Sempre na frente
Naide Gomes: uma atleta da qual nos podemos orgulhar. Bateu o record nacional do salto em comprimento.
Thursday, July 07, 2005
Monday, July 04, 2005
Parabéns
O Fute-Blog Total fez dois anos: é uma das referências aqui da casa; fundamental para a compreensão das coisas importantes do futebol português como a «filosofia táctica» de Luís Campos ou a «postura ofensiva» de Gabriel Alves.
Pelo que percebi através das imagens, a festa em Montalegre foi de grande nível (motivos de força maior impediram-me de lá ir).
O 5 Violinos endereça desejos de muitos e bons anos em prol do Pós-Modernismo no futebol.
O Fute-Blog Total fez dois anos: é uma das referências aqui da casa; fundamental para a compreensão das coisas importantes do futebol português como a «filosofia táctica» de Luís Campos ou a «postura ofensiva» de Gabriel Alves.
Pelo que percebi através das imagens, a festa em Montalegre foi de grande nível (motivos de força maior impediram-me de lá ir).
O 5 Violinos endereça desejos de muitos e bons anos em prol do Pós-Modernismo no futebol.
O sr. Serpa, agente de jogadores (se é FIFA ou não, lá isso não sei)
Para mim, um empresário de jogadores de futebol é alguém que trata de dar curso às transacções dos mesmos. O fenómeno, em Portugal, funciona por modas: há uns anos o empresário da berra era Manuel Barbosa, hoje ninguém sabe onde ele anda (e ainda bem para ele). Depois veio o psicólogo Paulo Barbosa, que dizia que não era empresário de jogadores mas apenas conselheiro pessoal; excelentes negócios ele fez com o clube galináceo. Surge então José Veiga, a imprensa desportiva em delírio, ele era o maior, óptimos serviços prestados à nação e vai-se a ver o grande «serviço» que ele fez foi destruir a carreira do melhor avançado que o futebol português dos últimos anos viu - Mário Jardel. Veiga cai em desgraça - porque será que estes empresários portugueses não se aguentam mais do que 3 épocas? - e entra Jorge Mendes na constelação; parece que ainda é o que está na berra, vamos ver até quando.
Durante estas férias futebolísticas o empresário que mais se destacou foi o sr. Serpa que, ao que parece - eu só leio desportivos na net e aí não olho para o cabeçalho onde vêm os nomes das chefias - é director da Bola, um dos jornais do clube galináceo. O sr. Serpa e o seu jornal - já sabem, só o leio na net (para não sujar os dedos) - resolveram que as «suas» tranferências da época iam ser o Liedson e McCarthy. E não deram descanso; há dois meses que não se calam com a conversa das «propostas irrecusáveis»; da «falta de condições psicológicas»; das «saudades da família»; do «contrato que está a acabar» e todas as outras «artimanhas de desvinculação» que fazem parte da cartilha do empresário de sucesso. O alvo está definido desde o início: como não há dinheiro para reforçar o clube galináceo, o melhor é enfraquecer os adversários - como Veiga tinha feito com Jardel - e nada melhor do que atacar os melhores goleadores do SPORTING e do Porto. Tão distraído com este processo Liedson-McCarthy tem andado o sr. Serpa, que nem teve tempo para reparar nos jogadores do seu clube que a toda a hora dizem que querem ir embora. Ricardo Rocha aparece todos os dias a dizer que pode ir não sei para onde. Miguel vai ao ponto de faltar à apresentação da equipa e de se recusar a jogar pelo clube com o qual tem contrato. Mas nada disso interessa para o jornal do sr. Serpa: fossemos acreditar no que escrevem - já sabem, só leio na net, e é quando leio - e o SPORTING deveria começar a época com o Tiago, o Nelson, o Tello e o Pinilla porque, ao resto do plantel, o sr. Serpa e o seu jornal trataram de arranjar transferência. No dia do regresso de Liedson a Lisboa, momento que o jornal do sr. Serpa acreditava não ser possível, a capa era ocupada com a existência, ou não, de cláusula de opção que permita mais um ano de contrato: nem tudo estava perdido, segundo eles. Enquanto o SPORTING não renovar com o jogador a chinfrineira não vai parar.
No futebol português vê-se de tudo (aquilo que não se devia ver). E agora temos os jornais empresários. O que vale é que ninguém os leva a sério.
Para mim, um empresário de jogadores de futebol é alguém que trata de dar curso às transacções dos mesmos. O fenómeno, em Portugal, funciona por modas: há uns anos o empresário da berra era Manuel Barbosa, hoje ninguém sabe onde ele anda (e ainda bem para ele). Depois veio o psicólogo Paulo Barbosa, que dizia que não era empresário de jogadores mas apenas conselheiro pessoal; excelentes negócios ele fez com o clube galináceo. Surge então José Veiga, a imprensa desportiva em delírio, ele era o maior, óptimos serviços prestados à nação e vai-se a ver o grande «serviço» que ele fez foi destruir a carreira do melhor avançado que o futebol português dos últimos anos viu - Mário Jardel. Veiga cai em desgraça - porque será que estes empresários portugueses não se aguentam mais do que 3 épocas? - e entra Jorge Mendes na constelação; parece que ainda é o que está na berra, vamos ver até quando.
Durante estas férias futebolísticas o empresário que mais se destacou foi o sr. Serpa que, ao que parece - eu só leio desportivos na net e aí não olho para o cabeçalho onde vêm os nomes das chefias - é director da Bola, um dos jornais do clube galináceo. O sr. Serpa e o seu jornal - já sabem, só o leio na net (para não sujar os dedos) - resolveram que as «suas» tranferências da época iam ser o Liedson e McCarthy. E não deram descanso; há dois meses que não se calam com a conversa das «propostas irrecusáveis»; da «falta de condições psicológicas»; das «saudades da família»; do «contrato que está a acabar» e todas as outras «artimanhas de desvinculação» que fazem parte da cartilha do empresário de sucesso. O alvo está definido desde o início: como não há dinheiro para reforçar o clube galináceo, o melhor é enfraquecer os adversários - como Veiga tinha feito com Jardel - e nada melhor do que atacar os melhores goleadores do SPORTING e do Porto. Tão distraído com este processo Liedson-McCarthy tem andado o sr. Serpa, que nem teve tempo para reparar nos jogadores do seu clube que a toda a hora dizem que querem ir embora. Ricardo Rocha aparece todos os dias a dizer que pode ir não sei para onde. Miguel vai ao ponto de faltar à apresentação da equipa e de se recusar a jogar pelo clube com o qual tem contrato. Mas nada disso interessa para o jornal do sr. Serpa: fossemos acreditar no que escrevem - já sabem, só leio na net, e é quando leio - e o SPORTING deveria começar a época com o Tiago, o Nelson, o Tello e o Pinilla porque, ao resto do plantel, o sr. Serpa e o seu jornal trataram de arranjar transferência. No dia do regresso de Liedson a Lisboa, momento que o jornal do sr. Serpa acreditava não ser possível, a capa era ocupada com a existência, ou não, de cláusula de opção que permita mais um ano de contrato: nem tudo estava perdido, segundo eles. Enquanto o SPORTING não renovar com o jogador a chinfrineira não vai parar.
No futebol português vê-se de tudo (aquilo que não se devia ver). E agora temos os jornais empresários. O que vale é que ninguém os leva a sério.
Friday, July 01, 2005
Masoquismo
Que ele não consiga entender nós até percebemos: inteligência é coisa que não abunda por aqueles lados. Mas será que não há nenhum intelectual tipo Pinhão-Seara-Máximo, daqueles que pensam as coisas da bola cientificamente como este brilhante trio, que lhe explique - talvez com recurso ao desenho - que combater-se a si próprio é uma manifestação de masoquismo? Vem isto a propósito das declarações do Grande Líder Pneumático: "Digo desde já que, nas próximas eleições, estarei na primeira linha de combate aos oportunistas e aos vaidosos. Se forem aqueles que gostam muito de falar nos jornais também lá estarei."
Vai ser lindo: Vieira a combater-se a si próprio. Deve ser devido a esta ambígua situação de dupla personalidade que o tipo fala dele próprio na 3ª pessoa: anda a preparar-se.
Que ele não consiga entender nós até percebemos: inteligência é coisa que não abunda por aqueles lados. Mas será que não há nenhum intelectual tipo Pinhão-Seara-Máximo, daqueles que pensam as coisas da bola cientificamente como este brilhante trio, que lhe explique - talvez com recurso ao desenho - que combater-se a si próprio é uma manifestação de masoquismo? Vem isto a propósito das declarações do Grande Líder Pneumático: "Digo desde já que, nas próximas eleições, estarei na primeira linha de combate aos oportunistas e aos vaidosos. Se forem aqueles que gostam muito de falar nos jornais também lá estarei."
Vai ser lindo: Vieira a combater-se a si próprio. Deve ser devido a esta ambígua situação de dupla personalidade que o tipo fala dele próprio na 3ª pessoa: anda a preparar-se.
Parabéns pelos 99 anos
Não é este blog que faz 99 anos, é o nosso SPORTING. E por isso está de parabéns. Teria sido fácil fazer como Porto e Galinhas: aproveitar uma confusão de nomes e vir dizer que tínhamos mais 10 anos. Mas nós somos sérios e temos orgulho dos nossos 99, verdadeiros. Faça-se a festa!
Não é este blog que faz 99 anos, é o nosso SPORTING. E por isso está de parabéns. Teria sido fácil fazer como Porto e Galinhas: aproveitar uma confusão de nomes e vir dizer que tínhamos mais 10 anos. Mas nós somos sérios e temos orgulho dos nossos 99, verdadeiros. Faça-se a festa!
Thursday, June 30, 2005
Para que serve o site de um clube?
Acham normal que não seja anunciada no site oficial a Assembleia Geral estatutária onde se aprovam as contas do clube, entre outras coisas?
Ou será que o site serve só para dizer que já passou, correu muito bem e foi tudo aprovado por larga maioria?
Acham normal que não seja anunciada no site oficial a Assembleia Geral estatutária onde se aprovam as contas do clube, entre outras coisas?
Ou será que o site serve só para dizer que já passou, correu muito bem e foi tudo aprovado por larga maioria?
Wednesday, June 29, 2005
Mentiroso
Rui Jorge foi considerado inocente das acusações que lhe eram imputadas pelos alfredos do Bessa: ficou provado que não houve agressão nenhuma por parte do jogador do SPORTING. Com os alfredos não me preocupo muito; percebo que a arruaça de túnel é o seu ofício e que é para isso que ali estão. Já no que diz respeito ao relatório do árbitro Lucílio Baptista a coisa é diferente: é que a criatura diz ter visto o Rui Jorge a agredir um jogador não identificado. Já não bastava o facto de ser uma trapalhada ver um jogador a agredir e não ver quem é agredido, há ainda a aldrabice de escrever no relatório uma coisa que não se passou - essa tal agressão. O que nos interessa saber é o que vai acontecer a um indivíduo que mente assim num relatório?
Rui Jorge foi considerado inocente das acusações que lhe eram imputadas pelos alfredos do Bessa: ficou provado que não houve agressão nenhuma por parte do jogador do SPORTING. Com os alfredos não me preocupo muito; percebo que a arruaça de túnel é o seu ofício e que é para isso que ali estão. Já no que diz respeito ao relatório do árbitro Lucílio Baptista a coisa é diferente: é que a criatura diz ter visto o Rui Jorge a agredir um jogador não identificado. Já não bastava o facto de ser uma trapalhada ver um jogador a agredir e não ver quem é agredido, há ainda a aldrabice de escrever no relatório uma coisa que não se passou - essa tal agressão. O que nos interessa saber é o que vai acontecer a um indivíduo que mente assim num relatório?
Monday, June 27, 2005
O futuro tem que ser nosso
Esta época fomos campeões nacionais de juniores e juvenis. Parabéns à rapaziada. Mais uma prova de que no SPORTING se trabalha bem ao nível da formação. Resta esperar que no meio desta malta haja 3 ou 4 craques mais 5 ou 6 jogadores de bom nível. Mostramos que também aqui somos muito melhores do que os outros.
Esta época fomos campeões nacionais de juniores e juvenis. Parabéns à rapaziada. Mais uma prova de que no SPORTING se trabalha bem ao nível da formação. Resta esperar que no meio desta malta haja 3 ou 4 craques mais 5 ou 6 jogadores de bom nível. Mostramos que também aqui somos muito melhores do que os outros.
Friday, June 24, 2005
Ter que viajar para longe, essa grande chatice
Ao Liverpool, o tal clube que está na Liga dos Campeões devido a uma mudança de regras fora do tempo, calhou-lhe no sorteio uma equipa chamada: «Total Network Solutions FC». Não é brincadeira, é mesmo esse o nome da equipa. Pensavam que neste tipo de lances do acaso não havia lugar para ironia sacana? Então tomem lá.
E a coisa não se fica por aqui. O presidente do Liverpool já disse que "It couldn't be better in that respect - we didn't want to be travelling to the far reaches of Europe or the borders of Asia, so we've ended up quite lucky with this one." É que a equipa com o afortunado nome é do País de Gales, fica perto, portanto.
«Total Network Solutions FC»!!! Parece rábula dos Monty Python... Eu gramo mesmo o humor inglês.
Ao Liverpool, o tal clube que está na Liga dos Campeões devido a uma mudança de regras fora do tempo, calhou-lhe no sorteio uma equipa chamada: «Total Network Solutions FC». Não é brincadeira, é mesmo esse o nome da equipa. Pensavam que neste tipo de lances do acaso não havia lugar para ironia sacana? Então tomem lá.
E a coisa não se fica por aqui. O presidente do Liverpool já disse que "It couldn't be better in that respect - we didn't want to be travelling to the far reaches of Europe or the borders of Asia, so we've ended up quite lucky with this one." É que a equipa com o afortunado nome é do País de Gales, fica perto, portanto.
«Total Network Solutions FC»!!! Parece rábula dos Monty Python... Eu gramo mesmo o humor inglês.
Thursday, June 23, 2005
Totobola
Já saiu a classificação dos árbitros esta época. Calma, não é bem assim: só saiu a classificação dos primeiros e dos últimos. Diz o actual presidente do CA da FPF que «Não vamos divulgar a lista enquanto os árbitros não forem informados.» Trapalhada bem à maneira desta malta da arbitragem portuguesa: se é assim não divulgavam nenhuma posição da classificação; dizer uns e não dizer outros, sustentanto a decisão nesse argumento, é que não passa de mais uma posição pouco clara.
Passemos então à parte mais divertida: a classificação dos 5 primeiros só pode dar mesmo para rir. Não é que os outros sejam melhores; é um facto que eles - por força das circunstâncias - são todos maus. Mas mesmo assim não deixa de ser caricato imaginar todas as trapalhadas e negociatas que teve que haver para que pudessem chegar a este resultado:
1º Pedro Proença
2º Paulo Costa
3º Lucílio Baptista
4º Paulo Paraty
5º Bruno Paixão
Safa...
Já saiu a classificação dos árbitros esta época. Calma, não é bem assim: só saiu a classificação dos primeiros e dos últimos. Diz o actual presidente do CA da FPF que «Não vamos divulgar a lista enquanto os árbitros não forem informados.» Trapalhada bem à maneira desta malta da arbitragem portuguesa: se é assim não divulgavam nenhuma posição da classificação; dizer uns e não dizer outros, sustentanto a decisão nesse argumento, é que não passa de mais uma posição pouco clara.
Passemos então à parte mais divertida: a classificação dos 5 primeiros só pode dar mesmo para rir. Não é que os outros sejam melhores; é um facto que eles - por força das circunstâncias - são todos maus. Mas mesmo assim não deixa de ser caricato imaginar todas as trapalhadas e negociatas que teve que haver para que pudessem chegar a este resultado:
1º Pedro Proença
2º Paulo Costa
3º Lucílio Baptista
4º Paulo Paraty
5º Bruno Paixão
Safa...
Tuesday, June 21, 2005
Tá mal… assim fica mais difícil ajudar o S.L. e Galinhas
Anunciam-se movimentações na organização da arbitragem. As partes mais incomodadas, aquelas que só têm a perder com as mudanças, já deram início ao «berreiro dos desesperados» para ver se fica tudo na mesma. Não querem o sorteio, nem querem que os árbitros sejam avaliados a partir do registo vídeo das suas prestações.
Devo começar por referir que, antes do modo como as coisas funcionam, devemos questionar a seriedade de quem a faz funcionar. E aí eu digo, claramente, que os dirigentes envolvidos na arbitragem não são sérios. Não são sérios porque colocam os interesses pessoais e os das suas confrarias acima dos interesses da própria arbitragem. Não são sérios porque vêem as coisas a correr mal e têm a distinta lata de dizer que está tudo bem e que é assim que se deve continuar.
Agora, ao sentirem os seus interesses ameaçados, resolveram vir para a opinião pública tentar intoxicar as pessoas com falácias que eles julgam serem credíveis. Típica atitude da criancinha esperta que, depois de ser apanhada a mentir, em vez de assumir, segue em frente para legitimar a mentira.
Dizem eles que o sorteio não funcionará porque nem todos os árbitros estão preparados para certos jogos. Começa aqui a mistificação: se o árbitro não está preparado, então não deve fazer parte dos quadros. Um bom árbitro, sabendo que as coisas funcionam de modo correcto em termos da sua avaliação, terá todo o interesse em apitar um jogo grande da melhor maneira para poder mostrar que tem valor.
Depois dizem que o sorteio desresponsabiliza os dirigentes que nomeiam os árbitros. É falso. A nomeação é que os desresponsabiliza: a prova é que, até ao «apito dourado» - que é outra história – ninguém viu nenhum dirigente da arbitragem ser responsabilizado, ou até mesmo punido, por erros cometidos na gestão da arbitragem.
Dizem também que a avaliação dos árbitros a partir do registo vídeo os coloca sobre enorme pressão. Óptimo. O que nós queremos é que os árbitros se sintam pressionados a fazer um trabalho de qualidade. Que depois será avaliado de forma calma e imparcial pelo registo vídeo. Porque o que agora acontece é que o árbitro se sente pressionado… a fazer uma arbitragem que agrade ao observador de árbitros que ele sabe de antemão que o vai avaliar.
Há ainda o argumento de que as imagens envolvem uma grande componente de subjectividade uma vez que um lance, de ângulos diferentes, consoante o movimento de câmara e a proximidade, interfere com a leitura que se irá fazer. Não nego: as imagens não são sempre esclarecedoras e podem induzir em erro. Mas tenho a certeza que, ainda assim, é muito mais fiável uma análise ponderada feita por um colectivo de pessoas que entenda do assunto, do que a análise feita por um indivíduo – o observador – sentado na bancada, longe do campo, sem direito a repetições e apenas com o auxílio do telemóvel para perguntar a aimgos «da sua confiança» o que é que eles acharam. Aliás, basta vermos em que consistem estes relatórios dos observadores para verificarmos que é aí que se decide parte fundamental da questão. Na grande maioria das vezes ficamos mesmo com a sensação de que o observador não viu o mesmo jogo que todos nós vimos. Tenho para mim que há relatórios que já vão escritos antes do jogo.
Tudo isto se pode resumir numa simples questão: se os árbitros são de confiança, como eles dizem, porque é que os seus dirigentes querem continuar a ter o poder de decidir quem apita o jogo a, b ou c? Se os árbitros são de confiança, os observadores e os dirigentes também, como dizem, e se não têm nenhum interesse a não ser o de ver «as coisas a correr bem», então que aceitem as mudanças. Porque, como já viu, assim é que não se pode continuar. Como esta época que terminou, em que um clube foi escandalosamente favorecido por determinadas arbitragens, fazendo dele o vencedor. Para essa vitória foram decisivas as prestações dos árbitros «criteriosamente» escolhidos para cada um dos jogos. E aí temos o serviço: 5 jogos ganhos com golos inventados, outros 5 com expulsões de adversários incorrectas e o resto que toda a gente viu.
O problema é que estas medidas não agradaram aos dirigentes da arbitragem e a um clube porque esses dirigentes e esse clube são os únicos que têm a ganhar com isso. E têm a ganhar porque controlam assim de uma forma despudorada um dos principais elementos do futebol enquanto competição: a arbitragem. Todos eles sabendo tirar dividendos desse poder.
Os árbitros têm que perceber, de uma vez por todas, que estão lá para arbitrar bem. E se não o fizerem deve ser punidos. Toda a conversa demagógica de dirigentes da arbitragem, ex-árbitros, coroados e outros atordoados é para ir directa para o caixote do lixo. Querem apenas que tudo continue na mesma: com eles a mandar.
Qual foi o único clube da Superliga que foi à lição de sapiência, proferida pelas luminárias da arbitragem com o intuito de defender a manutenção da nomeação e da avaliação pelos observadores? Esse mesmo.
Anunciam-se movimentações na organização da arbitragem. As partes mais incomodadas, aquelas que só têm a perder com as mudanças, já deram início ao «berreiro dos desesperados» para ver se fica tudo na mesma. Não querem o sorteio, nem querem que os árbitros sejam avaliados a partir do registo vídeo das suas prestações.
Devo começar por referir que, antes do modo como as coisas funcionam, devemos questionar a seriedade de quem a faz funcionar. E aí eu digo, claramente, que os dirigentes envolvidos na arbitragem não são sérios. Não são sérios porque colocam os interesses pessoais e os das suas confrarias acima dos interesses da própria arbitragem. Não são sérios porque vêem as coisas a correr mal e têm a distinta lata de dizer que está tudo bem e que é assim que se deve continuar.
Agora, ao sentirem os seus interesses ameaçados, resolveram vir para a opinião pública tentar intoxicar as pessoas com falácias que eles julgam serem credíveis. Típica atitude da criancinha esperta que, depois de ser apanhada a mentir, em vez de assumir, segue em frente para legitimar a mentira.
Dizem eles que o sorteio não funcionará porque nem todos os árbitros estão preparados para certos jogos. Começa aqui a mistificação: se o árbitro não está preparado, então não deve fazer parte dos quadros. Um bom árbitro, sabendo que as coisas funcionam de modo correcto em termos da sua avaliação, terá todo o interesse em apitar um jogo grande da melhor maneira para poder mostrar que tem valor.
Depois dizem que o sorteio desresponsabiliza os dirigentes que nomeiam os árbitros. É falso. A nomeação é que os desresponsabiliza: a prova é que, até ao «apito dourado» - que é outra história – ninguém viu nenhum dirigente da arbitragem ser responsabilizado, ou até mesmo punido, por erros cometidos na gestão da arbitragem.
Dizem também que a avaliação dos árbitros a partir do registo vídeo os coloca sobre enorme pressão. Óptimo. O que nós queremos é que os árbitros se sintam pressionados a fazer um trabalho de qualidade. Que depois será avaliado de forma calma e imparcial pelo registo vídeo. Porque o que agora acontece é que o árbitro se sente pressionado… a fazer uma arbitragem que agrade ao observador de árbitros que ele sabe de antemão que o vai avaliar.
Há ainda o argumento de que as imagens envolvem uma grande componente de subjectividade uma vez que um lance, de ângulos diferentes, consoante o movimento de câmara e a proximidade, interfere com a leitura que se irá fazer. Não nego: as imagens não são sempre esclarecedoras e podem induzir em erro. Mas tenho a certeza que, ainda assim, é muito mais fiável uma análise ponderada feita por um colectivo de pessoas que entenda do assunto, do que a análise feita por um indivíduo – o observador – sentado na bancada, longe do campo, sem direito a repetições e apenas com o auxílio do telemóvel para perguntar a aimgos «da sua confiança» o que é que eles acharam. Aliás, basta vermos em que consistem estes relatórios dos observadores para verificarmos que é aí que se decide parte fundamental da questão. Na grande maioria das vezes ficamos mesmo com a sensação de que o observador não viu o mesmo jogo que todos nós vimos. Tenho para mim que há relatórios que já vão escritos antes do jogo.
Tudo isto se pode resumir numa simples questão: se os árbitros são de confiança, como eles dizem, porque é que os seus dirigentes querem continuar a ter o poder de decidir quem apita o jogo a, b ou c? Se os árbitros são de confiança, os observadores e os dirigentes também, como dizem, e se não têm nenhum interesse a não ser o de ver «as coisas a correr bem», então que aceitem as mudanças. Porque, como já viu, assim é que não se pode continuar. Como esta época que terminou, em que um clube foi escandalosamente favorecido por determinadas arbitragens, fazendo dele o vencedor. Para essa vitória foram decisivas as prestações dos árbitros «criteriosamente» escolhidos para cada um dos jogos. E aí temos o serviço: 5 jogos ganhos com golos inventados, outros 5 com expulsões de adversários incorrectas e o resto que toda a gente viu.
O problema é que estas medidas não agradaram aos dirigentes da arbitragem e a um clube porque esses dirigentes e esse clube são os únicos que têm a ganhar com isso. E têm a ganhar porque controlam assim de uma forma despudorada um dos principais elementos do futebol enquanto competição: a arbitragem. Todos eles sabendo tirar dividendos desse poder.
Os árbitros têm que perceber, de uma vez por todas, que estão lá para arbitrar bem. E se não o fizerem deve ser punidos. Toda a conversa demagógica de dirigentes da arbitragem, ex-árbitros, coroados e outros atordoados é para ir directa para o caixote do lixo. Querem apenas que tudo continue na mesma: com eles a mandar.
Qual foi o único clube da Superliga que foi à lição de sapiência, proferida pelas luminárias da arbitragem com o intuito de defender a manutenção da nomeação e da avaliação pelos observadores? Esse mesmo.
Friday, June 17, 2005
Tanta saudade...
O cavalheiro tinha mesmo que ir embora. As saudades da família e do país natal eram muitas.
O cavalheiro tinha mesmo que ir embora. As saudades da família e do país natal eram muitas.
Thursday, June 16, 2005
Não convence
Eu gosto do Liverpool. Já o disse aqui algumas vezes; tiveram na passagem da década de 70 para a de 80 um período fantástico na história do futebol. E depois há Ian Rush: esse jogador com a estranha doença de não conseguir passar 90 minutos sem marcar um golo. E há ainda o mais fantástico hino cantado por uma claque de futebol: you'll never walk alone. E outras coisas mais que tornaram o clube admirável. Este ano ganharam, e bem, a Liga dos Campeões. Só que, em virtude da sua classificação na Liga Inglesa, não tiveram acesso à Liga dos Campeões do próximo ano. Iam à UEFA, era o que parecia.
Mas alguém se lembrou de achar que era injusto o vencedor não poder defender o troféu. Comissão do clube a caminho da UEFA, a FIFA a mandar o bitaite do costume e a imprensa a fazer banzé. E eis que, numa decisão contra o que estava estipulado, aí temos o Liverpool na Liga dos Campeões. Parece pacífica, mas não é. Porque assenta na deturpação de alguns argumentos. Vejamos: o principal é o de que seria justo o vencedor poder defender o troféu ganho. Este argumento é uma mistificação: o Liverpool sabia desde o início qual a classificação que deveria obter para poder aceder à Liga dos Campeões. Ou seja, nada, a não ser a sua prestação na Liga Inglesa, os impede de defender o seu título. Uma prova deste tipo não tem presenças garantidas por nenhum factor, além da classificação nas ligas dos vários países. Portanto, o Liverpool teve a possibilidade de poder ir defender a prova que viria a ganhar. Só que, dada a sua classificão interna, não o conseguiu. Ou seja, por culpa própria perdem esse privilégio de poder defender o título. Trata-se então de uma mistificação porque o Liverpool foi colocado num lugar que não era o seu com esse argumento da defesa do título. Imaginem que esta época o Porto vinha reclamar a possibilidade de poder defender um título de que é detentor: a Supertaça Cândido de Oliveira. O Porto argumentaria que era injusto não estar lá para a defender. Pois... a questão é que o Porto sabia que para defender esse título conquistado tinha que ganhar ou Liga ou Taça de Portugal, o que não conseguiu. A questão essencial é esta: não se trata de um jogo de bisca-lambida em que o vencedor aceita colocar o título em aberto. Nas competições europeias de futebol está estabelecida uma relação entre as várias provas, nacionais e internacionais. E é no âmbito dessa relação que se estabelece a presença nas várias competições. Ou seja, O Liverpool só poderia dizer que estava a ser impedido de defender o título conquistado, se tivesse sido impedido de disputar a Liga Inglesa que é a prova que dá acesso à Liga dos Campeões. E o Liverpool, disputou a prova... só que não atingiu a necessária classificação. O que faz com que, nestes termos, seja falso esse argumento de não poderem defender o título. Tivessem pensado no assunto antes porque as regras já há muito que estavam definidas.
Considero, deste modo, imprudente e perigosa - embora não inédita - esta decisão da UEFA: abre mais um grave precedente. E não venham com a história de que ninguém sai prejudicado porque o Everton vê os seus direitos garantidos, ao contrário do Saragoça em Espanha há uns anos atrás. O Porto, por exemplo, com esta alteração muda de grupo no sorteio da prova (desce para outro «pote» de clubes).
Enfim, agora a sério porque as linhas anteriores foram a brincar. Eu substituía a presença do Benfica na Liga dos Campeões, dando lugar ao Liverpool: camisola encarnada por camisola encarnada o Liverpool sempre é um clube com muito mais piada. Resolvia-se assim a questão de uma forma coerente e ficavam todos a ganhar: o Liverpool e os adeptos de futebol que se livravam de ter que levar com o clube galináceo a disputar uma prova à qual não teve direito. Porque, na verdade, quem devia lá estar era uma equipa constituída por Paulo Paraty, Hélio Santos, João Ferreira, Paulo Batista, António Costa e outros artistas do mesmo calibre - os verdadeiros vencedores da Superliga este ano.
Eu gosto do Liverpool. Já o disse aqui algumas vezes; tiveram na passagem da década de 70 para a de 80 um período fantástico na história do futebol. E depois há Ian Rush: esse jogador com a estranha doença de não conseguir passar 90 minutos sem marcar um golo. E há ainda o mais fantástico hino cantado por uma claque de futebol: you'll never walk alone. E outras coisas mais que tornaram o clube admirável. Este ano ganharam, e bem, a Liga dos Campeões. Só que, em virtude da sua classificação na Liga Inglesa, não tiveram acesso à Liga dos Campeões do próximo ano. Iam à UEFA, era o que parecia.
Mas alguém se lembrou de achar que era injusto o vencedor não poder defender o troféu. Comissão do clube a caminho da UEFA, a FIFA a mandar o bitaite do costume e a imprensa a fazer banzé. E eis que, numa decisão contra o que estava estipulado, aí temos o Liverpool na Liga dos Campeões. Parece pacífica, mas não é. Porque assenta na deturpação de alguns argumentos. Vejamos: o principal é o de que seria justo o vencedor poder defender o troféu ganho. Este argumento é uma mistificação: o Liverpool sabia desde o início qual a classificação que deveria obter para poder aceder à Liga dos Campeões. Ou seja, nada, a não ser a sua prestação na Liga Inglesa, os impede de defender o seu título. Uma prova deste tipo não tem presenças garantidas por nenhum factor, além da classificação nas ligas dos vários países. Portanto, o Liverpool teve a possibilidade de poder ir defender a prova que viria a ganhar. Só que, dada a sua classificão interna, não o conseguiu. Ou seja, por culpa própria perdem esse privilégio de poder defender o título. Trata-se então de uma mistificação porque o Liverpool foi colocado num lugar que não era o seu com esse argumento da defesa do título. Imaginem que esta época o Porto vinha reclamar a possibilidade de poder defender um título de que é detentor: a Supertaça Cândido de Oliveira. O Porto argumentaria que era injusto não estar lá para a defender. Pois... a questão é que o Porto sabia que para defender esse título conquistado tinha que ganhar ou Liga ou Taça de Portugal, o que não conseguiu. A questão essencial é esta: não se trata de um jogo de bisca-lambida em que o vencedor aceita colocar o título em aberto. Nas competições europeias de futebol está estabelecida uma relação entre as várias provas, nacionais e internacionais. E é no âmbito dessa relação que se estabelece a presença nas várias competições. Ou seja, O Liverpool só poderia dizer que estava a ser impedido de defender o título conquistado, se tivesse sido impedido de disputar a Liga Inglesa que é a prova que dá acesso à Liga dos Campeões. E o Liverpool, disputou a prova... só que não atingiu a necessária classificação. O que faz com que, nestes termos, seja falso esse argumento de não poderem defender o título. Tivessem pensado no assunto antes porque as regras já há muito que estavam definidas.
Considero, deste modo, imprudente e perigosa - embora não inédita - esta decisão da UEFA: abre mais um grave precedente. E não venham com a história de que ninguém sai prejudicado porque o Everton vê os seus direitos garantidos, ao contrário do Saragoça em Espanha há uns anos atrás. O Porto, por exemplo, com esta alteração muda de grupo no sorteio da prova (desce para outro «pote» de clubes).
Enfim, agora a sério porque as linhas anteriores foram a brincar. Eu substituía a presença do Benfica na Liga dos Campeões, dando lugar ao Liverpool: camisola encarnada por camisola encarnada o Liverpool sempre é um clube com muito mais piada. Resolvia-se assim a questão de uma forma coerente e ficavam todos a ganhar: o Liverpool e os adeptos de futebol que se livravam de ter que levar com o clube galináceo a disputar uma prova à qual não teve direito. Porque, na verdade, quem devia lá estar era uma equipa constituída por Paulo Paraty, Hélio Santos, João Ferreira, Paulo Batista, António Costa e outros artistas do mesmo calibre - os verdadeiros vencedores da Superliga este ano.
Tuesday, June 14, 2005
Pedro Barbosa e Rui Jorge
Como sportinguista sinto-me na obrigação de dizer que acho lamentável, errada e indecente a maneira como Pedro Barbosa e Rui Jorge saem do clube.
É certo que não se trata de um despedimento: os atletas estavam em fim de contrato. Mas, atendendo às circustâncias, parece ser ainda pior do que um despedimento. De certeza que já houve despedimentos mais simpáticos, mesmo na área do futebol.
O que eu acho mais surpreendente neste caso é que, de uma assentada, cometem-se uma data de falhas graves. Parece erro de principiante, ou se calhar é mesmo.
Primeiro é um disparate, numa altura em que escasseiam os jogadores com vários anos ao serviço de um só clube, dispensar estes dois atletas que já estavam no SPORTING há muitos anos, conheciam bem o clube e o seu funcionamento, sendo deste modo um factor de estabilidade numa altura em que as entradas e saídas são constantes. Se achavam que eles já não ofereciam grandes possibilidades para o plantel – o que qualquer pessoa que tenha acompanhado os jogos do SPORTING discordará – então abriam a possibilidade de integrá-los na estrutura do SPORTING. Pedro Barbosa é um jogador experiente, com personalidade vincada e capaz de assumir situações de liderança. Rui Jorge é um atleta com frequência universitária na área do desporto, experiente e corajoso, também capaz de assumir funções na realidade do futebol dos nossos dias. A direcção do SPORTING, vá lá saber-se porquê, entende que pode desperdiçar assim duas pessoas com este currículo. Devem achar que Pedros Barbosas e Rui Jorges (tal como os vice-presidentes, segundo a opinião de Dias da Cunha) há muitos . Eu garanto-lhes que não há aí «ao virar da esquina».
Depois há a questão do exemplo. Tratando assim atletas com a história sportinguista que eles possuem, o que é que os outros vão pensar? Que não vale a pena a dedicação e a fidelidade; no fim alguém manda alguém dizer para o atleta tratar da sua vidinha, depois de já ter adiantado, de forma cobarde, essa informação para a imprensa. Isto faz com que atletas como Liedson, no seu íntimo, ainda julguem – embora mal – que procedem bem ao atrasarem-se, ao pouparem-se para certos jogos, etc. No fim ninguém lhes irá agradecer, acharão eles.
E não nos esqueçamos dos valores sportinguistas. Espero que a direcção os conheça. Se assim for saberá que no SPORTING não tratamos assim as pessoas que nos serviram correctamente. No SPORTING sabemos agradecer a quem nos serve e temos memória. Na qual ficam inscritos todos aqueles que souberam servir o SPORTING. Porque foram esses, em conjunto com os sócios e adeptos, que fizeram do SPORTING aquilo que ele é: o melhor clube português, e um dos melhores da europa e do mundo.
Por tudo isto e muito mais, declaro aqui que estou totalmente em desacordo com a atitude tomada por alguns dirigentes do SPORTING. Espero – e acredito – que o Pedro e o Rui, por conhecerem muito bem o SPORTING, saibam que não devem confundir alguns dirigentes com o SPORTING. O SPORTING são os seus sócios e os seus atletas.
Obrigado Pedro e Rui. O SPORTING agradece-vos bastante. Para vocês a porta estará sempre aberta. Porque, para os bons, as nossas portas estarão sempre abertas. Esperamos por vós no SPORTING... e que não demore muito!
Como sportinguista sinto-me na obrigação de dizer que acho lamentável, errada e indecente a maneira como Pedro Barbosa e Rui Jorge saem do clube.
É certo que não se trata de um despedimento: os atletas estavam em fim de contrato. Mas, atendendo às circustâncias, parece ser ainda pior do que um despedimento. De certeza que já houve despedimentos mais simpáticos, mesmo na área do futebol.
O que eu acho mais surpreendente neste caso é que, de uma assentada, cometem-se uma data de falhas graves. Parece erro de principiante, ou se calhar é mesmo.
Primeiro é um disparate, numa altura em que escasseiam os jogadores com vários anos ao serviço de um só clube, dispensar estes dois atletas que já estavam no SPORTING há muitos anos, conheciam bem o clube e o seu funcionamento, sendo deste modo um factor de estabilidade numa altura em que as entradas e saídas são constantes. Se achavam que eles já não ofereciam grandes possibilidades para o plantel – o que qualquer pessoa que tenha acompanhado os jogos do SPORTING discordará – então abriam a possibilidade de integrá-los na estrutura do SPORTING. Pedro Barbosa é um jogador experiente, com personalidade vincada e capaz de assumir situações de liderança. Rui Jorge é um atleta com frequência universitária na área do desporto, experiente e corajoso, também capaz de assumir funções na realidade do futebol dos nossos dias. A direcção do SPORTING, vá lá saber-se porquê, entende que pode desperdiçar assim duas pessoas com este currículo. Devem achar que Pedros Barbosas e Rui Jorges (tal como os vice-presidentes, segundo a opinião de Dias da Cunha) há muitos . Eu garanto-lhes que não há aí «ao virar da esquina».
Depois há a questão do exemplo. Tratando assim atletas com a história sportinguista que eles possuem, o que é que os outros vão pensar? Que não vale a pena a dedicação e a fidelidade; no fim alguém manda alguém dizer para o atleta tratar da sua vidinha, depois de já ter adiantado, de forma cobarde, essa informação para a imprensa. Isto faz com que atletas como Liedson, no seu íntimo, ainda julguem – embora mal – que procedem bem ao atrasarem-se, ao pouparem-se para certos jogos, etc. No fim ninguém lhes irá agradecer, acharão eles.
E não nos esqueçamos dos valores sportinguistas. Espero que a direcção os conheça. Se assim for saberá que no SPORTING não tratamos assim as pessoas que nos serviram correctamente. No SPORTING sabemos agradecer a quem nos serve e temos memória. Na qual ficam inscritos todos aqueles que souberam servir o SPORTING. Porque foram esses, em conjunto com os sócios e adeptos, que fizeram do SPORTING aquilo que ele é: o melhor clube português, e um dos melhores da europa e do mundo.
Por tudo isto e muito mais, declaro aqui que estou totalmente em desacordo com a atitude tomada por alguns dirigentes do SPORTING. Espero – e acredito – que o Pedro e o Rui, por conhecerem muito bem o SPORTING, saibam que não devem confundir alguns dirigentes com o SPORTING. O SPORTING são os seus sócios e os seus atletas.
Obrigado Pedro e Rui. O SPORTING agradece-vos bastante. Para vocês a porta estará sempre aberta. Porque, para os bons, as nossas portas estarão sempre abertas. Esperamos por vós no SPORTING... e que não demore muito!
Wednesday, June 08, 2005
Se é para mudar, que se mude já
No meio de muitas incertezas – mais dos que as aceitáveis num clube de futebol – o SPORTING vai mostrando que as coisas não estão bem.
A nível directivo.
Ficou para mim claro, desde a demissão de J. Eduardo Bettencourt, que a passagem de Dias da Cunha a líder da SAD iria ser problemática. O desenrolar da época serviu para provar isso mesmo: passámos a ter um presidente da SAD muito desatento em relação à equipa de futebol e demasiado interventivo em assuntos de menor importância. Depois foi a demissão de Ribeiro Telles, na sequência do disparatado acordo com outro clube de Lisboa. Ainda hoje estamos para saber os termos em que esse acordo foi feito. Tenho para mim que, se os sócios do SPORTING soubessem de que é que ele consta, isso daria lugar a um motim em Alvalade: a ser verdade que no acordo está referida a não contestação às arbitragens dos jogos entre os dois clubes; a facilitação da saída de Nuno Assis do Guimarães e outras ainda piores que se vão ouvindo por cá e por lá, esse acordo não passou então de uma capitulação perante os mais sórdidos interesses do futebol português. Aliás, basta considerarmos que esse acordo foi estabelecido com o clube que mais foi beneficiado por arbitragens incorrectas e que acabou por vencer o campeonato de uma forma ILEGÍTIMA, para nos sentirmos enojados sempre que vemos Dias da Cunha dizer que acredita nos propósitos de Vieira para a reabilitação do futebol português. Saberá Dias da Cunha que Vieira trabalha «em dupla» com Veiga, apenas o responsável pela destruição da carreira de Jardel e consequentes perdas para o nosso clube naquela época? (Se duvidam do que digo, perguntem agora a Boloni o que foi gerir um plantel após o caso Jardel, acrescentando o facto de ter sido uma época em que praticamente não se fizeram nenhumas melhorias no plantel). Se Dias da Cunha sabe dessa «dupla» e tem cara para engolir isso, nós os sportinguistas, não temos, nem nunca iremos ter! Mas as demissões não se ficaram por aqui. Este fim de época, então, tem sido à razão de uma por semana. Carlos Freitas, provavelmente a pessoa que em Portugal melhor conhece o mercado de transferências de jogadores e que estava a desenvolver um trabalho muito positivo, acaba por se demitir, ou ser levado a isso, por, nas palavras de Dias da Cunha, não ter feito uma correcta ligação entre o plantel e o funcionamento da academia. Esta é mesmo de pasmar. Primeiro porque as atribuições de Freitas não eram bem essas, depois porque um argumento desses não é mais do que fugir à questão essencial, que para mim é: o que é que tem levado a que uma grande quantidade de pessoas que trabalham no SPORTING se tenham incompatibilizado com Dias da Cunha? A seguir demitiu-se Rita Figueira do departamento jurídico por razões que também não sabemos muito bem. Agora temos a demissão de Soares Franco. Em rigor, ainda não sabemos se se demite ou não, apesar de já ter dito que tenciona fazê-lo. Perante todas estas demissões, Dias da Cunha vai reagindo como se nada fosse, invocando chavões de circunstância como aquele do «só faz falta quem cá está» ou «vice-presidentes há muitos» (faltou acrescentar o «seu palerma» como o outro tinha dito acerca do chapéu no jardim zoológico). E os sócios vão assistindo de bancada: nenhuma explicação cabal e convincente lhes é dada acerca da matéria. Como se os sócios só servissem para pagar quotas, comprar bilhetes e bater palmas. Mais uma vez, Dias da Cunha está enganado: a história do SPORTING é mais do que suficiente para mostrar do que os sócios do SPORTING são mais do que «batedores de palmas» ao fim-de-semana e contribuintes ao fim do mês. E começo a achar que se avizinha o momento em que Dias da Cunha vai perceber essa força dos sportinguistas; estou certo que nessa altura não irá dizer que «vice-presidentes há muitos». Dias da Cunha, a meu ver, neste momento está a assumir a típica atitude da fuga para a frente. Demita-se quem se demitir; conteste quem contestar; ele continua, pelo menos enquanto tiver quórum, o que, com tanta demissão, parece que não irá durar muito. Neste momento, não vislumbramos a Dias da Cunha uma única ideia estratégica válida para a próxima época: a política de contratações parece mera casuística ao sabor das caprichosas vontades dos jogadores que estão e dizem que querem sair; a importância dos valores do SPORTING no plantel parece ser irrelevante, como se pode constatar com as situações de Rui Jorge e Pedro Barbosa; o reforço de poderes do treinador não passa de uma frase sem conteúdo cujo único propósito é atribuir-lhe as culpas se as coisas correrem mal. A nível directivo, já não sabemos quem manda nos vários pelouros, quem fala sobre determinados assuntos e quem coordena determinadas actividades. Sabemos apenas quem fala sobre o sistema: Dias da Cunha, pois claro. Paulo de Andrade só fala quando a equipa ganha e, como agora não há jogos para disputar e ganhar, ele lá se vai mantendo calado. As estratégias de fuga para a frente dão sempre mal. Temo que o que se está a passar agora não é mais do que remeter para Outubro uma situação que devia ser resolvida já. Que situação? Eu acho que esta direcção (clube e SAD) estão a colocar-se a jeito para que, assim que haja dois resultados negativos de seguida, os sócios imponham, de forma desagradável e pouco honrosa, a clarificação que devia ser feita agora: eleições para os corpos sociais do clube. Ando há quase um ano a defender eleições no SPORTING. Acho que os mandatos devem ser levados até ao fim, mas também acho que isso só vale se percebermos qual o rumo e o propósito de quem detém esses mandatos. A situação actual é tal, que as eleições serviriam para clarificar a situação do clube. Dias da Cunha, por exemplo, teria muito a ganhar com esse cenário. Se acha que tem condições para continuar, reúne uma lista, candidata-se e os sócios manifestam a sua posição. É que a lista vencedora das últimas eleições tinha Eduardo Bettencourt, Ribeiro Telles, bem como outras pessoas na equipa, pessoas essas que já lá não estão. Eu sei que o cenário de eleições no SPORTING acarreta sempre o perigo do surgimento de uma daquelas listas compostas por gente potencialmente perigosa a gerir os destinos do clube: estou-me a lembrar da inenarrável dupla Pinto Coelho / Oceano que faz uns ameaços sempre que se fala de eleições no SPORTING. Nenhum sportinguista ponderado gostaria de ver o seu clube nas mãos destes dois ou outros do género. Mas eu acredito – posso estar errado – que perante um cenário desses os verdadeiros sportinguistas se uniriam de modo a não termos que ir por uma situação dessas. Portanto, o cenário de eleições é o que melhor pode clarificar o estado do SPORTING. Digo isto na esperança de que pessoas como Ribeiro Telles; Eduardo Bettencourt e outros se assumam como protagonistas neste cenário. O SPORTING tem um projecto – projecto Roquette – mais-ou-menos definido. O que está a faltar são as pessoas para o levarem por diante: com tanta demissão cada vez mais aquilo é o clube do Dias da Cunha e de mais dois ou três teóricos do sistema. As eleições, a serem feitas, devem sê-lo num período de férias. Evitam-se, assim, situações desagradáveis no plantel e na equipa técnica. Tentar manter artificialmente uma situação insustentável é que não dá, de maneira nenhuma.
Equipa técnica
Muito sinceramente, acho que Peseiro é um dos elos mais fracos desta situação. Como treinador falhou. O 2º lugar (3º) é o 1º dos últimos e chegar à final da Taça UEFA para a perder daquela maneira é mesmo muito mau. Peseiro incompatibilizou-se com metade da equipa e não vislumbramos maneira de as coisas serem sanadas com os banhos de férias. Na gestão do plantel, não se percebe nada: a jogadores como o Polga; Liedson e Douala perdoam-se atrasos, faltas de disciplina, declarações disparatadas, falando só do que sabemos. Em simultâneo, a Rui Jorge e a Pedro Barbosa, para mim os dois jogadores que representam melhor o espírito sportinguista, faz-se aquilo que vamos acompanhando todos os dias pela imprensa: uma total falta de dignidade no tratamento dos atletas. Falta de dignidade de onde quem sai pior é quem a pratica e não quem a sofre, como de costume. Se calhar, se o Rui Jorge tivesse ido para o Brasil e chegasse atrasado, visse cartões amarelos disparatados, mudasse de opinião todos os dias acerca das suas intenções e fizesse outras do género, ter-lhe-ia sido renovado o contrato. Enfim… é evidente para todos que reina uma assustadora falta de disciplina no plantel do SPORTING: cada um diz o quer, cada um ameaça ir para onde lhe apetece, cada um opina à sua maneira sobre o clube e as pessoas que lá estão. Só um exemplo: um jogador com mais dois anos de contrato vir para os jornais dizer que quer «ver a sua situação resolvida», é do mais disparatado que podemos imaginar: uma pessoa com juízo ouve e não acredita: o que é que um jogador profissional com mais dois anos de contrato quer dizer com isto? Será que já lhe explicaram o que é um contrato? Um prazo? Uma assinatura? Ou em português do Brasil esses conceitos têm significação diferente? E tudo porque não há uma direcção que ponha termo a isto, a bem ou a mal. Bastava uma vez para dar o exemplo: todos os outros aprendiam logo. Assim, o que acontece é que qualquer jogador, com ou sem razão, vem para praça pública opinar, reclamar, forçar e, qualquer dia, decidir. Até Edgar Marcelino, depois de umas corridas e uns golos na selecção, se acha no direito de vir para a praça pública enviar recados à direcção, reclamando não sabemos muito bem o quê. Isto não acontece porque os jogadores tenham este ou aquele tipo de carácter. Acontece porque já perceberam que cada um pode fazer o que lhe apetece, que nenhuma consequência isso lhes trará. Como de costume, o treinador não diz nada. Talvez até seja melhor.
Podia continuar. Casos e peripécias é coisa que não falta. Como andam deliciados todos os jornalistas desportivos: motivos para especulação barata e opinião tendenciosa é o que algumas pessoas do SPORTING lhes vão oferecendo a toda a hora.
Aguardarei calmamente no meu lugar. Estou certo que a verdade sobrevive e o SPORTING vai voltar a entrar no bom caminho. E depressa. Porque queremos ganhar já o próximo campeonato.
Bom fim-de-semana prolongado, se for o caso.
No meio de muitas incertezas – mais dos que as aceitáveis num clube de futebol – o SPORTING vai mostrando que as coisas não estão bem.
A nível directivo.
Ficou para mim claro, desde a demissão de J. Eduardo Bettencourt, que a passagem de Dias da Cunha a líder da SAD iria ser problemática. O desenrolar da época serviu para provar isso mesmo: passámos a ter um presidente da SAD muito desatento em relação à equipa de futebol e demasiado interventivo em assuntos de menor importância. Depois foi a demissão de Ribeiro Telles, na sequência do disparatado acordo com outro clube de Lisboa. Ainda hoje estamos para saber os termos em que esse acordo foi feito. Tenho para mim que, se os sócios do SPORTING soubessem de que é que ele consta, isso daria lugar a um motim em Alvalade: a ser verdade que no acordo está referida a não contestação às arbitragens dos jogos entre os dois clubes; a facilitação da saída de Nuno Assis do Guimarães e outras ainda piores que se vão ouvindo por cá e por lá, esse acordo não passou então de uma capitulação perante os mais sórdidos interesses do futebol português. Aliás, basta considerarmos que esse acordo foi estabelecido com o clube que mais foi beneficiado por arbitragens incorrectas e que acabou por vencer o campeonato de uma forma ILEGÍTIMA, para nos sentirmos enojados sempre que vemos Dias da Cunha dizer que acredita nos propósitos de Vieira para a reabilitação do futebol português. Saberá Dias da Cunha que Vieira trabalha «em dupla» com Veiga, apenas o responsável pela destruição da carreira de Jardel e consequentes perdas para o nosso clube naquela época? (Se duvidam do que digo, perguntem agora a Boloni o que foi gerir um plantel após o caso Jardel, acrescentando o facto de ter sido uma época em que praticamente não se fizeram nenhumas melhorias no plantel). Se Dias da Cunha sabe dessa «dupla» e tem cara para engolir isso, nós os sportinguistas, não temos, nem nunca iremos ter! Mas as demissões não se ficaram por aqui. Este fim de época, então, tem sido à razão de uma por semana. Carlos Freitas, provavelmente a pessoa que em Portugal melhor conhece o mercado de transferências de jogadores e que estava a desenvolver um trabalho muito positivo, acaba por se demitir, ou ser levado a isso, por, nas palavras de Dias da Cunha, não ter feito uma correcta ligação entre o plantel e o funcionamento da academia. Esta é mesmo de pasmar. Primeiro porque as atribuições de Freitas não eram bem essas, depois porque um argumento desses não é mais do que fugir à questão essencial, que para mim é: o que é que tem levado a que uma grande quantidade de pessoas que trabalham no SPORTING se tenham incompatibilizado com Dias da Cunha? A seguir demitiu-se Rita Figueira do departamento jurídico por razões que também não sabemos muito bem. Agora temos a demissão de Soares Franco. Em rigor, ainda não sabemos se se demite ou não, apesar de já ter dito que tenciona fazê-lo. Perante todas estas demissões, Dias da Cunha vai reagindo como se nada fosse, invocando chavões de circunstância como aquele do «só faz falta quem cá está» ou «vice-presidentes há muitos» (faltou acrescentar o «seu palerma» como o outro tinha dito acerca do chapéu no jardim zoológico). E os sócios vão assistindo de bancada: nenhuma explicação cabal e convincente lhes é dada acerca da matéria. Como se os sócios só servissem para pagar quotas, comprar bilhetes e bater palmas. Mais uma vez, Dias da Cunha está enganado: a história do SPORTING é mais do que suficiente para mostrar do que os sócios do SPORTING são mais do que «batedores de palmas» ao fim-de-semana e contribuintes ao fim do mês. E começo a achar que se avizinha o momento em que Dias da Cunha vai perceber essa força dos sportinguistas; estou certo que nessa altura não irá dizer que «vice-presidentes há muitos». Dias da Cunha, a meu ver, neste momento está a assumir a típica atitude da fuga para a frente. Demita-se quem se demitir; conteste quem contestar; ele continua, pelo menos enquanto tiver quórum, o que, com tanta demissão, parece que não irá durar muito. Neste momento, não vislumbramos a Dias da Cunha uma única ideia estratégica válida para a próxima época: a política de contratações parece mera casuística ao sabor das caprichosas vontades dos jogadores que estão e dizem que querem sair; a importância dos valores do SPORTING no plantel parece ser irrelevante, como se pode constatar com as situações de Rui Jorge e Pedro Barbosa; o reforço de poderes do treinador não passa de uma frase sem conteúdo cujo único propósito é atribuir-lhe as culpas se as coisas correrem mal. A nível directivo, já não sabemos quem manda nos vários pelouros, quem fala sobre determinados assuntos e quem coordena determinadas actividades. Sabemos apenas quem fala sobre o sistema: Dias da Cunha, pois claro. Paulo de Andrade só fala quando a equipa ganha e, como agora não há jogos para disputar e ganhar, ele lá se vai mantendo calado. As estratégias de fuga para a frente dão sempre mal. Temo que o que se está a passar agora não é mais do que remeter para Outubro uma situação que devia ser resolvida já. Que situação? Eu acho que esta direcção (clube e SAD) estão a colocar-se a jeito para que, assim que haja dois resultados negativos de seguida, os sócios imponham, de forma desagradável e pouco honrosa, a clarificação que devia ser feita agora: eleições para os corpos sociais do clube. Ando há quase um ano a defender eleições no SPORTING. Acho que os mandatos devem ser levados até ao fim, mas também acho que isso só vale se percebermos qual o rumo e o propósito de quem detém esses mandatos. A situação actual é tal, que as eleições serviriam para clarificar a situação do clube. Dias da Cunha, por exemplo, teria muito a ganhar com esse cenário. Se acha que tem condições para continuar, reúne uma lista, candidata-se e os sócios manifestam a sua posição. É que a lista vencedora das últimas eleições tinha Eduardo Bettencourt, Ribeiro Telles, bem como outras pessoas na equipa, pessoas essas que já lá não estão. Eu sei que o cenário de eleições no SPORTING acarreta sempre o perigo do surgimento de uma daquelas listas compostas por gente potencialmente perigosa a gerir os destinos do clube: estou-me a lembrar da inenarrável dupla Pinto Coelho / Oceano que faz uns ameaços sempre que se fala de eleições no SPORTING. Nenhum sportinguista ponderado gostaria de ver o seu clube nas mãos destes dois ou outros do género. Mas eu acredito – posso estar errado – que perante um cenário desses os verdadeiros sportinguistas se uniriam de modo a não termos que ir por uma situação dessas. Portanto, o cenário de eleições é o que melhor pode clarificar o estado do SPORTING. Digo isto na esperança de que pessoas como Ribeiro Telles; Eduardo Bettencourt e outros se assumam como protagonistas neste cenário. O SPORTING tem um projecto – projecto Roquette – mais-ou-menos definido. O que está a faltar são as pessoas para o levarem por diante: com tanta demissão cada vez mais aquilo é o clube do Dias da Cunha e de mais dois ou três teóricos do sistema. As eleições, a serem feitas, devem sê-lo num período de férias. Evitam-se, assim, situações desagradáveis no plantel e na equipa técnica. Tentar manter artificialmente uma situação insustentável é que não dá, de maneira nenhuma.
Equipa técnica
Muito sinceramente, acho que Peseiro é um dos elos mais fracos desta situação. Como treinador falhou. O 2º lugar (3º) é o 1º dos últimos e chegar à final da Taça UEFA para a perder daquela maneira é mesmo muito mau. Peseiro incompatibilizou-se com metade da equipa e não vislumbramos maneira de as coisas serem sanadas com os banhos de férias. Na gestão do plantel, não se percebe nada: a jogadores como o Polga; Liedson e Douala perdoam-se atrasos, faltas de disciplina, declarações disparatadas, falando só do que sabemos. Em simultâneo, a Rui Jorge e a Pedro Barbosa, para mim os dois jogadores que representam melhor o espírito sportinguista, faz-se aquilo que vamos acompanhando todos os dias pela imprensa: uma total falta de dignidade no tratamento dos atletas. Falta de dignidade de onde quem sai pior é quem a pratica e não quem a sofre, como de costume. Se calhar, se o Rui Jorge tivesse ido para o Brasil e chegasse atrasado, visse cartões amarelos disparatados, mudasse de opinião todos os dias acerca das suas intenções e fizesse outras do género, ter-lhe-ia sido renovado o contrato. Enfim… é evidente para todos que reina uma assustadora falta de disciplina no plantel do SPORTING: cada um diz o quer, cada um ameaça ir para onde lhe apetece, cada um opina à sua maneira sobre o clube e as pessoas que lá estão. Só um exemplo: um jogador com mais dois anos de contrato vir para os jornais dizer que quer «ver a sua situação resolvida», é do mais disparatado que podemos imaginar: uma pessoa com juízo ouve e não acredita: o que é que um jogador profissional com mais dois anos de contrato quer dizer com isto? Será que já lhe explicaram o que é um contrato? Um prazo? Uma assinatura? Ou em português do Brasil esses conceitos têm significação diferente? E tudo porque não há uma direcção que ponha termo a isto, a bem ou a mal. Bastava uma vez para dar o exemplo: todos os outros aprendiam logo. Assim, o que acontece é que qualquer jogador, com ou sem razão, vem para praça pública opinar, reclamar, forçar e, qualquer dia, decidir. Até Edgar Marcelino, depois de umas corridas e uns golos na selecção, se acha no direito de vir para a praça pública enviar recados à direcção, reclamando não sabemos muito bem o quê. Isto não acontece porque os jogadores tenham este ou aquele tipo de carácter. Acontece porque já perceberam que cada um pode fazer o que lhe apetece, que nenhuma consequência isso lhes trará. Como de costume, o treinador não diz nada. Talvez até seja melhor.
Podia continuar. Casos e peripécias é coisa que não falta. Como andam deliciados todos os jornalistas desportivos: motivos para especulação barata e opinião tendenciosa é o que algumas pessoas do SPORTING lhes vão oferecendo a toda a hora.
Aguardarei calmamente no meu lugar. Estou certo que a verdade sobrevive e o SPORTING vai voltar a entrar no bom caminho. E depressa. Porque queremos ganhar já o próximo campeonato.
Bom fim-de-semana prolongado, se for o caso.
Tuesday, June 07, 2005
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