De volta ao vinil
Fui vasculhar nos discos antigos. O objectivo era apenas poder olhar para a capa. Acabei por ouvir o disco do princípio ao fim, coisa que já não fazia há alguns anos. Valeu a pena. De tal maneira que já o passei para o IPod.
Thank you very much, George.
Tuesday, November 29, 2005
SPORTING - Guimarães
Provavelmente a melhor exibição desde que Paulo Bento é o treinador. Ainda há muita coisa para melhorar mas a atitude geral da equipa parece ser diferente da de há dois meses atrás. Vai ser precisa alguma paciência até que a equipa possa atingir um bom nível competitivo. Vamos aguardar com convicção e tranquilidade.
Provavelmente a melhor exibição desde que Paulo Bento é o treinador. Ainda há muita coisa para melhorar mas a atitude geral da equipa parece ser diferente da de há dois meses atrás. Vai ser precisa alguma paciência até que a equipa possa atingir um bom nível competitivo. Vamos aguardar com convicção e tranquilidade.
Monday, November 28, 2005
Os comentadores que se cuidem
Está confirmado: aquele sujeito loiro que costuma estar com uma mão no queixo durante os jogos do clube galináceo é candidato a comentador, num jornal ou numa televisão qualquer. Semana após semana não há tema que lhe escape. Ele tem opinião sobre tudo o que se passa no futebol português, das outras equipas à arbitragem, passando pela selecção e pelos dirigentes. Esta semana até andou para lá com umas palhaçadas gestuais, tipo Nuno Gomes, daquelas de fazer inveja a qualquer um da onda Chapitô.
Como ele fala de tudo menos daquilo que deve - explicar o futebol miserável da sua equipazinha, por exemplo - está claro que chegou para a profissão errada. Mandar bitaites parece ser a sua verdadeira vocação.
Está confirmado: aquele sujeito loiro que costuma estar com uma mão no queixo durante os jogos do clube galináceo é candidato a comentador, num jornal ou numa televisão qualquer. Semana após semana não há tema que lhe escape. Ele tem opinião sobre tudo o que se passa no futebol português, das outras equipas à arbitragem, passando pela selecção e pelos dirigentes. Esta semana até andou para lá com umas palhaçadas gestuais, tipo Nuno Gomes, daquelas de fazer inveja a qualquer um da onda Chapitô.
Como ele fala de tudo menos daquilo que deve - explicar o futebol miserável da sua equipazinha, por exemplo - está claro que chegou para a profissão errada. Mandar bitaites parece ser a sua verdadeira vocação.
Monday, November 21, 2005
E agora?
Na jornada passada o bandeirinha Guilherme, essa inenarrável figura do trapezismo verbal, tomou a inédita posição de criticar um árbitro pela sua prestação num jogo, nomeadamente, a propósito da arbitragem do SPORTING – União de Leiria. Desde que este artista é responsável pela nomeação da arbitragem, esta foi a única vez que o vimos concordar com as críticas feitas ao árbitro. A razão única desta mudança é o facto de o suposto beneficiado ter sido o SPORTING, motivo suficiente para o bandeirinha Guilherme ter aberto a tal excepção ao seu comportamento. Claro que o bandeirinha Guilherme foi na onda, tal como todos os outros, e se esqueceu de ver que a jogada do tal golo mal anulado nasce na sequência de um fora-de-jogo que se tivesse sido assinalado, como mandam as regras, nada desta conversa fiada de quintos árbitros, chips e outras manigâncias teria aparecido. E o bandeirinha Guilherme até foi fiscal de linha, razão acrescida para ter percebido melhor a jogada e não ter vindo para a praça pública largar disparates.
Nesta jornada houve uma bola que não entrou na baliza da Académica e o árbitro marcou golo e houve uma daquelas grandes penalidades - estrategicamente assinalada contra o Braga - digna de figurar na antologia calabotense. Ficamos à espera da atitude do bandeirinha Guilherme: será que vai manter a sua habitual defesa intransigente dos disparates dos árbitros ou será que vai abrir mais uma excepção à sua conduta, como fez a respeito do pseudo-golo do Leiria? Não é preciso ser bruxo para adivinhar…
Na jornada passada o bandeirinha Guilherme, essa inenarrável figura do trapezismo verbal, tomou a inédita posição de criticar um árbitro pela sua prestação num jogo, nomeadamente, a propósito da arbitragem do SPORTING – União de Leiria. Desde que este artista é responsável pela nomeação da arbitragem, esta foi a única vez que o vimos concordar com as críticas feitas ao árbitro. A razão única desta mudança é o facto de o suposto beneficiado ter sido o SPORTING, motivo suficiente para o bandeirinha Guilherme ter aberto a tal excepção ao seu comportamento. Claro que o bandeirinha Guilherme foi na onda, tal como todos os outros, e se esqueceu de ver que a jogada do tal golo mal anulado nasce na sequência de um fora-de-jogo que se tivesse sido assinalado, como mandam as regras, nada desta conversa fiada de quintos árbitros, chips e outras manigâncias teria aparecido. E o bandeirinha Guilherme até foi fiscal de linha, razão acrescida para ter percebido melhor a jogada e não ter vindo para a praça pública largar disparates.
Nesta jornada houve uma bola que não entrou na baliza da Académica e o árbitro marcou golo e houve uma daquelas grandes penalidades - estrategicamente assinalada contra o Braga - digna de figurar na antologia calabotense. Ficamos à espera da atitude do bandeirinha Guilherme: será que vai manter a sua habitual defesa intransigente dos disparates dos árbitros ou será que vai abrir mais uma excepção à sua conduta, como fez a respeito do pseudo-golo do Leiria? Não é preciso ser bruxo para adivinhar…
Monday, November 14, 2005
Mesmo a calhar
No Público de domingo foi publicada uma notícia sobre um estudo de uma empresa dinamarquesa – Mandag Morgen – acerca das relações entre o jornalismo desportivo e os acontecimentos que este cobre. Foram tidos como objecto de estudo cerca de 10 mil artigos de 37 jornais diferentes, respeitantes a 10 países. Nenhum jornal português foi alvo desta iniciativa.
Os estudos valem o que valem e como Sir Humphrey do Yes, Minister bem disse, há sempre estudos para corroborar tudo o que se possa imaginar, por mais disparatado que seja. Ainda assim, esta investigação parece ter sido determinada por critérios de rigor, e merece uma leitura. Não pretendo fazer desta investigação teoria. Refiro-a apenas porque me parece que contém conclusões muito interessantes, sobretudo se tivermos em atenção o que se vai vendo pelo jornalismo da área desportiva em Portugal.
A ideia global que se extrai desta análise pode-se resumir em poucas palavras: o jornalismo desportivo tem muito pouco de jornalismo e bastante de publicidade e marketing. Chegando ao ponto de se colocarem em causa valores que deveriam ser fundamentais na conduta do jornalista enquanto profissional que tem a função, acima de tudo, de informar. “Funcionalmente falando há poucas dúvidas de que os jornalistas desportivos actuam como relações públicas. A imprensa desportiva é um dos maiores fazedores de mitos e deixa muitas questões por responder.”, afirma Dante Chini do Centro para a Excelência do Jornalismo nessa investigação.
Isto cai que nem uma luva no que se passa no jornalismo desportivo português. Só o mais distraído dos leitores é que ainda não percebeu que por cá o jornalismo desportivo não tem quase nada de jornalismo e muitas vezes também tem pouco de desportivo. Poderia enumerar aqui um rol de lacunas de que ele sofre. Não vale a pena.
O que eu achei interessante foi associar este estudo a uma notícia do Expresso de Sábado – página inteira e chamada na capa – em que se “noticía” o facto de o clube galináceo ter elaborado uma lista de orientações acerca do modo como irá funcionar o seu centro de estágio. Até parece que este vai ser o primeiro Centro de Estágios em Portugal. A fonte são as declarações de um tal de A. Carraça que, ao que consta, foi sindicalista e agora é gestor lá no clube. E no que isto resulta não é mais do que uma não-notícia. Diz Carraça que pretende formar jogadores tendo dando especial atenção a aspectos como a “velocidade”; “criatividade”; “robustez”; “técnica” e “disciplina” – não sei se vão incluir um item qualquer sobre a proibição de dar entrevistas ameaçando com a saída do clube... talvez seja necessário. O que é fantástico é que isto não passa de um chorrilho de lugares-comuns daqueles que se atiram ao povo em comício eleitoral. Qual o treinador de clube da 3ª divisão que não tem o desejo de formar jogadores com aquelas 5 características? Onde é que está a novidade? Mas Carraça não se fica por aqui. Vai ao ponto de lançar os nomes do que ele considera serem os modelos que vão definir a formação das jovens estrelinhas. E aí temos uma lista de jogadores que mais parece a votação dos MVP internacionais do ano, à excepção de Nelson que é lançado apenas porque é a vedeta mediática que está em “fabrico” pela agência de marketing Bola & Record com TVI à Mistura – Invenção de Craques por Encomenda, empresa a que este clube frequentemente recorre sempre que precisa de inventar um estrelita. [Nelson é bom, mas não é tão bom como nos querem fazer crer]. Carraça quer ser levado a sério e trata de polvilhar a sua estratégia com muito palavreado do tipo “coordenação com as instituições de ensino”; “apoio de formadores ligados a universidades”; “formação do homem e não só do atleta” – é pena que este item não tenha sido posto em prática durante a formação da Maria João Pereira – e uma “proximidade entre o clube e a família”.
Talvez devido ao facto de o campeonato estar parado e as historietas da selecção de Scolari já não interessarem a ninguém, o Expresso, para encher os quilos de papel que tem que vender, tenha que encher uma página com uma manifestação de intenções que de notícia não tem nada. Podia ter colocado um daqueles economistas que nas horas vagas são comentadores de sofá a afirmar, numa página no suplemento de economia, que é preciso “produzir mais e melhor”; “normalizar a cobrança de impostos” e “dinamizar o sector empresarial de modo a reduzir o desemprego” que seria a mesma coisa. Ou seja, nada de novo: encher uma página com banalidades que qualquer palerma consegue atingir. Nada que tenha interesse jornalístico. Precisamente o que o estudo da Mandag Morten refere. Diz Knut Helland nesse estudo: “a maioria do jornalismo actual é publicidade editorial.” Pois é. E má publicidade acrescentamos nós.
No Público de domingo foi publicada uma notícia sobre um estudo de uma empresa dinamarquesa – Mandag Morgen – acerca das relações entre o jornalismo desportivo e os acontecimentos que este cobre. Foram tidos como objecto de estudo cerca de 10 mil artigos de 37 jornais diferentes, respeitantes a 10 países. Nenhum jornal português foi alvo desta iniciativa.
Os estudos valem o que valem e como Sir Humphrey do Yes, Minister bem disse, há sempre estudos para corroborar tudo o que se possa imaginar, por mais disparatado que seja. Ainda assim, esta investigação parece ter sido determinada por critérios de rigor, e merece uma leitura. Não pretendo fazer desta investigação teoria. Refiro-a apenas porque me parece que contém conclusões muito interessantes, sobretudo se tivermos em atenção o que se vai vendo pelo jornalismo da área desportiva em Portugal.
A ideia global que se extrai desta análise pode-se resumir em poucas palavras: o jornalismo desportivo tem muito pouco de jornalismo e bastante de publicidade e marketing. Chegando ao ponto de se colocarem em causa valores que deveriam ser fundamentais na conduta do jornalista enquanto profissional que tem a função, acima de tudo, de informar. “Funcionalmente falando há poucas dúvidas de que os jornalistas desportivos actuam como relações públicas. A imprensa desportiva é um dos maiores fazedores de mitos e deixa muitas questões por responder.”, afirma Dante Chini do Centro para a Excelência do Jornalismo nessa investigação.
Isto cai que nem uma luva no que se passa no jornalismo desportivo português. Só o mais distraído dos leitores é que ainda não percebeu que por cá o jornalismo desportivo não tem quase nada de jornalismo e muitas vezes também tem pouco de desportivo. Poderia enumerar aqui um rol de lacunas de que ele sofre. Não vale a pena.
O que eu achei interessante foi associar este estudo a uma notícia do Expresso de Sábado – página inteira e chamada na capa – em que se “noticía” o facto de o clube galináceo ter elaborado uma lista de orientações acerca do modo como irá funcionar o seu centro de estágio. Até parece que este vai ser o primeiro Centro de Estágios em Portugal. A fonte são as declarações de um tal de A. Carraça que, ao que consta, foi sindicalista e agora é gestor lá no clube. E no que isto resulta não é mais do que uma não-notícia. Diz Carraça que pretende formar jogadores tendo dando especial atenção a aspectos como a “velocidade”; “criatividade”; “robustez”; “técnica” e “disciplina” – não sei se vão incluir um item qualquer sobre a proibição de dar entrevistas ameaçando com a saída do clube... talvez seja necessário. O que é fantástico é que isto não passa de um chorrilho de lugares-comuns daqueles que se atiram ao povo em comício eleitoral. Qual o treinador de clube da 3ª divisão que não tem o desejo de formar jogadores com aquelas 5 características? Onde é que está a novidade? Mas Carraça não se fica por aqui. Vai ao ponto de lançar os nomes do que ele considera serem os modelos que vão definir a formação das jovens estrelinhas. E aí temos uma lista de jogadores que mais parece a votação dos MVP internacionais do ano, à excepção de Nelson que é lançado apenas porque é a vedeta mediática que está em “fabrico” pela agência de marketing Bola & Record com TVI à Mistura – Invenção de Craques por Encomenda, empresa a que este clube frequentemente recorre sempre que precisa de inventar um estrelita. [Nelson é bom, mas não é tão bom como nos querem fazer crer]. Carraça quer ser levado a sério e trata de polvilhar a sua estratégia com muito palavreado do tipo “coordenação com as instituições de ensino”; “apoio de formadores ligados a universidades”; “formação do homem e não só do atleta” – é pena que este item não tenha sido posto em prática durante a formação da Maria João Pereira – e uma “proximidade entre o clube e a família”.
Talvez devido ao facto de o campeonato estar parado e as historietas da selecção de Scolari já não interessarem a ninguém, o Expresso, para encher os quilos de papel que tem que vender, tenha que encher uma página com uma manifestação de intenções que de notícia não tem nada. Podia ter colocado um daqueles economistas que nas horas vagas são comentadores de sofá a afirmar, numa página no suplemento de economia, que é preciso “produzir mais e melhor”; “normalizar a cobrança de impostos” e “dinamizar o sector empresarial de modo a reduzir o desemprego” que seria a mesma coisa. Ou seja, nada de novo: encher uma página com banalidades que qualquer palerma consegue atingir. Nada que tenha interesse jornalístico. Precisamente o que o estudo da Mandag Morten refere. Diz Knut Helland nesse estudo: “a maioria do jornalismo actual é publicidade editorial.” Pois é. E má publicidade acrescentamos nós.
Friday, November 11, 2005
Monday, November 07, 2005
SPORTING - Leiria
Dois aspectos positivos: Paulo Bento está com vontade de mudar e há muito bons valores no plantel do SPORTING.
Dois aspectos negativos: a preparação física da equipa é fraquíssima e a defesa é incapaz de resolver as situações de jogo mais básicas.
Quanto à arbitragem: nada de novo. Incompetência sem limites. Mas tenham a dignidade de confirmar que somos nós, os sportinguistas, que achamos há muito que a arbitragem portuguesa precisava de uma "limpeza" geral do género: correr com todos os árbtros, bandeirinhas, dirigentes de árbitros e observadores de jogos para começar o processo todo de novo com gente nova, sem vícios, que não tenha nada que ver com os que lá estão agora.
Dois aspectos positivos: Paulo Bento está com vontade de mudar e há muito bons valores no plantel do SPORTING.
Dois aspectos negativos: a preparação física da equipa é fraquíssima e a defesa é incapaz de resolver as situações de jogo mais básicas.
Quanto à arbitragem: nada de novo. Incompetência sem limites. Mas tenham a dignidade de confirmar que somos nós, os sportinguistas, que achamos há muito que a arbitragem portuguesa precisava de uma "limpeza" geral do género: correr com todos os árbtros, bandeirinhas, dirigentes de árbitros e observadores de jogos para começar o processo todo de novo com gente nova, sem vícios, que não tenha nada que ver com os que lá estão agora.
Água oxigenada, 20 volumes, comprada na Farmácia Central
O treinador do clube galináceo resolveu passar um fim-de-semana verde, falando do SPORTING a torto e a direito. No seu melhor espanholês tratou de comentar o golo mal anulado ao Leiria com bastante insistência, referindo que "andava preocupado" e que "aquilo tinha sido um absurdo". Como se tivessemos ali um facto absolutamenter inédito no futebol cá da paróquia. Mas o que se passou em Alvalade não é inédito, é apenas mais um sinal da incompetência que reina na arbitragem. Incompetência essa da qual o clube de Koeman tem sido o maior beneficiário. Eu percebo o motivo da agitação: por um lado serve para "legitimar" roubos descarados ao SPORTING nos próximos 3 meses, sempre com aquela conversa do "golo do Leiria por isso estejam lá caladinhos". Por outro serve para desviar a atenção de mais uma roubalheira de que o Rio Ave foi vítima. Roubalheira essa que, por ter sido continuada ao longo dos 90 minutos, está para lá da simples miopia e incompetência do bandeirinha que não viu o golo limpo do Leiria. Aliás, "absurdo" - para utilizar o termo de Koeman - é o que se passa no segundo golo dos galináceos: bola a 20 metros do local da falta; falta marcada sem o árbitro apitar e Mantorras a atirar-se para o chão, executando exemplarmente o número do mergulho na zona de ataque, tão em voga no circo lá do galinheiro. Ou será que este holandês quer mesmo passar por idiota, julgando que os outros é que são idiotas?
Entretanto apareceu também aquele empresário da laca no cabelo a balbuciar qualquer coisa sobre a arbitragem do jogo do SPORTING: como não entendi quase nada do que ele disse, enquanto não houver tradução para português ou outra língua que eu saiba, não posso dizer nada.
O treinador do clube galináceo resolveu passar um fim-de-semana verde, falando do SPORTING a torto e a direito. No seu melhor espanholês tratou de comentar o golo mal anulado ao Leiria com bastante insistência, referindo que "andava preocupado" e que "aquilo tinha sido um absurdo". Como se tivessemos ali um facto absolutamenter inédito no futebol cá da paróquia. Mas o que se passou em Alvalade não é inédito, é apenas mais um sinal da incompetência que reina na arbitragem. Incompetência essa da qual o clube de Koeman tem sido o maior beneficiário. Eu percebo o motivo da agitação: por um lado serve para "legitimar" roubos descarados ao SPORTING nos próximos 3 meses, sempre com aquela conversa do "golo do Leiria por isso estejam lá caladinhos". Por outro serve para desviar a atenção de mais uma roubalheira de que o Rio Ave foi vítima. Roubalheira essa que, por ter sido continuada ao longo dos 90 minutos, está para lá da simples miopia e incompetência do bandeirinha que não viu o golo limpo do Leiria. Aliás, "absurdo" - para utilizar o termo de Koeman - é o que se passa no segundo golo dos galináceos: bola a 20 metros do local da falta; falta marcada sem o árbitro apitar e Mantorras a atirar-se para o chão, executando exemplarmente o número do mergulho na zona de ataque, tão em voga no circo lá do galinheiro. Ou será que este holandês quer mesmo passar por idiota, julgando que os outros é que são idiotas?
Entretanto apareceu também aquele empresário da laca no cabelo a balbuciar qualquer coisa sobre a arbitragem do jogo do SPORTING: como não entendi quase nada do que ele disse, enquanto não houver tradução para português ou outra língua que eu saiba, não posso dizer nada.
Friday, November 04, 2005
Monday, October 31, 2005
Uma das heranças do peseirismo
Entre as várias preciosidades do espólio que José Peseiro nos deixou, a preparação física da equipa é das mais dignas de nota. Lembremos o facto de a equipa técnica anterior não ter tido um preparador físico propriamente dito. Um dia, quando interrogado acerca do assunto, Peseiro disse que as tarefas relativas à preparação física eram repartidas «por mim, pelo Caixinha e pelo Luís Martins».
Pois bem, viu-se no jogo contra o Boavista uma equipa do SPORTING tão fraca em termos físicos, que eu nem sei se alguma vez estivemos na situação de, à nona jornada, termos os jogadores incapazes de aguentarem mais de 60 minutos em ritmo competitivo, como é o que se passa agora. Aliás, foi por isso que não ganhámos o jogo.
Agora vai ser preciso muito empenho e muita paciência: não é de um dia para o outro que se recupera de uma situação destas.
Entre as várias preciosidades do espólio que José Peseiro nos deixou, a preparação física da equipa é das mais dignas de nota. Lembremos o facto de a equipa técnica anterior não ter tido um preparador físico propriamente dito. Um dia, quando interrogado acerca do assunto, Peseiro disse que as tarefas relativas à preparação física eram repartidas «por mim, pelo Caixinha e pelo Luís Martins».
Pois bem, viu-se no jogo contra o Boavista uma equipa do SPORTING tão fraca em termos físicos, que eu nem sei se alguma vez estivemos na situação de, à nona jornada, termos os jogadores incapazes de aguentarem mais de 60 minutos em ritmo competitivo, como é o que se passa agora. Aliás, foi por isso que não ganhámos o jogo.
Agora vai ser preciso muito empenho e muita paciência: não é de um dia para o outro que se recupera de uma situação destas.
Friday, October 28, 2005
Continua a saga de Paulo Bento
Mais um jogo difícil contra o Boavista no Bessa. Mais uma prova de fogo para a espinhosa missão de Paulo Bento. Como podiam ter sido tão bem aproveitados aqueles 15 dias de paragem por causa da selecção...
Acredito que Paulo Bento está motivado para fazer o melhor que puder. Espero que os jogadores façam o mesmo.
Força SPORTING!
Mais um jogo difícil contra o Boavista no Bessa. Mais uma prova de fogo para a espinhosa missão de Paulo Bento. Como podiam ter sido tão bem aproveitados aqueles 15 dias de paragem por causa da selecção...
Acredito que Paulo Bento está motivado para fazer o melhor que puder. Espero que os jogadores façam o mesmo.
Força SPORTING!
O clube excepção
É típico dos novos-ricos que não têm quase nada e pensam que têm quase tudo acharem que estão no direito de serem tratados de maneira diferente. O provincianismo pindérico no seu melhor. Em Portugal quem está sempre a armar ao pingarelho com a mania das excepções à regra é o clube galináceo.
O futebol profissional é para ser disputado por indivíduos do sexo masculino; os galináceos jogam com a Maria João Pereira como se nada fosse.
A possibilidade de inscrever jogadores durante a época é apenas em Janeiro; os galináceos tentaram inscrever mais um guarda-redes em Novembro.
Deve ser cada um dos clubes a pagar os salários dos seus jogadores; os galináceos, que não têm dinheiro para pagar as suas dívidas, vão pagar os salários de jogadores de outro clube contra o qual vão ter que jogar, a troco, provavelmente, de um jogo em Faro.
Claro que ninguém diz nada. Tudo «perfeitamente normal» como diria um treinador que já por lá passou.
É típico dos novos-ricos que não têm quase nada e pensam que têm quase tudo acharem que estão no direito de serem tratados de maneira diferente. O provincianismo pindérico no seu melhor. Em Portugal quem está sempre a armar ao pingarelho com a mania das excepções à regra é o clube galináceo.
O futebol profissional é para ser disputado por indivíduos do sexo masculino; os galináceos jogam com a Maria João Pereira como se nada fosse.
A possibilidade de inscrever jogadores durante a época é apenas em Janeiro; os galináceos tentaram inscrever mais um guarda-redes em Novembro.
Deve ser cada um dos clubes a pagar os salários dos seus jogadores; os galináceos, que não têm dinheiro para pagar as suas dívidas, vão pagar os salários de jogadores de outro clube contra o qual vão ter que jogar, a troco, provavelmente, de um jogo em Faro.
Claro que ninguém diz nada. Tudo «perfeitamente normal» como diria um treinador que já por lá passou.
Monday, October 24, 2005
Não vai ser fácil
Paulo Bento encontrou uma equipa nas lonas. Vai demorar algum tempo a melhorar; e vai ser complicado colocá-la no topo em tempo útil.
Uma vez que esta direcção não se vai embora e pretende ficar até Maio - esperemos que as eleições sejam em Maio e não em Setembro - em Janeiro há muito trabalho de dispensas e contratações a fazer. Facilmente enchemos uma carrinha de 9 lugares com jogadores que deixariam muito satisfeitos os sócios quando fossem jogar para outro sítio. A equipa está muito desequilibrada e, embora nos possa custar algum dinheiro extra, só com uma limpeza como aquela a que o saudoso Mirko Jozic procedeu poderemos voltar a colocar alguma ordem na casa.
Paulo Bento encontrou uma equipa nas lonas. Vai demorar algum tempo a melhorar; e vai ser complicado colocá-la no topo em tempo útil.
Uma vez que esta direcção não se vai embora e pretende ficar até Maio - esperemos que as eleições sejam em Maio e não em Setembro - em Janeiro há muito trabalho de dispensas e contratações a fazer. Facilmente enchemos uma carrinha de 9 lugares com jogadores que deixariam muito satisfeitos os sócios quando fossem jogar para outro sítio. A equipa está muito desequilibrada e, embora nos possa custar algum dinheiro extra, só com uma limpeza como aquela a que o saudoso Mirko Jozic procedeu poderemos voltar a colocar alguma ordem na casa.
Friday, October 21, 2005
O sindicalista está de volta
Não me agrada nada o regresso de Oceano a Alvalade. Tranquilizou-me, ao longo destes anos, o facto de Oceano aparecer sempre conotado com uma daquelas listas folclóricas que ameaçam candidatar-se à presidência do SPORTING em períodos conturbados - a do inefável Pinto Coelho. Era para mim a garantia de que ele nunca chegaria a um cargo de poder no SPORTING, que ele nunca escondeu ambicionar.
E de repente, no meio da agitação, como convém, aí está o novo adjunto da equipa do SPORTING. Isto não augura nada de bom. E vocês vão poder ver brevemente porquê.
Não me agrada nada o regresso de Oceano a Alvalade. Tranquilizou-me, ao longo destes anos, o facto de Oceano aparecer sempre conotado com uma daquelas listas folclóricas que ameaçam candidatar-se à presidência do SPORTING em períodos conturbados - a do inefável Pinto Coelho. Era para mim a garantia de que ele nunca chegaria a um cargo de poder no SPORTING, que ele nunca escondeu ambicionar.
E de repente, no meio da agitação, como convém, aí está o novo adjunto da equipa do SPORTING. Isto não augura nada de bom. E vocês vão poder ver brevemente porquê.
Thursday, October 20, 2005
E agora?
A questão que eu queria ver esclarecida é a da data das eleições.
Não me incomoda muito que Soares Franco presida durante o período transitório: alguém tinha que o fazer e, Soares Franco, não sendo o ideal tem agora uma oportunidade de mostrar que é capaz de ser um dirigente dinâmico e responsável.
Também acho aceitável a solução Paulo Bento enquanto provisória. Continuo a achar que Paulo Bento é um indivíduo com mérito profissional mas que, dada a sua relativa inexperiência, é mais útil nas importantes funções de treinador dos júniores. Tentar fazer disto algo definitivo pode ser prejudicial, sobretudo para o próprio Paulo Bento, o que nenhum de nós quer que aconteça.
Quanto ao regresso de Carlos Freitas, ele é, à partida, positivo: vamos lá ver que tipo de trabalho é que lhe reservaram.
O que urge é marcar a data das eleições. Será um disparate esperar por Setembro, altura em que a nova época já começou, fazendo com que seja uma administração a prepará-la e outra a geri-la. Se é verdade o que Soares Franco diz: que está apenas de passagem, então que se convoquem eleições dentro de um prazo razoável. E a este respeito devo dizer que não estou a gostar nada desta história de se terem procedido a mudanças sem que haja um horizonte definido. Quero acreditar que tal não foi por má-fé. Porque se se está à espera que os sócios esqueçam as eleições para que novos administradores da linha Dias da Cunha tomem conta do clube, então o que temos é uma golpada. Repito: quero acreditar que Galvão Telles só não falou da data das eleições porque se esqueceu.
Posto isto, só falta que alguém telefone ao sr. Paul le Guen e lhe pergunte o que é que ele quer para vir tomar conta do SPORTING. Claro que há mais treinadores capazes de o fazer. Eu acredito neste. Quanto aos outros nomes que os jornais do clube galináceo se lembram de lançar todos os dias, apenas tenho a dizer que a situação actual do SPORTING não me dá vontade nenhuma de rir e, portanto, passo ao lado dessas piadas de mau gosto.
A questão que eu queria ver esclarecida é a da data das eleições.
Não me incomoda muito que Soares Franco presida durante o período transitório: alguém tinha que o fazer e, Soares Franco, não sendo o ideal tem agora uma oportunidade de mostrar que é capaz de ser um dirigente dinâmico e responsável.
Também acho aceitável a solução Paulo Bento enquanto provisória. Continuo a achar que Paulo Bento é um indivíduo com mérito profissional mas que, dada a sua relativa inexperiência, é mais útil nas importantes funções de treinador dos júniores. Tentar fazer disto algo definitivo pode ser prejudicial, sobretudo para o próprio Paulo Bento, o que nenhum de nós quer que aconteça.
Quanto ao regresso de Carlos Freitas, ele é, à partida, positivo: vamos lá ver que tipo de trabalho é que lhe reservaram.
O que urge é marcar a data das eleições. Será um disparate esperar por Setembro, altura em que a nova época já começou, fazendo com que seja uma administração a prepará-la e outra a geri-la. Se é verdade o que Soares Franco diz: que está apenas de passagem, então que se convoquem eleições dentro de um prazo razoável. E a este respeito devo dizer que não estou a gostar nada desta história de se terem procedido a mudanças sem que haja um horizonte definido. Quero acreditar que tal não foi por má-fé. Porque se se está à espera que os sócios esqueçam as eleições para que novos administradores da linha Dias da Cunha tomem conta do clube, então o que temos é uma golpada. Repito: quero acreditar que Galvão Telles só não falou da data das eleições porque se esqueceu.
Posto isto, só falta que alguém telefone ao sr. Paul le Guen e lhe pergunte o que é que ele quer para vir tomar conta do SPORTING. Claro que há mais treinadores capazes de o fazer. Eu acredito neste. Quanto aos outros nomes que os jornais do clube galináceo se lembram de lançar todos os dias, apenas tenho a dizer que a situação actual do SPORTING não me dá vontade nenhuma de rir e, portanto, passo ao lado dessas piadas de mau gosto.
Choradinho
As recentes demissões no SPORTING dão para que se possa elaborar uma verdadeira Teoria do Choradinho. Em vez de assumirem frontalmente essas decisões, na hora da saída, todos os que saem preferem vir com lamechices que, dada a situação em que o clube se encontra, são insuportáveis.
Temos o choradinho lunático de Dias da Cunha: ele é ainda hoje o único a achar que está certo e que todos os outros estão errados.
Ou o choradinho simplório de Peseiro: acha-se um coitado a quem o mundo tramou uma grande conspiração para o apoucar.
E por fim o choradinho mal-educado de Paulo de Andrade: nem na hora de saída este cavalheiro consegue abdicar de disparar arrogância contra os sócios, pautada sempre por uma ironia barata que não passa de pura provocação.
E espero não ter que voltar a perder muito mais tempo com estes cavalheiros. Que sejam felizes daqui para a frente (sem ironia).
As recentes demissões no SPORTING dão para que se possa elaborar uma verdadeira Teoria do Choradinho. Em vez de assumirem frontalmente essas decisões, na hora da saída, todos os que saem preferem vir com lamechices que, dada a situação em que o clube se encontra, são insuportáveis.
Temos o choradinho lunático de Dias da Cunha: ele é ainda hoje o único a achar que está certo e que todos os outros estão errados.
Ou o choradinho simplório de Peseiro: acha-se um coitado a quem o mundo tramou uma grande conspiração para o apoucar.
E por fim o choradinho mal-educado de Paulo de Andrade: nem na hora de saída este cavalheiro consegue abdicar de disparar arrogância contra os sócios, pautada sempre por uma ironia barata que não passa de pura provocação.
E espero não ter que voltar a perder muito mais tempo com estes cavalheiros. Que sejam felizes daqui para a frente (sem ironia).
Wednesday, October 19, 2005
Tinha que se começar por algum lado
Um pequeno passo. O saída de José Peseiro e de Paulo de Andrade, consideradas individualmente, não são a solução imediata para o problema que o nosso clube enfrenta. É claro que este treinador não era actualmente capaz de orientar a equipa e este administrador estava lá a fazer não se sabe muito bem o quê.
Mas eu sou da opinião de que os problemas que têm surgido no SPORTING se devem à direcção do clube, nomeadamente a Dias da Cunha. O presidente é o grande responsável pelo que se está a passar. Ele é, aliás, o problema central. E enquanto ele não perceber isto o SPORTING não vai sair da crise em que se encontra. Dias da Cunha diz que não gere o clube como se fosse seu. Mentira! Ele não tem feito outra coisa, e com uma agravante: os seus actos de gestão vão mais no sentido de manter intacta a sua teimosia e a sua arrogância do que gerir o clube de acordo com o programa que apresentou a eleições - do qual já quase ninguém se lembra, incluindo ele próprio.
Como consequência disto todos os nomes que por aí andam não passam de fogo de vista para desviar a atenção dos sócios: o que nós precisamos, no imediato, é de alguém que tome conta do clube a sério. Depois podemos então passar à fase da escolha dos técnicos, administradores e jogadores que lá devem trabalhar.
Demitir o treinador e um administrador, projectando mais uma solução do tipo «o mais barato que estiver disponível no mercado» não vai resolver nada. Vai até agravar.
Litos, Nelo Vingada, Camacho, Vítor Pontes, Paulo Autuori e outros não passam da confirmação de que não há interesse em mudar para melhor. O que ficou bem expresso na declaração do presidente quando disse que pretendia um treinador com o perfil de Peseiro.
Posto isto, não acho que haja motivo para os sócios se sentirem esperançados. Se esta direcção não sair imediatamente e se não se marcarem eleições, a demissão de Peseiro e a contratação de um desses nomes de que por aí se fala, será apenas mais um passo na direccção errada.
ELEIÇÕES IMEDIATAMENTE! VIVA O SPORTING!
Um pequeno passo. O saída de José Peseiro e de Paulo de Andrade, consideradas individualmente, não são a solução imediata para o problema que o nosso clube enfrenta. É claro que este treinador não era actualmente capaz de orientar a equipa e este administrador estava lá a fazer não se sabe muito bem o quê.
Mas eu sou da opinião de que os problemas que têm surgido no SPORTING se devem à direcção do clube, nomeadamente a Dias da Cunha. O presidente é o grande responsável pelo que se está a passar. Ele é, aliás, o problema central. E enquanto ele não perceber isto o SPORTING não vai sair da crise em que se encontra. Dias da Cunha diz que não gere o clube como se fosse seu. Mentira! Ele não tem feito outra coisa, e com uma agravante: os seus actos de gestão vão mais no sentido de manter intacta a sua teimosia e a sua arrogância do que gerir o clube de acordo com o programa que apresentou a eleições - do qual já quase ninguém se lembra, incluindo ele próprio.
Como consequência disto todos os nomes que por aí andam não passam de fogo de vista para desviar a atenção dos sócios: o que nós precisamos, no imediato, é de alguém que tome conta do clube a sério. Depois podemos então passar à fase da escolha dos técnicos, administradores e jogadores que lá devem trabalhar.
Demitir o treinador e um administrador, projectando mais uma solução do tipo «o mais barato que estiver disponível no mercado» não vai resolver nada. Vai até agravar.
Litos, Nelo Vingada, Camacho, Vítor Pontes, Paulo Autuori e outros não passam da confirmação de que não há interesse em mudar para melhor. O que ficou bem expresso na declaração do presidente quando disse que pretendia um treinador com o perfil de Peseiro.
Posto isto, não acho que haja motivo para os sócios se sentirem esperançados. Se esta direcção não sair imediatamente e se não se marcarem eleições, a demissão de Peseiro e a contratação de um desses nomes de que por aí se fala, será apenas mais um passo na direccção errada.
ELEIÇÕES IMEDIATAMENTE! VIVA O SPORTING!
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