Olha quem é ele
O presidente do Nacional da Madeira resolveu, mais uma vez, atacar o SPORTING. Desta vez por interposta pessoa: o sujeito fez a queixinha e alguém na Liga, certamente com bastante tempo livre, deu seguimento à conversa disparatada do indivíduo. Toda a gente já percebeu que ele apenas colheu a tempestade consequente dos ventos que semeou.
Quanto ao facto de a notícia ter surgido apenas hoje, dia do Porto - SPORTING, sabemos todos que isso foi estrategicamente pensado para tentar perturbar os jogadores que hoje vão disputar um jogo importante. Para completar o ramalhete só falta arranjar um castigo aos jogadores do SPORTING e aplicá-lo no jogo do campeonato contra o Porto. É esta a Liga que organiza as competições profissionais em Portugal... E que se porta ao nível do mais «chico-esperto» trauliteiro de tasca. Assenta-lhes bem.
Mas vamos aos aspectos positivos da questão: os jogadores do SPORTING, das outras vezes, motivaram-se com as parvoíces do indivíduo, o que até vem calhar porque temos um jogo decisivo logo à noite; por outro lado, verifica-se que desde que o sujeito resolveu armar esta implicação com o SPORTING, a sua equipa tem caído a pique na classificação, o que até tem uma certa piada.
Wednesday, March 22, 2006
Monday, March 20, 2006
Friday, March 17, 2006
E pronto, aí está ela
A assembleia geral. Na qual se vai decidir muita coisa importante. O problema é que o falatório tem sido tanto que até nos temos esquecido do que é importante.
Como estou com alguma pressa não vou poder esgalhar um texto todo alinhadinho, vírgulas e pontos finais, com umas piadas sobre a tentativa de Petit em se tornar actor dos Malucos do Riso misturadas lá pelo meio.
Sendo assim, aqui vão algumas ideias que eu tenho acerca do assunto (é o que se pode arranjar):
- Não acho que o SPORTING deva ser proprietário de chópingues, ainda por cima para aplicar uma gestão tão má como aquela que tem sido aplicada no Alvaláxia: aquele centro comercial até parece que tem escrito nas paredes «vá-se embora, sr. potencial cliente; não há aqui nada que lhe sirva». Nem nas piores expectativas se podia imaginar uma coisa tão decadente ao fim de um ano e meio.
-Estou-me nas tintas para o facto de a Clínica CUF, que está no complexo, ser nossa ou dos Mellos; se a venda for boa, que se faça imediatamente.
-Nunca falei com o Soares Franco. Já estive ao pé dele e senti-me - eu e o meu 1,80 cm - baixos. Mas nada de conversa. (Este aspecto é importante, já vão ver).
- Não me importo que o Holmes Place não seja do SPORTING. Gosto de lá ir nadar, fazer uns exercícios, mas é-me indiferente o nome do proprietário do edifício. Se a venda puder ser feita com proveitos, que se faça. Espero que continue a ser um ginásio de qualidade porque eu gosto de lá ir.
-Gostava de ter um pavilhão do SPORTING para poder ir ver jogos de Andebol da nossa equipa. O andebol é, para mim, importante. Percebo que para outros sócios não seja. É assim a vida: opiniões.
- Gostava que o SPORTING tivesse equipa de rugby. Mas isso não é para aqui chamado. Adiante.
-Não percebo nada do que Dias da Cunha tem andado a dizer na sua tournée pelos meios de comunicação.
- Não gosto da maneira como João Rocha tem vindo a falar da situação do SPORTING. Porque não gosto de me lembrar do estado em que o clube se encontrava quando ele o deixou.
-Acho que o investimento fundamental do clube deve ser no futebol. Ainda assim acho inaceitável que se acabe com as modalidades amadoras, que eu acho sustentáveis( um dia destes digo mais umas coisas sobre este assunto).
-Não gosto nada de algumas pessoas que estão na hipotética lista de Soares Franco.
-Não sei bem quais são as ideias de Abrantes Mendes porque cada vez que ele aparece lembro-me que foi o presidente da mesa da assembleia geral no tempo de Jorge Gonçalves e desato a fugir.
-Não me parece que tenha aparecido nenhuma proposta alternativa à de Soares Franco que seja válida.
-Percebo, até certo ponto, algumas críticas que têm sido feitas a Soares Franco, nomeadamente todas as que vão no sentido da "devolução do clube aos sócios."
-Quero ganhar ao Leiria. Aqui estamos todos de acordo. E quero ganhar a Liga e a Taça. Voltamos a estar todos de acordo.
-Gostava mesmo de saber onde é que os críticos da venda do património pensam ir buscar os 5 milhões de euros que temos que pagar em Junho de 2006. Vendem o Moutinho para ficar com o Alvaláxia? Então que o digam alto e bom som.
-Acho que se devia interpor uma providência cautelar para que o Petit não jogue com o Barcelona. É que eu quero ver o Ronaldinho no Mundial, a jogar! Mas acho que isto não é para aqui chamado.
-Já esgotei toda a minha paciência para o alarmismo e a demagogia com que os jornas têm tratado esta assembleia geral do nosso clube.
-Ainda me custa ouvir falar no nome Peseiro e em quem, apenas por teimosia, o manteve aquele tempo todo à frente do SPORTING.
-Gostava que Dias da Cunha voltasse a referir aquela história da "renovação do Liedson como uma medida desadequada". Temos que nos rir com alguma coisa.
-Ainda não sei a quem vou entregar os meus 20 votinhos nas eleições. Mas já sei muito bem a quem não os dou de maneira nenhuma.
-Acredito no SPORTING e no seu futuro. Porque sei que há muitos sportinguistas capazes de enfrentar tal tarefa.
-Temo que muitos sócios aproveitem esta assembleia, não para a discussão lúcida do que lhes é apresentado, mas para ajustarem contas com todos os diparates que foram cometidos nos últimos tempos. Isso seria muito injusto. Quem os cometeu que pague por eles.
-Amanhã continuaremos a ser o melhor clube português e o 2º melhor do mundo, a seguir àquele que vai eleiminar o clube galináceo na Liaga dos Campeões. É o que dizem as estatísticas.
-Têm a caixa de comentários à vossa disposição. Também tenho endereço de e-mail para receber hate mail (nos últimos tempos nem tenho recebido muito o que me anda a deixar preocupado).
-Vou lutar com muita garra pela vitória em Leiria. Aqui estamos todos de acordo.
-Gostava mesmo de saber onde é que os críticos da venda do património pensam ir buscar os 5 milhões de euros que temos que pagar em Junho de 2006. Vendem o Moutinho para ficar com o Alvaláxia? Então que o digam alto e bom som. (esta é copy/paste mas como gostava mesmo que lhe fosse dada resposta, repito-a)
-Desejo um bom fim de semana a todos.
A assembleia geral. Na qual se vai decidir muita coisa importante. O problema é que o falatório tem sido tanto que até nos temos esquecido do que é importante.
Como estou com alguma pressa não vou poder esgalhar um texto todo alinhadinho, vírgulas e pontos finais, com umas piadas sobre a tentativa de Petit em se tornar actor dos Malucos do Riso misturadas lá pelo meio.
Sendo assim, aqui vão algumas ideias que eu tenho acerca do assunto (é o que se pode arranjar):
- Não acho que o SPORTING deva ser proprietário de chópingues, ainda por cima para aplicar uma gestão tão má como aquela que tem sido aplicada no Alvaláxia: aquele centro comercial até parece que tem escrito nas paredes «vá-se embora, sr. potencial cliente; não há aqui nada que lhe sirva». Nem nas piores expectativas se podia imaginar uma coisa tão decadente ao fim de um ano e meio.
-Estou-me nas tintas para o facto de a Clínica CUF, que está no complexo, ser nossa ou dos Mellos; se a venda for boa, que se faça imediatamente.
-Nunca falei com o Soares Franco. Já estive ao pé dele e senti-me - eu e o meu 1,80 cm - baixos. Mas nada de conversa. (Este aspecto é importante, já vão ver).
- Não me importo que o Holmes Place não seja do SPORTING. Gosto de lá ir nadar, fazer uns exercícios, mas é-me indiferente o nome do proprietário do edifício. Se a venda puder ser feita com proveitos, que se faça. Espero que continue a ser um ginásio de qualidade porque eu gosto de lá ir.
-Gostava de ter um pavilhão do SPORTING para poder ir ver jogos de Andebol da nossa equipa. O andebol é, para mim, importante. Percebo que para outros sócios não seja. É assim a vida: opiniões.
- Gostava que o SPORTING tivesse equipa de rugby. Mas isso não é para aqui chamado. Adiante.
-Não percebo nada do que Dias da Cunha tem andado a dizer na sua tournée pelos meios de comunicação.
- Não gosto da maneira como João Rocha tem vindo a falar da situação do SPORTING. Porque não gosto de me lembrar do estado em que o clube se encontrava quando ele o deixou.
-Acho que o investimento fundamental do clube deve ser no futebol. Ainda assim acho inaceitável que se acabe com as modalidades amadoras, que eu acho sustentáveis( um dia destes digo mais umas coisas sobre este assunto).
-Não gosto nada de algumas pessoas que estão na hipotética lista de Soares Franco.
-Não sei bem quais são as ideias de Abrantes Mendes porque cada vez que ele aparece lembro-me que foi o presidente da mesa da assembleia geral no tempo de Jorge Gonçalves e desato a fugir.
-Não me parece que tenha aparecido nenhuma proposta alternativa à de Soares Franco que seja válida.
-Percebo, até certo ponto, algumas críticas que têm sido feitas a Soares Franco, nomeadamente todas as que vão no sentido da "devolução do clube aos sócios."
-Quero ganhar ao Leiria. Aqui estamos todos de acordo. E quero ganhar a Liga e a Taça. Voltamos a estar todos de acordo.
-Gostava mesmo de saber onde é que os críticos da venda do património pensam ir buscar os 5 milhões de euros que temos que pagar em Junho de 2006. Vendem o Moutinho para ficar com o Alvaláxia? Então que o digam alto e bom som.
-Acho que se devia interpor uma providência cautelar para que o Petit não jogue com o Barcelona. É que eu quero ver o Ronaldinho no Mundial, a jogar! Mas acho que isto não é para aqui chamado.
-Já esgotei toda a minha paciência para o alarmismo e a demagogia com que os jornas têm tratado esta assembleia geral do nosso clube.
-Ainda me custa ouvir falar no nome Peseiro e em quem, apenas por teimosia, o manteve aquele tempo todo à frente do SPORTING.
-Gostava que Dias da Cunha voltasse a referir aquela história da "renovação do Liedson como uma medida desadequada". Temos que nos rir com alguma coisa.
-Ainda não sei a quem vou entregar os meus 20 votinhos nas eleições. Mas já sei muito bem a quem não os dou de maneira nenhuma.
-Acredito no SPORTING e no seu futuro. Porque sei que há muitos sportinguistas capazes de enfrentar tal tarefa.
-Temo que muitos sócios aproveitem esta assembleia, não para a discussão lúcida do que lhes é apresentado, mas para ajustarem contas com todos os diparates que foram cometidos nos últimos tempos. Isso seria muito injusto. Quem os cometeu que pague por eles.
-Amanhã continuaremos a ser o melhor clube português e o 2º melhor do mundo, a seguir àquele que vai eleiminar o clube galináceo na Liaga dos Campeões. É o que dizem as estatísticas.
-Têm a caixa de comentários à vossa disposição. Também tenho endereço de e-mail para receber hate mail (nos últimos tempos nem tenho recebido muito o que me anda a deixar preocupado).
-Vou lutar com muita garra pela vitória em Leiria. Aqui estamos todos de acordo.
-Gostava mesmo de saber onde é que os críticos da venda do património pensam ir buscar os 5 milhões de euros que temos que pagar em Junho de 2006. Vendem o Moutinho para ficar com o Alvaláxia? Então que o digam alto e bom som. (esta é copy/paste mas como gostava mesmo que lhe fosse dada resposta, repito-a)
-Desejo um bom fim de semana a todos.
Thursday, March 16, 2006
Wednesday, March 15, 2006
E o El Mano nomeado para nos apitar em Leiria foi...
Bruno Paixão. Luís Guilherme, no meio de tanta reunião com dirigentes de alguns clubes, lá arranjou um tempinho para ver se nos trama. Claro que as puritanas aqui da praça já estão a esta hora a dizer que somos nós os sportinguistas que pressionamos o árbitro antes do jogo. E é verdade. Acho que tudo deve ser feito para que Bruno Paixão se sinta pressionado... a não fazer uma daquelas arbitragens aldrabonas que ele tão bem sabe fazer. Luís Guilherme não perde uma oportunidade: ouviu falar do grau de dificuldade que o jogo de Leiria pode ter e tratou logo de nomear para o arbitrar um indivíduo que, se gostasse de futebol, abandonava imediatamente as funções de árbitro para as quais não tem o mínimo de competência. Ponham-se alerta: o que se aproxima promete.
Bruno Paixão. Luís Guilherme, no meio de tanta reunião com dirigentes de alguns clubes, lá arranjou um tempinho para ver se nos trama. Claro que as puritanas aqui da praça já estão a esta hora a dizer que somos nós os sportinguistas que pressionamos o árbitro antes do jogo. E é verdade. Acho que tudo deve ser feito para que Bruno Paixão se sinta pressionado... a não fazer uma daquelas arbitragens aldrabonas que ele tão bem sabe fazer. Luís Guilherme não perde uma oportunidade: ouviu falar do grau de dificuldade que o jogo de Leiria pode ter e tratou logo de nomear para o arbitrar um indivíduo que, se gostasse de futebol, abandonava imediatamente as funções de árbitro para as quais não tem o mínimo de competência. Ponham-se alerta: o que se aproxima promete.
O homem não aprende
Cada vez que defendia a continuidade de Peseiro surgiam mais sócios a pedir a demissão do treinador.
Cada vez que dá uma entrevista a atacar Soares Franco este ganha adeptos para a sua causa. Começo a achar que Dias da Cunha está para lá da simples teimosia. Só não digo o estado em que acho que ele se encontra porque ainda assim ele merece o respeito de ter sido presidente do clube. Agora, a paciência esgotou-se, lá isso esgotou. Que não se venha queixar daqui por uns meses: é ele que está a fazer a cama na qual se vai deitar.
Cada vez que defendia a continuidade de Peseiro surgiam mais sócios a pedir a demissão do treinador.
Cada vez que dá uma entrevista a atacar Soares Franco este ganha adeptos para a sua causa. Começo a achar que Dias da Cunha está para lá da simples teimosia. Só não digo o estado em que acho que ele se encontra porque ainda assim ele merece o respeito de ter sido presidente do clube. Agora, a paciência esgotou-se, lá isso esgotou. Que não se venha queixar daqui por uns meses: é ele que está a fazer a cama na qual se vai deitar.
Tuesday, March 14, 2006
Isto é que eu gostava que estes dois cavalheiros me esclarecessem
Eu, que neste momento me sinto muito crítico de Dias da Cunha e de Soares Franco, gostava de saber o que se passou para que estes cavalheiros tivessem andado tantos anos distraídos a ponto de só agora se terem apercebido das verdadeiras intenções um do outro. Dito de outra forma: se Soares Franco é o que agora Dias da Cunha diz dele porque é que lhe "entregou" a administração do clube de mão beijada? Claro que pode dizer que foi enganado. Só que essa não pega: qualquer sócio mais atento percebeu desde muito cedo que o comportamento de Soares Franco, a vários níveis, não era o mais apropriado para um presidente de clube. Por outro lado, Soares Franco, que agora é tão crítico de Dias da Cunha, fazia muito bem se nos explicasse porque é que apoiou tão caladinho todas as medidas que Dias da Cunha tomou e de que agora se diz tão crítico.
Eu, que neste momento me sinto muito crítico de Dias da Cunha e de Soares Franco, gostava de saber o que se passou para que estes cavalheiros tivessem andado tantos anos distraídos a ponto de só agora se terem apercebido das verdadeiras intenções um do outro. Dito de outra forma: se Soares Franco é o que agora Dias da Cunha diz dele porque é que lhe "entregou" a administração do clube de mão beijada? Claro que pode dizer que foi enganado. Só que essa não pega: qualquer sócio mais atento percebeu desde muito cedo que o comportamento de Soares Franco, a vários níveis, não era o mais apropriado para um presidente de clube. Por outro lado, Soares Franco, que agora é tão crítico de Dias da Cunha, fazia muito bem se nos explicasse porque é que apoiou tão caladinho todas as medidas que Dias da Cunha tomou e de que agora se diz tão crítico.
Monday, March 13, 2006
Outro
O treinador do Boavista juntou-se à lista dos que resolvem branquear os favorecimentos de que beneficiam com queixas aos árbitros que os ajudam. Carlos Brito e seus pares ensaiam, com a referência a uma eventual penalidade surgida na sequência de um fora-de-jogo não assinalado a Fary, fazer crer que foram prejudicados pela manhosa arbitragem de Elmano Santos. O que acontece é que Carlos Brito não refere o resto. E o resto foi uma vergonhosa arbitragem que tentou a todo o custo fazer com que o SPORTING perdesse pontos. Quantas expulsões foram perdoadas a jogadores do Boavista? Quantas faltas sobre Liedson foram transformadas em faltas contra o SPORTING? Quantos fora-de-jogo foram perdoados a Zé Manel e a colegas seus? Quantos pontapés de baliza foram transformados em cantos contra o SPORTING? Quanto tempo de descontos a mais foi dado no final do jogo? E quanto é que foi o tempo de descontos sobre o tempo de descontos? Porque é que Paulo Bento foi admoestado a primeira vez que levantou os braços enquanto ao banco do Boavista, que passou o tempo a protestar com o árbitro, nada aconteceu?
Há gente que teve o corpo em Alvalade mas a cabeça estava a 300 km de distância. Depois dá nisto.
O treinador do Boavista juntou-se à lista dos que resolvem branquear os favorecimentos de que beneficiam com queixas aos árbitros que os ajudam. Carlos Brito e seus pares ensaiam, com a referência a uma eventual penalidade surgida na sequência de um fora-de-jogo não assinalado a Fary, fazer crer que foram prejudicados pela manhosa arbitragem de Elmano Santos. O que acontece é que Carlos Brito não refere o resto. E o resto foi uma vergonhosa arbitragem que tentou a todo o custo fazer com que o SPORTING perdesse pontos. Quantas expulsões foram perdoadas a jogadores do Boavista? Quantas faltas sobre Liedson foram transformadas em faltas contra o SPORTING? Quantos fora-de-jogo foram perdoados a Zé Manel e a colegas seus? Quantos pontapés de baliza foram transformados em cantos contra o SPORTING? Quanto tempo de descontos a mais foi dado no final do jogo? E quanto é que foi o tempo de descontos sobre o tempo de descontos? Porque é que Paulo Bento foi admoestado a primeira vez que levantou os braços enquanto ao banco do Boavista, que passou o tempo a protestar com o árbitro, nada aconteceu?
Há gente que teve o corpo em Alvalade mas a cabeça estava a 300 km de distância. Depois dá nisto.
Thursday, March 09, 2006
Dúvidas, muitas dúvidas
A assembleia geral que vai ter lugar no Pavilhão Atlântico é muito importante para os destinos do nosso clube. Mais do que a questão do património, acaba por estar em causa a administração do próprio clube. Aguardei este tempo todo à espera que surgissem as tais "propostas" alternativas às de Soares Franco. E o que verifiquei foi que nessa matéria não há nada de novo: o projecto de Soares Franco pode ser mau - eu discordo de muito do que ele contém - mas o que é facto é que da parte dos outros hipotéticos candidatos não surgiu nenhuma ideia minimamente válida para a resolução dos problemas que se colocam ao clube. Isto não quer dizer que eu me tenha transformado num apoiante da lista de Soares Franco - isso não aconteceu. No entanto, devo dizer que fiquei surpreendido pela falta de soluções consistentes por parte dos outros candidatos: era agora que eles deviam aparecer de modo a marcarem a diferença - e não o fizeram. Vir para os jornais largar frases soltas do tipo "Acredito num SPORTING com futuro"; "Já tenho apoios financeiros que não posso revelar"; "Quero devolver o SPORTING aos sócios" é algo que qualquer sócio é capaz de dizer mas que, todos sabemos, não passam de chavões, certamente apelativos para os sócios mais desiludidos, mas que estão longe de serem um programa de gestão a seguir. E aqui Soares Franco bem que pode agradecer às outras candidaturas: não foram capazes de fazer aquilo que ele - bem ou mal, já vamos ver - foi capaz de fazer: apresentar soluções concretas.
Começo por esclarecer que tomo como posição válida de Soares Franco aquilo que está publicado no site do clube e nos termos em que está feito. Pode estar a mentir, é certo. Mas eu quero acreditar - e acredito - que tudo o que ali está expresso é verdade.
Quanto ao que Soares Franco propõe tenho a dizer que fico com muitas dúvidas. Não faço nenhuma questão de ver o SPORTING como proprietário imobiliário: se for positiva a venda, então que se vendam já as fracções referidas. No entanto temo que a venda nestes moldes nos possa ser prejudicial, o que seria um passo sem retorno. Acho sobretudo que isso terá que ser uma decisão a tomar pela direcção que passar a administrar depois das eleições.
Quanto às modalidades amadoras, sou da opinião de que devem continuar. Também acho que faz sentido que elas consigam, dentro da medida do possível, auto-rentabilizarem-se. Por exemplo: não me incomoda nada que a equipa de Futsal se passe a chamar SPORTING / [nome de empresa] desde que fiquem bem claros os termos em que se faz a parceria. E aqui a proposta de Soares Franco garante a continuidade das modalidades.
No que diz respeito à construção de um pavilhão, é claro que também acho que tal seria muito útil para o clube. Espero apenas que tal obra não seja mais um motivo de endividamento.
Quanto à gestão da equipa de futebol devo dizer que lamento a falta de clareza do que é proposto por Soares Franco. A equipa de futebol deverá ser o "centro das atenções" da gestão do clube. E o que está na proposta não é muito claro a este respeito. São tais as minhas dúvidas nesta matéria que não posso dizer se concordo, ou não, com o que Soares Franco propõe.
Quanto à necessidade de entrada de "dinheiro fresco" não tenho a menor dúvida. E acho que percebo Soares Franco: o dinheiro tem que vir de algum lado. E mais ninguém conseguiu apontar uma fonte de receitas que não passe pela alienação de património.
Posto isto, devo dizer que a situação em que me encontro não é a de dúvida entre várias possibilidades. Porque para isso precisava de várias propostas por onde escolher e, até à data, só conheço uma: a de Soares Franco, que está longe de ser muito estimulante. Mas é a única. E é apenas com o que temos que devemos contar. Resumindo: encontro-me numa situação de "abstenção" que mudarei para uma situação de apoio à lista de Soares Franco se perceber que temos no horizonte listas com vontade de voltarmos a um SPORTING que, decididamente, não nos interessa: um SPORTING de amadorismo, de governo em função das apetências dos sócios com base nos resultados, de estratégias casuísticas relativamente à equipa de futebol e de pessoas que eu não quero voltar a ver na administração do SPORTING.
A assembleia geral que vai ter lugar no Pavilhão Atlântico é muito importante para os destinos do nosso clube. Mais do que a questão do património, acaba por estar em causa a administração do próprio clube. Aguardei este tempo todo à espera que surgissem as tais "propostas" alternativas às de Soares Franco. E o que verifiquei foi que nessa matéria não há nada de novo: o projecto de Soares Franco pode ser mau - eu discordo de muito do que ele contém - mas o que é facto é que da parte dos outros hipotéticos candidatos não surgiu nenhuma ideia minimamente válida para a resolução dos problemas que se colocam ao clube. Isto não quer dizer que eu me tenha transformado num apoiante da lista de Soares Franco - isso não aconteceu. No entanto, devo dizer que fiquei surpreendido pela falta de soluções consistentes por parte dos outros candidatos: era agora que eles deviam aparecer de modo a marcarem a diferença - e não o fizeram. Vir para os jornais largar frases soltas do tipo "Acredito num SPORTING com futuro"; "Já tenho apoios financeiros que não posso revelar"; "Quero devolver o SPORTING aos sócios" é algo que qualquer sócio é capaz de dizer mas que, todos sabemos, não passam de chavões, certamente apelativos para os sócios mais desiludidos, mas que estão longe de serem um programa de gestão a seguir. E aqui Soares Franco bem que pode agradecer às outras candidaturas: não foram capazes de fazer aquilo que ele - bem ou mal, já vamos ver - foi capaz de fazer: apresentar soluções concretas.
Começo por esclarecer que tomo como posição válida de Soares Franco aquilo que está publicado no site do clube e nos termos em que está feito. Pode estar a mentir, é certo. Mas eu quero acreditar - e acredito - que tudo o que ali está expresso é verdade.
Quanto ao que Soares Franco propõe tenho a dizer que fico com muitas dúvidas. Não faço nenhuma questão de ver o SPORTING como proprietário imobiliário: se for positiva a venda, então que se vendam já as fracções referidas. No entanto temo que a venda nestes moldes nos possa ser prejudicial, o que seria um passo sem retorno. Acho sobretudo que isso terá que ser uma decisão a tomar pela direcção que passar a administrar depois das eleições.
Quanto às modalidades amadoras, sou da opinião de que devem continuar. Também acho que faz sentido que elas consigam, dentro da medida do possível, auto-rentabilizarem-se. Por exemplo: não me incomoda nada que a equipa de Futsal se passe a chamar SPORTING / [nome de empresa] desde que fiquem bem claros os termos em que se faz a parceria. E aqui a proposta de Soares Franco garante a continuidade das modalidades.
No que diz respeito à construção de um pavilhão, é claro que também acho que tal seria muito útil para o clube. Espero apenas que tal obra não seja mais um motivo de endividamento.
Quanto à gestão da equipa de futebol devo dizer que lamento a falta de clareza do que é proposto por Soares Franco. A equipa de futebol deverá ser o "centro das atenções" da gestão do clube. E o que está na proposta não é muito claro a este respeito. São tais as minhas dúvidas nesta matéria que não posso dizer se concordo, ou não, com o que Soares Franco propõe.
Quanto à necessidade de entrada de "dinheiro fresco" não tenho a menor dúvida. E acho que percebo Soares Franco: o dinheiro tem que vir de algum lado. E mais ninguém conseguiu apontar uma fonte de receitas que não passe pela alienação de património.
Posto isto, devo dizer que a situação em que me encontro não é a de dúvida entre várias possibilidades. Porque para isso precisava de várias propostas por onde escolher e, até à data, só conheço uma: a de Soares Franco, que está longe de ser muito estimulante. Mas é a única. E é apenas com o que temos que devemos contar. Resumindo: encontro-me numa situação de "abstenção" que mudarei para uma situação de apoio à lista de Soares Franco se perceber que temos no horizonte listas com vontade de voltarmos a um SPORTING que, decididamente, não nos interessa: um SPORTING de amadorismo, de governo em função das apetências dos sócios com base nos resultados, de estratégias casuísticas relativamente à equipa de futebol e de pessoas que eu não quero voltar a ver na administração do SPORTING.
Wednesday, March 08, 2006
Monday, March 06, 2006
Começo já por pedir desculpa aos que ainda me lêem
Como já repararam tenho usado o blog para libertar duas pancadas de que sofro e das quais não me consigo safar: a) elogiar o professor doutor autarca ex-futebolista e ex-presidente de uma comissão qualquer da federação de andebol, Fernando Seara; b) referir o maradona como o gajo que melhor escreve sobre bola em Portugal. Corram imediatamente a ler o post "Duas horas e meia sem fazer nada e dá nisto...peço mil desculpas:" é que ele tem a mania de apagar os posts assim sem mais. São estas merdas que ainda nos fazem ler blogs.
Como já repararam tenho usado o blog para libertar duas pancadas de que sofro e das quais não me consigo safar: a) elogiar o professor doutor autarca ex-futebolista e ex-presidente de uma comissão qualquer da federação de andebol, Fernando Seara; b) referir o maradona como o gajo que melhor escreve sobre bola em Portugal. Corram imediatamente a ler o post "Duas horas e meia sem fazer nada e dá nisto...peço mil desculpas:" é que ele tem a mania de apagar os posts assim sem mais. São estas merdas que ainda nos fazem ler blogs.
Mais três pontos
Vitória justa da única equipa que fez alguma coisa para ganhar o jogo: o SPORTING. A exibição não foi das melhores mas foi suficiente para cumprir o objectivo. Notou-se a falta de Liedson, nada de anormal face ao rendimento que este jogador tem tido. Sobre a arbitragem digo que não gostei e retenho na memória a “preciosidade” que foi o cartão amarelo mostrado a Polga: o árbitro já nem se lembrava da falta e só quando o jogador do Gil Vicente lá foi pedir o cartão é que ele foi mostrado.
Vitória justa da única equipa que fez alguma coisa para ganhar o jogo: o SPORTING. A exibição não foi das melhores mas foi suficiente para cumprir o objectivo. Notou-se a falta de Liedson, nada de anormal face ao rendimento que este jogador tem tido. Sobre a arbitragem digo que não gostei e retenho na memória a “preciosidade” que foi o cartão amarelo mostrado a Polga: o árbitro já nem se lembrava da falta e só quando o jogador do Gil Vicente lá foi pedir o cartão é que ele foi mostrado.
Friday, March 03, 2006
Wednesday, March 01, 2006
A sério
Até podia analisar detalhadamente cada uma das afirmações que Peseiro vem fazendo acerca do SPORTING. Era fácil desmontar o discurso das queixinhas. Mas não o vou fazer porque isso seria entrar no jogo que Peseiro está desejoso de jogar: o de lançar confusão sobre algumas das pessoas que estão ou estiveram no SPORTING. O melhor é mesmo deixá-lo a falar para o ar. Mas convém não esquecer que Peseiro não é tão tonto como parece. Ele sabe bem que se o SPORTING ganhar alguma coisa, a Liga por exemplo, ele aparecerá à cabeça como um dos maiores derrotados. E já tratou de armar a sua estratégia. Mesmo tendo ouvido apenas "por alto" as suas declarações, uma coisa é evidente: tudo vai no sentido de lançar intriga, dissidências e boatos sobre os dirigentes e jogadores que ainda lá estão ou que já lá estiveram. Ou seja, nada do que ele diz constitui sequer uma defesa da honra prória. Todo o seu discurso não é mais do que um ataque para "torpedear" a equipa e quem está com ela actualmente. E a altura desta suposta "defesa" também não é aleatória: assim que se percebeu que o SPORTING podia ganhar, na cabeça de Peseiro disparou logo o sinal de alarme: é agora! Se não fosse assim porque é que ele esperou estes meses todos? Só que mais uma vez Peseiro comete um erro de avaliação: a grande maioria dos sportinguistas tem memória e ainda se lembra do que foi a sua passagem pelo SPORTING. E, por isso mesmo, não vamos querer ouvir mais conversa fiada nos próximos tempos. Por mim, o assunto está encerrado, espero.
P.S.: Tem piada este protagonismo todo que agora é dado a Peseiro. Todos sabemos que quem agora o promove descaradamente não visa dar-lhe a possibilidade de se defender mas sim usá-lo como motivo de ataque ao SPORTING. Será que ele nem isso percebe?
Até podia analisar detalhadamente cada uma das afirmações que Peseiro vem fazendo acerca do SPORTING. Era fácil desmontar o discurso das queixinhas. Mas não o vou fazer porque isso seria entrar no jogo que Peseiro está desejoso de jogar: o de lançar confusão sobre algumas das pessoas que estão ou estiveram no SPORTING. O melhor é mesmo deixá-lo a falar para o ar. Mas convém não esquecer que Peseiro não é tão tonto como parece. Ele sabe bem que se o SPORTING ganhar alguma coisa, a Liga por exemplo, ele aparecerá à cabeça como um dos maiores derrotados. E já tratou de armar a sua estratégia. Mesmo tendo ouvido apenas "por alto" as suas declarações, uma coisa é evidente: tudo vai no sentido de lançar intriga, dissidências e boatos sobre os dirigentes e jogadores que ainda lá estão ou que já lá estiveram. Ou seja, nada do que ele diz constitui sequer uma defesa da honra prória. Todo o seu discurso não é mais do que um ataque para "torpedear" a equipa e quem está com ela actualmente. E a altura desta suposta "defesa" também não é aleatória: assim que se percebeu que o SPORTING podia ganhar, na cabeça de Peseiro disparou logo o sinal de alarme: é agora! Se não fosse assim porque é que ele esperou estes meses todos? Só que mais uma vez Peseiro comete um erro de avaliação: a grande maioria dos sportinguistas tem memória e ainda se lembra do que foi a sua passagem pelo SPORTING. E, por isso mesmo, não vamos querer ouvir mais conversa fiada nos próximos tempos. Por mim, o assunto está encerrado, espero.
P.S.: Tem piada este protagonismo todo que agora é dado a Peseiro. Todos sabemos que quem agora o promove descaradamente não visa dar-lhe a possibilidade de se defender mas sim usá-lo como motivo de ataque ao SPORTING. Será que ele nem isso percebe?
Carnaval
Nos últimos dias tem aparecido nos meios de comunicação um indíviduo mascarado de José Peseiro. Solta disparates a torto e a direito. O disfarce é perfeito: conversa vazia, choraminguice e muitas queixinhas relativas a toda a gente. Um Peseiro na perfeição. Há tipos com uma imaginação incrível: eu nunca imaginaria que alguém - mesmo com muita ingestão de determinado tipo de líquidos - se iria lembrar de se mascarar à Peseiro.
Nos últimos dias tem aparecido nos meios de comunicação um indíviduo mascarado de José Peseiro. Solta disparates a torto e a direito. O disfarce é perfeito: conversa vazia, choraminguice e muitas queixinhas relativas a toda a gente. Um Peseiro na perfeição. Há tipos com uma imaginação incrível: eu nunca imaginaria que alguém - mesmo com muita ingestão de determinado tipo de líquidos - se iria lembrar de se mascarar à Peseiro.
Friday, February 24, 2006
Adiamento da AG
É óbvio que não faz sentido que sócios fiquem à porta porque não há lugar lá dentro. Está correcta a decisão de adiar.
Agora já não temos pavilhão com capacidade para tais eventos. Mas temos um centro comercial que, os que agora o querem vender, diziam que ele se justificava mais do que a construção de um pavilhão poli-desportivo que tanta falta nos faz. Deve ser a isto que se chama "visão de futuro": quem sabe se, daqui a 50 anos, os centros comerciais não serão a grande "mina" dos clubes de futebol?
E vejam lá bem onde é que vão realizar a próxima AG.
É óbvio que não faz sentido que sócios fiquem à porta porque não há lugar lá dentro. Está correcta a decisão de adiar.
Agora já não temos pavilhão com capacidade para tais eventos. Mas temos um centro comercial que, os que agora o querem vender, diziam que ele se justificava mais do que a construção de um pavilhão poli-desportivo que tanta falta nos faz. Deve ser a isto que se chama "visão de futuro": quem sabe se, daqui a 50 anos, os centros comerciais não serão a grande "mina" dos clubes de futebol?
E vejam lá bem onde é que vão realizar a próxima AG.
Wednesday, February 22, 2006
SPORTING – Ponto da Situação II
O SPORTING, tal como a maioria dos clubes, vive hoje das parcerias que se vão desenvolvendo com os grupos bancários. Em 95% dos clubes das principais ligas europeias as receitas não são sufientes e é com base em empréstimos, vendas e hipotecas de património e outros negócios com os bancos que os clubes vão subsistindo. A UEFA sabe muito bem que é assim. Até sabe que se os bancos "fechassem as torneiras" as competições profissionais, na Europa, nos moldes em que funcionam actualmente, estariam em causa. O que é que se tem feito? Na prática nada. Em Portugal os passivos dos clubes aumentam de mês para mês, atingindo números de assustar qualquer um. Lá fora passa-se o mesmo: o aumento de passivo do Real Madrid nos últimos dois ou três anos, por exemplo, é de deixar de boca aberta o mais atento e conhecedor dos gestores profissionais.
Esta situação tem tornado os clubes alvo apetecível desses mesmos bancos, de empresas de venda de património e outras actividades relacionadas. É por isso que, por muito má que a situação de um clube seja, há sempre alguém interessado em "investir", "desenvolver parcerias financeiras", estabelecer "project finances", etc.
Ora, no SPORTING a coisa toma a dimensão de um verdadeiro assalto. Basta olharmos para a anunciada lista de Soares Franco para constatarmos isso. Parece que na escolha das pessoas o critério foi o de se seleccionar um elemento representante de cada um dos grupos financeiros, imobiliários e de construção a exercer actividade em Portugal. Resultado: vemos lá nomes de gente que descobriu o "sportinguismo do coração" na semana passada, gente que nunca na vida assistiu a um jogo de uma modalidade amadora, gente que a única vez que entrou no Alvalade XXI para ver um jogo de futebol foi à borla e para o camarote que a empresa possui no estádio. A todas estas criaturas é estendida uma passadeira de veludo de modo a poderem papaguear o seu amor ao clube como se ele não fosse fruto de mero interesseirismo eleitoral. O caso mais emblemático é essa luminária que dá pelo nome de Pires de Lima e que se tornou num verdadeiro pop-up - aparece em todo o lado e é difícil de evitar - daquilo a que pomposamente se vai chamando de "gestão séria e rigorosa do fenómeno desportivo". É entrevistado em tudo o que é jornal, vai à TV fazer de paineleiro representante do SPORTING e mostra-se disponível para "ajudar em todo o que for necessário" o que, traduzido, significa que aceita um bem remunerado cargo numa das administrações das empresas que se foram criando como cogumelos dentro do SPORTING. Os sócios, no meio da confusão que está a ser propositadamente lançada pelo grupo de Soares Franco, ficam amdmirados com o facto de nestas alturas haver tantos "sportinguistas" dispostos a "abdicarem da sua vida profissional e familiar para se dedicarem ao clube", isto para utilizar a expressão que usam e que julgam que toca no sentimento dos adeptos.
Só que nem toda a gente anda a dormir. E é muito fácil perceber que estes "reputados administradores" que se colocam na linha de partida para o ataque ao poder no SPORTING têm como interesse fundamental o desenvolvimento das actividades das empresas e grupos de onde vêm, muito mais do que a disponibilidade para a causa sportinguista. E é isto que nos faz desconfiar. Não estou a insinuar que todos eles tenham como objectivo servirem-se do SPORTING, porque não tenho provas concretas que me levem a afirmar isso. Porém, exigia-se um bocadinho mais de decoro no comportamento. Esta atitude de "cão esfomeado à procura de osso" só nos pode levar a duvidar. Ainda por cima quando vinda de pessoas que nós nem sabíamos que eram do SPORTING.
Sendo assim, afirmo que a alegada lista que Soares Franco sugere não é mais do que um poderoso grupo de interesses em torno das actividades imobiliárias, de financiamento, de construção e de gestão de serviços com ligações a actividades que o SPORTING desenvolve, desenvolveu ou pode vir a desenvolver. E quanto ao futebol? Pois. Aí é que está o ponto: no grupo de apoiantes de Soares Franco há banqueiros, construtores civis, políticos rascas - 99% dos políticos portugueses são rascas -, administradores de empresas públicas e privadas mas não há um único indivíduo que saiba o que é um "central de marcação". Na cabecinha deles andará um ideia tipo: "quando necessitarmos de contratar um jogador pergunta-se ao Carlos Freitas que ele percebe de bola", porque julgam que basta ser economista ou advogado e ter umas vagas noções de economia sacadas à pressa da The Economist para se gerir um clube de futebol. Enganam-se. E a prova de que se enganam está nos disparates cometidos nos últimos dez anos por todos os especialistas em administração e gestão "rigorosas" que passaram pelo clube. Mas querem continuar. No último mês aparecem nos jornais desportivos tantos administradores empreendedores e "modernaços", tal como em Julho aparecem "estrelas internacionais" para reforçar o clube galináceo. Não há paciência. Recuso-me a ver o clube nas mãos de gente que em primeiro lugar é motivada pelos interesses pessoais e não pelo amor ao clube. Querem saber quem são? Façam o seguinte teste: digam-lhes que os salários que as empresas do SPORTING vão conceder serão meramente simbólicos e que não há possiblidades de novas parcerias financeiras do clube e esperem para ver os que, no próprio dia, virão com a conversa dos "problemas particulares e afazeres profissionais" para desistirem de ocupar um cargo no SPORTING. Está tudo dito.
O SPORTING, tal como a maioria dos clubes, vive hoje das parcerias que se vão desenvolvendo com os grupos bancários. Em 95% dos clubes das principais ligas europeias as receitas não são sufientes e é com base em empréstimos, vendas e hipotecas de património e outros negócios com os bancos que os clubes vão subsistindo. A UEFA sabe muito bem que é assim. Até sabe que se os bancos "fechassem as torneiras" as competições profissionais, na Europa, nos moldes em que funcionam actualmente, estariam em causa. O que é que se tem feito? Na prática nada. Em Portugal os passivos dos clubes aumentam de mês para mês, atingindo números de assustar qualquer um. Lá fora passa-se o mesmo: o aumento de passivo do Real Madrid nos últimos dois ou três anos, por exemplo, é de deixar de boca aberta o mais atento e conhecedor dos gestores profissionais.
Esta situação tem tornado os clubes alvo apetecível desses mesmos bancos, de empresas de venda de património e outras actividades relacionadas. É por isso que, por muito má que a situação de um clube seja, há sempre alguém interessado em "investir", "desenvolver parcerias financeiras", estabelecer "project finances", etc.
Ora, no SPORTING a coisa toma a dimensão de um verdadeiro assalto. Basta olharmos para a anunciada lista de Soares Franco para constatarmos isso. Parece que na escolha das pessoas o critério foi o de se seleccionar um elemento representante de cada um dos grupos financeiros, imobiliários e de construção a exercer actividade em Portugal. Resultado: vemos lá nomes de gente que descobriu o "sportinguismo do coração" na semana passada, gente que nunca na vida assistiu a um jogo de uma modalidade amadora, gente que a única vez que entrou no Alvalade XXI para ver um jogo de futebol foi à borla e para o camarote que a empresa possui no estádio. A todas estas criaturas é estendida uma passadeira de veludo de modo a poderem papaguear o seu amor ao clube como se ele não fosse fruto de mero interesseirismo eleitoral. O caso mais emblemático é essa luminária que dá pelo nome de Pires de Lima e que se tornou num verdadeiro pop-up - aparece em todo o lado e é difícil de evitar - daquilo a que pomposamente se vai chamando de "gestão séria e rigorosa do fenómeno desportivo". É entrevistado em tudo o que é jornal, vai à TV fazer de paineleiro representante do SPORTING e mostra-se disponível para "ajudar em todo o que for necessário" o que, traduzido, significa que aceita um bem remunerado cargo numa das administrações das empresas que se foram criando como cogumelos dentro do SPORTING. Os sócios, no meio da confusão que está a ser propositadamente lançada pelo grupo de Soares Franco, ficam amdmirados com o facto de nestas alturas haver tantos "sportinguistas" dispostos a "abdicarem da sua vida profissional e familiar para se dedicarem ao clube", isto para utilizar a expressão que usam e que julgam que toca no sentimento dos adeptos.
Só que nem toda a gente anda a dormir. E é muito fácil perceber que estes "reputados administradores" que se colocam na linha de partida para o ataque ao poder no SPORTING têm como interesse fundamental o desenvolvimento das actividades das empresas e grupos de onde vêm, muito mais do que a disponibilidade para a causa sportinguista. E é isto que nos faz desconfiar. Não estou a insinuar que todos eles tenham como objectivo servirem-se do SPORTING, porque não tenho provas concretas que me levem a afirmar isso. Porém, exigia-se um bocadinho mais de decoro no comportamento. Esta atitude de "cão esfomeado à procura de osso" só nos pode levar a duvidar. Ainda por cima quando vinda de pessoas que nós nem sabíamos que eram do SPORTING.
Sendo assim, afirmo que a alegada lista que Soares Franco sugere não é mais do que um poderoso grupo de interesses em torno das actividades imobiliárias, de financiamento, de construção e de gestão de serviços com ligações a actividades que o SPORTING desenvolve, desenvolveu ou pode vir a desenvolver. E quanto ao futebol? Pois. Aí é que está o ponto: no grupo de apoiantes de Soares Franco há banqueiros, construtores civis, políticos rascas - 99% dos políticos portugueses são rascas -, administradores de empresas públicas e privadas mas não há um único indivíduo que saiba o que é um "central de marcação". Na cabecinha deles andará um ideia tipo: "quando necessitarmos de contratar um jogador pergunta-se ao Carlos Freitas que ele percebe de bola", porque julgam que basta ser economista ou advogado e ter umas vagas noções de economia sacadas à pressa da The Economist para se gerir um clube de futebol. Enganam-se. E a prova de que se enganam está nos disparates cometidos nos últimos dez anos por todos os especialistas em administração e gestão "rigorosas" que passaram pelo clube. Mas querem continuar. No último mês aparecem nos jornais desportivos tantos administradores empreendedores e "modernaços", tal como em Julho aparecem "estrelas internacionais" para reforçar o clube galináceo. Não há paciência. Recuso-me a ver o clube nas mãos de gente que em primeiro lugar é motivada pelos interesses pessoais e não pelo amor ao clube. Querem saber quem são? Façam o seguinte teste: digam-lhes que os salários que as empresas do SPORTING vão conceder serão meramente simbólicos e que não há possiblidades de novas parcerias financeiras do clube e esperem para ver os que, no próprio dia, virão com a conversa dos "problemas particulares e afazeres profissionais" para desistirem de ocupar um cargo no SPORTING. Está tudo dito.
Tuesday, February 21, 2006
SPORTING – Ponto da Situação I
Dou hoje início a uma série de posts sobre o que na minha opinião se vai passando com o SPORTING.
Começo por aquilo que me parece o mais importante a debater no futuro imediato – a Assembleia Geral de 25-02-06. Esta Assembleia Geral não será certamente o assunto mais importante no momento em que se encontra o SPORTING mas é aquele ao qual temos que dar uma resposta breve porque faltam poucos dias para a sua realização.
E esta Assembleia Geral está, à partida, inquinada. Não concordo com os termos nos quais ela foi convocada porque ela não é mais do que uma consulta à posição dos sócios face às ideias de um candidato. Soares Franco já afirmou que vai apresentar o seu projecto de modo a poder perceber – através da Assembleia Geral – se os sócios estão com ele. Afirma que se aí verificar que não tem os suficientes apoios desiste da sua candidatura. Isto além de uma chantagem é uma violação das regras democráticas. Chantagem porque coloca os sócios perante uma inevitabilidade: “ou fazem como eu quero ou então vou-me embora e fica o clube entregue ao caos porque eu e os meus comparsas o deixámos à beira da falência”. E é uma violação das regras democráticas porque aos outros candidatos não é dada a possibilidade de também usufruirem de uma Assembleia Geral onde possam expor as suas ideias e indagar acerca da posição dos sócios.
Quanto ao conteúdo tenho a dizer que acho absolutamente errado que os sócios sejam levados a decidir nesta altura sobre matérias tão sensíveis. Convém não esquecermos que estamos perante uma direcção interina que se devia resumir apenas à gestão dos superiores interesses do clube sem entrar por campos estratégicos como o da alienação do património. Tudo ao contrário: decisões como estas deveriam ser tomadas apenas no quadro de uma direcção eleita de pleno direito. Afinal de contas é para isso que se convocam eleições, apresentam listas e se anuncia um programa a cumprir. Resumindo: Soares Franco que se preocupe, neste momento, em apresentar detalhadamente as suas propostas de gestão para que os sócios possam saber com o que devem contar. Tal como todos os outros candidatos. Inadmissível é que haja candidatos favorecidos no âmbito do processo eleitoral. Lamento que Galvão Telles esteja neste momento hospitalizado e aproveito para lhe desejar as rápidas melhoras. Era ao presidente da Mesa da Assembleia Geral que eu gostava de ouvir alguma coisa sobre o assunto.
Sendo assim, entendo que esta Assembleia Geral não é mais do que uma estratégia eleitoral de Soares Franco e do grupo que o sustenta. Ela, ao contrário do que nos querem fazer crer, não é um momento para decisões importantes da vida do clube – porque essas só deverão poder ser tomadas depois das eleições pela lista democraticamente eleita. Isso, a que erradamente se está a chamar de Assembleia Geral, é mais uma etapa eleitoral da lista de Soares Franco, e ainda por cima disfarçada: pretende-se saber em que ponto se encontra a posição dos sócios face às informações deliberadamente confusas que vão saltando para a comunicação social a conta-gotas acerca da “situação catastrófica” em que o clube se encontra.
Perante esta situação, eu que ainda não decidi em quem vou votar nas eleições – mesmo que quizesse decidir não podia porque ainda não sei quem são os candidadtos – recuso-me a participar.
Esta suposta Assembleia Geral, pelas razões que acima enumerei, é um comício da lista de Soares Franco. E eu não gosto de comícios, muito menos naquela que é a associação de que muito me orgulho de fazer parte – o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, meu clube desde o dia em que nasci. Não participarei, portanto, na referida assembleia. Como estou a ser lido por gente inteligente, entendo que não devo explicar muito mais porque é que a minha ausência não é demissão de posição perante o que se passa no meu clube. Não me imagino a assistir ao PowerPoint que Soares Franco nos pretende escarrapachar na cara e no fim ter que levantar o braço para dizer se sim ou não. Porque face ao que me é agora apresentado, nem SIM, nem Não. O que eu, bem como todos os outros sócios, queremos é que apareçam listas, apresentem projectos para que tranquilamente e em consciência possamos decidir. Esta extemporânea assembleia, tal como nos é apresentada, é coacção: hora e meia para que se decida entre o “salvador projecto” de Soares Franco e o resto. Para isso não contem comigo. Estarei presente sempre que for preciso. Mas não alinho em “vagas de fundo” artificialmente criadas.
Dou hoje início a uma série de posts sobre o que na minha opinião se vai passando com o SPORTING.
Começo por aquilo que me parece o mais importante a debater no futuro imediato – a Assembleia Geral de 25-02-06. Esta Assembleia Geral não será certamente o assunto mais importante no momento em que se encontra o SPORTING mas é aquele ao qual temos que dar uma resposta breve porque faltam poucos dias para a sua realização.
E esta Assembleia Geral está, à partida, inquinada. Não concordo com os termos nos quais ela foi convocada porque ela não é mais do que uma consulta à posição dos sócios face às ideias de um candidato. Soares Franco já afirmou que vai apresentar o seu projecto de modo a poder perceber – através da Assembleia Geral – se os sócios estão com ele. Afirma que se aí verificar que não tem os suficientes apoios desiste da sua candidatura. Isto além de uma chantagem é uma violação das regras democráticas. Chantagem porque coloca os sócios perante uma inevitabilidade: “ou fazem como eu quero ou então vou-me embora e fica o clube entregue ao caos porque eu e os meus comparsas o deixámos à beira da falência”. E é uma violação das regras democráticas porque aos outros candidatos não é dada a possibilidade de também usufruirem de uma Assembleia Geral onde possam expor as suas ideias e indagar acerca da posição dos sócios.
Quanto ao conteúdo tenho a dizer que acho absolutamente errado que os sócios sejam levados a decidir nesta altura sobre matérias tão sensíveis. Convém não esquecermos que estamos perante uma direcção interina que se devia resumir apenas à gestão dos superiores interesses do clube sem entrar por campos estratégicos como o da alienação do património. Tudo ao contrário: decisões como estas deveriam ser tomadas apenas no quadro de uma direcção eleita de pleno direito. Afinal de contas é para isso que se convocam eleições, apresentam listas e se anuncia um programa a cumprir. Resumindo: Soares Franco que se preocupe, neste momento, em apresentar detalhadamente as suas propostas de gestão para que os sócios possam saber com o que devem contar. Tal como todos os outros candidatos. Inadmissível é que haja candidatos favorecidos no âmbito do processo eleitoral. Lamento que Galvão Telles esteja neste momento hospitalizado e aproveito para lhe desejar as rápidas melhoras. Era ao presidente da Mesa da Assembleia Geral que eu gostava de ouvir alguma coisa sobre o assunto.
Sendo assim, entendo que esta Assembleia Geral não é mais do que uma estratégia eleitoral de Soares Franco e do grupo que o sustenta. Ela, ao contrário do que nos querem fazer crer, não é um momento para decisões importantes da vida do clube – porque essas só deverão poder ser tomadas depois das eleições pela lista democraticamente eleita. Isso, a que erradamente se está a chamar de Assembleia Geral, é mais uma etapa eleitoral da lista de Soares Franco, e ainda por cima disfarçada: pretende-se saber em que ponto se encontra a posição dos sócios face às informações deliberadamente confusas que vão saltando para a comunicação social a conta-gotas acerca da “situação catastrófica” em que o clube se encontra.
Perante esta situação, eu que ainda não decidi em quem vou votar nas eleições – mesmo que quizesse decidir não podia porque ainda não sei quem são os candidadtos – recuso-me a participar.
Esta suposta Assembleia Geral, pelas razões que acima enumerei, é um comício da lista de Soares Franco. E eu não gosto de comícios, muito menos naquela que é a associação de que muito me orgulho de fazer parte – o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, meu clube desde o dia em que nasci. Não participarei, portanto, na referida assembleia. Como estou a ser lido por gente inteligente, entendo que não devo explicar muito mais porque é que a minha ausência não é demissão de posição perante o que se passa no meu clube. Não me imagino a assistir ao PowerPoint que Soares Franco nos pretende escarrapachar na cara e no fim ter que levantar o braço para dizer se sim ou não. Porque face ao que me é agora apresentado, nem SIM, nem Não. O que eu, bem como todos os outros sócios, queremos é que apareçam listas, apresentem projectos para que tranquilamente e em consciência possamos decidir. Esta extemporânea assembleia, tal como nos é apresentada, é coacção: hora e meia para que se decida entre o “salvador projecto” de Soares Franco e o resto. Para isso não contem comigo. Estarei presente sempre que for preciso. Mas não alinho em “vagas de fundo” artificialmente criadas.
Monday, February 20, 2006
Uma história que se começa a repetir com alguma insistência
De há uns tempos para cá pegou uma moda que começa a chatear. O argumento é simples: o treinador da equipa favorecida vem, no fim do jogo, fazer comentários contra a arbitragem como se fosse ele a vítima. O objectivo é, por certo, lançar areia para os olhos das pessoas de modo a que não se fale do essencial.
No jogo do SPORTING contra o Paços de Ferreira, José Mota e o seu boné cor-de-laranja que fazia um belo conjunto com o fato e a gravata, resolveu fazer um interminável discurso contra a arbitragem, o sistema e mais o raio que o parta. Com todos os clichés disparatados que alguém com muito mau perder é capaz de proferir. Veio com a história do «sei de coisas que me disseram mas não as digo aqui porque vocês (jornalistas) é que devem investigar». E aproveitou também para fazer de Maya quando disse que se não fosse uma grande penalidade na 1ª parte não perderia o jogo. Tudo isto com muita «filosofia de jogo» à mistura; este é um daqueles que vê «filosofia de jogo» em todo o lado (ainda hoje de manhã quando andava à procura das meias encontrou uma «filosofia de jogo» na gaveta).
Mas vamos ao que interessa. A arbitragem foi muito má e o SPORTING foi o clube que saiu prejudicado. A penalidade de que fala o «filósofo de jogo» é penalidade e só um mau árbitro é que não a assinala. E depois há o resto do desafio que não é assim tão pouco. Dualidade na exibição dos cartões. As faltas assinaladas a Liedson quando era este que estava a ser agarrado. Tudo isto pontuado por faltas a meio campo de modo a cortarem a possibilidade de o SPORTING poder sair a jogar. Veja-se, como exemplo, aquele livre marcado contra o SPORTING mesmo no fim do jogo. Só uma enorme vontade de ver o SPORTING sofrer um golo é que pode descortinar um livre quando o jogador do SPORTING nem toca no adversário.
Eu percebo que a vitória do Guimarães - concorrente directo do Paços de Ferreira - e a possibilidade de o SPORTING se aproximar do Porto que o «filósofo de jogo» tanto adora, o tenham deixado com o pensamento um bocado turvo. Pode falar sempre que lhe apetecer. Mas meta-se com os da sua laia. Não nos chateie porque nós não temos paciência para aturar criaturinhas amuadas que não sabem perder. Porte-se como homenzinho que já tem idade para isso.
De há uns tempos para cá pegou uma moda que começa a chatear. O argumento é simples: o treinador da equipa favorecida vem, no fim do jogo, fazer comentários contra a arbitragem como se fosse ele a vítima. O objectivo é, por certo, lançar areia para os olhos das pessoas de modo a que não se fale do essencial.
No jogo do SPORTING contra o Paços de Ferreira, José Mota e o seu boné cor-de-laranja que fazia um belo conjunto com o fato e a gravata, resolveu fazer um interminável discurso contra a arbitragem, o sistema e mais o raio que o parta. Com todos os clichés disparatados que alguém com muito mau perder é capaz de proferir. Veio com a história do «sei de coisas que me disseram mas não as digo aqui porque vocês (jornalistas) é que devem investigar». E aproveitou também para fazer de Maya quando disse que se não fosse uma grande penalidade na 1ª parte não perderia o jogo. Tudo isto com muita «filosofia de jogo» à mistura; este é um daqueles que vê «filosofia de jogo» em todo o lado (ainda hoje de manhã quando andava à procura das meias encontrou uma «filosofia de jogo» na gaveta).
Mas vamos ao que interessa. A arbitragem foi muito má e o SPORTING foi o clube que saiu prejudicado. A penalidade de que fala o «filósofo de jogo» é penalidade e só um mau árbitro é que não a assinala. E depois há o resto do desafio que não é assim tão pouco. Dualidade na exibição dos cartões. As faltas assinaladas a Liedson quando era este que estava a ser agarrado. Tudo isto pontuado por faltas a meio campo de modo a cortarem a possibilidade de o SPORTING poder sair a jogar. Veja-se, como exemplo, aquele livre marcado contra o SPORTING mesmo no fim do jogo. Só uma enorme vontade de ver o SPORTING sofrer um golo é que pode descortinar um livre quando o jogador do SPORTING nem toca no adversário.
Eu percebo que a vitória do Guimarães - concorrente directo do Paços de Ferreira - e a possibilidade de o SPORTING se aproximar do Porto que o «filósofo de jogo» tanto adora, o tenham deixado com o pensamento um bocado turvo. Pode falar sempre que lhe apetecer. Mas meta-se com os da sua laia. Não nos chateie porque nós não temos paciência para aturar criaturinhas amuadas que não sabem perder. Porte-se como homenzinho que já tem idade para isso.
Friday, February 17, 2006
Thursday, February 16, 2006
Posição futebolística deste blog sobre a novela das caricaturas
Estamos contigo Peter Schmeichel; és um dos nossos.
Estamos contigo Peter Schmeichel; és um dos nossos.
Isto está bonito
Dias da Cunha já não apoia Soares Franco. João Rocha critica José Roquette. José Roquette diz que ainda tem coisas para dizer. Ferreira da Silva, que era vice de Dias da Cunha, diz que as contas não são bem como este diz. Sérgio Abrantes é candidato. Dias Ferreira anda calado. Há mais uns quantos que têm intenção de se candidatar.
Como já seria de esperar este período pré-eleitoral vai servir muito mais para confundir do que para esclarecer. E os sócios do SPORTING necessitam e merecem ser verdadeiramente esclarecidos do que se está a passar. No meio desta confusão toda sei que não gosto nada deste ambiente.
À porta de minha casa está um monte de gente a suplicar para que eu não me candidate - vou-lhes fazer a vontade.
Dias da Cunha já não apoia Soares Franco. João Rocha critica José Roquette. José Roquette diz que ainda tem coisas para dizer. Ferreira da Silva, que era vice de Dias da Cunha, diz que as contas não são bem como este diz. Sérgio Abrantes é candidato. Dias Ferreira anda calado. Há mais uns quantos que têm intenção de se candidatar.
Como já seria de esperar este período pré-eleitoral vai servir muito mais para confundir do que para esclarecer. E os sócios do SPORTING necessitam e merecem ser verdadeiramente esclarecidos do que se está a passar. No meio desta confusão toda sei que não gosto nada deste ambiente.
À porta de minha casa está um monte de gente a suplicar para que eu não me candidate - vou-lhes fazer a vontade.
Wednesday, February 15, 2006
Achas para a fogueira
As entrevistas de Dias da Cunha e de João Rocha publicadas hoje na Bola e no Record, respectivamente, podem servir para várias coisas, entre as quais não serem lidas.
O mais admirável que se extrai dali é que neste momento ninguém é culpado de nada. Todos - os que lá estão, os que lá estiveram e os que querem para lá ir - continuam cheios de «projectos» e «solucções» mas ninguém assume as responsabilidades pela situação grave a que se chegou.
Parece então que tudo o que se fez foi correcto. Se assim é como é que se chegou a uma situação economico-financeira como aquela em que nos encontramos?
As entrevistas de Dias da Cunha e de João Rocha publicadas hoje na Bola e no Record, respectivamente, podem servir para várias coisas, entre as quais não serem lidas.
O mais admirável que se extrai dali é que neste momento ninguém é culpado de nada. Todos - os que lá estão, os que lá estiveram e os que querem para lá ir - continuam cheios de «projectos» e «solucções» mas ninguém assume as responsabilidades pela situação grave a que se chegou.
Parece então que tudo o que se fez foi correcto. Se assim é como é que se chegou a uma situação economico-financeira como aquela em que nos encontramos?
Tuesday, February 14, 2006
Se o problema é esse arranja-se já aí uma malta para a futebolada
Só com amigos, claro. Eu sugiro a seguinte equipa:
Freitas do Amaral: guarda-redes; o novo grande amigo da ayatolada; como está gordo ocupa muito espaço e diminui as probabilidades de a bola entrar
Jerónimo de Sousa: lateral esquerdo; parece que é canhoto e gosta sempre de armar em amiguinho dos que estão contra os americanos
Um padreco desses que se colocam de lado dos manifestantes anti-caricaturas: defesa-direito, porque jogam à defesa que é para mais tarde puderem dizer o mesmo se se meterem com os santos deles
José Sócrates: defesa-central; porque condena os caricaturistas mas fá-lo sempre à defesa para não se comprometer com ninguém
Vitalino Canas: defesa-central; porque com um nome destes os adversários ficam logo assustados e nem precisam de ouvir as bacuradas que anda por aí a dizer
Ana Gomes: a trinco, posição óptima para quem anda sempre para frente e para trás e não diz nada que se aproveite
Um jornalista da TSF: médio-centro; porque gostam de estar no centro dos acontecimentos sempre que toca a defender os «coitadinhos dos muçulmanos vítimas dos ataques dos ocidentais»
Francisco Louçã: médio-esquerdo; porque quando ainda não sabe o que se passa já tomou posição, pela esquerda, claro
Mário Soares: médio direito; porque não quer que a ala direita «seja uma avenida para os iraquianos passarem sempre que lhes apetecer»
Daniel Oliveira: a nº 10; ninguém sabe muito bem de onde vem mas está em todo o lado e parece ser o estratega tuga da vitimização dos muçulmanos
Fernando Seara: avançado, porque está sempre a dizer que já jogou futebol a sério, e aproveita todas as oportunidades para aparecer na televisão
E pronto. Assim os iraquianos já têm com quem fazer um jogo amigável antes de jogarem contra Portugal. Que não seja por falta de preparação.
Só com amigos, claro. Eu sugiro a seguinte equipa:
Freitas do Amaral: guarda-redes; o novo grande amigo da ayatolada; como está gordo ocupa muito espaço e diminui as probabilidades de a bola entrar
Jerónimo de Sousa: lateral esquerdo; parece que é canhoto e gosta sempre de armar em amiguinho dos que estão contra os americanos
Um padreco desses que se colocam de lado dos manifestantes anti-caricaturas: defesa-direito, porque jogam à defesa que é para mais tarde puderem dizer o mesmo se se meterem com os santos deles
José Sócrates: defesa-central; porque condena os caricaturistas mas fá-lo sempre à defesa para não se comprometer com ninguém
Vitalino Canas: defesa-central; porque com um nome destes os adversários ficam logo assustados e nem precisam de ouvir as bacuradas que anda por aí a dizer
Ana Gomes: a trinco, posição óptima para quem anda sempre para frente e para trás e não diz nada que se aproveite
Um jornalista da TSF: médio-centro; porque gostam de estar no centro dos acontecimentos sempre que toca a defender os «coitadinhos dos muçulmanos vítimas dos ataques dos ocidentais»
Francisco Louçã: médio-esquerdo; porque quando ainda não sabe o que se passa já tomou posição, pela esquerda, claro
Mário Soares: médio direito; porque não quer que a ala direita «seja uma avenida para os iraquianos passarem sempre que lhes apetecer»
Daniel Oliveira: a nº 10; ninguém sabe muito bem de onde vem mas está em todo o lado e parece ser o estratega tuga da vitimização dos muçulmanos
Fernando Seara: avançado, porque está sempre a dizer que já jogou futebol a sério, e aproveita todas as oportunidades para aparecer na televisão
E pronto. Assim os iraquianos já têm com quem fazer um jogo amigável antes de jogarem contra Portugal. Que não seja por falta de preparação.
Eu sei que estou a ser chato mas prometo que nos próximos tempos não volto a falar do assunto
Só mais um searismo, desculpem lá a insistência.
Só mais um searismo, desculpem lá a insistência.
Monday, February 13, 2006
Olha, olha, o Seara agora assina com pseudónimo
Não é para admirar: qualquer gajo que dê conta de ter metade do ridículo do Seara trataria logo de arranjar um pseudónimo para se esconder.
Ou se calhar o pseudónimo é apenas para poder dizer aos tipos da Bola que não escreve em mais lado nenhum: talves eles acreditem.
Em relação ao conteúdo... não li o artigo. É que o parágrafo-teaser que está a bold é nada mais nada menos do que a descoberta daquilo que deve ser a 4ª lei de Newton sobre o movimento na zona do Algueirão - Mem-Martins: «Por vezes, a clareza é a arma mais eficaz para combater a inércia». Uff! Com tal descoberta fiquei arrasado e não consegui ler tudo. Acho que fala sobre o Adriaanse e malmequeres. Mas a minha falta de clareza não consegue combater a minha inércia e eu estou aqui tão inerte que nem consigo teclar. Volto um dias destes (quando a inércia passar).
Não é para admirar: qualquer gajo que dê conta de ter metade do ridículo do Seara trataria logo de arranjar um pseudónimo para se esconder.
Ou se calhar o pseudónimo é apenas para poder dizer aos tipos da Bola que não escreve em mais lado nenhum: talves eles acreditem.
Em relação ao conteúdo... não li o artigo. É que o parágrafo-teaser que está a bold é nada mais nada menos do que a descoberta daquilo que deve ser a 4ª lei de Newton sobre o movimento na zona do Algueirão - Mem-Martins: «Por vezes, a clareza é a arma mais eficaz para combater a inércia». Uff! Com tal descoberta fiquei arrasado e não consegui ler tudo. Acho que fala sobre o Adriaanse e malmequeres. Mas a minha falta de clareza não consegue combater a minha inércia e eu estou aqui tão inerte que nem consigo teclar. Volto um dias destes (quando a inércia passar).
As mãos
Na arbitragem portuguesa há modas. Comportamentos que os árbitros assumem à revelia das regras, motivados, a maior parte das vezes, pelos opinadores que actuam nos meios de comunicação. E a nova moda na liga portuguesa é a marcação de grandes penalidades sempre que haja um contacto qualquer entre mão, ou braço, e bola. Claro que um off-shore é sempre um off-shore e o da Luz é um deles: é para isso mesmo que servem os off-shores. Valia a pena, então, ir ao que interessa: a regra. E o que diz o paper que está no site da FIFA é o seguinte: «A direct free kick is awarded to the opposing team if a player handles the ball deliberately (except for the goalkeeper within his own penalty area)». Fica claro? Pelo que ontem ouvi num canal de televisão parece que não. Para mais esclarecimentos resta sempre a possibilidade de recorrer ao secretário do sr. Blatter cujo endereço a FIFA disponibiliza: Dr. Urs Linsi, 11 Hitzigweg, P.O. Box 85, 8030 Zurich, Switzerland.
Até que a moda passe... sugiro o uso de camisas-de-força. Contratar jogadores manetas também é sugestivo; o problema é que depois não podem marcar os lançamentos laterais.
Na arbitragem portuguesa há modas. Comportamentos que os árbitros assumem à revelia das regras, motivados, a maior parte das vezes, pelos opinadores que actuam nos meios de comunicação. E a nova moda na liga portuguesa é a marcação de grandes penalidades sempre que haja um contacto qualquer entre mão, ou braço, e bola. Claro que um off-shore é sempre um off-shore e o da Luz é um deles: é para isso mesmo que servem os off-shores. Valia a pena, então, ir ao que interessa: a regra. E o que diz o paper que está no site da FIFA é o seguinte: «A direct free kick is awarded to the opposing team if a player handles the ball deliberately (except for the goalkeeper within his own penalty area)». Fica claro? Pelo que ontem ouvi num canal de televisão parece que não. Para mais esclarecimentos resta sempre a possibilidade de recorrer ao secretário do sr. Blatter cujo endereço a FIFA disponibiliza: Dr. Urs Linsi, 11 Hitzigweg, P.O. Box 85, 8030 Zurich, Switzerland.
Até que a moda passe... sugiro o uso de camisas-de-força. Contratar jogadores manetas também é sugestivo; o problema é que depois não podem marcar os lançamentos laterais.
Friday, February 10, 2006
Wednesday, February 08, 2006
Ilacções
Mourinho, aqui há uns tempos atrás, foi bastante crítico em relação a alguns jogadores menos utilizados a quem tinha dado a oportunidade num daqueles jogos «teoricamente» mais fáceis. Dizia ele que em situações destas o que o tal jogador suplente tem a fazer é mostrar ao treinador que merece um lugar em vez de vir com aquela conversa - tão tipicamente jornalística - da falta de «entrosamento» e entendimento com os colegas. Concordo com essa ideia: sempre me custou entender aqueles jogadores que, mal mal vão para o banco de suplentes, tratam de ir a correr dar entrevistas acerca da insatisfação da sua condição de suplentes, mas que quando têm oportunidades não fazem nada.
Esta equipa que jogou contra o Paredes foi uma espécie de revolução: Nélson; Miguel Garcia, Polga, Hugo e Tello; Luís Loureiro, João Alves e Nani; Romagnoli; Deivid e Koke não são, claramente, o 11 titular do SPORTING. E o que tinham que ter feito era dar uma lição de futebol para mostrarem a Paulo Bento que pode contar com eles. Se não o fizeram - e eu não vi o jogo porque sou daqueles portugueses que nem sempre têm disponível uma tarde de 4ª feira para ir ao futebol - então estão a dar motivos ao treinador para os manter no banco.
Numa equipa que vence o treinador reflecte acerca de aspectos como este. Com prudência e sem alarmismos ou castigos. Espero sinceramente que Paulo Bento o faça. Qualquer jogador do SPORTING tem que jogar contra o Paredes com a mesma motivação com que joga contra a Juventus. É difícil? Pois é. Mas a equipa do SPORTING não é para qualquer um. É apenas para os que conseguem ser os melhores. Porque são esses os que vencem.
Mourinho, aqui há uns tempos atrás, foi bastante crítico em relação a alguns jogadores menos utilizados a quem tinha dado a oportunidade num daqueles jogos «teoricamente» mais fáceis. Dizia ele que em situações destas o que o tal jogador suplente tem a fazer é mostrar ao treinador que merece um lugar em vez de vir com aquela conversa - tão tipicamente jornalística - da falta de «entrosamento» e entendimento com os colegas. Concordo com essa ideia: sempre me custou entender aqueles jogadores que, mal mal vão para o banco de suplentes, tratam de ir a correr dar entrevistas acerca da insatisfação da sua condição de suplentes, mas que quando têm oportunidades não fazem nada.
Esta equipa que jogou contra o Paredes foi uma espécie de revolução: Nélson; Miguel Garcia, Polga, Hugo e Tello; Luís Loureiro, João Alves e Nani; Romagnoli; Deivid e Koke não são, claramente, o 11 titular do SPORTING. E o que tinham que ter feito era dar uma lição de futebol para mostrarem a Paulo Bento que pode contar com eles. Se não o fizeram - e eu não vi o jogo porque sou daqueles portugueses que nem sempre têm disponível uma tarde de 4ª feira para ir ao futebol - então estão a dar motivos ao treinador para os manter no banco.
Numa equipa que vence o treinador reflecte acerca de aspectos como este. Com prudência e sem alarmismos ou castigos. Espero sinceramente que Paulo Bento o faça. Qualquer jogador do SPORTING tem que jogar contra o Paredes com a mesma motivação com que joga contra a Juventus. É difícil? Pois é. Mas a equipa do SPORTING não é para qualquer um. É apenas para os que conseguem ser os melhores. Porque são esses os que vencem.
Tuesday, February 07, 2006
Aldrabice
Se o presidente do Nacional fosse um tipo inteligente, neste momento estaria a pensar qualquer coisa do tipo: "Armei-me em parvo e as coisas não correram como eu queria; da próxima vez vou mas é estar caladinho porque lá no SPORTING os tipos são implacáveis para quem se mete com eles. E um dia destes a minha estratégica amizade com o Pinto da Costa vai para o galheiro e voltarei a precisar de ter relações cordiais com todos os outros clubes."
Só que o presidente do Nacional de inteligente não tem nada. Não passa de um daqueles esquemáticos que naquela ilha vivem à conta do orçamento do continente que tanto criticam. E resolve insistir na sua estratégia saloia de se fazer de vítima quando toda a gente viu que foi ele que lançou fogo ao palheiro. Que ele não tem noção do rídiculo já todos tivemos oportunidade de confirmar pelas gravatas e camisas que usa. Agora, não se esqueça que isto não é a ilha da Madeira onde toda a gente acredita no que o chefe diz, apenas porque foi o chefe a dizer.
É claro que lá na Liga há uma data de Torquemadas desejosos de ver entrar, seja o que for, contra alguém do SPORTING. Mal apareça uma queixinha irrisória esfregarão logo as mãos de contentes com a possibilidade de exercer castigos à nossa equipa.
Mas a grande maioria das pessoas não é parva. E se o presidente do Nacional não acabar imediatamente com este estendal vai ter que engolir ainda mais. Depois não se venha queixar.
Se o presidente do Nacional fosse um tipo inteligente, neste momento estaria a pensar qualquer coisa do tipo: "Armei-me em parvo e as coisas não correram como eu queria; da próxima vez vou mas é estar caladinho porque lá no SPORTING os tipos são implacáveis para quem se mete com eles. E um dia destes a minha estratégica amizade com o Pinto da Costa vai para o galheiro e voltarei a precisar de ter relações cordiais com todos os outros clubes."
Só que o presidente do Nacional de inteligente não tem nada. Não passa de um daqueles esquemáticos que naquela ilha vivem à conta do orçamento do continente que tanto criticam. E resolve insistir na sua estratégia saloia de se fazer de vítima quando toda a gente viu que foi ele que lançou fogo ao palheiro. Que ele não tem noção do rídiculo já todos tivemos oportunidade de confirmar pelas gravatas e camisas que usa. Agora, não se esqueça que isto não é a ilha da Madeira onde toda a gente acredita no que o chefe diz, apenas porque foi o chefe a dizer.
É claro que lá na Liga há uma data de Torquemadas desejosos de ver entrar, seja o que for, contra alguém do SPORTING. Mal apareça uma queixinha irrisória esfregarão logo as mãos de contentes com a possibilidade de exercer castigos à nossa equipa.
Mas a grande maioria das pessoas não é parva. E se o presidente do Nacional não acabar imediatamente com este estendal vai ter que engolir ainda mais. Depois não se venha queixar.
Monday, February 06, 2006
Para que servem os braços num jogo de futebol?
Na semana passada lancei aqui uma dúvida sobre Luisão: fiquei sem saber porque é que ele tinha levantado o braço depois de ter levado um nó do Liedson.
No jogo de Leiria Luisão voltou a levar um nó. Mas em vez de acenar com o braço usou-o para tentar agarrar o jogador do Leiria. Nem isso conseguiu.
Mas o braço de Luisão não deixa de ser multifacetado. Já serviu para dar cotoveladas e para parar a bola dentro da grande-área. Talvez o basquetebol seja a sua vocação e ele ainda não tenha entendido.
Na semana passada lancei aqui uma dúvida sobre Luisão: fiquei sem saber porque é que ele tinha levantado o braço depois de ter levado um nó do Liedson.
No jogo de Leiria Luisão voltou a levar um nó. Mas em vez de acenar com o braço usou-o para tentar agarrar o jogador do Leiria. Nem isso conseguiu.
Mas o braço de Luisão não deixa de ser multifacetado. Já serviu para dar cotoveladas e para parar a bola dentro da grande-área. Talvez o basquetebol seja a sua vocação e ele ainda não tenha entendido.
Sunday, February 05, 2006
Peço desculpa...
... mas não vou fazer como muitos bloguistas do SPORTING que resolveram vir agradecer ao presidente do Nacional.
Porque acho que os jogadores do SPORTING têm que jogar independentemente das parvoíces que um idiota qualquer venha dizer. E porque acho que a criaturinha nem sequer é digna de referência - admito que fiquei surpreendido com a quantidade de posts que os meus "colegas" fizeram na semana passada acerca da diarreia mental de que a figurinha padeceu.
... mas não vou fazer como muitos bloguistas do SPORTING que resolveram vir agradecer ao presidente do Nacional.
Porque acho que os jogadores do SPORTING têm que jogar independentemente das parvoíces que um idiota qualquer venha dizer. E porque acho que a criaturinha nem sequer é digna de referência - admito que fiquei surpreendido com a quantidade de posts que os meus "colegas" fizeram na semana passada acerca da diarreia mental de que a figurinha padeceu.
Wednesday, February 01, 2006
Sempre o mesmo problema
Este rapaz tem um sério problema para quem é jogador de futebol: não o deixam jogar. A cena até já deu motivo de publicidade. Eu acho que só lhe restam duas hipóteses, tal como os putos que não são aceites para a equipa da turma: ou compra uma bola (o dono da bola joga sempre); ou vai à baliza (o que acontece aos que não jogam nada e só entram para fazer número).
Quanto à renúcia à selecção, acho que fez bem. Aliás, eu fiz o mesmo; também renunciei e nunca lá pus os pés.
Este rapaz tem um sério problema para quem é jogador de futebol: não o deixam jogar. A cena até já deu motivo de publicidade. Eu acho que só lhe restam duas hipóteses, tal como os putos que não são aceites para a equipa da turma: ou compra uma bola (o dono da bola joga sempre); ou vai à baliza (o que acontece aos que não jogam nada e só entram para fazer número).
Quanto à renúcia à selecção, acho que fez bem. Aliás, eu fiz o mesmo; também renunciei e nunca lá pus os pés.
A lentidão da justiça
Até tem alguma piada: quando sair a público o despacho de acusação do processo «apito dourado», os que eventualmente possam ir a julgamento, já não são os que controlam a totalidade da arbitragem do futebol português.
Sendo assim, quanto tempo vai demorar a investigar a propriedade das acções do Estoril-Praia; a tranferência (com gorjeta) de Moretto; o «desaparecimento» de Marcel da Académica; a necessidade dos adversários do galináceo terem que jogar com as mãos atadas atrás das costas; as viagens de árbitros e dirigentes a Marraquexe e por aí fora... Mais dois anos?
Até tem alguma piada: quando sair a público o despacho de acusação do processo «apito dourado», os que eventualmente possam ir a julgamento, já não são os que controlam a totalidade da arbitragem do futebol português.
Sendo assim, quanto tempo vai demorar a investigar a propriedade das acções do Estoril-Praia; a tranferência (com gorjeta) de Moretto; o «desaparecimento» de Marcel da Académica; a necessidade dos adversários do galináceo terem que jogar com as mãos atadas atrás das costas; as viagens de árbitros e dirigentes a Marraquexe e por aí fora... Mais dois anos?
Tuesday, January 31, 2006
Monday, January 30, 2006
Justiça e qualidade
Jogámos bem, muito melhor do que o adversário. Jogadores em grande nível e com muita determinação. E assim conseguimos uma vitória de grande categoria. Este jogo também serviu para mostrar o que vale a equipa do galinheiro quando não tem a ajuda dos amigos do apito.
Mas agora é preciso estar alerta: com a vitória neste jogo a equipa do SPORTING ficou marcada. Os companheiros de repasto do Veiga vão aproveitar a próxima oportunidade que tiverem para nos castigarem pelo resultado obtido. Espero que a actual direcção do SPORTING, ao menos, sirva para avisar que não andamos a dormir e que sabemos muito bem que a aldrabice está planeada, tal como na época passada.
E resta-nos esperar que os galináceos nem com a ajuda dos amigos da jantarada lá consigam chegar
Jogámos bem, muito melhor do que o adversário. Jogadores em grande nível e com muita determinação. E assim conseguimos uma vitória de grande categoria. Este jogo também serviu para mostrar o que vale a equipa do galinheiro quando não tem a ajuda dos amigos do apito.
Mas agora é preciso estar alerta: com a vitória neste jogo a equipa do SPORTING ficou marcada. Os companheiros de repasto do Veiga vão aproveitar a próxima oportunidade que tiverem para nos castigarem pelo resultado obtido. Espero que a actual direcção do SPORTING, ao menos, sirva para avisar que não andamos a dormir e que sabemos muito bem que a aldrabice está planeada, tal como na época passada.
E resta-nos esperar que os galináceos nem com a ajuda dos amigos da jantarada lá consigam chegar
Sunday, January 29, 2006
Friday, January 27, 2006
Ninguém lhe mete uma laranja na boca?
Aquele comentador desportivo de cabelo louro que costuma estar no banco do clube galináceo veio mais uma vez falar do que se passou num jogo do SPORTING. Não lhe vou responder na mesma moeda porque não quero sujar o blog.
Mas fico sem perceber porque é que ele se acha no direito de ser o único a falar das arbitragens e dos jogos de todos os clubes. Lá por ser comentador e passar a vida a falar do que diz respeito aos outros não quer dizer que não haja mais ninguém a poder falar do que se vai passando no futebol. Ainda por cima as suas declarações têm todo o ar de virem preparadas de casa: Veiga agora também escreve em castelhano o que os outros funcionários do clube onde trabalha têm que dizer nas conferências de imprensa.
Tenho impressão que este é mais um dos que devia aceitar o repto de Mourinho: um teste de QI para esclarecer o que se passa no interior da sua cabecinha oxigenada porque o que vai papagueando a toda a hora lança muitas dúvidas. Ainda não percebeu que a equipa que treina tem ganho sobretudo devido a ajudas de árbitros e de outras instâncias do futebol como, por exemplo, os vários conselhos que castigam com jogos as outras equipas e com multas irrisórias a sua.
Este artista vai ter que entrar nos eixos. Esperem que não vai demorar muito.
Caro Rafa Benitez, faça o obséquio de lhe explicar o que ele não consegue entender.
Aquele comentador desportivo de cabelo louro que costuma estar no banco do clube galináceo veio mais uma vez falar do que se passou num jogo do SPORTING. Não lhe vou responder na mesma moeda porque não quero sujar o blog.
Mas fico sem perceber porque é que ele se acha no direito de ser o único a falar das arbitragens e dos jogos de todos os clubes. Lá por ser comentador e passar a vida a falar do que diz respeito aos outros não quer dizer que não haja mais ninguém a poder falar do que se vai passando no futebol. Ainda por cima as suas declarações têm todo o ar de virem preparadas de casa: Veiga agora também escreve em castelhano o que os outros funcionários do clube onde trabalha têm que dizer nas conferências de imprensa.
Tenho impressão que este é mais um dos que devia aceitar o repto de Mourinho: um teste de QI para esclarecer o que se passa no interior da sua cabecinha oxigenada porque o que vai papagueando a toda a hora lança muitas dúvidas. Ainda não percebeu que a equipa que treina tem ganho sobretudo devido a ajudas de árbitros e de outras instâncias do futebol como, por exemplo, os vários conselhos que castigam com jogos as outras equipas e com multas irrisórias a sua.
Este artista vai ter que entrar nos eixos. Esperem que não vai demorar muito.
Caro Rafa Benitez, faça o obséquio de lhe explicar o que ele não consegue entender.
Monday, January 23, 2006
Vamos por partes
A arbitragem
Miserável. Não causa escândalo porque neste futebol de jantares e viagens a Marraquexe já nada causa admiração: parece que o absurdo é a normalidade. E sabemos muito bem como é que acabaram situações em que o absurdo passou a ser a normalidade. Desde o início que se viu que havia uma estratégia concertada: o árbitro apitava mal, os bandeirinhas só viam o que lhes interesava e até o 4º Árbitro resolveu provocar o banco do SPORTING para ver se dava para expulsar dali um ou dois. Se olharmos para o comportamento dos árbitros em jogos do SPORTING e depois repararmos como se comportam com outras equipas fica tudo claro: o SPORTING é alvo a abater porque este ano tem que ser outra vez para o Galinhas. Simplesmente porque o Galinhas já tratou de comprar. A falta de vergonha é tal que os dirigentes da capoeira já nem se dão ao trabalho de esconder. Vale tudo porque quem os deveria por na ordem (Liga, Federação e Governo) assobia para o lado: no fim ainda ficam contentes por o seu clubezeco ter ganho. No campo rouba-se, na televisão lava-se: os tipos do OMO deviam olhar para o que vão dizendo os manhosos das televisões e jornais sobre os jogos. Aquilo é que é mesmo «lavar mais branco».
Não sei bem como, mas isto vai acabar mal. Depois os laurentinos, as laurentinas e todas as outras albertinas talvez acordem.
A equipa do SPORTING
Muito fraco. Não é a jogar assim que se conquistam títulos. E é bom que todos percebam isto: dirigentes, equipa técnica, jogadores, sócios e adeptos. Nem palavras tenho para descrever a insatisfação que sinto pelo que estão a fazer ao nosso clube.
A arbitragem
Miserável. Não causa escândalo porque neste futebol de jantares e viagens a Marraquexe já nada causa admiração: parece que o absurdo é a normalidade. E sabemos muito bem como é que acabaram situações em que o absurdo passou a ser a normalidade. Desde o início que se viu que havia uma estratégia concertada: o árbitro apitava mal, os bandeirinhas só viam o que lhes interesava e até o 4º Árbitro resolveu provocar o banco do SPORTING para ver se dava para expulsar dali um ou dois. Se olharmos para o comportamento dos árbitros em jogos do SPORTING e depois repararmos como se comportam com outras equipas fica tudo claro: o SPORTING é alvo a abater porque este ano tem que ser outra vez para o Galinhas. Simplesmente porque o Galinhas já tratou de comprar. A falta de vergonha é tal que os dirigentes da capoeira já nem se dão ao trabalho de esconder. Vale tudo porque quem os deveria por na ordem (Liga, Federação e Governo) assobia para o lado: no fim ainda ficam contentes por o seu clubezeco ter ganho. No campo rouba-se, na televisão lava-se: os tipos do OMO deviam olhar para o que vão dizendo os manhosos das televisões e jornais sobre os jogos. Aquilo é que é mesmo «lavar mais branco».
Não sei bem como, mas isto vai acabar mal. Depois os laurentinos, as laurentinas e todas as outras albertinas talvez acordem.
A equipa do SPORTING
Muito fraco. Não é a jogar assim que se conquistam títulos. E é bom que todos percebam isto: dirigentes, equipa técnica, jogadores, sócios e adeptos. Nem palavras tenho para descrever a insatisfação que sinto pelo que estão a fazer ao nosso clube.
Friday, January 20, 2006
Abram alas...
... vem a aí o fantástico, o extraordinário, o magnífico, o inimitável e sempre decisivo... TORNEIO DO VALE DO TEJO.
Esqueçam a Liga Inglesa, o Barcelona e a Juventus. Esqueçam o Euro que já lá vai e não sejam saloios para querer ver Káka, Ronaldinho Gaúcho e Adriano a jogar na mesma equipa, no Mundial.
Futebol a sério é no vale do Tejo. Tão a sério que algumas equipas portuguesas cedem jogadores a granel para aí abrilhantarem as suas carreiras com uma presença na equipa B.
Eu imagino João Moutinho e Ricardo Quaresma banhados em lágrimas, tipo vencedora de festival de Misses, quando souberam da sua convocatória para tão importante competição. O dia mais determinante das suas carreiras que nenhuma futura vitória na Liga dos Campeões fará esquecer.
Só não percebo é porque é que só vão jogadores de algumas equipas. Mas eu tenho andado distraído com ninharias como a carreira do Chelsea e as jogas do Federer e não tenho dado importância ao que no futebol é importante. Mea culpa.
... vem a aí o fantástico, o extraordinário, o magnífico, o inimitável e sempre decisivo... TORNEIO DO VALE DO TEJO.
Esqueçam a Liga Inglesa, o Barcelona e a Juventus. Esqueçam o Euro que já lá vai e não sejam saloios para querer ver Káka, Ronaldinho Gaúcho e Adriano a jogar na mesma equipa, no Mundial.
Futebol a sério é no vale do Tejo. Tão a sério que algumas equipas portuguesas cedem jogadores a granel para aí abrilhantarem as suas carreiras com uma presença na equipa B.
Eu imagino João Moutinho e Ricardo Quaresma banhados em lágrimas, tipo vencedora de festival de Misses, quando souberam da sua convocatória para tão importante competição. O dia mais determinante das suas carreiras que nenhuma futura vitória na Liga dos Campeões fará esquecer.
Só não percebo é porque é que só vão jogadores de algumas equipas. Mas eu tenho andado distraído com ninharias como a carreira do Chelsea e as jogas do Federer e não tenho dado importância ao que no futebol é importante. Mea culpa.
Acabem com esta novela
Já não há paciência para ouvir falar de mais uma das muitas reuniões que Beto tem tido com a SAD. Nesta altura já nem se sabe muito bem o que está a ser negociado pois, como o jogador tem vindo a confessar, o seu objectivo é a sua saída a custo zero e não a renovação ou transferência.
Estando Beto muito longe de ser um jogador das minhas preferências, eu gostava mais de escrever um post desejando-lhe as felicidades, quem sabe se, finalmente, no Real Madrid.
Mas não o posso fazer. O comportamento de Beto está a ser bastante incorrecto. Vejamos: é claro que eu acho que qualquer jogador pode querer mudar de clube de modo a usufruir de uma melhor situação de trabalho, não tendo que fazer interferir nas negociações antiguidade, clubismos e outros sentimentalismos. Contratos são contratos. Só que se assim é, então as formalidades contratuais valem para as duas partes e, nessa medida, por que carga de água é que o devemos deixar sair a custo zero, a meio da época, de modo a ele ficar «com o passe na mão», podendo fazer um negócio muito mais vantajoso para si próprio ao inscrever-se noutro clube livre de compromissos?
Parece que afinal os 17 anos de SPORTING são invocados por si apenas para se ver livre de um contrato que ainda não terminou e que ele não pretende concluir. Eu por exemplo, acharia muito mais digno que esses 17 anos servissem para que o atleta mostrasse brio até ao último minuto do último jogo com a camisola do SPORTING.
Para mim, Beto nunca mais deveria ter sido capitão depois do que se passou com Custódio. Mas, por obra vá-se lá saber de quem, ele lá continuou como se nada fosse. Segue-se a próxima fase: entrevistas em tudo o que é meio de comunicação, fazendo queixinhas por não o terem deixado tratar da sua carreira, à sua maneira, claro. Poupem-nos a historietas inúteis, por favor.
Já não há paciência para ouvir falar de mais uma das muitas reuniões que Beto tem tido com a SAD. Nesta altura já nem se sabe muito bem o que está a ser negociado pois, como o jogador tem vindo a confessar, o seu objectivo é a sua saída a custo zero e não a renovação ou transferência.
Estando Beto muito longe de ser um jogador das minhas preferências, eu gostava mais de escrever um post desejando-lhe as felicidades, quem sabe se, finalmente, no Real Madrid.
Mas não o posso fazer. O comportamento de Beto está a ser bastante incorrecto. Vejamos: é claro que eu acho que qualquer jogador pode querer mudar de clube de modo a usufruir de uma melhor situação de trabalho, não tendo que fazer interferir nas negociações antiguidade, clubismos e outros sentimentalismos. Contratos são contratos. Só que se assim é, então as formalidades contratuais valem para as duas partes e, nessa medida, por que carga de água é que o devemos deixar sair a custo zero, a meio da época, de modo a ele ficar «com o passe na mão», podendo fazer um negócio muito mais vantajoso para si próprio ao inscrever-se noutro clube livre de compromissos?
Parece que afinal os 17 anos de SPORTING são invocados por si apenas para se ver livre de um contrato que ainda não terminou e que ele não pretende concluir. Eu por exemplo, acharia muito mais digno que esses 17 anos servissem para que o atleta mostrasse brio até ao último minuto do último jogo com a camisola do SPORTING.
Para mim, Beto nunca mais deveria ter sido capitão depois do que se passou com Custódio. Mas, por obra vá-se lá saber de quem, ele lá continuou como se nada fosse. Segue-se a próxima fase: entrevistas em tudo o que é meio de comunicação, fazendo queixinhas por não o terem deixado tratar da sua carreira, à sua maneira, claro. Poupem-nos a historietas inúteis, por favor.
Monday, January 16, 2006
Belenenses - SPORTING
Não vi o jogo. Pelo resumo, pareceu-me fraco. O Belenenses foi um adversário «fácil»; é uma equipa que joga muito pouco. No SPORTING há, neste momento, apenas dois ou três jogadores a renderem o mínimo exigido. O comportamento da equipa nos próximos jogos é uma incógnita: espero que as coisas melhorem.
Não vi o jogo. Pelo resumo, pareceu-me fraco. O Belenenses foi um adversário «fácil»; é uma equipa que joga muito pouco. No SPORTING há, neste momento, apenas dois ou três jogadores a renderem o mínimo exigido. O comportamento da equipa nos próximos jogos é uma incógnita: espero que as coisas melhorem.
A contabilidade que não interessa
Quantos frangos e outras asneiras declaradas dá Vítor Baía por época? Se nos lembrarmos das últimas quatro ou cinco, certamente muito mais do que Ricardo. Só que isso não interessa: é muito mais «politicamente correcto» para os trapaças cá do burgo inventar motivos para dar cacetada no Scolari, usando Ricardo como arma de arremesso.
Quantos frangos e outras asneiras declaradas dá Vítor Baía por época? Se nos lembrarmos das últimas quatro ou cinco, certamente muito mais do que Ricardo. Só que isso não interessa: é muito mais «politicamente correcto» para os trapaças cá do burgo inventar motivos para dar cacetada no Scolari, usando Ricardo como arma de arremesso.
Friday, January 13, 2006
Wednesday, January 11, 2006
A dormir, mais uma vez
O SPORTING começou por se mostrar interessado em Paulo Ferreira dois anos antes de o Porto o contratar. Quase todos os sportinguistas achavam esse negócio bastante positivo, dada a idade e a categoria do jogador. A SAD fazia uns contactos com o Setúbal mas nada; do SPORTING vinha sempre uma desculpa qualquer para se adiar a contratação. Resultado: certo dia o Porto falou com o Setúbal e contratou o jogador sem grandes alaridos, como convém. Quanto à carreira de Paulo Ferreira nas épocas seguintes não vale a pena dizer grande coisa: está à vista de todos o óptimo negócio que o Porto fez e que nós não fizémos porque andámos para trás e para a frente com conversa de quem não sabe muito bem o que quer.
Pois parece que no SPORTING não se aprende com os erros. Há uns tempos que se fala no interesse, por parte do SPORTING, em Miguelito, na altura, do Rio Ave. E nada. Entretanto o Porto precisou de um jogador para aquela posição, falou com o Nacional - no meio deste compra-não-compra o jogador mudou de clube - e aí vai ele a caminho do Porto. Outra oportunidade perdida.
Como sportinguista peço, a partir de agora, uma coisa à SAD: não lancem ideias sobre contratações sensatas que não pretendem realizar. É só para evitarmos a desilusão de vermos bons jogadores «referenciados» pelo SPORTING a caminho dos nossos adversários.
O SPORTING começou por se mostrar interessado em Paulo Ferreira dois anos antes de o Porto o contratar. Quase todos os sportinguistas achavam esse negócio bastante positivo, dada a idade e a categoria do jogador. A SAD fazia uns contactos com o Setúbal mas nada; do SPORTING vinha sempre uma desculpa qualquer para se adiar a contratação. Resultado: certo dia o Porto falou com o Setúbal e contratou o jogador sem grandes alaridos, como convém. Quanto à carreira de Paulo Ferreira nas épocas seguintes não vale a pena dizer grande coisa: está à vista de todos o óptimo negócio que o Porto fez e que nós não fizémos porque andámos para trás e para a frente com conversa de quem não sabe muito bem o que quer.
Pois parece que no SPORTING não se aprende com os erros. Há uns tempos que se fala no interesse, por parte do SPORTING, em Miguelito, na altura, do Rio Ave. E nada. Entretanto o Porto precisou de um jogador para aquela posição, falou com o Nacional - no meio deste compra-não-compra o jogador mudou de clube - e aí vai ele a caminho do Porto. Outra oportunidade perdida.
Como sportinguista peço, a partir de agora, uma coisa à SAD: não lancem ideias sobre contratações sensatas que não pretendem realizar. É só para evitarmos a desilusão de vermos bons jogadores «referenciados» pelo SPORTING a caminho dos nossos adversários.
Monday, January 09, 2006
Balanço de 2005? Aqui vai
Foi-me pedido e eu não me importo de partilhar com o pessoal que vem aqui ao blog. Aviso que não acredito muito nessa história dos balanços: o que entendo como melhor agora pode já não o ser daqui a bocado. Mas enfim, aqui vai:
Melhor jogo a que assisti: SPORTING - Newcastle (Taça UEFA)
Melhor golo: houve vários bons golos mas não me lembro de nenhum em particular
Melhor jogador: Ronaldinho Gaúcho
Melhor blog: A Causa Foi Modificada
Melhor filme: Saraband - Ingmar Bergman
Melhor disco: Witching Hour - Ladytron
Melhor concerto a que assisti: Kasabian
Melhor livro: A Mancha Humana - Philip Roth
Foi-me pedido e eu não me importo de partilhar com o pessoal que vem aqui ao blog. Aviso que não acredito muito nessa história dos balanços: o que entendo como melhor agora pode já não o ser daqui a bocado. Mas enfim, aqui vai:
Melhor jogo a que assisti: SPORTING - Newcastle (Taça UEFA)
Melhor golo: houve vários bons golos mas não me lembro de nenhum em particular
Melhor jogador: Ronaldinho Gaúcho
Melhor blog: A Causa Foi Modificada
Melhor filme: Saraband - Ingmar Bergman
Melhor disco: Witching Hour - Ladytron
Melhor concerto a que assisti: Kasabian
Melhor livro: A Mancha Humana - Philip Roth
É preciso mudar
Terminou a 1ª volta da Liga; o SPORTING está a 10 pontos do primeiro.
É chegada a altura de reflectirmos sobre o que se está a passar. Mais importante do que discutirmos o que aconteceu na derrota contra o Braga, o que importa é sabermos o que se tem vindo a passar no nosso clube. Para quem anda atento ao que é o futebol, a última derrota sofrida pela equipa não apareceu propriamente por acaso. Ela é consequência da falta de organização e da falta de disciplina que se abateu sobre o SPORTING nos últimos tempos. Mais concretamente, desde que José Eduardo Bettencourt e Ribeiro Telles saíram do clube.
Vejamos. Por muito azar e muita coincidência que se possa invocar, só uma planificação deficiente pode fazer com que uma equipa que luta pelo título possa chegar a meio da época, em Janeiro, apenas com 15 jogadores para disputar um jogo, tendo que recorrer a juniores - altamente dedicados e com um futuro promissor, não duvido – para disputar um jogo contra uma equipa que tem mais ou menos os mesmos pontos que nós. Uma direcção (Dias da Cunha, Paulo de Andrade e Rui Meireles) desatenta durante o defeso vai atrás das indicações de um treinador (José Peseiro) incapaz de planificar a época e o resultado é este: uma enorme confusão em que não se sabe quem sai, quem fica, quem foi, quem já veio, quem há-de vir, quem perdeu o avião, quem... E no meio disto um presidente – interino, já se esqueceram? – que solicitado a comentar o assunto não se lembra de melhor do que fazer uma piada sobre uma situação passada numa equipa adversária. Alguém diga a Soares Franco que não tem graça nenhuma, e que o seu saldo de piadas se esgotou com aquela do Papa e do Pinto da Costa quando o primeiro ainda era vivo mas já se encontrava mal de saúde. Pode-se brincar com tudo, incluindo a morte e a religião, mas com piada! Doutro modo é o ridículo total. Polga e Deivid só se “atrasaram” porque sabiam de antemão que o atraso não os ia incomodar muito. Aliás, o regresso de Polga é acompanhado pela notícia da intenção de lhe renovar contrato, quando o que devia ser feito era transferi-lo enquanto é tempo: porque não é um profissional cumpridor como já o demonstrou várias vezes e porque como jogador não faz a diferença, o que é fácil de perceber se olharmos para o que têm sido as suas prestações nos jogos. A ideia que transparece para quem está de fora – era bom que eu estivesse enganado – é a de que a gestão do clube anda um pouco à deriva. E os jogadores percebem isso, como qualquer empregado compreende o comportamento do patrão. E se há alguns que têm brio e são homens a sério, há outros que não e aproveitam estas situações para se portarem mal. E isto tem um efeito bola de neve: os adeptos percebem e desinteressam-se, o que se vai percebendo pelo número de assistências aos jogos.
Acho que é chegada a hora de se clarificarem as coisas. Tem que haver eleições no SPORTING. Esta administração interina gere o clube de forma casuística como se viu com a rábula do fim do jornal que era-para-ser-mas-afinal-já-não-porque-depois-logo-se-vê.
Se forem marcadas eleições para daqui a dois ou três meses teremos eleições lá para Abril o que me parece uma data aceitável, sobretudo tendo em vista a preparação da próxima época. Só que, estranhamente, ou talvez não, esta direcção interina apagou do mapa o tema eleições e vai actuando como se nada estivesse pendente. Provavelmente à espera de que os sócios se esqueçam.
Estamos fartos de tanta falta de habilidade para a gestão dos dossiers, dos mais simples aos mais complexos.
O SPORTING precisa de ordem. Precisa de arrumar a casa e partir à conquista do que lhe compete. Não havendo convicção por parte dos generais, não estejam à espera que os soldados arrisquem o pêlo. O azar, a falta de carácter de alguns, as arbitragens, e as aldrabices de alguns adversários, podendo nalguns casos ser argumento legítimo, não servem para explicar o que se está a passar com o nosso clube. A razão fundamental para o que se vem verificando no SPORTING nos últimos dois anos é sobretudo a falta de rigor na gestão do clube. Porque rigor não é só rigor nas finanças – e mesmo esse... ainda estamos para o perceber ao certo. Quem estiver no SPORTING tem que dar tudo, a toda a hora. Só assim se vence.
Que sejam os sócios a decidir o que querem para o seu clube porque esses, não tenho dúvidas, são os que melhor sabem o que interessa ao SPORTING. Não adiemos o inevitável. As decisões valem quando são tomadas na altura certa. Ordem no SPORTING, é o que nós queremos. Viva o SPORTING.
Terminou a 1ª volta da Liga; o SPORTING está a 10 pontos do primeiro.
É chegada a altura de reflectirmos sobre o que se está a passar. Mais importante do que discutirmos o que aconteceu na derrota contra o Braga, o que importa é sabermos o que se tem vindo a passar no nosso clube. Para quem anda atento ao que é o futebol, a última derrota sofrida pela equipa não apareceu propriamente por acaso. Ela é consequência da falta de organização e da falta de disciplina que se abateu sobre o SPORTING nos últimos tempos. Mais concretamente, desde que José Eduardo Bettencourt e Ribeiro Telles saíram do clube.
Vejamos. Por muito azar e muita coincidência que se possa invocar, só uma planificação deficiente pode fazer com que uma equipa que luta pelo título possa chegar a meio da época, em Janeiro, apenas com 15 jogadores para disputar um jogo, tendo que recorrer a juniores - altamente dedicados e com um futuro promissor, não duvido – para disputar um jogo contra uma equipa que tem mais ou menos os mesmos pontos que nós. Uma direcção (Dias da Cunha, Paulo de Andrade e Rui Meireles) desatenta durante o defeso vai atrás das indicações de um treinador (José Peseiro) incapaz de planificar a época e o resultado é este: uma enorme confusão em que não se sabe quem sai, quem fica, quem foi, quem já veio, quem há-de vir, quem perdeu o avião, quem... E no meio disto um presidente – interino, já se esqueceram? – que solicitado a comentar o assunto não se lembra de melhor do que fazer uma piada sobre uma situação passada numa equipa adversária. Alguém diga a Soares Franco que não tem graça nenhuma, e que o seu saldo de piadas se esgotou com aquela do Papa e do Pinto da Costa quando o primeiro ainda era vivo mas já se encontrava mal de saúde. Pode-se brincar com tudo, incluindo a morte e a religião, mas com piada! Doutro modo é o ridículo total. Polga e Deivid só se “atrasaram” porque sabiam de antemão que o atraso não os ia incomodar muito. Aliás, o regresso de Polga é acompanhado pela notícia da intenção de lhe renovar contrato, quando o que devia ser feito era transferi-lo enquanto é tempo: porque não é um profissional cumpridor como já o demonstrou várias vezes e porque como jogador não faz a diferença, o que é fácil de perceber se olharmos para o que têm sido as suas prestações nos jogos. A ideia que transparece para quem está de fora – era bom que eu estivesse enganado – é a de que a gestão do clube anda um pouco à deriva. E os jogadores percebem isso, como qualquer empregado compreende o comportamento do patrão. E se há alguns que têm brio e são homens a sério, há outros que não e aproveitam estas situações para se portarem mal. E isto tem um efeito bola de neve: os adeptos percebem e desinteressam-se, o que se vai percebendo pelo número de assistências aos jogos.
Acho que é chegada a hora de se clarificarem as coisas. Tem que haver eleições no SPORTING. Esta administração interina gere o clube de forma casuística como se viu com a rábula do fim do jornal que era-para-ser-mas-afinal-já-não-porque-depois-logo-se-vê.
Se forem marcadas eleições para daqui a dois ou três meses teremos eleições lá para Abril o que me parece uma data aceitável, sobretudo tendo em vista a preparação da próxima época. Só que, estranhamente, ou talvez não, esta direcção interina apagou do mapa o tema eleições e vai actuando como se nada estivesse pendente. Provavelmente à espera de que os sócios se esqueçam.
Estamos fartos de tanta falta de habilidade para a gestão dos dossiers, dos mais simples aos mais complexos.
O SPORTING precisa de ordem. Precisa de arrumar a casa e partir à conquista do que lhe compete. Não havendo convicção por parte dos generais, não estejam à espera que os soldados arrisquem o pêlo. O azar, a falta de carácter de alguns, as arbitragens, e as aldrabices de alguns adversários, podendo nalguns casos ser argumento legítimo, não servem para explicar o que se está a passar com o nosso clube. A razão fundamental para o que se vem verificando no SPORTING nos últimos dois anos é sobretudo a falta de rigor na gestão do clube. Porque rigor não é só rigor nas finanças – e mesmo esse... ainda estamos para o perceber ao certo. Quem estiver no SPORTING tem que dar tudo, a toda a hora. Só assim se vence.
Que sejam os sócios a decidir o que querem para o seu clube porque esses, não tenho dúvidas, são os que melhor sabem o que interessa ao SPORTING. Não adiemos o inevitável. As decisões valem quando são tomadas na altura certa. Ordem no SPORTING, é o que nós queremos. Viva o SPORTING.
Friday, January 06, 2006
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O Estoril fechou a loja. Dito de outra maneira: cumpriu o que se esperava de um clube que já foi gerido por Veiga e outros da sua trupe, como o Alverca, por exemplo. Venha o próximo.
Entretanto, Valentim Loureiro e Gilberto Madaíl, - que tanto gostam de falar por tudo e por nada - tal como os responsáveis das instituições que gerem, não têm nada a dizer sobre isto. É que histórias mal contadas no futebol português só mesmo a do Paulo Bento que não tem a formação de treinador necessária sendo, por isso, Carlos Pereira a assinar o boletim de jogo como treinador principal. Resolve-se isto e o futebol cá da paróquia entra no seu normal funcionamento, está claro.
O Estoril fechou a loja. Dito de outra maneira: cumpriu o que se esperava de um clube que já foi gerido por Veiga e outros da sua trupe, como o Alverca, por exemplo. Venha o próximo.
Entretanto, Valentim Loureiro e Gilberto Madaíl, - que tanto gostam de falar por tudo e por nada - tal como os responsáveis das instituições que gerem, não têm nada a dizer sobre isto. É que histórias mal contadas no futebol português só mesmo a do Paulo Bento que não tem a formação de treinador necessária sendo, por isso, Carlos Pereira a assinar o boletim de jogo como treinador principal. Resolve-se isto e o futebol cá da paróquia entra no seu normal funcionamento, está claro.
Tuesday, January 03, 2006
O capanguismo no futebol português
Não sei nem me interessa quem é que tem razão nessa telenovela que é a saída de Moretto do V. de Setúbal. Nem me vou indignar com as cenas passadas no aeroporto à chegada da tal comitiva vinda do Brasil: primeiro porque não sou dado a indignações, segundo porque no futebol português já pouca coisa me surpreende.
Vou apenas deixar uma questão que não tem propriamente que ver com futebol: como é possível que seis capangas possam estar num aeroporto à espera de uma pessoa, a insultem e agridam, sem que se veja um único polícia por perto, sabendo todos nós que o aeroporto é dos sítios da cidade onde há mais polícias concentrados? Colocando a questão noutros termos: e se eles estivessem lá para mais do que o «assustar» com uma chapada na cara?
Não sei nem me interessa quem é que tem razão nessa telenovela que é a saída de Moretto do V. de Setúbal. Nem me vou indignar com as cenas passadas no aeroporto à chegada da tal comitiva vinda do Brasil: primeiro porque não sou dado a indignações, segundo porque no futebol português já pouca coisa me surpreende.
Vou apenas deixar uma questão que não tem propriamente que ver com futebol: como é possível que seis capangas possam estar num aeroporto à espera de uma pessoa, a insultem e agridam, sem que se veja um único polícia por perto, sabendo todos nós que o aeroporto é dos sítios da cidade onde há mais polícias concentrados? Colocando a questão noutros termos: e se eles estivessem lá para mais do que o «assustar» com uma chapada na cara?
Monday, January 02, 2006
Falta alguém
Imaginamos Paulo Bento, de manhã, antes de começar o treino, a contar os jogadores tipo professor em dia de visita de estudo. De repente dá conta que falta um. «Parece que ainda está no Brasil», alguém lhe diz. E lá começa o treino porque, na verdade, nem no SPORTING sabem muito bem o que se passa.
E agora a parte séria: o que é que Paulo Bento devia fazer? Coloco a questão do ponto-de-vista de Paulo Bento porque a direcção já sei que não vai além de uma repreensão - que, sabemos todos, só tem eficácia em pessoas com vergonha na cara - e de uma multa insignificante.
A minha resposta: qualquer jogador que não compareça no local de trabalho sem justificação SÉRIA para o facto deve, para lá das punições acima referidas, ser afastado da equipa durante um período que o treinador entenda razoável.
Este ano foi Polga e Deivid, no ano passado tinha sido Liedson. E para o ano há-de ser outro qualquer porque os jogadores já perceberam que a punição é preferível uma vez que lhes permite uns dias extra de férias. Chama-se a isto falta de disciplina, qualquer coisa que eu, primeiro como sócio e depois como accionista da SAD, acho intolerável. Já para não falar do desagrado pessoal que me causa esta rábula dos atrasos no SPORTING, depois das inoportunas férias de Natal.
Imaginamos Paulo Bento, de manhã, antes de começar o treino, a contar os jogadores tipo professor em dia de visita de estudo. De repente dá conta que falta um. «Parece que ainda está no Brasil», alguém lhe diz. E lá começa o treino porque, na verdade, nem no SPORTING sabem muito bem o que se passa.
E agora a parte séria: o que é que Paulo Bento devia fazer? Coloco a questão do ponto-de-vista de Paulo Bento porque a direcção já sei que não vai além de uma repreensão - que, sabemos todos, só tem eficácia em pessoas com vergonha na cara - e de uma multa insignificante.
A minha resposta: qualquer jogador que não compareça no local de trabalho sem justificação SÉRIA para o facto deve, para lá das punições acima referidas, ser afastado da equipa durante um período que o treinador entenda razoável.
Este ano foi Polga e Deivid, no ano passado tinha sido Liedson. E para o ano há-de ser outro qualquer porque os jogadores já perceberam que a punição é preferível uma vez que lhes permite uns dias extra de férias. Chama-se a isto falta de disciplina, qualquer coisa que eu, primeiro como sócio e depois como accionista da SAD, acho intolerável. Já para não falar do desagrado pessoal que me causa esta rábula dos atrasos no SPORTING, depois das inoportunas férias de Natal.
Os jogadores do galináceo e os aeroportos
Eu apelo desde já a um desses psicólogos que gostam de mandar postas-de-pescada sempre que se passa alguma coisa de «aparentemente» invulgar, a explicar o que é que o ar dos aeroportos tem para fazer com que a malta do galináceo fique agressiva.
Desta vez é Vieira dos Pneus que afirma ter sido agredido. Uma agressão que começou em São Paulo e continuou em Lisboa. Dada a mania das grandezas deste clube, eu sugeria que se candidatassem ao guiness com a agressão mais prolongada da história: é obra começar a ser agredido em São Paulo e só terminar em Portugal. Deve ter havido intervalo pelo meio, ou não? Ao que parece, ninguém viu Vieira a ser agredido, o que se viu foi um capanga de Vieira a agredir um sujeito que se diz «próximo» do empresário de Moretto.
A propósito disto lembrei-me de uma das cenas mais caricatas a que pude assistir, passada num aeroporto: estávamos em 91, eu ia de férias e na zona de embarque do Aeroporto da Portela, depois do check-in, estava também o Benfica que ia não sei para onde. Chegada a vez do Yuran mostrar o passaporte, a polícia detectou um problema qualquer e não o deixou seguir. E aí começou a festa: o rapaz atira a mala e a papelada para o chão e manda-se ao polícia a berrar em russo. Eusébio, que estava por perto agarrou-o com os dois braços, tipo placagem de rugby. O polícia, surpreendido pela exaltação de Yuran, chamou reforço pelo telefone - mais dois polícias que apareceram num instante. Eu, e mais alguns passageiros, íamos assistindo de borla, com a maior parte do pessoal a achar piada pela «tempestade em copo de água» que o jogador arranjou. Dois ou três jogadores do Benfica que já tinham mostrado o passaporte ficaram do outro lado a observar. E o Eusébio lá continuava, ora abraçava o Yuran que depois de desistir de bater não parou de gritar, ora abraçava um dos polícias. Dos dirigentes do Benfica nada; já todos tinham passado e nenhum se deu ao trabalho de voltar atrás.
O número foi bastante engraçado e ainda hoje, cada vez que passo naquela zona do aeroporto me lembro do Eusébio agarrado ao jogador que queria aviar o polícia.
Para os mais curiosos: soube depois que Yuran foi mesmo impedido de seguir viagem e ficou em Lisboa.
Eu apelo desde já a um desses psicólogos que gostam de mandar postas-de-pescada sempre que se passa alguma coisa de «aparentemente» invulgar, a explicar o que é que o ar dos aeroportos tem para fazer com que a malta do galináceo fique agressiva.
Desta vez é Vieira dos Pneus que afirma ter sido agredido. Uma agressão que começou em São Paulo e continuou em Lisboa. Dada a mania das grandezas deste clube, eu sugeria que se candidatassem ao guiness com a agressão mais prolongada da história: é obra começar a ser agredido em São Paulo e só terminar em Portugal. Deve ter havido intervalo pelo meio, ou não? Ao que parece, ninguém viu Vieira a ser agredido, o que se viu foi um capanga de Vieira a agredir um sujeito que se diz «próximo» do empresário de Moretto.
A propósito disto lembrei-me de uma das cenas mais caricatas a que pude assistir, passada num aeroporto: estávamos em 91, eu ia de férias e na zona de embarque do Aeroporto da Portela, depois do check-in, estava também o Benfica que ia não sei para onde. Chegada a vez do Yuran mostrar o passaporte, a polícia detectou um problema qualquer e não o deixou seguir. E aí começou a festa: o rapaz atira a mala e a papelada para o chão e manda-se ao polícia a berrar em russo. Eusébio, que estava por perto agarrou-o com os dois braços, tipo placagem de rugby. O polícia, surpreendido pela exaltação de Yuran, chamou reforço pelo telefone - mais dois polícias que apareceram num instante. Eu, e mais alguns passageiros, íamos assistindo de borla, com a maior parte do pessoal a achar piada pela «tempestade em copo de água» que o jogador arranjou. Dois ou três jogadores do Benfica que já tinham mostrado o passaporte ficaram do outro lado a observar. E o Eusébio lá continuava, ora abraçava o Yuran que depois de desistir de bater não parou de gritar, ora abraçava um dos polícias. Dos dirigentes do Benfica nada; já todos tinham passado e nenhum se deu ao trabalho de voltar atrás.
O número foi bastante engraçado e ainda hoje, cada vez que passo naquela zona do aeroporto me lembro do Eusébio agarrado ao jogador que queria aviar o polícia.
Para os mais curiosos: soube depois que Yuran foi mesmo impedido de seguir viagem e ficou em Lisboa.
Thursday, December 29, 2005
Mudanças no plantel
Ainda não sabemos como é que as coisas vão ficar. Do que se vai falando por aí já dá para ter algumas ideias.
Pinilla - Um bom jogador. Devia ter tido mais oportunidades de jogar.
Silva - Boa notícia a sua saída. Nunca percebi o que é que este jogador veio fazer para o SPORTING.
Rogério - Não sendo um fora-se-série era um lateral regular. Se calhar ainda nos vamos arrepender da sua saída.
Romagnoli - Não conheço. Espero que o Paulo Bento o conheça.
Wender - Mostrou qualidade no Braga. Se é para sair que saia em definitivo; muitos empréstimos em muito pouco tempo.
Caneira - Pouco elegante a forma como saiu do SPORTING. É hoje melhor jogador do que era há 5 anos atrás.
Semedo - Jogador com futuro. O empréstimo pode ser uma boa solucção porque ele precisa de jogar com regularidade.
Paíto - O melhor é que saia em definitivo.
Abel - Um óptimo jogador. Espero que continue a mostrar aquilo de que é capaz.
Hugo - Devia sair em definitivo. Não me parece bem a sua inclusão na equipa. Prefiro Semedo e Miguel Veloso que são melhores e muito mais jovens.
Edson - Parecia ser um bom reforço. Ainda ninguém percebeu muito bem porque é que não conseguiu ser titular.
Ainda não sabemos como é que as coisas vão ficar. Do que se vai falando por aí já dá para ter algumas ideias.
Pinilla - Um bom jogador. Devia ter tido mais oportunidades de jogar.
Silva - Boa notícia a sua saída. Nunca percebi o que é que este jogador veio fazer para o SPORTING.
Rogério - Não sendo um fora-se-série era um lateral regular. Se calhar ainda nos vamos arrepender da sua saída.
Romagnoli - Não conheço. Espero que o Paulo Bento o conheça.
Wender - Mostrou qualidade no Braga. Se é para sair que saia em definitivo; muitos empréstimos em muito pouco tempo.
Caneira - Pouco elegante a forma como saiu do SPORTING. É hoje melhor jogador do que era há 5 anos atrás.
Semedo - Jogador com futuro. O empréstimo pode ser uma boa solucção porque ele precisa de jogar com regularidade.
Paíto - O melhor é que saia em definitivo.
Abel - Um óptimo jogador. Espero que continue a mostrar aquilo de que é capaz.
Hugo - Devia sair em definitivo. Não me parece bem a sua inclusão na equipa. Prefiro Semedo e Miguel Veloso que são melhores e muito mais jovens.
Edson - Parecia ser um bom reforço. Ainda ninguém percebeu muito bem porque é que não conseguiu ser titular.
Friday, December 23, 2005
Thursday, December 22, 2005
O que vale é que as televisões não transmitem cheiro
Porque se transmitissem, ontem, quando um comentador da TVI, a propósito do golo do clube galináceo vomitou que a bola tinha sido dominada «com a parte lateral do peito com o braço à ilharga», teria ficado um cheiro a vomitado nas casas de quem via o jogo, daqueles que só desaparecem depois de uma limpeza de 8 dias com lexívia e ácido muriático.
Agora começo a perceber porque é que até lá no parque de diversões do Colombo lhe chamam Amélia: para conseguir fazer aquilo «com o peito» tem que ter um grande par de mamas.
Porque se transmitissem, ontem, quando um comentador da TVI, a propósito do golo do clube galináceo vomitou que a bola tinha sido dominada «com a parte lateral do peito com o braço à ilharga», teria ficado um cheiro a vomitado nas casas de quem via o jogo, daqueles que só desaparecem depois de uma limpeza de 8 dias com lexívia e ácido muriático.
Agora começo a perceber porque é que até lá no parque de diversões do Colombo lhe chamam Amélia: para conseguir fazer aquilo «com o peito» tem que ter um grande par de mamas.
Wednesday, December 21, 2005
3 golos e, acima de tudo, 3 pontos
Não foi uma das melhores exibições da época. Mas isso não me interessa muito. Conseguimos, com todo o mérito, a vitória, que é o mais importante. A equipa mostrou que está viva e que pode vencer. Vamos aguardar pelos ajustes de Janeiro.
Saudação especial para o Rogério: há atletas que percebem num instante o que é o SPORTING.
Não foi uma das melhores exibições da época. Mas isso não me interessa muito. Conseguimos, com todo o mérito, a vitória, que é o mais importante. A equipa mostrou que está viva e que pode vencer. Vamos aguardar pelos ajustes de Janeiro.
Saudação especial para o Rogério: há atletas que percebem num instante o que é o SPORTING.
Exemplos de boa gestão
Vieira dos Pneus foi dirigente do Alverca; o Alverca fechou o departamento de futebol profissional porque não tem dinheiro para pagar as dívidas. José Veiga, actual dirigente desportivo, foi empresário de vários futebolistas, entre os quais Jardel; uns, os mais espertos, fugiram-lhe a tempo, outros deixaram-se ficar e ninguém sabe por onde é que eles andam. José Veiga, secundado por uma tralha de dirigentes da era Manuel Damásio no Galinhas, foi dirigente do Estoril; o Estoril, depois de se ter vendido por uma viagem ao Algarve, na época passada, está sem jogadores e tem uma assembleia geral marcada para decidir a continuidade do futebol profissional.
Haja esperança: a história, às vezes, repete-se.
Vieira dos Pneus foi dirigente do Alverca; o Alverca fechou o departamento de futebol profissional porque não tem dinheiro para pagar as dívidas. José Veiga, actual dirigente desportivo, foi empresário de vários futebolistas, entre os quais Jardel; uns, os mais espertos, fugiram-lhe a tempo, outros deixaram-se ficar e ninguém sabe por onde é que eles andam. José Veiga, secundado por uma tralha de dirigentes da era Manuel Damásio no Galinhas, foi dirigente do Estoril; o Estoril, depois de se ter vendido por uma viagem ao Algarve, na época passada, está sem jogadores e tem uma assembleia geral marcada para decidir a continuidade do futebol profissional.
Haja esperança: a história, às vezes, repete-se.
Monday, December 19, 2005
Agora venha o Rio Ave
Ganhámos o jogo contra a Naval; era o que interessava. De seguida vem o Rio Ave que é uma equipa que não é nada fácil. Temos que voltar a dar tudo por tudo porque os 3 pontos fazem-nos muita falta.
Repararam no que se passou este fim-de-semana no galinheiro da luz e em Setúbal (*)? Está visto que voltámos às rábulas da época passada. Por isso, há que estar alerta: esta época vai ser como a que passou: quando for necessário tudo será feito para os colocar lá em cima. Parece que lá para as bandas do galinheiro arranjaram uma expressão para isto: «recuperar o inferno», ou uma merda assim do género. Para se entrar na onda desses revivalismos só falta irem buscar o Carlos Valente para arbitrar uns joguitos. Ele certamente iria adorar.
(*) Sobre o que se está a passar com o Vitória de Setúbal vou esperar por 4ª feira. Depois direi aquilo que todos já percebemos acerca do timing da greve e das rescisões.
Ganhámos o jogo contra a Naval; era o que interessava. De seguida vem o Rio Ave que é uma equipa que não é nada fácil. Temos que voltar a dar tudo por tudo porque os 3 pontos fazem-nos muita falta.
Repararam no que se passou este fim-de-semana no galinheiro da luz e em Setúbal (*)? Está visto que voltámos às rábulas da época passada. Por isso, há que estar alerta: esta época vai ser como a que passou: quando for necessário tudo será feito para os colocar lá em cima. Parece que lá para as bandas do galinheiro arranjaram uma expressão para isto: «recuperar o inferno», ou uma merda assim do género. Para se entrar na onda desses revivalismos só falta irem buscar o Carlos Valente para arbitrar uns joguitos. Ele certamente iria adorar.
(*) Sobre o que se está a passar com o Vitória de Setúbal vou esperar por 4ª feira. Depois direi aquilo que todos já percebemos acerca do timing da greve e das rescisões.
Friday, December 16, 2005
Nada está perdido
É preciso vencer o jogo contra a Naval. Ainda há muita coisa para ganhar; esta é a pior altura para que paire a desmotivação. Aliás, quem estiver desmotivado é só aproveitar o mês de Janeiro para tratar da vidinha. Só queremos no SPORTING quem estiver com vontade.
E neste jogo há um suplemento - sem nenhuma importância, eu sei - para nos proporcionar motivação: derrotar o actual treinador da Naval, uma das figurinhas mais patéticas do futebol português onde, como todos sabem, os patetas são tantos que é muito difícil estar no topo da patetice.
Força SPORTING!
É preciso vencer o jogo contra a Naval. Ainda há muita coisa para ganhar; esta é a pior altura para que paire a desmotivação. Aliás, quem estiver desmotivado é só aproveitar o mês de Janeiro para tratar da vidinha. Só queremos no SPORTING quem estiver com vontade.
E neste jogo há um suplemento - sem nenhuma importância, eu sei - para nos proporcionar motivação: derrotar o actual treinador da Naval, uma das figurinhas mais patéticas do futebol português onde, como todos sabem, os patetas são tantos que é muito difícil estar no topo da patetice.
Força SPORTING!
Monday, December 12, 2005
Derrota contra o Estrela da Amadora
A equipa falhou. Temos que nos queixar apenas de nós próprios. Não sei se é com revoluções no plantel em Janeiro que as coisas se resolvem, mesmo que haja jogadores no SPORTING que não têm o mínimo de categoria para jogar numa equipa que ambiciona ganhar títulos.
Começo a achar que o melhor é começar já a preparar a próxima época, mesmo que ainda haja muita coisa pela qual lutar no imediato. E é por isso que acho perigosas estas «revoluções» de plantel, mais destinadas a acalmar os sócios depois de uma derrota em casa como a de 6ª feira.
Todos sabíamos que depois de Fernando Santos e de José Peseiro as coisas não iam ser fáceis para quem viesse a seguir. É nestas alturas que temos que ter a paciência dos santos: isto não está bem mais vai ficar melhor.
A equipa falhou. Temos que nos queixar apenas de nós próprios. Não sei se é com revoluções no plantel em Janeiro que as coisas se resolvem, mesmo que haja jogadores no SPORTING que não têm o mínimo de categoria para jogar numa equipa que ambiciona ganhar títulos.
Começo a achar que o melhor é começar já a preparar a próxima época, mesmo que ainda haja muita coisa pela qual lutar no imediato. E é por isso que acho perigosas estas «revoluções» de plantel, mais destinadas a acalmar os sócios depois de uma derrota em casa como a de 6ª feira.
Todos sabíamos que depois de Fernando Santos e de José Peseiro as coisas não iam ser fáceis para quem viesse a seguir. É nestas alturas que temos que ter a paciência dos santos: isto não está bem mais vai ficar melhor.
Acabar com o jornal
Como de costume neste tipo de situações, o boato é lançado e ninguém com responsabilidades aparece a dar a cara pela decisão. Parece que a direcção do SPORTING pretende terminar com a publicação do jornal do clube.
Com a recorrente desculpa da contenção finaceira legitima-se uma medida que não é nada consensual entre os sócios do clube. O jornal tem sido desde há muito tempo um forte elo de ligação entre os sócios e o clube; nenhum jornal de nenhum outro clube conseguiu cumprir essa função. Por isso, a comparação com os outros não é legímima. O que nós temos de bom é para se manter, quer sejamos os únicos ou não.
Mas há um aspecto da questão que me espanta ainda mais: porque é que uma direcção que está prazo, uma vez que deveriam ser marcadas com brevidade eleições para os orgãos sociais do clube, faz tanta questão em tomar esta medida? Até pode ter legitimidade legal. Mas não tem legitimidade moral, na medida em que, se cumprir o que prometeu, dentro de poucos meses estará de saída dando lugar a uma direcção legitimamente eleita que tomará conta do clube. Há muitas coisas importantes no clube com as quais estes nomeados e cooptados administradores se deveriam preocupar. Deixem que a questão do jornal seja debatida, por exempmlo, na campanha eleitoral, para que os sócios possam perceber o que é que os candidatos pretendem fazer da gestão clube.
O fecho do jornal, a dar-se assim no imediato, cheira-me a desonestidade intelectual. Inaceitável numa direcção que se diz «interina».
Como de costume neste tipo de situações, o boato é lançado e ninguém com responsabilidades aparece a dar a cara pela decisão. Parece que a direcção do SPORTING pretende terminar com a publicação do jornal do clube.
Com a recorrente desculpa da contenção finaceira legitima-se uma medida que não é nada consensual entre os sócios do clube. O jornal tem sido desde há muito tempo um forte elo de ligação entre os sócios e o clube; nenhum jornal de nenhum outro clube conseguiu cumprir essa função. Por isso, a comparação com os outros não é legímima. O que nós temos de bom é para se manter, quer sejamos os únicos ou não.
Mas há um aspecto da questão que me espanta ainda mais: porque é que uma direcção que está prazo, uma vez que deveriam ser marcadas com brevidade eleições para os orgãos sociais do clube, faz tanta questão em tomar esta medida? Até pode ter legitimidade legal. Mas não tem legitimidade moral, na medida em que, se cumprir o que prometeu, dentro de poucos meses estará de saída dando lugar a uma direcção legitimamente eleita que tomará conta do clube. Há muitas coisas importantes no clube com as quais estes nomeados e cooptados administradores se deveriam preocupar. Deixem que a questão do jornal seja debatida, por exempmlo, na campanha eleitoral, para que os sócios possam perceber o que é que os candidatos pretendem fazer da gestão clube.
O fecho do jornal, a dar-se assim no imediato, cheira-me a desonestidade intelectual. Inaceitável numa direcção que se diz «interina».
Friday, December 09, 2005
Torquemadas
Se me garantirem que deixam o rapaz descansado e o poupam de um Auto-de-Fé em pleno Rossio, faço eu com os meus dedos o que ele fez a esses adeptos. E assim ele continuará a jogar futebol em paz sem ser incomodado por ratazanas moralistas que só descobriram o que é a educação na 4ª feira à noite.
Se me garantirem que deixam o rapaz descansado e o poupam de um Auto-de-Fé em pleno Rossio, faço eu com os meus dedos o que ele fez a esses adeptos. E assim ele continuará a jogar futebol em paz sem ser incomodado por ratazanas moralistas que só descobriram o que é a educação na 4ª feira à noite.
Monday, December 05, 2005
Podia ter sido melhor (mas também podia ter sido pior)
O empate frente ao Porto acaba por não ser mau de todo. Podíamos ter ganho o jogo. Falhámos outra vez no capítulo da resistência física: o Porto acabou o jogo mais forte fisicamente e essa acabou por ser a razão de fundo para o golo que sofremos depois de estarmos a ganhar. Mas este é um problema que o Paulo Bento sabe que vai durar algumas semanas mais a resolver. Se o adversário tivesse apertado um pouco mais, nem sei se conseguiríamos aguentar o empate. Feitas as contas, acabámos por conquistar um ponto importante na casa de um adversário que luta pelos mesmos objectivos que nós e que ainda vai ter que jogar no nosso estádio.
Mas aquilo de que mais gostei foi de verificar que a equipa do SPORTING está a crescer, a ganhar maturidade e a tentar cada vez mais jogar um futebol eficiente. Começo a achar que, apesar de algumas dificuldades que ainda vão surgir - algumas delas internas, como já vai sendo uso no SPORTING - a equipa revela cada vez mais capacidades. E aí há que referir o bom trabalho que o Paulo Bento está a desenvolver. Uma ou duas mudanças bem feitas, em Janeiro, e a equipa poderá melhorar ainda mais.
Ficaremos à espera, e a apoiar.
O empate frente ao Porto acaba por não ser mau de todo. Podíamos ter ganho o jogo. Falhámos outra vez no capítulo da resistência física: o Porto acabou o jogo mais forte fisicamente e essa acabou por ser a razão de fundo para o golo que sofremos depois de estarmos a ganhar. Mas este é um problema que o Paulo Bento sabe que vai durar algumas semanas mais a resolver. Se o adversário tivesse apertado um pouco mais, nem sei se conseguiríamos aguentar o empate. Feitas as contas, acabámos por conquistar um ponto importante na casa de um adversário que luta pelos mesmos objectivos que nós e que ainda vai ter que jogar no nosso estádio.
Mas aquilo de que mais gostei foi de verificar que a equipa do SPORTING está a crescer, a ganhar maturidade e a tentar cada vez mais jogar um futebol eficiente. Começo a achar que, apesar de algumas dificuldades que ainda vão surgir - algumas delas internas, como já vai sendo uso no SPORTING - a equipa revela cada vez mais capacidades. E aí há que referir o bom trabalho que o Paulo Bento está a desenvolver. Uma ou duas mudanças bem feitas, em Janeiro, e a equipa poderá melhorar ainda mais.
Ficaremos à espera, e a apoiar.
Friday, December 02, 2005
Convidado de última hora
Depois de espalhar a sua imensa qualidade arbitral num jogo das competições europeias, Lucílio Baptista acaba de receber um convite de última hora para apitar um dos jogos em que ele mais gosta de fazer das suas: o Porto - SPORTING.
Sempre a rir, Lucílio voltará a actuar num palco que ele bem conhece. Está claro: já ninguém se lembra quem são os arguidos do «apito dourado».
Depois de espalhar a sua imensa qualidade arbitral num jogo das competições europeias, Lucílio Baptista acaba de receber um convite de última hora para apitar um dos jogos em que ele mais gosta de fazer das suas: o Porto - SPORTING.
Sempre a rir, Lucílio voltará a actuar num palco que ele bem conhece. Está claro: já ninguém se lembra quem são os arguidos do «apito dourado».
Tuesday, November 29, 2005
De volta ao vinil
Fui vasculhar nos discos antigos. O objectivo era apenas poder olhar para a capa. Acabei por ouvir o disco do princípio ao fim, coisa que já não fazia há alguns anos. Valeu a pena. De tal maneira que já o passei para o IPod.
Thank you very much, George.
Fui vasculhar nos discos antigos. O objectivo era apenas poder olhar para a capa. Acabei por ouvir o disco do princípio ao fim, coisa que já não fazia há alguns anos. Valeu a pena. De tal maneira que já o passei para o IPod.
Thank you very much, George.
SPORTING - Guimarães
Provavelmente a melhor exibição desde que Paulo Bento é o treinador. Ainda há muita coisa para melhorar mas a atitude geral da equipa parece ser diferente da de há dois meses atrás. Vai ser precisa alguma paciência até que a equipa possa atingir um bom nível competitivo. Vamos aguardar com convicção e tranquilidade.
Provavelmente a melhor exibição desde que Paulo Bento é o treinador. Ainda há muita coisa para melhorar mas a atitude geral da equipa parece ser diferente da de há dois meses atrás. Vai ser precisa alguma paciência até que a equipa possa atingir um bom nível competitivo. Vamos aguardar com convicção e tranquilidade.
Monday, November 28, 2005
Os comentadores que se cuidem
Está confirmado: aquele sujeito loiro que costuma estar com uma mão no queixo durante os jogos do clube galináceo é candidato a comentador, num jornal ou numa televisão qualquer. Semana após semana não há tema que lhe escape. Ele tem opinião sobre tudo o que se passa no futebol português, das outras equipas à arbitragem, passando pela selecção e pelos dirigentes. Esta semana até andou para lá com umas palhaçadas gestuais, tipo Nuno Gomes, daquelas de fazer inveja a qualquer um da onda Chapitô.
Como ele fala de tudo menos daquilo que deve - explicar o futebol miserável da sua equipazinha, por exemplo - está claro que chegou para a profissão errada. Mandar bitaites parece ser a sua verdadeira vocação.
Está confirmado: aquele sujeito loiro que costuma estar com uma mão no queixo durante os jogos do clube galináceo é candidato a comentador, num jornal ou numa televisão qualquer. Semana após semana não há tema que lhe escape. Ele tem opinião sobre tudo o que se passa no futebol português, das outras equipas à arbitragem, passando pela selecção e pelos dirigentes. Esta semana até andou para lá com umas palhaçadas gestuais, tipo Nuno Gomes, daquelas de fazer inveja a qualquer um da onda Chapitô.
Como ele fala de tudo menos daquilo que deve - explicar o futebol miserável da sua equipazinha, por exemplo - está claro que chegou para a profissão errada. Mandar bitaites parece ser a sua verdadeira vocação.
Monday, November 21, 2005
E agora?
Na jornada passada o bandeirinha Guilherme, essa inenarrável figura do trapezismo verbal, tomou a inédita posição de criticar um árbitro pela sua prestação num jogo, nomeadamente, a propósito da arbitragem do SPORTING – União de Leiria. Desde que este artista é responsável pela nomeação da arbitragem, esta foi a única vez que o vimos concordar com as críticas feitas ao árbitro. A razão única desta mudança é o facto de o suposto beneficiado ter sido o SPORTING, motivo suficiente para o bandeirinha Guilherme ter aberto a tal excepção ao seu comportamento. Claro que o bandeirinha Guilherme foi na onda, tal como todos os outros, e se esqueceu de ver que a jogada do tal golo mal anulado nasce na sequência de um fora-de-jogo que se tivesse sido assinalado, como mandam as regras, nada desta conversa fiada de quintos árbitros, chips e outras manigâncias teria aparecido. E o bandeirinha Guilherme até foi fiscal de linha, razão acrescida para ter percebido melhor a jogada e não ter vindo para a praça pública largar disparates.
Nesta jornada houve uma bola que não entrou na baliza da Académica e o árbitro marcou golo e houve uma daquelas grandes penalidades - estrategicamente assinalada contra o Braga - digna de figurar na antologia calabotense. Ficamos à espera da atitude do bandeirinha Guilherme: será que vai manter a sua habitual defesa intransigente dos disparates dos árbitros ou será que vai abrir mais uma excepção à sua conduta, como fez a respeito do pseudo-golo do Leiria? Não é preciso ser bruxo para adivinhar…
Na jornada passada o bandeirinha Guilherme, essa inenarrável figura do trapezismo verbal, tomou a inédita posição de criticar um árbitro pela sua prestação num jogo, nomeadamente, a propósito da arbitragem do SPORTING – União de Leiria. Desde que este artista é responsável pela nomeação da arbitragem, esta foi a única vez que o vimos concordar com as críticas feitas ao árbitro. A razão única desta mudança é o facto de o suposto beneficiado ter sido o SPORTING, motivo suficiente para o bandeirinha Guilherme ter aberto a tal excepção ao seu comportamento. Claro que o bandeirinha Guilherme foi na onda, tal como todos os outros, e se esqueceu de ver que a jogada do tal golo mal anulado nasce na sequência de um fora-de-jogo que se tivesse sido assinalado, como mandam as regras, nada desta conversa fiada de quintos árbitros, chips e outras manigâncias teria aparecido. E o bandeirinha Guilherme até foi fiscal de linha, razão acrescida para ter percebido melhor a jogada e não ter vindo para a praça pública largar disparates.
Nesta jornada houve uma bola que não entrou na baliza da Académica e o árbitro marcou golo e houve uma daquelas grandes penalidades - estrategicamente assinalada contra o Braga - digna de figurar na antologia calabotense. Ficamos à espera da atitude do bandeirinha Guilherme: será que vai manter a sua habitual defesa intransigente dos disparates dos árbitros ou será que vai abrir mais uma excepção à sua conduta, como fez a respeito do pseudo-golo do Leiria? Não é preciso ser bruxo para adivinhar…
Monday, November 14, 2005
Mesmo a calhar
No Público de domingo foi publicada uma notícia sobre um estudo de uma empresa dinamarquesa – Mandag Morgen – acerca das relações entre o jornalismo desportivo e os acontecimentos que este cobre. Foram tidos como objecto de estudo cerca de 10 mil artigos de 37 jornais diferentes, respeitantes a 10 países. Nenhum jornal português foi alvo desta iniciativa.
Os estudos valem o que valem e como Sir Humphrey do Yes, Minister bem disse, há sempre estudos para corroborar tudo o que se possa imaginar, por mais disparatado que seja. Ainda assim, esta investigação parece ter sido determinada por critérios de rigor, e merece uma leitura. Não pretendo fazer desta investigação teoria. Refiro-a apenas porque me parece que contém conclusões muito interessantes, sobretudo se tivermos em atenção o que se vai vendo pelo jornalismo da área desportiva em Portugal.
A ideia global que se extrai desta análise pode-se resumir em poucas palavras: o jornalismo desportivo tem muito pouco de jornalismo e bastante de publicidade e marketing. Chegando ao ponto de se colocarem em causa valores que deveriam ser fundamentais na conduta do jornalista enquanto profissional que tem a função, acima de tudo, de informar. “Funcionalmente falando há poucas dúvidas de que os jornalistas desportivos actuam como relações públicas. A imprensa desportiva é um dos maiores fazedores de mitos e deixa muitas questões por responder.”, afirma Dante Chini do Centro para a Excelência do Jornalismo nessa investigação.
Isto cai que nem uma luva no que se passa no jornalismo desportivo português. Só o mais distraído dos leitores é que ainda não percebeu que por cá o jornalismo desportivo não tem quase nada de jornalismo e muitas vezes também tem pouco de desportivo. Poderia enumerar aqui um rol de lacunas de que ele sofre. Não vale a pena.
O que eu achei interessante foi associar este estudo a uma notícia do Expresso de Sábado – página inteira e chamada na capa – em que se “noticía” o facto de o clube galináceo ter elaborado uma lista de orientações acerca do modo como irá funcionar o seu centro de estágio. Até parece que este vai ser o primeiro Centro de Estágios em Portugal. A fonte são as declarações de um tal de A. Carraça que, ao que consta, foi sindicalista e agora é gestor lá no clube. E no que isto resulta não é mais do que uma não-notícia. Diz Carraça que pretende formar jogadores tendo dando especial atenção a aspectos como a “velocidade”; “criatividade”; “robustez”; “técnica” e “disciplina” – não sei se vão incluir um item qualquer sobre a proibição de dar entrevistas ameaçando com a saída do clube... talvez seja necessário. O que é fantástico é que isto não passa de um chorrilho de lugares-comuns daqueles que se atiram ao povo em comício eleitoral. Qual o treinador de clube da 3ª divisão que não tem o desejo de formar jogadores com aquelas 5 características? Onde é que está a novidade? Mas Carraça não se fica por aqui. Vai ao ponto de lançar os nomes do que ele considera serem os modelos que vão definir a formação das jovens estrelinhas. E aí temos uma lista de jogadores que mais parece a votação dos MVP internacionais do ano, à excepção de Nelson que é lançado apenas porque é a vedeta mediática que está em “fabrico” pela agência de marketing Bola & Record com TVI à Mistura – Invenção de Craques por Encomenda, empresa a que este clube frequentemente recorre sempre que precisa de inventar um estrelita. [Nelson é bom, mas não é tão bom como nos querem fazer crer]. Carraça quer ser levado a sério e trata de polvilhar a sua estratégia com muito palavreado do tipo “coordenação com as instituições de ensino”; “apoio de formadores ligados a universidades”; “formação do homem e não só do atleta” – é pena que este item não tenha sido posto em prática durante a formação da Maria João Pereira – e uma “proximidade entre o clube e a família”.
Talvez devido ao facto de o campeonato estar parado e as historietas da selecção de Scolari já não interessarem a ninguém, o Expresso, para encher os quilos de papel que tem que vender, tenha que encher uma página com uma manifestação de intenções que de notícia não tem nada. Podia ter colocado um daqueles economistas que nas horas vagas são comentadores de sofá a afirmar, numa página no suplemento de economia, que é preciso “produzir mais e melhor”; “normalizar a cobrança de impostos” e “dinamizar o sector empresarial de modo a reduzir o desemprego” que seria a mesma coisa. Ou seja, nada de novo: encher uma página com banalidades que qualquer palerma consegue atingir. Nada que tenha interesse jornalístico. Precisamente o que o estudo da Mandag Morten refere. Diz Knut Helland nesse estudo: “a maioria do jornalismo actual é publicidade editorial.” Pois é. E má publicidade acrescentamos nós.
No Público de domingo foi publicada uma notícia sobre um estudo de uma empresa dinamarquesa – Mandag Morgen – acerca das relações entre o jornalismo desportivo e os acontecimentos que este cobre. Foram tidos como objecto de estudo cerca de 10 mil artigos de 37 jornais diferentes, respeitantes a 10 países. Nenhum jornal português foi alvo desta iniciativa.
Os estudos valem o que valem e como Sir Humphrey do Yes, Minister bem disse, há sempre estudos para corroborar tudo o que se possa imaginar, por mais disparatado que seja. Ainda assim, esta investigação parece ter sido determinada por critérios de rigor, e merece uma leitura. Não pretendo fazer desta investigação teoria. Refiro-a apenas porque me parece que contém conclusões muito interessantes, sobretudo se tivermos em atenção o que se vai vendo pelo jornalismo da área desportiva em Portugal.
A ideia global que se extrai desta análise pode-se resumir em poucas palavras: o jornalismo desportivo tem muito pouco de jornalismo e bastante de publicidade e marketing. Chegando ao ponto de se colocarem em causa valores que deveriam ser fundamentais na conduta do jornalista enquanto profissional que tem a função, acima de tudo, de informar. “Funcionalmente falando há poucas dúvidas de que os jornalistas desportivos actuam como relações públicas. A imprensa desportiva é um dos maiores fazedores de mitos e deixa muitas questões por responder.”, afirma Dante Chini do Centro para a Excelência do Jornalismo nessa investigação.
Isto cai que nem uma luva no que se passa no jornalismo desportivo português. Só o mais distraído dos leitores é que ainda não percebeu que por cá o jornalismo desportivo não tem quase nada de jornalismo e muitas vezes também tem pouco de desportivo. Poderia enumerar aqui um rol de lacunas de que ele sofre. Não vale a pena.
O que eu achei interessante foi associar este estudo a uma notícia do Expresso de Sábado – página inteira e chamada na capa – em que se “noticía” o facto de o clube galináceo ter elaborado uma lista de orientações acerca do modo como irá funcionar o seu centro de estágio. Até parece que este vai ser o primeiro Centro de Estágios em Portugal. A fonte são as declarações de um tal de A. Carraça que, ao que consta, foi sindicalista e agora é gestor lá no clube. E no que isto resulta não é mais do que uma não-notícia. Diz Carraça que pretende formar jogadores tendo dando especial atenção a aspectos como a “velocidade”; “criatividade”; “robustez”; “técnica” e “disciplina” – não sei se vão incluir um item qualquer sobre a proibição de dar entrevistas ameaçando com a saída do clube... talvez seja necessário. O que é fantástico é que isto não passa de um chorrilho de lugares-comuns daqueles que se atiram ao povo em comício eleitoral. Qual o treinador de clube da 3ª divisão que não tem o desejo de formar jogadores com aquelas 5 características? Onde é que está a novidade? Mas Carraça não se fica por aqui. Vai ao ponto de lançar os nomes do que ele considera serem os modelos que vão definir a formação das jovens estrelinhas. E aí temos uma lista de jogadores que mais parece a votação dos MVP internacionais do ano, à excepção de Nelson que é lançado apenas porque é a vedeta mediática que está em “fabrico” pela agência de marketing Bola & Record com TVI à Mistura – Invenção de Craques por Encomenda, empresa a que este clube frequentemente recorre sempre que precisa de inventar um estrelita. [Nelson é bom, mas não é tão bom como nos querem fazer crer]. Carraça quer ser levado a sério e trata de polvilhar a sua estratégia com muito palavreado do tipo “coordenação com as instituições de ensino”; “apoio de formadores ligados a universidades”; “formação do homem e não só do atleta” – é pena que este item não tenha sido posto em prática durante a formação da Maria João Pereira – e uma “proximidade entre o clube e a família”.
Talvez devido ao facto de o campeonato estar parado e as historietas da selecção de Scolari já não interessarem a ninguém, o Expresso, para encher os quilos de papel que tem que vender, tenha que encher uma página com uma manifestação de intenções que de notícia não tem nada. Podia ter colocado um daqueles economistas que nas horas vagas são comentadores de sofá a afirmar, numa página no suplemento de economia, que é preciso “produzir mais e melhor”; “normalizar a cobrança de impostos” e “dinamizar o sector empresarial de modo a reduzir o desemprego” que seria a mesma coisa. Ou seja, nada de novo: encher uma página com banalidades que qualquer palerma consegue atingir. Nada que tenha interesse jornalístico. Precisamente o que o estudo da Mandag Morten refere. Diz Knut Helland nesse estudo: “a maioria do jornalismo actual é publicidade editorial.” Pois é. E má publicidade acrescentamos nós.
Friday, November 11, 2005
Monday, November 07, 2005
SPORTING - Leiria
Dois aspectos positivos: Paulo Bento está com vontade de mudar e há muito bons valores no plantel do SPORTING.
Dois aspectos negativos: a preparação física da equipa é fraquíssima e a defesa é incapaz de resolver as situações de jogo mais básicas.
Quanto à arbitragem: nada de novo. Incompetência sem limites. Mas tenham a dignidade de confirmar que somos nós, os sportinguistas, que achamos há muito que a arbitragem portuguesa precisava de uma "limpeza" geral do género: correr com todos os árbtros, bandeirinhas, dirigentes de árbitros e observadores de jogos para começar o processo todo de novo com gente nova, sem vícios, que não tenha nada que ver com os que lá estão agora.
Dois aspectos positivos: Paulo Bento está com vontade de mudar e há muito bons valores no plantel do SPORTING.
Dois aspectos negativos: a preparação física da equipa é fraquíssima e a defesa é incapaz de resolver as situações de jogo mais básicas.
Quanto à arbitragem: nada de novo. Incompetência sem limites. Mas tenham a dignidade de confirmar que somos nós, os sportinguistas, que achamos há muito que a arbitragem portuguesa precisava de uma "limpeza" geral do género: correr com todos os árbtros, bandeirinhas, dirigentes de árbitros e observadores de jogos para começar o processo todo de novo com gente nova, sem vícios, que não tenha nada que ver com os que lá estão agora.
Água oxigenada, 20 volumes, comprada na Farmácia Central
O treinador do clube galináceo resolveu passar um fim-de-semana verde, falando do SPORTING a torto e a direito. No seu melhor espanholês tratou de comentar o golo mal anulado ao Leiria com bastante insistência, referindo que "andava preocupado" e que "aquilo tinha sido um absurdo". Como se tivessemos ali um facto absolutamenter inédito no futebol cá da paróquia. Mas o que se passou em Alvalade não é inédito, é apenas mais um sinal da incompetência que reina na arbitragem. Incompetência essa da qual o clube de Koeman tem sido o maior beneficiário. Eu percebo o motivo da agitação: por um lado serve para "legitimar" roubos descarados ao SPORTING nos próximos 3 meses, sempre com aquela conversa do "golo do Leiria por isso estejam lá caladinhos". Por outro serve para desviar a atenção de mais uma roubalheira de que o Rio Ave foi vítima. Roubalheira essa que, por ter sido continuada ao longo dos 90 minutos, está para lá da simples miopia e incompetência do bandeirinha que não viu o golo limpo do Leiria. Aliás, "absurdo" - para utilizar o termo de Koeman - é o que se passa no segundo golo dos galináceos: bola a 20 metros do local da falta; falta marcada sem o árbitro apitar e Mantorras a atirar-se para o chão, executando exemplarmente o número do mergulho na zona de ataque, tão em voga no circo lá do galinheiro. Ou será que este holandês quer mesmo passar por idiota, julgando que os outros é que são idiotas?
Entretanto apareceu também aquele empresário da laca no cabelo a balbuciar qualquer coisa sobre a arbitragem do jogo do SPORTING: como não entendi quase nada do que ele disse, enquanto não houver tradução para português ou outra língua que eu saiba, não posso dizer nada.
O treinador do clube galináceo resolveu passar um fim-de-semana verde, falando do SPORTING a torto e a direito. No seu melhor espanholês tratou de comentar o golo mal anulado ao Leiria com bastante insistência, referindo que "andava preocupado" e que "aquilo tinha sido um absurdo". Como se tivessemos ali um facto absolutamenter inédito no futebol cá da paróquia. Mas o que se passou em Alvalade não é inédito, é apenas mais um sinal da incompetência que reina na arbitragem. Incompetência essa da qual o clube de Koeman tem sido o maior beneficiário. Eu percebo o motivo da agitação: por um lado serve para "legitimar" roubos descarados ao SPORTING nos próximos 3 meses, sempre com aquela conversa do "golo do Leiria por isso estejam lá caladinhos". Por outro serve para desviar a atenção de mais uma roubalheira de que o Rio Ave foi vítima. Roubalheira essa que, por ter sido continuada ao longo dos 90 minutos, está para lá da simples miopia e incompetência do bandeirinha que não viu o golo limpo do Leiria. Aliás, "absurdo" - para utilizar o termo de Koeman - é o que se passa no segundo golo dos galináceos: bola a 20 metros do local da falta; falta marcada sem o árbitro apitar e Mantorras a atirar-se para o chão, executando exemplarmente o número do mergulho na zona de ataque, tão em voga no circo lá do galinheiro. Ou será que este holandês quer mesmo passar por idiota, julgando que os outros é que são idiotas?
Entretanto apareceu também aquele empresário da laca no cabelo a balbuciar qualquer coisa sobre a arbitragem do jogo do SPORTING: como não entendi quase nada do que ele disse, enquanto não houver tradução para português ou outra língua que eu saiba, não posso dizer nada.
Friday, November 04, 2005
Monday, October 31, 2005
Uma das heranças do peseirismo
Entre as várias preciosidades do espólio que José Peseiro nos deixou, a preparação física da equipa é das mais dignas de nota. Lembremos o facto de a equipa técnica anterior não ter tido um preparador físico propriamente dito. Um dia, quando interrogado acerca do assunto, Peseiro disse que as tarefas relativas à preparação física eram repartidas «por mim, pelo Caixinha e pelo Luís Martins».
Pois bem, viu-se no jogo contra o Boavista uma equipa do SPORTING tão fraca em termos físicos, que eu nem sei se alguma vez estivemos na situação de, à nona jornada, termos os jogadores incapazes de aguentarem mais de 60 minutos em ritmo competitivo, como é o que se passa agora. Aliás, foi por isso que não ganhámos o jogo.
Agora vai ser preciso muito empenho e muita paciência: não é de um dia para o outro que se recupera de uma situação destas.
Entre as várias preciosidades do espólio que José Peseiro nos deixou, a preparação física da equipa é das mais dignas de nota. Lembremos o facto de a equipa técnica anterior não ter tido um preparador físico propriamente dito. Um dia, quando interrogado acerca do assunto, Peseiro disse que as tarefas relativas à preparação física eram repartidas «por mim, pelo Caixinha e pelo Luís Martins».
Pois bem, viu-se no jogo contra o Boavista uma equipa do SPORTING tão fraca em termos físicos, que eu nem sei se alguma vez estivemos na situação de, à nona jornada, termos os jogadores incapazes de aguentarem mais de 60 minutos em ritmo competitivo, como é o que se passa agora. Aliás, foi por isso que não ganhámos o jogo.
Agora vai ser preciso muito empenho e muita paciência: não é de um dia para o outro que se recupera de uma situação destas.
Friday, October 28, 2005
Continua a saga de Paulo Bento
Mais um jogo difícil contra o Boavista no Bessa. Mais uma prova de fogo para a espinhosa missão de Paulo Bento. Como podiam ter sido tão bem aproveitados aqueles 15 dias de paragem por causa da selecção...
Acredito que Paulo Bento está motivado para fazer o melhor que puder. Espero que os jogadores façam o mesmo.
Força SPORTING!
Mais um jogo difícil contra o Boavista no Bessa. Mais uma prova de fogo para a espinhosa missão de Paulo Bento. Como podiam ter sido tão bem aproveitados aqueles 15 dias de paragem por causa da selecção...
Acredito que Paulo Bento está motivado para fazer o melhor que puder. Espero que os jogadores façam o mesmo.
Força SPORTING!
O clube excepção
É típico dos novos-ricos que não têm quase nada e pensam que têm quase tudo acharem que estão no direito de serem tratados de maneira diferente. O provincianismo pindérico no seu melhor. Em Portugal quem está sempre a armar ao pingarelho com a mania das excepções à regra é o clube galináceo.
O futebol profissional é para ser disputado por indivíduos do sexo masculino; os galináceos jogam com a Maria João Pereira como se nada fosse.
A possibilidade de inscrever jogadores durante a época é apenas em Janeiro; os galináceos tentaram inscrever mais um guarda-redes em Novembro.
Deve ser cada um dos clubes a pagar os salários dos seus jogadores; os galináceos, que não têm dinheiro para pagar as suas dívidas, vão pagar os salários de jogadores de outro clube contra o qual vão ter que jogar, a troco, provavelmente, de um jogo em Faro.
Claro que ninguém diz nada. Tudo «perfeitamente normal» como diria um treinador que já por lá passou.
É típico dos novos-ricos que não têm quase nada e pensam que têm quase tudo acharem que estão no direito de serem tratados de maneira diferente. O provincianismo pindérico no seu melhor. Em Portugal quem está sempre a armar ao pingarelho com a mania das excepções à regra é o clube galináceo.
O futebol profissional é para ser disputado por indivíduos do sexo masculino; os galináceos jogam com a Maria João Pereira como se nada fosse.
A possibilidade de inscrever jogadores durante a época é apenas em Janeiro; os galináceos tentaram inscrever mais um guarda-redes em Novembro.
Deve ser cada um dos clubes a pagar os salários dos seus jogadores; os galináceos, que não têm dinheiro para pagar as suas dívidas, vão pagar os salários de jogadores de outro clube contra o qual vão ter que jogar, a troco, provavelmente, de um jogo em Faro.
Claro que ninguém diz nada. Tudo «perfeitamente normal» como diria um treinador que já por lá passou.
Monday, October 24, 2005
Não vai ser fácil
Paulo Bento encontrou uma equipa nas lonas. Vai demorar algum tempo a melhorar; e vai ser complicado colocá-la no topo em tempo útil.
Uma vez que esta direcção não se vai embora e pretende ficar até Maio - esperemos que as eleições sejam em Maio e não em Setembro - em Janeiro há muito trabalho de dispensas e contratações a fazer. Facilmente enchemos uma carrinha de 9 lugares com jogadores que deixariam muito satisfeitos os sócios quando fossem jogar para outro sítio. A equipa está muito desequilibrada e, embora nos possa custar algum dinheiro extra, só com uma limpeza como aquela a que o saudoso Mirko Jozic procedeu poderemos voltar a colocar alguma ordem na casa.
Paulo Bento encontrou uma equipa nas lonas. Vai demorar algum tempo a melhorar; e vai ser complicado colocá-la no topo em tempo útil.
Uma vez que esta direcção não se vai embora e pretende ficar até Maio - esperemos que as eleições sejam em Maio e não em Setembro - em Janeiro há muito trabalho de dispensas e contratações a fazer. Facilmente enchemos uma carrinha de 9 lugares com jogadores que deixariam muito satisfeitos os sócios quando fossem jogar para outro sítio. A equipa está muito desequilibrada e, embora nos possa custar algum dinheiro extra, só com uma limpeza como aquela a que o saudoso Mirko Jozic procedeu poderemos voltar a colocar alguma ordem na casa.
Friday, October 21, 2005
O sindicalista está de volta
Não me agrada nada o regresso de Oceano a Alvalade. Tranquilizou-me, ao longo destes anos, o facto de Oceano aparecer sempre conotado com uma daquelas listas folclóricas que ameaçam candidatar-se à presidência do SPORTING em períodos conturbados - a do inefável Pinto Coelho. Era para mim a garantia de que ele nunca chegaria a um cargo de poder no SPORTING, que ele nunca escondeu ambicionar.
E de repente, no meio da agitação, como convém, aí está o novo adjunto da equipa do SPORTING. Isto não augura nada de bom. E vocês vão poder ver brevemente porquê.
Não me agrada nada o regresso de Oceano a Alvalade. Tranquilizou-me, ao longo destes anos, o facto de Oceano aparecer sempre conotado com uma daquelas listas folclóricas que ameaçam candidatar-se à presidência do SPORTING em períodos conturbados - a do inefável Pinto Coelho. Era para mim a garantia de que ele nunca chegaria a um cargo de poder no SPORTING, que ele nunca escondeu ambicionar.
E de repente, no meio da agitação, como convém, aí está o novo adjunto da equipa do SPORTING. Isto não augura nada de bom. E vocês vão poder ver brevemente porquê.
Thursday, October 20, 2005
E agora?
A questão que eu queria ver esclarecida é a da data das eleições.
Não me incomoda muito que Soares Franco presida durante o período transitório: alguém tinha que o fazer e, Soares Franco, não sendo o ideal tem agora uma oportunidade de mostrar que é capaz de ser um dirigente dinâmico e responsável.
Também acho aceitável a solução Paulo Bento enquanto provisória. Continuo a achar que Paulo Bento é um indivíduo com mérito profissional mas que, dada a sua relativa inexperiência, é mais útil nas importantes funções de treinador dos júniores. Tentar fazer disto algo definitivo pode ser prejudicial, sobretudo para o próprio Paulo Bento, o que nenhum de nós quer que aconteça.
Quanto ao regresso de Carlos Freitas, ele é, à partida, positivo: vamos lá ver que tipo de trabalho é que lhe reservaram.
O que urge é marcar a data das eleições. Será um disparate esperar por Setembro, altura em que a nova época já começou, fazendo com que seja uma administração a prepará-la e outra a geri-la. Se é verdade o que Soares Franco diz: que está apenas de passagem, então que se convoquem eleições dentro de um prazo razoável. E a este respeito devo dizer que não estou a gostar nada desta história de se terem procedido a mudanças sem que haja um horizonte definido. Quero acreditar que tal não foi por má-fé. Porque se se está à espera que os sócios esqueçam as eleições para que novos administradores da linha Dias da Cunha tomem conta do clube, então o que temos é uma golpada. Repito: quero acreditar que Galvão Telles só não falou da data das eleições porque se esqueceu.
Posto isto, só falta que alguém telefone ao sr. Paul le Guen e lhe pergunte o que é que ele quer para vir tomar conta do SPORTING. Claro que há mais treinadores capazes de o fazer. Eu acredito neste. Quanto aos outros nomes que os jornais do clube galináceo se lembram de lançar todos os dias, apenas tenho a dizer que a situação actual do SPORTING não me dá vontade nenhuma de rir e, portanto, passo ao lado dessas piadas de mau gosto.
A questão que eu queria ver esclarecida é a da data das eleições.
Não me incomoda muito que Soares Franco presida durante o período transitório: alguém tinha que o fazer e, Soares Franco, não sendo o ideal tem agora uma oportunidade de mostrar que é capaz de ser um dirigente dinâmico e responsável.
Também acho aceitável a solução Paulo Bento enquanto provisória. Continuo a achar que Paulo Bento é um indivíduo com mérito profissional mas que, dada a sua relativa inexperiência, é mais útil nas importantes funções de treinador dos júniores. Tentar fazer disto algo definitivo pode ser prejudicial, sobretudo para o próprio Paulo Bento, o que nenhum de nós quer que aconteça.
Quanto ao regresso de Carlos Freitas, ele é, à partida, positivo: vamos lá ver que tipo de trabalho é que lhe reservaram.
O que urge é marcar a data das eleições. Será um disparate esperar por Setembro, altura em que a nova época já começou, fazendo com que seja uma administração a prepará-la e outra a geri-la. Se é verdade o que Soares Franco diz: que está apenas de passagem, então que se convoquem eleições dentro de um prazo razoável. E a este respeito devo dizer que não estou a gostar nada desta história de se terem procedido a mudanças sem que haja um horizonte definido. Quero acreditar que tal não foi por má-fé. Porque se se está à espera que os sócios esqueçam as eleições para que novos administradores da linha Dias da Cunha tomem conta do clube, então o que temos é uma golpada. Repito: quero acreditar que Galvão Telles só não falou da data das eleições porque se esqueceu.
Posto isto, só falta que alguém telefone ao sr. Paul le Guen e lhe pergunte o que é que ele quer para vir tomar conta do SPORTING. Claro que há mais treinadores capazes de o fazer. Eu acredito neste. Quanto aos outros nomes que os jornais do clube galináceo se lembram de lançar todos os dias, apenas tenho a dizer que a situação actual do SPORTING não me dá vontade nenhuma de rir e, portanto, passo ao lado dessas piadas de mau gosto.
Choradinho
As recentes demissões no SPORTING dão para que se possa elaborar uma verdadeira Teoria do Choradinho. Em vez de assumirem frontalmente essas decisões, na hora da saída, todos os que saem preferem vir com lamechices que, dada a situação em que o clube se encontra, são insuportáveis.
Temos o choradinho lunático de Dias da Cunha: ele é ainda hoje o único a achar que está certo e que todos os outros estão errados.
Ou o choradinho simplório de Peseiro: acha-se um coitado a quem o mundo tramou uma grande conspiração para o apoucar.
E por fim o choradinho mal-educado de Paulo de Andrade: nem na hora de saída este cavalheiro consegue abdicar de disparar arrogância contra os sócios, pautada sempre por uma ironia barata que não passa de pura provocação.
E espero não ter que voltar a perder muito mais tempo com estes cavalheiros. Que sejam felizes daqui para a frente (sem ironia).
As recentes demissões no SPORTING dão para que se possa elaborar uma verdadeira Teoria do Choradinho. Em vez de assumirem frontalmente essas decisões, na hora da saída, todos os que saem preferem vir com lamechices que, dada a situação em que o clube se encontra, são insuportáveis.
Temos o choradinho lunático de Dias da Cunha: ele é ainda hoje o único a achar que está certo e que todos os outros estão errados.
Ou o choradinho simplório de Peseiro: acha-se um coitado a quem o mundo tramou uma grande conspiração para o apoucar.
E por fim o choradinho mal-educado de Paulo de Andrade: nem na hora de saída este cavalheiro consegue abdicar de disparar arrogância contra os sócios, pautada sempre por uma ironia barata que não passa de pura provocação.
E espero não ter que voltar a perder muito mais tempo com estes cavalheiros. Que sejam felizes daqui para a frente (sem ironia).
Wednesday, October 19, 2005
Tinha que se começar por algum lado
Um pequeno passo. O saída de José Peseiro e de Paulo de Andrade, consideradas individualmente, não são a solução imediata para o problema que o nosso clube enfrenta. É claro que este treinador não era actualmente capaz de orientar a equipa e este administrador estava lá a fazer não se sabe muito bem o quê.
Mas eu sou da opinião de que os problemas que têm surgido no SPORTING se devem à direcção do clube, nomeadamente a Dias da Cunha. O presidente é o grande responsável pelo que se está a passar. Ele é, aliás, o problema central. E enquanto ele não perceber isto o SPORTING não vai sair da crise em que se encontra. Dias da Cunha diz que não gere o clube como se fosse seu. Mentira! Ele não tem feito outra coisa, e com uma agravante: os seus actos de gestão vão mais no sentido de manter intacta a sua teimosia e a sua arrogância do que gerir o clube de acordo com o programa que apresentou a eleições - do qual já quase ninguém se lembra, incluindo ele próprio.
Como consequência disto todos os nomes que por aí andam não passam de fogo de vista para desviar a atenção dos sócios: o que nós precisamos, no imediato, é de alguém que tome conta do clube a sério. Depois podemos então passar à fase da escolha dos técnicos, administradores e jogadores que lá devem trabalhar.
Demitir o treinador e um administrador, projectando mais uma solução do tipo «o mais barato que estiver disponível no mercado» não vai resolver nada. Vai até agravar.
Litos, Nelo Vingada, Camacho, Vítor Pontes, Paulo Autuori e outros não passam da confirmação de que não há interesse em mudar para melhor. O que ficou bem expresso na declaração do presidente quando disse que pretendia um treinador com o perfil de Peseiro.
Posto isto, não acho que haja motivo para os sócios se sentirem esperançados. Se esta direcção não sair imediatamente e se não se marcarem eleições, a demissão de Peseiro e a contratação de um desses nomes de que por aí se fala, será apenas mais um passo na direccção errada.
ELEIÇÕES IMEDIATAMENTE! VIVA O SPORTING!
Um pequeno passo. O saída de José Peseiro e de Paulo de Andrade, consideradas individualmente, não são a solução imediata para o problema que o nosso clube enfrenta. É claro que este treinador não era actualmente capaz de orientar a equipa e este administrador estava lá a fazer não se sabe muito bem o quê.
Mas eu sou da opinião de que os problemas que têm surgido no SPORTING se devem à direcção do clube, nomeadamente a Dias da Cunha. O presidente é o grande responsável pelo que se está a passar. Ele é, aliás, o problema central. E enquanto ele não perceber isto o SPORTING não vai sair da crise em que se encontra. Dias da Cunha diz que não gere o clube como se fosse seu. Mentira! Ele não tem feito outra coisa, e com uma agravante: os seus actos de gestão vão mais no sentido de manter intacta a sua teimosia e a sua arrogância do que gerir o clube de acordo com o programa que apresentou a eleições - do qual já quase ninguém se lembra, incluindo ele próprio.
Como consequência disto todos os nomes que por aí andam não passam de fogo de vista para desviar a atenção dos sócios: o que nós precisamos, no imediato, é de alguém que tome conta do clube a sério. Depois podemos então passar à fase da escolha dos técnicos, administradores e jogadores que lá devem trabalhar.
Demitir o treinador e um administrador, projectando mais uma solução do tipo «o mais barato que estiver disponível no mercado» não vai resolver nada. Vai até agravar.
Litos, Nelo Vingada, Camacho, Vítor Pontes, Paulo Autuori e outros não passam da confirmação de que não há interesse em mudar para melhor. O que ficou bem expresso na declaração do presidente quando disse que pretendia um treinador com o perfil de Peseiro.
Posto isto, não acho que haja motivo para os sócios se sentirem esperançados. Se esta direcção não sair imediatamente e se não se marcarem eleições, a demissão de Peseiro e a contratação de um desses nomes de que por aí se fala, será apenas mais um passo na direccção errada.
ELEIÇÕES IMEDIATAMENTE! VIVA O SPORTING!
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