Monday, October 17, 2005

Mudança

O que se está a passar no SPORTING é triste, muito triste.
Para não estarmos aqui com muitos rodeios, vou directo ao assunto. A administração do SPORTING é a principal responsável pela situação. O treinador tem responsabilidades, provavelmente muitas. Mas quem gere o clube são os dirigentes. E os dirigentes actuais do SPORTING mostram, a vários níveis, serem incapazes de comandar o SPORTING. Resultado: um clube à deriva.
Enumero, não exaustivamente, aquelas que me parecem ser as maiores falhas da direcção, a maior parte delas bastante graves.
A direcção do SPORTING não soube nunca relacionar-se com a SAD. Falhas na escolha dos administradores e incompatibilidades de vária ordem traduziram-se num saltitanço constante dos administradores e funcionários da SAD. Desde que Dias da Cunha tomou posse já passou pela SAD uma dúzia de administradores e outros altos funcionários que acabaram por ter que sair devido a incompatibilidades com o presidente. Pessoas decisivas na vida do clube como Miguel Ribeiro Telles, passando por altos funcionários como Carlos Freitas, até pessoas do círculo próximo de Dias da Cunha, como Soares Franco, ninguém escapa: mais mês, menos mês lá vem uma desculpa esfarrapada para mais uma demissão. Estabilidade, elemento fundamental numa gestão deste tipo de actividades, é coisa que há muito não há no SPORTING. Há sempre alguém que está para sair, menos Dias da Cunha, claro, cujo único objectivo é ser o «presidente do centenário».
Há também a questão dos treinadores. Depois do erro clamoroso que foi a escolha de Fernando Santos, seguiu-se mais uma decisão errada: a de contratar José Peseiro, um treinador inexperiente e incapaz de suportar situações de convulsão como aquelas que vieram a surgir no SPORTING. Quando o SPORTING precisava de treinadores com capacidade de exercerem lideranças fortes, a administração ia à procura dos treinadores mais baratos do mercado, como se o salário fosse o critério mais importante na escolha de um treinador.
A relação com os adeptos também não tem sido a mais correcta. Com Dias da Cunha a querer vincar a toda a hora que não toma decisões em função das opiniões dos sócios, estes sentem-se, cada vez mais, como meros contribuintes a quem poucas vezes é dada a palavra. E nem me apetece voltar a falar aqui de atitudes disparatadas como aquela de permitir que um grupo de adeptos entre nas instalações do clube para interpelar jogadores e treinador. Ainda hoje estou para saber se Dias da Cunha se apercebeu da gravidade desta atitude.
Podia continuar, falando das relações com outros clubes e com os órgãos de gestão do futebol português, mas isso ficará para outra altura.
Por agora digo apenas que a actual situação é insustentável. Receio que Dias da Cunha ainda não se tenha apercebido do barril de pólvora que se está ali a acumular e que pode explodir com consequências desagradáveis a qualquer momento.
Confesso que tenho dificuldade em perceber esta vontade de nada mudar de Dias da Cunha. Não acredito que seja o amor à causa que o mantém no seu lugar. A questão do centenário bem como a vontade de levar o mandato até ao fim também não são razões suficientes para esta cegueira. Posso estar errado, mas esta fuga para a frente deve-se, a meu ver, a uma questão de teimosia: Dias da Cunha não quer assumir os seus erros de gestão no clube. E julga que os pode tapar com uma irresponsável manutenção da situação, qualquer que ela seja.
Esta história dos 15 dias de reflexão é um bom exemplo disso: claro que não se reflectiu nada porque não havia nada para reflectir. O que se fez foi adiar por mais 15 dias a insustentável situação, mas com tudo a continuar na mesma. Reflectir para quê? O diagnóstico está feito: o SPORTING precisa de eleições porque esta direcção já não tem legitimidade moral para gerir o clube e está à beira de perder a legal por falta de quorum, tantas têm sido as demissões. O SPORTING precisa de mudar de equipa técnica porque esta mostra, de jogo para jogo, como está ali para se afundar em conjunto com o resto, não sendo capaz de expressar a mais leve vontade de mudança. O SPORTING precisa de dispensar alguns jogadores, contratar outros e, sobretudo, impor um mínimo de profissionalismo aos que lá ficam, que é coisa que parece não existir ali muito. Só uma pessoa que está completamente a leste do que é o futebol permite que um jogador como Beto continue a ser capitão do SPORTING depois do que fez a um colega de equipa. O SPORTING precisa de trazer os sócios para a vida do clube, em vez de os espantar, esperando apenas que eles paguem bem para ver os miseráveis jogos de futebol que lhes vão sendo oferecidos. Ou seja, o SPORTING precisa de mudar, imediatamente. Sob pena de se hipotecarem um conjunto de valores vitais da vida do clube que levarão outra dezena de anos a recuperar.
Tenho reparado que os sportinguistas vão divergindo quanto aos destinos do clube. Cada cabeça sua sentença e ainda bem que assim é. Mas numa coisa estamos todos de acordo: assim não vamos a lado nenhum. E não basta vir com blackouts e períodos de reflexão. Face ao estado a que esta direcção deixou levar as coisas, só com mudanças mais profundas é que poderemos resolver alguma coisa. E que se mude o mais rápido possível, enquanto é tempo. Eleições no clube, imediatamente!

Friday, October 14, 2005

SPORTING - Académica

Vamos lá ver no que é que este jogo vai dar. Incerteza é o que vai na cabeça de todos os sportinguistas. E agora, «ou sim ou sopas», como se costuma dizer...
Força SPORTING!

Thursday, October 13, 2005

3 dias de folga

A equipa joga com muito entendimento entre os jogadores; em termos de preparação física não há quem aguente tanto como nós; o treinador tem todos os esquemas bem ensaiados e a equipa responde a qualquer adversidade; há uma grande união entre os jogadores e eles dão-se muito bem entre si; a direcção da SAD sabe perfeitamente o que fazer para compensar financeiramente a eliminação das provas europeias; sabemos quem são os responsáveis directos pelas medidas tomadas e os adeptos estão tranquilos face ao rendimento da equipa bem como ao comportamento do SPORTING em geral.
Face a estas premissas óbvias para toda a gente, é justo que se dêem 3 dias de folga numa semana aos nossos jogadores!

Tuesday, October 11, 2005

Outro editorial

Para um clube que está em blackout - o que quer que isso seja - é de estranhar a quantidade de «comunicações» que o presidente do SPORTING vem fazendo.
Porquê esta súbita necessidade de estar a justificar acções ou a endereçar «palavras de união da família sportinguista»? Vindas da parte de quem sempre achou que tinha muito pouco a justificar «às vontades da bancada», para utilizar a sua expressão, esta repentina decisão de Dias da Cunha em falar muito para os sportinguistas e esta facilidade com que vão saltando informações do interior da SAD cá para fora, é, no mínimo, inédita.
Basta de reflexão. O que nós agora precisamos é de acção. Ou pensam que tudo se resolve metendo na prateleira mais um ou dois administradores da SAD, para irem fazer companhia a uns tantos que Dias da Cunha já tratou de lá colocar. E a este respeito, deixo-vos como tpc a elaboração de uma lista com todas as pessoas que ao longo deste mandato trabalharam com Dias da Cunha na SAD e acabaram por se afastar ou serem afastados. Despachem-se que a lista é longa.
E se vocês quiserem saber como é que um problema se agrava por não se atacar na sua raíz...

...é esperarem pelo início do jogo contra a Académica e verem o Beto entrar em campo com a braçadeira de capitão.

Friday, October 07, 2005

Visitas

O site do nosso clube disponibiliza informação sobre as visitas guiadas à Academia SPORTING. A informação é detalhada mas há um ponto importante que está em falta: não diz se essa visita contempla uma reunião com os capitães de equipa ou com o treinador. Eu gostava de saber se posso chegar lá, e falar com quem me aparecer à frente, desde que cumpra alguma função no clube, e fazê-los ouvir as minhas opiniões. É que eu tenho ideias muito claras acerca do posicionamento dos bonecos no treino dos livres. E também gostava de ir lá dizer qualquer coisa sobre aquela modalidade que consiste em jogar a bola com as mãos - tipo andebol para marcar golos de cabeça - e que deixa sempre os nossos jogadores com um aspecto de plena realização desportiva; basta ver os sorrisos que a empolgante actividade lhes provoca.
Se há quem possa chegar lá e ser recebido para dizer o que acha sobre o que quer que seja, então que se abra essa possibilidade a todos. Ou será que esta «democracia participada» de que o Peseiro fala a toda a hora é só para os que ameaçam com desacatos?
Começou a corrida

Pressentem-se grandes movimentações em torno dos lugares que, ao que parece, vão vagar na SAD e na equipa técnica do SPORTING. Tudo o que é empresário, dirigente e opinador vem, de forma velada, lançar uns nomes para a telenovela que se está aqui a montar. Não vou referir nomes, até porque nenhum dos que vi sugeridos para treinador ou para a SAD me satisfaz.
O SPORTING tem que tomar decisões e, no que respeita à contratação de treinadores, tem que ser muito cauteloso. É por isso que acho que mais uma solução tipo-Peseiro, que é o que se afigura a avaliar pelos nomes que já aí andam, será um disparate. O SPORTING terá que apostar num treinador de qualidade e que seja já um valor seguro. Custa muito dinheiro? Pois custa. Mas custa mais ainda apostar em pessoas que não se sabe se são as indicadas para a tarefa que está em causa: pegar num grupo de jogadores completamente desorientado e fazer daí uma equipa de futebol.
É um assunto que me causa sempre alguma apreensão: porque é que se gasta tanto dinheiro em jogadores - mais milhão de euros, menos milhão de euros - e quando chega a altura de contratar um treinador o SPORTING vai à procura do mais barato que houver no mercado?

Tuesday, October 04, 2005

Hipocrisia

Pelo que a SAD do SPORTING fez saber de forma velada, como é costume em situações de aperto, vai ser dada mais uma oportunidade a José Peseiro: o jogo com a Académica. Dois aspectos merecem comentário. Primeiro o facto de estes administradores, ao contrário do que dizem, viverem da casuística dos resultados. Se não fosse assim nunca seria um jogo contra a Académica que poderia provocar decisões. E em segundo lugar, o que há a destacar é a hipocrisia que é adiar tudo por mais 15 dias. E se o SPORTING ganhar à Académica? O treinador fica a arrastar-se por ali durante mais uns jogos até que o a situação volte a ser insustentável. O bom gestor é aquele que sabe decidir no momento e o momento de tomar decisões é este. Dias da Cunha teria que fazer uma de duas coisas: ou demitia já o treinador, aproveitando esta paragem de duas semanas, bem como a posição da equipa na tabela classificativa que ainda permite lutar pelo campeonato, ou então afirma que o treinador fica, aconteça o que acontecer, mesmo que isso signifique não ir à UEFA, por exemplo, assumindo as devidas consequências dessa atitude no final da época, ou seja, demitindo-se a si próprio e a toda a administração, convocando eleições e afastando-se do SPORTING nos tempos mais próximos.
Esta história de vir com oportunidades de mais um jogo aqui, mais outro jogo acolá, para ver se Peseiro lá vai amealhando mais uns pontitos, é o pior que se pode fazer. E é precisamente o que se está a fazer. Está-se a adiar o inevitável. Porque não é preciso saber muito disto para se perceber que nenhum treinador faz alguma coisa de jeito nessa base do «tenho que ganhar o próximo se não vou para o olho da rua». Aqui temos mais um sinal evidente da incompetência generalizada que é a gestão actual do SPORTING.

Já agora, como sócio do SPORTING e accionista da SAD, gostava de saber, só por curiosidade, se os dois funcionários Paulo de Andrade e Rui Meireles já apresentaram justificação credível (atestado médico, judicial ou qualquer outro do género) para o facto de terem abandonado o seu local de trabalho, antes da hora de saída, lá em Paços de Ferreira. Qualquer funcionário que se ausente do posto de trabalho antes da hora - que foi o que esses dois senhores fizeram - deve uma justificação ao patrão, ou não?

Monday, October 03, 2005

«Até agora, tudo bem» (diz o tipo que se manda do 10ª andar, quando vai a passar pelo 5º)

Para falar a sério, acho que Peseiro está com a cabeça tão desorientada que já nem é capaz de perceber que é ele prório um dos que mais tem a ganhar com a sua saída do SPORTING.
E é então para estes momentos que serve a direcção. Para dirigir colocando acima de tudo os interesses do clube. Só que estes cavalheiros que estão no SPORTING, arrogantes e petulantes como são, teimam em manter artificialmente Peseiro no cargo, apenas para não fazerem um cedência àquilo que dizem as pessoas de bom-senso acerca da situação da equipa. É óbvio para qualquer um que o apoio dos dirigentes a Peseiro é um falso apoio. Viu-se em Paços de Ferreira: Dias da Cunha nem sequer lá estava, devido a mais um dos seus «compromissos inadiáveis» e Paulo de Andrade - o dirigente que só aparece quando a equipa ganha - resolveu sair mais cedo em direcção a Lisboa, deixando Peseiro entregue a um comentador de touradas ou lá que raio é, completamente exposto à malta que gritava pela sua demissão. Se isto é apoio...
O que temos aqui é um aproveitamento cobarde de Peseiro. A direcção do SPORTING sabe que alguém vai sair mal deste filme. E acham que, enquanto Peseiro vai ardendo aos poucos, eles se vão protegendo sem se chamuscarem. Enganam-se. Qualquer adepto do SPORTING percebe que Dias da Cunha e seus pares têm apenas como objectivo salvarem-se da melhor maneira possível. Para isso vão-se aproveitando de um simplório completamente à deriva que, dada a sua inexperiência, ainda não percebeu que o melhor que tem a fazer é ir-se embora.
Esse é o problema de Dias da Cunha e seus colegas: falharam na contratação de Fernando Santos e de José Peseiro e não querem dar a cara assumindo o erro cometido, duas vezes seguidas, na contratação de treinadores, o que é muito. E isto, para mim, não passa de vaidade pessoal e arrogância cega.
Eles não entendem, ou não querem entender, que esta situação vai muito além de um mero resultado desportivo. O afastamento dos adeptos face à equipa tem um valor enorme que a direcção está a hipotecar, apenas por capricho.
Esta cegueira da direcção vai acabar mal. Não tenhamos dúvidas. Com o SPORTING a ser enxovalhado por meia-dúzia de cavalheiros que ninguém sabe muito bem o que é que estão ali a fazer, uma vez que se queixam a toda a hora que é um grande incómodo ter que aturar os adeptos enraivecidos.
Se gostam do SPORTING, como estão sempre a dizer, vão-se embora e levem consigo a equipa técnica e os «assessores de comunicação» que para ali trouxeram. O SPORTING agradece. Convoquem eleições e dêem a palavra aos sócios, aqueles que realmente se interessam pelo futuro do SPORTING.

Pequena nota sobre o que se passou na 6ª feira à noite: é absolutamente lamentável o comportamento de uns quantos canalhas durante e após a assembleia geral. Este tipo de adeptos, que se enganaram na cor quando escolheram clube, gostavam era de ter ali um Vale e Azevedo para poderem dar larga às suas frustrações e fazerem do SPORTING palco de uma bandalheira e pancadaria. Mas não vão conseguir. O SPORTING é um clube de gente que se sabe comportar e não são estes energúmenos que o vão conseguir mudar.
Apito Dourado

O jogo entre o Marítimo e o Porto fez lembrar os velhos tempos pré-«apito dourado». Grande Penalidade por marcar; golo mal anulado; dualidade de critérios nos cartões; descontos exagerados no fim do jogo, enfim, Duarte Gomes teve que recorrer a todas as «ferramentas» ao seu dispor para ver se aquilo lá ia. Uma vergonha que os jornas e opinadores da praça, como é costume, deixaram passar sem qualquer referência.
Só teve um aspecto positivo: serviu para «mostrar às criancinhas que ainda não eram nascidas», como é que eram os jogos do Porto há uns anos atrás.

Friday, September 30, 2005

Taça UEFA

Fomos eliminados e bem eliminados, dada a figura triste que a equipa fez durante 120 minutos. O Halmstads é uma equipa muito fraca, muito pior do que todas as que há na primeira divisão em Portugal. Para lá disso ainda nos deu um auto-golo e uma série de oportunidades de resolver o jogo. Traduzindo por miúdos: o Halmstads fez tudo para não passar a eliminatória. Mas o SPORTING foi mesmo teimoso e conseguiu contrariar os suecos, fazendo com que fossem eles a seguir em frente. Resultado justo, portanto. E do jogo, propriamente dito, não me apetece dizer mais nada.
Mas Peseiro falou. Veio à sala de imprensa e deu uma das conferências de imprensa mais patéticas a que Alvalade assistiu nos últimos tempos. Com cara de quem tinha levado um enxerto de porrada, apareceu para dizer uma série de banalidades, absolutamente inócuas se tivermos em linha de conta a ocasião em que foram ditas. Chavões e mais chavões, daqueles que não servem para mais nada senão para que possa depois dizer que «foi à sala de imprensa enfrentar os jornalistas». Vou-me deter apenas sobre uma das afirmações de Peseiro, porque, só essa, já dá para muito: estou a referir-me à afirmação inicial de Peseiro quando disse que assumia todas as responsabilidades. Pois, muito bem dito. O problema é que isso é mentira. Peseiro não assumiu coisa nenhuma. Ou então, alguém tem que lhe explicar que assumir responsabilidades não é simplesmente mandar essa frase para o ar. Assumir resposabilidades implica, não só a afirmação, como as devidas consequências materiais dessa afirmação. Imaginem a seguinte situação: um tipo vai a conduzir, despista-se por culpa própria e faz um estrago qualquer. De seguida diz que «assume as responsabilidades» mas que não paga nada. O tipo é doido, é o que toda a gente dirá. Porque não basta dizer, é preciso concretizar aquilo que se diz. Que me interesa a mim que ele se assuma como responsável se depois tudo fica exactamente na mesma? Isso não é assumir coisa nenhuma.
Ou seja, Peseiro falhou a Liga do ano passado, a Taça UEFA do ano passado, a Taça de Portugal do ano passado, o apuramento para a Liga dos Campeões deste ano e a Taça UEFA deste ano sempre a dizer que assumia as responsabilidades. E na prática o que temos é que ele saltita de falhanço em falhanço sem que nada mude, sem assumir nada verdadeiramente.
Já era tempo de, pelo menos uma vez, ele extrair consequências dos seus actos em vez de vir falar de crédito, porque o SPORTING não é nenhum banco, a não ser que ele assim o entenda.
Mas uma vez que Peseiro é da escola Fernando Santos - ficar até ao fim, aconteça o que acontecer - era importante que neste momento aparecesse a direcção do SPORTING a fazer isso mesmo: DIRIGIR. E a este respeito o que temos são as declarações do sr. Meireles, que ninguém sabe muito bem como é que esta época ali apareceu com este poder todo, a dizer que o que é importante é manter a estabilidade. Qual estabilidade? Olhando para a equipa do SPORTING em campo e a ginástica do treinador junto à linha, alguém consegue ver ali alguma estabilidade? Ou estabilidade para estes directores não é mais do que manter os remunerados cargos de cada um o máximo de tempo possível?
Em muito más mãos anda o nosso clube. E isso, mais do que um resultado qualquer, é que me preocupa.

Thursday, September 29, 2005

O mal dos outros

Com ele podemos nós bem, costuma dizer-se. Adriaanse e Koeman, a esse respeito, proporcionaram a Peseiro a melhor semana possível. Quando o treinador do SPORTING começa a ser fortemente contestado - a contestação de que foi alvo na época passada acabou por só endurecer mesmo no fim quando já era tarde demais - Koeman e Adriaanse tiveram prestações nas competições europeias que vieram desviar as atenções, dado o insucesso. Koeman disparatou completamente. Só gostava de lembrar que, com ele, também disparataram aqueles que encheram capas de jornais com Beto, por exemplo, considerando-o um bom jogador. Tentou aguentar o 1-1 e acabou por perder: cena clássica de treinador pouco audaz. E Adriaanse foi na mesma onda. É certo que até agora colocou o meio-campo do Porto a jogar «bonitinho»; mas é a única pessoa ligada ao campeonato português que ainda não percebeu que Jorge Costa tem lugar na equipa do Porto porque a sua posição em campo é muito mais abrangente do que ser defesa central.
O que já se diria por aí se fosse Peseiro...

Wednesday, September 28, 2005

Escola

É sempre bom ver que há quem saiba aproveitar a formação do SPORTING para alguma coisa de jeito. Ao contrário de outros...
Teoria da Relatividade

Como ontem se comemoravam os 100 anos da publicação da Teoria da Relatividade Restrita, o comentador Catarro quis - provavelmente sem saber - participar das cerimónias comemorativas e vai daí chutou para o microfone uma daquelas pérolas de que os lampiões, em dia de grande excitação, são capazes:

"Este jogo é quase uma reedição da final dos anos 60"

Toma, vai buscar. Ai está um quase que contém 40 anos de história do futebol. Não há nada como um lampião entusiasmado para nos fazer rir.
Podia ter dito que "o Chalana é quase tão bom como o Queiróz". Ou que "o Vieira dos Pneus é quase tão rico como o Glazer". Mas o comentador Catarro ontem estava mais numa onda sixties. Tudo bem.

PS: como é óbvio isto não tem nada a ver com a Teoria da Relatividade.

Monday, September 26, 2005

SPORTING - V. Setúbal

O fim do filme está cada vez mais previsível: cada jogo do SPORTING parece um daqueles maus blockbusters hollywoodescos em que, ao fim de 5 minutos, já sabemos como vai acabar.
Ontem, de futebol, praticamente nada. Mas lá que foi uma grande sessão de peseirismo, isso foi.
Ganhámos, dizem. Obrigado por nos lembrarem; assim vamos todos mais descansados para casa. Para a semana há mais.
Strong

Esta época há uma nova empresa de segurança a controlar as entradas. E mal. Na época passada, era de admirar a eficiência com que a segurança das entradas actuava, revistando de maneira a permitir que o fluxo fosse rápido. Para isso tinham um maior número de funcionários a fazer revistas. Esta época, pelo menos na porta em que entro, as entradas tornaram-se um processo demorado, confuso e até conflituoso, em grande parte devido ao facto de haver menos funcionários a fazer revistas. De um tempo médio de espera de 1/2 minutos passámos para uma espera de 20/30 minutos. E não se ganhou nada em eficiência: esta época estoiram petardos a toda a hora e continua a ser fácil entrar com objectos proíbidos.
Espero que a direcção da empresa de segurança bem como a entidade contratante - o SPORTING - saibam que uma das anunciadas regalias que os portadores de bilhete de época prezavam era precisamente a facilidade de entrada no estádio. Abolindo essa vantagem, só se vai contribuir para que menos sócios e adeptos invistam no bilhete de época. Já nem falo naquela cantilena pró-euro2004 que dizia que as entradas nos estádios seriam muito mais facilitadas e cómodas. Ontem, por exemplo, quando o jogo começou ainda havia pessoas com 20 minutos de espera na fila, cá fora. Que, como é fácil de perceber, começaram a empurrar e a insultar sabe-se lá quem. Podia ter havido problemas sérios: deu para ver, pela cara e reacção dos tais seguranças, que eles estavam completamente descoordenados e sem saber como reagir. A polícia estava lá dentro.
Enfim, apenas mais um indício do modo indiferente como esta administração do SPORTING tem vindo a tratar os sócios do clube. Sócios esses que, repito, são o clube. Só espero que quando se lembrarem disso não seja já tarde demais.
Andebol

Benfica, 30 - SPORTING, 38. Ganhou a melhor equipa e, quando assim é, está tudo bem. Parabéns pela vitória.

Friday, September 23, 2005

SPORTING sempre

Quaisquer que sejam as circunstâncias, o SPORTING acima de tudo. Temos que ganhar ao Setúbal.
Força SPORTING!

Wednesday, September 21, 2005

Mais do mesmo

Perdemos na Madeira; resultado que apenas surpreende quem não viu o jogo. Podíamos falar das oportunidades desperdiçadas; dos erros do árbitro e de outros factores, sem dúvida, importantes. Ainda assim, julgo que o que interessa é saber porque é que este tipo de resultados, a fazer lembrar uma data de situações da época passada, se voltou a repetir. O que eu gostava mesmo de entender é porque é que o SPORTING é uma das equipas que sofre os golos mais insólitos que possa haver, jogo a jogo. Só esta época tivemos frango do guarda-redes contra o Belenenses; pontapé no ar em vez da bola do Rogério no Marítimo, defesa a marcar um avançado atrás dele, num cruzamento, no Nacional e por aí fora. Não sofremos um golo em que se diga: o adversário jogou bem, fomos incapazes de aguentar, é justo. Os golos que sofremos são sempre o que se chama de golos de merda, daqueles que no fim da época vão para as colectâneas de imagens insólitas. Nenhuma equipa sobrevive a tanto disparate, por mais que consiga atacar e dominar o jogo do meio campo para a frente. E a culpa não é só da defesa nem do guarda-redes. É também do meio campo que tem pouca vocação defensiva e do treinador que continua a não conseguir acertar, sempre que se confronta com treinadores minimamente astutos. (sobre o assunto-treinador falaremos mais detalhadamente um dia destes)
Por agora só me resta lamentar a sensação de que este é um filme já visto e revisto. Sem que nada pareça mudar. No jogo do Nacional, parece que a partir do 2º golo sofrido, a nossa equipa já só estava à espera que o jogo acabasse.
E repete-se, com rigor matemático, a história de que o SPORTING de Peseiro falha sempre no momento decisivo. No ano passado falhou-se no momento decisivo do campeonato (jogo contra o galinhas que, apesar do árbitro, podia ter sido ganho); da Taça de Portugal (apesar do árbitro, tivemos o jogo ganho, lembram-se?); da Taça Uefa (estávamos a jogar em casa e ao intervalo ganhávamos a uma equipa claramente inferior). Ou seja, Peseiro: o treinador que vacila no momento decisivo, e que continua a acreditar que vai «dar a volta» (não sei bem a quê).
Convocatória

Desta vez a assembleia geral do clube é anunciada no respectivo site. Estão a fazer progressos.