Monday, October 18, 2004

Mais uma excepção

Já sabíamos que Baía pode jogar com a mão fora da grande área que, no máximo, leva amarelo. Agora ficámos também a saber que os frangos dele não contam. Pudera, são tantos que, se valessem o Porto era no final da época uma das equipas com mais golos sofridos.

Friday, October 15, 2004

Estoril - SPORTING

E assim se chega à situação em que um jogo com o Estoril à 6ª jornada decide parte do futuro da equipa do SPORTING. Ou talvez não. Não me admiro muito que se o SPORTING não ganhar ainda haja algum responsável que venha dizer que está tudo bem porque só estamos a x pontos do Porto ou do clube galináceo.
Daquilo que interessa continuamos a saber muito pouco ou quase nada: quem manda no futebol do SPORTING? o que é que a SAD exige dos seus funcionários (equipa técnica e jogadores)? quais os verdadeiros objectivos do treinador para a equipa? qual a política da SAD no que respeita às relações com as instâncias que gerem o futebol português (liga e federação)?
Talvez consigamos algumas respostas nos próximos tempos. Força SPORTING!
Segurança

Essa táctica de pressionar os árbitros nas vésperas dos jogos já passou à história. O Pinto do Costume e os lampiões do mesmo género resolveram arranjar um novo tema de palhaçada: a segurança. Não interessa muito quem é que tem razão: o que importa é que isto só serve para desviar as atenções do essencial: o jogo que se joga no campo. Já não há paciência para estas diversões de gente que o que pretende é servir-se do futebol para os seus proveitos pessoais. E o ministro da tutela, bem como o secretário de estado deviam aprender que, se não sabem, mais vale estarem calados: disparate já há muito.

Thursday, October 14, 2004

Qual é a novidade?

Ficou tudo muito contente com o resultado de ontem no Estádio Alvalade XXI. E eu não percebo muito bem porquê. Primeiro porque não é inédito. E depois porque o 7-1 da década de 80 foi muito mais interessante. Agora já todos os portugueses podem dizer que ganharam uma vez na vida por 7-1. E alguns até podem dizer que ganharam por duas vezes: os melhores, claro.

Monday, October 11, 2004

Uma boa escola

O indivíduo que acendeu o fósforo e o atirou para o palheiro - Rui Gomes da Silva - tem como aspecto determinante do seu currículo a berraria nas hilariantes assembleias gerais do Benfica. Nada de mais há a destacar na sua carreira que possa ser motivo para ocupar tal lugar. Se fazer barulho nas palhaçadas do pavilhão da luz é motivo para se ser ministro, então Jorge Máximo também deveria ser prendado com uma pasta. Eu sugiro a dos transportes, ao menos o homem tem experiência na área.

Friday, October 08, 2004

Preparem-se

O que quer que se venha a passar com a direcção do SPORTING e com a sua equipa técnica, uma coisa é certa: está óptimo para a venda de papel e intoxicação dos sócios e adeptos por parte de alguma imprensa. Vamos ter nomes, muitos nomes; muitos «diz-se que» e «consta que»; muitos treinadores e muitas aquisições para Janeiro; estratégias de bastidores e outras diatribes até fartar.
Os sócios do SPORTING que se preparem. Muito cuidado com o que vai ser dito e com aquilo em que se acredita. Já começou a saga mas promete vir a ser mais intensa ainda. Serenidade, acima de tudo ao ler e ouvir tudo o que se diz do SPORTING é o que há a fazer.

Thursday, October 07, 2004

Já cá faltava

Estava o campeonato a começar, suscitando algum interesse, e eis que aparece mais um estágio e uns jogos da selecção. Nos próximos tempos vai ser quase à razão de um por mês. Até parece que o mais importante são as qualificações da selecção do que as competições profissionais.
Será que já alguém se lembrou que são as várias ligas que sustentam as selecções? E será que já pensaram que não há competição profissional que resista parando praticamente uma semana por mês?
Não quero desiludir a malta da bandeirinha mas estou-me completamente nas tintas para estes jogos da selecção. Bem sei que as qualificações são necessárias mas, ou a FIFA / UEFA tratam de organizar o calendário de competições de outro modo, ou isto não aguenta assim muito tempo. No futuro imediato o que teremos cada vez mais serão as «estratégicas» lesões em vésperas de jogos da selecção. Talvez um dia os multimilionários «suiços» que gerem o futebol se lembrem que o que sustenta a sua bela vida são, em muito larga medida, os clubes e não as equipas nacionais.

Wednesday, October 06, 2004

Assim não

Vou ser breve porque as palavras para descrever tamanha borrada começam a rarear. José Peseiro mostrou que não tem capacidade para fazer do plantel do SPORTING uma equipa vencedora e capaz de lutar pelas competições em que entra. Aquilo não é uma equipa, é um grupo de rapazes que jogam à bola; há grande diferença. Não venham com a conversa de que Peseiro é um bom treinador, jovem e que já deu mostras de ser capaz de assumir tais funções: isso é paleio de jornalistas, sempre com esse tipo de compromissos.
O que interessa mesmo é que Peseiro não é capaz de treinar a equipa do SPORTING. E, como tal, deve ceder o seu lugar. Quanto à direcção, tem que ser capaz de gerir situações difíceis como esta. E neste momento essa mesma direcção prima pela ausência: porque , para mim, falar na estabilidade e na confiança no «jovem técnico» é, neste momento, não enfrentar a realidade dos factos.
E, para finalizar, o disparate supremo é o facto de se dar o jogo contra o Estoril como a última possibilidade de continuação de Peseiro. Parece apenas o adiamento do inevitável. Vejamos, se Peseiro não conseguiu montar uma equipa em 3 meses não vai ser agora nos 15 dias antes do jogo que o vai fazer. Aliás, agora é que se tomam as medidas; não é daqui por um mês quando tivermos que disputar jogos teoricamente mais difíceis. Fica a questão: se ganharmos ao Estoril adia-se por mais quanto tempo, um semana?
As direcções são eleitas para tomarem decisões mas também para darem a cara perante as situações adversas. Que era o que José Eduardo Bettencourt sempre fez e estes senhores agora não estão a fazer. Depois do que se passou com o União de Leiria «envia-se» para a sala de imprensa um jogador e o treinador?
Temos o direito de exigir que a SAD, de viva voz, nos diga: não alteramos a nossa estratégia porque acreditamos que é a correcta. Depois, cada um de nós tirará as suas ilacções.

Monday, October 04, 2004

Esse gajo é pior do que o Bin Laden

Deixem-se de tretas. A culpa é do Queiróz.
SPORTING - U. de Leiria

Já não há paciência para as declarações de José Peseiro. Tudo aquilo parece deslocado da realidade: nem sei muito bem de que equipa e de que jogos é que ele anda a falar. Se ele quer ser ouvido só tem um caminho: começar a jogar futebol, lutar a sério e ganhar jogos. Doutra maneira, pode fazer todo o tipo de declarações que lhe venham à cabeça que só estará a prejudicar-se ainda mais.
Tem hoje uma oportunidade de mudar o rumo. Sim, mudar. Porque, ao contrário do que ele pensa, a equipa não está nada no «bom caminho». Portanto, ou muda a direcção da equipa ou é ele que é mudado. Por mais garantias de continuidade que a direcção lhe dê.
Força SPORTING!

Friday, October 01, 2004

Rapid de Viena - SPORTING

Jogo desinteressante. Futebol muito fraquinho, ao nível do que se (não) tem jogado nos últimos tempos. Vale o facto de termos passado para a fase seguinte. Nem contra uma equipa tão fraca como o Rapid, que joga muito pior do que Rio Ave e V. de Setúbal, se aproveitou a oportunidade para demostrar alguma consistência em termos de futebol. Não sei se nos próximos tempos apanhamos com um adversário assim tão fraquinho. Os problemas voltaram a ser os mesmos: ataque inoperante, meio campo confuso que quebra a equipa e defesa que tem «brancas» daquelas que dão para o torto. Junte-se a isto a irregularidade na constituição do onze e temos uma equipa completamente espartilhada. Acerca da constante imprevisibilidade da equipa do SPORTING, sugiro a criação de um novo jogo: o TotoSporting. O objectivo será acertar nos onze jogadores que entram em campo jornada a jornada... não é fácil.
Podem não ter jeito para jogar à bola mas de negócios percebem eles

Apanhados na imprensa:

"Câmara de Gaia oferece benesses ao FC Porto num negócio com contornos pouco claros"

"EPUL Perde 2,5 Milhões de Euros no Negócio com o Benfica"

Benfica e Porto jogam, neste momento, tanto como o SPORTING, ou seja, quase nada. Em matéria de arbitragens, não vale a pena dizer grande coisa. Prefiro que seja o João Tomás e aquele gajo do Estoril que ia a correr para a baliza do Baía e foi rasteirado por trás com o árbitro a mandar seguir que digam alguma coisa.
Mas no que respeita a esperteza-saloia negocial, essa actividade que a maior parte dos dirigentes futeboleiros portugueses tão bem pratica, temos que reconhecer que os dois do costume estão em grande forma. Claro que estas notícias surgem de mansinho, apenas nalguns jornais e em dias de jogos com grandes equipas mundiais como o Dukla Bystrica. Convém não fazer grandes ondas: se o Benfica anda mal , mais de metade do governo fica triste e isso não deve ser nada bom. E no Porto, a mesma coisa. Portanto, continuaremos todos a assistir a esta madeirização de algumas zonas do continente. Que é para o Avelino poder dizer: «não faço nada que os outros não façam».

Thursday, September 30, 2004

Taça UEFA

Mais uma oportunidade de mostrar que estão enganados todos aqueles que contestam a equipa técnica e a gestão do clube. Portanto, aproveitem. Os adeptos, estou certo, vão apoiar. Aliás, como têm feito desde sempre. Como isto é tipo relação gajo-gaja, tem que se dar e receber. E acho que já vai sendo hora de nós começarmos a receber qualquer coisa da nossa equipa. Não é pedir muito, pois não?
Força SPORTING.

Wednesday, September 29, 2004

Long time ago...

Há quanto tempo não elogio a equipa do SPORTING?

Tuesday, September 28, 2004

A palhaçada segue a bom ritmo

O futebol da Superliga não presta: estamos na 4ª jornada e o que se viu de jogo jogado está ao pior nível europeu. Já no que respeita ao futebol falado, no início da competição já se atingiu o pico de forma. Os jornais deliram: há lá coisa melhor do que ter um bando de palermas, trajados de fato e gravata estilo Maconde, a debitar parvoíces dignas de idiotas-de-tasca-já-depois-de-uns-copos?
O grande bobo da corte, sempre eficaz na sua tarefa de animar a malta, resolveu picar-se com o fundador da Casa do FC Porto do Luxemburgo. O tema é: Raimundos & Batanetes com Escolas da Noite à mistura. O que é isso? Não sei nem me interessa. Mas o séquito de lambe-botas que cada uma destas figurinhas arrasta consigo já toma posição: a favor ou contra, é para isso que servem.
E são também os jornaleiros que querem ter papel activo na coisa. Acham a palhaçada tão interessante que também querem contribuir. E vêm com historietas destas. Verdade ou mentira? Também não me interessa muito. Trata-se sobretudo de manobra de diversão, ainda por cima muito mal arquitectada.
Que venham os jogos. Pode ser que assim esta gente se cale...

PS: Pinto da Costa acusou José Veiga de dar pontapés na gramática. É grave. Mas, pontapé por pontapé, eu confesso que gostei mais de ver o do Avelino no «aparelhómetro que fui eu [ele, claro] que paguei». Já o pontapé do Argel no Everson (quem é?) está a causar polémica mas eu devo dizer que o Argel pontapeia muito melhor os computadores do Porto.
Só vejo uma solução para José Veiga: disponibilizar-se para umas explicações de língua portuguesa aplicada a conteúdos futebolísticos, dadas pelo agora escritor Rui-"Acabámos de assistir a um golo substantivo que não pode ser adjectivado."-Tovar. A língua portuguesa agradece.

Monday, September 27, 2004

É por essas e por outras...

O [eng.] José Peseiro afirmou - por entre risos e sorrisos - na véspera do jogo com o Rio Ave, que não se sentia pressionado pela SAD. Pois aí é que está o mal: a SAD, enquanto entidade patronal, deve servir é para isso - exigir dos seus funcionários. Alguém imagina que um empregado de uma fábrica de sapatos venha dizer, com entusiástica alegria, que ainda não colou sola nenhuma mas que o seu patrão não o está a pressionar nada?
Quanto ao jogo? Nem me apetece falar muito. Fico a aguardar...

Friday, September 24, 2004

Ainda nos lembramos...

... que na época passada levámos com uma monumental derrota frente ao Rio Ave. Se tal voltar a acontecer temos uma séria questão para resolver. Por agora vamos acreditar que vai tudo correr bem: ganhamos e iniciamos a recuperação rumo à vitória final.

Wednesday, September 22, 2004

Almas ideias sobre o momento do SPORTING

A actual situação do SPORTING é complicada. Percebo a vontade dos dirigentes e equipa técnica de fazer os possíveis para acalmar os ânimos dos sócios e de todos aqueles que se interessam pelo clube. Mas o que se está a passar sugere que se tomem medidas a bem do clube. É neste contexto que deixo aqui algumas reflexões acerca do momento que a equipa de futebol vive.
Começo com a constatação de que o que não está bem no SPORTING não é apenas o facto de não ter ganho os últimos dois jogos do campeonato. As coisas assim colocadas, sugerem que se considere um verdadeiro disparate proceder a mudanças no clube só porque não se ganharam dois jogos. O problema é outro: é que o facto de não termos ganho os últimos dois jogos é, acima de tudo, revelador de que há qualquer coisa no SPORTING, actualmente, que não está bem. E isso é que nos deve interessar discutir. Serve isto para avisar, quem quer que seja, que lançar dúvidas ou sugestões acerca da condução do clube não implica necessariamente que se esteja a gerir o clube da bancada ao sabor dos resultados. Estamos todos de acordo que esse tipo de gestão à Vale e Azevedo e, num certo sentido, à Florentino Perez é péssima para qualquer clube com ambições, como se está a verificar. Aquilo para que aponto é antes um reflexão acerca de um momento mau, reflexão essa que não pode ser adiada, sob pena de termos que vir a suportar danos irreparáveis, ou quase.
A direcção do SPORTING foi eleita democraticamente nas urnas, sem pressões de capangas de centro de musculação como nalguns clubes que temporariamente por aí andam felizes da vida. A actual direcção da SAD, depois da enigmática demissão de José E. Bettencourt, também está no desempenho de funções com plena legitimidade. Quero, acima de tudo, que essa mesma legitimidade continue a ser respeitada, como é característica do clube. Contudo, convém não esquecer que os estatutos do clube prevêem possibilidades e mecanismos de interpelação e contestação do rumo seguido pelos dirigentes, que são absolutamente legítimos e não têm nada que ver com o populismo de serem os que berram mais alto no estádio a dizer o que se deve fazer com a equipa técnica. Era o que mais faltava, os sócios de um clube terem que estar calados ou cegamente devotos perante a actuação de uma direcção.
Devo referir que a actual direcção tem tomado medidas bastante positivas para o rumo do clube. Neste momento difícil é justo que se diga que a construção do novo estádio, a construção da Academia SPORTING de Alcochete, a redução de algum do passivo, a negociação dos necessários financiamentos à banca, bem como as tentativas de equilíbrio financeiro devem ser referidos como aspectos positivos. Porém, esta direcção também tem cometido erros, e é sobre esses que importa aqui falar um pouco, pois são eles, segundo creio, os responsáveis pela situação actual de algum desacerto. A política de aquisições de jogadores, sul-americana demais para o meu gosto; a contratação da equipa técnica liderada por F. Santos e, ao que parece, da liderada por J. Peseiro, a política de relações com outros clubes, bem como a metodologia de comunicação com o exterior podem, a meu ver, ser indicados como aspectos negativos da gestão do clube. Aqui radica um dos pontos que eu considero vital – qualquer um considerará – no que deve ser a política de aquisição de activos do clube: a contratação de equipas técnicas e de jogadores. E aí entendo que tem que se assumir com frontalidade o facto de se ter que considerar como um grande falhanço a contratação sucessiva de duas equipas técnicas incapazes de servir os objectivos do clube. O mesmo se pode dizer dos jogadores. Alguns dirão que falhar contratações acontece a todos, pois não se trata de matemática. É certo. O que não se pode é falhar em catadupa. Para mim passa os limites do aceitável o número de erros na constituição do plantel nas duas últimas épocas.
Que fazer? Demissão imediata de direcção, equipa técnica e despedimento de alguns jogadores? Nada disso: tal não é possível e em vez de aligeirar o problema só o agravaria mais ainda. Entendo, a este respeito, que devem ser seguidos os procedimentos normais em instituições de bem, geridas por pessoas de bem. A direcção deve convocar com alguma brevidade uma assembleia geral onde proporia a votação de uma moção / voto de confiança que, a ser aprovado, legitimaria os dirigentes, a ser recusado conduziria a um situação de eleições antecipadas. É claro que todos os mandatos devem ser levados até ao fim, dirão alguns. Mas também é óbvio que há alturas em que as instituições, devido ao que nelas se passa, mudam substancialmente e é para isso mesmo que a assembleia geral é soberana no que respeita aos destinos dessa instituição. Dirão os dirigentes que o voto democrático lhes confiou um mandato que ainda não terminou e que, em virtude disso se acham legitimados a dirigir os destinos do clube até ao fim desse mesmo mandato. É a opinião deles. A minha é a de que as assembleias gerais devem servir para mais do que bater palmas àqueles que se inscrevem para durante os dois ou três minutos concedidos mandarem umas bocas ao clube galináceo. Para nos divertirmos com esse clube temos meios mais eficazes como assistir às conferências de imprensa do A. Magalhães ou às inaugurações de «casas» que o rei da borracha tenta arranjar todas as semanas. Dão sempre excelentes momentos televisivos. Verdadeiramente fantástico para nós era ter Vilarinho a marcar penáltis todos os dias, lá nas festas do PSD. Mas o homem retirou-se, paciência. Voltando ao que interessa, creio que a assembleia geral é uma forma de devolver a palavra aos sócios. E também uma maneira de fortalecer a posição dos actuais dirigentes caso a sua prestação seja apoiada. Muita coisa mudou desde as eleições; importa perceber a vontade daqueles que são o bem mais precioso do SPORTING, os seus sócios. E digo isto numa perspectiva de dar seguimento aos trâmites legais do clube, já que é assim que querem. Eu – o gajo que assina com o pseudónimo Violinomaster – se fosse responsável pela falha na contratação de duas equipas técnicas seguidas, demitia-me. Porque entendo que há erros que não podem passar em claro, como se de factos absolutamente normais se tratasse. Se ainda assim achasse que poderia continuar a gerir os destinos do clube, só tinha que me voltar a candidatar e esperar pela soberana decisão dos sócios. Os dirigentes que lá estão agora acham que têm condições para continuar na liderança do clube? É a opinião deles. Vamos então ver qual a opinião dos sócios.
Quanto à continuidade da equipa técnica, no imediato? Seria normal que J. Peseiro já tivesse posto o lugar à disposição, para que a direcção pudesse decidir o seu destino. J. Peseiro acha que tem condições para continuar. É a legítima opinião dele. Caberá à direcção decidir o que fazer. De qualquer dos modos, em caso de mudança da direcção acho que é absolutamente legítimo que seja «reequacionada » a situação do treinador. Por isso é que acho vital que se faça esse «ponto da situação» em assembleia geral. Será absolutamente insustentável que uma direcção desapoiada pelos sócios consiga manter uma equipa técnica inoperante. Para que as coisas não cheguem a esse ponto é altura de parar para pensar. Sem histerias, sem agitações à saída dos jogos e sem cânticos insultuosos para com representantes do clube: é de uma forma serena que o SPORTING deve encontrar o seu caminho.
Desejo é que não se esqueçam que há decisões que tomadas no momento certo são óptimas, tomadas um pouco depois são desastrosas.

Tuesday, September 21, 2004

O problema

Não está nada fácil a situação do SPORTING. O que se passou ontem foi mau, muito mau. E não é apenas com o despedimento do treinador que se vai lá.
Por falta de tempo, falarei nos próximos dias mais detalhadamente sobre o assunto.
De malas aviadas

Bobby Robson foi visto em Londres no aeroporto de Heathrow pronto a embarcar. Só não embarcou ainda porque está com uma grande dúvida: não sabe se deve apanhar o avião para Lisboa ou para o Porto.