Parabéns
O Fute-Blog Total fez dois anos: é uma das referências aqui da casa; fundamental para a compreensão das coisas importantes do futebol português como a «filosofia táctica» de Luís Campos ou a «postura ofensiva» de Gabriel Alves.
Pelo que percebi através das imagens, a festa em Montalegre foi de grande nível (motivos de força maior impediram-me de lá ir).
O 5 Violinos endereça desejos de muitos e bons anos em prol do Pós-Modernismo no futebol.
Monday, July 04, 2005
O sr. Serpa, agente de jogadores (se é FIFA ou não, lá isso não sei)
Para mim, um empresário de jogadores de futebol é alguém que trata de dar curso às transacções dos mesmos. O fenómeno, em Portugal, funciona por modas: há uns anos o empresário da berra era Manuel Barbosa, hoje ninguém sabe onde ele anda (e ainda bem para ele). Depois veio o psicólogo Paulo Barbosa, que dizia que não era empresário de jogadores mas apenas conselheiro pessoal; excelentes negócios ele fez com o clube galináceo. Surge então José Veiga, a imprensa desportiva em delírio, ele era o maior, óptimos serviços prestados à nação e vai-se a ver o grande «serviço» que ele fez foi destruir a carreira do melhor avançado que o futebol português dos últimos anos viu - Mário Jardel. Veiga cai em desgraça - porque será que estes empresários portugueses não se aguentam mais do que 3 épocas? - e entra Jorge Mendes na constelação; parece que ainda é o que está na berra, vamos ver até quando.
Durante estas férias futebolísticas o empresário que mais se destacou foi o sr. Serpa que, ao que parece - eu só leio desportivos na net e aí não olho para o cabeçalho onde vêm os nomes das chefias - é director da Bola, um dos jornais do clube galináceo. O sr. Serpa e o seu jornal - já sabem, só o leio na net (para não sujar os dedos) - resolveram que as «suas» tranferências da época iam ser o Liedson e McCarthy. E não deram descanso; há dois meses que não se calam com a conversa das «propostas irrecusáveis»; da «falta de condições psicológicas»; das «saudades da família»; do «contrato que está a acabar» e todas as outras «artimanhas de desvinculação» que fazem parte da cartilha do empresário de sucesso. O alvo está definido desde o início: como não há dinheiro para reforçar o clube galináceo, o melhor é enfraquecer os adversários - como Veiga tinha feito com Jardel - e nada melhor do que atacar os melhores goleadores do SPORTING e do Porto. Tão distraído com este processo Liedson-McCarthy tem andado o sr. Serpa, que nem teve tempo para reparar nos jogadores do seu clube que a toda a hora dizem que querem ir embora. Ricardo Rocha aparece todos os dias a dizer que pode ir não sei para onde. Miguel vai ao ponto de faltar à apresentação da equipa e de se recusar a jogar pelo clube com o qual tem contrato. Mas nada disso interessa para o jornal do sr. Serpa: fossemos acreditar no que escrevem - já sabem, só leio na net, e é quando leio - e o SPORTING deveria começar a época com o Tiago, o Nelson, o Tello e o Pinilla porque, ao resto do plantel, o sr. Serpa e o seu jornal trataram de arranjar transferência. No dia do regresso de Liedson a Lisboa, momento que o jornal do sr. Serpa acreditava não ser possível, a capa era ocupada com a existência, ou não, de cláusula de opção que permita mais um ano de contrato: nem tudo estava perdido, segundo eles. Enquanto o SPORTING não renovar com o jogador a chinfrineira não vai parar.
No futebol português vê-se de tudo (aquilo que não se devia ver). E agora temos os jornais empresários. O que vale é que ninguém os leva a sério.
Para mim, um empresário de jogadores de futebol é alguém que trata de dar curso às transacções dos mesmos. O fenómeno, em Portugal, funciona por modas: há uns anos o empresário da berra era Manuel Barbosa, hoje ninguém sabe onde ele anda (e ainda bem para ele). Depois veio o psicólogo Paulo Barbosa, que dizia que não era empresário de jogadores mas apenas conselheiro pessoal; excelentes negócios ele fez com o clube galináceo. Surge então José Veiga, a imprensa desportiva em delírio, ele era o maior, óptimos serviços prestados à nação e vai-se a ver o grande «serviço» que ele fez foi destruir a carreira do melhor avançado que o futebol português dos últimos anos viu - Mário Jardel. Veiga cai em desgraça - porque será que estes empresários portugueses não se aguentam mais do que 3 épocas? - e entra Jorge Mendes na constelação; parece que ainda é o que está na berra, vamos ver até quando.
Durante estas férias futebolísticas o empresário que mais se destacou foi o sr. Serpa que, ao que parece - eu só leio desportivos na net e aí não olho para o cabeçalho onde vêm os nomes das chefias - é director da Bola, um dos jornais do clube galináceo. O sr. Serpa e o seu jornal - já sabem, só o leio na net (para não sujar os dedos) - resolveram que as «suas» tranferências da época iam ser o Liedson e McCarthy. E não deram descanso; há dois meses que não se calam com a conversa das «propostas irrecusáveis»; da «falta de condições psicológicas»; das «saudades da família»; do «contrato que está a acabar» e todas as outras «artimanhas de desvinculação» que fazem parte da cartilha do empresário de sucesso. O alvo está definido desde o início: como não há dinheiro para reforçar o clube galináceo, o melhor é enfraquecer os adversários - como Veiga tinha feito com Jardel - e nada melhor do que atacar os melhores goleadores do SPORTING e do Porto. Tão distraído com este processo Liedson-McCarthy tem andado o sr. Serpa, que nem teve tempo para reparar nos jogadores do seu clube que a toda a hora dizem que querem ir embora. Ricardo Rocha aparece todos os dias a dizer que pode ir não sei para onde. Miguel vai ao ponto de faltar à apresentação da equipa e de se recusar a jogar pelo clube com o qual tem contrato. Mas nada disso interessa para o jornal do sr. Serpa: fossemos acreditar no que escrevem - já sabem, só leio na net, e é quando leio - e o SPORTING deveria começar a época com o Tiago, o Nelson, o Tello e o Pinilla porque, ao resto do plantel, o sr. Serpa e o seu jornal trataram de arranjar transferência. No dia do regresso de Liedson a Lisboa, momento que o jornal do sr. Serpa acreditava não ser possível, a capa era ocupada com a existência, ou não, de cláusula de opção que permita mais um ano de contrato: nem tudo estava perdido, segundo eles. Enquanto o SPORTING não renovar com o jogador a chinfrineira não vai parar.
No futebol português vê-se de tudo (aquilo que não se devia ver). E agora temos os jornais empresários. O que vale é que ninguém os leva a sério.
Friday, July 01, 2005
Masoquismo
Que ele não consiga entender nós até percebemos: inteligência é coisa que não abunda por aqueles lados. Mas será que não há nenhum intelectual tipo Pinhão-Seara-Máximo, daqueles que pensam as coisas da bola cientificamente como este brilhante trio, que lhe explique - talvez com recurso ao desenho - que combater-se a si próprio é uma manifestação de masoquismo? Vem isto a propósito das declarações do Grande Líder Pneumático: "Digo desde já que, nas próximas eleições, estarei na primeira linha de combate aos oportunistas e aos vaidosos. Se forem aqueles que gostam muito de falar nos jornais também lá estarei."
Vai ser lindo: Vieira a combater-se a si próprio. Deve ser devido a esta ambígua situação de dupla personalidade que o tipo fala dele próprio na 3ª pessoa: anda a preparar-se.
Que ele não consiga entender nós até percebemos: inteligência é coisa que não abunda por aqueles lados. Mas será que não há nenhum intelectual tipo Pinhão-Seara-Máximo, daqueles que pensam as coisas da bola cientificamente como este brilhante trio, que lhe explique - talvez com recurso ao desenho - que combater-se a si próprio é uma manifestação de masoquismo? Vem isto a propósito das declarações do Grande Líder Pneumático: "Digo desde já que, nas próximas eleições, estarei na primeira linha de combate aos oportunistas e aos vaidosos. Se forem aqueles que gostam muito de falar nos jornais também lá estarei."
Vai ser lindo: Vieira a combater-se a si próprio. Deve ser devido a esta ambígua situação de dupla personalidade que o tipo fala dele próprio na 3ª pessoa: anda a preparar-se.
Parabéns pelos 99 anos
Não é este blog que faz 99 anos, é o nosso SPORTING. E por isso está de parabéns. Teria sido fácil fazer como Porto e Galinhas: aproveitar uma confusão de nomes e vir dizer que tínhamos mais 10 anos. Mas nós somos sérios e temos orgulho dos nossos 99, verdadeiros. Faça-se a festa!
Não é este blog que faz 99 anos, é o nosso SPORTING. E por isso está de parabéns. Teria sido fácil fazer como Porto e Galinhas: aproveitar uma confusão de nomes e vir dizer que tínhamos mais 10 anos. Mas nós somos sérios e temos orgulho dos nossos 99, verdadeiros. Faça-se a festa!
Thursday, June 30, 2005
Para que serve o site de um clube?
Acham normal que não seja anunciada no site oficial a Assembleia Geral estatutária onde se aprovam as contas do clube, entre outras coisas?
Ou será que o site serve só para dizer que já passou, correu muito bem e foi tudo aprovado por larga maioria?
Acham normal que não seja anunciada no site oficial a Assembleia Geral estatutária onde se aprovam as contas do clube, entre outras coisas?
Ou será que o site serve só para dizer que já passou, correu muito bem e foi tudo aprovado por larga maioria?
Wednesday, June 29, 2005
Mentiroso
Rui Jorge foi considerado inocente das acusações que lhe eram imputadas pelos alfredos do Bessa: ficou provado que não houve agressão nenhuma por parte do jogador do SPORTING. Com os alfredos não me preocupo muito; percebo que a arruaça de túnel é o seu ofício e que é para isso que ali estão. Já no que diz respeito ao relatório do árbitro Lucílio Baptista a coisa é diferente: é que a criatura diz ter visto o Rui Jorge a agredir um jogador não identificado. Já não bastava o facto de ser uma trapalhada ver um jogador a agredir e não ver quem é agredido, há ainda a aldrabice de escrever no relatório uma coisa que não se passou - essa tal agressão. O que nos interessa saber é o que vai acontecer a um indivíduo que mente assim num relatório?
Rui Jorge foi considerado inocente das acusações que lhe eram imputadas pelos alfredos do Bessa: ficou provado que não houve agressão nenhuma por parte do jogador do SPORTING. Com os alfredos não me preocupo muito; percebo que a arruaça de túnel é o seu ofício e que é para isso que ali estão. Já no que diz respeito ao relatório do árbitro Lucílio Baptista a coisa é diferente: é que a criatura diz ter visto o Rui Jorge a agredir um jogador não identificado. Já não bastava o facto de ser uma trapalhada ver um jogador a agredir e não ver quem é agredido, há ainda a aldrabice de escrever no relatório uma coisa que não se passou - essa tal agressão. O que nos interessa saber é o que vai acontecer a um indivíduo que mente assim num relatório?
Monday, June 27, 2005
O futuro tem que ser nosso
Esta época fomos campeões nacionais de juniores e juvenis. Parabéns à rapaziada. Mais uma prova de que no SPORTING se trabalha bem ao nível da formação. Resta esperar que no meio desta malta haja 3 ou 4 craques mais 5 ou 6 jogadores de bom nível. Mostramos que também aqui somos muito melhores do que os outros.
Esta época fomos campeões nacionais de juniores e juvenis. Parabéns à rapaziada. Mais uma prova de que no SPORTING se trabalha bem ao nível da formação. Resta esperar que no meio desta malta haja 3 ou 4 craques mais 5 ou 6 jogadores de bom nível. Mostramos que também aqui somos muito melhores do que os outros.
Friday, June 24, 2005
Ter que viajar para longe, essa grande chatice
Ao Liverpool, o tal clube que está na Liga dos Campeões devido a uma mudança de regras fora do tempo, calhou-lhe no sorteio uma equipa chamada: «Total Network Solutions FC». Não é brincadeira, é mesmo esse o nome da equipa. Pensavam que neste tipo de lances do acaso não havia lugar para ironia sacana? Então tomem lá.
E a coisa não se fica por aqui. O presidente do Liverpool já disse que "It couldn't be better in that respect - we didn't want to be travelling to the far reaches of Europe or the borders of Asia, so we've ended up quite lucky with this one." É que a equipa com o afortunado nome é do País de Gales, fica perto, portanto.
«Total Network Solutions FC»!!! Parece rábula dos Monty Python... Eu gramo mesmo o humor inglês.
Ao Liverpool, o tal clube que está na Liga dos Campeões devido a uma mudança de regras fora do tempo, calhou-lhe no sorteio uma equipa chamada: «Total Network Solutions FC». Não é brincadeira, é mesmo esse o nome da equipa. Pensavam que neste tipo de lances do acaso não havia lugar para ironia sacana? Então tomem lá.
E a coisa não se fica por aqui. O presidente do Liverpool já disse que "It couldn't be better in that respect - we didn't want to be travelling to the far reaches of Europe or the borders of Asia, so we've ended up quite lucky with this one." É que a equipa com o afortunado nome é do País de Gales, fica perto, portanto.
«Total Network Solutions FC»!!! Parece rábula dos Monty Python... Eu gramo mesmo o humor inglês.
Thursday, June 23, 2005
Totobola
Já saiu a classificação dos árbitros esta época. Calma, não é bem assim: só saiu a classificação dos primeiros e dos últimos. Diz o actual presidente do CA da FPF que «Não vamos divulgar a lista enquanto os árbitros não forem informados.» Trapalhada bem à maneira desta malta da arbitragem portuguesa: se é assim não divulgavam nenhuma posição da classificação; dizer uns e não dizer outros, sustentanto a decisão nesse argumento, é que não passa de mais uma posição pouco clara.
Passemos então à parte mais divertida: a classificação dos 5 primeiros só pode dar mesmo para rir. Não é que os outros sejam melhores; é um facto que eles - por força das circunstâncias - são todos maus. Mas mesmo assim não deixa de ser caricato imaginar todas as trapalhadas e negociatas que teve que haver para que pudessem chegar a este resultado:
1º Pedro Proença
2º Paulo Costa
3º Lucílio Baptista
4º Paulo Paraty
5º Bruno Paixão
Safa...
Já saiu a classificação dos árbitros esta época. Calma, não é bem assim: só saiu a classificação dos primeiros e dos últimos. Diz o actual presidente do CA da FPF que «Não vamos divulgar a lista enquanto os árbitros não forem informados.» Trapalhada bem à maneira desta malta da arbitragem portuguesa: se é assim não divulgavam nenhuma posição da classificação; dizer uns e não dizer outros, sustentanto a decisão nesse argumento, é que não passa de mais uma posição pouco clara.
Passemos então à parte mais divertida: a classificação dos 5 primeiros só pode dar mesmo para rir. Não é que os outros sejam melhores; é um facto que eles - por força das circunstâncias - são todos maus. Mas mesmo assim não deixa de ser caricato imaginar todas as trapalhadas e negociatas que teve que haver para que pudessem chegar a este resultado:
1º Pedro Proença
2º Paulo Costa
3º Lucílio Baptista
4º Paulo Paraty
5º Bruno Paixão
Safa...
Tuesday, June 21, 2005
Tá mal… assim fica mais difícil ajudar o S.L. e Galinhas
Anunciam-se movimentações na organização da arbitragem. As partes mais incomodadas, aquelas que só têm a perder com as mudanças, já deram início ao «berreiro dos desesperados» para ver se fica tudo na mesma. Não querem o sorteio, nem querem que os árbitros sejam avaliados a partir do registo vídeo das suas prestações.
Devo começar por referir que, antes do modo como as coisas funcionam, devemos questionar a seriedade de quem a faz funcionar. E aí eu digo, claramente, que os dirigentes envolvidos na arbitragem não são sérios. Não são sérios porque colocam os interesses pessoais e os das suas confrarias acima dos interesses da própria arbitragem. Não são sérios porque vêem as coisas a correr mal e têm a distinta lata de dizer que está tudo bem e que é assim que se deve continuar.
Agora, ao sentirem os seus interesses ameaçados, resolveram vir para a opinião pública tentar intoxicar as pessoas com falácias que eles julgam serem credíveis. Típica atitude da criancinha esperta que, depois de ser apanhada a mentir, em vez de assumir, segue em frente para legitimar a mentira.
Dizem eles que o sorteio não funcionará porque nem todos os árbitros estão preparados para certos jogos. Começa aqui a mistificação: se o árbitro não está preparado, então não deve fazer parte dos quadros. Um bom árbitro, sabendo que as coisas funcionam de modo correcto em termos da sua avaliação, terá todo o interesse em apitar um jogo grande da melhor maneira para poder mostrar que tem valor.
Depois dizem que o sorteio desresponsabiliza os dirigentes que nomeiam os árbitros. É falso. A nomeação é que os desresponsabiliza: a prova é que, até ao «apito dourado» - que é outra história – ninguém viu nenhum dirigente da arbitragem ser responsabilizado, ou até mesmo punido, por erros cometidos na gestão da arbitragem.
Dizem também que a avaliação dos árbitros a partir do registo vídeo os coloca sobre enorme pressão. Óptimo. O que nós queremos é que os árbitros se sintam pressionados a fazer um trabalho de qualidade. Que depois será avaliado de forma calma e imparcial pelo registo vídeo. Porque o que agora acontece é que o árbitro se sente pressionado… a fazer uma arbitragem que agrade ao observador de árbitros que ele sabe de antemão que o vai avaliar.
Há ainda o argumento de que as imagens envolvem uma grande componente de subjectividade uma vez que um lance, de ângulos diferentes, consoante o movimento de câmara e a proximidade, interfere com a leitura que se irá fazer. Não nego: as imagens não são sempre esclarecedoras e podem induzir em erro. Mas tenho a certeza que, ainda assim, é muito mais fiável uma análise ponderada feita por um colectivo de pessoas que entenda do assunto, do que a análise feita por um indivíduo – o observador – sentado na bancada, longe do campo, sem direito a repetições e apenas com o auxílio do telemóvel para perguntar a aimgos «da sua confiança» o que é que eles acharam. Aliás, basta vermos em que consistem estes relatórios dos observadores para verificarmos que é aí que se decide parte fundamental da questão. Na grande maioria das vezes ficamos mesmo com a sensação de que o observador não viu o mesmo jogo que todos nós vimos. Tenho para mim que há relatórios que já vão escritos antes do jogo.
Tudo isto se pode resumir numa simples questão: se os árbitros são de confiança, como eles dizem, porque é que os seus dirigentes querem continuar a ter o poder de decidir quem apita o jogo a, b ou c? Se os árbitros são de confiança, os observadores e os dirigentes também, como dizem, e se não têm nenhum interesse a não ser o de ver «as coisas a correr bem», então que aceitem as mudanças. Porque, como já viu, assim é que não se pode continuar. Como esta época que terminou, em que um clube foi escandalosamente favorecido por determinadas arbitragens, fazendo dele o vencedor. Para essa vitória foram decisivas as prestações dos árbitros «criteriosamente» escolhidos para cada um dos jogos. E aí temos o serviço: 5 jogos ganhos com golos inventados, outros 5 com expulsões de adversários incorrectas e o resto que toda a gente viu.
O problema é que estas medidas não agradaram aos dirigentes da arbitragem e a um clube porque esses dirigentes e esse clube são os únicos que têm a ganhar com isso. E têm a ganhar porque controlam assim de uma forma despudorada um dos principais elementos do futebol enquanto competição: a arbitragem. Todos eles sabendo tirar dividendos desse poder.
Os árbitros têm que perceber, de uma vez por todas, que estão lá para arbitrar bem. E se não o fizerem deve ser punidos. Toda a conversa demagógica de dirigentes da arbitragem, ex-árbitros, coroados e outros atordoados é para ir directa para o caixote do lixo. Querem apenas que tudo continue na mesma: com eles a mandar.
Qual foi o único clube da Superliga que foi à lição de sapiência, proferida pelas luminárias da arbitragem com o intuito de defender a manutenção da nomeação e da avaliação pelos observadores? Esse mesmo.
Anunciam-se movimentações na organização da arbitragem. As partes mais incomodadas, aquelas que só têm a perder com as mudanças, já deram início ao «berreiro dos desesperados» para ver se fica tudo na mesma. Não querem o sorteio, nem querem que os árbitros sejam avaliados a partir do registo vídeo das suas prestações.
Devo começar por referir que, antes do modo como as coisas funcionam, devemos questionar a seriedade de quem a faz funcionar. E aí eu digo, claramente, que os dirigentes envolvidos na arbitragem não são sérios. Não são sérios porque colocam os interesses pessoais e os das suas confrarias acima dos interesses da própria arbitragem. Não são sérios porque vêem as coisas a correr mal e têm a distinta lata de dizer que está tudo bem e que é assim que se deve continuar.
Agora, ao sentirem os seus interesses ameaçados, resolveram vir para a opinião pública tentar intoxicar as pessoas com falácias que eles julgam serem credíveis. Típica atitude da criancinha esperta que, depois de ser apanhada a mentir, em vez de assumir, segue em frente para legitimar a mentira.
Dizem eles que o sorteio não funcionará porque nem todos os árbitros estão preparados para certos jogos. Começa aqui a mistificação: se o árbitro não está preparado, então não deve fazer parte dos quadros. Um bom árbitro, sabendo que as coisas funcionam de modo correcto em termos da sua avaliação, terá todo o interesse em apitar um jogo grande da melhor maneira para poder mostrar que tem valor.
Depois dizem que o sorteio desresponsabiliza os dirigentes que nomeiam os árbitros. É falso. A nomeação é que os desresponsabiliza: a prova é que, até ao «apito dourado» - que é outra história – ninguém viu nenhum dirigente da arbitragem ser responsabilizado, ou até mesmo punido, por erros cometidos na gestão da arbitragem.
Dizem também que a avaliação dos árbitros a partir do registo vídeo os coloca sobre enorme pressão. Óptimo. O que nós queremos é que os árbitros se sintam pressionados a fazer um trabalho de qualidade. Que depois será avaliado de forma calma e imparcial pelo registo vídeo. Porque o que agora acontece é que o árbitro se sente pressionado… a fazer uma arbitragem que agrade ao observador de árbitros que ele sabe de antemão que o vai avaliar.
Há ainda o argumento de que as imagens envolvem uma grande componente de subjectividade uma vez que um lance, de ângulos diferentes, consoante o movimento de câmara e a proximidade, interfere com a leitura que se irá fazer. Não nego: as imagens não são sempre esclarecedoras e podem induzir em erro. Mas tenho a certeza que, ainda assim, é muito mais fiável uma análise ponderada feita por um colectivo de pessoas que entenda do assunto, do que a análise feita por um indivíduo – o observador – sentado na bancada, longe do campo, sem direito a repetições e apenas com o auxílio do telemóvel para perguntar a aimgos «da sua confiança» o que é que eles acharam. Aliás, basta vermos em que consistem estes relatórios dos observadores para verificarmos que é aí que se decide parte fundamental da questão. Na grande maioria das vezes ficamos mesmo com a sensação de que o observador não viu o mesmo jogo que todos nós vimos. Tenho para mim que há relatórios que já vão escritos antes do jogo.
Tudo isto se pode resumir numa simples questão: se os árbitros são de confiança, como eles dizem, porque é que os seus dirigentes querem continuar a ter o poder de decidir quem apita o jogo a, b ou c? Se os árbitros são de confiança, os observadores e os dirigentes também, como dizem, e se não têm nenhum interesse a não ser o de ver «as coisas a correr bem», então que aceitem as mudanças. Porque, como já viu, assim é que não se pode continuar. Como esta época que terminou, em que um clube foi escandalosamente favorecido por determinadas arbitragens, fazendo dele o vencedor. Para essa vitória foram decisivas as prestações dos árbitros «criteriosamente» escolhidos para cada um dos jogos. E aí temos o serviço: 5 jogos ganhos com golos inventados, outros 5 com expulsões de adversários incorrectas e o resto que toda a gente viu.
O problema é que estas medidas não agradaram aos dirigentes da arbitragem e a um clube porque esses dirigentes e esse clube são os únicos que têm a ganhar com isso. E têm a ganhar porque controlam assim de uma forma despudorada um dos principais elementos do futebol enquanto competição: a arbitragem. Todos eles sabendo tirar dividendos desse poder.
Os árbitros têm que perceber, de uma vez por todas, que estão lá para arbitrar bem. E se não o fizerem deve ser punidos. Toda a conversa demagógica de dirigentes da arbitragem, ex-árbitros, coroados e outros atordoados é para ir directa para o caixote do lixo. Querem apenas que tudo continue na mesma: com eles a mandar.
Qual foi o único clube da Superliga que foi à lição de sapiência, proferida pelas luminárias da arbitragem com o intuito de defender a manutenção da nomeação e da avaliação pelos observadores? Esse mesmo.
Friday, June 17, 2005
Tanta saudade...
O cavalheiro tinha mesmo que ir embora. As saudades da família e do país natal eram muitas.
O cavalheiro tinha mesmo que ir embora. As saudades da família e do país natal eram muitas.
Thursday, June 16, 2005
Não convence
Eu gosto do Liverpool. Já o disse aqui algumas vezes; tiveram na passagem da década de 70 para a de 80 um período fantástico na história do futebol. E depois há Ian Rush: esse jogador com a estranha doença de não conseguir passar 90 minutos sem marcar um golo. E há ainda o mais fantástico hino cantado por uma claque de futebol: you'll never walk alone. E outras coisas mais que tornaram o clube admirável. Este ano ganharam, e bem, a Liga dos Campeões. Só que, em virtude da sua classificação na Liga Inglesa, não tiveram acesso à Liga dos Campeões do próximo ano. Iam à UEFA, era o que parecia.
Mas alguém se lembrou de achar que era injusto o vencedor não poder defender o troféu. Comissão do clube a caminho da UEFA, a FIFA a mandar o bitaite do costume e a imprensa a fazer banzé. E eis que, numa decisão contra o que estava estipulado, aí temos o Liverpool na Liga dos Campeões. Parece pacífica, mas não é. Porque assenta na deturpação de alguns argumentos. Vejamos: o principal é o de que seria justo o vencedor poder defender o troféu ganho. Este argumento é uma mistificação: o Liverpool sabia desde o início qual a classificação que deveria obter para poder aceder à Liga dos Campeões. Ou seja, nada, a não ser a sua prestação na Liga Inglesa, os impede de defender o seu título. Uma prova deste tipo não tem presenças garantidas por nenhum factor, além da classificação nas ligas dos vários países. Portanto, o Liverpool teve a possibilidade de poder ir defender a prova que viria a ganhar. Só que, dada a sua classificão interna, não o conseguiu. Ou seja, por culpa própria perdem esse privilégio de poder defender o título. Trata-se então de uma mistificação porque o Liverpool foi colocado num lugar que não era o seu com esse argumento da defesa do título. Imaginem que esta época o Porto vinha reclamar a possibilidade de poder defender um título de que é detentor: a Supertaça Cândido de Oliveira. O Porto argumentaria que era injusto não estar lá para a defender. Pois... a questão é que o Porto sabia que para defender esse título conquistado tinha que ganhar ou Liga ou Taça de Portugal, o que não conseguiu. A questão essencial é esta: não se trata de um jogo de bisca-lambida em que o vencedor aceita colocar o título em aberto. Nas competições europeias de futebol está estabelecida uma relação entre as várias provas, nacionais e internacionais. E é no âmbito dessa relação que se estabelece a presença nas várias competições. Ou seja, O Liverpool só poderia dizer que estava a ser impedido de defender o título conquistado, se tivesse sido impedido de disputar a Liga Inglesa que é a prova que dá acesso à Liga dos Campeões. E o Liverpool, disputou a prova... só que não atingiu a necessária classificação. O que faz com que, nestes termos, seja falso esse argumento de não poderem defender o título. Tivessem pensado no assunto antes porque as regras já há muito que estavam definidas.
Considero, deste modo, imprudente e perigosa - embora não inédita - esta decisão da UEFA: abre mais um grave precedente. E não venham com a história de que ninguém sai prejudicado porque o Everton vê os seus direitos garantidos, ao contrário do Saragoça em Espanha há uns anos atrás. O Porto, por exemplo, com esta alteração muda de grupo no sorteio da prova (desce para outro «pote» de clubes).
Enfim, agora a sério porque as linhas anteriores foram a brincar. Eu substituía a presença do Benfica na Liga dos Campeões, dando lugar ao Liverpool: camisola encarnada por camisola encarnada o Liverpool sempre é um clube com muito mais piada. Resolvia-se assim a questão de uma forma coerente e ficavam todos a ganhar: o Liverpool e os adeptos de futebol que se livravam de ter que levar com o clube galináceo a disputar uma prova à qual não teve direito. Porque, na verdade, quem devia lá estar era uma equipa constituída por Paulo Paraty, Hélio Santos, João Ferreira, Paulo Batista, António Costa e outros artistas do mesmo calibre - os verdadeiros vencedores da Superliga este ano.
Eu gosto do Liverpool. Já o disse aqui algumas vezes; tiveram na passagem da década de 70 para a de 80 um período fantástico na história do futebol. E depois há Ian Rush: esse jogador com a estranha doença de não conseguir passar 90 minutos sem marcar um golo. E há ainda o mais fantástico hino cantado por uma claque de futebol: you'll never walk alone. E outras coisas mais que tornaram o clube admirável. Este ano ganharam, e bem, a Liga dos Campeões. Só que, em virtude da sua classificação na Liga Inglesa, não tiveram acesso à Liga dos Campeões do próximo ano. Iam à UEFA, era o que parecia.
Mas alguém se lembrou de achar que era injusto o vencedor não poder defender o troféu. Comissão do clube a caminho da UEFA, a FIFA a mandar o bitaite do costume e a imprensa a fazer banzé. E eis que, numa decisão contra o que estava estipulado, aí temos o Liverpool na Liga dos Campeões. Parece pacífica, mas não é. Porque assenta na deturpação de alguns argumentos. Vejamos: o principal é o de que seria justo o vencedor poder defender o troféu ganho. Este argumento é uma mistificação: o Liverpool sabia desde o início qual a classificação que deveria obter para poder aceder à Liga dos Campeões. Ou seja, nada, a não ser a sua prestação na Liga Inglesa, os impede de defender o seu título. Uma prova deste tipo não tem presenças garantidas por nenhum factor, além da classificação nas ligas dos vários países. Portanto, o Liverpool teve a possibilidade de poder ir defender a prova que viria a ganhar. Só que, dada a sua classificão interna, não o conseguiu. Ou seja, por culpa própria perdem esse privilégio de poder defender o título. Trata-se então de uma mistificação porque o Liverpool foi colocado num lugar que não era o seu com esse argumento da defesa do título. Imaginem que esta época o Porto vinha reclamar a possibilidade de poder defender um título de que é detentor: a Supertaça Cândido de Oliveira. O Porto argumentaria que era injusto não estar lá para a defender. Pois... a questão é que o Porto sabia que para defender esse título conquistado tinha que ganhar ou Liga ou Taça de Portugal, o que não conseguiu. A questão essencial é esta: não se trata de um jogo de bisca-lambida em que o vencedor aceita colocar o título em aberto. Nas competições europeias de futebol está estabelecida uma relação entre as várias provas, nacionais e internacionais. E é no âmbito dessa relação que se estabelece a presença nas várias competições. Ou seja, O Liverpool só poderia dizer que estava a ser impedido de defender o título conquistado, se tivesse sido impedido de disputar a Liga Inglesa que é a prova que dá acesso à Liga dos Campeões. E o Liverpool, disputou a prova... só que não atingiu a necessária classificação. O que faz com que, nestes termos, seja falso esse argumento de não poderem defender o título. Tivessem pensado no assunto antes porque as regras já há muito que estavam definidas.
Considero, deste modo, imprudente e perigosa - embora não inédita - esta decisão da UEFA: abre mais um grave precedente. E não venham com a história de que ninguém sai prejudicado porque o Everton vê os seus direitos garantidos, ao contrário do Saragoça em Espanha há uns anos atrás. O Porto, por exemplo, com esta alteração muda de grupo no sorteio da prova (desce para outro «pote» de clubes).
Enfim, agora a sério porque as linhas anteriores foram a brincar. Eu substituía a presença do Benfica na Liga dos Campeões, dando lugar ao Liverpool: camisola encarnada por camisola encarnada o Liverpool sempre é um clube com muito mais piada. Resolvia-se assim a questão de uma forma coerente e ficavam todos a ganhar: o Liverpool e os adeptos de futebol que se livravam de ter que levar com o clube galináceo a disputar uma prova à qual não teve direito. Porque, na verdade, quem devia lá estar era uma equipa constituída por Paulo Paraty, Hélio Santos, João Ferreira, Paulo Batista, António Costa e outros artistas do mesmo calibre - os verdadeiros vencedores da Superliga este ano.
Tuesday, June 14, 2005
Pedro Barbosa e Rui Jorge
Como sportinguista sinto-me na obrigação de dizer que acho lamentável, errada e indecente a maneira como Pedro Barbosa e Rui Jorge saem do clube.
É certo que não se trata de um despedimento: os atletas estavam em fim de contrato. Mas, atendendo às circustâncias, parece ser ainda pior do que um despedimento. De certeza que já houve despedimentos mais simpáticos, mesmo na área do futebol.
O que eu acho mais surpreendente neste caso é que, de uma assentada, cometem-se uma data de falhas graves. Parece erro de principiante, ou se calhar é mesmo.
Primeiro é um disparate, numa altura em que escasseiam os jogadores com vários anos ao serviço de um só clube, dispensar estes dois atletas que já estavam no SPORTING há muitos anos, conheciam bem o clube e o seu funcionamento, sendo deste modo um factor de estabilidade numa altura em que as entradas e saídas são constantes. Se achavam que eles já não ofereciam grandes possibilidades para o plantel – o que qualquer pessoa que tenha acompanhado os jogos do SPORTING discordará – então abriam a possibilidade de integrá-los na estrutura do SPORTING. Pedro Barbosa é um jogador experiente, com personalidade vincada e capaz de assumir situações de liderança. Rui Jorge é um atleta com frequência universitária na área do desporto, experiente e corajoso, também capaz de assumir funções na realidade do futebol dos nossos dias. A direcção do SPORTING, vá lá saber-se porquê, entende que pode desperdiçar assim duas pessoas com este currículo. Devem achar que Pedros Barbosas e Rui Jorges (tal como os vice-presidentes, segundo a opinião de Dias da Cunha) há muitos . Eu garanto-lhes que não há aí «ao virar da esquina».
Depois há a questão do exemplo. Tratando assim atletas com a história sportinguista que eles possuem, o que é que os outros vão pensar? Que não vale a pena a dedicação e a fidelidade; no fim alguém manda alguém dizer para o atleta tratar da sua vidinha, depois de já ter adiantado, de forma cobarde, essa informação para a imprensa. Isto faz com que atletas como Liedson, no seu íntimo, ainda julguem – embora mal – que procedem bem ao atrasarem-se, ao pouparem-se para certos jogos, etc. No fim ninguém lhes irá agradecer, acharão eles.
E não nos esqueçamos dos valores sportinguistas. Espero que a direcção os conheça. Se assim for saberá que no SPORTING não tratamos assim as pessoas que nos serviram correctamente. No SPORTING sabemos agradecer a quem nos serve e temos memória. Na qual ficam inscritos todos aqueles que souberam servir o SPORTING. Porque foram esses, em conjunto com os sócios e adeptos, que fizeram do SPORTING aquilo que ele é: o melhor clube português, e um dos melhores da europa e do mundo.
Por tudo isto e muito mais, declaro aqui que estou totalmente em desacordo com a atitude tomada por alguns dirigentes do SPORTING. Espero – e acredito – que o Pedro e o Rui, por conhecerem muito bem o SPORTING, saibam que não devem confundir alguns dirigentes com o SPORTING. O SPORTING são os seus sócios e os seus atletas.
Obrigado Pedro e Rui. O SPORTING agradece-vos bastante. Para vocês a porta estará sempre aberta. Porque, para os bons, as nossas portas estarão sempre abertas. Esperamos por vós no SPORTING... e que não demore muito!
Como sportinguista sinto-me na obrigação de dizer que acho lamentável, errada e indecente a maneira como Pedro Barbosa e Rui Jorge saem do clube.
É certo que não se trata de um despedimento: os atletas estavam em fim de contrato. Mas, atendendo às circustâncias, parece ser ainda pior do que um despedimento. De certeza que já houve despedimentos mais simpáticos, mesmo na área do futebol.
O que eu acho mais surpreendente neste caso é que, de uma assentada, cometem-se uma data de falhas graves. Parece erro de principiante, ou se calhar é mesmo.
Primeiro é um disparate, numa altura em que escasseiam os jogadores com vários anos ao serviço de um só clube, dispensar estes dois atletas que já estavam no SPORTING há muitos anos, conheciam bem o clube e o seu funcionamento, sendo deste modo um factor de estabilidade numa altura em que as entradas e saídas são constantes. Se achavam que eles já não ofereciam grandes possibilidades para o plantel – o que qualquer pessoa que tenha acompanhado os jogos do SPORTING discordará – então abriam a possibilidade de integrá-los na estrutura do SPORTING. Pedro Barbosa é um jogador experiente, com personalidade vincada e capaz de assumir situações de liderança. Rui Jorge é um atleta com frequência universitária na área do desporto, experiente e corajoso, também capaz de assumir funções na realidade do futebol dos nossos dias. A direcção do SPORTING, vá lá saber-se porquê, entende que pode desperdiçar assim duas pessoas com este currículo. Devem achar que Pedros Barbosas e Rui Jorges (tal como os vice-presidentes, segundo a opinião de Dias da Cunha) há muitos . Eu garanto-lhes que não há aí «ao virar da esquina».
Depois há a questão do exemplo. Tratando assim atletas com a história sportinguista que eles possuem, o que é que os outros vão pensar? Que não vale a pena a dedicação e a fidelidade; no fim alguém manda alguém dizer para o atleta tratar da sua vidinha, depois de já ter adiantado, de forma cobarde, essa informação para a imprensa. Isto faz com que atletas como Liedson, no seu íntimo, ainda julguem – embora mal – que procedem bem ao atrasarem-se, ao pouparem-se para certos jogos, etc. No fim ninguém lhes irá agradecer, acharão eles.
E não nos esqueçamos dos valores sportinguistas. Espero que a direcção os conheça. Se assim for saberá que no SPORTING não tratamos assim as pessoas que nos serviram correctamente. No SPORTING sabemos agradecer a quem nos serve e temos memória. Na qual ficam inscritos todos aqueles que souberam servir o SPORTING. Porque foram esses, em conjunto com os sócios e adeptos, que fizeram do SPORTING aquilo que ele é: o melhor clube português, e um dos melhores da europa e do mundo.
Por tudo isto e muito mais, declaro aqui que estou totalmente em desacordo com a atitude tomada por alguns dirigentes do SPORTING. Espero – e acredito – que o Pedro e o Rui, por conhecerem muito bem o SPORTING, saibam que não devem confundir alguns dirigentes com o SPORTING. O SPORTING são os seus sócios e os seus atletas.
Obrigado Pedro e Rui. O SPORTING agradece-vos bastante. Para vocês a porta estará sempre aberta. Porque, para os bons, as nossas portas estarão sempre abertas. Esperamos por vós no SPORTING... e que não demore muito!
Wednesday, June 08, 2005
Se é para mudar, que se mude já
No meio de muitas incertezas – mais dos que as aceitáveis num clube de futebol – o SPORTING vai mostrando que as coisas não estão bem.
A nível directivo.
Ficou para mim claro, desde a demissão de J. Eduardo Bettencourt, que a passagem de Dias da Cunha a líder da SAD iria ser problemática. O desenrolar da época serviu para provar isso mesmo: passámos a ter um presidente da SAD muito desatento em relação à equipa de futebol e demasiado interventivo em assuntos de menor importância. Depois foi a demissão de Ribeiro Telles, na sequência do disparatado acordo com outro clube de Lisboa. Ainda hoje estamos para saber os termos em que esse acordo foi feito. Tenho para mim que, se os sócios do SPORTING soubessem de que é que ele consta, isso daria lugar a um motim em Alvalade: a ser verdade que no acordo está referida a não contestação às arbitragens dos jogos entre os dois clubes; a facilitação da saída de Nuno Assis do Guimarães e outras ainda piores que se vão ouvindo por cá e por lá, esse acordo não passou então de uma capitulação perante os mais sórdidos interesses do futebol português. Aliás, basta considerarmos que esse acordo foi estabelecido com o clube que mais foi beneficiado por arbitragens incorrectas e que acabou por vencer o campeonato de uma forma ILEGÍTIMA, para nos sentirmos enojados sempre que vemos Dias da Cunha dizer que acredita nos propósitos de Vieira para a reabilitação do futebol português. Saberá Dias da Cunha que Vieira trabalha «em dupla» com Veiga, apenas o responsável pela destruição da carreira de Jardel e consequentes perdas para o nosso clube naquela época? (Se duvidam do que digo, perguntem agora a Boloni o que foi gerir um plantel após o caso Jardel, acrescentando o facto de ter sido uma época em que praticamente não se fizeram nenhumas melhorias no plantel). Se Dias da Cunha sabe dessa «dupla» e tem cara para engolir isso, nós os sportinguistas, não temos, nem nunca iremos ter! Mas as demissões não se ficaram por aqui. Este fim de época, então, tem sido à razão de uma por semana. Carlos Freitas, provavelmente a pessoa que em Portugal melhor conhece o mercado de transferências de jogadores e que estava a desenvolver um trabalho muito positivo, acaba por se demitir, ou ser levado a isso, por, nas palavras de Dias da Cunha, não ter feito uma correcta ligação entre o plantel e o funcionamento da academia. Esta é mesmo de pasmar. Primeiro porque as atribuições de Freitas não eram bem essas, depois porque um argumento desses não é mais do que fugir à questão essencial, que para mim é: o que é que tem levado a que uma grande quantidade de pessoas que trabalham no SPORTING se tenham incompatibilizado com Dias da Cunha? A seguir demitiu-se Rita Figueira do departamento jurídico por razões que também não sabemos muito bem. Agora temos a demissão de Soares Franco. Em rigor, ainda não sabemos se se demite ou não, apesar de já ter dito que tenciona fazê-lo. Perante todas estas demissões, Dias da Cunha vai reagindo como se nada fosse, invocando chavões de circunstância como aquele do «só faz falta quem cá está» ou «vice-presidentes há muitos» (faltou acrescentar o «seu palerma» como o outro tinha dito acerca do chapéu no jardim zoológico). E os sócios vão assistindo de bancada: nenhuma explicação cabal e convincente lhes é dada acerca da matéria. Como se os sócios só servissem para pagar quotas, comprar bilhetes e bater palmas. Mais uma vez, Dias da Cunha está enganado: a história do SPORTING é mais do que suficiente para mostrar do que os sócios do SPORTING são mais do que «batedores de palmas» ao fim-de-semana e contribuintes ao fim do mês. E começo a achar que se avizinha o momento em que Dias da Cunha vai perceber essa força dos sportinguistas; estou certo que nessa altura não irá dizer que «vice-presidentes há muitos». Dias da Cunha, a meu ver, neste momento está a assumir a típica atitude da fuga para a frente. Demita-se quem se demitir; conteste quem contestar; ele continua, pelo menos enquanto tiver quórum, o que, com tanta demissão, parece que não irá durar muito. Neste momento, não vislumbramos a Dias da Cunha uma única ideia estratégica válida para a próxima época: a política de contratações parece mera casuística ao sabor das caprichosas vontades dos jogadores que estão e dizem que querem sair; a importância dos valores do SPORTING no plantel parece ser irrelevante, como se pode constatar com as situações de Rui Jorge e Pedro Barbosa; o reforço de poderes do treinador não passa de uma frase sem conteúdo cujo único propósito é atribuir-lhe as culpas se as coisas correrem mal. A nível directivo, já não sabemos quem manda nos vários pelouros, quem fala sobre determinados assuntos e quem coordena determinadas actividades. Sabemos apenas quem fala sobre o sistema: Dias da Cunha, pois claro. Paulo de Andrade só fala quando a equipa ganha e, como agora não há jogos para disputar e ganhar, ele lá se vai mantendo calado. As estratégias de fuga para a frente dão sempre mal. Temo que o que se está a passar agora não é mais do que remeter para Outubro uma situação que devia ser resolvida já. Que situação? Eu acho que esta direcção (clube e SAD) estão a colocar-se a jeito para que, assim que haja dois resultados negativos de seguida, os sócios imponham, de forma desagradável e pouco honrosa, a clarificação que devia ser feita agora: eleições para os corpos sociais do clube. Ando há quase um ano a defender eleições no SPORTING. Acho que os mandatos devem ser levados até ao fim, mas também acho que isso só vale se percebermos qual o rumo e o propósito de quem detém esses mandatos. A situação actual é tal, que as eleições serviriam para clarificar a situação do clube. Dias da Cunha, por exemplo, teria muito a ganhar com esse cenário. Se acha que tem condições para continuar, reúne uma lista, candidata-se e os sócios manifestam a sua posição. É que a lista vencedora das últimas eleições tinha Eduardo Bettencourt, Ribeiro Telles, bem como outras pessoas na equipa, pessoas essas que já lá não estão. Eu sei que o cenário de eleições no SPORTING acarreta sempre o perigo do surgimento de uma daquelas listas compostas por gente potencialmente perigosa a gerir os destinos do clube: estou-me a lembrar da inenarrável dupla Pinto Coelho / Oceano que faz uns ameaços sempre que se fala de eleições no SPORTING. Nenhum sportinguista ponderado gostaria de ver o seu clube nas mãos destes dois ou outros do género. Mas eu acredito – posso estar errado – que perante um cenário desses os verdadeiros sportinguistas se uniriam de modo a não termos que ir por uma situação dessas. Portanto, o cenário de eleições é o que melhor pode clarificar o estado do SPORTING. Digo isto na esperança de que pessoas como Ribeiro Telles; Eduardo Bettencourt e outros se assumam como protagonistas neste cenário. O SPORTING tem um projecto – projecto Roquette – mais-ou-menos definido. O que está a faltar são as pessoas para o levarem por diante: com tanta demissão cada vez mais aquilo é o clube do Dias da Cunha e de mais dois ou três teóricos do sistema. As eleições, a serem feitas, devem sê-lo num período de férias. Evitam-se, assim, situações desagradáveis no plantel e na equipa técnica. Tentar manter artificialmente uma situação insustentável é que não dá, de maneira nenhuma.
Equipa técnica
Muito sinceramente, acho que Peseiro é um dos elos mais fracos desta situação. Como treinador falhou. O 2º lugar (3º) é o 1º dos últimos e chegar à final da Taça UEFA para a perder daquela maneira é mesmo muito mau. Peseiro incompatibilizou-se com metade da equipa e não vislumbramos maneira de as coisas serem sanadas com os banhos de férias. Na gestão do plantel, não se percebe nada: a jogadores como o Polga; Liedson e Douala perdoam-se atrasos, faltas de disciplina, declarações disparatadas, falando só do que sabemos. Em simultâneo, a Rui Jorge e a Pedro Barbosa, para mim os dois jogadores que representam melhor o espírito sportinguista, faz-se aquilo que vamos acompanhando todos os dias pela imprensa: uma total falta de dignidade no tratamento dos atletas. Falta de dignidade de onde quem sai pior é quem a pratica e não quem a sofre, como de costume. Se calhar, se o Rui Jorge tivesse ido para o Brasil e chegasse atrasado, visse cartões amarelos disparatados, mudasse de opinião todos os dias acerca das suas intenções e fizesse outras do género, ter-lhe-ia sido renovado o contrato. Enfim… é evidente para todos que reina uma assustadora falta de disciplina no plantel do SPORTING: cada um diz o quer, cada um ameaça ir para onde lhe apetece, cada um opina à sua maneira sobre o clube e as pessoas que lá estão. Só um exemplo: um jogador com mais dois anos de contrato vir para os jornais dizer que quer «ver a sua situação resolvida», é do mais disparatado que podemos imaginar: uma pessoa com juízo ouve e não acredita: o que é que um jogador profissional com mais dois anos de contrato quer dizer com isto? Será que já lhe explicaram o que é um contrato? Um prazo? Uma assinatura? Ou em português do Brasil esses conceitos têm significação diferente? E tudo porque não há uma direcção que ponha termo a isto, a bem ou a mal. Bastava uma vez para dar o exemplo: todos os outros aprendiam logo. Assim, o que acontece é que qualquer jogador, com ou sem razão, vem para praça pública opinar, reclamar, forçar e, qualquer dia, decidir. Até Edgar Marcelino, depois de umas corridas e uns golos na selecção, se acha no direito de vir para a praça pública enviar recados à direcção, reclamando não sabemos muito bem o quê. Isto não acontece porque os jogadores tenham este ou aquele tipo de carácter. Acontece porque já perceberam que cada um pode fazer o que lhe apetece, que nenhuma consequência isso lhes trará. Como de costume, o treinador não diz nada. Talvez até seja melhor.
Podia continuar. Casos e peripécias é coisa que não falta. Como andam deliciados todos os jornalistas desportivos: motivos para especulação barata e opinião tendenciosa é o que algumas pessoas do SPORTING lhes vão oferecendo a toda a hora.
Aguardarei calmamente no meu lugar. Estou certo que a verdade sobrevive e o SPORTING vai voltar a entrar no bom caminho. E depressa. Porque queremos ganhar já o próximo campeonato.
Bom fim-de-semana prolongado, se for o caso.
No meio de muitas incertezas – mais dos que as aceitáveis num clube de futebol – o SPORTING vai mostrando que as coisas não estão bem.
A nível directivo.
Ficou para mim claro, desde a demissão de J. Eduardo Bettencourt, que a passagem de Dias da Cunha a líder da SAD iria ser problemática. O desenrolar da época serviu para provar isso mesmo: passámos a ter um presidente da SAD muito desatento em relação à equipa de futebol e demasiado interventivo em assuntos de menor importância. Depois foi a demissão de Ribeiro Telles, na sequência do disparatado acordo com outro clube de Lisboa. Ainda hoje estamos para saber os termos em que esse acordo foi feito. Tenho para mim que, se os sócios do SPORTING soubessem de que é que ele consta, isso daria lugar a um motim em Alvalade: a ser verdade que no acordo está referida a não contestação às arbitragens dos jogos entre os dois clubes; a facilitação da saída de Nuno Assis do Guimarães e outras ainda piores que se vão ouvindo por cá e por lá, esse acordo não passou então de uma capitulação perante os mais sórdidos interesses do futebol português. Aliás, basta considerarmos que esse acordo foi estabelecido com o clube que mais foi beneficiado por arbitragens incorrectas e que acabou por vencer o campeonato de uma forma ILEGÍTIMA, para nos sentirmos enojados sempre que vemos Dias da Cunha dizer que acredita nos propósitos de Vieira para a reabilitação do futebol português. Saberá Dias da Cunha que Vieira trabalha «em dupla» com Veiga, apenas o responsável pela destruição da carreira de Jardel e consequentes perdas para o nosso clube naquela época? (Se duvidam do que digo, perguntem agora a Boloni o que foi gerir um plantel após o caso Jardel, acrescentando o facto de ter sido uma época em que praticamente não se fizeram nenhumas melhorias no plantel). Se Dias da Cunha sabe dessa «dupla» e tem cara para engolir isso, nós os sportinguistas, não temos, nem nunca iremos ter! Mas as demissões não se ficaram por aqui. Este fim de época, então, tem sido à razão de uma por semana. Carlos Freitas, provavelmente a pessoa que em Portugal melhor conhece o mercado de transferências de jogadores e que estava a desenvolver um trabalho muito positivo, acaba por se demitir, ou ser levado a isso, por, nas palavras de Dias da Cunha, não ter feito uma correcta ligação entre o plantel e o funcionamento da academia. Esta é mesmo de pasmar. Primeiro porque as atribuições de Freitas não eram bem essas, depois porque um argumento desses não é mais do que fugir à questão essencial, que para mim é: o que é que tem levado a que uma grande quantidade de pessoas que trabalham no SPORTING se tenham incompatibilizado com Dias da Cunha? A seguir demitiu-se Rita Figueira do departamento jurídico por razões que também não sabemos muito bem. Agora temos a demissão de Soares Franco. Em rigor, ainda não sabemos se se demite ou não, apesar de já ter dito que tenciona fazê-lo. Perante todas estas demissões, Dias da Cunha vai reagindo como se nada fosse, invocando chavões de circunstância como aquele do «só faz falta quem cá está» ou «vice-presidentes há muitos» (faltou acrescentar o «seu palerma» como o outro tinha dito acerca do chapéu no jardim zoológico). E os sócios vão assistindo de bancada: nenhuma explicação cabal e convincente lhes é dada acerca da matéria. Como se os sócios só servissem para pagar quotas, comprar bilhetes e bater palmas. Mais uma vez, Dias da Cunha está enganado: a história do SPORTING é mais do que suficiente para mostrar do que os sócios do SPORTING são mais do que «batedores de palmas» ao fim-de-semana e contribuintes ao fim do mês. E começo a achar que se avizinha o momento em que Dias da Cunha vai perceber essa força dos sportinguistas; estou certo que nessa altura não irá dizer que «vice-presidentes há muitos». Dias da Cunha, a meu ver, neste momento está a assumir a típica atitude da fuga para a frente. Demita-se quem se demitir; conteste quem contestar; ele continua, pelo menos enquanto tiver quórum, o que, com tanta demissão, parece que não irá durar muito. Neste momento, não vislumbramos a Dias da Cunha uma única ideia estratégica válida para a próxima época: a política de contratações parece mera casuística ao sabor das caprichosas vontades dos jogadores que estão e dizem que querem sair; a importância dos valores do SPORTING no plantel parece ser irrelevante, como se pode constatar com as situações de Rui Jorge e Pedro Barbosa; o reforço de poderes do treinador não passa de uma frase sem conteúdo cujo único propósito é atribuir-lhe as culpas se as coisas correrem mal. A nível directivo, já não sabemos quem manda nos vários pelouros, quem fala sobre determinados assuntos e quem coordena determinadas actividades. Sabemos apenas quem fala sobre o sistema: Dias da Cunha, pois claro. Paulo de Andrade só fala quando a equipa ganha e, como agora não há jogos para disputar e ganhar, ele lá se vai mantendo calado. As estratégias de fuga para a frente dão sempre mal. Temo que o que se está a passar agora não é mais do que remeter para Outubro uma situação que devia ser resolvida já. Que situação? Eu acho que esta direcção (clube e SAD) estão a colocar-se a jeito para que, assim que haja dois resultados negativos de seguida, os sócios imponham, de forma desagradável e pouco honrosa, a clarificação que devia ser feita agora: eleições para os corpos sociais do clube. Ando há quase um ano a defender eleições no SPORTING. Acho que os mandatos devem ser levados até ao fim, mas também acho que isso só vale se percebermos qual o rumo e o propósito de quem detém esses mandatos. A situação actual é tal, que as eleições serviriam para clarificar a situação do clube. Dias da Cunha, por exemplo, teria muito a ganhar com esse cenário. Se acha que tem condições para continuar, reúne uma lista, candidata-se e os sócios manifestam a sua posição. É que a lista vencedora das últimas eleições tinha Eduardo Bettencourt, Ribeiro Telles, bem como outras pessoas na equipa, pessoas essas que já lá não estão. Eu sei que o cenário de eleições no SPORTING acarreta sempre o perigo do surgimento de uma daquelas listas compostas por gente potencialmente perigosa a gerir os destinos do clube: estou-me a lembrar da inenarrável dupla Pinto Coelho / Oceano que faz uns ameaços sempre que se fala de eleições no SPORTING. Nenhum sportinguista ponderado gostaria de ver o seu clube nas mãos destes dois ou outros do género. Mas eu acredito – posso estar errado – que perante um cenário desses os verdadeiros sportinguistas se uniriam de modo a não termos que ir por uma situação dessas. Portanto, o cenário de eleições é o que melhor pode clarificar o estado do SPORTING. Digo isto na esperança de que pessoas como Ribeiro Telles; Eduardo Bettencourt e outros se assumam como protagonistas neste cenário. O SPORTING tem um projecto – projecto Roquette – mais-ou-menos definido. O que está a faltar são as pessoas para o levarem por diante: com tanta demissão cada vez mais aquilo é o clube do Dias da Cunha e de mais dois ou três teóricos do sistema. As eleições, a serem feitas, devem sê-lo num período de férias. Evitam-se, assim, situações desagradáveis no plantel e na equipa técnica. Tentar manter artificialmente uma situação insustentável é que não dá, de maneira nenhuma.
Equipa técnica
Muito sinceramente, acho que Peseiro é um dos elos mais fracos desta situação. Como treinador falhou. O 2º lugar (3º) é o 1º dos últimos e chegar à final da Taça UEFA para a perder daquela maneira é mesmo muito mau. Peseiro incompatibilizou-se com metade da equipa e não vislumbramos maneira de as coisas serem sanadas com os banhos de férias. Na gestão do plantel, não se percebe nada: a jogadores como o Polga; Liedson e Douala perdoam-se atrasos, faltas de disciplina, declarações disparatadas, falando só do que sabemos. Em simultâneo, a Rui Jorge e a Pedro Barbosa, para mim os dois jogadores que representam melhor o espírito sportinguista, faz-se aquilo que vamos acompanhando todos os dias pela imprensa: uma total falta de dignidade no tratamento dos atletas. Falta de dignidade de onde quem sai pior é quem a pratica e não quem a sofre, como de costume. Se calhar, se o Rui Jorge tivesse ido para o Brasil e chegasse atrasado, visse cartões amarelos disparatados, mudasse de opinião todos os dias acerca das suas intenções e fizesse outras do género, ter-lhe-ia sido renovado o contrato. Enfim… é evidente para todos que reina uma assustadora falta de disciplina no plantel do SPORTING: cada um diz o quer, cada um ameaça ir para onde lhe apetece, cada um opina à sua maneira sobre o clube e as pessoas que lá estão. Só um exemplo: um jogador com mais dois anos de contrato vir para os jornais dizer que quer «ver a sua situação resolvida», é do mais disparatado que podemos imaginar: uma pessoa com juízo ouve e não acredita: o que é que um jogador profissional com mais dois anos de contrato quer dizer com isto? Será que já lhe explicaram o que é um contrato? Um prazo? Uma assinatura? Ou em português do Brasil esses conceitos têm significação diferente? E tudo porque não há uma direcção que ponha termo a isto, a bem ou a mal. Bastava uma vez para dar o exemplo: todos os outros aprendiam logo. Assim, o que acontece é que qualquer jogador, com ou sem razão, vem para praça pública opinar, reclamar, forçar e, qualquer dia, decidir. Até Edgar Marcelino, depois de umas corridas e uns golos na selecção, se acha no direito de vir para a praça pública enviar recados à direcção, reclamando não sabemos muito bem o quê. Isto não acontece porque os jogadores tenham este ou aquele tipo de carácter. Acontece porque já perceberam que cada um pode fazer o que lhe apetece, que nenhuma consequência isso lhes trará. Como de costume, o treinador não diz nada. Talvez até seja melhor.
Podia continuar. Casos e peripécias é coisa que não falta. Como andam deliciados todos os jornalistas desportivos: motivos para especulação barata e opinião tendenciosa é o que algumas pessoas do SPORTING lhes vão oferecendo a toda a hora.
Aguardarei calmamente no meu lugar. Estou certo que a verdade sobrevive e o SPORTING vai voltar a entrar no bom caminho. E depressa. Porque queremos ganhar já o próximo campeonato.
Bom fim-de-semana prolongado, se for o caso.
Tuesday, June 07, 2005
Monday, June 06, 2005
Friday, June 03, 2005
Porquê?
Começo pelo mais importante: envio daqui um abraço de agradecimento ao Rui Jorge por tudo o que, ao longo dos anos, ele fez pelo SPORTING.
E depois a parte má: nenhum sportinguista compreende as razões que levaram os actuais administradores a tratarem o Rui Jorge desta maneira. Se acham que é assim que se trata um jogador como ele, então eu digo-lhes, sem qualquer espécie de arrogância: não perceberam o que são os valores do SPORTING o que, tratando-se de dirigentes do clube, é grave.
Eu acho que o Rui Jorge devia renovar o contrato pois é capaz de fazer mais uma ou duas épocas de bom nível. Mantinha-se um jogador importante e não se contribuía para a razia no plantel que parece vir a ser uma realidade.
Não seguindo esta hipótese, devia ser dada ao jogador a oportunidade de continuar no clube, mesmo que noutra função. Ele já provou que é um homem inteligente, leal e correcto e poderia ser importante para o clube.
Mas, pelo contrário, a situação do Rui Jorge foi gerida da pior maneira possível; nomeadamente esta história de passarem para a imprensa a informação de que não iria renovar, sem dizerem nada ao jogador. Perde-se assim um óptimo e experiente jogador e de uma forma que em nada honra o SPORTING.
Já estou naquela fase em ganho algum alento sempre que penso que estes dirigentes estão de passagem e já não falta muito para que os sócios lhes mostrem, nas urnas, o que pensam da sua política de gestão do clube.
Ou julgam que é por acaso que todas as pessoas com valor e competência que têm passado pelo SPORTING acabam por se afastar, ou ser afastadas, por essa tripla Dias da Cunha / Soares Franco / Paulo de Andrade? Muita coincidência, não?
Mais uma vez, desejar felicidades ao Rui Jorge, é o que agora importa.
Viva o SPORTING e os que o servem verdadeiramente: os seus sócios!
Começo pelo mais importante: envio daqui um abraço de agradecimento ao Rui Jorge por tudo o que, ao longo dos anos, ele fez pelo SPORTING.
E depois a parte má: nenhum sportinguista compreende as razões que levaram os actuais administradores a tratarem o Rui Jorge desta maneira. Se acham que é assim que se trata um jogador como ele, então eu digo-lhes, sem qualquer espécie de arrogância: não perceberam o que são os valores do SPORTING o que, tratando-se de dirigentes do clube, é grave.
Eu acho que o Rui Jorge devia renovar o contrato pois é capaz de fazer mais uma ou duas épocas de bom nível. Mantinha-se um jogador importante e não se contribuía para a razia no plantel que parece vir a ser uma realidade.
Não seguindo esta hipótese, devia ser dada ao jogador a oportunidade de continuar no clube, mesmo que noutra função. Ele já provou que é um homem inteligente, leal e correcto e poderia ser importante para o clube.
Mas, pelo contrário, a situação do Rui Jorge foi gerida da pior maneira possível; nomeadamente esta história de passarem para a imprensa a informação de que não iria renovar, sem dizerem nada ao jogador. Perde-se assim um óptimo e experiente jogador e de uma forma que em nada honra o SPORTING.
Já estou naquela fase em ganho algum alento sempre que penso que estes dirigentes estão de passagem e já não falta muito para que os sócios lhes mostrem, nas urnas, o que pensam da sua política de gestão do clube.
Ou julgam que é por acaso que todas as pessoas com valor e competência que têm passado pelo SPORTING acabam por se afastar, ou ser afastadas, por essa tripla Dias da Cunha / Soares Franco / Paulo de Andrade? Muita coincidência, não?
Mais uma vez, desejar felicidades ao Rui Jorge, é o que agora importa.
Viva o SPORTING e os que o servem verdadeiramente: os seus sócios!
O Seara
Admito, à partida, que não sou um espectador assíduo de programas desportivos com comentadores; daqueles em que debatem o que se vai passando ao longo das jornadas. Tenho mais que fazer. E por outro lado, as opiniões que dali surgem geralmente não me surpreendem nem me informam muito. Cada um a puxar para o seu lado mas todos com muito medo de fazer a mínima investida nos pontos sensíveis: o seu próprio clube e os jornalistas desportivos, nomeadamente as televisões. Seguem a regra de na TV não atacar a TV. E para estar a ouvir desancar nos árbitros conheço quem o faça melhor e com mais piada. Aquilo pretende ser uma espécie de mostra acerca do que pensa o comum dos adeptos sobre futebol. Só que esse tipo de opiniões podem ser encontradas nos blogs. Ainda por cima, de uma forma mais livre, inteligente, interventiva e humorística, do que aquela que vamos vendo pela TV.
A coisa já existe há uns anos e parece ser uma fórmula de sucesso. As televisões voltam sempre com insistência ao mesmo modelo, época após época. E ao longo dos anos, tenho a dizer que o SPORTING não tem sido muito favorecido com as escolhas que têm sido feitas para o representar. Abro a excepção a Luís Coimbra, o melhor de todos os do SPORTING e a Dias Ferreira, com quem muitas vezes tenho discordâncias mas que, ainda assim, acho que é capaz de defender bem o nosso clube. Quanto aos outros, dos que me lembro – João Braga, Santana Lopes e Jorge Gabriel - mais vale não adiantar muito. A simples hipótese de considerar estes cavalheiros defensores, representantes, simples paineleiros ou outra coisa qualquer do SPORTING, provoca em mim um desconforto que me impele imediatamente a mudar de canal. Escolher malta deste calibre para falar do SPORTING é, logo à partida, dar trunfos ao adversário.
Nem sequer estava para fazer deste assunto tema do blog. Acho que os que me lêem devem estar mais interessados noutras coisas do que propriamente em paineleirismos.
Mas devo dizer que vi recentemente um desses programas do princípio ao fim e fiquei de rastos. De tal modo abalado que tive vontade de vir aqui partilhar convosco o meu espanto. O motivo do abalo deveu-se ao facto de eu ter assistido a um programa com o supra sumo destes shows televisivos: o Seara. Digo-vos com toda a verdade: não fosse eu já adulto bem constituído e com idade para já não ter muito com que me surpreender e a experiência teria sido traumática. A ponto de a família ter que me enviar para um psi (cólogo; quiatra ou canalista) que, vamos lá, tomasse conta da ocorrência se o tratamento ainda fosse possível. Acredito que haja malta que fique literalmente destroçada só pelo facto de o ouvirem e de o verem. Esqueçam a Pinhão, o Jorge Máximo e o Barbas. Ao pé do Seara não passam de simples artolas sem nada que os distinga. O Seara é, para utilizarmos uma expressão do comentarismo bolístico à Gabriel Alves, «um espectáculo dentro do espectáculo».
Passemos aos factos.
Aquilo começa por irritar logo na apresentação. Ainda o moderador está a apresentar os participantes e o Seara já se está a rir, não se sabe muito bem de quê. Depois há a pose: daquelas quatro pessoas, três estão sentadas nas cadeiras. Mas o Seara – se calhar devido a respeitáveis problemas de ordem fisiológica – passa o tempo todo aos saltinhos. A não ser que os gajos da SIC se tenham lebrado de lhe por um amortecedor de automóvel na cadeira, o homem deve por certo andar com problemas numa determinada parte do corpo. Começa o debate. Na verdade, não se trata de debate nenhum porque ao longo de todo o programa o Seara vai estar constantemente a interromper os outros; ele não tolera nada que tenha tenha princípio, meio e fim. E nem está ali para debater ideias porque não é capaz de o fazer. Ele vai para ali para mandar aquilo que ele acha que são piadas e balelas. Deve ser por ele próprio estar constantemente a mudar que se sente impelido a interromper os outros. Que eu me lembre, num curto espaço de tempo, já o vi mudar de partido, de opinião sobre Vale e Azevedo, de opinião acerca da construção do novo estádio, de opinião sobre Camacho, de opinião sobre Valentim Loureiro, de opinião sobre Trapattoni e de outras que não interessam para aqui. Voltemos ao debate. Quer o moderador entenda começar por ele ou por outro qualquer, é sempre ele que começa. A cena é do género:
Moderador: «Boa noite Guilherme Aguiar, mais um brasileiro para o FC Porto?»
J. G. Aguiar [descontraído]: «Boa noite. Pois é...»
Seara [saltitando na cadeira]: «...Desculpe, eu não queria interromper o meu amigo Guilherme Aguiar mas era só para dizer que acabo de chegar da Casa do Benfica de Vila Pouca da Perna Torta e aí me pediram para eu aproveitar esta oportunidade de estar aqui na televisão e endereçar saudações ao ex-jogador do Benfica, Michael Thomas. Era só.»
J. G. Aguiar [tentando recuperar o que estava a dizer]: «Pois é. De facto é mais um jogador que chega...»
Quando algum dos outros comentadores consegue arrancar com a primeira frase, aí é que começa a guerra: está tramado. À mínima oportunidade o Seara vai começar a interromper, falando do seu clube ou da sua vida privada. Nada de comentários, análises ou opiniões. O Seara não vai além da «posta-de-pescada», ou da piadola sem graça. Quando lhe pedem mesmo a sua opinião, seja sobre o que for, ele tira da mala umas folhas do jornal O Jogo e começa a falar de um tribunal qualquer que ninguém sabe muito bem onde fica, como se estivesse a falar de jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça. Afinal este jornal tem mais utilidade do que aquela que eu pensava: mete gente a dar opinião como se fosse a sério.
Quando se fala dos outros clubes... aí o Seara dá início a um dos seus números predilectos: tentar lançar a confusão no clube dos outros julgando que o está a fazer com subtileza. Dá bitaites sobre coisas que vai ouvindo aqui e ali, a maior parte delas sem relevância nenhuma, e faz aquilo numa tentativa de ser simultaneamente provocador e inocente, do estilo «com esta é que eu te lixo» e fica ali, com o mesmo tique do presidente do seu clube a dizer «ãh» umas quantas vezes seguidas. É claro que não provoca nada a não ser a irritação de quem não se sente na obrigação de se entreter com estas charadas. E a quanto à subtileza com que o faz, a do Seara é a mesma da de um chimpanzé a tocar harpa. Resultado: toda a gente se chateia com a perda de tempo e ninguém percebe a ideia que os outros dois estavam a tentar expressar.
Depois há também a rábula da imprensa estrageira. Em certas alturas – se calhar quando vai ao aeroporto esperar alguém – o Seara aproveita para trazer um jornal estrangeiro. Já o vi com jornais espanhóis e italianos. Bota um ar sério, puxa do tablóide e tenta corroborar uma daquelas tiradas que ele julga altamente pertinentes. Então se algum desses jornais fala do Benfica, o Seara aumenta logo de intensidade os seus pulinhos e começa a dizer que o número de adeptos em Portugal já vai em 14 milhões – os que nasceram e os que ainda estão por nascer. Fica claro para todos que ele não é leitor regular do tal jornal e só o levou para ali para impressionar simplórios que, só por isso, o devem passar a considerar um letrado.
Mas há mais. Quando a coisa não lhe está a correr de feição. Ou seja, quando Dias Ferreira já está irritado, Guilherme Aguiar já o arrumou com argumentos e o moderador não o «safa», o Seara muda imediatamente de assunto e puxa para cima da mesa uma embalagem com uns pastéis quaisquer que ele diz que lhe foram oferecidos por um postista ou sportinguista não sei onde. Tenta com isso evitar ir por um caminho que não lhe interessa, dadas as suas evidentes incapacidades argumentativas, e assim mudar de assunto. Tipicamente benfiquista: para onde vai tem que levar farnel. Nem para o raio de um programa de televisão pode ir sem merenda. Adivinha-se o dia em que de baixo da sua mesa vai sacar de um garrafão de 5 litros.
E a criatura tem pretensões (não sei muito bem a quê) e lá pelo meio faz sempre o número do gestor do futebol moderno. Pára o sorriso, começa a abanar as mãozinhas e diz três vezes seguidas: «Vamos por as coisas...ãh»; «Vamos por as coisas...sim»; «Vamos por as coisas...ãh. No futebol moderno o merchandising é muito importante, vejam o Real Madrid». Os que estão lá em casa e têm um mínimo de inteligência - a maioria - ficam a pensar: o Real Madrid todos os anos espatifa a preparação da época por causa da história de ir em Agosto vender bonés para a China, e agora vem para aqui este gajo falar na gestão moderna do Real Madrid? Claro que para dizer tal banalidade não era preciso por um ar tão grave; mas o Seara gosta de recorrer à solenidade bacoca tão em voga entre políticos de 3ª categoria.
O Seara é adepto da globalização, do benfiquismo, claro. Sempre que passa férias fora de Portugal trata logo de o dizer muitas vezes para que toda a gente saiba. E lá pelo meio diz que encontrou não sei quantos benfiquistas ali para os lados da Cochinchina. Argumento imbatível, ora essa.
O Seara nunca desiste. Nem quando o presidente do seu clube invadiu o estúdio, afirmando que ali estava porque o Seara não estava a ser capaz de defender o Benfica, dando origem a umas das mais lamentáveis cenas de humilhação pública em directo, o Seara se foi abaixo. Na semana seguinte lá estava ele aos pulinhos na cadeira como se nada fosse.
E desenganem-se se julgam que o Seara é só comentador! Um destes dias, a propósito de um daqueles inúmeros penáltis falsos de que o Benfica beneficiou, o Seara vira-se para a câmara, com um ar muito sério e atira com qualquer coisa do género: «nós, os que já jogámos futebol e andámos lá em baixo no campo sabemos muito bem que estes lances são penalidade». Toma lá, vai buscar. Que treta é essa de ver na televisão? O Seara é que sabe porque tem a experiência do craque no campo. Vejo futebol há muitos anos e o único careca de que me lembro é o Caccioli, mas pronto: omissão minha não me lembrar desse grande craque que agora é comentador. É que o Seara, como qualquer pensador do futebol moderno, advoga a utilização dos «meios tecnológicos». Nunca disse concretamente a que é que se estava a referir, mas a expressão anda na moda e ele tem que a utilizar. Só que, tratando-se do Benfica, quais meios tecnológicos, qual carapuça? O Seara é que sabe se é penálti porque ele é que andou «lá no campo». Que se lixem então as imagens televisivas.
Eu acho que o verdadeiro problema do Seara, mais do que levar-se demasiado a sério, mais do que não entender nada de futebol, mais do que ser chato, é não ter vídeo em casa para poder gravar os programas e ver as figuras que todas as semanas faz na televisão. Não haverá por aí nenhum amigo que lhe ofereça um? Poupavam-se incómodos a muita gente. Tenho amigos benfiquistas, daqueles que gostam de ver este tipo de debates, que há muito tempo me dizem que se sentem incomodados sempre que vêem o Seara na televisão a falar em nome do Benfica. E só por isso nem vêem o programa. Mas, se calhar, há quem goste. Eu não conheço ninguém.
Pronto. Eu sei bem que a prosa já vai longa e o assunto não dá para tanto. Mas porra, um gajo não é de ferro e a paciência tem limites.
Admito, à partida, que não sou um espectador assíduo de programas desportivos com comentadores; daqueles em que debatem o que se vai passando ao longo das jornadas. Tenho mais que fazer. E por outro lado, as opiniões que dali surgem geralmente não me surpreendem nem me informam muito. Cada um a puxar para o seu lado mas todos com muito medo de fazer a mínima investida nos pontos sensíveis: o seu próprio clube e os jornalistas desportivos, nomeadamente as televisões. Seguem a regra de na TV não atacar a TV. E para estar a ouvir desancar nos árbitros conheço quem o faça melhor e com mais piada. Aquilo pretende ser uma espécie de mostra acerca do que pensa o comum dos adeptos sobre futebol. Só que esse tipo de opiniões podem ser encontradas nos blogs. Ainda por cima, de uma forma mais livre, inteligente, interventiva e humorística, do que aquela que vamos vendo pela TV.
A coisa já existe há uns anos e parece ser uma fórmula de sucesso. As televisões voltam sempre com insistência ao mesmo modelo, época após época. E ao longo dos anos, tenho a dizer que o SPORTING não tem sido muito favorecido com as escolhas que têm sido feitas para o representar. Abro a excepção a Luís Coimbra, o melhor de todos os do SPORTING e a Dias Ferreira, com quem muitas vezes tenho discordâncias mas que, ainda assim, acho que é capaz de defender bem o nosso clube. Quanto aos outros, dos que me lembro – João Braga, Santana Lopes e Jorge Gabriel - mais vale não adiantar muito. A simples hipótese de considerar estes cavalheiros defensores, representantes, simples paineleiros ou outra coisa qualquer do SPORTING, provoca em mim um desconforto que me impele imediatamente a mudar de canal. Escolher malta deste calibre para falar do SPORTING é, logo à partida, dar trunfos ao adversário.
Nem sequer estava para fazer deste assunto tema do blog. Acho que os que me lêem devem estar mais interessados noutras coisas do que propriamente em paineleirismos.
Mas devo dizer que vi recentemente um desses programas do princípio ao fim e fiquei de rastos. De tal modo abalado que tive vontade de vir aqui partilhar convosco o meu espanto. O motivo do abalo deveu-se ao facto de eu ter assistido a um programa com o supra sumo destes shows televisivos: o Seara. Digo-vos com toda a verdade: não fosse eu já adulto bem constituído e com idade para já não ter muito com que me surpreender e a experiência teria sido traumática. A ponto de a família ter que me enviar para um psi (cólogo; quiatra ou canalista) que, vamos lá, tomasse conta da ocorrência se o tratamento ainda fosse possível. Acredito que haja malta que fique literalmente destroçada só pelo facto de o ouvirem e de o verem. Esqueçam a Pinhão, o Jorge Máximo e o Barbas. Ao pé do Seara não passam de simples artolas sem nada que os distinga. O Seara é, para utilizarmos uma expressão do comentarismo bolístico à Gabriel Alves, «um espectáculo dentro do espectáculo».
Passemos aos factos.
Aquilo começa por irritar logo na apresentação. Ainda o moderador está a apresentar os participantes e o Seara já se está a rir, não se sabe muito bem de quê. Depois há a pose: daquelas quatro pessoas, três estão sentadas nas cadeiras. Mas o Seara – se calhar devido a respeitáveis problemas de ordem fisiológica – passa o tempo todo aos saltinhos. A não ser que os gajos da SIC se tenham lebrado de lhe por um amortecedor de automóvel na cadeira, o homem deve por certo andar com problemas numa determinada parte do corpo. Começa o debate. Na verdade, não se trata de debate nenhum porque ao longo de todo o programa o Seara vai estar constantemente a interromper os outros; ele não tolera nada que tenha tenha princípio, meio e fim. E nem está ali para debater ideias porque não é capaz de o fazer. Ele vai para ali para mandar aquilo que ele acha que são piadas e balelas. Deve ser por ele próprio estar constantemente a mudar que se sente impelido a interromper os outros. Que eu me lembre, num curto espaço de tempo, já o vi mudar de partido, de opinião sobre Vale e Azevedo, de opinião acerca da construção do novo estádio, de opinião sobre Camacho, de opinião sobre Valentim Loureiro, de opinião sobre Trapattoni e de outras que não interessam para aqui. Voltemos ao debate. Quer o moderador entenda começar por ele ou por outro qualquer, é sempre ele que começa. A cena é do género:
Moderador: «Boa noite Guilherme Aguiar, mais um brasileiro para o FC Porto?»
J. G. Aguiar [descontraído]: «Boa noite. Pois é...»
Seara [saltitando na cadeira]: «...Desculpe, eu não queria interromper o meu amigo Guilherme Aguiar mas era só para dizer que acabo de chegar da Casa do Benfica de Vila Pouca da Perna Torta e aí me pediram para eu aproveitar esta oportunidade de estar aqui na televisão e endereçar saudações ao ex-jogador do Benfica, Michael Thomas. Era só.»
J. G. Aguiar [tentando recuperar o que estava a dizer]: «Pois é. De facto é mais um jogador que chega...»
Quando algum dos outros comentadores consegue arrancar com a primeira frase, aí é que começa a guerra: está tramado. À mínima oportunidade o Seara vai começar a interromper, falando do seu clube ou da sua vida privada. Nada de comentários, análises ou opiniões. O Seara não vai além da «posta-de-pescada», ou da piadola sem graça. Quando lhe pedem mesmo a sua opinião, seja sobre o que for, ele tira da mala umas folhas do jornal O Jogo e começa a falar de um tribunal qualquer que ninguém sabe muito bem onde fica, como se estivesse a falar de jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça. Afinal este jornal tem mais utilidade do que aquela que eu pensava: mete gente a dar opinião como se fosse a sério.
Quando se fala dos outros clubes... aí o Seara dá início a um dos seus números predilectos: tentar lançar a confusão no clube dos outros julgando que o está a fazer com subtileza. Dá bitaites sobre coisas que vai ouvindo aqui e ali, a maior parte delas sem relevância nenhuma, e faz aquilo numa tentativa de ser simultaneamente provocador e inocente, do estilo «com esta é que eu te lixo» e fica ali, com o mesmo tique do presidente do seu clube a dizer «ãh» umas quantas vezes seguidas. É claro que não provoca nada a não ser a irritação de quem não se sente na obrigação de se entreter com estas charadas. E a quanto à subtileza com que o faz, a do Seara é a mesma da de um chimpanzé a tocar harpa. Resultado: toda a gente se chateia com a perda de tempo e ninguém percebe a ideia que os outros dois estavam a tentar expressar.
Depois há também a rábula da imprensa estrageira. Em certas alturas – se calhar quando vai ao aeroporto esperar alguém – o Seara aproveita para trazer um jornal estrangeiro. Já o vi com jornais espanhóis e italianos. Bota um ar sério, puxa do tablóide e tenta corroborar uma daquelas tiradas que ele julga altamente pertinentes. Então se algum desses jornais fala do Benfica, o Seara aumenta logo de intensidade os seus pulinhos e começa a dizer que o número de adeptos em Portugal já vai em 14 milhões – os que nasceram e os que ainda estão por nascer. Fica claro para todos que ele não é leitor regular do tal jornal e só o levou para ali para impressionar simplórios que, só por isso, o devem passar a considerar um letrado.
Mas há mais. Quando a coisa não lhe está a correr de feição. Ou seja, quando Dias Ferreira já está irritado, Guilherme Aguiar já o arrumou com argumentos e o moderador não o «safa», o Seara muda imediatamente de assunto e puxa para cima da mesa uma embalagem com uns pastéis quaisquer que ele diz que lhe foram oferecidos por um postista ou sportinguista não sei onde. Tenta com isso evitar ir por um caminho que não lhe interessa, dadas as suas evidentes incapacidades argumentativas, e assim mudar de assunto. Tipicamente benfiquista: para onde vai tem que levar farnel. Nem para o raio de um programa de televisão pode ir sem merenda. Adivinha-se o dia em que de baixo da sua mesa vai sacar de um garrafão de 5 litros.
E a criatura tem pretensões (não sei muito bem a quê) e lá pelo meio faz sempre o número do gestor do futebol moderno. Pára o sorriso, começa a abanar as mãozinhas e diz três vezes seguidas: «Vamos por as coisas...ãh»; «Vamos por as coisas...sim»; «Vamos por as coisas...ãh. No futebol moderno o merchandising é muito importante, vejam o Real Madrid». Os que estão lá em casa e têm um mínimo de inteligência - a maioria - ficam a pensar: o Real Madrid todos os anos espatifa a preparação da época por causa da história de ir em Agosto vender bonés para a China, e agora vem para aqui este gajo falar na gestão moderna do Real Madrid? Claro que para dizer tal banalidade não era preciso por um ar tão grave; mas o Seara gosta de recorrer à solenidade bacoca tão em voga entre políticos de 3ª categoria.
O Seara é adepto da globalização, do benfiquismo, claro. Sempre que passa férias fora de Portugal trata logo de o dizer muitas vezes para que toda a gente saiba. E lá pelo meio diz que encontrou não sei quantos benfiquistas ali para os lados da Cochinchina. Argumento imbatível, ora essa.
O Seara nunca desiste. Nem quando o presidente do seu clube invadiu o estúdio, afirmando que ali estava porque o Seara não estava a ser capaz de defender o Benfica, dando origem a umas das mais lamentáveis cenas de humilhação pública em directo, o Seara se foi abaixo. Na semana seguinte lá estava ele aos pulinhos na cadeira como se nada fosse.
E desenganem-se se julgam que o Seara é só comentador! Um destes dias, a propósito de um daqueles inúmeros penáltis falsos de que o Benfica beneficiou, o Seara vira-se para a câmara, com um ar muito sério e atira com qualquer coisa do género: «nós, os que já jogámos futebol e andámos lá em baixo no campo sabemos muito bem que estes lances são penalidade». Toma lá, vai buscar. Que treta é essa de ver na televisão? O Seara é que sabe porque tem a experiência do craque no campo. Vejo futebol há muitos anos e o único careca de que me lembro é o Caccioli, mas pronto: omissão minha não me lembrar desse grande craque que agora é comentador. É que o Seara, como qualquer pensador do futebol moderno, advoga a utilização dos «meios tecnológicos». Nunca disse concretamente a que é que se estava a referir, mas a expressão anda na moda e ele tem que a utilizar. Só que, tratando-se do Benfica, quais meios tecnológicos, qual carapuça? O Seara é que sabe se é penálti porque ele é que andou «lá no campo». Que se lixem então as imagens televisivas.
Eu acho que o verdadeiro problema do Seara, mais do que levar-se demasiado a sério, mais do que não entender nada de futebol, mais do que ser chato, é não ter vídeo em casa para poder gravar os programas e ver as figuras que todas as semanas faz na televisão. Não haverá por aí nenhum amigo que lhe ofereça um? Poupavam-se incómodos a muita gente. Tenho amigos benfiquistas, daqueles que gostam de ver este tipo de debates, que há muito tempo me dizem que se sentem incomodados sempre que vêem o Seara na televisão a falar em nome do Benfica. E só por isso nem vêem o programa. Mas, se calhar, há quem goste. Eu não conheço ninguém.
Pronto. Eu sei bem que a prosa já vai longa e o assunto não dá para tanto. Mas porra, um gajo não é de ferro e a paciência tem limites.
Wednesday, June 01, 2005
Já vem tarde
Mas é também para isto que os agentes da PJ são pagos. Esta investigação, se existe, deve ser levada até ao fim. Se não existe, deve ser iniciada imediatamente. É que o Apito Dourado não puxa só para os lados do Porto, como tivemos oportunidade de ver na final da Taça de Portugal. Se querem uma cor para nomear o processo, eu dou uma sugestão: depois de ver a rídicula indumentária de Paulo Costa na final da Taça, acho que Apito Azul- Bébé fica bem.
Mas é também para isto que os agentes da PJ são pagos. Esta investigação, se existe, deve ser levada até ao fim. Se não existe, deve ser iniciada imediatamente. É que o Apito Dourado não puxa só para os lados do Porto, como tivemos oportunidade de ver na final da Taça de Portugal. Se querem uma cor para nomear o processo, eu dou uma sugestão: depois de ver a rídicula indumentária de Paulo Costa na final da Taça, acho que Apito Azul- Bébé fica bem.
Tuesday, May 31, 2005
Referendo
Palavra muito ouvida nos últimos dias. Se puderem, vão lá colocar o vosso voto. Eu não ofereço micro-ondas como o Major de Gondomar que, por acaso ou talvez não, é o mesmo que manda na Liga. Numa de jogador-da-bola em fláche-intérviú, apenas prometo que vou «ser igual a mim próprio».
http://blog-sondagem.blogspot.com/
Palavra muito ouvida nos últimos dias. Se puderem, vão lá colocar o vosso voto. Eu não ofereço micro-ondas como o Major de Gondomar que, por acaso ou talvez não, é o mesmo que manda na Liga. Numa de jogador-da-bola em fláche-intérviú, apenas prometo que vou «ser igual a mim próprio».
http://blog-sondagem.blogspot.com/
Monday, May 30, 2005
Boatos (ou talvez não)
Sobre o Hugo Viana o que tenho a dizer é que o SPORTING não deve, de modo algum, esforçar-se financeiramente a ponto de lhe permitir o salário - 150000€ - que ele pretende manter. Pode ir jogar para onde bem entender. Era o que mais faltava; pagar esse dinheiro a um jogador como o Hugo Viana. A ser verdade o que por aí corre acerca da sua quebra de rendimento a partir do momento em que começou o assédio do Porto e do Galináceo, nem vale a pena dizer nada: é um assunto demasiado sujo para que se perca tempo com ele.
Sobre o Liedson e a meteórica aparição desse tal grupo «éme ésse i» digo mais ou menos o mesmo que disse acerca do Hugo Viana: se o Corinthians é só até Janeiro, antes do Galináceo do Colombo, onde lhe vão pagar o que ele quer, pois então que vá. É estranho como em Janeiro a sua ambição era a Europa e agora passou a ser de novo o Brasil. A ser verdade o que por aí corre acerca do cartão amarelo antes do jogo com o Galináceo do Colombo, nem vale a pena dizer nada: é também um assunto demasiado sujo para que se perca tempo com ele.
P.S. (colocado umas horas depois): o boato que anda por aí, nos blogs e não só, diz que o Liedson foi contactado pelo Galinhas antes do jogo Galinhas - SPORTING e que o cartão amarelo foi «sacado» de propósito para não jogar. A mim também me custa a acreditar mas, nos tempos que correm, não acho que haja impossíveis. Sublinho: até prova em contrário continuo a dar o benefício da dúvida ao jogador.
Sobre o Hugo Viana o que tenho a dizer é que o SPORTING não deve, de modo algum, esforçar-se financeiramente a ponto de lhe permitir o salário - 150000€ - que ele pretende manter. Pode ir jogar para onde bem entender. Era o que mais faltava; pagar esse dinheiro a um jogador como o Hugo Viana. A ser verdade o que por aí corre acerca da sua quebra de rendimento a partir do momento em que começou o assédio do Porto e do Galináceo, nem vale a pena dizer nada: é um assunto demasiado sujo para que se perca tempo com ele.
Sobre o Liedson e a meteórica aparição desse tal grupo «éme ésse i» digo mais ou menos o mesmo que disse acerca do Hugo Viana: se o Corinthians é só até Janeiro, antes do Galináceo do Colombo, onde lhe vão pagar o que ele quer, pois então que vá. É estranho como em Janeiro a sua ambição era a Europa e agora passou a ser de novo o Brasil. A ser verdade o que por aí corre acerca do cartão amarelo antes do jogo com o Galináceo do Colombo, nem vale a pena dizer nada: é também um assunto demasiado sujo para que se perca tempo com ele.
P.S. (colocado umas horas depois): o boato que anda por aí, nos blogs e não só, diz que o Liedson foi contactado pelo Galinhas antes do jogo Galinhas - SPORTING e que o cartão amarelo foi «sacado» de propósito para não jogar. A mim também me custa a acreditar mas, nos tempos que correm, não acho que haja impossíveis. Sublinho: até prova em contrário continuo a dar o benefício da dúvida ao jogador.
Parabéns ao Setúbal
Tem muito mérito a conquista do Vitória de Setúbal. Estava tudo muito bem preparadinho como se viu logo aos três minutos - jogada clássica do Clube Colombo. E depois os cartões; não dão muito nas vistas, jogadas perdidas de que já ninguém se lembra e aos 30 minutos já vão dois ou três. E aquelas faltas no meio campo e à entrada da área, todas estrategicamente assinaladas. Paulo Costa, dada a sua incompetência, só no fim de carreira é que atingiu o ponto: apitar cirurgicamente, não dando muito nas vistas para conferir a ideia de que tudo correu sem sobressaltos; devia ter prestado mais atenção aos grandes mestres desta arte: Vítor Pereira e Lucílio Batista. No Domingo ele até tentou; aos 20 minutos de jogo só um distraído é que não percebia o que o árbitro ali andava a fazer. Mas a incompetência do Clube Colombo é muita e nem a arbitragem os safou.
Assim a vitória até dá mais gozo.
Tem muito mérito a conquista do Vitória de Setúbal. Estava tudo muito bem preparadinho como se viu logo aos três minutos - jogada clássica do Clube Colombo. E depois os cartões; não dão muito nas vistas, jogadas perdidas de que já ninguém se lembra e aos 30 minutos já vão dois ou três. E aquelas faltas no meio campo e à entrada da área, todas estrategicamente assinaladas. Paulo Costa, dada a sua incompetência, só no fim de carreira é que atingiu o ponto: apitar cirurgicamente, não dando muito nas vistas para conferir a ideia de que tudo correu sem sobressaltos; devia ter prestado mais atenção aos grandes mestres desta arte: Vítor Pereira e Lucílio Batista. No Domingo ele até tentou; aos 20 minutos de jogo só um distraído é que não percebia o que o árbitro ali andava a fazer. Mas a incompetência do Clube Colombo é muita e nem a arbitragem os safou.
Assim a vitória até dá mais gozo.
Friday, May 27, 2005
Muito mau para ser verdade
A serem verdadeiras as notícias que vão saindo dos lados de Alvalade, não temos grandes garantias para a próxima época. Reparem só no que isto já deu só no espaço de uma semana.
Pedro Barbosa e Rui Jorge saem do clube. Entendo que tanto um como outro poderiam fazer, pelo menos, mais uma época ao serviço da equipa. São jogadores muito experientes e de grande qualidade técnica que podem ser muito úteis em momentos de maior pressão. Por outro lado, são jogadores com inteligência e bom senso muito acima da média do jogador de futebol. Se pensarmos no actual plantel, podemos mesmo dizer que se trata de duas referências do clube. Ou seja, mesmo que a SAD entendesse que já não estavam capazes de cumprir enquanto jogadores, deveriam ser convidados a ficar no clube no desempenho de outras funções; ao longo dos anos já mostraram que o seu empenho pelo clube merece mais do que um fim como este: triste e injusto. Não se deixa um jogador como o Rui Jorge chegar ao fim do contrato sem lhe dizer nada. Isso é ingratidão. E nós não somos um clube de ingratos, mesmo que algumas pessoas que por lá passem o sejam. O SPORTING está certamente muito acima de todos os seus dirigentes.
Depois temos os arrependidos: o Polga e o Douala. Ora, qualquer pessoa que acompanhe minimamente «estas coisas da bola» sabe que estes arrependimentos não valem nada. Uma equipa de futebol não é um grupo de escuteiros e, ou muito me engano ou assim que Peseiro tomar uma decisão que não agrade a Polga ou a Douala, o verniz irá estalar. Por outro lado, isto é um exemplo do que é a falta de liderança numa equipa.
E já há contratações: aí a imaginação dos srs. administradores supera até a dos mais criativos. Vou assumir aqui toda a subjectividade de adepto, correndo todos os riscos inerentes, e dizer que Manoel é um jogador que nunca me entusiasmou muito; Edson pode ser importante mas dificilmente o vejo como titular; Marcos está longe de ser um valor absoluto para substituir Ricardo (Helton já era porque estes srs. estavam mais uma vez desatentos) e Fernando Ávalos é mesmo para rir. Como é possível alguém oferecer 2 milhões de euros por um jogador como este? Será que alguma vez o viram jogar, no Boavista ou no Nacional? E há ainda uma agravante: com que cara é que os administradores do SPORTING vão negociar com o presidente do Nacional depois do que se passou a época passada com a história do Paulo Assunção? Se eles não se importam de passar por vergonhas destas, então que se lembrem que o nome do SPORTING deve ser mantido acima destas rebaldarias.
Mantenho o que ando a dizer há muitos meses: esta direcção do clube (e SAD) não tem condições para continuar. Não se trata de impaciência da minha parte ao não deixar que os mandatos cheguem ao fim. A actual administração é muito diferente da que foi eleita pelos sócios - sairam, nomeadamente, as duas pessoas mais importantes da gestão do clube: Ribeiro Telles e Eduardo Bettencourt. Mesmo que esta direcção ainda tenha legitimidade legal, há muito que perdeu a legitimidade moral, sobretudo se atendermos ao modo como todas as saídas foram feitas.
Quanto ao treinador, pouco há a dizer: está refém desta direcção e, enquanto ela lá estiver, ele continuará a achar que tem condições para continuar.
Pronto, a irritação é grande e a prosa já vai longa. Um bom fim-de-semana a todos.
A serem verdadeiras as notícias que vão saindo dos lados de Alvalade, não temos grandes garantias para a próxima época. Reparem só no que isto já deu só no espaço de uma semana.
Pedro Barbosa e Rui Jorge saem do clube. Entendo que tanto um como outro poderiam fazer, pelo menos, mais uma época ao serviço da equipa. São jogadores muito experientes e de grande qualidade técnica que podem ser muito úteis em momentos de maior pressão. Por outro lado, são jogadores com inteligência e bom senso muito acima da média do jogador de futebol. Se pensarmos no actual plantel, podemos mesmo dizer que se trata de duas referências do clube. Ou seja, mesmo que a SAD entendesse que já não estavam capazes de cumprir enquanto jogadores, deveriam ser convidados a ficar no clube no desempenho de outras funções; ao longo dos anos já mostraram que o seu empenho pelo clube merece mais do que um fim como este: triste e injusto. Não se deixa um jogador como o Rui Jorge chegar ao fim do contrato sem lhe dizer nada. Isso é ingratidão. E nós não somos um clube de ingratos, mesmo que algumas pessoas que por lá passem o sejam. O SPORTING está certamente muito acima de todos os seus dirigentes.
Depois temos os arrependidos: o Polga e o Douala. Ora, qualquer pessoa que acompanhe minimamente «estas coisas da bola» sabe que estes arrependimentos não valem nada. Uma equipa de futebol não é um grupo de escuteiros e, ou muito me engano ou assim que Peseiro tomar uma decisão que não agrade a Polga ou a Douala, o verniz irá estalar. Por outro lado, isto é um exemplo do que é a falta de liderança numa equipa.
E já há contratações: aí a imaginação dos srs. administradores supera até a dos mais criativos. Vou assumir aqui toda a subjectividade de adepto, correndo todos os riscos inerentes, e dizer que Manoel é um jogador que nunca me entusiasmou muito; Edson pode ser importante mas dificilmente o vejo como titular; Marcos está longe de ser um valor absoluto para substituir Ricardo (Helton já era porque estes srs. estavam mais uma vez desatentos) e Fernando Ávalos é mesmo para rir. Como é possível alguém oferecer 2 milhões de euros por um jogador como este? Será que alguma vez o viram jogar, no Boavista ou no Nacional? E há ainda uma agravante: com que cara é que os administradores do SPORTING vão negociar com o presidente do Nacional depois do que se passou a época passada com a história do Paulo Assunção? Se eles não se importam de passar por vergonhas destas, então que se lembrem que o nome do SPORTING deve ser mantido acima destas rebaldarias.
Mantenho o que ando a dizer há muitos meses: esta direcção do clube (e SAD) não tem condições para continuar. Não se trata de impaciência da minha parte ao não deixar que os mandatos cheguem ao fim. A actual administração é muito diferente da que foi eleita pelos sócios - sairam, nomeadamente, as duas pessoas mais importantes da gestão do clube: Ribeiro Telles e Eduardo Bettencourt. Mesmo que esta direcção ainda tenha legitimidade legal, há muito que perdeu a legitimidade moral, sobretudo se atendermos ao modo como todas as saídas foram feitas.
Quanto ao treinador, pouco há a dizer: está refém desta direcção e, enquanto ela lá estiver, ele continuará a achar que tem condições para continuar.
Pronto, a irritação é grande e a prosa já vai longa. Um bom fim-de-semana a todos.
Wednesday, May 25, 2005
Alguém tinha que pagar as favas
E coube a tarefa a Carlos Freitas. Carlos Freitas, à data da entrada no SPORTING, era, para mim, um desconhecido. Ao longo das várias épocas passei a admirar o trabalho desenvolvido na gestão do SPORTING, nomeadamente algumas características que ficaram bem patentes como a descrição e o rigor financeiro, que para mim são qualidades que nunca devem deixar de ser destacadas. Se pensarmos nas 5 épocas que lá esteve, sem dar muito nas vistas, Carlos Freitas «acertou» na maior parte das contratações. Claro que falhou em algumas; mas era impossível que isso não acontecesse. Repare-se na época que agora termina: com menos do dinheiro que o Porto gastou com Quaresma - que nunca foi um claro titular - o SPORTING, com a indicação de Carlos Freitas, contratou Enakarhire, Pinilla e Douala, para já não falar de outras recentes contratações. Não me interessa para nada que o sr. seja adepto do Porto ou do Águias da Areosa. Desde que ele cumpra com rigor e profissionalismo as tarefas para que é remunerado, entendo que a sua prestação é positiva. E foi o que aconteceu. No meio de inumeráveis erros estratégicos por parte da administração - que brevemente referirei - a política de contratações, supervisionada por Carlos Freitas, foi provavelmente o aspecto que se salvou do descalabro em que se tornou esta época: adquirimos bom e barato. E tal deveu-se a um conhecimento profundo que Carlos Freitas tem do mercado de futebolistas, característica que, tanto Ribeiro Telles como Eduardo Bettencourt, tinham percebido bem, o que fez com que Carlos Freitas assumisse um papel importante na política de contratações. Alguns cavalheiros com assento na administração devem achar que é fácil encontrar uma pessoa séria e com um grande conhecimento do mercado. Eu acho que não é nada fácil. E, embora Carlos Freitas não seja insubstituível porque não há insubstituíveis no SPORTING, para lá dos seus sócios, não julguem que é fácil arranjar uma pessoa com provas dadas para desempenhar tal tarefa. Bem sei que Couceiro, um indivíduo que tem pretensões a esse tipo de cargos, está disponível. Mas, sobre Couceiro, o que me vem imediatamente à cabeça é que foi ele que entendeu que Carlos Manuel era treinador para o SPORTING! E assim fica expressa a minha opinião acerca das competências de José Couceiro. Calro que há sempre a solução interna: mas eu nem quero pensar o que seria Dias da Cunha, Soares Franco e Paulo Andrade a escolher possíveis contratações: qualquer coisa que andaria entre o trágico e o cómico, a avaliar pelas sucessivas atitudes assumidas por este trio.
Conclusão: alguém tinha que levar com as culpas. Os sócios, os accionistas, os adeptos e os articulistas já estão na praça a reclamar por medidas, que em situações como esta, passam sempre pela demissão de alguém, como se isso, por si só, fosse remédio para alguma coisa. E como é claro para todas a gente não seria Dias da Cunha como «chefe da banda», nem Soares Franco como «rei da piadinha barata», nem Paulo Andrade como «administrador que só fala quando ganha» ou José Peseiro «que até ganhou um prémio de melhor treinador» a demitirem-se. Pagou aquele que por ser, afinal de contas, um mero funcionário estava ali mesmo à mão para levar com o ónus da culpa. Mais um vez, mal conheço a criatura e o que digo é fruto da simples observação atenta que vou fazendo enquanto sócio e accionista. Esta demissão, a meu ver não esclarece nada, não resolve nada e apenas serve para «atirar poeira para os olhos» dos sócios. Quem tinha que assumir erros cometidos - com ou sem demissão - não o fez. E isso para mim é o mais importante e o mais preocupante. Porque, bem vistas as coisas, tudo fica na mesma: a administração presidida por Dias da Cunha a cometer erros que não assume. Porque a culpa é sempre dos outros; e se não houver à mão nenhum para levar com a culpa há sempre o sistema, essa panaceia que tanto jeito tem dado a Dias da Cunha.
E coube a tarefa a Carlos Freitas. Carlos Freitas, à data da entrada no SPORTING, era, para mim, um desconhecido. Ao longo das várias épocas passei a admirar o trabalho desenvolvido na gestão do SPORTING, nomeadamente algumas características que ficaram bem patentes como a descrição e o rigor financeiro, que para mim são qualidades que nunca devem deixar de ser destacadas. Se pensarmos nas 5 épocas que lá esteve, sem dar muito nas vistas, Carlos Freitas «acertou» na maior parte das contratações. Claro que falhou em algumas; mas era impossível que isso não acontecesse. Repare-se na época que agora termina: com menos do dinheiro que o Porto gastou com Quaresma - que nunca foi um claro titular - o SPORTING, com a indicação de Carlos Freitas, contratou Enakarhire, Pinilla e Douala, para já não falar de outras recentes contratações. Não me interessa para nada que o sr. seja adepto do Porto ou do Águias da Areosa. Desde que ele cumpra com rigor e profissionalismo as tarefas para que é remunerado, entendo que a sua prestação é positiva. E foi o que aconteceu. No meio de inumeráveis erros estratégicos por parte da administração - que brevemente referirei - a política de contratações, supervisionada por Carlos Freitas, foi provavelmente o aspecto que se salvou do descalabro em que se tornou esta época: adquirimos bom e barato. E tal deveu-se a um conhecimento profundo que Carlos Freitas tem do mercado de futebolistas, característica que, tanto Ribeiro Telles como Eduardo Bettencourt, tinham percebido bem, o que fez com que Carlos Freitas assumisse um papel importante na política de contratações. Alguns cavalheiros com assento na administração devem achar que é fácil encontrar uma pessoa séria e com um grande conhecimento do mercado. Eu acho que não é nada fácil. E, embora Carlos Freitas não seja insubstituível porque não há insubstituíveis no SPORTING, para lá dos seus sócios, não julguem que é fácil arranjar uma pessoa com provas dadas para desempenhar tal tarefa. Bem sei que Couceiro, um indivíduo que tem pretensões a esse tipo de cargos, está disponível. Mas, sobre Couceiro, o que me vem imediatamente à cabeça é que foi ele que entendeu que Carlos Manuel era treinador para o SPORTING! E assim fica expressa a minha opinião acerca das competências de José Couceiro. Calro que há sempre a solução interna: mas eu nem quero pensar o que seria Dias da Cunha, Soares Franco e Paulo Andrade a escolher possíveis contratações: qualquer coisa que andaria entre o trágico e o cómico, a avaliar pelas sucessivas atitudes assumidas por este trio.
Conclusão: alguém tinha que levar com as culpas. Os sócios, os accionistas, os adeptos e os articulistas já estão na praça a reclamar por medidas, que em situações como esta, passam sempre pela demissão de alguém, como se isso, por si só, fosse remédio para alguma coisa. E como é claro para todas a gente não seria Dias da Cunha como «chefe da banda», nem Soares Franco como «rei da piadinha barata», nem Paulo Andrade como «administrador que só fala quando ganha» ou José Peseiro «que até ganhou um prémio de melhor treinador» a demitirem-se. Pagou aquele que por ser, afinal de contas, um mero funcionário estava ali mesmo à mão para levar com o ónus da culpa. Mais um vez, mal conheço a criatura e o que digo é fruto da simples observação atenta que vou fazendo enquanto sócio e accionista. Esta demissão, a meu ver não esclarece nada, não resolve nada e apenas serve para «atirar poeira para os olhos» dos sócios. Quem tinha que assumir erros cometidos - com ou sem demissão - não o fez. E isso para mim é o mais importante e o mais preocupante. Porque, bem vistas as coisas, tudo fica na mesma: a administração presidida por Dias da Cunha a cometer erros que não assume. Porque a culpa é sempre dos outros; e se não houver à mão nenhum para levar com a culpa há sempre o sistema, essa panaceia que tanto jeito tem dado a Dias da Cunha.
Monday, May 23, 2005
Teletransporte, transmissão de sólidos à distância, viagem no tempo e outras facilidades do género que a Teoria da Relatividade Restrita, a Física Quântica, e a Teoria dos Fractais resolvem num abrir e fechar de olhos
Desde Domingo que ando com uma questão que não me sai da cabeça: como atirar amendoins pelo ecrã da televisão?
Desde Domingo que ando com uma questão que não me sai da cabeça: como atirar amendoins pelo ecrã da televisão?
Vamos deixar a poeira assentar...
...depois tratarei de dizer o que penso sobre o que se está a passar no SPORTING. É certo que não é nada de novo: nada que eu não ande a dizer já há uns meses. Com o fim da Superliga, ainda assim, tivemos dados novos. Parar para pensar, com calma, para que depois se possa agir convenientemente é o que se deve fazer.
...depois tratarei de dizer o que penso sobre o que se está a passar no SPORTING. É certo que não é nada de novo: nada que eu não ande a dizer já há uns meses. Com o fim da Superliga, ainda assim, tivemos dados novos. Parar para pensar, com calma, para que depois se possa agir convenientemente é o que se deve fazer.
Friday, May 20, 2005
Obrigado Pedro
Eu tenho um critério para tentar avaliar o que cada um percebe de futebol - vale tanto ou tão pouco como todos os outros, mas posso garantir que nunca falha. Observo o que cada um diz acerca do Pedro Barbosa - qualquer que seja a proveniência clubística - e faço uma identificação muito simples: quem o admira percebe de futebol, quem o critica não percebe nada de bola. E não é que, desde os tempos em que ele ainda jogava no Guimarães, a coisa não falha?
Vem este post a propósito da mais recente moda opinativa nos remunerados comentadores imbecis da nossa praça: parece que, segundo as tais cabecinhas, Barbosa foi o culpado do que se passou na final da Taça UEFA. Não me interessa perder tempo com palermas - tenho mais que fazer. Mas a justiça é para ser feita. E o Pedro Barbosa é do melhor que o SPORTING teve na sua história. Não sei muito bem porquê, mas constato que há muitos especialistas em pastelaria com certezas indefectíveis acerca do Barbosa. Eu, de pastelaria não percebo nada; acho mesmo que aquela malta que sabe os nomes de todos os bolos expostos no café lá do bairro deviam ser expulsos para bem longe, na companhia de outros palhaços que por aí abundam no mundo da bola em Portugal. Agora, de futebol já tenho uns aninhos largos. Os suficientes para ver que há gajos que, quanto mais vêem menos entendem. E que não são capazes de mais do que repetir uma graçola sem piada nenhuma dita por um treinador de barbas que já nem sei muito bem onde é que anda. Que sejam felizes a debater assuntos de culinária, que é a única coisa que devem ser capazes de fazer. Eu prefiro ver o Pedro Barbosa a jogar.
Eu tenho um critério para tentar avaliar o que cada um percebe de futebol - vale tanto ou tão pouco como todos os outros, mas posso garantir que nunca falha. Observo o que cada um diz acerca do Pedro Barbosa - qualquer que seja a proveniência clubística - e faço uma identificação muito simples: quem o admira percebe de futebol, quem o critica não percebe nada de bola. E não é que, desde os tempos em que ele ainda jogava no Guimarães, a coisa não falha?
Vem este post a propósito da mais recente moda opinativa nos remunerados comentadores imbecis da nossa praça: parece que, segundo as tais cabecinhas, Barbosa foi o culpado do que se passou na final da Taça UEFA. Não me interessa perder tempo com palermas - tenho mais que fazer. Mas a justiça é para ser feita. E o Pedro Barbosa é do melhor que o SPORTING teve na sua história. Não sei muito bem porquê, mas constato que há muitos especialistas em pastelaria com certezas indefectíveis acerca do Barbosa. Eu, de pastelaria não percebo nada; acho mesmo que aquela malta que sabe os nomes de todos os bolos expostos no café lá do bairro deviam ser expulsos para bem longe, na companhia de outros palhaços que por aí abundam no mundo da bola em Portugal. Agora, de futebol já tenho uns aninhos largos. Os suficientes para ver que há gajos que, quanto mais vêem menos entendem. E que não são capazes de mais do que repetir uma graçola sem piada nenhuma dita por um treinador de barbas que já nem sei muito bem onde é que anda. Que sejam felizes a debater assuntos de culinária, que é a única coisa que devem ser capazes de fazer. Eu prefiro ver o Pedro Barbosa a jogar.
Thursday, May 19, 2005
Taça UEFA
Podia vir para aqui analisar lance a lance de modo a encontrar culpados. Podia dizer que a equipa está cansada e não aguenta mais. Podia desancar no treinador, uma vez que, como já todos os que aqui vêm perceberam, não sou especial apreciador do seu trabalho. Enfim... podia lamentar tudo até à exaustão, mas não me apetece.
Sou do SPORTING. E como tal a minha vontade é felicitar o justo vencedor; apelar à tropilha do Bandeirinha Guilherme para ver até cansar a prestação do árbitro de modo a que, pelo menos, observem o que é arbitar um jogo de futebol e sentir uma enorme satisfação por ser do SPORTING e não de um desses clubes que há para aí, que só ganham quando são ajudados.
Está feito. A conversa redonda de culpar tudo e todos em vez de olharmos para nós, para percebermos onde falhámos, já enjoa. Quero lá saber se houve uma bola ao poste e se o Ricardo poderia fazer melhor. O que me interessa é que no final da época sejam tiradas ilacções de tudo o que se passou: comportamento e declarações de dirigentes; prestação da equipa técnica; contratações; etc. E o que me chateia mesmo é que daqui por um mês, quando tivermos que tomar decisões importantes, vamos voltar ao porreirismo do «tudo serve» e «qualquer um é bom». Isso é que vai determinar a época. Um dia depois da final da Taça UEFA não acho o momento para análises que mais não são do que crucificações públicas.
Viva o SPORTING!
Podia vir para aqui analisar lance a lance de modo a encontrar culpados. Podia dizer que a equipa está cansada e não aguenta mais. Podia desancar no treinador, uma vez que, como já todos os que aqui vêm perceberam, não sou especial apreciador do seu trabalho. Enfim... podia lamentar tudo até à exaustão, mas não me apetece.
Sou do SPORTING. E como tal a minha vontade é felicitar o justo vencedor; apelar à tropilha do Bandeirinha Guilherme para ver até cansar a prestação do árbitro de modo a que, pelo menos, observem o que é arbitar um jogo de futebol e sentir uma enorme satisfação por ser do SPORTING e não de um desses clubes que há para aí, que só ganham quando são ajudados.
Está feito. A conversa redonda de culpar tudo e todos em vez de olharmos para nós, para percebermos onde falhámos, já enjoa. Quero lá saber se houve uma bola ao poste e se o Ricardo poderia fazer melhor. O que me interessa é que no final da época sejam tiradas ilacções de tudo o que se passou: comportamento e declarações de dirigentes; prestação da equipa técnica; contratações; etc. E o que me chateia mesmo é que daqui por um mês, quando tivermos que tomar decisões importantes, vamos voltar ao porreirismo do «tudo serve» e «qualquer um é bom». Isso é que vai determinar a época. Um dia depois da final da Taça UEFA não acho o momento para análises que mais não são do que crucificações públicas.
Viva o SPORTING!
Wednesday, May 18, 2005
Tuesday, May 17, 2005
Monday, May 16, 2005
E agora?
Antes da 33ª jornada começar já tínhamos alguns dados como adquiridos: O Benfica tinha armado um movimento rumo ao título, a qualquer preço; O SPORTING estava enfraquecido devido à ausência de alguns jogadores fundamentais; Dias da Cunha continuava a brincar ao gato e ao rato, mostrando-se um mestre em ambiguidades e José Peseiro já dava a entender que ia jogar para o empate, o que, no meu entender, contra aquele adversário, significaria apenas medo.
Pois bem. O que é que aconteceu?
O Benfica, equipa medíocre, ganhou com um golo muito duvidoso; O Sporting mostrou-se uma equipa inarticulada e com mudanças a mais; Dias da Cunha continuou o seu número, secundado por dirigentes da mesma «escola» e José Peseiro jogou para o empate, acabando por perder, que é o que geralmente acontece a quem joga para empatar.
E agora?
Dá para tudo. Os que não gostam do treinador culpam-no; os adeptos de Dias da Cunha dizem que só perderam por causa do árbitro; outros acusam a montagem armada pelo Benfica; outros acusam alguns jogadores em particular, enfim... para todos os gostos.
Ainda não é tempo para grandes balanços. Há um competição muito importante que pode ser ganha. E é para aí que nos devemos concentrar. Agora, também é tempo de se começar a preparar o futuro; e a esse respeito haverá muita coisa para esclarecer, espero.
Força SPORTING!
Antes da 33ª jornada começar já tínhamos alguns dados como adquiridos: O Benfica tinha armado um movimento rumo ao título, a qualquer preço; O SPORTING estava enfraquecido devido à ausência de alguns jogadores fundamentais; Dias da Cunha continuava a brincar ao gato e ao rato, mostrando-se um mestre em ambiguidades e José Peseiro já dava a entender que ia jogar para o empate, o que, no meu entender, contra aquele adversário, significaria apenas medo.
Pois bem. O que é que aconteceu?
O Benfica, equipa medíocre, ganhou com um golo muito duvidoso; O Sporting mostrou-se uma equipa inarticulada e com mudanças a mais; Dias da Cunha continuou o seu número, secundado por dirigentes da mesma «escola» e José Peseiro jogou para o empate, acabando por perder, que é o que geralmente acontece a quem joga para empatar.
E agora?
Dá para tudo. Os que não gostam do treinador culpam-no; os adeptos de Dias da Cunha dizem que só perderam por causa do árbitro; outros acusam a montagem armada pelo Benfica; outros acusam alguns jogadores em particular, enfim... para todos os gostos.
Ainda não é tempo para grandes balanços. Há um competição muito importante que pode ser ganha. E é para aí que nos devemos concentrar. Agora, também é tempo de se começar a preparar o futuro; e a esse respeito haverá muita coisa para esclarecer, espero.
Força SPORTING!
Friday, May 13, 2005
Jogo da Superliga?
A época não é feita de um jogo apenas. Mas este vai ser muito importante para a decisão do título, não tenhamos dúvidas. A hora de início começa a aproximar-se e ansiedade dos sportinguistas vai crescendo cada vez mais.
Esperamos que a nossa equipa mostre um futebol de bom nível. Esperamos que sejam determinados e ambiciosos. E que entrem em campo com uma disponibiliade total. Nós estamos convosco.
Força SPORTING!
A época não é feita de um jogo apenas. Mas este vai ser muito importante para a decisão do título, não tenhamos dúvidas. A hora de início começa a aproximar-se e ansiedade dos sportinguistas vai crescendo cada vez mais.
Esperamos que a nossa equipa mostre um futebol de bom nível. Esperamos que sejam determinados e ambiciosos. E que entrem em campo com uma disponibiliade total. Nós estamos convosco.
Força SPORTING!
Wednesday, May 11, 2005
Desejo de vencer
Do que eu mais gostei no jogo contra o Guimarães foi da demonstração de vontade de vencer que o SPORTING evidenciou. Claro que se percebia muito bem que a equipa estava cansada; não era para menos depois dos intensos 120 minutos de 5ªfeira. Claro que se percebia que há elementos muito importantes que fazem falta; as lesões são em número considerável. Mas também ficou claro para toda a gente que, apesar de todas as dificuldades, o SPORTING foi a equipa que mostrou que queria mesmo vencer o jogo. A este propósito cumpre-me dizer o seguinte: eu percebo, até um certo ponto, que determinadas equipas usem convenientemente a estratégia de «queimar tempo» com simulações. Mas tudo tem um limite. E a equipa do Guimarães ultrapassou, e de que maneira, esse limite. Os espectadores pagam - e bem - para ver futebol e não para verem medíocres números de teatro mal ensaiado. Porque foi mesmo isso que vimos na 2ª feira: o Guimarães tem que ensaiar muito; as suas simulações não convencem nem o mais crédulo dos espectadores. Ao menos, disfarcem a sério que é para não dar tanto nas vistas.
Sobre a arbitragem de Benquerença, não gostei nada. Não vou falar do cartão amarelo ao Liedson porque, sobre isso, o que há a dizer é que o Liedson devia ter tido mais atenção ao que estava a fazer. Agora, o resto da arbitragem foi tendencialmente prejudicial para o SPORTING. Duplicidade na marcação de faltas a meio campo; critérios largos nos cartões amarelos ao Guimarães (só se mostrava o primeiro amarelo e, a partir daí, era vê-los a dar trancada na maior das tranquilidades sem verem o segundo)e, o mais grave de tudo, o comportamento dos fiscais-de-linha em matéria de foras-de-jogo. O que estava à minha frente (ataque do Guimarães na 2ª parte) passou de todos os limites: os jogadores do Guimarães «plantados» em fora-de-jogo, pelo menos 4 vezes, e ele nada. Aliás, no futebol português estamos sempre a ver coisas novas e este fiscal-de-linha tratou de arranjar mais uma para o livro. Nas situações de fora-de-jogo dos jogadores do Guimarães ele, não só não os assinalava como ainda fazia gestos com o braço esquerdo mandando-os avançar, assim ao estilo «arrumador de automóvel». O que a regra diz é que, se estiver em fora-de-jogo, se deve levantar a bandeira, se não, o fiscal-de-linha deve simplesmente continuar a acompanhar a jogada. Só que a vontade era tanta. Ainda a este respeito, quem viu o jogo pela TV notou que as repetições das situações de fora-de-jogo, por vezes insistentes, desta vez foram praticamente inexistentes, enfim...
Estamos no primeiro lugar com fortes possibilidades de aí ficar até ao fim da Superliga. Vai ser precisa uma dose reforçada de vontade e concentração. Desejamos que o consigam. Se assim for, vão ver que vai valer a pena.
Do que eu mais gostei no jogo contra o Guimarães foi da demonstração de vontade de vencer que o SPORTING evidenciou. Claro que se percebia muito bem que a equipa estava cansada; não era para menos depois dos intensos 120 minutos de 5ªfeira. Claro que se percebia que há elementos muito importantes que fazem falta; as lesões são em número considerável. Mas também ficou claro para toda a gente que, apesar de todas as dificuldades, o SPORTING foi a equipa que mostrou que queria mesmo vencer o jogo. A este propósito cumpre-me dizer o seguinte: eu percebo, até um certo ponto, que determinadas equipas usem convenientemente a estratégia de «queimar tempo» com simulações. Mas tudo tem um limite. E a equipa do Guimarães ultrapassou, e de que maneira, esse limite. Os espectadores pagam - e bem - para ver futebol e não para verem medíocres números de teatro mal ensaiado. Porque foi mesmo isso que vimos na 2ª feira: o Guimarães tem que ensaiar muito; as suas simulações não convencem nem o mais crédulo dos espectadores. Ao menos, disfarcem a sério que é para não dar tanto nas vistas.
Sobre a arbitragem de Benquerença, não gostei nada. Não vou falar do cartão amarelo ao Liedson porque, sobre isso, o que há a dizer é que o Liedson devia ter tido mais atenção ao que estava a fazer. Agora, o resto da arbitragem foi tendencialmente prejudicial para o SPORTING. Duplicidade na marcação de faltas a meio campo; critérios largos nos cartões amarelos ao Guimarães (só se mostrava o primeiro amarelo e, a partir daí, era vê-los a dar trancada na maior das tranquilidades sem verem o segundo)e, o mais grave de tudo, o comportamento dos fiscais-de-linha em matéria de foras-de-jogo. O que estava à minha frente (ataque do Guimarães na 2ª parte) passou de todos os limites: os jogadores do Guimarães «plantados» em fora-de-jogo, pelo menos 4 vezes, e ele nada. Aliás, no futebol português estamos sempre a ver coisas novas e este fiscal-de-linha tratou de arranjar mais uma para o livro. Nas situações de fora-de-jogo dos jogadores do Guimarães ele, não só não os assinalava como ainda fazia gestos com o braço esquerdo mandando-os avançar, assim ao estilo «arrumador de automóvel». O que a regra diz é que, se estiver em fora-de-jogo, se deve levantar a bandeira, se não, o fiscal-de-linha deve simplesmente continuar a acompanhar a jogada. Só que a vontade era tanta. Ainda a este respeito, quem viu o jogo pela TV notou que as repetições das situações de fora-de-jogo, por vezes insistentes, desta vez foram praticamente inexistentes, enfim...
Estamos no primeiro lugar com fortes possibilidades de aí ficar até ao fim da Superliga. Vai ser precisa uma dose reforçada de vontade e concentração. Desejamos que o consigam. Se assim for, vão ver que vai valer a pena.
Monday, May 09, 2005
Já faltou mais
O Sporting - Guimarães fecha hoje a 32ª jornada da Superliga. Uma jornada onde o que nos deve interessar deve ser apenas o pensamento nos três pontos de que precisamos. Se ganharmos damos um passo importantíssimo na corrida pelo nosso objectivo de ganhar o campeonato. Espero que isto seja motivo suficiente para o SPORTING fazer uma demonstração de determinação e vontade.
Força SPORTING!
O Sporting - Guimarães fecha hoje a 32ª jornada da Superliga. Uma jornada onde o que nos deve interessar deve ser apenas o pensamento nos três pontos de que precisamos. Se ganharmos damos um passo importantíssimo na corrida pelo nosso objectivo de ganhar o campeonato. Espero que isto seja motivo suficiente para o SPORTING fazer uma demonstração de determinação e vontade.
Força SPORTING!
Friday, May 06, 2005
Conseguimos
A luta foi muito difícil e duradoura. Mas valeu a pena: conseguimos cumprir o objectivo de disputar a final da Taça UEFA no nosso estádio. Os jogadores e a equipa técnica estão de parabéns: acreditaram até ao fim. Mais uma vez tivemos que lutar contra tudo e contra todos. E assim demonstrámos que temos muita força e que vai ser muito difícil demoverem-nos do nosso caminho. Esta presença na final é inteiramente justa: a equipa que quis ir «para frente» e jogou melhor futebol foi o SPORTING. Os nossos jogadores estavam cansados mas mostraram que a verdadeira força está na cabeça - do Miguel Garcia e não só. Uma breve palavrinha para o cavalheiro que andou lá no campo com um apito na mão: ligue imediatamente ao Guilherme do conselho de arbitragem. Ele vai gostar de o conhecer e, quem sabe, recrutá-lo para apitar jogos aqui em Portugal.
A luta foi muito difícil e duradoura. Mas valeu a pena: conseguimos cumprir o objectivo de disputar a final da Taça UEFA no nosso estádio. Os jogadores e a equipa técnica estão de parabéns: acreditaram até ao fim. Mais uma vez tivemos que lutar contra tudo e contra todos. E assim demonstrámos que temos muita força e que vai ser muito difícil demoverem-nos do nosso caminho. Esta presença na final é inteiramente justa: a equipa que quis ir «para frente» e jogou melhor futebol foi o SPORTING. Os nossos jogadores estavam cansados mas mostraram que a verdadeira força está na cabeça - do Miguel Garcia e não só. Uma breve palavrinha para o cavalheiro que andou lá no campo com um apito na mão: ligue imediatamente ao Guilherme do conselho de arbitragem. Ele vai gostar de o conhecer e, quem sabe, recrutá-lo para apitar jogos aqui em Portugal.
Thursday, May 05, 2005
Wednesday, May 04, 2005
Crime de Lesa Pátria
Pelo que se vai vendo por aí, a seguir ao encarnado da instituição, a cor maioritária nas redacções portuguesas é o azul (do Chelsea). A histeria está mesmo instalada e quem não alinhar pela equipa treinada por Mourinho leva logo com o terrível diagnóstico de ser dos que têm problemas de portugalidade. Os jornas já decidiram, está decidido: Mourinho agora é mesmo «bom». Pois bem, eu até gramo o Chelsea, mas quando era puto o Liverpool era das minhas equipas favoritas. E «you'll never walk alone», cantado por Anfield Road cheio, é do mais bonito que há em futebol. Aliás, em Inglaterra tenho muita dificuldade em escolher porque gosto de muitas equipas. E pronto, este post não passa de uma ligeira confissão de quem tem as suas preferências futebolísticas inglesas um pouco confusas; o que não é necessariamente mau, creio. Quanto à validade do golo... não tenho opinião.
Pelo que se vai vendo por aí, a seguir ao encarnado da instituição, a cor maioritária nas redacções portuguesas é o azul (do Chelsea). A histeria está mesmo instalada e quem não alinhar pela equipa treinada por Mourinho leva logo com o terrível diagnóstico de ser dos que têm problemas de portugalidade. Os jornas já decidiram, está decidido: Mourinho agora é mesmo «bom». Pois bem, eu até gramo o Chelsea, mas quando era puto o Liverpool era das minhas equipas favoritas. E «you'll never walk alone», cantado por Anfield Road cheio, é do mais bonito que há em futebol. Aliás, em Inglaterra tenho muita dificuldade em escolher porque gosto de muitas equipas. E pronto, este post não passa de uma ligeira confissão de quem tem as suas preferências futebolísticas inglesas um pouco confusas; o que não é necessariamente mau, creio. Quanto à validade do golo... não tenho opinião.
Monday, May 02, 2005
Excelente jogo
A Vitória do SPORTING em Braga é indiscutível: ganhou a equipa que jogou melhor, que dominou e que fez os possíveis para ganhar o jogo, arriscando bastante. Correu bem a troca de alguns jogdores; uma forma interessante de gerir o plantel numa altura em que o carga de esforço a que a equipa está a ser submentida é enorme.
E depois a exibição de Pinilla: grande noite. Mostrou que tem que se contar com ele.
Numa jornada em que os adversários directos do SPORTING foram, mais uma vez, vergonhosamente ajudados pelas arbitragens, ficou claro que o SPORTING vai ter que se esforçar muito mais do que os outros. A «onda vermelha» é, neste momento, uma campanha a funcionar no pleno e, quem lutar contra ela, vai ter que estar muito bem preparado e disposto a sofrer as consequências. Veja-se o que a grande maioria dos comentadores «profissionais» fazem a quem ousar levantar um dedo contra esta vergonha em curso: levam logo por tabela. Um bom exemplo disto é um programa que passa na TVI sobre as várias jornadas da Superliga. Nesse «espaço informativo» - que as pessoas que pretendam acompanhar a Superliga têm que ver porque a TVI é a detentora dos direitos dos vários jogos - o que ali se passa não é mais do que um ajuste de contas, com directas e indirectas, a todos aqueles que ousam colocar em causa esta campanha do Benfica campeão. Os pseudo-analistas que lá estão gastam a maioria do tempo disponível a comentar, a contradizer e até mesmo a fazer chacota de tudo e de todos os que não alinham na onda. Ou seja, estão ali para defender o Benfica e as injustiças de que o Benfica tem beneficiado. Ouve-se e não se acredita: supostos jornalistas a branquearem todas as asneiras e ilegalidades a que o Benfica tem recorrido nos últimos tempos. A vergonha no seu esplendor. Tal como a definiu Fernando Correia quando fazia o relato do Benfica - Belenenses, ao afirmar qualquer coisa do tipo: «gente eufórica com o golo do Benfica na bancada de imprensa... não se conseguem controlar e comportam-se como o mais fanático dos adeptos... como jornalista sinto-me envergonhado do que estou a ver»
A marcha está em curso; vamos ver até onde é que a falta de vergonha vai chegar.
A Vitória do SPORTING em Braga é indiscutível: ganhou a equipa que jogou melhor, que dominou e que fez os possíveis para ganhar o jogo, arriscando bastante. Correu bem a troca de alguns jogdores; uma forma interessante de gerir o plantel numa altura em que o carga de esforço a que a equipa está a ser submentida é enorme.
E depois a exibição de Pinilla: grande noite. Mostrou que tem que se contar com ele.
Numa jornada em que os adversários directos do SPORTING foram, mais uma vez, vergonhosamente ajudados pelas arbitragens, ficou claro que o SPORTING vai ter que se esforçar muito mais do que os outros. A «onda vermelha» é, neste momento, uma campanha a funcionar no pleno e, quem lutar contra ela, vai ter que estar muito bem preparado e disposto a sofrer as consequências. Veja-se o que a grande maioria dos comentadores «profissionais» fazem a quem ousar levantar um dedo contra esta vergonha em curso: levam logo por tabela. Um bom exemplo disto é um programa que passa na TVI sobre as várias jornadas da Superliga. Nesse «espaço informativo» - que as pessoas que pretendam acompanhar a Superliga têm que ver porque a TVI é a detentora dos direitos dos vários jogos - o que ali se passa não é mais do que um ajuste de contas, com directas e indirectas, a todos aqueles que ousam colocar em causa esta campanha do Benfica campeão. Os pseudo-analistas que lá estão gastam a maioria do tempo disponível a comentar, a contradizer e até mesmo a fazer chacota de tudo e de todos os que não alinham na onda. Ou seja, estão ali para defender o Benfica e as injustiças de que o Benfica tem beneficiado. Ouve-se e não se acredita: supostos jornalistas a branquearem todas as asneiras e ilegalidades a que o Benfica tem recorrido nos últimos tempos. A vergonha no seu esplendor. Tal como a definiu Fernando Correia quando fazia o relato do Benfica - Belenenses, ao afirmar qualquer coisa do tipo: «gente eufórica com o golo do Benfica na bancada de imprensa... não se conseguem controlar e comportam-se como o mais fanático dos adeptos... como jornalista sinto-me envergonhado do que estou a ver»
A marcha está em curso; vamos ver até onde é que a falta de vergonha vai chegar.
Friday, April 29, 2005
Quase
O jogo não foi do melhor que já se viu; nada que se compare com o do Newcastle. A equipa está a mostrar cada vez mais o que são as quebras do fim da época. As mudanças no «onze» inicial, se servem para refrescar, também implicam uma certa quebra na ligação entre os vários jogadores.
Mas tudo ainda é possível. O golo de Pinilla vai fazer com que os holandeses tenham que abrir mais o seu jogo. O que para nós é bom porque ganhamos o espaço que é essencial para o nosso futebol. E, muito sinceramente, tirando dois ou três jogadores, o AZ Alkmaar que vimos ontem é uma equipa com enormes dificuldades técnicas. A não ser que estejam a fazer bluff, guardando os trunfos para a segunda mão, esta equipa holandesa é claramente inferior ao SPORTING. E o sinal já foi dado; agora falta irmos à Holanda e mostrarmos, em campo, porque é que merecemos jogar a final que se vai disputar no nosso estádio: faltam 90 minutos. Tratemos de ir buscar força onde pudermos para atingirmos o desejado objectivo.
O jogo não foi do melhor que já se viu; nada que se compare com o do Newcastle. A equipa está a mostrar cada vez mais o que são as quebras do fim da época. As mudanças no «onze» inicial, se servem para refrescar, também implicam uma certa quebra na ligação entre os vários jogadores.
Mas tudo ainda é possível. O golo de Pinilla vai fazer com que os holandeses tenham que abrir mais o seu jogo. O que para nós é bom porque ganhamos o espaço que é essencial para o nosso futebol. E, muito sinceramente, tirando dois ou três jogadores, o AZ Alkmaar que vimos ontem é uma equipa com enormes dificuldades técnicas. A não ser que estejam a fazer bluff, guardando os trunfos para a segunda mão, esta equipa holandesa é claramente inferior ao SPORTING. E o sinal já foi dado; agora falta irmos à Holanda e mostrarmos, em campo, porque é que merecemos jogar a final que se vai disputar no nosso estádio: faltam 90 minutos. Tratemos de ir buscar força onde pudermos para atingirmos o desejado objectivo.
Thursday, April 28, 2005
Noite europeia
Jogamos hoje contra o Az Alkmaar. Temos que vencer, de preferência, com alguma vantagem. O Az Alkmaar é uma equipa mais perigosa do que aquilo que parece. E é determinante que possamos ir à Holanda com alguma vantagem de golos. Por isso, só nos resta vencer e convencer; que é o que temos que tentar a todo o custo para mostrarmos que somos merecedores da presença na final no Alvalade XXI.
Força SPORTING!
Jogamos hoje contra o Az Alkmaar. Temos que vencer, de preferência, com alguma vantagem. O Az Alkmaar é uma equipa mais perigosa do que aquilo que parece. E é determinante que possamos ir à Holanda com alguma vantagem de golos. Por isso, só nos resta vencer e convencer; que é o que temos que tentar a todo o custo para mostrarmos que somos merecedores da presença na final no Alvalade XXI.
Força SPORTING!
Wednesday, April 27, 2005
Tuesday, April 26, 2005
Tudo em aberto
Difícil. Não adianta contornar a questão: como se vai vendo nestes últimos jogos, a coisa parece estar destinada. Mas é possível que aconteça uma surpresa e o SPORTING se agigante perante o que se está a ver à volta.
Temos a possibilidade de vencer o campeonato. Com determinação e muita vontade de superar as armadilhas que nos estão a montar, é possível chegar ao fim em primeiro lugar e trazer alguma justiça à tabela classificativa.
Força SPORTING!
Difícil. Não adianta contornar a questão: como se vai vendo nestes últimos jogos, a coisa parece estar destinada. Mas é possível que aconteça uma surpresa e o SPORTING se agigante perante o que se está a ver à volta.
Temos a possibilidade de vencer o campeonato. Com determinação e muita vontade de superar as armadilhas que nos estão a montar, é possível chegar ao fim em primeiro lugar e trazer alguma justiça à tabela classificativa.
Força SPORTING!
Roubo
O que já era de esperar veio mesmo a acontecer: uma grande aldrabice com o único propósito de dar a vitória ao clube galináceo. Vitória esta que, jogando de igual para igual, dificilmente conseguiriam, uma vez que praticam um futebol do mais miserável que há na Superliga.
O esquema começou a ser montado com algumas semanas de antecedência. Era de ouro esta oportunidade de jogar com um adversário que poderia facilmente ser controlado porque é dirigido pelos mesmos que dirigem o galinhas. Nada foi deixado ao acaso: mudança ilegal do local de jogo; telefonemas nas vésperas a jogadores adversários; apoucamento e provocação da equipa técnica do Estoril e jornaleiros manipulados para argumentarem bacuradas no sentido de passar a ideia de que era «tudo perfeitamente normal», como diria o outro que já por lá treinou. A Liga tratou de dar o seu contributo, enterrando a cabeça na areia - não como fazem as cegonhas mas sim como fazem os cobardes - e tratou de nomear um árbitro mesmo à medida da «grande festança». Um daqueles árbitros que até descalço apitava pois a vontade era tanta... (arranjaram-lhe umas chinelas para o incómodo não ser muito grande). E lá começou a festa. 15 minutos de jogo e já todos tínhamos percebido como é ia ser até ao fim: ao mínimo toque de um jogador com outro lá estava o árbitro a apitar falta contra o Estoril. É assim muito mais fácil empurrar uma equipa para trás e dá muito menos nas vistas do que penalidades inventadas e golos anulados. E o Hélio mostrou como já aprendeu bem a cartilha. Foi também muito óbvio que iria ser extremamente difícil a tarefa do Estoril, pois estava a jogar contra catorze; 10 contra catorze, logo desde muito cedo.
Só que os representantes da «instituição» esqueceram-se de um pormenor importante: a equipa do Estoril é dirigida por bandalhos mas é constituída por jogadores dignos e treinada por uma equipa técnica honesta. Aí, a pandilha da «instituição» tratou de arrumar a questão dentro das possibilidades: expulsão de um treinador-adjunto e insultos e provocações ao intervalo e no fim do jogo. E pronto. Como disse o treinador do tal clube: «o importante era ganhar e conseguimos ganhar». Pois conseguiram. Só que também importa saber como é que o conseguiram fazer. E a esse respeito a única coisa que há a dizer é que este jogo se tratou de um caso de polícia. Do qual não se pode falar como simples espectáculo desportivo porque cedo se percebeu que as regras estavam viciadas. Por muito menos já houve gente a responder em tribunal e a ser condenada.
Enquanto tivermos um governo estrategicamente distraído a tutelar uma federação inoperante que deveria supervisionar uma Liga que é uma verdadeira balbúrdia administrativa, a instituição continuará a usufruir de todas as benesses que lhe poderem dar. É em períodos de confusão - como o que actualmente se vive na Liga em virtude do «apito dourado» - que estes chicos-espertos aproveitam para arrebatar o que for possível. A confusão como possibilidade de seguir em frente sempre foi motivo para estes carapaus-de-corrida. Tal e qual como aqueles que, por alturas de 1974, passaram de alunos do 2º ano da faculdade a finalistas com apenas uma cadeira por fazer: há quem saiba muito bem tirar dividendos da confusão.
Termino com uma palavra de apreço pelos jogadores do Estoril e pela sua equipa técnica que, perante as pessoas sérias deste país, ganharam muito mais do que 3 pontos. Aliás, mostraram possuir aquilo que dinheiro nenhum pode comporar: classe.
O que já era de esperar veio mesmo a acontecer: uma grande aldrabice com o único propósito de dar a vitória ao clube galináceo. Vitória esta que, jogando de igual para igual, dificilmente conseguiriam, uma vez que praticam um futebol do mais miserável que há na Superliga.
O esquema começou a ser montado com algumas semanas de antecedência. Era de ouro esta oportunidade de jogar com um adversário que poderia facilmente ser controlado porque é dirigido pelos mesmos que dirigem o galinhas. Nada foi deixado ao acaso: mudança ilegal do local de jogo; telefonemas nas vésperas a jogadores adversários; apoucamento e provocação da equipa técnica do Estoril e jornaleiros manipulados para argumentarem bacuradas no sentido de passar a ideia de que era «tudo perfeitamente normal», como diria o outro que já por lá treinou. A Liga tratou de dar o seu contributo, enterrando a cabeça na areia - não como fazem as cegonhas mas sim como fazem os cobardes - e tratou de nomear um árbitro mesmo à medida da «grande festança». Um daqueles árbitros que até descalço apitava pois a vontade era tanta... (arranjaram-lhe umas chinelas para o incómodo não ser muito grande). E lá começou a festa. 15 minutos de jogo e já todos tínhamos percebido como é ia ser até ao fim: ao mínimo toque de um jogador com outro lá estava o árbitro a apitar falta contra o Estoril. É assim muito mais fácil empurrar uma equipa para trás e dá muito menos nas vistas do que penalidades inventadas e golos anulados. E o Hélio mostrou como já aprendeu bem a cartilha. Foi também muito óbvio que iria ser extremamente difícil a tarefa do Estoril, pois estava a jogar contra catorze; 10 contra catorze, logo desde muito cedo.
Só que os representantes da «instituição» esqueceram-se de um pormenor importante: a equipa do Estoril é dirigida por bandalhos mas é constituída por jogadores dignos e treinada por uma equipa técnica honesta. Aí, a pandilha da «instituição» tratou de arrumar a questão dentro das possibilidades: expulsão de um treinador-adjunto e insultos e provocações ao intervalo e no fim do jogo. E pronto. Como disse o treinador do tal clube: «o importante era ganhar e conseguimos ganhar». Pois conseguiram. Só que também importa saber como é que o conseguiram fazer. E a esse respeito a única coisa que há a dizer é que este jogo se tratou de um caso de polícia. Do qual não se pode falar como simples espectáculo desportivo porque cedo se percebeu que as regras estavam viciadas. Por muito menos já houve gente a responder em tribunal e a ser condenada.
Enquanto tivermos um governo estrategicamente distraído a tutelar uma federação inoperante que deveria supervisionar uma Liga que é uma verdadeira balbúrdia administrativa, a instituição continuará a usufruir de todas as benesses que lhe poderem dar. É em períodos de confusão - como o que actualmente se vive na Liga em virtude do «apito dourado» - que estes chicos-espertos aproveitam para arrebatar o que for possível. A confusão como possibilidade de seguir em frente sempre foi motivo para estes carapaus-de-corrida. Tal e qual como aqueles que, por alturas de 1974, passaram de alunos do 2º ano da faculdade a finalistas com apenas uma cadeira por fazer: há quem saiba muito bem tirar dividendos da confusão.
Termino com uma palavra de apreço pelos jogadores do Estoril e pela sua equipa técnica que, perante as pessoas sérias deste país, ganharam muito mais do que 3 pontos. Aliás, mostraram possuir aquilo que dinheiro nenhum pode comporar: classe.
Friday, April 22, 2005
Mais um jogo muito importante
O SPORTING joga contra a Académica. Muita atenção: Nelo Vingada vai fazer o jogo da época, e desta vez com o grande desejo de poder ajudar o seu Benfica. Espero que a equipa do SPORTING saiba, em campo, dar a resposta adequada. Determinação e vontade vão dar muito jeito. Já faltou mais.
Força SPORTING!
O SPORTING joga contra a Académica. Muita atenção: Nelo Vingada vai fazer o jogo da época, e desta vez com o grande desejo de poder ajudar o seu Benfica. Espero que a equipa do SPORTING saiba, em campo, dar a resposta adequada. Determinação e vontade vão dar muito jeito. Já faltou mais.
Força SPORTING!
Mais palavras para quê?
É uma (in)justiça portuguesa. O que uns artistas da misturadela jurídica fizeram ao Sá Pinto, ao Rui Jorge e ao Pedro Barbosa, é apenas outra prova de que o SPORTING está marcado: é o alvo a abater do final da Superliga.
Já nem vou perder tempo a repetir todas as incongruências em que se traduz esta aldrabice processual. Destaco apenas aquela que me parece ser a mais anedótica de todas as patetices: o Rui Jorge ter agredido um «adversário não identificado». Tem mesmo piada. Viram quem agrediu, viram que agrediu, mas não viram quem foi a vítima da agressão!
A debitar disparates deste calibre, começo a perceber porque é que Lucílio Batista passa o tempo todo a rir: é de si próprio que ele se ri.
É uma (in)justiça portuguesa. O que uns artistas da misturadela jurídica fizeram ao Sá Pinto, ao Rui Jorge e ao Pedro Barbosa, é apenas outra prova de que o SPORTING está marcado: é o alvo a abater do final da Superliga.
Já nem vou perder tempo a repetir todas as incongruências em que se traduz esta aldrabice processual. Destaco apenas aquela que me parece ser a mais anedótica de todas as patetices: o Rui Jorge ter agredido um «adversário não identificado». Tem mesmo piada. Viram quem agrediu, viram que agrediu, mas não viram quem foi a vítima da agressão!
A debitar disparates deste calibre, começo a perceber porque é que Lucílio Batista passa o tempo todo a rir: é de si próprio que ele se ri.
A Negociata
Já tinha sido o Estoril. Com consequências desagradáveis para a equipa que vê o seu treinador ser colocado em causa por um ex-administrador que de ex não tem nada. Manda lá dentro muito mais do que os que lá estão oficialmente.
Agora vem também o presidente do Penafiel dizer que aceita mudar o local do jogo se a sua equipa «já não precisar dos pontos». Sintomático. Se dúvidas houvesse acerca das desvantagens desportivas decorrentes do facto de não se jogar em casa, Oliveira, no seu melhor estilo, tratou de as esclarecer: só aceita a mudança se «já não precisar dos pontos». Porque sabe que a alteração do campo de jogo coloca a sua equipa em desvantagem face ao visitante.
Claro que não precisávamos desta confirmação do presidente do Penafiel. Já todos tínhamos percebido que o slb anda a tentar comprar - com a promessa de maiores receitas - os clubes onde ainda tem que se deslocar, dando largas à batotice de se colocar numa posição desportiva diferente da dos seus concorrentes.
Devia ser para colocar estes batoteiros de meia tigela - que nem português sabem falar - na ordem que a Liga deveria existir. E não era preciso muito; bastava cumprir os regulamentos em vigor que não permitem que se altere o local de jogo apenas com a alegação de que os adeptos não cabem dentro do estádio.
Enfim, a vergonha no seu esplendor. E com palermas a baterem palmas.
Já tinha sido o Estoril. Com consequências desagradáveis para a equipa que vê o seu treinador ser colocado em causa por um ex-administrador que de ex não tem nada. Manda lá dentro muito mais do que os que lá estão oficialmente.
Agora vem também o presidente do Penafiel dizer que aceita mudar o local do jogo se a sua equipa «já não precisar dos pontos». Sintomático. Se dúvidas houvesse acerca das desvantagens desportivas decorrentes do facto de não se jogar em casa, Oliveira, no seu melhor estilo, tratou de as esclarecer: só aceita a mudança se «já não precisar dos pontos». Porque sabe que a alteração do campo de jogo coloca a sua equipa em desvantagem face ao visitante.
Claro que não precisávamos desta confirmação do presidente do Penafiel. Já todos tínhamos percebido que o slb anda a tentar comprar - com a promessa de maiores receitas - os clubes onde ainda tem que se deslocar, dando largas à batotice de se colocar numa posição desportiva diferente da dos seus concorrentes.
Devia ser para colocar estes batoteiros de meia tigela - que nem português sabem falar - na ordem que a Liga deveria existir. E não era preciso muito; bastava cumprir os regulamentos em vigor que não permitem que se altere o local de jogo apenas com a alegação de que os adeptos não cabem dentro do estádio.
Enfim, a vergonha no seu esplendor. E com palermas a baterem palmas.
Wednesday, April 20, 2005
Resposta ao post anterior
Ok, falhei. Mas por pouco. Eu julgava que os castigos ao Sá Pinto e ao Rui Jorge iam cair em cima do jogo com o slb. Andei lá perto: Sá Pinto não joga contra a Académica e o Braga e Rui Jorge não joga contra a Académica.
Depois há o outro lado da história: o que é que Sá Pinto; Rui Jorge e Pedro Barbosa fizeram para apanhar este castigo? Onde é que estão as imagens do túnel? Quais os critérios para estes castigos? Quem foram as testemunhas?
E poderia continuar aqui a colocar questões mas não o faço porque não vale a pena: é que para estas perguntas a única resposta é a seguinte: a arbitrariedade dos conselhos da Liga e da Federação.
Tudo teria sido bem mais simples se tivesse aparecido um Alex qualquer a dizer que não tinha sido nada. Como isso não aconteceu vamos disputar estes jogos com vontade de ganhar e com a convicção que estes ataques rasteiros a 5 jornadas no fim só serviram para nos dar força e manter o grupo unido. Espero que os tribunais tratem do resto e que não fiquem só pelo Porto; façam uma descida até Lisboa para ver se temos uma operação com um apito de outra cor.
Ok, falhei. Mas por pouco. Eu julgava que os castigos ao Sá Pinto e ao Rui Jorge iam cair em cima do jogo com o slb. Andei lá perto: Sá Pinto não joga contra a Académica e o Braga e Rui Jorge não joga contra a Académica.
Depois há o outro lado da história: o que é que Sá Pinto; Rui Jorge e Pedro Barbosa fizeram para apanhar este castigo? Onde é que estão as imagens do túnel? Quais os critérios para estes castigos? Quem foram as testemunhas?
E poderia continuar aqui a colocar questões mas não o faço porque não vale a pena: é que para estas perguntas a única resposta é a seguinte: a arbitrariedade dos conselhos da Liga e da Federação.
Tudo teria sido bem mais simples se tivesse aparecido um Alex qualquer a dizer que não tinha sido nada. Como isso não aconteceu vamos disputar estes jogos com vontade de ganhar e com a convicção que estes ataques rasteiros a 5 jornadas no fim só serviram para nos dar força e manter o grupo unido. Espero que os tribunais tratem do resto e que não fiquem só pelo Porto; façam uma descida até Lisboa para ver se temos uma operação com um apito de outra cor.
Tuesday, April 19, 2005
Mais uma vitória
Cumprimos com efiência mais um objectivo a que nos tínhamos proposto: vencer o jogo contra o Moreirense. A exibição do SPORTING não foi das melhores mas também não foi das piores. Valeu sobretudo pela coragem e pela vontade de vencer. Agora vem a aí o jogo contra a Académica, uma equipa treinada por um treinador para quem os jogos da época são os jogos contra o SPORTING. Muita vontade de vencer é o que nós precisamos nesta nossa difícil caminhada rumo ao...
Cumprimos com efiência mais um objectivo a que nos tínhamos proposto: vencer o jogo contra o Moreirense. A exibição do SPORTING não foi das melhores mas também não foi das piores. Valeu sobretudo pela coragem e pela vontade de vencer. Agora vem a aí o jogo contra a Académica, uma equipa treinada por um treinador para quem os jogos da época são os jogos contra o SPORTING. Muita vontade de vencer é o que nós precisamos nesta nossa difícil caminhada rumo ao...
Monday, April 18, 2005
Alguns estádios fizeram-se para estar cheios (de malta que entra à borla)
O jogo entre o Benfica e a União de Leiria tinha o estádio cheio. Não duvido; dava para ver pela TV. Já depois do jogo chegou-me a informação - de fonte absolutamente segura - de que uma grande quantidade de bilhetes tinha sido distribuída por várias escolas secundárias de modo a que professores e alunos pudessem entrar à borla; até para amigos de professores a coisa dava. Não tenho nada contra; cada um faz o que quer com os bilhetes do seu estádio. Não se esqueçam é de descontar essas borlas nos dados das assistências médias ao longo da época. Um bocadinho mais de rigor não fica nada mal. E é com estas - e com outras - que se cria a onda vermelha (que esperemos que não vá além destas insignificâncias).
O jogo entre o Benfica e a União de Leiria tinha o estádio cheio. Não duvido; dava para ver pela TV. Já depois do jogo chegou-me a informação - de fonte absolutamente segura - de que uma grande quantidade de bilhetes tinha sido distribuída por várias escolas secundárias de modo a que professores e alunos pudessem entrar à borla; até para amigos de professores a coisa dava. Não tenho nada contra; cada um faz o que quer com os bilhetes do seu estádio. Não se esqueçam é de descontar essas borlas nos dados das assistências médias ao longo da época. Um bocadinho mais de rigor não fica nada mal. E é com estas - e com outras - que se cria a onda vermelha (que esperemos que não vá além destas insignificâncias).
Friday, April 15, 2005
De volta à Superliga
Agora o que é preciso é concentração total e o máximo empenho para o jogo com o Moreirense, equipa que precisa tanto dos pontos para não descer como nós precisamos deles para ganhar a Superliga.
Só a vitória nos serve. Se estivermos bem temos plenas possibilidades de vencer. Contra tudo e contra todos.
Já agora, um útil aviso a todos os sportinguistas que estiverem interessados em assistir ao vivo ao jogo: não se esqueçam que a partida se realiza mesmo em Moreira de Cónegos e não em Èvora, Bragança ou Loulé. Pelo menos não ouvi nenhum Figueiredo a debitar bacoradas nesse sentido.
Força SPORTING!
Agora o que é preciso é concentração total e o máximo empenho para o jogo com o Moreirense, equipa que precisa tanto dos pontos para não descer como nós precisamos deles para ganhar a Superliga.
Só a vitória nos serve. Se estivermos bem temos plenas possibilidades de vencer. Contra tudo e contra todos.
Já agora, um útil aviso a todos os sportinguistas que estiverem interessados em assistir ao vivo ao jogo: não se esqueçam que a partida se realiza mesmo em Moreira de Cónegos e não em Èvora, Bragança ou Loulé. Pelo menos não ouvi nenhum Figueiredo a debitar bacoradas nesse sentido.
Força SPORTING!
FANTÁSTICO
Magnífica exibição da equipa do SPORTING. Vitória concludente para mostrar que, quando queremos verdadeiramente, somos mesmo dos melhores da Europa. A equipa estava nos seus dias e a vontade de ganhar foi tanta que, ontem, qualquer adversário teria dificuldade em aguentar a força do SPORTING. Com esta determinação temos possibilidades de passar o AZ Alkmaar e chegar à final da Taça UEFA na nossa casa.
Só quem lá esteve no estádio é que conseguiu perceber o que foi a marcação do 3º golo: momento histórico para o nosso clube com verdadeira loucura nas bancadas.
Não é muito simpático estar a destacar jogadores mas João Moutinho mostrou a diferença entre um jogador a sério e um Lélé, desses que andam por aí a aparecer nas capas de certos jornais a toda a hora.
Com força e determinação, faremos tudo para seguir em frente
Magnífica exibição da equipa do SPORTING. Vitória concludente para mostrar que, quando queremos verdadeiramente, somos mesmo dos melhores da Europa. A equipa estava nos seus dias e a vontade de ganhar foi tanta que, ontem, qualquer adversário teria dificuldade em aguentar a força do SPORTING. Com esta determinação temos possibilidades de passar o AZ Alkmaar e chegar à final da Taça UEFA na nossa casa.
Só quem lá esteve no estádio é que conseguiu perceber o que foi a marcação do 3º golo: momento histórico para o nosso clube com verdadeira loucura nas bancadas.
Não é muito simpático estar a destacar jogadores mas João Moutinho mostrou a diferença entre um jogador a sério e um Lélé, desses que andam por aí a aparecer nas capas de certos jornais a toda a hora.
Com força e determinação, faremos tudo para seguir em frente
Thursday, April 14, 2005
Tuesday, April 12, 2005
Regresso ao bom caminho
Dias da Cunha proferiu, antes do jogo com Beira-mar, umas afirmações sobre o seu tema de eleição: o sistema e as suas variantes. No meio disso, disse aquilo que já há muito tempo devia ter dito: que o clube que mais tem sido beneficiado é «a instituição» presidida pelo sr. Vieira.
O sr. Vieira não perdeu a oportunidade de armar em Virgem ofendida e largou mais uns disparates sobre a Superliga; parece que a carapuça lhe serviu bem. Pelo meio terá dito que as relações entre a sua «instituição» e o SPORTING já não são as melhores. Resultado: momento de alegria aqui na loja. É com grande satisfação que eu vejo que no SPORTING se diz o que há para dizer, sem compromissos com ninguém. Se o sr. Vieira não gostou, problema dele. Eu sei bem do que não gosto. E não gosto mesmo nada de ver qualquer tipo de ligação entre o SPORTING e esse clube.
Dias da Cunha proferiu, antes do jogo com Beira-mar, umas afirmações sobre o seu tema de eleição: o sistema e as suas variantes. No meio disso, disse aquilo que já há muito tempo devia ter dito: que o clube que mais tem sido beneficiado é «a instituição» presidida pelo sr. Vieira.
O sr. Vieira não perdeu a oportunidade de armar em Virgem ofendida e largou mais uns disparates sobre a Superliga; parece que a carapuça lhe serviu bem. Pelo meio terá dito que as relações entre a sua «instituição» e o SPORTING já não são as melhores. Resultado: momento de alegria aqui na loja. É com grande satisfação que eu vejo que no SPORTING se diz o que há para dizer, sem compromissos com ninguém. Se o sr. Vieira não gostou, problema dele. Eu sei bem do que não gosto. E não gosto mesmo nada de ver qualquer tipo de ligação entre o SPORTING e esse clube.
Monday, April 11, 2005
Mais uma vitória
Absolutamente justa foi a vitória do SPORTING contra o Beira-Mar, uma equipa que apenas pretendeu empatar o jogo. A haver um vencedor teria que ser o SPORTING, claro. Temos que continuar com muita determinação e muito empenho. Do modo como estão as coisas, vamos ter que trabalhar a dobrar: a malta dos conselhos (justiça e disciplina) não descansa; e, como diria o outro, ter gente na Liga é mais importante do que contratar jogadores. Mas vale a pena: ser campeão e colocar alguma justiça nesta Superliga é um prémio merecido.
Absolutamente justa foi a vitória do SPORTING contra o Beira-Mar, uma equipa que apenas pretendeu empatar o jogo. A haver um vencedor teria que ser o SPORTING, claro. Temos que continuar com muita determinação e muito empenho. Do modo como estão as coisas, vamos ter que trabalhar a dobrar: a malta dos conselhos (justiça e disciplina) não descansa; e, como diria o outro, ter gente na Liga é mais importante do que contratar jogadores. Mas vale a pena: ser campeão e colocar alguma justiça nesta Superliga é um prémio merecido.
Justiça
Já corre por aí a teoria da sorte aliada à teoria do golo válido anulado. Pois bem: sorte é uma equipa como a do slb ainda estar no primeiro lugar. Quanto ao golo do McPhee, tenho mesmo muitas dúvidas que ele esteja em posição regular. Já agora, convém não esquecer os golos limpos anulados ao SPORTING, bem como os foras-de-jogo escandalosos que podiam dar golo, como o do João Moutinho no Domingo que parece que nenhum opinador viu.
Já corre por aí a teoria da sorte aliada à teoria do golo válido anulado. Pois bem: sorte é uma equipa como a do slb ainda estar no primeiro lugar. Quanto ao golo do McPhee, tenho mesmo muitas dúvidas que ele esteja em posição regular. Já agora, convém não esquecer os golos limpos anulados ao SPORTING, bem como os foras-de-jogo escandalosos que podiam dar golo, como o do João Moutinho no Domingo que parece que nenhum opinador viu.
Inimputável
Há toda uma composição bastante reveladora: olhar perdido; a tentativa de falar sem mexer os dentes; uma pronúncia inqualificável e um monte de disparates a sair da boca em catadupa.
Percebo agora porque lhe chamam Petit: o cérebro é mesmo diminuto. Se não se tratasse de um inimputável, seria caso para a Liga - que gosta tanto destas coisas - abrir um processo devido a declarações descabidas. Mas deixemo-lo falar. Os tontos não têm culpa de o ser.
Há toda uma composição bastante reveladora: olhar perdido; a tentativa de falar sem mexer os dentes; uma pronúncia inqualificável e um monte de disparates a sair da boca em catadupa.
Percebo agora porque lhe chamam Petit: o cérebro é mesmo diminuto. Se não se tratasse de um inimputável, seria caso para a Liga - que gosta tanto destas coisas - abrir um processo devido a declarações descabidas. Mas deixemo-lo falar. Os tontos não têm culpa de o ser.
Friday, April 08, 2005
SPORTING - Beira-Mar
O que se espera e o que se deseja é que o SPORTING não repita asneiras passadas. É preciso enfrentar o jogo como se se tratasse de uma partida muito difícil. A perseguição ao primeiro lugar vai ser muito dura; qualquer falha terá consequências desagradáveis.
É possível vencer esta Superliga.
Força SPORTING !
O que se espera e o que se deseja é que o SPORTING não repita asneiras passadas. É preciso enfrentar o jogo como se se tratasse de uma partida muito difícil. A perseguição ao primeiro lugar vai ser muito dura; qualquer falha terá consequências desagradáveis.
É possível vencer esta Superliga.
Força SPORTING !
Thursday, April 07, 2005
Freud explica
Estava cansado e com muito sono. Deitei-me e adormeci logo. Depois o SPORTING ganhou ao Newcastle e chegou à final da Taça UEFA. Venceu; não me lembro do outro finalista. A seguir, fomos disputar a Supertaça europeia contra o Chelsea. Ganhámos. Um dos golos foi um auto-golo de cabeça de Tiago; lembro-me de o ter visto na estrevista no fim do jogo a dizer que tal se tinha devido ao facto de a bola ter inesperadamente escorregado da sua cabeça e que, para evitar situações idênticas, ia mudar de marca de gel. Depois veio o Mourinho dizer que tinha visto o Paulinho a falar com o árbitro durante o intervalo; parece que era mentira. Mourinho disse também que se confirmavam os rumores de que ele seria o próximo treinador do Real Madrid. Luís Campos também apareceu a dizer que achava legítimo que ele pudesse ser um dos nomes na lista do Abramovich para a sucessão de Mourinho.
Acordei.
E deixo um aviso à navegação: não me costumo lembrar dos sonhos, mas já tenho sonhado com coisas que vêm a acontecer.
Força SPORTING!!!
Estava cansado e com muito sono. Deitei-me e adormeci logo. Depois o SPORTING ganhou ao Newcastle e chegou à final da Taça UEFA. Venceu; não me lembro do outro finalista. A seguir, fomos disputar a Supertaça europeia contra o Chelsea. Ganhámos. Um dos golos foi um auto-golo de cabeça de Tiago; lembro-me de o ter visto na estrevista no fim do jogo a dizer que tal se tinha devido ao facto de a bola ter inesperadamente escorregado da sua cabeça e que, para evitar situações idênticas, ia mudar de marca de gel. Depois veio o Mourinho dizer que tinha visto o Paulinho a falar com o árbitro durante o intervalo; parece que era mentira. Mourinho disse também que se confirmavam os rumores de que ele seria o próximo treinador do Real Madrid. Luís Campos também apareceu a dizer que achava legítimo que ele pudesse ser um dos nomes na lista do Abramovich para a sucessão de Mourinho.
Acordei.
E deixo um aviso à navegação: não me costumo lembrar dos sonhos, mas já tenho sonhado com coisas que vêm a acontecer.
Força SPORTING!!!
Isto é que é ser mais papista do que o Papa
No futebol português, quando pensamos que já vimos tudo, chegamos à conclusão que pior é sempre possível. Esta história do relatório está aí para o provar. Há um polícia qualquer que veio dizer que o árbitro viu e que o árbitro comentou. Isso mesmo: não se espera pelo que o árbitro diz que viu. O «zeloso» agente é que trata de afirmar que os outros viram, numa clara atitude de quem está a exceder as suas funções. Porque se ele fosse um polícia a sério, teria também visto e ouvido o resto e actuado em conformidade, impedindo que as coisas tomassem aquelas dimensões. E - vá-se lá saber porquê - o polícia só viu incidentes por parte do SPORTING. Ao contrário de tudo aquilo que nós vimos na TV, enquanto pudemos ver, que foi precisamente um comportamento incorrecto por parte do Boavista.
Para atestar acerca da credibilidade das afirmações destes «polícias do bessa» invoco aquela história passada aqui há dois ou três anos: certo dia a velha loureira foi multada por estacionamento incorrecto numa das pricipais ruas de Gondomar. Conseguiu chamar o polícia, insultou-o alto e bom som de modo a toda a gente ouvir, e disse que não pagava multa nenhuma porque quem mandava ali era o marido. O polícia embrulhou e ela ainda se ficou a rir.
Portanto, o que os «zelosos» polícias do bessa dizem, para mim vale zero.
No futebol português, quando pensamos que já vimos tudo, chegamos à conclusão que pior é sempre possível. Esta história do relatório está aí para o provar. Há um polícia qualquer que veio dizer que o árbitro viu e que o árbitro comentou. Isso mesmo: não se espera pelo que o árbitro diz que viu. O «zeloso» agente é que trata de afirmar que os outros viram, numa clara atitude de quem está a exceder as suas funções. Porque se ele fosse um polícia a sério, teria também visto e ouvido o resto e actuado em conformidade, impedindo que as coisas tomassem aquelas dimensões. E - vá-se lá saber porquê - o polícia só viu incidentes por parte do SPORTING. Ao contrário de tudo aquilo que nós vimos na TV, enquanto pudemos ver, que foi precisamente um comportamento incorrecto por parte do Boavista.
Para atestar acerca da credibilidade das afirmações destes «polícias do bessa» invoco aquela história passada aqui há dois ou três anos: certo dia a velha loureira foi multada por estacionamento incorrecto numa das pricipais ruas de Gondomar. Conseguiu chamar o polícia, insultou-o alto e bom som de modo a toda a gente ouvir, e disse que não pagava multa nenhuma porque quem mandava ali era o marido. O polícia embrulhou e ela ainda se ficou a rir.
Portanto, o que os «zelosos» polícias do bessa dizem, para mim vale zero.
Monday, April 04, 2005
Excelente exibição
O SPORTING obteve uma excelente vitória perante o Boavista. Se jogarmos assim até final do campeonato ainda podemos ser campeões. Este jogo também deu para ver o que vai ser a sina do SPORTING até ao fim da Superliga: vamos ter que lutar contra tudo e contra todos. Alguns pensaram que já estávamos arrumados e eis que o SPORTING demonstra força. A luta promete.
O SPORTING obteve uma excelente vitória perante o Boavista. Se jogarmos assim até final do campeonato ainda podemos ser campeões. Este jogo também deu para ver o que vai ser a sina do SPORTING até ao fim da Superliga: vamos ter que lutar contra tudo e contra todos. Alguns pensaram que já estávamos arrumados e eis que o SPORTING demonstra força. A luta promete.
Os alfredos
Ao longo dos anos fomos ganhando o hábito de assistir a um espectáculo dentro do espectáculo sempre que o Boavista joga em casa: a palhaçada dos alfredos. Quem são os alfredos? Um conjunto de assessores e adjuntos que se sentam no banco de suplentes ao lado do mestre Pacheco e cujo único propósito é lançar a confusão para dentro do campo, tentando provocar árbitros, jogadores e dirigentes adversários. A táctica é velhinha mais vai resultando. A seguir a um lance um pouco mais polémico entram os alfredos dentro do campo e, num abrir e fechar de olhos, já estão a distribuir empurrão e insulto nos alvos que foram definindo ao longo do jogo. Sempre com muita passividade por parte dos árbitros e delegados: há que lembrar que no intervalo e fim do jogo os alfredos vão actuar para o túnel, o seu verdadeiro «local de trabalho», e aí é que as coisas fiam fino. Armada a confusão vem um Loureiro à sorte, com ar artificialmente grave, dizer que vai para a polícia porque tem provas, mas passado 15 dias já não há nada porque entretanto os alfredos já arranjaram confusão noutro túnel e os Loureiros já têm novo dossier nas mãos.
Faz parte da estratégia desta equipa; a actuação dos alfredos só é possível num futebol onde eles têm protecção por parte de quem os devia meter na ordem. Mas nada disso. Os alfredos, na típica atitude carapau-de-corrida, já perceberam que vale a pena. No jogo com o SPORTING voltou a haver exibição desta trupe. Só me admiro é com o facto de ainda haver quem dê crédito a esta palhaçada. Pelo que fomos ouvindo, e sem saber o que realmente se passou, podemos constatar que a táctica voltou a funcionar: o SPORTING vai, provavelmente, ficar com jogadores impedidos de jogar como consequência disto.
Ou seja, tudo na mesma há vários anos. Até quando?
Ao longo dos anos fomos ganhando o hábito de assistir a um espectáculo dentro do espectáculo sempre que o Boavista joga em casa: a palhaçada dos alfredos. Quem são os alfredos? Um conjunto de assessores e adjuntos que se sentam no banco de suplentes ao lado do mestre Pacheco e cujo único propósito é lançar a confusão para dentro do campo, tentando provocar árbitros, jogadores e dirigentes adversários. A táctica é velhinha mais vai resultando. A seguir a um lance um pouco mais polémico entram os alfredos dentro do campo e, num abrir e fechar de olhos, já estão a distribuir empurrão e insulto nos alvos que foram definindo ao longo do jogo. Sempre com muita passividade por parte dos árbitros e delegados: há que lembrar que no intervalo e fim do jogo os alfredos vão actuar para o túnel, o seu verdadeiro «local de trabalho», e aí é que as coisas fiam fino. Armada a confusão vem um Loureiro à sorte, com ar artificialmente grave, dizer que vai para a polícia porque tem provas, mas passado 15 dias já não há nada porque entretanto os alfredos já arranjaram confusão noutro túnel e os Loureiros já têm novo dossier nas mãos.
Faz parte da estratégia desta equipa; a actuação dos alfredos só é possível num futebol onde eles têm protecção por parte de quem os devia meter na ordem. Mas nada disso. Os alfredos, na típica atitude carapau-de-corrida, já perceberam que vale a pena. No jogo com o SPORTING voltou a haver exibição desta trupe. Só me admiro é com o facto de ainda haver quem dê crédito a esta palhaçada. Pelo que fomos ouvindo, e sem saber o que realmente se passou, podemos constatar que a táctica voltou a funcionar: o SPORTING vai, provavelmente, ficar com jogadores impedidos de jogar como consequência disto.
Ou seja, tudo na mesma há vários anos. Até quando?
Thursday, March 24, 2005
Ainda o SPORTING - Porto
Sei que me estou a repetir mas o que é verdade é verdade: maradona (com minúscula) é o gajo que melhor escreve sobre futebol na blogoesfera e não só. Claro que o resto não conta porque, actualmente, é só nos blogs que se consegue encontrar meia dúzia de linhas inteligentes sobre futebol.
Leitura obrigatória para todos os portistas e benfiquistas idiotas - e são muitos, tal como se tem visto desde 2ª feira - é o post "Jamie Lee Curtis (são duas e um quarto da manhã)" de 22-3-05 em www.acausafoimodificada.blogspot.com/ (não ponho link porque esta merda de computador não dá e eu também não quero saber porquê porque o computador não é meu e é de um lamp que me permitiu esta posta a crédito claro porque é lamp).
Porque é que eu não gosto de jornais desportivos? Porque, por mais que procure, não encontro lá textos assim.
Boa leitura e bom fim de semana (parece que há jogo da selecção mas eu tenho mais que fazer)
Sei que me estou a repetir mas o que é verdade é verdade: maradona (com minúscula) é o gajo que melhor escreve sobre futebol na blogoesfera e não só. Claro que o resto não conta porque, actualmente, é só nos blogs que se consegue encontrar meia dúzia de linhas inteligentes sobre futebol.
Leitura obrigatória para todos os portistas e benfiquistas idiotas - e são muitos, tal como se tem visto desde 2ª feira - é o post "Jamie Lee Curtis (são duas e um quarto da manhã)" de 22-3-05 em www.acausafoimodificada.blogspot.com/ (não ponho link porque esta merda de computador não dá e eu também não quero saber porquê porque o computador não é meu e é de um lamp que me permitiu esta posta a crédito claro porque é lamp).
Porque é que eu não gosto de jornais desportivos? Porque, por mais que procure, não encontro lá textos assim.
Boa leitura e bom fim de semana (parece que há jogo da selecção mas eu tenho mais que fazer)
Wednesday, March 23, 2005
Vitória merecida
Eu gosto de jogos com o Porto. Quando a coisa corre bem é mesmo do melhor que há. Fico sempre com a impressão de que o SPORTING consegue lançar a confusão no dragão e deixar à nora aquela malta azul e branca. E desta vez o filme repetiu-se. O SPORTING dominou o jogo e ganhou bem e no fim lá tivemos direito ao número da parvoíce por parte do Porto: José Couceiro dá largas à sua verborreia à la Valdano - valdanozinho de Alverca, melhor dizendo - e saca de um discurso de meia hora sobre teorias da perseguição. Nem uma uma palavra sobre o péssimo jogo que a sua equipa fez, mas isso é lá com eles. E Pinto da Costa o mesmo: abriu o seu enorme livro de disparates e lá arrancou mais um brilharete de mau perder: parece que o Eduardinho abraçou, no final do jogo, o 4º árbitro e Pinto da Costa logo «descobriu» aí um facto digno de investigação policial - já agora, prisão preventiva para os intervenientes, digo eu. Só ainda não percebi a ira do Pinto: ataque de ciumeira? será que a Clementina da claque que costuma andar agora atrás dele não lhe chega?
Quanto ao campeonato... aí é que a coisa se complica. É possível. Mas o SPORTING vai ter que mostrar uma determinação que ainda não mostrou desde o início, fazendo uma série sucessiva de excelentes resultados e assumindo finalmente a sua condição de melhor equipa do campeonato no pleno. Vamos ver.
Eu gosto de jogos com o Porto. Quando a coisa corre bem é mesmo do melhor que há. Fico sempre com a impressão de que o SPORTING consegue lançar a confusão no dragão e deixar à nora aquela malta azul e branca. E desta vez o filme repetiu-se. O SPORTING dominou o jogo e ganhou bem e no fim lá tivemos direito ao número da parvoíce por parte do Porto: José Couceiro dá largas à sua verborreia à la Valdano - valdanozinho de Alverca, melhor dizendo - e saca de um discurso de meia hora sobre teorias da perseguição. Nem uma uma palavra sobre o péssimo jogo que a sua equipa fez, mas isso é lá com eles. E Pinto da Costa o mesmo: abriu o seu enorme livro de disparates e lá arrancou mais um brilharete de mau perder: parece que o Eduardinho abraçou, no final do jogo, o 4º árbitro e Pinto da Costa logo «descobriu» aí um facto digno de investigação policial - já agora, prisão preventiva para os intervenientes, digo eu. Só ainda não percebi a ira do Pinto: ataque de ciumeira? será que a Clementina da claque que costuma andar agora atrás dele não lhe chega?
Quanto ao campeonato... aí é que a coisa se complica. É possível. Mas o SPORTING vai ter que mostrar uma determinação que ainda não mostrou desde o início, fazendo uma série sucessiva de excelentes resultados e assumindo finalmente a sua condição de melhor equipa do campeonato no pleno. Vamos ver.
Thursday, March 17, 2005
De volta
A gripe já passou. O tempo para postar é que ainda não é muito. Brevemento direi alguma coisa acerca do que se tem passado no SPORTING na última semana. De qualquer dos modos, as minhas ideias acerca do assunto estão claras, desde Setembro: a) equipa técnica incapaz de tirar o rendimento exigível da equipa de futebol; b) direcção do clube e da SAD incapazes de de fazerem o que têm a fazer: dirigir o clube defendendo, acima de tudo, os interesses desse mesmo clube. E quanto às soluções, o mesmo: a) despedimento da equipa técnica no final da época b) convocação de eleições antecipadas no SPORTING CLUBE DE PORTUGAL.
Feita uma ronda pela blogosfera leonina, e não só, constatei uma coisa: muita gente passou a colocar em causa a equipa técnica e o treinador. Porreiro: agora já não vêm aqui insultar-me e acusar-me de anti-sportinguismo pelas apreciações que eu venho fazendo desde há 5 ou 6 meses. Não que eu me incomode. O facto positivo é que somos cada vez mais a querer que as coisas funcionem correctamente, contestando esta «paz podre» que se vive no nosso clube actualmente.
Força SPORTING (frente ao Boro e ao Porto)!
A gripe já passou. O tempo para postar é que ainda não é muito. Brevemento direi alguma coisa acerca do que se tem passado no SPORTING na última semana. De qualquer dos modos, as minhas ideias acerca do assunto estão claras, desde Setembro: a) equipa técnica incapaz de tirar o rendimento exigível da equipa de futebol; b) direcção do clube e da SAD incapazes de de fazerem o que têm a fazer: dirigir o clube defendendo, acima de tudo, os interesses desse mesmo clube. E quanto às soluções, o mesmo: a) despedimento da equipa técnica no final da época b) convocação de eleições antecipadas no SPORTING CLUBE DE PORTUGAL.
Feita uma ronda pela blogosfera leonina, e não só, constatei uma coisa: muita gente passou a colocar em causa a equipa técnica e o treinador. Porreiro: agora já não vêm aqui insultar-me e acusar-me de anti-sportinguismo pelas apreciações que eu venho fazendo desde há 5 ou 6 meses. Não que eu me incomode. O facto positivo é que somos cada vez mais a querer que as coisas funcionem correctamente, contestando esta «paz podre» que se vive no nosso clube actualmente.
Força SPORTING (frente ao Boro e ao Porto)!
Friday, March 11, 2005
Tão bons como os melhores
O Chelsea marcou 3 golos de rajada e de seguida levou 2 que deram para assustar. Tal e qual como nós. Silogismo aristotélico: somos tão bons como o Chelsea!
Calma, calma, eu sei que o silogismo tem uma falácia. E por outro lado já me dava por muito contente se conseguissemos ser os melhores aqui em Portugal. O que não tem sido fácil provar.
E venha o Penafiel. Força SPORTING!
O Chelsea marcou 3 golos de rajada e de seguida levou 2 que deram para assustar. Tal e qual como nós. Silogismo aristotélico: somos tão bons como o Chelsea!
Calma, calma, eu sei que o silogismo tem uma falácia. E por outro lado já me dava por muito contente se conseguissemos ser os melhores aqui em Portugal. O que não tem sido fácil provar.
E venha o Penafiel. Força SPORTING!
Wednesday, March 09, 2005
Coisas inteligentes sobre futebol
O maradona (com minúscula) continua a escrever do melhor que há acerca de futebol na blogosfera. Leiam isto sobre o Chelsea de Mourinho.
O maradona (com minúscula) continua a escrever do melhor que há acerca de futebol na blogosfera. Leiam isto sobre o Chelsea de Mourinho.
Monday, March 07, 2005
Outra vez
Está escrito - não sei onde - que não podemos chegar lá. Até parece que há uma força magnética que impede a equipa de se mexer e de jogar num momento decisivo. O melhor é pensarem que já não podem ganhar nada; talvez assim entrem com confiança nos jogos que ainda restam e os vençam.
Encontram-se diagnósticos sobre o SPORTING em todo o lado. Terapias é que eu não vejo nenhuma. Claro que já começa a haver pressões incómodas: quem ousar questionar ainda se habilita a entrar para o saco do «sistema», a panaceia com que o presidente do SPORTING pretende resolver todas as dificuldades. Até Ribeiro Telles, depois de sair, teve que levar com piropos de Dias da Cunha acerca do famigerado acordo com outro clube de Lisboa: bela prova de gratidão. E acerca disto, deixo a questão que Ribeiro Telles bem como todos os sportinguistas com «dois dedos de testa» colocam: se não há acordo com esse clube, porque é que convocaram uma conferência de imprensa no lobby de um hotel, redigiram um documento com generalidades acerca do futebol português e deram um abraço que simbolizaria «a nova forma de perspectivar o futebol»?
Por agora, apenas digo que esse «acordo» tem feito mais mal à equipa do que os árbitros, as lesões, a falta de forma de alguns jogadores e os erros da equipa técnica. Um destes dias, com mais tempo e paciência, tentarei dizer porquê.
Está escrito - não sei onde - que não podemos chegar lá. Até parece que há uma força magnética que impede a equipa de se mexer e de jogar num momento decisivo. O melhor é pensarem que já não podem ganhar nada; talvez assim entrem com confiança nos jogos que ainda restam e os vençam.
Encontram-se diagnósticos sobre o SPORTING em todo o lado. Terapias é que eu não vejo nenhuma. Claro que já começa a haver pressões incómodas: quem ousar questionar ainda se habilita a entrar para o saco do «sistema», a panaceia com que o presidente do SPORTING pretende resolver todas as dificuldades. Até Ribeiro Telles, depois de sair, teve que levar com piropos de Dias da Cunha acerca do famigerado acordo com outro clube de Lisboa: bela prova de gratidão. E acerca disto, deixo a questão que Ribeiro Telles bem como todos os sportinguistas com «dois dedos de testa» colocam: se não há acordo com esse clube, porque é que convocaram uma conferência de imprensa no lobby de um hotel, redigiram um documento com generalidades acerca do futebol português e deram um abraço que simbolizaria «a nova forma de perspectivar o futebol»?
Por agora, apenas digo que esse «acordo» tem feito mais mal à equipa do que os árbitros, as lesões, a falta de forma de alguns jogadores e os erros da equipa técnica. Um destes dias, com mais tempo e paciência, tentarei dizer porquê.
Friday, March 04, 2005
O verdadeiro derby de Lisboa
Aí está o jogo entre as duas equipas mais importantes da capital. O Belenenses tem tido uma época em que é capaz do melhor e do pior. O SPORTING também não tem primado pela regularidade. Vai ser um jogo difícil para nós; temos que dar o máximo para podermos continuar lá na frente, agora que o fim da Superliga começa a estar à vista.
Força SPORTING!
Aí está o jogo entre as duas equipas mais importantes da capital. O Belenenses tem tido uma época em que é capaz do melhor e do pior. O SPORTING também não tem primado pela regularidade. Vai ser um jogo difícil para nós; temos que dar o máximo para podermos continuar lá na frente, agora que o fim da Superliga começa a estar à vista.
Força SPORTING!
Tuesday, March 01, 2005
Monday, February 28, 2005
As visões do pastorinho
José Mourinho vê coisas. E gosta de vir contar para os jornais aquilo que vê. A Irmã Lúcia também tinha umas visões, na Cova da Iria. Mourinho, esse, não consta que ande lá para os lados de Fátima e costuma ter as suas visões nos balneários dos jogos de futebol. Em Alvalade, no ano passado, ele viu tudo a correr normalmente no balneário. Viu a camisola do Rui Jorge continuar inteira e viu o Paulinho ser efusivamente saudado pela comitiva do Porto. Só ele é que viu isto. O resto das pessoas viram a camisola rasgada e o nosso roupeiro a servir de bombo-da-festa de insultos. Mas isso não interessa. O que conta é o que Mourinho viu. Esta semana o cavalheiro voltou às visões. Viu o treinador do Barcelona entrar no balneário do árbitro. Parece que mais ninguém viu. Mas Mourinho viu e isso é o que interessa. As visões da Irmã Lúcia tinham dia marcado - 13 de cada mês. As de Mourinho, ao invés, são sempre que ele não ganha os jogos: cada pastorinho tem o seu calendário.
O homem é um vidente: beatifiquem-no já.
José Mourinho vê coisas. E gosta de vir contar para os jornais aquilo que vê. A Irmã Lúcia também tinha umas visões, na Cova da Iria. Mourinho, esse, não consta que ande lá para os lados de Fátima e costuma ter as suas visões nos balneários dos jogos de futebol. Em Alvalade, no ano passado, ele viu tudo a correr normalmente no balneário. Viu a camisola do Rui Jorge continuar inteira e viu o Paulinho ser efusivamente saudado pela comitiva do Porto. Só ele é que viu isto. O resto das pessoas viram a camisola rasgada e o nosso roupeiro a servir de bombo-da-festa de insultos. Mas isso não interessa. O que conta é o que Mourinho viu. Esta semana o cavalheiro voltou às visões. Viu o treinador do Barcelona entrar no balneário do árbitro. Parece que mais ninguém viu. Mas Mourinho viu e isso é o que interessa. As visões da Irmã Lúcia tinham dia marcado - 13 de cada mês. As de Mourinho, ao invés, são sempre que ele não ganha os jogos: cada pastorinho tem o seu calendário.
O homem é um vidente: beatifiquem-no já.
Friday, February 25, 2005
Exibição convincente
O SPORTING mostrou o que de melhor é capaz de fazer. Tem dias. A exibição de ontem foi mais uma para juntar às melhores da época. Sei que não é possível jogar sempre bem: a irregularidade faz parte do futebol, por mais profissional e de qualidade que seja a equipa. Mas exibições como a do Marítimo dão cabo de tudo. O que importa agora é conseguir manter a regularidade: ainda podemos chegar à vitória na Superliga.
O SPORTING mostrou o que de melhor é capaz de fazer. Tem dias. A exibição de ontem foi mais uma para juntar às melhores da época. Sei que não é possível jogar sempre bem: a irregularidade faz parte do futebol, por mais profissional e de qualidade que seja a equipa. Mas exibições como a do Marítimo dão cabo de tudo. O que importa agora é conseguir manter a regularidade: ainda podemos chegar à vitória na Superliga.
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