Wednesday, June 08, 2005

Se é para mudar, que se mude já


No meio de muitas incertezas – mais dos que as aceitáveis num clube de futebol – o SPORTING vai mostrando que as coisas não estão bem.

A nível directivo.
Ficou para mim claro, desde a demissão de J. Eduardo Bettencourt, que a passagem de Dias da Cunha a líder da SAD iria ser problemática. O desenrolar da época serviu para provar isso mesmo: passámos a ter um presidente da SAD muito desatento em relação à equipa de futebol e demasiado interventivo em assuntos de menor importância. Depois foi a demissão de Ribeiro Telles, na sequência do disparatado acordo com outro clube de Lisboa. Ainda hoje estamos para saber os termos em que esse acordo foi feito. Tenho para mim que, se os sócios do SPORTING soubessem de que é que ele consta, isso daria lugar a um motim em Alvalade: a ser verdade que no acordo está referida a não contestação às arbitragens dos jogos entre os dois clubes; a facilitação da saída de Nuno Assis do Guimarães e outras ainda piores que se vão ouvindo por cá e por lá, esse acordo não passou então de uma capitulação perante os mais sórdidos interesses do futebol português. Aliás, basta considerarmos que esse acordo foi estabelecido com o clube que mais foi beneficiado por arbitragens incorrectas e que acabou por vencer o campeonato de uma forma ILEGÍTIMA, para nos sentirmos enojados sempre que vemos Dias da Cunha dizer que acredita nos propósitos de Vieira para a reabilitação do futebol português. Saberá Dias da Cunha que Vieira trabalha «em dupla» com Veiga, apenas o responsável pela destruição da carreira de Jardel e consequentes perdas para o nosso clube naquela época? (Se duvidam do que digo, perguntem agora a Boloni o que foi gerir um plantel após o caso Jardel, acrescentando o facto de ter sido uma época em que praticamente não se fizeram nenhumas melhorias no plantel). Se Dias da Cunha sabe dessa «dupla» e tem cara para engolir isso, nós os sportinguistas, não temos, nem nunca iremos ter! Mas as demissões não se ficaram por aqui. Este fim de época, então, tem sido à razão de uma por semana. Carlos Freitas, provavelmente a pessoa que em Portugal melhor conhece o mercado de transferências de jogadores e que estava a desenvolver um trabalho muito positivo, acaba por se demitir, ou ser levado a isso, por, nas palavras de Dias da Cunha, não ter feito uma correcta ligação entre o plantel e o funcionamento da academia. Esta é mesmo de pasmar. Primeiro porque as atribuições de Freitas não eram bem essas, depois porque um argumento desses não é mais do que fugir à questão essencial, que para mim é: o que é que tem levado a que uma grande quantidade de pessoas que trabalham no SPORTING se tenham incompatibilizado com Dias da Cunha? A seguir demitiu-se Rita Figueira do departamento jurídico por razões que também não sabemos muito bem. Agora temos a demissão de Soares Franco. Em rigor, ainda não sabemos se se demite ou não, apesar de já ter dito que tenciona fazê-lo. Perante todas estas demissões, Dias da Cunha vai reagindo como se nada fosse, invocando chavões de circunstância como aquele do «só faz falta quem cá está» ou «vice-presidentes há muitos» (faltou acrescentar o «seu palerma» como o outro tinha dito acerca do chapéu no jardim zoológico). E os sócios vão assistindo de bancada: nenhuma explicação cabal e convincente lhes é dada acerca da matéria. Como se os sócios só servissem para pagar quotas, comprar bilhetes e bater palmas. Mais uma vez, Dias da Cunha está enganado: a história do SPORTING é mais do que suficiente para mostrar do que os sócios do SPORTING são mais do que «batedores de palmas» ao fim-de-semana e contribuintes ao fim do mês. E começo a achar que se avizinha o momento em que Dias da Cunha vai perceber essa força dos sportinguistas; estou certo que nessa altura não irá dizer que «vice-presidentes há muitos». Dias da Cunha, a meu ver, neste momento está a assumir a típica atitude da fuga para a frente. Demita-se quem se demitir; conteste quem contestar; ele continua, pelo menos enquanto tiver quórum, o que, com tanta demissão, parece que não irá durar muito. Neste momento, não vislumbramos a Dias da Cunha uma única ideia estratégica válida para a próxima época: a política de contratações parece mera casuística ao sabor das caprichosas vontades dos jogadores que estão e dizem que querem sair; a importância dos valores do SPORTING no plantel parece ser irrelevante, como se pode constatar com as situações de Rui Jorge e Pedro Barbosa; o reforço de poderes do treinador não passa de uma frase sem conteúdo cujo único propósito é atribuir-lhe as culpas se as coisas correrem mal. A nível directivo, já não sabemos quem manda nos vários pelouros, quem fala sobre determinados assuntos e quem coordena determinadas actividades. Sabemos apenas quem fala sobre o sistema: Dias da Cunha, pois claro. Paulo de Andrade só fala quando a equipa ganha e, como agora não há jogos para disputar e ganhar, ele lá se vai mantendo calado. As estratégias de fuga para a frente dão sempre mal. Temo que o que se está a passar agora não é mais do que remeter para Outubro uma situação que devia ser resolvida já. Que situação? Eu acho que esta direcção (clube e SAD) estão a colocar-se a jeito para que, assim que haja dois resultados negativos de seguida, os sócios imponham, de forma desagradável e pouco honrosa, a clarificação que devia ser feita agora: eleições para os corpos sociais do clube. Ando há quase um ano a defender eleições no SPORTING. Acho que os mandatos devem ser levados até ao fim, mas também acho que isso só vale se percebermos qual o rumo e o propósito de quem detém esses mandatos. A situação actual é tal, que as eleições serviriam para clarificar a situação do clube. Dias da Cunha, por exemplo, teria muito a ganhar com esse cenário. Se acha que tem condições para continuar, reúne uma lista, candidata-se e os sócios manifestam a sua posição. É que a lista vencedora das últimas eleições tinha Eduardo Bettencourt, Ribeiro Telles, bem como outras pessoas na equipa, pessoas essas que já lá não estão. Eu sei que o cenário de eleições no SPORTING acarreta sempre o perigo do surgimento de uma daquelas listas compostas por gente potencialmente perigosa a gerir os destinos do clube: estou-me a lembrar da inenarrável dupla Pinto Coelho / Oceano que faz uns ameaços sempre que se fala de eleições no SPORTING. Nenhum sportinguista ponderado gostaria de ver o seu clube nas mãos destes dois ou outros do género. Mas eu acredito – posso estar errado – que perante um cenário desses os verdadeiros sportinguistas se uniriam de modo a não termos que ir por uma situação dessas. Portanto, o cenário de eleições é o que melhor pode clarificar o estado do SPORTING. Digo isto na esperança de que pessoas como Ribeiro Telles; Eduardo Bettencourt e outros se assumam como protagonistas neste cenário. O SPORTING tem um projecto – projecto Roquette – mais-ou-menos definido. O que está a faltar são as pessoas para o levarem por diante: com tanta demissão cada vez mais aquilo é o clube do Dias da Cunha e de mais dois ou três teóricos do sistema. As eleições, a serem feitas, devem sê-lo num período de férias. Evitam-se, assim, situações desagradáveis no plantel e na equipa técnica. Tentar manter artificialmente uma situação insustentável é que não dá, de maneira nenhuma.

Equipa técnica
Muito sinceramente, acho que Peseiro é um dos elos mais fracos desta situação. Como treinador falhou. O 2º lugar (3º) é o 1º dos últimos e chegar à final da Taça UEFA para a perder daquela maneira é mesmo muito mau. Peseiro incompatibilizou-se com metade da equipa e não vislumbramos maneira de as coisas serem sanadas com os banhos de férias. Na gestão do plantel, não se percebe nada: a jogadores como o Polga; Liedson e Douala perdoam-se atrasos, faltas de disciplina, declarações disparatadas, falando só do que sabemos. Em simultâneo, a Rui Jorge e a Pedro Barbosa, para mim os dois jogadores que representam melhor o espírito sportinguista, faz-se aquilo que vamos acompanhando todos os dias pela imprensa: uma total falta de dignidade no tratamento dos atletas. Falta de dignidade de onde quem sai pior é quem a pratica e não quem a sofre, como de costume. Se calhar, se o Rui Jorge tivesse ido para o Brasil e chegasse atrasado, visse cartões amarelos disparatados, mudasse de opinião todos os dias acerca das suas intenções e fizesse outras do género, ter-lhe-ia sido renovado o contrato. Enfim… é evidente para todos que reina uma assustadora falta de disciplina no plantel do SPORTING: cada um diz o quer, cada um ameaça ir para onde lhe apetece, cada um opina à sua maneira sobre o clube e as pessoas que lá estão. Só um exemplo: um jogador com mais dois anos de contrato vir para os jornais dizer que quer «ver a sua situação resolvida», é do mais disparatado que podemos imaginar: uma pessoa com juízo ouve e não acredita: o que é que um jogador profissional com mais dois anos de contrato quer dizer com isto? Será que já lhe explicaram o que é um contrato? Um prazo? Uma assinatura? Ou em português do Brasil esses conceitos têm significação diferente? E tudo porque não há uma direcção que ponha termo a isto, a bem ou a mal. Bastava uma vez para dar o exemplo: todos os outros aprendiam logo. Assim, o que acontece é que qualquer jogador, com ou sem razão, vem para praça pública opinar, reclamar, forçar e, qualquer dia, decidir. Até Edgar Marcelino, depois de umas corridas e uns golos na selecção, se acha no direito de vir para a praça pública enviar recados à direcção, reclamando não sabemos muito bem o quê. Isto não acontece porque os jogadores tenham este ou aquele tipo de carácter. Acontece porque já perceberam que cada um pode fazer o que lhe apetece, que nenhuma consequência isso lhes trará. Como de costume, o treinador não diz nada. Talvez até seja melhor.

Podia continuar. Casos e peripécias é coisa que não falta. Como andam deliciados todos os jornalistas desportivos: motivos para especulação barata e opinião tendenciosa é o que algumas pessoas do SPORTING lhes vão oferecendo a toda a hora.
Aguardarei calmamente no meu lugar. Estou certo que a verdade sobrevive e o SPORTING vai voltar a entrar no bom caminho. E depressa. Porque queremos ganhar já o próximo campeonato.
Bom fim-de-semana prolongado, se for o caso.

Tuesday, June 07, 2005

Já há links

Se houver algum sportinguista que não esteja na lista e ache que tem lugar, é só dizer. Contacto no canto superior direito.

Monday, June 06, 2005

Campeões

Parabéns aos atletas do SPORTING que se sagraram campeões nacionais de atletismo, em masculinos e femininos.

Friday, June 03, 2005

Porquê?

Começo pelo mais importante: envio daqui um abraço de agradecimento ao Rui Jorge por tudo o que, ao longo dos anos, ele fez pelo SPORTING.
E depois a parte má: nenhum sportinguista compreende as razões que levaram os actuais administradores a tratarem o Rui Jorge desta maneira. Se acham que é assim que se trata um jogador como ele, então eu digo-lhes, sem qualquer espécie de arrogância: não perceberam o que são os valores do SPORTING o que, tratando-se de dirigentes do clube, é grave.
Eu acho que o Rui Jorge devia renovar o contrato pois é capaz de fazer mais uma ou duas épocas de bom nível. Mantinha-se um jogador importante e não se contribuía para a razia no plantel que parece vir a ser uma realidade.
Não seguindo esta hipótese, devia ser dada ao jogador a oportunidade de continuar no clube, mesmo que noutra função. Ele já provou que é um homem inteligente, leal e correcto e poderia ser importante para o clube.
Mas, pelo contrário, a situação do Rui Jorge foi gerida da pior maneira possível; nomeadamente esta história de passarem para a imprensa a informação de que não iria renovar, sem dizerem nada ao jogador. Perde-se assim um óptimo e experiente jogador e de uma forma que em nada honra o SPORTING.
Já estou naquela fase em ganho algum alento sempre que penso que estes dirigentes estão de passagem e já não falta muito para que os sócios lhes mostrem, nas urnas, o que pensam da sua política de gestão do clube.
Ou julgam que é por acaso que todas as pessoas com valor e competência que têm passado pelo SPORTING acabam por se afastar, ou ser afastadas, por essa tripla Dias da Cunha / Soares Franco / Paulo de Andrade? Muita coincidência, não?
Mais uma vez, desejar felicidades ao Rui Jorge, é o que agora importa.
Viva o SPORTING e os que o servem verdadeiramente: os seus sócios!
O Seara

Admito, à partida, que não sou um espectador assíduo de programas desportivos com comentadores; daqueles em que debatem o que se vai passando ao longo das jornadas. Tenho mais que fazer. E por outro lado, as opiniões que dali surgem geralmente não me surpreendem nem me informam muito. Cada um a puxar para o seu lado mas todos com muito medo de fazer a mínima investida nos pontos sensíveis: o seu próprio clube e os jornalistas desportivos, nomeadamente as televisões. Seguem a regra de na TV não atacar a TV. E para estar a ouvir desancar nos árbitros conheço quem o faça melhor e com mais piada. Aquilo pretende ser uma espécie de mostra acerca do que pensa o comum dos adeptos sobre futebol. Só que esse tipo de opiniões podem ser encontradas nos blogs. Ainda por cima, de uma forma mais livre, inteligente, interventiva e humorística, do que aquela que vamos vendo pela TV.
A coisa já existe há uns anos e parece ser uma fórmula de sucesso. As televisões voltam sempre com insistência ao mesmo modelo, época após época. E ao longo dos anos, tenho a dizer que o SPORTING não tem sido muito favorecido com as escolhas que têm sido feitas para o representar. Abro a excepção a Luís Coimbra, o melhor de todos os do SPORTING e a Dias Ferreira, com quem muitas vezes tenho discordâncias mas que, ainda assim, acho que é capaz de defender bem o nosso clube. Quanto aos outros, dos que me lembro – João Braga, Santana Lopes e Jorge Gabriel - mais vale não adiantar muito. A simples hipótese de considerar estes cavalheiros defensores, representantes, simples paineleiros ou outra coisa qualquer do SPORTING, provoca em mim um desconforto que me impele imediatamente a mudar de canal. Escolher malta deste calibre para falar do SPORTING é, logo à partida, dar trunfos ao adversário.
Nem sequer estava para fazer deste assunto tema do blog. Acho que os que me lêem devem estar mais interessados noutras coisas do que propriamente em paineleirismos.
Mas devo dizer que vi recentemente um desses programas do princípio ao fim e fiquei de rastos. De tal modo abalado que tive vontade de vir aqui partilhar convosco o meu espanto. O motivo do abalo deveu-se ao facto de eu ter assistido a um programa com o supra sumo destes shows televisivos: o Seara. Digo-vos com toda a verdade: não fosse eu já adulto bem constituído e com idade para já não ter muito com que me surpreender e a experiência teria sido traumática. A ponto de a família ter que me enviar para um psi (cólogo; quiatra ou canalista) que, vamos lá, tomasse conta da ocorrência se o tratamento ainda fosse possível. Acredito que haja malta que fique literalmente destroçada só pelo facto de o ouvirem e de o verem. Esqueçam a Pinhão, o Jorge Máximo e o Barbas. Ao pé do Seara não passam de simples artolas sem nada que os distinga. O Seara é, para utilizarmos uma expressão do comentarismo bolístico à Gabriel Alves, «um espectáculo dentro do espectáculo».
Passemos aos factos.
Aquilo começa por irritar logo na apresentação. Ainda o moderador está a apresentar os participantes e o Seara já se está a rir, não se sabe muito bem de quê. Depois há a pose: daquelas quatro pessoas, três estão sentadas nas cadeiras. Mas o Seara – se calhar devido a respeitáveis problemas de ordem fisiológica – passa o tempo todo aos saltinhos. A não ser que os gajos da SIC se tenham lebrado de lhe por um amortecedor de automóvel na cadeira, o homem deve por certo andar com problemas numa determinada parte do corpo. Começa o debate. Na verdade, não se trata de debate nenhum porque ao longo de todo o programa o Seara vai estar constantemente a interromper os outros; ele não tolera nada que tenha tenha princípio, meio e fim. E nem está ali para debater ideias porque não é capaz de o fazer. Ele vai para ali para mandar aquilo que ele acha que são piadas e balelas. Deve ser por ele próprio estar constantemente a mudar que se sente impelido a interromper os outros. Que eu me lembre, num curto espaço de tempo, já o vi mudar de partido, de opinião sobre Vale e Azevedo, de opinião acerca da construção do novo estádio, de opinião sobre Camacho, de opinião sobre Valentim Loureiro, de opinião sobre Trapattoni e de outras que não interessam para aqui. Voltemos ao debate. Quer o moderador entenda começar por ele ou por outro qualquer, é sempre ele que começa. A cena é do género:
Moderador: «Boa noite Guilherme Aguiar, mais um brasileiro para o FC Porto?»
J. G. Aguiar [descontraído]: «Boa noite. Pois é...»
Seara [saltitando na cadeira]: «...Desculpe, eu não queria interromper o meu amigo Guilherme Aguiar mas era só para dizer que acabo de chegar da Casa do Benfica de Vila Pouca da Perna Torta e aí me pediram para eu aproveitar esta oportunidade de estar aqui na televisão e endereçar saudações ao ex-jogador do Benfica, Michael Thomas. Era só.»
J. G. Aguiar [tentando recuperar o que estava a dizer]: «Pois é. De facto é mais um jogador que chega...»
Quando algum dos outros comentadores consegue arrancar com a primeira frase, aí é que começa a guerra: está tramado. À mínima oportunidade o Seara vai começar a interromper, falando do seu clube ou da sua vida privada. Nada de comentários, análises ou opiniões. O Seara não vai além da «posta-de-pescada», ou da piadola sem graça. Quando lhe pedem mesmo a sua opinião, seja sobre o que for, ele tira da mala umas folhas do jornal O Jogo e começa a falar de um tribunal qualquer que ninguém sabe muito bem onde fica, como se estivesse a falar de jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça. Afinal este jornal tem mais utilidade do que aquela que eu pensava: mete gente a dar opinião como se fosse a sério.
Quando se fala dos outros clubes... aí o Seara dá início a um dos seus números predilectos: tentar lançar a confusão no clube dos outros julgando que o está a fazer com subtileza. Dá bitaites sobre coisas que vai ouvindo aqui e ali, a maior parte delas sem relevância nenhuma, e faz aquilo numa tentativa de ser simultaneamente provocador e inocente, do estilo «com esta é que eu te lixo» e fica ali, com o mesmo tique do presidente do seu clube a dizer «ãh» umas quantas vezes seguidas. É claro que não provoca nada a não ser a irritação de quem não se sente na obrigação de se entreter com estas charadas. E a quanto à subtileza com que o faz, a do Seara é a mesma da de um chimpanzé a tocar harpa. Resultado: toda a gente se chateia com a perda de tempo e ninguém percebe a ideia que os outros dois estavam a tentar expressar.
Depois há também a rábula da imprensa estrageira. Em certas alturas – se calhar quando vai ao aeroporto esperar alguém – o Seara aproveita para trazer um jornal estrangeiro. Já o vi com jornais espanhóis e italianos. Bota um ar sério, puxa do tablóide e tenta corroborar uma daquelas tiradas que ele julga altamente pertinentes. Então se algum desses jornais fala do Benfica, o Seara aumenta logo de intensidade os seus pulinhos e começa a dizer que o número de adeptos em Portugal já vai em 14 milhões – os que nasceram e os que ainda estão por nascer. Fica claro para todos que ele não é leitor regular do tal jornal e só o levou para ali para impressionar simplórios que, só por isso, o devem passar a considerar um letrado.
Mas há mais. Quando a coisa não lhe está a correr de feição. Ou seja, quando Dias Ferreira já está irritado, Guilherme Aguiar já o arrumou com argumentos e o moderador não o «safa», o Seara muda imediatamente de assunto e puxa para cima da mesa uma embalagem com uns pastéis quaisquer que ele diz que lhe foram oferecidos por um postista ou sportinguista não sei onde. Tenta com isso evitar ir por um caminho que não lhe interessa, dadas as suas evidentes incapacidades argumentativas, e assim mudar de assunto. Tipicamente benfiquista: para onde vai tem que levar farnel. Nem para o raio de um programa de televisão pode ir sem merenda. Adivinha-se o dia em que de baixo da sua mesa vai sacar de um garrafão de 5 litros.
E a criatura tem pretensões (não sei muito bem a quê) e lá pelo meio faz sempre o número do gestor do futebol moderno. Pára o sorriso, começa a abanar as mãozinhas e diz três vezes seguidas: «Vamos por as coisas...ãh»; «Vamos por as coisas...sim»; «Vamos por as coisas...ãh. No futebol moderno o merchandising é muito importante, vejam o Real Madrid». Os que estão lá em casa e têm um mínimo de inteligência - a maioria - ficam a pensar: o Real Madrid todos os anos espatifa a preparação da época por causa da história de ir em Agosto vender bonés para a China, e agora vem para aqui este gajo falar na gestão moderna do Real Madrid? Claro que para dizer tal banalidade não era preciso por um ar tão grave; mas o Seara gosta de recorrer à solenidade bacoca tão em voga entre políticos de 3ª categoria.
O Seara é adepto da globalização, do benfiquismo, claro. Sempre que passa férias fora de Portugal trata logo de o dizer muitas vezes para que toda a gente saiba. E lá pelo meio diz que encontrou não sei quantos benfiquistas ali para os lados da Cochinchina. Argumento imbatível, ora essa.
O Seara nunca desiste. Nem quando o presidente do seu clube invadiu o estúdio, afirmando que ali estava porque o Seara não estava a ser capaz de defender o Benfica, dando origem a umas das mais lamentáveis cenas de humilhação pública em directo, o Seara se foi abaixo. Na semana seguinte lá estava ele aos pulinhos na cadeira como se nada fosse.
E desenganem-se se julgam que o Seara é só comentador! Um destes dias, a propósito de um daqueles inúmeros penáltis falsos de que o Benfica beneficiou, o Seara vira-se para a câmara, com um ar muito sério e atira com qualquer coisa do género: «nós, os que já jogámos futebol e andámos lá em baixo no campo sabemos muito bem que estes lances são penalidade». Toma lá, vai buscar. Que treta é essa de ver na televisão? O Seara é que sabe porque tem a experiência do craque no campo. Vejo futebol há muitos anos e o único careca de que me lembro é o Caccioli, mas pronto: omissão minha não me lembrar desse grande craque que agora é comentador. É que o Seara, como qualquer pensador do futebol moderno, advoga a utilização dos «meios tecnológicos». Nunca disse concretamente a que é que se estava a referir, mas a expressão anda na moda e ele tem que a utilizar. Só que, tratando-se do Benfica, quais meios tecnológicos, qual carapuça? O Seara é que sabe se é penálti porque ele é que andou «lá no campo». Que se lixem então as imagens televisivas.
Eu acho que o verdadeiro problema do Seara, mais do que levar-se demasiado a sério, mais do que não entender nada de futebol, mais do que ser chato, é não ter vídeo em casa para poder gravar os programas e ver as figuras que todas as semanas faz na televisão. Não haverá por aí nenhum amigo que lhe ofereça um? Poupavam-se incómodos a muita gente. Tenho amigos benfiquistas, daqueles que gostam de ver este tipo de debates, que há muito tempo me dizem que se sentem incomodados sempre que vêem o Seara na televisão a falar em nome do Benfica. E só por isso nem vêem o programa. Mas, se calhar, há quem goste. Eu não conheço ninguém.
Pronto. Eu sei bem que a prosa já vai longa e o assunto não dá para tanto. Mas porra, um gajo não é de ferro e a paciência tem limites.

Wednesday, June 01, 2005

Já vem tarde

Mas é também para isto que os agentes da PJ são pagos. Esta investigação, se existe, deve ser levada até ao fim. Se não existe, deve ser iniciada imediatamente. É que o Apito Dourado não puxa só para os lados do Porto, como tivemos oportunidade de ver na final da Taça de Portugal. Se querem uma cor para nomear o processo, eu dou uma sugestão: depois de ver a rídicula indumentária de Paulo Costa na final da Taça, acho que Apito Azul- Bébé fica bem.

Tuesday, May 31, 2005

Referendo

Palavra muito ouvida nos últimos dias. Se puderem, vão lá colocar o vosso voto. Eu não ofereço micro-ondas como o Major de Gondomar que, por acaso ou talvez não, é o mesmo que manda na Liga. Numa de jogador-da-bola em fláche-intérviú, apenas prometo que vou «ser igual a mim próprio».

http://blog-sondagem.blogspot.com/

Monday, May 30, 2005

Boatos (ou talvez não)

Sobre o Hugo Viana o que tenho a dizer é que o SPORTING não deve, de modo algum, esforçar-se financeiramente a ponto de lhe permitir o salário - 150000€ - que ele pretende manter. Pode ir jogar para onde bem entender. Era o que mais faltava; pagar esse dinheiro a um jogador como o Hugo Viana. A ser verdade o que por aí corre acerca da sua quebra de rendimento a partir do momento em que começou o assédio do Porto e do Galináceo, nem vale a pena dizer nada: é um assunto demasiado sujo para que se perca tempo com ele.

Sobre o Liedson e a meteórica aparição desse tal grupo «éme ésse i» digo mais ou menos o mesmo que disse acerca do Hugo Viana: se o Corinthians é só até Janeiro, antes do Galináceo do Colombo, onde lhe vão pagar o que ele quer, pois então que vá. É estranho como em Janeiro a sua ambição era a Europa e agora passou a ser de novo o Brasil. A ser verdade o que por aí corre acerca do cartão amarelo antes do jogo com o Galináceo do Colombo, nem vale a pena dizer nada: é também um assunto demasiado sujo para que se perca tempo com ele.

P.S. (colocado umas horas depois): o boato que anda por aí, nos blogs e não só, diz que o Liedson foi contactado pelo Galinhas antes do jogo Galinhas - SPORTING e que o cartão amarelo foi «sacado» de propósito para não jogar. A mim também me custa a acreditar mas, nos tempos que correm, não acho que haja impossíveis. Sublinho: até prova em contrário continuo a dar o benefício da dúvida ao jogador.
SPORTING vencedor da taça de Portugal em Andebol

Mais uma conquista para a nossa equipa de andebol. Estão de parabéns.
Parabéns ao Setúbal

Tem muito mérito a conquista do Vitória de Setúbal. Estava tudo muito bem preparadinho como se viu logo aos três minutos - jogada clássica do Clube Colombo. E depois os cartões; não dão muito nas vistas, jogadas perdidas de que já ninguém se lembra e aos 30 minutos já vão dois ou três. E aquelas faltas no meio campo e à entrada da área, todas estrategicamente assinaladas. Paulo Costa, dada a sua incompetência, só no fim de carreira é que atingiu o ponto: apitar cirurgicamente, não dando muito nas vistas para conferir a ideia de que tudo correu sem sobressaltos; devia ter prestado mais atenção aos grandes mestres desta arte: Vítor Pereira e Lucílio Batista. No Domingo ele até tentou; aos 20 minutos de jogo só um distraído é que não percebia o que o árbitro ali andava a fazer. Mas a incompetência do Clube Colombo é muita e nem a arbitragem os safou.
Assim a vitória até dá mais gozo.

Friday, May 27, 2005

Muito mau para ser verdade

A serem verdadeiras as notícias que vão saindo dos lados de Alvalade, não temos grandes garantias para a próxima época. Reparem só no que isto já deu só no espaço de uma semana.
Pedro Barbosa e Rui Jorge saem do clube. Entendo que tanto um como outro poderiam fazer, pelo menos, mais uma época ao serviço da equipa. São jogadores muito experientes e de grande qualidade técnica que podem ser muito úteis em momentos de maior pressão. Por outro lado, são jogadores com inteligência e bom senso muito acima da média do jogador de futebol. Se pensarmos no actual plantel, podemos mesmo dizer que se trata de duas referências do clube. Ou seja, mesmo que a SAD entendesse que já não estavam capazes de cumprir enquanto jogadores, deveriam ser convidados a ficar no clube no desempenho de outras funções; ao longo dos anos já mostraram que o seu empenho pelo clube merece mais do que um fim como este: triste e injusto. Não se deixa um jogador como o Rui Jorge chegar ao fim do contrato sem lhe dizer nada. Isso é ingratidão. E nós não somos um clube de ingratos, mesmo que algumas pessoas que por lá passem o sejam. O SPORTING está certamente muito acima de todos os seus dirigentes.
Depois temos os arrependidos: o Polga e o Douala. Ora, qualquer pessoa que acompanhe minimamente «estas coisas da bola» sabe que estes arrependimentos não valem nada. Uma equipa de futebol não é um grupo de escuteiros e, ou muito me engano ou assim que Peseiro tomar uma decisão que não agrade a Polga ou a Douala, o verniz irá estalar. Por outro lado, isto é um exemplo do que é a falta de liderança numa equipa.
E já há contratações: aí a imaginação dos srs. administradores supera até a dos mais criativos. Vou assumir aqui toda a subjectividade de adepto, correndo todos os riscos inerentes, e dizer que Manoel é um jogador que nunca me entusiasmou muito; Edson pode ser importante mas dificilmente o vejo como titular; Marcos está longe de ser um valor absoluto para substituir Ricardo (Helton já era porque estes srs. estavam mais uma vez desatentos) e Fernando Ávalos é mesmo para rir. Como é possível alguém oferecer 2 milhões de euros por um jogador como este? Será que alguma vez o viram jogar, no Boavista ou no Nacional? E há ainda uma agravante: com que cara é que os administradores do SPORTING vão negociar com o presidente do Nacional depois do que se passou a época passada com a história do Paulo Assunção? Se eles não se importam de passar por vergonhas destas, então que se lembrem que o nome do SPORTING deve ser mantido acima destas rebaldarias.
Mantenho o que ando a dizer há muitos meses: esta direcção do clube (e SAD) não tem condições para continuar. Não se trata de impaciência da minha parte ao não deixar que os mandatos cheguem ao fim. A actual administração é muito diferente da que foi eleita pelos sócios - sairam, nomeadamente, as duas pessoas mais importantes da gestão do clube: Ribeiro Telles e Eduardo Bettencourt. Mesmo que esta direcção ainda tenha legitimidade legal, há muito que perdeu a legitimidade moral, sobretudo se atendermos ao modo como todas as saídas foram feitas.
Quanto ao treinador, pouco há a dizer: está refém desta direcção e, enquanto ela lá estiver, ele continuará a achar que tem condições para continuar.
Pronto, a irritação é grande e a prosa já vai longa. Um bom fim-de-semana a todos.

Wednesday, May 25, 2005

Alguém tinha que pagar as favas

E coube a tarefa a Carlos Freitas. Carlos Freitas, à data da entrada no SPORTING, era, para mim, um desconhecido. Ao longo das várias épocas passei a admirar o trabalho desenvolvido na gestão do SPORTING, nomeadamente algumas características que ficaram bem patentes como a descrição e o rigor financeiro, que para mim são qualidades que nunca devem deixar de ser destacadas. Se pensarmos nas 5 épocas que lá esteve, sem dar muito nas vistas, Carlos Freitas «acertou» na maior parte das contratações. Claro que falhou em algumas; mas era impossível que isso não acontecesse. Repare-se na época que agora termina: com menos do dinheiro que o Porto gastou com Quaresma - que nunca foi um claro titular - o SPORTING, com a indicação de Carlos Freitas, contratou Enakarhire, Pinilla e Douala, para já não falar de outras recentes contratações. Não me interessa para nada que o sr. seja adepto do Porto ou do Águias da Areosa. Desde que ele cumpra com rigor e profissionalismo as tarefas para que é remunerado, entendo que a sua prestação é positiva. E foi o que aconteceu. No meio de inumeráveis erros estratégicos por parte da administração - que brevemente referirei - a política de contratações, supervisionada por Carlos Freitas, foi provavelmente o aspecto que se salvou do descalabro em que se tornou esta época: adquirimos bom e barato. E tal deveu-se a um conhecimento profundo que Carlos Freitas tem do mercado de futebolistas, característica que, tanto Ribeiro Telles como Eduardo Bettencourt, tinham percebido bem, o que fez com que Carlos Freitas assumisse um papel importante na política de contratações. Alguns cavalheiros com assento na administração devem achar que é fácil encontrar uma pessoa séria e com um grande conhecimento do mercado. Eu acho que não é nada fácil. E, embora Carlos Freitas não seja insubstituível porque não há insubstituíveis no SPORTING, para lá dos seus sócios, não julguem que é fácil arranjar uma pessoa com provas dadas para desempenhar tal tarefa. Bem sei que Couceiro, um indivíduo que tem pretensões a esse tipo de cargos, está disponível. Mas, sobre Couceiro, o que me vem imediatamente à cabeça é que foi ele que entendeu que Carlos Manuel era treinador para o SPORTING! E assim fica expressa a minha opinião acerca das competências de José Couceiro. Calro que há sempre a solução interna: mas eu nem quero pensar o que seria Dias da Cunha, Soares Franco e Paulo Andrade a escolher possíveis contratações: qualquer coisa que andaria entre o trágico e o cómico, a avaliar pelas sucessivas atitudes assumidas por este trio.
Conclusão: alguém tinha que levar com as culpas. Os sócios, os accionistas, os adeptos e os articulistas já estão na praça a reclamar por medidas, que em situações como esta, passam sempre pela demissão de alguém, como se isso, por si só, fosse remédio para alguma coisa. E como é claro para todas a gente não seria Dias da Cunha como «chefe da banda», nem Soares Franco como «rei da piadinha barata», nem Paulo Andrade como «administrador que só fala quando ganha» ou José Peseiro «que até ganhou um prémio de melhor treinador» a demitirem-se. Pagou aquele que por ser, afinal de contas, um mero funcionário estava ali mesmo à mão para levar com o ónus da culpa. Mais um vez, mal conheço a criatura e o que digo é fruto da simples observação atenta que vou fazendo enquanto sócio e accionista. Esta demissão, a meu ver não esclarece nada, não resolve nada e apenas serve para «atirar poeira para os olhos» dos sócios. Quem tinha que assumir erros cometidos - com ou sem demissão - não o fez. E isso para mim é o mais importante e o mais preocupante. Porque, bem vistas as coisas, tudo fica na mesma: a administração presidida por Dias da Cunha a cometer erros que não assume. Porque a culpa é sempre dos outros; e se não houver à mão nenhum para levar com a culpa há sempre o sistema, essa panaceia que tanto jeito tem dado a Dias da Cunha.

Monday, May 23, 2005

Teletransporte, transmissão de sólidos à distância, viagem no tempo e outras facilidades do género que a Teoria da Relatividade Restrita, a Física Quântica, e a Teoria dos Fractais resolvem num abrir e fechar de olhos

Desde Domingo que ando com uma questão que não me sai da cabeça: como atirar amendoins pelo ecrã da televisão?
Vamos deixar a poeira assentar...

...depois tratarei de dizer o que penso sobre o que se está a passar no SPORTING. É certo que não é nada de novo: nada que eu não ande a dizer já há uns meses. Com o fim da Superliga, ainda assim, tivemos dados novos. Parar para pensar, com calma, para que depois se possa agir convenientemente é o que se deve fazer.

Friday, May 20, 2005

Obrigado Pedro

Eu tenho um critério para tentar avaliar o que cada um percebe de futebol - vale tanto ou tão pouco como todos os outros, mas posso garantir que nunca falha. Observo o que cada um diz acerca do Pedro Barbosa - qualquer que seja a proveniência clubística - e faço uma identificação muito simples: quem o admira percebe de futebol, quem o critica não percebe nada de bola. E não é que, desde os tempos em que ele ainda jogava no Guimarães, a coisa não falha?
Vem este post a propósito da mais recente moda opinativa nos remunerados comentadores imbecis da nossa praça: parece que, segundo as tais cabecinhas, Barbosa foi o culpado do que se passou na final da Taça UEFA. Não me interessa perder tempo com palermas - tenho mais que fazer. Mas a justiça é para ser feita. E o Pedro Barbosa é do melhor que o SPORTING teve na sua história. Não sei muito bem porquê, mas constato que há muitos especialistas em pastelaria com certezas indefectíveis acerca do Barbosa. Eu, de pastelaria não percebo nada; acho mesmo que aquela malta que sabe os nomes de todos os bolos expostos no café lá do bairro deviam ser expulsos para bem longe, na companhia de outros palhaços que por aí abundam no mundo da bola em Portugal. Agora, de futebol já tenho uns aninhos largos. Os suficientes para ver que há gajos que, quanto mais vêem menos entendem. E que não são capazes de mais do que repetir uma graçola sem piada nenhuma dita por um treinador de barbas que já nem sei muito bem onde é que anda. Que sejam felizes a debater assuntos de culinária, que é a única coisa que devem ser capazes de fazer. Eu prefiro ver o Pedro Barbosa a jogar.
Última jornada

Espero que SPORTING, Porto e Boavista ganhem os respectivos jogos.

Thursday, May 19, 2005

Taça UEFA

Podia vir para aqui analisar lance a lance de modo a encontrar culpados. Podia dizer que a equipa está cansada e não aguenta mais. Podia desancar no treinador, uma vez que, como já todos os que aqui vêm perceberam, não sou especial apreciador do seu trabalho. Enfim... podia lamentar tudo até à exaustão, mas não me apetece.
Sou do SPORTING. E como tal a minha vontade é felicitar o justo vencedor; apelar à tropilha do Bandeirinha Guilherme para ver até cansar a prestação do árbitro de modo a que, pelo menos, observem o que é arbitar um jogo de futebol e sentir uma enorme satisfação por ser do SPORTING e não de um desses clubes que há para aí, que só ganham quando são ajudados.
Está feito. A conversa redonda de culpar tudo e todos em vez de olharmos para nós, para percebermos onde falhámos, já enjoa. Quero lá saber se houve uma bola ao poste e se o Ricardo poderia fazer melhor. O que me interessa é que no final da época sejam tiradas ilacções de tudo o que se passou: comportamento e declarações de dirigentes; prestação da equipa técnica; contratações; etc. E o que me chateia mesmo é que daqui por um mês, quando tivermos que tomar decisões importantes, vamos voltar ao porreirismo do «tudo serve» e «qualquer um é bom». Isso é que vai determinar a época. Um dia depois da final da Taça UEFA não acho o momento para análises que mais não são do que crucificações públicas.
Viva o SPORTING!

Wednesday, May 18, 2005

Vou andando

Camisola verde e branca; bilhete na mão e aqui vou eu.
Força SPORTING!
João Manuel

Vítima de uma doença terrível - que não lhe deu mais do que uns meses de vida - o João Manuel deixou-nos. É muito triste. Condolências à sua família e amigos.
É hoje

A final da Taça UEFA no nosso estádio. E com a participação da nossa equipa. Em grande força para ver se ganhamos.
SPORTING sempre!