Alguém tinha que pagar as favas
E coube a tarefa a Carlos Freitas. Carlos Freitas, à data da entrada no SPORTING, era, para mim, um desconhecido. Ao longo das várias épocas passei a admirar o trabalho desenvolvido na gestão do SPORTING, nomeadamente algumas características que ficaram bem patentes como a descrição e o rigor financeiro, que para mim são qualidades que nunca devem deixar de ser destacadas. Se pensarmos nas 5 épocas que lá esteve, sem dar muito nas vistas, Carlos Freitas «acertou» na maior parte das contratações. Claro que falhou em algumas; mas era impossível que isso não acontecesse. Repare-se na época que agora termina: com menos do dinheiro que o Porto gastou com Quaresma - que nunca foi um claro titular - o SPORTING, com a indicação de Carlos Freitas, contratou Enakarhire, Pinilla e Douala, para já não falar de outras recentes contratações. Não me interessa para nada que o sr. seja adepto do Porto ou do Águias da Areosa. Desde que ele cumpra com rigor e profissionalismo as tarefas para que é remunerado, entendo que a sua prestação é positiva. E foi o que aconteceu. No meio de inumeráveis erros estratégicos por parte da administração - que brevemente referirei - a política de contratações, supervisionada por Carlos Freitas, foi provavelmente o aspecto que se salvou do descalabro em que se tornou esta época: adquirimos bom e barato. E tal deveu-se a um conhecimento profundo que Carlos Freitas tem do mercado de futebolistas, característica que, tanto Ribeiro Telles como Eduardo Bettencourt, tinham percebido bem, o que fez com que Carlos Freitas assumisse um papel importante na política de contratações. Alguns cavalheiros com assento na administração devem achar que é fácil encontrar uma pessoa séria e com um grande conhecimento do mercado. Eu acho que não é nada fácil. E, embora Carlos Freitas não seja insubstituível porque não há insubstituíveis no SPORTING, para lá dos seus sócios, não julguem que é fácil arranjar uma pessoa com provas dadas para desempenhar tal tarefa. Bem sei que Couceiro, um indivíduo que tem pretensões a esse tipo de cargos, está disponível. Mas, sobre Couceiro, o que me vem imediatamente à cabeça é que foi ele que entendeu que Carlos Manuel era treinador para o SPORTING! E assim fica expressa a minha opinião acerca das competências de José Couceiro. Calro que há sempre a solução interna: mas eu nem quero pensar o que seria Dias da Cunha, Soares Franco e Paulo Andrade a escolher possíveis contratações: qualquer coisa que andaria entre o trágico e o cómico, a avaliar pelas sucessivas atitudes assumidas por este trio.
Conclusão: alguém tinha que levar com as culpas. Os sócios, os accionistas, os adeptos e os articulistas já estão na praça a reclamar por medidas, que em situações como esta, passam sempre pela demissão de alguém, como se isso, por si só, fosse remédio para alguma coisa. E como é claro para todas a gente não seria Dias da Cunha como «chefe da banda», nem Soares Franco como «rei da piadinha barata», nem Paulo Andrade como «administrador que só fala quando ganha» ou José Peseiro «que até ganhou um prémio de melhor treinador» a demitirem-se. Pagou aquele que por ser, afinal de contas, um mero funcionário estava ali mesmo à mão para levar com o ónus da culpa. Mais um vez, mal conheço a criatura e o que digo é fruto da simples observação atenta que vou fazendo enquanto sócio e accionista. Esta demissão, a meu ver não esclarece nada, não resolve nada e apenas serve para «atirar poeira para os olhos» dos sócios. Quem tinha que assumir erros cometidos - com ou sem demissão - não o fez. E isso para mim é o mais importante e o mais preocupante. Porque, bem vistas as coisas, tudo fica na mesma: a administração presidida por Dias da Cunha a cometer erros que não assume. Porque a culpa é sempre dos outros; e se não houver à mão nenhum para levar com a culpa há sempre o sistema, essa panaceia que tanto jeito tem dado a Dias da Cunha.
Wednesday, May 25, 2005
Monday, May 23, 2005
Teletransporte, transmissão de sólidos à distância, viagem no tempo e outras facilidades do género que a Teoria da Relatividade Restrita, a Física Quântica, e a Teoria dos Fractais resolvem num abrir e fechar de olhos
Desde Domingo que ando com uma questão que não me sai da cabeça: como atirar amendoins pelo ecrã da televisão?
Desde Domingo que ando com uma questão que não me sai da cabeça: como atirar amendoins pelo ecrã da televisão?
Vamos deixar a poeira assentar...
...depois tratarei de dizer o que penso sobre o que se está a passar no SPORTING. É certo que não é nada de novo: nada que eu não ande a dizer já há uns meses. Com o fim da Superliga, ainda assim, tivemos dados novos. Parar para pensar, com calma, para que depois se possa agir convenientemente é o que se deve fazer.
...depois tratarei de dizer o que penso sobre o que se está a passar no SPORTING. É certo que não é nada de novo: nada que eu não ande a dizer já há uns meses. Com o fim da Superliga, ainda assim, tivemos dados novos. Parar para pensar, com calma, para que depois se possa agir convenientemente é o que se deve fazer.
Friday, May 20, 2005
Obrigado Pedro
Eu tenho um critério para tentar avaliar o que cada um percebe de futebol - vale tanto ou tão pouco como todos os outros, mas posso garantir que nunca falha. Observo o que cada um diz acerca do Pedro Barbosa - qualquer que seja a proveniência clubística - e faço uma identificação muito simples: quem o admira percebe de futebol, quem o critica não percebe nada de bola. E não é que, desde os tempos em que ele ainda jogava no Guimarães, a coisa não falha?
Vem este post a propósito da mais recente moda opinativa nos remunerados comentadores imbecis da nossa praça: parece que, segundo as tais cabecinhas, Barbosa foi o culpado do que se passou na final da Taça UEFA. Não me interessa perder tempo com palermas - tenho mais que fazer. Mas a justiça é para ser feita. E o Pedro Barbosa é do melhor que o SPORTING teve na sua história. Não sei muito bem porquê, mas constato que há muitos especialistas em pastelaria com certezas indefectíveis acerca do Barbosa. Eu, de pastelaria não percebo nada; acho mesmo que aquela malta que sabe os nomes de todos os bolos expostos no café lá do bairro deviam ser expulsos para bem longe, na companhia de outros palhaços que por aí abundam no mundo da bola em Portugal. Agora, de futebol já tenho uns aninhos largos. Os suficientes para ver que há gajos que, quanto mais vêem menos entendem. E que não são capazes de mais do que repetir uma graçola sem piada nenhuma dita por um treinador de barbas que já nem sei muito bem onde é que anda. Que sejam felizes a debater assuntos de culinária, que é a única coisa que devem ser capazes de fazer. Eu prefiro ver o Pedro Barbosa a jogar.
Eu tenho um critério para tentar avaliar o que cada um percebe de futebol - vale tanto ou tão pouco como todos os outros, mas posso garantir que nunca falha. Observo o que cada um diz acerca do Pedro Barbosa - qualquer que seja a proveniência clubística - e faço uma identificação muito simples: quem o admira percebe de futebol, quem o critica não percebe nada de bola. E não é que, desde os tempos em que ele ainda jogava no Guimarães, a coisa não falha?
Vem este post a propósito da mais recente moda opinativa nos remunerados comentadores imbecis da nossa praça: parece que, segundo as tais cabecinhas, Barbosa foi o culpado do que se passou na final da Taça UEFA. Não me interessa perder tempo com palermas - tenho mais que fazer. Mas a justiça é para ser feita. E o Pedro Barbosa é do melhor que o SPORTING teve na sua história. Não sei muito bem porquê, mas constato que há muitos especialistas em pastelaria com certezas indefectíveis acerca do Barbosa. Eu, de pastelaria não percebo nada; acho mesmo que aquela malta que sabe os nomes de todos os bolos expostos no café lá do bairro deviam ser expulsos para bem longe, na companhia de outros palhaços que por aí abundam no mundo da bola em Portugal. Agora, de futebol já tenho uns aninhos largos. Os suficientes para ver que há gajos que, quanto mais vêem menos entendem. E que não são capazes de mais do que repetir uma graçola sem piada nenhuma dita por um treinador de barbas que já nem sei muito bem onde é que anda. Que sejam felizes a debater assuntos de culinária, que é a única coisa que devem ser capazes de fazer. Eu prefiro ver o Pedro Barbosa a jogar.
Thursday, May 19, 2005
Taça UEFA
Podia vir para aqui analisar lance a lance de modo a encontrar culpados. Podia dizer que a equipa está cansada e não aguenta mais. Podia desancar no treinador, uma vez que, como já todos os que aqui vêm perceberam, não sou especial apreciador do seu trabalho. Enfim... podia lamentar tudo até à exaustão, mas não me apetece.
Sou do SPORTING. E como tal a minha vontade é felicitar o justo vencedor; apelar à tropilha do Bandeirinha Guilherme para ver até cansar a prestação do árbitro de modo a que, pelo menos, observem o que é arbitar um jogo de futebol e sentir uma enorme satisfação por ser do SPORTING e não de um desses clubes que há para aí, que só ganham quando são ajudados.
Está feito. A conversa redonda de culpar tudo e todos em vez de olharmos para nós, para percebermos onde falhámos, já enjoa. Quero lá saber se houve uma bola ao poste e se o Ricardo poderia fazer melhor. O que me interessa é que no final da época sejam tiradas ilacções de tudo o que se passou: comportamento e declarações de dirigentes; prestação da equipa técnica; contratações; etc. E o que me chateia mesmo é que daqui por um mês, quando tivermos que tomar decisões importantes, vamos voltar ao porreirismo do «tudo serve» e «qualquer um é bom». Isso é que vai determinar a época. Um dia depois da final da Taça UEFA não acho o momento para análises que mais não são do que crucificações públicas.
Viva o SPORTING!
Podia vir para aqui analisar lance a lance de modo a encontrar culpados. Podia dizer que a equipa está cansada e não aguenta mais. Podia desancar no treinador, uma vez que, como já todos os que aqui vêm perceberam, não sou especial apreciador do seu trabalho. Enfim... podia lamentar tudo até à exaustão, mas não me apetece.
Sou do SPORTING. E como tal a minha vontade é felicitar o justo vencedor; apelar à tropilha do Bandeirinha Guilherme para ver até cansar a prestação do árbitro de modo a que, pelo menos, observem o que é arbitar um jogo de futebol e sentir uma enorme satisfação por ser do SPORTING e não de um desses clubes que há para aí, que só ganham quando são ajudados.
Está feito. A conversa redonda de culpar tudo e todos em vez de olharmos para nós, para percebermos onde falhámos, já enjoa. Quero lá saber se houve uma bola ao poste e se o Ricardo poderia fazer melhor. O que me interessa é que no final da época sejam tiradas ilacções de tudo o que se passou: comportamento e declarações de dirigentes; prestação da equipa técnica; contratações; etc. E o que me chateia mesmo é que daqui por um mês, quando tivermos que tomar decisões importantes, vamos voltar ao porreirismo do «tudo serve» e «qualquer um é bom». Isso é que vai determinar a época. Um dia depois da final da Taça UEFA não acho o momento para análises que mais não são do que crucificações públicas.
Viva o SPORTING!
Wednesday, May 18, 2005
Tuesday, May 17, 2005
Monday, May 16, 2005
E agora?
Antes da 33ª jornada começar já tínhamos alguns dados como adquiridos: O Benfica tinha armado um movimento rumo ao título, a qualquer preço; O SPORTING estava enfraquecido devido à ausência de alguns jogadores fundamentais; Dias da Cunha continuava a brincar ao gato e ao rato, mostrando-se um mestre em ambiguidades e José Peseiro já dava a entender que ia jogar para o empate, o que, no meu entender, contra aquele adversário, significaria apenas medo.
Pois bem. O que é que aconteceu?
O Benfica, equipa medíocre, ganhou com um golo muito duvidoso; O Sporting mostrou-se uma equipa inarticulada e com mudanças a mais; Dias da Cunha continuou o seu número, secundado por dirigentes da mesma «escola» e José Peseiro jogou para o empate, acabando por perder, que é o que geralmente acontece a quem joga para empatar.
E agora?
Dá para tudo. Os que não gostam do treinador culpam-no; os adeptos de Dias da Cunha dizem que só perderam por causa do árbitro; outros acusam a montagem armada pelo Benfica; outros acusam alguns jogadores em particular, enfim... para todos os gostos.
Ainda não é tempo para grandes balanços. Há um competição muito importante que pode ser ganha. E é para aí que nos devemos concentrar. Agora, também é tempo de se começar a preparar o futuro; e a esse respeito haverá muita coisa para esclarecer, espero.
Força SPORTING!
Antes da 33ª jornada começar já tínhamos alguns dados como adquiridos: O Benfica tinha armado um movimento rumo ao título, a qualquer preço; O SPORTING estava enfraquecido devido à ausência de alguns jogadores fundamentais; Dias da Cunha continuava a brincar ao gato e ao rato, mostrando-se um mestre em ambiguidades e José Peseiro já dava a entender que ia jogar para o empate, o que, no meu entender, contra aquele adversário, significaria apenas medo.
Pois bem. O que é que aconteceu?
O Benfica, equipa medíocre, ganhou com um golo muito duvidoso; O Sporting mostrou-se uma equipa inarticulada e com mudanças a mais; Dias da Cunha continuou o seu número, secundado por dirigentes da mesma «escola» e José Peseiro jogou para o empate, acabando por perder, que é o que geralmente acontece a quem joga para empatar.
E agora?
Dá para tudo. Os que não gostam do treinador culpam-no; os adeptos de Dias da Cunha dizem que só perderam por causa do árbitro; outros acusam a montagem armada pelo Benfica; outros acusam alguns jogadores em particular, enfim... para todos os gostos.
Ainda não é tempo para grandes balanços. Há um competição muito importante que pode ser ganha. E é para aí que nos devemos concentrar. Agora, também é tempo de se começar a preparar o futuro; e a esse respeito haverá muita coisa para esclarecer, espero.
Força SPORTING!
Friday, May 13, 2005
Jogo da Superliga?
A época não é feita de um jogo apenas. Mas este vai ser muito importante para a decisão do título, não tenhamos dúvidas. A hora de início começa a aproximar-se e ansiedade dos sportinguistas vai crescendo cada vez mais.
Esperamos que a nossa equipa mostre um futebol de bom nível. Esperamos que sejam determinados e ambiciosos. E que entrem em campo com uma disponibiliade total. Nós estamos convosco.
Força SPORTING!
A época não é feita de um jogo apenas. Mas este vai ser muito importante para a decisão do título, não tenhamos dúvidas. A hora de início começa a aproximar-se e ansiedade dos sportinguistas vai crescendo cada vez mais.
Esperamos que a nossa equipa mostre um futebol de bom nível. Esperamos que sejam determinados e ambiciosos. E que entrem em campo com uma disponibiliade total. Nós estamos convosco.
Força SPORTING!
Wednesday, May 11, 2005
Desejo de vencer
Do que eu mais gostei no jogo contra o Guimarães foi da demonstração de vontade de vencer que o SPORTING evidenciou. Claro que se percebia muito bem que a equipa estava cansada; não era para menos depois dos intensos 120 minutos de 5ªfeira. Claro que se percebia que há elementos muito importantes que fazem falta; as lesões são em número considerável. Mas também ficou claro para toda a gente que, apesar de todas as dificuldades, o SPORTING foi a equipa que mostrou que queria mesmo vencer o jogo. A este propósito cumpre-me dizer o seguinte: eu percebo, até um certo ponto, que determinadas equipas usem convenientemente a estratégia de «queimar tempo» com simulações. Mas tudo tem um limite. E a equipa do Guimarães ultrapassou, e de que maneira, esse limite. Os espectadores pagam - e bem - para ver futebol e não para verem medíocres números de teatro mal ensaiado. Porque foi mesmo isso que vimos na 2ª feira: o Guimarães tem que ensaiar muito; as suas simulações não convencem nem o mais crédulo dos espectadores. Ao menos, disfarcem a sério que é para não dar tanto nas vistas.
Sobre a arbitragem de Benquerença, não gostei nada. Não vou falar do cartão amarelo ao Liedson porque, sobre isso, o que há a dizer é que o Liedson devia ter tido mais atenção ao que estava a fazer. Agora, o resto da arbitragem foi tendencialmente prejudicial para o SPORTING. Duplicidade na marcação de faltas a meio campo; critérios largos nos cartões amarelos ao Guimarães (só se mostrava o primeiro amarelo e, a partir daí, era vê-los a dar trancada na maior das tranquilidades sem verem o segundo)e, o mais grave de tudo, o comportamento dos fiscais-de-linha em matéria de foras-de-jogo. O que estava à minha frente (ataque do Guimarães na 2ª parte) passou de todos os limites: os jogadores do Guimarães «plantados» em fora-de-jogo, pelo menos 4 vezes, e ele nada. Aliás, no futebol português estamos sempre a ver coisas novas e este fiscal-de-linha tratou de arranjar mais uma para o livro. Nas situações de fora-de-jogo dos jogadores do Guimarães ele, não só não os assinalava como ainda fazia gestos com o braço esquerdo mandando-os avançar, assim ao estilo «arrumador de automóvel». O que a regra diz é que, se estiver em fora-de-jogo, se deve levantar a bandeira, se não, o fiscal-de-linha deve simplesmente continuar a acompanhar a jogada. Só que a vontade era tanta. Ainda a este respeito, quem viu o jogo pela TV notou que as repetições das situações de fora-de-jogo, por vezes insistentes, desta vez foram praticamente inexistentes, enfim...
Estamos no primeiro lugar com fortes possibilidades de aí ficar até ao fim da Superliga. Vai ser precisa uma dose reforçada de vontade e concentração. Desejamos que o consigam. Se assim for, vão ver que vai valer a pena.
Do que eu mais gostei no jogo contra o Guimarães foi da demonstração de vontade de vencer que o SPORTING evidenciou. Claro que se percebia muito bem que a equipa estava cansada; não era para menos depois dos intensos 120 minutos de 5ªfeira. Claro que se percebia que há elementos muito importantes que fazem falta; as lesões são em número considerável. Mas também ficou claro para toda a gente que, apesar de todas as dificuldades, o SPORTING foi a equipa que mostrou que queria mesmo vencer o jogo. A este propósito cumpre-me dizer o seguinte: eu percebo, até um certo ponto, que determinadas equipas usem convenientemente a estratégia de «queimar tempo» com simulações. Mas tudo tem um limite. E a equipa do Guimarães ultrapassou, e de que maneira, esse limite. Os espectadores pagam - e bem - para ver futebol e não para verem medíocres números de teatro mal ensaiado. Porque foi mesmo isso que vimos na 2ª feira: o Guimarães tem que ensaiar muito; as suas simulações não convencem nem o mais crédulo dos espectadores. Ao menos, disfarcem a sério que é para não dar tanto nas vistas.
Sobre a arbitragem de Benquerença, não gostei nada. Não vou falar do cartão amarelo ao Liedson porque, sobre isso, o que há a dizer é que o Liedson devia ter tido mais atenção ao que estava a fazer. Agora, o resto da arbitragem foi tendencialmente prejudicial para o SPORTING. Duplicidade na marcação de faltas a meio campo; critérios largos nos cartões amarelos ao Guimarães (só se mostrava o primeiro amarelo e, a partir daí, era vê-los a dar trancada na maior das tranquilidades sem verem o segundo)e, o mais grave de tudo, o comportamento dos fiscais-de-linha em matéria de foras-de-jogo. O que estava à minha frente (ataque do Guimarães na 2ª parte) passou de todos os limites: os jogadores do Guimarães «plantados» em fora-de-jogo, pelo menos 4 vezes, e ele nada. Aliás, no futebol português estamos sempre a ver coisas novas e este fiscal-de-linha tratou de arranjar mais uma para o livro. Nas situações de fora-de-jogo dos jogadores do Guimarães ele, não só não os assinalava como ainda fazia gestos com o braço esquerdo mandando-os avançar, assim ao estilo «arrumador de automóvel». O que a regra diz é que, se estiver em fora-de-jogo, se deve levantar a bandeira, se não, o fiscal-de-linha deve simplesmente continuar a acompanhar a jogada. Só que a vontade era tanta. Ainda a este respeito, quem viu o jogo pela TV notou que as repetições das situações de fora-de-jogo, por vezes insistentes, desta vez foram praticamente inexistentes, enfim...
Estamos no primeiro lugar com fortes possibilidades de aí ficar até ao fim da Superliga. Vai ser precisa uma dose reforçada de vontade e concentração. Desejamos que o consigam. Se assim for, vão ver que vai valer a pena.
Monday, May 09, 2005
Já faltou mais
O Sporting - Guimarães fecha hoje a 32ª jornada da Superliga. Uma jornada onde o que nos deve interessar deve ser apenas o pensamento nos três pontos de que precisamos. Se ganharmos damos um passo importantíssimo na corrida pelo nosso objectivo de ganhar o campeonato. Espero que isto seja motivo suficiente para o SPORTING fazer uma demonstração de determinação e vontade.
Força SPORTING!
O Sporting - Guimarães fecha hoje a 32ª jornada da Superliga. Uma jornada onde o que nos deve interessar deve ser apenas o pensamento nos três pontos de que precisamos. Se ganharmos damos um passo importantíssimo na corrida pelo nosso objectivo de ganhar o campeonato. Espero que isto seja motivo suficiente para o SPORTING fazer uma demonstração de determinação e vontade.
Força SPORTING!
Friday, May 06, 2005
Conseguimos
A luta foi muito difícil e duradoura. Mas valeu a pena: conseguimos cumprir o objectivo de disputar a final da Taça UEFA no nosso estádio. Os jogadores e a equipa técnica estão de parabéns: acreditaram até ao fim. Mais uma vez tivemos que lutar contra tudo e contra todos. E assim demonstrámos que temos muita força e que vai ser muito difícil demoverem-nos do nosso caminho. Esta presença na final é inteiramente justa: a equipa que quis ir «para frente» e jogou melhor futebol foi o SPORTING. Os nossos jogadores estavam cansados mas mostraram que a verdadeira força está na cabeça - do Miguel Garcia e não só. Uma breve palavrinha para o cavalheiro que andou lá no campo com um apito na mão: ligue imediatamente ao Guilherme do conselho de arbitragem. Ele vai gostar de o conhecer e, quem sabe, recrutá-lo para apitar jogos aqui em Portugal.
A luta foi muito difícil e duradoura. Mas valeu a pena: conseguimos cumprir o objectivo de disputar a final da Taça UEFA no nosso estádio. Os jogadores e a equipa técnica estão de parabéns: acreditaram até ao fim. Mais uma vez tivemos que lutar contra tudo e contra todos. E assim demonstrámos que temos muita força e que vai ser muito difícil demoverem-nos do nosso caminho. Esta presença na final é inteiramente justa: a equipa que quis ir «para frente» e jogou melhor futebol foi o SPORTING. Os nossos jogadores estavam cansados mas mostraram que a verdadeira força está na cabeça - do Miguel Garcia e não só. Uma breve palavrinha para o cavalheiro que andou lá no campo com um apito na mão: ligue imediatamente ao Guilherme do conselho de arbitragem. Ele vai gostar de o conhecer e, quem sabe, recrutá-lo para apitar jogos aqui em Portugal.
Thursday, May 05, 2005
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