desatino que é o comportamento desta selecção e que ainda há-de rebentar numa daquelas broncas tão «à portuguesa». Não é nada de novo, Saltillo e a Coreia são apenas exemplos. O que desta vez espanta é ser tudo feito tão declaradamente: parece que já nem há a preocupação de esconder que o mais importante - jogar - é para a maioria dos jogadores um verdadeiro frete, pois eles têm uma «concepção» diferente de selecção. Não é preciso ser adivinho para perceber que isto vai acabar mal. Depois, os primeiros a acusar serão aqueles que agora tão entretidos andam com este circo todo. Os incompetentes do costume que nós já conhecemos tão bem das competições nacionais. Que assim seja.
Wednesday, June 09, 2004
Agência de emprego
Na concentração da selecção com vista ao Euro, parece que só se fala de um assunto. Não só os jogadores mas também o treinador. A conversa acerca das transferências é tanta que até parece que ali se trata de uma espécie de mercado de emprego, onde cada um vai «tratar do seu caso». E a situação está a atingir um ponto de verdadeiro rídiculo, com jogadores e treinadores a proferirem conferências de imprensa, no local de concentração, em que não se fala uma única frase que não diga respeito a contratos; clubes interessados; empresários; fugas de informação de agentes bem como outras matérias de extremo interesse para o desempenho da selecção. Isto é simplesmente indecoroso, de tal maneira que até parece que já ninguém liga muito.
Não há nenhum dirigente que explique à rapaziada que aquilo é um estágio de uma selecção? É que eles ainda não perceberam. A começar pelo treinador que cometeu logo o disparate de afirmar que achava positivo que os jogadores se preocupassem com possíveis transferências pois, a seu ver, isso é um estímulo para eles enquanto atletas. Isto acaba por não admirar muito se observarmos que é o próprio treinador que vai para ali dizer que está disponível para mudar, e que lhe ofecem mais lá não sei onde...
Respeitem, ao menos, os adeptos. Anda o pessoal a pendurar bandeirinhas em todo o que é varanda e os principais interessados no assunto tão ocupados com outras coisas.
Vamos ter Saltillo IV, ou Coreia III, ou...
E não me venham com a conversa de que isto é imbirração e que «há quem não esteja com a selecção» e mais não sei o quê. Porque quem não está com a selecção é quem se anda a servir dela para tratar da sua «vidinha».
Na concentração da selecção com vista ao Euro, parece que só se fala de um assunto. Não só os jogadores mas também o treinador. A conversa acerca das transferências é tanta que até parece que ali se trata de uma espécie de mercado de emprego, onde cada um vai «tratar do seu caso». E a situação está a atingir um ponto de verdadeiro rídiculo, com jogadores e treinadores a proferirem conferências de imprensa, no local de concentração, em que não se fala uma única frase que não diga respeito a contratos; clubes interessados; empresários; fugas de informação de agentes bem como outras matérias de extremo interesse para o desempenho da selecção. Isto é simplesmente indecoroso, de tal maneira que até parece que já ninguém liga muito.
Não há nenhum dirigente que explique à rapaziada que aquilo é um estágio de uma selecção? É que eles ainda não perceberam. A começar pelo treinador que cometeu logo o disparate de afirmar que achava positivo que os jogadores se preocupassem com possíveis transferências pois, a seu ver, isso é um estímulo para eles enquanto atletas. Isto acaba por não admirar muito se observarmos que é o próprio treinador que vai para ali dizer que está disponível para mudar, e que lhe ofecem mais lá não sei onde...
Respeitem, ao menos, os adeptos. Anda o pessoal a pendurar bandeirinhas em todo o que é varanda e os principais interessados no assunto tão ocupados com outras coisas.
Vamos ter Saltillo IV, ou Coreia III, ou...
E não me venham com a conversa de que isto é imbirração e que «há quem não esteja com a selecção» e mais não sei o quê. Porque quem não está com a selecção é quem se anda a servir dela para tratar da sua «vidinha».
Tuesday, June 08, 2004
Coincidências...
A Federação Portuguesa de Futebol disponibilizou uma publicação em que alguns jogadores - Beto; Ricardo; Rui Jorge e Deco - são prendados com considerações pouco elogiosas, algumas de pura provocação e chacota ignóbil.
O que começa logo por espantar é o facto de a FPF se dar ao trabalho de escrever tamanhos disparates; se não queriam ter que elogiar alguns jogadores, bastava-lhes ficar em silêncio e debitar apenas uma daquelas ladaínhas de ocasião referindo as internacionalizações e os golos e outras informações do género.
Depois, é claro que salta logo à vista a referência a 3 jogadores do SPORTING mais aquele que é meio brasileiro, meio português e joga no Porto. Não adianta virem com desculpas estafadas - matéria na qual são profissionais de alto gabarito como se viu no pós-Mundial da Coreia - toda a gente percebe que não é inocente a escolha destes 4. Ou, se não é assim, porque é que não referiram que Miguel está na selecção apenas porque foi comprar um pacote de batatas fritas na expectativa de lhe sair um bilhete para o playback da Britney no Rock in Rio e, afinal, o que lhe coube em sorte foi uma convocatória para a selecção?
Autor da «coisa»? Como já era de prever com esta gente, não há nomes. Há uma elucidativa designação de Staff Técnico que é o mesmo que dizer que ninguém está para assumir; também não esperávamos outra coisa.
Objectivos? Ninguém consegue perceber, por enquanto. Talvez depois do Euro apareçam por aí uns relatórios-Boronha (com outro nome que este já mudou de ares) e que nos esclareçam um pouco mais.
Algumas «pérolas de literatura boleira»:
De Beto: "foram poucas as convocatórias em que o seu nome ficou de fora. Já foram menos as vezes que subiu ao relvado"
De Rui Jorge: "já não tem a velocidade de outros tempos"
De Deco: "ainda ninguém o viu tirar qualquer coelho da cartola"
E a mais impressionante vai para Ricardo: "não teve uma época particularmente feliz e os 33 golos sofridos confirmam-no"
Ora, com amigos assim na FPF, quem é que precisa de inimigos?
Vai daqui um abraço de saudação aos jogadores do SPORTING que, na sua academia, têm que levar com coisas destas.
A Federação Portuguesa de Futebol disponibilizou uma publicação em que alguns jogadores - Beto; Ricardo; Rui Jorge e Deco - são prendados com considerações pouco elogiosas, algumas de pura provocação e chacota ignóbil.
O que começa logo por espantar é o facto de a FPF se dar ao trabalho de escrever tamanhos disparates; se não queriam ter que elogiar alguns jogadores, bastava-lhes ficar em silêncio e debitar apenas uma daquelas ladaínhas de ocasião referindo as internacionalizações e os golos e outras informações do género.
Depois, é claro que salta logo à vista a referência a 3 jogadores do SPORTING mais aquele que é meio brasileiro, meio português e joga no Porto. Não adianta virem com desculpas estafadas - matéria na qual são profissionais de alto gabarito como se viu no pós-Mundial da Coreia - toda a gente percebe que não é inocente a escolha destes 4. Ou, se não é assim, porque é que não referiram que Miguel está na selecção apenas porque foi comprar um pacote de batatas fritas na expectativa de lhe sair um bilhete para o playback da Britney no Rock in Rio e, afinal, o que lhe coube em sorte foi uma convocatória para a selecção?
Autor da «coisa»? Como já era de prever com esta gente, não há nomes. Há uma elucidativa designação de Staff Técnico que é o mesmo que dizer que ninguém está para assumir; também não esperávamos outra coisa.
Objectivos? Ninguém consegue perceber, por enquanto. Talvez depois do Euro apareçam por aí uns relatórios-Boronha (com outro nome que este já mudou de ares) e que nos esclareçam um pouco mais.
Algumas «pérolas de literatura boleira»:
De Beto: "foram poucas as convocatórias em que o seu nome ficou de fora. Já foram menos as vezes que subiu ao relvado"
De Rui Jorge: "já não tem a velocidade de outros tempos"
De Deco: "ainda ninguém o viu tirar qualquer coelho da cartola"
E a mais impressionante vai para Ricardo: "não teve uma época particularmente feliz e os 33 golos sofridos confirmam-no"
Ora, com amigos assim na FPF, quem é que precisa de inimigos?
Vai daqui um abraço de saudação aos jogadores do SPORTING que, na sua academia, têm que levar com coisas destas.
Monday, June 07, 2004
Friday, June 04, 2004
Thursday, June 03, 2004
Gente com «bom olho»
Secretário tem forte concorrência na lista para PJSHRM (Pior Jogador de Sempre da História do Real Madrid).
É este o candidato.
Secretário tem forte concorrência na lista para PJSHRM (Pior Jogador de Sempre da História do Real Madrid).
É este o candidato.
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