Wednesday, February 09, 2005

Brincadeira de carnaval

O SPORTING foi à Madeira brincar ao carnaval. Parece que acharam que tinham direito de o fazer. Claro que os sócios é que não acharam grande piada. Enfim...



Friday, February 04, 2005

Na Madeira

Vamos jogar contra o Marítimo com alguma pressão em cima. E não podemos falhar. Somos a equipa que joga melhor futebol, como tal, com força e muita concentratação conseguiremos os nossos objectivos.
Força SPORTING!

Thursday, February 03, 2005

A questão (do) central

José Peseiro tem um problema. Aliás, como qualquer treinador, tem vários. Mas há um que se destaca porque é o que o assusta e o que mais o preocupa: que fazer com Beto? Como qualquer adepto de futebol, por mais básico que seja, já percebeu, Enakarhire é titularíssimo e a seguir a ele está Polga, com Beto a grande distância. Peseiro sabe que a lógica natural das coisas consiste em dar a titularidade a Enakarhire e a Polga. Mas Peseiro também sabe que Beto já foi capitão de equipa, é muito defendido por alguns sectores de adeptos e gosta de se mostrar opinativo sobre o que se passa com a equipa - veja-se a sua atitude quando soube que Mourinho podia vir treinar o SPORTING. Resulta daqui que Peseiro sabe que Beto não tem lugar na equipa e que soluções tipo lateral direito e trinco mais não são do que remedeios para o por a jogar, o que até já nos custou alguns dissabores. Por agora está safo porque o Beto lá vai tendo umas lesões. Quando ele estiver apto é que vai ser: porque a verdadeira questão, trágica para a equipa, é perceber-se que há jogadores que jogam porque o treinador não é capaz de os colocar no banco. Isso vai dar problemas porque aí fica em causa um dos mais elementares princípios de justiça do futebol. Da minha parte, não se trata de nada contra o Beto em particular, nem de nada a favor dos que jogam. Trata-se apenas de, como adepto, sentir que quem manda na equipa é o treinador, sem medo. É isso que eu desejo.

Tuesday, February 01, 2005

Menos dois pontos

É dificíl dizer alguma coisa sobre o jogo de ontem. As explicações escasseiam a todos aqueles que não se contentam com teorias de massacres e coisas do género. Perdem-se oportunidades claras de assumir a liderança com uma «normalidade» incomodativa para quem exige maior rigor. Que me interessa «massacrar» se não ganho? No jogo contra o Setúbal, para lá de considerações tácticas, o que mais me surpreendeu foi uma evidente falta de concentração por parte de toda a equipa, à excepção de Enakarhire: falhanços de baliza aberta; passes de 3 metros errados; jogadores a abrirem os braços quando têm a bola nos pés, solicitando ajuda; um guarda-redes distraído num lance que lhe custou um golo. Situações típicas de uma equipa que não está no pleno da concentração e empenho. Pareceu-me que a equipa achou que mais tarde ou mais cedo a bola entrava; e quando deram por ela, já tinham sofrido um golo. Atitude completamente diferente daquela que tinham no jogo da Taça. O que custou dois pontos. Espero que a lição tenha servido para o jogo com o Marítimo.

Monday, January 31, 2005

SPORTING - Vitória de Setúbal

Jogo decisivo logo à noite. A equipa tem a possibilidade de saltar para o primeiro lugar isoladamente. Vamos acreditar e apoiar. Oportunidades destas não se podem desperdiçar.
Força SPORTING!

Friday, January 28, 2005

Ri-te, ri-te

Lucílio Baptista também foi prestar declarações no âmbito do Apito Dourado. «Prestar declarações» é a expressão que ele usa porque, ao que consta, ele foi à PJ para ser constituído arguido no processo. Há uma dúvida que nos incomoda: será que ao ser interrogado passou o tempo todo a rir tal como quando arbitra jogos de futebol?
Outra vez o jogo da Taça

o maradona (com minúscula) explica muito bem o que se passou no(s) jogo(s) de 4ª feira. Pela brilhante análise, merece uma visita.

Thursday, January 27, 2005

O futebol (também) é isto

Nem sempre ganha a melhor equipa. Sorte e arbitragem são elementos de relevo num jogo de futebol, como ontem se viu. Resta a certeza de que somos melhores e que, algures a meio da caminhada, se fará um pouco de justiça. Venha o próximo.
Sobre o canalha

Energúmenos mal educados vão sê-lo a vida inteira e não são as palavras de gente íntegra que os demovem do seu estendal de baixaria. Há instituições para resolver contendas, desportivas ou civis, mas também não me parece que isso sirva para muito porque ele não entende essa linguagem. O canalhita é tão estúpido que pensa que se pode dirigir a José Peseiro como se digige a um dos comparsas do grupinho de teatro a que pertence e que ensaia ali para os lados do Colombo. Desde que é «jogador profissional»??? que se comporta como um escroque, aquilo está-lhe no sangue. Todos sabemos como tratar com este tipo de gentalha. E acho que não vou ter que esperar muito tempo para ver.

Tuesday, January 25, 2005

Nova prova de fogo

O jogo de Barcelos já lá vai; ganho e bem ganho. Agora vem aí novo desafio: a deslocação fora para o jogo da Taça. As lesões são muitas mas, com determinação e força de vontade, é possível vencer mais esta etapa.
Força SPORTING!
Mudam-se os tempos...

Sá Pinto é um dos favoritos aqui do «5 Violinos». Acho que toda a gente consegue ver porque é que um sportinguista tem tanta admiração por este jogador; não é preciso recapitular. Dois grandes golos e uma excelente exibição trouxeram-no de novo para a ribalta. Mas o que eu mais destaquei desta cena toda foi ouvir um indivíduo, cujo nome nem vou citar porque não vale mesmo a pena, dizer que estávamos na presença de «um grande homem, com grande lealdade perante os adversários», quando aqui há uns anos atrás, a propósito de um determinado acto cometido por Sá Pinto, ter vindo para a TV dizer coisas do tipo: «tem que ser severamente punido»; «isto é inaceitável para o futebol» e outras do género de que já nem me lembro. Bem sei que ele dedicou um golo ao Mantorras, mas isso não é motivo para tal mudança de opinião, ou se calhar é

Friday, January 21, 2005

Caro sr. José Peseiro...

Peço-lhe um grande favor: não invente no jogo que vai a Barcelos disputar contra o Gil Vicente. Bem sei que as lesões não têm ajudado, houve até um jogador que foi a uma brincadeirinha de uma selecção lesionar-se ficando impossibilitado de jogar. Também sei que a SAD julga (erradamente) que a aquisição do Mota é suficiente para enfrentar a 2ª volta da Superliga. Mas ainda assim, não tente descobrir a pólvora. Finalizo desejando-lhe sorte (porque também é preciso).
Força SPORTING!

Thursday, January 20, 2005

Já cá faltava

Quando vi pela primeira vez as imagens daquela ciança, vítima do maremoto, que apareceu com a camisola da selecção portuguesa disse logo que íamos ter festival de verborreia acerca do assunto. Imaginei logo os escribas e opinadores cá da paróquia ao lado de alguns jogadores e dirigentes a debitarem de forma emocionada patetices sobre o infortúnio (e a sorte) do miúdo.
Enjoa, e bastante, este comportamento subdesenvolvido de misturar futebolices com tudo e com nada, pervertendo toda a ordem de relevância que as coisas têm. Do lote de lamechices bacocas que se foram ouvindo, o apogeu foi atingido por esta criatura que eu já conhecia de o ter visto na televisão a destilar ódio contra a Juventude Leonina a propósito de um infeliz acidente que houve em Alvalade e do qual, a claque, não teve culpa nenhuma. Ele lá saberá porquê. Nunca mais o li ou ouvi - porque tenho leituras mais interessantes com que ocupar o meu tempo - até ter chegado ao tal artigo. E geralmente, perante peças do género, costumo ter vontade de rir. Mas desta vez senti mesmo nojo. Nojo pela atitude de quem se põe a fazer jogos florais de 4ª classe, invocando o clube próprio e a selecção e outras irrelevâncias do género, sem o mínimo de respeito pela situação da criança: para amealhar uns euritos com umas croniquetas semanais tudo serve de inspiração. A balbúrdia mental de quem acha que tudo pode ser motivo de prosa. Um nojo!
Aqui há uns tempos atrás li - no PÚBLICO, salvo erro - um interessante artigo do compositor Pinho Vargas em que este se insurgia contra esse fenómeno da esticização da dor tão em voga no nossos meios de comunicação. Dizia ele que, como compositor, se sentia incomodado com o uso da música para determinados fins, como se esta não fosse uma nobre arte e servisse apenas os interesses de embelezamento de quem quer que seja. Todos nós conhecemos a fórmula: umas imagens em slow-motion de crianças famintas em África, agarrados do Intendente ou sobreviventes de um acidente rodoviário com uma pianada lamechas por cima e aí temos o clipzinho do sentimento. A estiticização da dor no seu auge. E um verdadeiro nojo. E o artigo desta criatura sobre a criancinha e o Eusébio e a selecção e o raio que o parta que lhe veio à cabeça é mesmo do pior. Talvez por ignorância, não sei.
Quando o filósofo alemão T. Adorno disse: "Depois de Aushwitz a poesia é impossível" ele não estava propriamente a dizer que depois dessa data se deixava de escrever poesia. Ele quis dizer, entre outras coisas, que depois de Aushwitz, esta marturbação folclórica comunicacional em torno da dor deveria ser impossível. Mas eles não entendem porque não sabem quem é o Adorno. Mas talvez saibam quem é o Romário. E sugiro-lhes que sigam o conselho que este deu a Pelé: ponham um sapato na boca porque só dizem...
Coreia, qual Coreia?

Não é apenas uma expressão banal: sempre que se diz que o futebol português é dirigido por uma cambada de ignorantes, isso é mesmo verdade. Daqueles que nem sequer sabem que existem uns livrinhos baratos, que costumam ter o nome «Atlas» e servem para mais do que enfeitar estantes. Não façam as professoras primárias dar voltas no túmulo, coitadas das senhoras. Saibam, ao menos, disfarçar a caca de galinha que têm dentro do cérebro.

Tuesday, January 18, 2005

Pergunta (assim a dar para o comprido como aquela da constituição)

O que é que a meio da Superliga, quando a sua equipa tem os mesmos pontos do 1º classificado, em vésperas de uma disputa importante para a Taça de Portugal, com um jogo decisivo para a Taça UEFA no horizonte e num período em que, devido às exigências físicas, há mais riscos de lesão, interessa a um jogador de futebol profissional?
Resposta: disputar o Torneio Internacional do Vale do Tejo (sel BB), claro!

Monday, January 17, 2005

Estão à espera de quê?

O que é que querem mais? Que o Porto perca 5 jogos seguidos? Que o galinhas deixe de ser ajudado e perca jogos em catadupa?
A exibição frente ao Nacional foi do mais triste que se viu nos últimos tempos: uma equipa apática e inoperante. Incapaz de aguentar o primeiro lugar na classificação. E ficam uma data de questões sem resposta: porque é que Danny saiu? será que Enakarhire terá que marcar 5 golos num jogo para assegurar a titularidade? quais são os laterais com que pretendemos lutar pelo título? Enfim, uma grande quantidade de questões a que ninguém responde.
Num campeonato que se afigura como um dos mais fáceis de ganhar de que há memória. Basta de incompetência. Temos direito a mais e a melhor.

Viva o SPORTING!!! (que tão maltratado anda)

Friday, January 14, 2005

A merecer uma espreitadela

O Furball do Tetas & Bolas desencantou um lamp que disse umas boas. Nada de novo, mas vale pela compilação. E sobre estas trapalhadas do escritor dos largos dias o escritor do equador não diz nada?
Em frente

Custa mais ficar lá do que lá chegar. Mas com força e convicção é possível, claro que é possível. Tal como nos últimos dois campeonatos que ganhámos.

Thursday, January 13, 2005

Reforços de Janeiro

Parece-me acertada a contratação de mais um avançado. Vomos lá ver o que é que vale o Mota. Não seria má ideia contratar também um lateral esquerdo, até como preparação para o futuro, uma vez que deve ser levada em linha de conta a idade de Rui Jorge, jogador que tanto de bom tem dado ao clube. Fundamental será também a tomada de sérias medidas de precaução em relação a esta moda das contratações russas. Não podemos falhar em relação aos prazos de fim de contrato. Pelo que me parece, estes clubes russos, todos eles ligados a grupos de exploração de petróleo, estão bastante capacitados em termos de tesouraria, o que me leva a fazer crer que esta história de quererem contratar qualquer bom jogador da Superliga pode facilmente passar da ameaça à concretização. Só no SPORTING já foi o Danny, há interesse no Mario Sérgio e no Liedson, no Carlos Martins também e até parece que um site brasileiro referiu que o Polga está na lista de defesas centrais que interessam a um clube de Moscovo que já não me recordo qual é.
Pessoal da SAD: vamos lá manter a pestana aberta.

Tuesday, January 11, 2005

O lugar da estupidez

Como diria Musil, a estupidez define-se pelo recurso intensivo a lugares-comuns. Estes não passam de formas simplistas que invariavelmente são aplicadas sem a percepção clara da situação que se quer definir. Perante uma determinada situação é mais difícil reflectir e considerar várias perspectivas possíveis do que simplesmente pregar com um chavão, de preferência um daqueles que toda a gente conheça, que possa ser aplicado em várias situações e que, por isso mesmo, não queira dizer rigorosamente nada.
A propósito do atraso de Liedson, tudo o que eu tenho lido e ouvido, não passa da mais banal cartilha do lugar-comum. Mal intencionado, ainda por cima. Os fazedores de opinião da praça, jornas ou não, trataram logo de «disponibilizar» a versão oficial da situação para que o povo se pudesse sentir um pouco mais esclarecido. E aí temos o conceito de rigor de gestão que esta maltinha professa: no seu entender, Liedson, cometeu uma falha grave e deveria ser punido com o afastamento da equipa principal, sendo que só desta maneira o clube poderia defender os seus interesses e o treinador a sua integridade bem como a do seu grupo de trabalho. E temos então toneladas de palavrório em que todos dizem o mesmo. Os lugares -comuns de que tanto gostam... Acontece que no enorme grupo de pessoas que vêem futebol ainda há gente que usa a cabeça para pensar.
E qualquer pessoa que reflicta um pouco facilmente verifica que há diversas formas de penalizar uma situação destas. Dizer que Liedson teria que ser afastado do grupo principal é a mesma coisa que dizer que um pai, perante o comportamento indevido de um filho, teria que o penalizar dando-lhe uns açoites. Estamos todos de acordo que há outras formas mais inteligentes e proveitosas de um pai exercer a sua autoridade, mas se calhar menos visíveis. Para estes opinadores, se o pai não der duas galhetas no filho à frente de toda a gente estará a perder autoridade: não admitem que o pai pode - e deve - repreender o filho sem ter que fazer espectáculo público e não recorrendo à violência.
Para mim, o que a direcção do SPORTING fez foi correcto: não deu espectáculo público, protegeu os interesses do clube e do jogador e aplicou-lhe uma medida adequada. Para os opinadores, incomodados com os dois golos, claro, o clube e o treinador cederam. Mas porquê? Não se percebe. Essa maltinha da opinião oficiosa nunca se deu ao trabalho de pensar que há formas muito mais adequadas de punir um jogador de futebol do que pondo-o à parte da equipa principal, medida que, mais do que o jogador, prejudicaria o clube. Como dois golos incomodam tanto...