Programa das Festas
No Domingo vou ao estádio para apoiar o nosso clube no importante jogo contra a Naval. Na 2ª feira coloco aqui uma análise às propostas dos vários candidatos às eleições do SPORTING e revelo aquele no qual vou votar.
Friday, April 21, 2006
Agradecimento público pelo elogio
O único homem que já sabe que o processo Apito Dourado não é nada, deve ter perdido o juízo e resolveu elogiar o SPORTING no seu sermão semanal. A pérola merece transcrição:
"(...) tendo desde há vários anos deixado de frequentar Alvalade — que considero o pior ambiente para poder viver um jogo de futebol, com um público doente de facciosismo como em lado algum - era pacífica a decisão de ver o jogo através da televisão."
Obrigado MST. Não é todos os dias que podemos ler coisas tão bonitas sobre o nosso clube.
O único homem que já sabe que o processo Apito Dourado não é nada, deve ter perdido o juízo e resolveu elogiar o SPORTING no seu sermão semanal. A pérola merece transcrição:
"(...) tendo desde há vários anos deixado de frequentar Alvalade — que considero o pior ambiente para poder viver um jogo de futebol, com um público doente de facciosismo como em lado algum - era pacífica a decisão de ver o jogo através da televisão."
Obrigado MST. Não é todos os dias que podemos ler coisas tão bonitas sobre o nosso clube.
Thursday, April 20, 2006
De fugir
Sobre as ideias de Abrantes Mendes, e dos outros candidatos, direi qualquer coisa na próxima semana.
Mas não posso deixar de alertar para o site (que parece que é oficial) do candidato. Um atentado aos nossos olhos. Só falta um GIF animado com o candidato a rir-se. Uma coisa é certa: se o tal «projecto» para o SPORTING que Abrantes Mendes tem, estiver ao nível do web design do site... estamos conversados.
P.S.: Se se provar que o tal site foi feito por alguém a querer gozar com Abrantes Mendes, eu até apago este post.
Sobre as ideias de Abrantes Mendes, e dos outros candidatos, direi qualquer coisa na próxima semana.
Mas não posso deixar de alertar para o site (que parece que é oficial) do candidato. Um atentado aos nossos olhos. Só falta um GIF animado com o candidato a rir-se. Uma coisa é certa: se o tal «projecto» para o SPORTING que Abrantes Mendes tem, estiver ao nível do web design do site... estamos conversados.
P.S.: Se se provar que o tal site foi feito por alguém a querer gozar com Abrantes Mendes, eu até apago este post.
«Os superiores interesses do SPORTING»
Dias da Cunha gostava de, por tudo e por nada, justificar as suas decisões e as suas teimosias com o argumento dos «superiores interesses do SPORTING».
Para os que acreditavam nele não deve deixar de causar estranheza esta sua última atitude de proximidade com o clube do galinheiro. Dias da Cunha, que já não é dirigente do SPORTING, e está «afastado do dirigismo desportivo», segundo o que ele disse, resolveu recuperar um patético acordo com o clube galináceo. E faz isto apenas para «provocar» Soares Franco e todos aqueles que acharam que Dias da Cunha devia sair da direcção do SPORTING. Numa altura em que se fala de uma possível união SPORTING - Porto para uma candidatura à Liga - boa ou má, não é o que está em causa - Dias da Cunha resolve fazer uma pausa no seu fastamento do dirigismo do futebol para se ir aliar a um dos indivíduos que mais poder de manipulação tem sobre os orgãos do futebol em geral e a arbitragem em particular. Dias da Cunha faz isto apenas por uma motivação pessoal apontada contra Soares Franco.
Assim se vê o lugar em que este cavalheiro coloca os «superiores interesses do SPORTING», que tanto gosta de apregoar.
E assim se vê a quem o clube esteve entregue durante uns tempos.
Dias da Cunha gostava de, por tudo e por nada, justificar as suas decisões e as suas teimosias com o argumento dos «superiores interesses do SPORTING».
Para os que acreditavam nele não deve deixar de causar estranheza esta sua última atitude de proximidade com o clube do galinheiro. Dias da Cunha, que já não é dirigente do SPORTING, e está «afastado do dirigismo desportivo», segundo o que ele disse, resolveu recuperar um patético acordo com o clube galináceo. E faz isto apenas para «provocar» Soares Franco e todos aqueles que acharam que Dias da Cunha devia sair da direcção do SPORTING. Numa altura em que se fala de uma possível união SPORTING - Porto para uma candidatura à Liga - boa ou má, não é o que está em causa - Dias da Cunha resolve fazer uma pausa no seu fastamento do dirigismo do futebol para se ir aliar a um dos indivíduos que mais poder de manipulação tem sobre os orgãos do futebol em geral e a arbitragem em particular. Dias da Cunha faz isto apenas por uma motivação pessoal apontada contra Soares Franco.
Assim se vê o lugar em que este cavalheiro coloca os «superiores interesses do SPORTING», que tanto gosta de apregoar.
E assim se vê a quem o clube esteve entregue durante uns tempos.
Monday, April 17, 2006
Wednesday, April 12, 2006
Achas para a fogueira
Se não se desse o caso de eu não gramar blogs com música - gosto de ser eu a escolher o que quero e quando quero ouvir.
E se não achasse uma foleirada insuportável essa cantiguinha do Freddy e da Montserrat, a esta hora já este blog estava a suscitar ainda mais «indignação» com os dois artistas a cantarolar.
Assim, poupam-se as consciências de uns quantos patrioteiros. Devem dormir mais descansados.
Se não se desse o caso de eu não gramar blogs com música - gosto de ser eu a escolher o que quero e quando quero ouvir.
E se não achasse uma foleirada insuportável essa cantiguinha do Freddy e da Montserrat, a esta hora já este blog estava a suscitar ainda mais «indignação» com os dois artistas a cantarolar.
Assim, poupam-se as consciências de uns quantos patrioteiros. Devem dormir mais descansados.
Tuesday, April 11, 2006
Altiparóbaile que eu também tenho opinião sobre o Chelsea
Este post é sobre rolhas.
Nos últimos tempos despertou um novo movimento na classe comentarística portuguesa: o estabelecimento do fim de Mourinho e do Chelsea do russo, tal como até agora eram conhecidos. Vai daí e a nata de opinantes que por cá anda tratou logo de «escalpelizar», como eles dizem, o anunciado drama. Claro que não perceberam que o Mourinho ainda vai ganhar, no Chelsea e não só, muito mais do que as suas cabecinhas conseguem imaginar, mas já lá vamos. Olhem bem para a galeria: Judite de Sousa; aquele bloquista que canta nos Blind Zero, cujo nome não sei nem me interessa; Jorge Gabriel; António Pedro Vasconcelos; Luís Campos; Gabriel Alves; Eurico Gomes e Leonor Pinhão são do melhor que se pode arranjar para falar de futebol, estamos todos de acordo. Recentemente, de uma maneira ou de outra, lá apareceram a falar de Mourinho e da sua vidinha. Enfim, opiniões de alto calibre. Sendo assim, sinto-me no dever de fazer contraponto com eles e postar aqui qualquer coisa que seja representativa do grupo dos que não entendem nada de bola e ao qual eu convictamente pertenço. Isto é tipo aquela cena do contraditório: os inteligentes opinam e nós, os burros, também temos que falar. Alguns chamam a isto «regras democráticas».
Vamos lá então. Uns têm falado do Mourinho porque ele perdeu com um golo marcado por um jogador – o Boa Morte - que já jogou no SPORTING. Até aí nada de mais; somos bons em todo o lado. Outros andam a falar na eliminatória perdida contra o Barcelona. Há até alguns que acreditam que o Manchester ainda pode apanhar o Chelsea. Muitos têm opinado por causa de um livro que uns tipos quaisquer escreveram sobre os segredos de balneário das equipas treinadas pelo Mourinho. Deixem-me introduzir aqui uma experiência pessoal importante. Quando eu jogava futebol – mal, claro – o segredo de balneário que intrigava toda a equipa era saber quem era o gajo que se estava sempre a peidar. Revelação do segredo: viemos mais tarde a saber que o autor das bombas silenciosas era o tipo que era sempre o primeiro a dizer: «quem foi o cabrão?». E para descobrirmos isso nem precisámos de escrever um livro. Mas pronto, o Mourinho é um gajo importante, tem que ter muitos livros sobre ele. No futebol, daqui para a frente, a importância das figuras vai ser medida pelo número de livros sobre si que já foram publicados. Vi outro dia um dos chefes dos Super Dragões dizer que «tinha sido muito boa a festa de lançamento do seu livro». Faço ideia: em Aveiras de Cima vamos às bebidas; na Mealhada o que é bom é orientar sandes de paio com alface, e por aí fora. Não brinquemos: a vida de um dirigente de claque deve ser interessantíssima e não deveria ficar pelo livro, devia dar filme. Mas retomemos o nosso nobre assunto: as rolhas. É claro que não é só em Inglaterra que há uma data de gajos a apanharem pedras do chão para acertarem no Mourinho quando ele estiver caído. Tal como aquele bandalho do Leiria fez ao João Moutinho: mandou-o ao chão para depois o poder pontapear, enfim, para se ser homem não basta usar calças. E o Mourinho sabe bem que há uma data de gajos a aguardar esse momento: basta que ele não ganhe um jogo e vem logo aquela conversa do «ah e tal, o Mourinho se calhar não é tão bom como dizem por aí».
Claro que o Mourinho não sabe tudo, ao contrário do que apregoavam os que agora começam a saltar da toca para o atacarem. O Mourinho até do Fernando Santos levou uma vez um baile de bola em Alvalade, o que lhe deu para desatar a rasgar uma camisola. Do mesmo modo que este ano já levou um baile de bola do Barcelona e tratou logo de reafirmar a sua costela de treinador tuga, invocando um árbitro como o culpado da sua derrota, derrota esta que se deveu apenas ao facto de o Barcelona ter melhores jogadores e ter jogado muito melhor.
E estamos então a chegar ao que interessa: a manichização do Chelsea. A ilustre paleta de comentadores que eu honradamente citei no início do meu post prefere falar de arrogância; fatos Armani; disciplina e declarações polémicas sempre que se refere a Mourinho. Mas eu, em total veneração pela sapiência infinita de tal paleta, gostava mesmo era de os ouvir falar, por exemplo, sobre as contratações do Chelsea, o tal clube que eles estão sempre a dizer que tem dinheiro para comprar todos e mais algum. É que nós, os burros da bola, achamos que a eliminação frente ao Barcelona não se deveu à expulsão do Del Horno mas sim ao facto de o Barcelona jogar muito melhor. E sobre este assunto concreto eu tenho a dizer que ofereço quinhentos paus, moeda antiga, a quem me explicar o que é que o Maniche está a fazer no Chelsea, em matéria de futebol, claro. É que ver aquele jogador a alinhar pelo Chelsea não cola: há ali qualquer coisa que não bate certo. Imaginem a seguinte situação: um baixote de penteado parolo, vestindo uma camisa Sacoor com as cores todas do arco-íris e um rato Mickey nas costas, com duas tatuagens em árabe que dizem «Amélia Gomes – I Love you Forever» e «O Tó Foi-me à Bilha» a sair de um Bentley... O que é que qualquer gajo diz logo: há qualquer coisa que não está ali a bater certo; alguém trocou o guião. Pois o Chelsea é isso mesmo: cada vez mais uma equipa incongruente que se vai aguentando à custa de quatro ou cinco jogadores extraordinários e de um treinador com bastantes conhecimentos de futebol. Mas também com muita malta sem o mínimo de classe para jogar numa equipa de topo inglesa. O que eu não sei é se esta estratégia ainda está para durar muito. Julgo que no fim desta época o Chelsea vai ter um autocarro de nove lugares para dispensar e mais uns milhões para gastar.
Mas o Mourinho já disse que o futebol não interessa nada quando comparado com a gripe das aves: o importante é ter aparecido um pássaro morto na Escócia, diz ele. A mim, os pássaros que aparecem mortos na Escócia não me interessam para nada. Mas partilho uma preocupação com Mourinho: as rolhas. Isso mesmo: R-O-L-H-A-S. Mourinho faz uma campanha, de borla, em defesa da rolha de cortiça. Eu estou com ele. Preocupa-me que 16% do mercado já seja de rolhas sintéticas, número com tendência para crescer. Eu também sou pela rolha natural, cortiça alentejana, de preferência. É que as rolhas de plástico dão cabo do vinho. Sobretudo se a garrafa ficar deitada com o vinho em contacto com o plástico. Isso afecta muito a qualidade do produto. Rigoroso como eu sou – nenhum dos que me lê duvida desta evidência – até a água do luso devia vir engarrafada com rolhas de cortiça, mesmo vindo em garrafas de plástico: o que conta é sempre o que tapa. Também não me venham falar daquelas rolhas feitas de restos de cortiça comprimidos, a chamada rolha técnica. Isso não é a mesma coisa. Rolha que é rolha tem que ser feita em cortiça genuína, alentejana, sete aninhos na árvore antes de ser arrancada. E isso é o que a malta lá fora tem que meter na cabeça. Tarefa difícil que só o Mourinho será capaz de empreender. Quem dá a titularidade do Chelsea a um jogador como o Maniche é capaz de convencer o mundo inteiro a comprar rolhas de cortiça, não tenhamos dúvidas.
Se o Mourinho for para o Milão, no final desta época, tudo bem. Os italianos produzem vinho e têm que perceber que rolhas só as portuguesas. Se for para o Real Madrid, vale o mesmo: a cortiça portuguesa é melhor do que a espanhola e os espanhóis precisam de saber isso.
Pronto. Eu, se fosse adepto do Chelsea, não me preocupava com o facto de ver um tal de Ribeiro, nome artístico: Maniche, a vestir a camisola da minha equipa. Preocupava-me com o pássaro que apareceu morto na Escócia. Como sou português, partilho o interesse por outro dos assuntos que interessam ao Mourinho: as rolhas de cortiça.
Este post é sobre rolhas.
Nos últimos tempos despertou um novo movimento na classe comentarística portuguesa: o estabelecimento do fim de Mourinho e do Chelsea do russo, tal como até agora eram conhecidos. Vai daí e a nata de opinantes que por cá anda tratou logo de «escalpelizar», como eles dizem, o anunciado drama. Claro que não perceberam que o Mourinho ainda vai ganhar, no Chelsea e não só, muito mais do que as suas cabecinhas conseguem imaginar, mas já lá vamos. Olhem bem para a galeria: Judite de Sousa; aquele bloquista que canta nos Blind Zero, cujo nome não sei nem me interessa; Jorge Gabriel; António Pedro Vasconcelos; Luís Campos; Gabriel Alves; Eurico Gomes e Leonor Pinhão são do melhor que se pode arranjar para falar de futebol, estamos todos de acordo. Recentemente, de uma maneira ou de outra, lá apareceram a falar de Mourinho e da sua vidinha. Enfim, opiniões de alto calibre. Sendo assim, sinto-me no dever de fazer contraponto com eles e postar aqui qualquer coisa que seja representativa do grupo dos que não entendem nada de bola e ao qual eu convictamente pertenço. Isto é tipo aquela cena do contraditório: os inteligentes opinam e nós, os burros, também temos que falar. Alguns chamam a isto «regras democráticas».
Vamos lá então. Uns têm falado do Mourinho porque ele perdeu com um golo marcado por um jogador – o Boa Morte - que já jogou no SPORTING. Até aí nada de mais; somos bons em todo o lado. Outros andam a falar na eliminatória perdida contra o Barcelona. Há até alguns que acreditam que o Manchester ainda pode apanhar o Chelsea. Muitos têm opinado por causa de um livro que uns tipos quaisquer escreveram sobre os segredos de balneário das equipas treinadas pelo Mourinho. Deixem-me introduzir aqui uma experiência pessoal importante. Quando eu jogava futebol – mal, claro – o segredo de balneário que intrigava toda a equipa era saber quem era o gajo que se estava sempre a peidar. Revelação do segredo: viemos mais tarde a saber que o autor das bombas silenciosas era o tipo que era sempre o primeiro a dizer: «quem foi o cabrão?». E para descobrirmos isso nem precisámos de escrever um livro. Mas pronto, o Mourinho é um gajo importante, tem que ter muitos livros sobre ele. No futebol, daqui para a frente, a importância das figuras vai ser medida pelo número de livros sobre si que já foram publicados. Vi outro dia um dos chefes dos Super Dragões dizer que «tinha sido muito boa a festa de lançamento do seu livro». Faço ideia: em Aveiras de Cima vamos às bebidas; na Mealhada o que é bom é orientar sandes de paio com alface, e por aí fora. Não brinquemos: a vida de um dirigente de claque deve ser interessantíssima e não deveria ficar pelo livro, devia dar filme. Mas retomemos o nosso nobre assunto: as rolhas. É claro que não é só em Inglaterra que há uma data de gajos a apanharem pedras do chão para acertarem no Mourinho quando ele estiver caído. Tal como aquele bandalho do Leiria fez ao João Moutinho: mandou-o ao chão para depois o poder pontapear, enfim, para se ser homem não basta usar calças. E o Mourinho sabe bem que há uma data de gajos a aguardar esse momento: basta que ele não ganhe um jogo e vem logo aquela conversa do «ah e tal, o Mourinho se calhar não é tão bom como dizem por aí».
Claro que o Mourinho não sabe tudo, ao contrário do que apregoavam os que agora começam a saltar da toca para o atacarem. O Mourinho até do Fernando Santos levou uma vez um baile de bola em Alvalade, o que lhe deu para desatar a rasgar uma camisola. Do mesmo modo que este ano já levou um baile de bola do Barcelona e tratou logo de reafirmar a sua costela de treinador tuga, invocando um árbitro como o culpado da sua derrota, derrota esta que se deveu apenas ao facto de o Barcelona ter melhores jogadores e ter jogado muito melhor.
E estamos então a chegar ao que interessa: a manichização do Chelsea. A ilustre paleta de comentadores que eu honradamente citei no início do meu post prefere falar de arrogância; fatos Armani; disciplina e declarações polémicas sempre que se refere a Mourinho. Mas eu, em total veneração pela sapiência infinita de tal paleta, gostava mesmo era de os ouvir falar, por exemplo, sobre as contratações do Chelsea, o tal clube que eles estão sempre a dizer que tem dinheiro para comprar todos e mais algum. É que nós, os burros da bola, achamos que a eliminação frente ao Barcelona não se deveu à expulsão do Del Horno mas sim ao facto de o Barcelona jogar muito melhor. E sobre este assunto concreto eu tenho a dizer que ofereço quinhentos paus, moeda antiga, a quem me explicar o que é que o Maniche está a fazer no Chelsea, em matéria de futebol, claro. É que ver aquele jogador a alinhar pelo Chelsea não cola: há ali qualquer coisa que não bate certo. Imaginem a seguinte situação: um baixote de penteado parolo, vestindo uma camisa Sacoor com as cores todas do arco-íris e um rato Mickey nas costas, com duas tatuagens em árabe que dizem «Amélia Gomes – I Love you Forever» e «O Tó Foi-me à Bilha» a sair de um Bentley... O que é que qualquer gajo diz logo: há qualquer coisa que não está ali a bater certo; alguém trocou o guião. Pois o Chelsea é isso mesmo: cada vez mais uma equipa incongruente que se vai aguentando à custa de quatro ou cinco jogadores extraordinários e de um treinador com bastantes conhecimentos de futebol. Mas também com muita malta sem o mínimo de classe para jogar numa equipa de topo inglesa. O que eu não sei é se esta estratégia ainda está para durar muito. Julgo que no fim desta época o Chelsea vai ter um autocarro de nove lugares para dispensar e mais uns milhões para gastar.
Mas o Mourinho já disse que o futebol não interessa nada quando comparado com a gripe das aves: o importante é ter aparecido um pássaro morto na Escócia, diz ele. A mim, os pássaros que aparecem mortos na Escócia não me interessam para nada. Mas partilho uma preocupação com Mourinho: as rolhas. Isso mesmo: R-O-L-H-A-S. Mourinho faz uma campanha, de borla, em defesa da rolha de cortiça. Eu estou com ele. Preocupa-me que 16% do mercado já seja de rolhas sintéticas, número com tendência para crescer. Eu também sou pela rolha natural, cortiça alentejana, de preferência. É que as rolhas de plástico dão cabo do vinho. Sobretudo se a garrafa ficar deitada com o vinho em contacto com o plástico. Isso afecta muito a qualidade do produto. Rigoroso como eu sou – nenhum dos que me lê duvida desta evidência – até a água do luso devia vir engarrafada com rolhas de cortiça, mesmo vindo em garrafas de plástico: o que conta é sempre o que tapa. Também não me venham falar daquelas rolhas feitas de restos de cortiça comprimidos, a chamada rolha técnica. Isso não é a mesma coisa. Rolha que é rolha tem que ser feita em cortiça genuína, alentejana, sete aninhos na árvore antes de ser arrancada. E isso é o que a malta lá fora tem que meter na cabeça. Tarefa difícil que só o Mourinho será capaz de empreender. Quem dá a titularidade do Chelsea a um jogador como o Maniche é capaz de convencer o mundo inteiro a comprar rolhas de cortiça, não tenhamos dúvidas.
Se o Mourinho for para o Milão, no final desta época, tudo bem. Os italianos produzem vinho e têm que perceber que rolhas só as portuguesas. Se for para o Real Madrid, vale o mesmo: a cortiça portuguesa é melhor do que a espanhola e os espanhóis precisam de saber isso.
Pronto. Eu, se fosse adepto do Chelsea, não me preocupava com o facto de ver um tal de Ribeiro, nome artístico: Maniche, a vestir a camisola da minha equipa. Preocupava-me com o pássaro que apareceu morto na Escócia. Como sou português, partilho o interesse por outro dos assuntos que interessam ao Mourinho: as rolhas de cortiça.
Monday, April 10, 2006
Ainda não acabou
Para a luta pelo título, era a vitória o que mais nos interessava. E não a conseguimos obter. Ainda assim, o 2º lugar tem o valor de permitir o acesso directo à Liga dos Campeões; e é por esse 2º lugar que devemos lutar até ao fim, não esquecendo que o 1º ainda não está matematicamente entregue.
Se olharmos com calma e algum distanciamento para o que foi esta época do SPORTING, facilmente constatamos que o 2º lugar, a 4 jornadas do fim, não é mau. Julgo que não será necessário avivar a memória de ninguém referindo que este campeonato começou com a equipa treinada por José Peseiro e o clube dirigido por Dias da Cunha, com este a supervisionar a gestão directa do futebol. Quem diria, depois do legado de Peseiro, que a equipa ainda iria recuperar desta maneira? Tal feito deve-se sobretudo a Paulo Bento e aos jogadores. A Paulo Bento porque acreditou que o trabalho rigoroso e a ousadia são valores que vale a pena cultivar. E aos jogadores porque, depois de Peseiro, arranjaram ânimo para começar de novo quando já se ia a meio: começar de novo é difícil no início, quanto mais a meio.
Não gostei do resultado: é claro que fui para o estádio a pensar que poderia ganhar. Mas devo dizer que saí de lá orgulhoso. Isto não tem nada que ver com essa treta das vitórias morais, que eu detesto e dispenso. Saí orgulhoso porque vi uma equipa a fazer o que lhe era permitido. E saí orgulhoso porque senti que houve muito mais SPORTING na equipa que perdeu contra o Porto do que nas equipas que a época passada perderam contra os do galinheiro e contra o CSKA de Moscovo.
Não conseguimos: paciência. Vamos pensar em melhorar o que falhou para que possamos conseguir da próxima vez.
Não posso, ainda assim, deixar de referir alguns aspectos do jogo propriamente dito. Gostava de saber porque é que nos últimos tempos tantos árbitros se lesionam na véspera de jogos importantes, sobretudo quando se está na recta final para as respectivas classificações.
Ainda a respeito de arbitragens gostava de saber se apitar por tudo e por nada e mostrar cartões a toda a hora faz parte das indicações da UEFA, ou se é apenas uma maneira de o árbitro se proteger a si dando cabo do jogo de futebol pelo qual devia zelar.
Também gostava de perceber se os «sumaríssimos» ainda existem, ou se já passaram de moda.
Gostava de saber se o SPORTING deve algum dinheiro ou outra coisa ao Quaresma: a sua atitude do «lixo-me a mim e à minha equipa mas rebento com as pernas de alguém» deve ter alguma explicação por trás. Se não tem, então é porque o rapaz é mesmo fraquinho de cabeça, o que eu até acho a explicação mais plausível.
Finalizo com uma especial saudação a Paulo Bento e aos jogadores: merecem o nosso apoio.
No próximo jogo lá estaremos... como sempre.
Para a luta pelo título, era a vitória o que mais nos interessava. E não a conseguimos obter. Ainda assim, o 2º lugar tem o valor de permitir o acesso directo à Liga dos Campeões; e é por esse 2º lugar que devemos lutar até ao fim, não esquecendo que o 1º ainda não está matematicamente entregue.
Se olharmos com calma e algum distanciamento para o que foi esta época do SPORTING, facilmente constatamos que o 2º lugar, a 4 jornadas do fim, não é mau. Julgo que não será necessário avivar a memória de ninguém referindo que este campeonato começou com a equipa treinada por José Peseiro e o clube dirigido por Dias da Cunha, com este a supervisionar a gestão directa do futebol. Quem diria, depois do legado de Peseiro, que a equipa ainda iria recuperar desta maneira? Tal feito deve-se sobretudo a Paulo Bento e aos jogadores. A Paulo Bento porque acreditou que o trabalho rigoroso e a ousadia são valores que vale a pena cultivar. E aos jogadores porque, depois de Peseiro, arranjaram ânimo para começar de novo quando já se ia a meio: começar de novo é difícil no início, quanto mais a meio.
Não gostei do resultado: é claro que fui para o estádio a pensar que poderia ganhar. Mas devo dizer que saí de lá orgulhoso. Isto não tem nada que ver com essa treta das vitórias morais, que eu detesto e dispenso. Saí orgulhoso porque vi uma equipa a fazer o que lhe era permitido. E saí orgulhoso porque senti que houve muito mais SPORTING na equipa que perdeu contra o Porto do que nas equipas que a época passada perderam contra os do galinheiro e contra o CSKA de Moscovo.
Não conseguimos: paciência. Vamos pensar em melhorar o que falhou para que possamos conseguir da próxima vez.
Não posso, ainda assim, deixar de referir alguns aspectos do jogo propriamente dito. Gostava de saber porque é que nos últimos tempos tantos árbitros se lesionam na véspera de jogos importantes, sobretudo quando se está na recta final para as respectivas classificações.
Ainda a respeito de arbitragens gostava de saber se apitar por tudo e por nada e mostrar cartões a toda a hora faz parte das indicações da UEFA, ou se é apenas uma maneira de o árbitro se proteger a si dando cabo do jogo de futebol pelo qual devia zelar.
Também gostava de perceber se os «sumaríssimos» ainda existem, ou se já passaram de moda.
Gostava de saber se o SPORTING deve algum dinheiro ou outra coisa ao Quaresma: a sua atitude do «lixo-me a mim e à minha equipa mas rebento com as pernas de alguém» deve ter alguma explicação por trás. Se não tem, então é porque o rapaz é mesmo fraquinho de cabeça, o que eu até acho a explicação mais plausível.
Finalizo com uma especial saudação a Paulo Bento e aos jogadores: merecem o nosso apoio.
No próximo jogo lá estaremos... como sempre.
Friday, April 07, 2006
Jornada importantíssima
A expectativa é grande porque o SPORTING - Porto deste sábado pode decidir o título. Percebo que reina muita esperança do nosso lado: acreditamos que podemos vencer mais um decisivo jogo. Olhando para trás, é bom constatar que tanta coisa mudou na nossa equipa. Mas nada está ganho e temos que lutar ao máximo pelo objectivo final. Sempre com o SPORTING.
A expectativa é grande porque o SPORTING - Porto deste sábado pode decidir o título. Percebo que reina muita esperança do nosso lado: acreditamos que podemos vencer mais um decisivo jogo. Olhando para trás, é bom constatar que tanta coisa mudou na nossa equipa. Mas nada está ganho e temos que lutar ao máximo pelo objectivo final. Sempre com o SPORTING.
Thursday, April 06, 2006
Wednesday, April 05, 2006
Dias Ferreira
À partida, acho positivo o facto de em período eleitoral surgirem várias candidaturas com ideias diferentes: isso não só dá mais possibilidade de escolha, como também permite que se refiram assuntos que, de outro modo, passariam ao lado. E assim sendo entendo como negativo que qualquer candidatura anunciada desista antes de ir a votos.
No caso concreto de Dias Ferreira, começava a ser cada vez mais claro que este candidato não estava a ser capaz de reunir um número mínimo de apoiantes, a ponto de nem sequer poder montar a logística da sua candidatura. Foi, para mim, surpreendente a forte assobiadela que o seu nome provocou quando foi referido na assembleia geral realizada há umas semanas atrás: eu até julgava que Dias Ferreira colhia mais simpatia por parte dos sócios.
Quanto à disputa eleitoral propriamente dita, este episódio vem apenas confirmar uma ideia que todos nós, sócios do SPORTING, temos vindo a perceber de uma forma cada vez mais evidente: ao contrário do que alguns tentam fazer crer, as propostas alternativas ao actual modus operandi de gestão do nosso clube não são assim tantas. Repito: a actual linha de orientação não é a única possível, mas nenhum de nós tem visto alternativas a ela. Uns candidatos desistem, outros não desistem mas vão adiando a apresentação dos seus «projectos», facto que eu considero muito estranho: como é que é possível apresentar uma candidatura e, na mesma hora, dizer que as ideias dessa mesma candidatura «só daqui a uns dias»?
Assim sendo, acho que o que se está a passar é a criação de um cenário que propicie a fácil vitória do tal «projecto de continuidade», qualquer que seja o candidato a presidente.
Já tenho ideias claras acerca da minha opção nas eleições. Só ainda não anunciei aqui a minha decisão porque estou à espera que todas as candidaturas formalizem as suas intenções. Mas pelo que se vai vendo, não há nada de novo no horizonte. Aguardemos serenamente.
À partida, acho positivo o facto de em período eleitoral surgirem várias candidaturas com ideias diferentes: isso não só dá mais possibilidade de escolha, como também permite que se refiram assuntos que, de outro modo, passariam ao lado. E assim sendo entendo como negativo que qualquer candidatura anunciada desista antes de ir a votos.
No caso concreto de Dias Ferreira, começava a ser cada vez mais claro que este candidato não estava a ser capaz de reunir um número mínimo de apoiantes, a ponto de nem sequer poder montar a logística da sua candidatura. Foi, para mim, surpreendente a forte assobiadela que o seu nome provocou quando foi referido na assembleia geral realizada há umas semanas atrás: eu até julgava que Dias Ferreira colhia mais simpatia por parte dos sócios.
Quanto à disputa eleitoral propriamente dita, este episódio vem apenas confirmar uma ideia que todos nós, sócios do SPORTING, temos vindo a perceber de uma forma cada vez mais evidente: ao contrário do que alguns tentam fazer crer, as propostas alternativas ao actual modus operandi de gestão do nosso clube não são assim tantas. Repito: a actual linha de orientação não é a única possível, mas nenhum de nós tem visto alternativas a ela. Uns candidatos desistem, outros não desistem mas vão adiando a apresentação dos seus «projectos», facto que eu considero muito estranho: como é que é possível apresentar uma candidatura e, na mesma hora, dizer que as ideias dessa mesma candidatura «só daqui a uns dias»?
Assim sendo, acho que o que se está a passar é a criação de um cenário que propicie a fácil vitória do tal «projecto de continuidade», qualquer que seja o candidato a presidente.
Já tenho ideias claras acerca da minha opção nas eleições. Só ainda não anunciei aqui a minha decisão porque estou à espera que todas as candidaturas formalizem as suas intenções. Mas pelo que se vai vendo, não há nada de novo no horizonte. Aguardemos serenamente.
Tuesday, April 04, 2006
Medo
Somos mesmo muito bons: qualquer borra-botas julga que tem opinião sobre nós. E mais, o que um sportinguista tem que fazer, antes de convidar alguém para vir a sua casa, é saber a opinião de um pneumático qualquer.
Em matéria de coerência não há quem os ultrapasse.
Somos mesmo muito bons: qualquer borra-botas julga que tem opinião sobre nós. E mais, o que um sportinguista tem que fazer, antes de convidar alguém para vir a sua casa, é saber a opinião de um pneumático qualquer.
Em matéria de coerência não há quem os ultrapasse.
Monday, April 03, 2006
Vamos lá então falar de penáltis
Desde 4ª feira que os adeptos de um determinado clube não fazem mais nada se não queixarem-se a propósito de um penálti. Dizem eles que foram roubados e tentam fazer um drama nacional a propósito de uma corriqueira jogada sem consequências no essencial do jogo. À cabeça da campanha estão muitos jornalistas, daqueles que são pagos para fazerem um trabalho deontologicamente correcto.
E, nem de propósito, tivemos a oportunidade de ver o jogo de Belém para percebermos o que se passa em Portugal a respeito de grandes penalidades. Não é que haja nada de novo; já todos sabemos que para o clube do galinheiro há regras diferentes. A única coisa a destacar aqui é o facto de ter sido em dose tripla: 3 penáltis claros, a favor do Belenenses, que ficaram por assinalar. Traduzindo em pontos: o resultado sai completamente alterado pela prestação do árbitro. E para algumas televisões e jornais o facto nem sequer é digno de nota. Não sei se para esconder mais uma aldrabice de que o galinheiro beneficia, se para assentar mais um tijolo na patética teoria de que Pedro Henriques é um bom árbitro. Presumo que será um misto das duas. Ou seja: por um lado continua a valer a ideia de que para o clube do galinheiro as regras têm que ser diferentes para não se perturbar muito a nação encarnada que, coitadinha, tem andado muito desiludida nos últimos tempos; por outro lado temos o rídiculo que é a construção artificial da figura «Pedro Henriques»: uma campanha muito bem montada para nos fazerem crer que aquele é que é. Conhecem o género: reportagem televisiva com colegas a dizerem que ele é um exemplo de tudo o que há de melhor; estatísticas em jornais a debitarem uns números sobre a sua «imbatível» forma física e mais uns comentadores aqui e ali a dizerem também que ele é o máximo. E está o mito construído... apenas para alguns, claro. Porque basta ter um pouco de memória para nos lembrarmos que não é a primeira vez que Pedro Henriques faz números destes.
E que belo serviço que ele fez em Belém.
Desde 4ª feira que os adeptos de um determinado clube não fazem mais nada se não queixarem-se a propósito de um penálti. Dizem eles que foram roubados e tentam fazer um drama nacional a propósito de uma corriqueira jogada sem consequências no essencial do jogo. À cabeça da campanha estão muitos jornalistas, daqueles que são pagos para fazerem um trabalho deontologicamente correcto.
E, nem de propósito, tivemos a oportunidade de ver o jogo de Belém para percebermos o que se passa em Portugal a respeito de grandes penalidades. Não é que haja nada de novo; já todos sabemos que para o clube do galinheiro há regras diferentes. A única coisa a destacar aqui é o facto de ter sido em dose tripla: 3 penáltis claros, a favor do Belenenses, que ficaram por assinalar. Traduzindo em pontos: o resultado sai completamente alterado pela prestação do árbitro. E para algumas televisões e jornais o facto nem sequer é digno de nota. Não sei se para esconder mais uma aldrabice de que o galinheiro beneficia, se para assentar mais um tijolo na patética teoria de que Pedro Henriques é um bom árbitro. Presumo que será um misto das duas. Ou seja: por um lado continua a valer a ideia de que para o clube do galinheiro as regras têm que ser diferentes para não se perturbar muito a nação encarnada que, coitadinha, tem andado muito desiludida nos últimos tempos; por outro lado temos o rídiculo que é a construção artificial da figura «Pedro Henriques»: uma campanha muito bem montada para nos fazerem crer que aquele é que é. Conhecem o género: reportagem televisiva com colegas a dizerem que ele é um exemplo de tudo o que há de melhor; estatísticas em jornais a debitarem uns números sobre a sua «imbatível» forma física e mais uns comentadores aqui e ali a dizerem também que ele é o máximo. E está o mito construído... apenas para alguns, claro. Porque basta ter um pouco de memória para nos lembrarmos que não é a primeira vez que Pedro Henriques faz números destes.
E que belo serviço que ele fez em Belém.
Friday, March 31, 2006
Divirtam-se
A capa de hoje, 31 de Março de 2006, do lampião jornal Record é digna de ser analisada com calma: é riso por conta.
Começa por nos dizer que "Luisão está cada vez maior". Até aqui nada de mais: o gigantismo é uma doença já há muito tempo conhecida. Qual é a novidade?
Depois ficamos a saber que ele é totalista da Liga dos Campeões. Pudera, com a qualidade dos centrais que lá há só mesmo um castigo ou uma lesão é que o tiram da equipa. Nada de novo, portanto.
Também ficamos a saber que não vai ser negociado antes do Mundial. E a pergunta que surge é: alguém estará interessado em negociá-lo em Março?
Depois vem o valor: no galinheiro é costume fazer-se saltar para alguns jornais essa história da "base de licitaçâo". Acontece que um jogador é suposto ser negociado por duas partes e a outra também pode dizer alguma coisa sobre as negociações. Foi isso que o Liverpool fez a respeito de Simão. Também aqui o galinheiro queria fazer crer que havia um altíssimo patamar mínimo, provavelmente para que os seis milhões acreditassem que a direcção estava muito zelosa dos interesses do clube. Bastou um director do Liverpool, uns meses depois, abrir a boca e a teoria da «jóia da coroa» que não se vende foi logo pelo cano: embora tenha passado ao lado de muitos meios de comunicação, o director do Liverpool disse que nunca existiu esse patamar mínimo dos 15 milhões de euros e que o negócio só não se concluiu porque os directores do galinheiro todos os dias arranjavam mais um obstáculo à transacção porque não o queriam vender «com medo dos sócios».
E há mais. O Record informa-nos que «Léo é jogador do mês». O que quer que esta distinção seja, acho que é justa: fazer uma assistência para golo, depois de fintar um adversário lesionado caído no chão, não está ao alcance de qualquer um. É justo o prémio.
E por fim o mais interessante: Moretto - parece que é futebolista profissional - está a treinar com os pés. Uma hora, mais precisamente. Nesta matéria tenho dúvidas: não sei se uma hora é suficiente. Talvez uma hora e meia... o que é que acharão os sábios da bola?
A capa de hoje, 31 de Março de 2006, do lampião jornal Record é digna de ser analisada com calma: é riso por conta.
Começa por nos dizer que "Luisão está cada vez maior". Até aqui nada de mais: o gigantismo é uma doença já há muito tempo conhecida. Qual é a novidade?
Depois ficamos a saber que ele é totalista da Liga dos Campeões. Pudera, com a qualidade dos centrais que lá há só mesmo um castigo ou uma lesão é que o tiram da equipa. Nada de novo, portanto.
Também ficamos a saber que não vai ser negociado antes do Mundial. E a pergunta que surge é: alguém estará interessado em negociá-lo em Março?
Depois vem o valor: no galinheiro é costume fazer-se saltar para alguns jornais essa história da "base de licitaçâo". Acontece que um jogador é suposto ser negociado por duas partes e a outra também pode dizer alguma coisa sobre as negociações. Foi isso que o Liverpool fez a respeito de Simão. Também aqui o galinheiro queria fazer crer que havia um altíssimo patamar mínimo, provavelmente para que os seis milhões acreditassem que a direcção estava muito zelosa dos interesses do clube. Bastou um director do Liverpool, uns meses depois, abrir a boca e a teoria da «jóia da coroa» que não se vende foi logo pelo cano: embora tenha passado ao lado de muitos meios de comunicação, o director do Liverpool disse que nunca existiu esse patamar mínimo dos 15 milhões de euros e que o negócio só não se concluiu porque os directores do galinheiro todos os dias arranjavam mais um obstáculo à transacção porque não o queriam vender «com medo dos sócios».
E há mais. O Record informa-nos que «Léo é jogador do mês». O que quer que esta distinção seja, acho que é justa: fazer uma assistência para golo, depois de fintar um adversário lesionado caído no chão, não está ao alcance de qualquer um. É justo o prémio.
E por fim o mais interessante: Moretto - parece que é futebolista profissional - está a treinar com os pés. Uma hora, mais precisamente. Nesta matéria tenho dúvidas: não sei se uma hora é suficiente. Talvez uma hora e meia... o que é que acharão os sábios da bola?
Thursday, March 30, 2006
Wednesday, March 29, 2006
Histeria
Por força das circunstâncias tive que ver o jogo do Barcelona sem poder desligar o som: um suplício. Gabriel Alves, uma figura com lugar de proa no anedotário nacional, estava numa de mostrar cartões. Se o auricular que o árbitro usou tivesse os comentários do Gabriel, o jogo não tinha acabado porque o Barcelona chegava ao fim sem o número mínimo de jogadores; o Gabriel punha tudo no olho da rua e mainada. Tudo isto bem apimentado por insinuações despropositadas. Não havia falta nenhuma que o árbitro apitasse em que o Gabriel não viesse com a teoria do «se fosse ao contrário não se ele tomaria a mesma decisão». Aqui há uns anos em Inglaterra, uns comentários deste tipo, valeram a um ex-jogador que esteve um jogo inteiro a comentar para a TV com essa teoria do «se fosse ao contrário não sei se seria assim» um processo em tribunal: a associação dos árbitros lá do sítio decidiu que o ex-jogador, agora comentador, devia provar os motivos de tais insinuações. Parece que tudo se resolveu com um pedido de desculpas. É claro que toda a gente tem direito à opinião. Porém o Gabriel que não se esqueça que também tem deveres, como, por exemplo, o de seguir a deontologia do jornalismo - que eu saiba ele está ali como jornalista - deontologia essa que não permite que jornalistas façam insinuações sem provas. Ou será que, com a emoção, o Gabriel se esqueceu que não estava em casa a ver o jogo com a família para poder dizer o que lhe vem à cabeça? Que o comentador da TVI passe o tempo todo a ver gajos a «recepcionar» bolas é um problema dele e de quem não lhe ensinou a conjugar o verbo receber. Quando muito, os accionistas da Media Capital e da Prisa que digam alguma coisa. Já o Gabriel da «postura táctica» trabalha para um canal público - ainda um dia destes vou tentar perceber o que isto quer dizer - financiado pelo dinheirinho dos nossos impostos. E, que eu saiba, não são só os lampiões que pagam impostos.
O ponto máximo do disparate foi atingido pelo alegado penálti cometido por Motta. Unanimidade total- chinfrineira genaralizada. Claro que o árbitro foi logo ali arrasado com a 27ª versão da teoria do «se fosse ao contrário não era assim». E o que é que de facto se passou? A bola bate no braço de Motta, este ainda o tenta chegar para trás mas não tem tempo. O árbitro manda seguir. Bem decidido. Porque as regras do International Board são claras a este respeito: «A direct free kick is awarded to the opposing team if the player handles the ball deliberately». Motta não corta a bola deliberadamente, por isso só é penálti na cabeça da lampionagem.
Mas ainda tivemos alguma sorte, o Barcelona não sofreu golos o que deu para nos livrarmos dos guinchos histéricos que o outro comentador de serviço costuma dar sempre que o seu clube marca golo. Ontem chegou a guinchar com alguns cruzamentos e remates à baliza mas não teve oportunidade de o fazer no pleno. A bem dos nossos ouvidos.
Por força das circunstâncias tive que ver o jogo do Barcelona sem poder desligar o som: um suplício. Gabriel Alves, uma figura com lugar de proa no anedotário nacional, estava numa de mostrar cartões. Se o auricular que o árbitro usou tivesse os comentários do Gabriel, o jogo não tinha acabado porque o Barcelona chegava ao fim sem o número mínimo de jogadores; o Gabriel punha tudo no olho da rua e mainada. Tudo isto bem apimentado por insinuações despropositadas. Não havia falta nenhuma que o árbitro apitasse em que o Gabriel não viesse com a teoria do «se fosse ao contrário não se ele tomaria a mesma decisão». Aqui há uns anos em Inglaterra, uns comentários deste tipo, valeram a um ex-jogador que esteve um jogo inteiro a comentar para a TV com essa teoria do «se fosse ao contrário não sei se seria assim» um processo em tribunal: a associação dos árbitros lá do sítio decidiu que o ex-jogador, agora comentador, devia provar os motivos de tais insinuações. Parece que tudo se resolveu com um pedido de desculpas. É claro que toda a gente tem direito à opinião. Porém o Gabriel que não se esqueça que também tem deveres, como, por exemplo, o de seguir a deontologia do jornalismo - que eu saiba ele está ali como jornalista - deontologia essa que não permite que jornalistas façam insinuações sem provas. Ou será que, com a emoção, o Gabriel se esqueceu que não estava em casa a ver o jogo com a família para poder dizer o que lhe vem à cabeça? Que o comentador da TVI passe o tempo todo a ver gajos a «recepcionar» bolas é um problema dele e de quem não lhe ensinou a conjugar o verbo receber. Quando muito, os accionistas da Media Capital e da Prisa que digam alguma coisa. Já o Gabriel da «postura táctica» trabalha para um canal público - ainda um dia destes vou tentar perceber o que isto quer dizer - financiado pelo dinheirinho dos nossos impostos. E, que eu saiba, não são só os lampiões que pagam impostos.
O ponto máximo do disparate foi atingido pelo alegado penálti cometido por Motta. Unanimidade total- chinfrineira genaralizada. Claro que o árbitro foi logo ali arrasado com a 27ª versão da teoria do «se fosse ao contrário não era assim». E o que é que de facto se passou? A bola bate no braço de Motta, este ainda o tenta chegar para trás mas não tem tempo. O árbitro manda seguir. Bem decidido. Porque as regras do International Board são claras a este respeito: «A direct free kick is awarded to the opposing team if the player handles the ball deliberately». Motta não corta a bola deliberadamente, por isso só é penálti na cabeça da lampionagem.
Mas ainda tivemos alguma sorte, o Barcelona não sofreu golos o que deu para nos livrarmos dos guinchos histéricos que o outro comentador de serviço costuma dar sempre que o seu clube marca golo. Ontem chegou a guinchar com alguns cruzamentos e remates à baliza mas não teve oportunidade de o fazer no pleno. A bem dos nossos ouvidos.
Tuesday, March 28, 2006
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