Não ficou claro?
Ainda acerca do meu post "Dúvidas, muitas dúvidas" digo o seguinte:a) reafirmo tudo o que lá está escrito; b) não sou apoiante - nem tenciono apoiar - a lista de Soares Franco.
Mais ideias sobre este assunto surgirão nos dias que se seguem.
Monday, March 13, 2006
Outro
O treinador do Boavista juntou-se à lista dos que resolvem branquear os favorecimentos de que beneficiam com queixas aos árbitros que os ajudam. Carlos Brito e seus pares ensaiam, com a referência a uma eventual penalidade surgida na sequência de um fora-de-jogo não assinalado a Fary, fazer crer que foram prejudicados pela manhosa arbitragem de Elmano Santos. O que acontece é que Carlos Brito não refere o resto. E o resto foi uma vergonhosa arbitragem que tentou a todo o custo fazer com que o SPORTING perdesse pontos. Quantas expulsões foram perdoadas a jogadores do Boavista? Quantas faltas sobre Liedson foram transformadas em faltas contra o SPORTING? Quantos fora-de-jogo foram perdoados a Zé Manel e a colegas seus? Quantos pontapés de baliza foram transformados em cantos contra o SPORTING? Quanto tempo de descontos a mais foi dado no final do jogo? E quanto é que foi o tempo de descontos sobre o tempo de descontos? Porque é que Paulo Bento foi admoestado a primeira vez que levantou os braços enquanto ao banco do Boavista, que passou o tempo a protestar com o árbitro, nada aconteceu?
Há gente que teve o corpo em Alvalade mas a cabeça estava a 300 km de distância. Depois dá nisto.
O treinador do Boavista juntou-se à lista dos que resolvem branquear os favorecimentos de que beneficiam com queixas aos árbitros que os ajudam. Carlos Brito e seus pares ensaiam, com a referência a uma eventual penalidade surgida na sequência de um fora-de-jogo não assinalado a Fary, fazer crer que foram prejudicados pela manhosa arbitragem de Elmano Santos. O que acontece é que Carlos Brito não refere o resto. E o resto foi uma vergonhosa arbitragem que tentou a todo o custo fazer com que o SPORTING perdesse pontos. Quantas expulsões foram perdoadas a jogadores do Boavista? Quantas faltas sobre Liedson foram transformadas em faltas contra o SPORTING? Quantos fora-de-jogo foram perdoados a Zé Manel e a colegas seus? Quantos pontapés de baliza foram transformados em cantos contra o SPORTING? Quanto tempo de descontos a mais foi dado no final do jogo? E quanto é que foi o tempo de descontos sobre o tempo de descontos? Porque é que Paulo Bento foi admoestado a primeira vez que levantou os braços enquanto ao banco do Boavista, que passou o tempo a protestar com o árbitro, nada aconteceu?
Há gente que teve o corpo em Alvalade mas a cabeça estava a 300 km de distância. Depois dá nisto.
Thursday, March 09, 2006
Dúvidas, muitas dúvidas
A assembleia geral que vai ter lugar no Pavilhão Atlântico é muito importante para os destinos do nosso clube. Mais do que a questão do património, acaba por estar em causa a administração do próprio clube. Aguardei este tempo todo à espera que surgissem as tais "propostas" alternativas às de Soares Franco. E o que verifiquei foi que nessa matéria não há nada de novo: o projecto de Soares Franco pode ser mau - eu discordo de muito do que ele contém - mas o que é facto é que da parte dos outros hipotéticos candidatos não surgiu nenhuma ideia minimamente válida para a resolução dos problemas que se colocam ao clube. Isto não quer dizer que eu me tenha transformado num apoiante da lista de Soares Franco - isso não aconteceu. No entanto, devo dizer que fiquei surpreendido pela falta de soluções consistentes por parte dos outros candidatos: era agora que eles deviam aparecer de modo a marcarem a diferença - e não o fizeram. Vir para os jornais largar frases soltas do tipo "Acredito num SPORTING com futuro"; "Já tenho apoios financeiros que não posso revelar"; "Quero devolver o SPORTING aos sócios" é algo que qualquer sócio é capaz de dizer mas que, todos sabemos, não passam de chavões, certamente apelativos para os sócios mais desiludidos, mas que estão longe de serem um programa de gestão a seguir. E aqui Soares Franco bem que pode agradecer às outras candidaturas: não foram capazes de fazer aquilo que ele - bem ou mal, já vamos ver - foi capaz de fazer: apresentar soluções concretas.
Começo por esclarecer que tomo como posição válida de Soares Franco aquilo que está publicado no site do clube e nos termos em que está feito. Pode estar a mentir, é certo. Mas eu quero acreditar - e acredito - que tudo o que ali está expresso é verdade.
Quanto ao que Soares Franco propõe tenho a dizer que fico com muitas dúvidas. Não faço nenhuma questão de ver o SPORTING como proprietário imobiliário: se for positiva a venda, então que se vendam já as fracções referidas. No entanto temo que a venda nestes moldes nos possa ser prejudicial, o que seria um passo sem retorno. Acho sobretudo que isso terá que ser uma decisão a tomar pela direcção que passar a administrar depois das eleições.
Quanto às modalidades amadoras, sou da opinião de que devem continuar. Também acho que faz sentido que elas consigam, dentro da medida do possível, auto-rentabilizarem-se. Por exemplo: não me incomoda nada que a equipa de Futsal se passe a chamar SPORTING / [nome de empresa] desde que fiquem bem claros os termos em que se faz a parceria. E aqui a proposta de Soares Franco garante a continuidade das modalidades.
No que diz respeito à construção de um pavilhão, é claro que também acho que tal seria muito útil para o clube. Espero apenas que tal obra não seja mais um motivo de endividamento.
Quanto à gestão da equipa de futebol devo dizer que lamento a falta de clareza do que é proposto por Soares Franco. A equipa de futebol deverá ser o "centro das atenções" da gestão do clube. E o que está na proposta não é muito claro a este respeito. São tais as minhas dúvidas nesta matéria que não posso dizer se concordo, ou não, com o que Soares Franco propõe.
Quanto à necessidade de entrada de "dinheiro fresco" não tenho a menor dúvida. E acho que percebo Soares Franco: o dinheiro tem que vir de algum lado. E mais ninguém conseguiu apontar uma fonte de receitas que não passe pela alienação de património.
Posto isto, devo dizer que a situação em que me encontro não é a de dúvida entre várias possibilidades. Porque para isso precisava de várias propostas por onde escolher e, até à data, só conheço uma: a de Soares Franco, que está longe de ser muito estimulante. Mas é a única. E é apenas com o que temos que devemos contar. Resumindo: encontro-me numa situação de "abstenção" que mudarei para uma situação de apoio à lista de Soares Franco se perceber que temos no horizonte listas com vontade de voltarmos a um SPORTING que, decididamente, não nos interessa: um SPORTING de amadorismo, de governo em função das apetências dos sócios com base nos resultados, de estratégias casuísticas relativamente à equipa de futebol e de pessoas que eu não quero voltar a ver na administração do SPORTING.
A assembleia geral que vai ter lugar no Pavilhão Atlântico é muito importante para os destinos do nosso clube. Mais do que a questão do património, acaba por estar em causa a administração do próprio clube. Aguardei este tempo todo à espera que surgissem as tais "propostas" alternativas às de Soares Franco. E o que verifiquei foi que nessa matéria não há nada de novo: o projecto de Soares Franco pode ser mau - eu discordo de muito do que ele contém - mas o que é facto é que da parte dos outros hipotéticos candidatos não surgiu nenhuma ideia minimamente válida para a resolução dos problemas que se colocam ao clube. Isto não quer dizer que eu me tenha transformado num apoiante da lista de Soares Franco - isso não aconteceu. No entanto, devo dizer que fiquei surpreendido pela falta de soluções consistentes por parte dos outros candidatos: era agora que eles deviam aparecer de modo a marcarem a diferença - e não o fizeram. Vir para os jornais largar frases soltas do tipo "Acredito num SPORTING com futuro"; "Já tenho apoios financeiros que não posso revelar"; "Quero devolver o SPORTING aos sócios" é algo que qualquer sócio é capaz de dizer mas que, todos sabemos, não passam de chavões, certamente apelativos para os sócios mais desiludidos, mas que estão longe de serem um programa de gestão a seguir. E aqui Soares Franco bem que pode agradecer às outras candidaturas: não foram capazes de fazer aquilo que ele - bem ou mal, já vamos ver - foi capaz de fazer: apresentar soluções concretas.
Começo por esclarecer que tomo como posição válida de Soares Franco aquilo que está publicado no site do clube e nos termos em que está feito. Pode estar a mentir, é certo. Mas eu quero acreditar - e acredito - que tudo o que ali está expresso é verdade.
Quanto ao que Soares Franco propõe tenho a dizer que fico com muitas dúvidas. Não faço nenhuma questão de ver o SPORTING como proprietário imobiliário: se for positiva a venda, então que se vendam já as fracções referidas. No entanto temo que a venda nestes moldes nos possa ser prejudicial, o que seria um passo sem retorno. Acho sobretudo que isso terá que ser uma decisão a tomar pela direcção que passar a administrar depois das eleições.
Quanto às modalidades amadoras, sou da opinião de que devem continuar. Também acho que faz sentido que elas consigam, dentro da medida do possível, auto-rentabilizarem-se. Por exemplo: não me incomoda nada que a equipa de Futsal se passe a chamar SPORTING / [nome de empresa] desde que fiquem bem claros os termos em que se faz a parceria. E aqui a proposta de Soares Franco garante a continuidade das modalidades.
No que diz respeito à construção de um pavilhão, é claro que também acho que tal seria muito útil para o clube. Espero apenas que tal obra não seja mais um motivo de endividamento.
Quanto à gestão da equipa de futebol devo dizer que lamento a falta de clareza do que é proposto por Soares Franco. A equipa de futebol deverá ser o "centro das atenções" da gestão do clube. E o que está na proposta não é muito claro a este respeito. São tais as minhas dúvidas nesta matéria que não posso dizer se concordo, ou não, com o que Soares Franco propõe.
Quanto à necessidade de entrada de "dinheiro fresco" não tenho a menor dúvida. E acho que percebo Soares Franco: o dinheiro tem que vir de algum lado. E mais ninguém conseguiu apontar uma fonte de receitas que não passe pela alienação de património.
Posto isto, devo dizer que a situação em que me encontro não é a de dúvida entre várias possibilidades. Porque para isso precisava de várias propostas por onde escolher e, até à data, só conheço uma: a de Soares Franco, que está longe de ser muito estimulante. Mas é a única. E é apenas com o que temos que devemos contar. Resumindo: encontro-me numa situação de "abstenção" que mudarei para uma situação de apoio à lista de Soares Franco se perceber que temos no horizonte listas com vontade de voltarmos a um SPORTING que, decididamente, não nos interessa: um SPORTING de amadorismo, de governo em função das apetências dos sócios com base nos resultados, de estratégias casuísticas relativamente à equipa de futebol e de pessoas que eu não quero voltar a ver na administração do SPORTING.
Wednesday, March 08, 2006
Monday, March 06, 2006
Começo já por pedir desculpa aos que ainda me lêem
Como já repararam tenho usado o blog para libertar duas pancadas de que sofro e das quais não me consigo safar: a) elogiar o professor doutor autarca ex-futebolista e ex-presidente de uma comissão qualquer da federação de andebol, Fernando Seara; b) referir o maradona como o gajo que melhor escreve sobre bola em Portugal. Corram imediatamente a ler o post "Duas horas e meia sem fazer nada e dá nisto...peço mil desculpas:" é que ele tem a mania de apagar os posts assim sem mais. São estas merdas que ainda nos fazem ler blogs.
Como já repararam tenho usado o blog para libertar duas pancadas de que sofro e das quais não me consigo safar: a) elogiar o professor doutor autarca ex-futebolista e ex-presidente de uma comissão qualquer da federação de andebol, Fernando Seara; b) referir o maradona como o gajo que melhor escreve sobre bola em Portugal. Corram imediatamente a ler o post "Duas horas e meia sem fazer nada e dá nisto...peço mil desculpas:" é que ele tem a mania de apagar os posts assim sem mais. São estas merdas que ainda nos fazem ler blogs.
Mais três pontos
Vitória justa da única equipa que fez alguma coisa para ganhar o jogo: o SPORTING. A exibição não foi das melhores mas foi suficiente para cumprir o objectivo. Notou-se a falta de Liedson, nada de anormal face ao rendimento que este jogador tem tido. Sobre a arbitragem digo que não gostei e retenho na memória a “preciosidade” que foi o cartão amarelo mostrado a Polga: o árbitro já nem se lembrava da falta e só quando o jogador do Gil Vicente lá foi pedir o cartão é que ele foi mostrado.
Vitória justa da única equipa que fez alguma coisa para ganhar o jogo: o SPORTING. A exibição não foi das melhores mas foi suficiente para cumprir o objectivo. Notou-se a falta de Liedson, nada de anormal face ao rendimento que este jogador tem tido. Sobre a arbitragem digo que não gostei e retenho na memória a “preciosidade” que foi o cartão amarelo mostrado a Polga: o árbitro já nem se lembrava da falta e só quando o jogador do Gil Vicente lá foi pedir o cartão é que ele foi mostrado.
Friday, March 03, 2006
Wednesday, March 01, 2006
A sério
Até podia analisar detalhadamente cada uma das afirmações que Peseiro vem fazendo acerca do SPORTING. Era fácil desmontar o discurso das queixinhas. Mas não o vou fazer porque isso seria entrar no jogo que Peseiro está desejoso de jogar: o de lançar confusão sobre algumas das pessoas que estão ou estiveram no SPORTING. O melhor é mesmo deixá-lo a falar para o ar. Mas convém não esquecer que Peseiro não é tão tonto como parece. Ele sabe bem que se o SPORTING ganhar alguma coisa, a Liga por exemplo, ele aparecerá à cabeça como um dos maiores derrotados. E já tratou de armar a sua estratégia. Mesmo tendo ouvido apenas "por alto" as suas declarações, uma coisa é evidente: tudo vai no sentido de lançar intriga, dissidências e boatos sobre os dirigentes e jogadores que ainda lá estão ou que já lá estiveram. Ou seja, nada do que ele diz constitui sequer uma defesa da honra prória. Todo o seu discurso não é mais do que um ataque para "torpedear" a equipa e quem está com ela actualmente. E a altura desta suposta "defesa" também não é aleatória: assim que se percebeu que o SPORTING podia ganhar, na cabeça de Peseiro disparou logo o sinal de alarme: é agora! Se não fosse assim porque é que ele esperou estes meses todos? Só que mais uma vez Peseiro comete um erro de avaliação: a grande maioria dos sportinguistas tem memória e ainda se lembra do que foi a sua passagem pelo SPORTING. E, por isso mesmo, não vamos querer ouvir mais conversa fiada nos próximos tempos. Por mim, o assunto está encerrado, espero.
P.S.: Tem piada este protagonismo todo que agora é dado a Peseiro. Todos sabemos que quem agora o promove descaradamente não visa dar-lhe a possibilidade de se defender mas sim usá-lo como motivo de ataque ao SPORTING. Será que ele nem isso percebe?
Até podia analisar detalhadamente cada uma das afirmações que Peseiro vem fazendo acerca do SPORTING. Era fácil desmontar o discurso das queixinhas. Mas não o vou fazer porque isso seria entrar no jogo que Peseiro está desejoso de jogar: o de lançar confusão sobre algumas das pessoas que estão ou estiveram no SPORTING. O melhor é mesmo deixá-lo a falar para o ar. Mas convém não esquecer que Peseiro não é tão tonto como parece. Ele sabe bem que se o SPORTING ganhar alguma coisa, a Liga por exemplo, ele aparecerá à cabeça como um dos maiores derrotados. E já tratou de armar a sua estratégia. Mesmo tendo ouvido apenas "por alto" as suas declarações, uma coisa é evidente: tudo vai no sentido de lançar intriga, dissidências e boatos sobre os dirigentes e jogadores que ainda lá estão ou que já lá estiveram. Ou seja, nada do que ele diz constitui sequer uma defesa da honra prória. Todo o seu discurso não é mais do que um ataque para "torpedear" a equipa e quem está com ela actualmente. E a altura desta suposta "defesa" também não é aleatória: assim que se percebeu que o SPORTING podia ganhar, na cabeça de Peseiro disparou logo o sinal de alarme: é agora! Se não fosse assim porque é que ele esperou estes meses todos? Só que mais uma vez Peseiro comete um erro de avaliação: a grande maioria dos sportinguistas tem memória e ainda se lembra do que foi a sua passagem pelo SPORTING. E, por isso mesmo, não vamos querer ouvir mais conversa fiada nos próximos tempos. Por mim, o assunto está encerrado, espero.
P.S.: Tem piada este protagonismo todo que agora é dado a Peseiro. Todos sabemos que quem agora o promove descaradamente não visa dar-lhe a possibilidade de se defender mas sim usá-lo como motivo de ataque ao SPORTING. Será que ele nem isso percebe?
Carnaval
Nos últimos dias tem aparecido nos meios de comunicação um indíviduo mascarado de José Peseiro. Solta disparates a torto e a direito. O disfarce é perfeito: conversa vazia, choraminguice e muitas queixinhas relativas a toda a gente. Um Peseiro na perfeição. Há tipos com uma imaginação incrível: eu nunca imaginaria que alguém - mesmo com muita ingestão de determinado tipo de líquidos - se iria lembrar de se mascarar à Peseiro.
Nos últimos dias tem aparecido nos meios de comunicação um indíviduo mascarado de José Peseiro. Solta disparates a torto e a direito. O disfarce é perfeito: conversa vazia, choraminguice e muitas queixinhas relativas a toda a gente. Um Peseiro na perfeição. Há tipos com uma imaginação incrível: eu nunca imaginaria que alguém - mesmo com muita ingestão de determinado tipo de líquidos - se iria lembrar de se mascarar à Peseiro.
Friday, February 24, 2006
Adiamento da AG
É óbvio que não faz sentido que sócios fiquem à porta porque não há lugar lá dentro. Está correcta a decisão de adiar.
Agora já não temos pavilhão com capacidade para tais eventos. Mas temos um centro comercial que, os que agora o querem vender, diziam que ele se justificava mais do que a construção de um pavilhão poli-desportivo que tanta falta nos faz. Deve ser a isto que se chama "visão de futuro": quem sabe se, daqui a 50 anos, os centros comerciais não serão a grande "mina" dos clubes de futebol?
E vejam lá bem onde é que vão realizar a próxima AG.
É óbvio que não faz sentido que sócios fiquem à porta porque não há lugar lá dentro. Está correcta a decisão de adiar.
Agora já não temos pavilhão com capacidade para tais eventos. Mas temos um centro comercial que, os que agora o querem vender, diziam que ele se justificava mais do que a construção de um pavilhão poli-desportivo que tanta falta nos faz. Deve ser a isto que se chama "visão de futuro": quem sabe se, daqui a 50 anos, os centros comerciais não serão a grande "mina" dos clubes de futebol?
E vejam lá bem onde é que vão realizar a próxima AG.
Wednesday, February 22, 2006
SPORTING – Ponto da Situação II
O SPORTING, tal como a maioria dos clubes, vive hoje das parcerias que se vão desenvolvendo com os grupos bancários. Em 95% dos clubes das principais ligas europeias as receitas não são sufientes e é com base em empréstimos, vendas e hipotecas de património e outros negócios com os bancos que os clubes vão subsistindo. A UEFA sabe muito bem que é assim. Até sabe que se os bancos "fechassem as torneiras" as competições profissionais, na Europa, nos moldes em que funcionam actualmente, estariam em causa. O que é que se tem feito? Na prática nada. Em Portugal os passivos dos clubes aumentam de mês para mês, atingindo números de assustar qualquer um. Lá fora passa-se o mesmo: o aumento de passivo do Real Madrid nos últimos dois ou três anos, por exemplo, é de deixar de boca aberta o mais atento e conhecedor dos gestores profissionais.
Esta situação tem tornado os clubes alvo apetecível desses mesmos bancos, de empresas de venda de património e outras actividades relacionadas. É por isso que, por muito má que a situação de um clube seja, há sempre alguém interessado em "investir", "desenvolver parcerias financeiras", estabelecer "project finances", etc.
Ora, no SPORTING a coisa toma a dimensão de um verdadeiro assalto. Basta olharmos para a anunciada lista de Soares Franco para constatarmos isso. Parece que na escolha das pessoas o critério foi o de se seleccionar um elemento representante de cada um dos grupos financeiros, imobiliários e de construção a exercer actividade em Portugal. Resultado: vemos lá nomes de gente que descobriu o "sportinguismo do coração" na semana passada, gente que nunca na vida assistiu a um jogo de uma modalidade amadora, gente que a única vez que entrou no Alvalade XXI para ver um jogo de futebol foi à borla e para o camarote que a empresa possui no estádio. A todas estas criaturas é estendida uma passadeira de veludo de modo a poderem papaguear o seu amor ao clube como se ele não fosse fruto de mero interesseirismo eleitoral. O caso mais emblemático é essa luminária que dá pelo nome de Pires de Lima e que se tornou num verdadeiro pop-up - aparece em todo o lado e é difícil de evitar - daquilo a que pomposamente se vai chamando de "gestão séria e rigorosa do fenómeno desportivo". É entrevistado em tudo o que é jornal, vai à TV fazer de paineleiro representante do SPORTING e mostra-se disponível para "ajudar em todo o que for necessário" o que, traduzido, significa que aceita um bem remunerado cargo numa das administrações das empresas que se foram criando como cogumelos dentro do SPORTING. Os sócios, no meio da confusão que está a ser propositadamente lançada pelo grupo de Soares Franco, ficam amdmirados com o facto de nestas alturas haver tantos "sportinguistas" dispostos a "abdicarem da sua vida profissional e familiar para se dedicarem ao clube", isto para utilizar a expressão que usam e que julgam que toca no sentimento dos adeptos.
Só que nem toda a gente anda a dormir. E é muito fácil perceber que estes "reputados administradores" que se colocam na linha de partida para o ataque ao poder no SPORTING têm como interesse fundamental o desenvolvimento das actividades das empresas e grupos de onde vêm, muito mais do que a disponibilidade para a causa sportinguista. E é isto que nos faz desconfiar. Não estou a insinuar que todos eles tenham como objectivo servirem-se do SPORTING, porque não tenho provas concretas que me levem a afirmar isso. Porém, exigia-se um bocadinho mais de decoro no comportamento. Esta atitude de "cão esfomeado à procura de osso" só nos pode levar a duvidar. Ainda por cima quando vinda de pessoas que nós nem sabíamos que eram do SPORTING.
Sendo assim, afirmo que a alegada lista que Soares Franco sugere não é mais do que um poderoso grupo de interesses em torno das actividades imobiliárias, de financiamento, de construção e de gestão de serviços com ligações a actividades que o SPORTING desenvolve, desenvolveu ou pode vir a desenvolver. E quanto ao futebol? Pois. Aí é que está o ponto: no grupo de apoiantes de Soares Franco há banqueiros, construtores civis, políticos rascas - 99% dos políticos portugueses são rascas -, administradores de empresas públicas e privadas mas não há um único indivíduo que saiba o que é um "central de marcação". Na cabecinha deles andará um ideia tipo: "quando necessitarmos de contratar um jogador pergunta-se ao Carlos Freitas que ele percebe de bola", porque julgam que basta ser economista ou advogado e ter umas vagas noções de economia sacadas à pressa da The Economist para se gerir um clube de futebol. Enganam-se. E a prova de que se enganam está nos disparates cometidos nos últimos dez anos por todos os especialistas em administração e gestão "rigorosas" que passaram pelo clube. Mas querem continuar. No último mês aparecem nos jornais desportivos tantos administradores empreendedores e "modernaços", tal como em Julho aparecem "estrelas internacionais" para reforçar o clube galináceo. Não há paciência. Recuso-me a ver o clube nas mãos de gente que em primeiro lugar é motivada pelos interesses pessoais e não pelo amor ao clube. Querem saber quem são? Façam o seguinte teste: digam-lhes que os salários que as empresas do SPORTING vão conceder serão meramente simbólicos e que não há possiblidades de novas parcerias financeiras do clube e esperem para ver os que, no próprio dia, virão com a conversa dos "problemas particulares e afazeres profissionais" para desistirem de ocupar um cargo no SPORTING. Está tudo dito.
O SPORTING, tal como a maioria dos clubes, vive hoje das parcerias que se vão desenvolvendo com os grupos bancários. Em 95% dos clubes das principais ligas europeias as receitas não são sufientes e é com base em empréstimos, vendas e hipotecas de património e outros negócios com os bancos que os clubes vão subsistindo. A UEFA sabe muito bem que é assim. Até sabe que se os bancos "fechassem as torneiras" as competições profissionais, na Europa, nos moldes em que funcionam actualmente, estariam em causa. O que é que se tem feito? Na prática nada. Em Portugal os passivos dos clubes aumentam de mês para mês, atingindo números de assustar qualquer um. Lá fora passa-se o mesmo: o aumento de passivo do Real Madrid nos últimos dois ou três anos, por exemplo, é de deixar de boca aberta o mais atento e conhecedor dos gestores profissionais.
Esta situação tem tornado os clubes alvo apetecível desses mesmos bancos, de empresas de venda de património e outras actividades relacionadas. É por isso que, por muito má que a situação de um clube seja, há sempre alguém interessado em "investir", "desenvolver parcerias financeiras", estabelecer "project finances", etc.
Ora, no SPORTING a coisa toma a dimensão de um verdadeiro assalto. Basta olharmos para a anunciada lista de Soares Franco para constatarmos isso. Parece que na escolha das pessoas o critério foi o de se seleccionar um elemento representante de cada um dos grupos financeiros, imobiliários e de construção a exercer actividade em Portugal. Resultado: vemos lá nomes de gente que descobriu o "sportinguismo do coração" na semana passada, gente que nunca na vida assistiu a um jogo de uma modalidade amadora, gente que a única vez que entrou no Alvalade XXI para ver um jogo de futebol foi à borla e para o camarote que a empresa possui no estádio. A todas estas criaturas é estendida uma passadeira de veludo de modo a poderem papaguear o seu amor ao clube como se ele não fosse fruto de mero interesseirismo eleitoral. O caso mais emblemático é essa luminária que dá pelo nome de Pires de Lima e que se tornou num verdadeiro pop-up - aparece em todo o lado e é difícil de evitar - daquilo a que pomposamente se vai chamando de "gestão séria e rigorosa do fenómeno desportivo". É entrevistado em tudo o que é jornal, vai à TV fazer de paineleiro representante do SPORTING e mostra-se disponível para "ajudar em todo o que for necessário" o que, traduzido, significa que aceita um bem remunerado cargo numa das administrações das empresas que se foram criando como cogumelos dentro do SPORTING. Os sócios, no meio da confusão que está a ser propositadamente lançada pelo grupo de Soares Franco, ficam amdmirados com o facto de nestas alturas haver tantos "sportinguistas" dispostos a "abdicarem da sua vida profissional e familiar para se dedicarem ao clube", isto para utilizar a expressão que usam e que julgam que toca no sentimento dos adeptos.
Só que nem toda a gente anda a dormir. E é muito fácil perceber que estes "reputados administradores" que se colocam na linha de partida para o ataque ao poder no SPORTING têm como interesse fundamental o desenvolvimento das actividades das empresas e grupos de onde vêm, muito mais do que a disponibilidade para a causa sportinguista. E é isto que nos faz desconfiar. Não estou a insinuar que todos eles tenham como objectivo servirem-se do SPORTING, porque não tenho provas concretas que me levem a afirmar isso. Porém, exigia-se um bocadinho mais de decoro no comportamento. Esta atitude de "cão esfomeado à procura de osso" só nos pode levar a duvidar. Ainda por cima quando vinda de pessoas que nós nem sabíamos que eram do SPORTING.
Sendo assim, afirmo que a alegada lista que Soares Franco sugere não é mais do que um poderoso grupo de interesses em torno das actividades imobiliárias, de financiamento, de construção e de gestão de serviços com ligações a actividades que o SPORTING desenvolve, desenvolveu ou pode vir a desenvolver. E quanto ao futebol? Pois. Aí é que está o ponto: no grupo de apoiantes de Soares Franco há banqueiros, construtores civis, políticos rascas - 99% dos políticos portugueses são rascas -, administradores de empresas públicas e privadas mas não há um único indivíduo que saiba o que é um "central de marcação". Na cabecinha deles andará um ideia tipo: "quando necessitarmos de contratar um jogador pergunta-se ao Carlos Freitas que ele percebe de bola", porque julgam que basta ser economista ou advogado e ter umas vagas noções de economia sacadas à pressa da The Economist para se gerir um clube de futebol. Enganam-se. E a prova de que se enganam está nos disparates cometidos nos últimos dez anos por todos os especialistas em administração e gestão "rigorosas" que passaram pelo clube. Mas querem continuar. No último mês aparecem nos jornais desportivos tantos administradores empreendedores e "modernaços", tal como em Julho aparecem "estrelas internacionais" para reforçar o clube galináceo. Não há paciência. Recuso-me a ver o clube nas mãos de gente que em primeiro lugar é motivada pelos interesses pessoais e não pelo amor ao clube. Querem saber quem são? Façam o seguinte teste: digam-lhes que os salários que as empresas do SPORTING vão conceder serão meramente simbólicos e que não há possiblidades de novas parcerias financeiras do clube e esperem para ver os que, no próprio dia, virão com a conversa dos "problemas particulares e afazeres profissionais" para desistirem de ocupar um cargo no SPORTING. Está tudo dito.
Tuesday, February 21, 2006
SPORTING – Ponto da Situação I
Dou hoje início a uma série de posts sobre o que na minha opinião se vai passando com o SPORTING.
Começo por aquilo que me parece o mais importante a debater no futuro imediato – a Assembleia Geral de 25-02-06. Esta Assembleia Geral não será certamente o assunto mais importante no momento em que se encontra o SPORTING mas é aquele ao qual temos que dar uma resposta breve porque faltam poucos dias para a sua realização.
E esta Assembleia Geral está, à partida, inquinada. Não concordo com os termos nos quais ela foi convocada porque ela não é mais do que uma consulta à posição dos sócios face às ideias de um candidato. Soares Franco já afirmou que vai apresentar o seu projecto de modo a poder perceber – através da Assembleia Geral – se os sócios estão com ele. Afirma que se aí verificar que não tem os suficientes apoios desiste da sua candidatura. Isto além de uma chantagem é uma violação das regras democráticas. Chantagem porque coloca os sócios perante uma inevitabilidade: “ou fazem como eu quero ou então vou-me embora e fica o clube entregue ao caos porque eu e os meus comparsas o deixámos à beira da falência”. E é uma violação das regras democráticas porque aos outros candidatos não é dada a possibilidade de também usufruirem de uma Assembleia Geral onde possam expor as suas ideias e indagar acerca da posição dos sócios.
Quanto ao conteúdo tenho a dizer que acho absolutamente errado que os sócios sejam levados a decidir nesta altura sobre matérias tão sensíveis. Convém não esquecermos que estamos perante uma direcção interina que se devia resumir apenas à gestão dos superiores interesses do clube sem entrar por campos estratégicos como o da alienação do património. Tudo ao contrário: decisões como estas deveriam ser tomadas apenas no quadro de uma direcção eleita de pleno direito. Afinal de contas é para isso que se convocam eleições, apresentam listas e se anuncia um programa a cumprir. Resumindo: Soares Franco que se preocupe, neste momento, em apresentar detalhadamente as suas propostas de gestão para que os sócios possam saber com o que devem contar. Tal como todos os outros candidatos. Inadmissível é que haja candidatos favorecidos no âmbito do processo eleitoral. Lamento que Galvão Telles esteja neste momento hospitalizado e aproveito para lhe desejar as rápidas melhoras. Era ao presidente da Mesa da Assembleia Geral que eu gostava de ouvir alguma coisa sobre o assunto.
Sendo assim, entendo que esta Assembleia Geral não é mais do que uma estratégia eleitoral de Soares Franco e do grupo que o sustenta. Ela, ao contrário do que nos querem fazer crer, não é um momento para decisões importantes da vida do clube – porque essas só deverão poder ser tomadas depois das eleições pela lista democraticamente eleita. Isso, a que erradamente se está a chamar de Assembleia Geral, é mais uma etapa eleitoral da lista de Soares Franco, e ainda por cima disfarçada: pretende-se saber em que ponto se encontra a posição dos sócios face às informações deliberadamente confusas que vão saltando para a comunicação social a conta-gotas acerca da “situação catastrófica” em que o clube se encontra.
Perante esta situação, eu que ainda não decidi em quem vou votar nas eleições – mesmo que quizesse decidir não podia porque ainda não sei quem são os candidadtos – recuso-me a participar.
Esta suposta Assembleia Geral, pelas razões que acima enumerei, é um comício da lista de Soares Franco. E eu não gosto de comícios, muito menos naquela que é a associação de que muito me orgulho de fazer parte – o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, meu clube desde o dia em que nasci. Não participarei, portanto, na referida assembleia. Como estou a ser lido por gente inteligente, entendo que não devo explicar muito mais porque é que a minha ausência não é demissão de posição perante o que se passa no meu clube. Não me imagino a assistir ao PowerPoint que Soares Franco nos pretende escarrapachar na cara e no fim ter que levantar o braço para dizer se sim ou não. Porque face ao que me é agora apresentado, nem SIM, nem Não. O que eu, bem como todos os outros sócios, queremos é que apareçam listas, apresentem projectos para que tranquilamente e em consciência possamos decidir. Esta extemporânea assembleia, tal como nos é apresentada, é coacção: hora e meia para que se decida entre o “salvador projecto” de Soares Franco e o resto. Para isso não contem comigo. Estarei presente sempre que for preciso. Mas não alinho em “vagas de fundo” artificialmente criadas.
Dou hoje início a uma série de posts sobre o que na minha opinião se vai passando com o SPORTING.
Começo por aquilo que me parece o mais importante a debater no futuro imediato – a Assembleia Geral de 25-02-06. Esta Assembleia Geral não será certamente o assunto mais importante no momento em que se encontra o SPORTING mas é aquele ao qual temos que dar uma resposta breve porque faltam poucos dias para a sua realização.
E esta Assembleia Geral está, à partida, inquinada. Não concordo com os termos nos quais ela foi convocada porque ela não é mais do que uma consulta à posição dos sócios face às ideias de um candidato. Soares Franco já afirmou que vai apresentar o seu projecto de modo a poder perceber – através da Assembleia Geral – se os sócios estão com ele. Afirma que se aí verificar que não tem os suficientes apoios desiste da sua candidatura. Isto além de uma chantagem é uma violação das regras democráticas. Chantagem porque coloca os sócios perante uma inevitabilidade: “ou fazem como eu quero ou então vou-me embora e fica o clube entregue ao caos porque eu e os meus comparsas o deixámos à beira da falência”. E é uma violação das regras democráticas porque aos outros candidatos não é dada a possibilidade de também usufruirem de uma Assembleia Geral onde possam expor as suas ideias e indagar acerca da posição dos sócios.
Quanto ao conteúdo tenho a dizer que acho absolutamente errado que os sócios sejam levados a decidir nesta altura sobre matérias tão sensíveis. Convém não esquecermos que estamos perante uma direcção interina que se devia resumir apenas à gestão dos superiores interesses do clube sem entrar por campos estratégicos como o da alienação do património. Tudo ao contrário: decisões como estas deveriam ser tomadas apenas no quadro de uma direcção eleita de pleno direito. Afinal de contas é para isso que se convocam eleições, apresentam listas e se anuncia um programa a cumprir. Resumindo: Soares Franco que se preocupe, neste momento, em apresentar detalhadamente as suas propostas de gestão para que os sócios possam saber com o que devem contar. Tal como todos os outros candidatos. Inadmissível é que haja candidatos favorecidos no âmbito do processo eleitoral. Lamento que Galvão Telles esteja neste momento hospitalizado e aproveito para lhe desejar as rápidas melhoras. Era ao presidente da Mesa da Assembleia Geral que eu gostava de ouvir alguma coisa sobre o assunto.
Sendo assim, entendo que esta Assembleia Geral não é mais do que uma estratégia eleitoral de Soares Franco e do grupo que o sustenta. Ela, ao contrário do que nos querem fazer crer, não é um momento para decisões importantes da vida do clube – porque essas só deverão poder ser tomadas depois das eleições pela lista democraticamente eleita. Isso, a que erradamente se está a chamar de Assembleia Geral, é mais uma etapa eleitoral da lista de Soares Franco, e ainda por cima disfarçada: pretende-se saber em que ponto se encontra a posição dos sócios face às informações deliberadamente confusas que vão saltando para a comunicação social a conta-gotas acerca da “situação catastrófica” em que o clube se encontra.
Perante esta situação, eu que ainda não decidi em quem vou votar nas eleições – mesmo que quizesse decidir não podia porque ainda não sei quem são os candidadtos – recuso-me a participar.
Esta suposta Assembleia Geral, pelas razões que acima enumerei, é um comício da lista de Soares Franco. E eu não gosto de comícios, muito menos naquela que é a associação de que muito me orgulho de fazer parte – o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, meu clube desde o dia em que nasci. Não participarei, portanto, na referida assembleia. Como estou a ser lido por gente inteligente, entendo que não devo explicar muito mais porque é que a minha ausência não é demissão de posição perante o que se passa no meu clube. Não me imagino a assistir ao PowerPoint que Soares Franco nos pretende escarrapachar na cara e no fim ter que levantar o braço para dizer se sim ou não. Porque face ao que me é agora apresentado, nem SIM, nem Não. O que eu, bem como todos os outros sócios, queremos é que apareçam listas, apresentem projectos para que tranquilamente e em consciência possamos decidir. Esta extemporânea assembleia, tal como nos é apresentada, é coacção: hora e meia para que se decida entre o “salvador projecto” de Soares Franco e o resto. Para isso não contem comigo. Estarei presente sempre que for preciso. Mas não alinho em “vagas de fundo” artificialmente criadas.
Monday, February 20, 2006
Uma história que se começa a repetir com alguma insistência
De há uns tempos para cá pegou uma moda que começa a chatear. O argumento é simples: o treinador da equipa favorecida vem, no fim do jogo, fazer comentários contra a arbitragem como se fosse ele a vítima. O objectivo é, por certo, lançar areia para os olhos das pessoas de modo a que não se fale do essencial.
No jogo do SPORTING contra o Paços de Ferreira, José Mota e o seu boné cor-de-laranja que fazia um belo conjunto com o fato e a gravata, resolveu fazer um interminável discurso contra a arbitragem, o sistema e mais o raio que o parta. Com todos os clichés disparatados que alguém com muito mau perder é capaz de proferir. Veio com a história do «sei de coisas que me disseram mas não as digo aqui porque vocês (jornalistas) é que devem investigar». E aproveitou também para fazer de Maya quando disse que se não fosse uma grande penalidade na 1ª parte não perderia o jogo. Tudo isto com muita «filosofia de jogo» à mistura; este é um daqueles que vê «filosofia de jogo» em todo o lado (ainda hoje de manhã quando andava à procura das meias encontrou uma «filosofia de jogo» na gaveta).
Mas vamos ao que interessa. A arbitragem foi muito má e o SPORTING foi o clube que saiu prejudicado. A penalidade de que fala o «filósofo de jogo» é penalidade e só um mau árbitro é que não a assinala. E depois há o resto do desafio que não é assim tão pouco. Dualidade na exibição dos cartões. As faltas assinaladas a Liedson quando era este que estava a ser agarrado. Tudo isto pontuado por faltas a meio campo de modo a cortarem a possibilidade de o SPORTING poder sair a jogar. Veja-se, como exemplo, aquele livre marcado contra o SPORTING mesmo no fim do jogo. Só uma enorme vontade de ver o SPORTING sofrer um golo é que pode descortinar um livre quando o jogador do SPORTING nem toca no adversário.
Eu percebo que a vitória do Guimarães - concorrente directo do Paços de Ferreira - e a possibilidade de o SPORTING se aproximar do Porto que o «filósofo de jogo» tanto adora, o tenham deixado com o pensamento um bocado turvo. Pode falar sempre que lhe apetecer. Mas meta-se com os da sua laia. Não nos chateie porque nós não temos paciência para aturar criaturinhas amuadas que não sabem perder. Porte-se como homenzinho que já tem idade para isso.
De há uns tempos para cá pegou uma moda que começa a chatear. O argumento é simples: o treinador da equipa favorecida vem, no fim do jogo, fazer comentários contra a arbitragem como se fosse ele a vítima. O objectivo é, por certo, lançar areia para os olhos das pessoas de modo a que não se fale do essencial.
No jogo do SPORTING contra o Paços de Ferreira, José Mota e o seu boné cor-de-laranja que fazia um belo conjunto com o fato e a gravata, resolveu fazer um interminável discurso contra a arbitragem, o sistema e mais o raio que o parta. Com todos os clichés disparatados que alguém com muito mau perder é capaz de proferir. Veio com a história do «sei de coisas que me disseram mas não as digo aqui porque vocês (jornalistas) é que devem investigar». E aproveitou também para fazer de Maya quando disse que se não fosse uma grande penalidade na 1ª parte não perderia o jogo. Tudo isto com muita «filosofia de jogo» à mistura; este é um daqueles que vê «filosofia de jogo» em todo o lado (ainda hoje de manhã quando andava à procura das meias encontrou uma «filosofia de jogo» na gaveta).
Mas vamos ao que interessa. A arbitragem foi muito má e o SPORTING foi o clube que saiu prejudicado. A penalidade de que fala o «filósofo de jogo» é penalidade e só um mau árbitro é que não a assinala. E depois há o resto do desafio que não é assim tão pouco. Dualidade na exibição dos cartões. As faltas assinaladas a Liedson quando era este que estava a ser agarrado. Tudo isto pontuado por faltas a meio campo de modo a cortarem a possibilidade de o SPORTING poder sair a jogar. Veja-se, como exemplo, aquele livre marcado contra o SPORTING mesmo no fim do jogo. Só uma enorme vontade de ver o SPORTING sofrer um golo é que pode descortinar um livre quando o jogador do SPORTING nem toca no adversário.
Eu percebo que a vitória do Guimarães - concorrente directo do Paços de Ferreira - e a possibilidade de o SPORTING se aproximar do Porto que o «filósofo de jogo» tanto adora, o tenham deixado com o pensamento um bocado turvo. Pode falar sempre que lhe apetecer. Mas meta-se com os da sua laia. Não nos chateie porque nós não temos paciência para aturar criaturinhas amuadas que não sabem perder. Porte-se como homenzinho que já tem idade para isso.
Friday, February 17, 2006
Thursday, February 16, 2006
Posição futebolística deste blog sobre a novela das caricaturas
Estamos contigo Peter Schmeichel; és um dos nossos.
Estamos contigo Peter Schmeichel; és um dos nossos.
Isto está bonito
Dias da Cunha já não apoia Soares Franco. João Rocha critica José Roquette. José Roquette diz que ainda tem coisas para dizer. Ferreira da Silva, que era vice de Dias da Cunha, diz que as contas não são bem como este diz. Sérgio Abrantes é candidato. Dias Ferreira anda calado. Há mais uns quantos que têm intenção de se candidatar.
Como já seria de esperar este período pré-eleitoral vai servir muito mais para confundir do que para esclarecer. E os sócios do SPORTING necessitam e merecem ser verdadeiramente esclarecidos do que se está a passar. No meio desta confusão toda sei que não gosto nada deste ambiente.
À porta de minha casa está um monte de gente a suplicar para que eu não me candidate - vou-lhes fazer a vontade.
Dias da Cunha já não apoia Soares Franco. João Rocha critica José Roquette. José Roquette diz que ainda tem coisas para dizer. Ferreira da Silva, que era vice de Dias da Cunha, diz que as contas não são bem como este diz. Sérgio Abrantes é candidato. Dias Ferreira anda calado. Há mais uns quantos que têm intenção de se candidatar.
Como já seria de esperar este período pré-eleitoral vai servir muito mais para confundir do que para esclarecer. E os sócios do SPORTING necessitam e merecem ser verdadeiramente esclarecidos do que se está a passar. No meio desta confusão toda sei que não gosto nada deste ambiente.
À porta de minha casa está um monte de gente a suplicar para que eu não me candidate - vou-lhes fazer a vontade.
Wednesday, February 15, 2006
Achas para a fogueira
As entrevistas de Dias da Cunha e de João Rocha publicadas hoje na Bola e no Record, respectivamente, podem servir para várias coisas, entre as quais não serem lidas.
O mais admirável que se extrai dali é que neste momento ninguém é culpado de nada. Todos - os que lá estão, os que lá estiveram e os que querem para lá ir - continuam cheios de «projectos» e «solucções» mas ninguém assume as responsabilidades pela situação grave a que se chegou.
Parece então que tudo o que se fez foi correcto. Se assim é como é que se chegou a uma situação economico-financeira como aquela em que nos encontramos?
As entrevistas de Dias da Cunha e de João Rocha publicadas hoje na Bola e no Record, respectivamente, podem servir para várias coisas, entre as quais não serem lidas.
O mais admirável que se extrai dali é que neste momento ninguém é culpado de nada. Todos - os que lá estão, os que lá estiveram e os que querem para lá ir - continuam cheios de «projectos» e «solucções» mas ninguém assume as responsabilidades pela situação grave a que se chegou.
Parece então que tudo o que se fez foi correcto. Se assim é como é que se chegou a uma situação economico-financeira como aquela em que nos encontramos?
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