Monday, April 24, 2006

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL - Eleições

Aguardei alguns dias até que os anunciados candidatos formalizassem as suas candidaturas. Deste modo pretendo referir-me aqui às ideias e objectivos anunciados pelos candidatos em vez de comentar intenções dispersamente atiradas para os meios de comunicação. Tomo como fonte as informações referidas pelas respectivas candidaturas.

Guilherme Lemos

Não conheço muito bem este candidato; sei que já foi dirigente do Estrela da Amadora e pouco mais. Nem sequer tinha ideia dele como pessoa tão interessada pelos destinos do SPORTING. E nisso não há mal nenhum. O que para mim é problema é aquilo que G. Lemos vem dizendo. O prospecto distribuído pela sua candidatura não é esclarecedor acerca do que ali está em causa. Começa logo por incorrer no erro de não ser minimamente claro: confunde diagnósticos com soluções e fala em projectos (conceito que não é o meu preferido) em vez de objectivos (o que eu gostava mais que os candidatos utilizassem). No que respeita a medidas concretas que G. Lemos pretende concretizar é o vazio total: são referidas intenções difusas sem nenhuma sustentação em termos práticos. Capazes de serem ditas por qualquer sócio mas que, por serem de tal modo vagas não significam nada de concreto. “Devolver o SPORTING aos sócios”; “Um SPORTING universal que seja o orgulho de todos os sportinguistas” e “Fortalecer a mística do SPORTING” são frases de tal modo vagas que não indicam nada acerca do que seria a gestão do clube. E muito menos justificam uma candidatura à presidência do clube. Se não fosse assim qualquer sócio se candidatava porque qualquer sócio pretende “fortalecer a mística do SPORTING”, por exemplo. No que respeita ao item intitulado “Actividade Económica”, esta candidatura é de uma pobreza colossal. Aponta duas medidas para a solução deste problema: “Recuperação e fidelização dos sócios” e “Campanha de angariação de novos sócios junto da nossa juventude”. Custa-me a acreditar que G. Lemos seja tão ingénuo ao ponto de crer que a “actividade económica” do SPORTING tem o seu core business na admissão de sócios. Como candidato, G. Lemos devia saber que as quotizações não são financeiramente suficientes para a sustentabilidade de um clube como o SPORTING. Os problemas económicos e de tesouraria do SPORTING têm que ser resolvidos de outro modo. Se G. Lemos não percebeu isto então é porque não percebeu nada do que é a gestão de um clube com a dimensão do SPORTING. Eu também desejo que o SPORTING tenha mais sócios e fidelize aqueles que já possui; mas não estou à espera que 80 mil pagantes (o que seria um óptimo nº) seja panaceia para os nossos males. O incremento de sócios é positivo. Mas é para os ter no estádio, a comprar artigos do clube, a apoiar as várias equipas do clube, a participar nos órgãos de discussão do clube e a viverem o clube. Isto contribuirá para a questão económica, mas não é por si só a solução. Apontar estas medidas revela, para mim, que este candidato não tem mais ideia nenhuma acerca da sustentabilidade financeira do clube, o que é muito mau para um candidato a presidente. Nem sequer vou comentar tópicos soltos que aparecem no prospecto como “Símbolos do clube”; “Velhas glórias” e “Provedor do sócio”. Não passam de frases vagas a apelar a um certo sentimentalismo dos sócios mas que não querem dizer nada. Mas não me dispenso de comentar este: “Formar homens”. G. Lemos deve julgar que o SPORTING é a tropa e a Academia deve ser um misto de recruta com internato juvenil. Completamente errado. Dos jovens atletas fazem-se grandes atletas quando a estrutura que os forma é organizada e tem objectivos claros, não só a nível desportivo, coisa que eu não acredito que G. Lemos seja capaz de implementar. Quanto às pessoas que G. Lemos indica não tenho nada a dizer porque não as conheço (o que é capaz de não ser bom sinal). E não tenho muito mais a referir: isto é para mim uma candidatura para marcar posição, sobretudo nos meios de comunicação e não para vir a dirigir o clube. Espero que tenha uma votação baixíssima apenas para demonstrar que os sócios do SPORTING sabem o que querem. Se há 50 anos isto bastava para se ser candidato, hoje não. E ainda bem.

Abrantes Mendes

Para perceber o que esta candidatura tem para dizer socorri-me do site oficial. Dispenso-me de comentar outra vez a salgalhada que aquilo é: nem é bom lembrar. A candidatura de A. Mendes – sem querer, ou talvez não – incorre no mesmo erro de misturar diagnóstico com objectivos a concretizar. O que eu acho que acontece porque se pretende lançar confusão na cabeça dos sócios. Vejamos: que sentido é que faz colocar a frase “Connosco não haverá delegações em gente que só se tem aproveitado do Clube!” na lista de objectivos? Um objectivo não é aquilo que se pretende realizar? Que raio de objectivo é este? Vamos à questão financeira: começa logo com uma contradição. A. Mendes diz que “Com tudo o que foi referido, o Sporting está hoje nas mãos de instituições bancárias e de algumas pessoas que nada têm de sportinguistas mas que se têm servido da “marca“ Sporting para movimentar valores que o Clube não tem mas que vai ter de pagar!” e depois vem dizer que “Iremos falar com a Banca para conhecer quais são os compromissos assumidos pelo Clube, porque queremos encontrar as melhores soluções para os respeitar”. Em que é que ficamos? Vão retirar o clube das “mãos da banca” e depois de onde vem o dinheiro? A. Mendes devia saber que este tipo de declarações, embora no imediato satisfaçam os ouvidos de alguns sócios, são perigosas porque começam logo por colocar o clube numa posição de inferioridade com a banca com a qual tem que negociar. Diz que “retira o clube das mãos da banca” e anuncia como trunfo eleitoral a possibilidade de contratualizar mais um empréstimo bancário de 20 milhões de euros… Acho bom que se decida: ou sim ou sopas – ou será que acha uma coisa de manhã e outra à tarde? A não ser que A. Mendes rompa todos os acordos financeiros com os bancos e apareça com o dinheiro necessário. Se conseguir fazer isso, que patenteie imediatamente a fórmula porque há milhões por esse mundo fora que não se importavam nada de deixar de estar nas mãos dos bancos, continuando a ter casa, carro, dinheiro para sustentar a família e, se possível um extra para as férias. Isto para mim não passa de uma frase fácil para cativar sócios: toda a gente sabe que um adepto se pauta sempre pela ideia de independência e auto-suficiência e, como tal soa bem ouvir isto. O problema é saber com que dinheiro é que se paga aos jogadores e demais funcionários do clube ao fim do mês. A. Mendes diz que estes empréstimos se devem ao total fracasso das anteriores direcções. Está enganado. É certo que houve anteriores direcções muito más (falarei disso mais à frente), mas o principal motivo do nosso endividamento foi a construção do estádio e da academia de Alcochete. E que eu tivesse dado conta nenhum dos actuais elementos desta candidatura apareceu na altura a dizer para não se fazerem essas obras porque elas implicavam a constituição de avultadas dívidas à banca. A grande maioria dos sportinguistas achou muito bem que se tivessem feito estes investimentos em infra-estruturas. Ainda acerca da questão financeira, veja-se como uma proposta - má, digo eu – redundou numa desautorização pública do candidato: como alternativa à venda de algum património não desportivo que, parece, tanto orgulho causa em alguns sócios, A. Mendes propõe que o clube contraia um empréstimo à banca no valor de 20 milhões de euros. Pondo de parte a contradição que é uma direcção que quer “tirar o clube das mãos das instituições bancárias” ir contrair mais um empréstimo, ou seja, mais uma despesa ao fim do mês, porque é isso que qualquer empréstimo significa, A. Mendes pediu uma reunião com um banco e veio logo para os meios de comunicação dizer que já tinha garantido o tal empréstimo. A desautorização deu-se quando um administrador, Alípio Dias, veio dizer que não se tratou de nada disso e que, como representante do banco, apenas disse aquilo que diz a outros parceiros deste tipo de empréstimos: que um acordo, financeiro tal como qualquer outro, pode sempre ser alterado desde que haja acordo das partes. A. Mendes pensou que os sócios do SPORTING iam ficar impressionados ao vê-lo sair a porta do banco e dizer: “está tratado”. Os sócios do SPORTING sabem que não é assim. Porque os sócios do SPORTING têm contas, vão aos bancos, pagam a prestação da casa, etc. Resumindo: A. Mendes diz que não vende património e que não quer estar dependente dos bancos. Só não diz é onde é que pretende ir buscar o dinheiro. Mas há mais. A. Mendes avança com a seguinte medida: “Fazer crescer as receitas em 70%”. Isto sem nenhuma sustentação. Disse 70% mas podia ter dito 150%. Como não diz a maneira de isso se fazer, qualquer número serve. Frases destas qualquer um é capaz de escrever 50. A questão não é o QUE SE QUER FAZER. Porque aí queremos todos o mesmo: um grande clube, em todos os aspectos. A questão é COMO SE VAI FAZER. Umas eleições servem para se dizer como é que se pretende cumprir um programa. Para que os sócios possam optar. Fico com a sensação que os sócios do SPORTING, assim, não estão perante uma alternativa. Estão apenas perante um vago projecto de intenções não especificadas, pontuado por muitos ressabiamentos e quezílias pessoais. Vamos ao futebol. Acaba por ser menos demorado porque, curiosamente, sobre este aspecto, A. Mendes vai dizendo muito pouco. Para este candidato: ”O FUTEBOL merecerá um empenhamento cuidado e responsável, com Sportinguistas especializados no seu comando, liderados pelo Presidente, Dr. Juiz Abrantes Mendes, de modo a sermos nós a gerir o nosso destino e não a entregá-lo a quem está ao serviço de interesses que lesam o Sporting!” Ou seja, parece que tudo se resume a um empenhamento "cuidado" e "responsável". Se esta é a única coisa que é capaz de dizer acerca do futebol, estamos mesmo muito mal! A. Mendes já disse que planeia ser ele e um director desportivo (José Couceiro) a gerir o futebol. José Couceiro??? Aquele que já lá esteve e que tanto disparate fez? A. Mendes diz que vai cortar com a “gestão danosa” do passado… indo buscar um dos protagonistas dessa mesma gestão péssima a todos os níveis. Ou já se esqueceu do papel que J. Couceiro desempenhou no SPORTING? Teríamos o Carlão do chupa-chupa de volta? Quanto aos nomes que foram avançados, nesta candidatura há pessoas por quem tenho estima como Isabel Trigo de Mira, Manuel Fernandese Jordão por exemplo. Ainda assim o que vejo lá é uma data de espontâneos que dão o nome e a cara, nalguns casos, apenas para aparecerem a dizer que são candidatos a “qualquer coisa” no SPORTING. Acredito que haja pessoas bem intencionadas nesta candidatura. Mas há lá outros… daqueles que nós até pagávamos para não os vermos lá. A título de exemplo, o Oceano. Trata-se de um daqueles ex-jogadores nos quais eu não vislumbro muita mística sportinguista, o que quer que isso seja. Que valor acrescentado é que ele pode trazer para o SPORTING? Quer-se embrulhar a criatura com a capa da mística e do sportinguismo. Mas ninguém sabe que cargo é que ele é capaz de desempenhar com competência e conhecimento de causa. Mais um “director desportivo”? Pelo amor da santa (e eu que nem sou crente, vejam lá…). Até podia vir aqui avivar a memória de A. Mendes com alguns factos históricos como a sua passagem pelo SPORTING em finais da década de 80. Mas não quero recordar um dos momentos mais tristes da história do nosso clube (Jorge Gonçalves, lembram-se?). Espero apenas que A. Mendes, que tanto gosta de referir as administrações passadas, se lembre que ele também já lá esteve, e não deixou grande saudade. Esta candidatura preocupa-me. Personifica o populismo básico para cativar alguns descontentes. Como se o descontentamento – de certa forma legítimo, diga-se – se resolvesse com estes chavões populistas. Uma candidatura que não responde a nada do que é essencial para a resolução dos problemas do clube, é o que eu acho.

Soares Franco

Devo começar por dizer que não gostei deste avança-recua-talvez avance de Soares Franco. Mas também acho que não é o fim do mundo mudar de opinião. Já todos mudámos de opinião acerca de muitas coisas e ainda bem que assim é. Sempre fui um defensor da realização de eleições no clube. A administração de Dias da Cunha estava remendada e incapaz de dar conta das tarefas que lhe cabiam como, infelizmente, tivemos oportunidade de verificar. Soares Franco não seria, à partida, a pessoa que eu indicaria para a candidatura ao cargo. Mas foi ele que se candidatou e constituiu uma lista com a qual somos confrontados. Por isso, é essa que temos que analisar. Aquilo que S. Franco apresenta como “Pilares do Projecto” são basicamente ideias que apostam na continuidade, mas com algumas inevitáveis mudanças. No plano económico / financeiro as coisas não diferem muito. O clube está endividado. Esse foi o preço a pagar pelas mudanças de infra-estruturas em que se envolveu. Eu acho essas mudanças importantes (estádio e academia) e, como tal, aceito que esse preço tenha que ser pago: temos que recorrer a parcerias financeiras com a banca porque o clube não tem capacidade de as suportar por si. Mas gostava que a gestão que S. Franco propõe fosse mais rigorosa do que aquela que tivemos até agora. Entendo que não há, nem nunca devia ter havido, lugar à criação de tanta empresa no grupo SPORTING, com tanto administrador e demais funcionários. Esse erro não pode voltar a ser cometido. Tal como não se pode voltar a cometer o erro de, para a área do futebol, por exemplo, se fazer tanta escolha mal feita: Fernando Santos, José Peseiro; Paulo de Andrade, Rui Meireles e mais alguns, foram péssimas escolhas que, cada um à sua maneira e com a sua contribuição específica, se traduziram em maus resultados desportivos e consequentemente económicos. Não se pode falhar duas vezes seguidas na contratação de treinador; não há estrutura que aguente. E não se pode contratar um administrador profissional para o futebol que, passados uns meses, se percebe que não está preparado para desempenhar esse cargo. Espero que S. Franco pense bem no que se passou porque há falhas que não se podem voltar a repetir. Das ideias que S. Franco apresenta para a questão económica / financeira concordo com a alienação de algum património não-desportivo, como já tive oportunidade de referir noutras ocasiões. Também acho que se deve tentar expandir o nº de sócios e a dinamização da área do marketing e apoio de sponsors, mas não tenho a veleidade de achar, como G. Lemos e A. Mendes que isso basta para resolver os problemas financeiros do clube. O equilíbrio financeiro do clube só se faz com uma equipa competitiva que ganhe algumas das provas em que participa: esse é o melhor marketing que pode haver. Nenhuma campanha de sócios angaria tantos como o facto de o clube vencer um campeonato. Nenhuma campanha de marketing faz vender tantas camisolas como o facto de termos um goleador como Jardel. O marketing no futebol não funciona do mesmo modo que em outras áreas. E há pretensos gestores e candidatos a gestores que ainda não entenderam isso. Isso é que é a mística. E a mística não se preserva por decreto assinado num folheto de campanha eleitoral. A mística constrói-se com vitórias. No que diz respeito ao papel dos sócios, acho que S. Franco deve apostar em fazer mais do que até aqui foi feito. Aos sócios deve ser dada importância no modo como eles participam na vida do clube. A este respeito temos que arrepiar caminho porque o que foi feito nos últimos anos foi muito mau. Quanto ao ecletismo, entendo que o clube o deve manter por ser vital para a solidificação da ideia do SPORTING como o melhor clube português e um dos melhores do mundo. Acho que isso deve passar pela dinamização de parcerias com o mundo empresarial. Assim sendo acho que devemos ser cautelosos na introdução de mais modalidades. Mais vale preservar aquelas que já temos (andebol e atletismo, por exemplo) do que estar a introduzir modalidades que daqui por três anos fecham sem ganhar nada e com ordenados em atraso. Também quero que o SPORTING volte a ter outras modalidades. Prefiro que esses passos sejam dados com cautelas de modo a que não se falhe. No que diz respeito às pessoas, devo dizer que a lista de S. Franco é a que engloba aqueles que eu acho os mais capazes para a tarefa que se avizinha. Destaco apenas Miguel Ribeiro Telles e José Eduardo Bettencourt porque são dirigentes em quem deposito esperança na espinhosa missão que é gerir o maior clube português: o nosso SPORTING.
Vou votar em S. Franco. E voto porque entendo que esta é, de todas, a lista que apresenta as melhores ideias, que as sustenta melhor e que indica as pessoas mais capazes de as concretizar. Faço isto em nome do SPORTING. Prolifera por aí uma onda que consiste em fazer crer que quem apoia S. Franco tem um qualquer interesse escondido, ao passo que os apoiantes das outras listas é que são os “sérios” e “abnegados”. Não acredito neste tipo de visões maniqueístas. Sou sócio e accionista da SAD e é o SPORTING que eu defendo e defenderei.

VIVA O SPORTING! SEMPRE!

Friday, April 21, 2006

Programa das Festas

No Domingo vou ao estádio para apoiar o nosso clube no importante jogo contra a Naval. Na 2ª feira coloco aqui uma análise às propostas dos vários candidatos às eleições do SPORTING e revelo aquele no qual vou votar.
Agradecimento público pelo elogio

O único homem que já sabe que o processo Apito Dourado não é nada, deve ter perdido o juízo e resolveu elogiar o SPORTING no seu sermão semanal. A pérola merece transcrição:

"(...) tendo desde há vários anos deixado de frequentar Alvalade — que considero o pior ambiente para poder viver um jogo de futebol, com um público doente de facciosismo como em lado algum - era pacífica a decisão de ver o jogo através da televisão."

Obrigado MST. Não é todos os dias que podemos ler coisas tão bonitas sobre o nosso clube.

Thursday, April 20, 2006

De fugir

Sobre as ideias de Abrantes Mendes, e dos outros candidatos, direi qualquer coisa na próxima semana.
Mas não posso deixar de alertar para o site (que parece que é oficial) do candidato. Um atentado aos nossos olhos. Só falta um GIF animado com o candidato a rir-se. Uma coisa é certa: se o tal «projecto» para o SPORTING que Abrantes Mendes tem, estiver ao nível do web design do site... estamos conversados.

P.S.: Se se provar que o tal site foi feito por alguém a querer gozar com Abrantes Mendes, eu até apago este post.
«Os superiores interesses do SPORTING»

Dias da Cunha gostava de, por tudo e por nada, justificar as suas decisões e as suas teimosias com o argumento dos «superiores interesses do SPORTING».
Para os que acreditavam nele não deve deixar de causar estranheza esta sua última atitude de proximidade com o clube do galinheiro. Dias da Cunha, que já não é dirigente do SPORTING, e está «afastado do dirigismo desportivo», segundo o que ele disse, resolveu recuperar um patético acordo com o clube galináceo. E faz isto apenas para «provocar» Soares Franco e todos aqueles que acharam que Dias da Cunha devia sair da direcção do SPORTING. Numa altura em que se fala de uma possível união SPORTING - Porto para uma candidatura à Liga - boa ou má, não é o que está em causa - Dias da Cunha resolve fazer uma pausa no seu fastamento do dirigismo do futebol para se ir aliar a um dos indivíduos que mais poder de manipulação tem sobre os orgãos do futebol em geral e a arbitragem em particular. Dias da Cunha faz isto apenas por uma motivação pessoal apontada contra Soares Franco.
Assim se vê o lugar em que este cavalheiro coloca os «superiores interesses do SPORTING», que tanto gosta de apregoar.
E assim se vê a quem o clube esteve entregue durante uns tempos.

Monday, April 17, 2006

Estrela da Amadora - SPORTING

Jogo mau. Resultado justo. Espero que não haja quem pense que a época já acabou. A diferença entre o 2º e o 3º classificados é enorme devido ao acesso directo à Liga dos Campeões.
E é por isso que temos que lutar até ao fim. Será que perceberam?

Thursday, April 13, 2006

Lutar

Queremos ganhar ao Estrela da Amadora. Temos que fazer tudo por isso.

Wednesday, April 12, 2006

Achas para a fogueira

Se não se desse o caso de eu não gramar blogs com música - gosto de ser eu a escolher o que quero e quando quero ouvir.
E se não achasse uma foleirada insuportável essa cantiguinha do Freddy e da Montserrat, a esta hora já este blog estava a suscitar ainda mais «indignação» com os dois artistas a cantarolar.
Assim, poupam-se as consciências de uns quantos patrioteiros. Devem dormir mais descansados.

Tuesday, April 11, 2006

Altiparóbaile que eu também tenho opinião sobre o Chelsea

Este post é sobre rolhas.
Nos últimos tempos despertou um novo movimento na classe comentarística portuguesa: o estabelecimento do fim de Mourinho e do Chelsea do russo, tal como até agora eram conhecidos. Vai daí e a nata de opinantes que por cá anda tratou logo de «escalpelizar», como eles dizem, o anunciado drama. Claro que não perceberam que o Mourinho ainda vai ganhar, no Chelsea e não só, muito mais do que as suas cabecinhas conseguem imaginar, mas já lá vamos. Olhem bem para a galeria: Judite de Sousa; aquele bloquista que canta nos Blind Zero, cujo nome não sei nem me interessa; Jorge Gabriel; António Pedro Vasconcelos; Luís Campos; Gabriel Alves; Eurico Gomes e Leonor Pinhão são do melhor que se pode arranjar para falar de futebol, estamos todos de acordo. Recentemente, de uma maneira ou de outra, lá apareceram a falar de Mourinho e da sua vidinha. Enfim, opiniões de alto calibre. Sendo assim, sinto-me no dever de fazer contraponto com eles e postar aqui qualquer coisa que seja representativa do grupo dos que não entendem nada de bola e ao qual eu convictamente pertenço. Isto é tipo aquela cena do contraditório: os inteligentes opinam e nós, os burros, também temos que falar. Alguns chamam a isto «regras democráticas».
Vamos lá então. Uns têm falado do Mourinho porque ele perdeu com um golo marcado por um jogador – o Boa Morte - que já jogou no SPORTING. Até aí nada de mais; somos bons em todo o lado. Outros andam a falar na eliminatória perdida contra o Barcelona. Há até alguns que acreditam que o Manchester ainda pode apanhar o Chelsea. Muitos têm opinado por causa de um livro que uns tipos quaisquer escreveram sobre os segredos de balneário das equipas treinadas pelo Mourinho. Deixem-me introduzir aqui uma experiência pessoal importante. Quando eu jogava futebol – mal, claro – o segredo de balneário que intrigava toda a equipa era saber quem era o gajo que se estava sempre a peidar. Revelação do segredo: viemos mais tarde a saber que o autor das bombas silenciosas era o tipo que era sempre o primeiro a dizer: «quem foi o cabrão?». E para descobrirmos isso nem precisámos de escrever um livro. Mas pronto, o Mourinho é um gajo importante, tem que ter muitos livros sobre ele. No futebol, daqui para a frente, a importância das figuras vai ser medida pelo número de livros sobre si que já foram publicados. Vi outro dia um dos chefes dos Super Dragões dizer que «tinha sido muito boa a festa de lançamento do seu livro». Faço ideia: em Aveiras de Cima vamos às bebidas; na Mealhada o que é bom é orientar sandes de paio com alface, e por aí fora. Não brinquemos: a vida de um dirigente de claque deve ser interessantíssima e não deveria ficar pelo livro, devia dar filme. Mas retomemos o nosso nobre assunto: as rolhas. É claro que não é só em Inglaterra que há uma data de gajos a apanharem pedras do chão para acertarem no Mourinho quando ele estiver caído. Tal como aquele bandalho do Leiria fez ao João Moutinho: mandou-o ao chão para depois o poder pontapear, enfim, para se ser homem não basta usar calças. E o Mourinho sabe bem que há uma data de gajos a aguardar esse momento: basta que ele não ganhe um jogo e vem logo aquela conversa do «ah e tal, o Mourinho se calhar não é tão bom como dizem por aí».
Claro que o Mourinho não sabe tudo, ao contrário do que apregoavam os que agora começam a saltar da toca para o atacarem. O Mourinho até do Fernando Santos levou uma vez um baile de bola em Alvalade, o que lhe deu para desatar a rasgar uma camisola. Do mesmo modo que este ano já levou um baile de bola do Barcelona e tratou logo de reafirmar a sua costela de treinador tuga, invocando um árbitro como o culpado da sua derrota, derrota esta que se deveu apenas ao facto de o Barcelona ter melhores jogadores e ter jogado muito melhor.
E estamos então a chegar ao que interessa: a manichização do Chelsea. A ilustre paleta de comentadores que eu honradamente citei no início do meu post prefere falar de arrogância; fatos Armani; disciplina e declarações polémicas sempre que se refere a Mourinho. Mas eu, em total veneração pela sapiência infinita de tal paleta, gostava mesmo era de os ouvir falar, por exemplo, sobre as contratações do Chelsea, o tal clube que eles estão sempre a dizer que tem dinheiro para comprar todos e mais algum. É que nós, os burros da bola, achamos que a eliminação frente ao Barcelona não se deveu à expulsão do Del Horno mas sim ao facto de o Barcelona jogar muito melhor. E sobre este assunto concreto eu tenho a dizer que ofereço quinhentos paus, moeda antiga, a quem me explicar o que é que o Maniche está a fazer no Chelsea, em matéria de futebol, claro. É que ver aquele jogador a alinhar pelo Chelsea não cola: há ali qualquer coisa que não bate certo. Imaginem a seguinte situação: um baixote de penteado parolo, vestindo uma camisa Sacoor com as cores todas do arco-íris e um rato Mickey nas costas, com duas tatuagens em árabe que dizem «Amélia Gomes – I Love you Forever» e «O Tó Foi-me à Bilha» a sair de um Bentley... O que é que qualquer gajo diz logo: há qualquer coisa que não está ali a bater certo; alguém trocou o guião. Pois o Chelsea é isso mesmo: cada vez mais uma equipa incongruente que se vai aguentando à custa de quatro ou cinco jogadores extraordinários e de um treinador com bastantes conhecimentos de futebol. Mas também com muita malta sem o mínimo de classe para jogar numa equipa de topo inglesa. O que eu não sei é se esta estratégia ainda está para durar muito. Julgo que no fim desta época o Chelsea vai ter um autocarro de nove lugares para dispensar e mais uns milhões para gastar.
Mas o Mourinho já disse que o futebol não interessa nada quando comparado com a gripe das aves: o importante é ter aparecido um pássaro morto na Escócia, diz ele. A mim, os pássaros que aparecem mortos na Escócia não me interessam para nada. Mas partilho uma preocupação com Mourinho: as rolhas. Isso mesmo: R-O-L-H-A-S. Mourinho faz uma campanha, de borla, em defesa da rolha de cortiça. Eu estou com ele. Preocupa-me que 16% do mercado já seja de rolhas sintéticas, número com tendência para crescer. Eu também sou pela rolha natural, cortiça alentejana, de preferência. É que as rolhas de plástico dão cabo do vinho. Sobretudo se a garrafa ficar deitada com o vinho em contacto com o plástico. Isso afecta muito a qualidade do produto. Rigoroso como eu sou – nenhum dos que me lê duvida desta evidência – até a água do luso devia vir engarrafada com rolhas de cortiça, mesmo vindo em garrafas de plástico: o que conta é sempre o que tapa. Também não me venham falar daquelas rolhas feitas de restos de cortiça comprimidos, a chamada rolha técnica. Isso não é a mesma coisa. Rolha que é rolha tem que ser feita em cortiça genuína, alentejana, sete aninhos na árvore antes de ser arrancada. E isso é o que a malta lá fora tem que meter na cabeça. Tarefa difícil que só o Mourinho será capaz de empreender. Quem dá a titularidade do Chelsea a um jogador como o Maniche é capaz de convencer o mundo inteiro a comprar rolhas de cortiça, não tenhamos dúvidas.
Se o Mourinho for para o Milão, no final desta época, tudo bem. Os italianos produzem vinho e têm que perceber que rolhas só as portuguesas. Se for para o Real Madrid, vale o mesmo: a cortiça portuguesa é melhor do que a espanhola e os espanhóis precisam de saber isso.
Pronto. Eu, se fosse adepto do Chelsea, não me preocupava com o facto de ver um tal de Ribeiro, nome artístico: Maniche, a vestir a camisola da minha equipa. Preocupava-me com o pássaro que apareceu morto na Escócia. Como sou português, partilho o interesse por outro dos assuntos que interessam ao Mourinho: as rolhas de cortiça.

Monday, April 10, 2006

Ainda não acabou

Para a luta pelo título, era a vitória o que mais nos interessava. E não a conseguimos obter. Ainda assim, o 2º lugar tem o valor de permitir o acesso directo à Liga dos Campeões; e é por esse 2º lugar que devemos lutar até ao fim, não esquecendo que o 1º ainda não está matematicamente entregue.
Se olharmos com calma e algum distanciamento para o que foi esta época do SPORTING, facilmente constatamos que o 2º lugar, a 4 jornadas do fim, não é mau. Julgo que não será necessário avivar a memória de ninguém referindo que este campeonato começou com a equipa treinada por José Peseiro e o clube dirigido por Dias da Cunha, com este a supervisionar a gestão directa do futebol. Quem diria, depois do legado de Peseiro, que a equipa ainda iria recuperar desta maneira? Tal feito deve-se sobretudo a Paulo Bento e aos jogadores. A Paulo Bento porque acreditou que o trabalho rigoroso e a ousadia são valores que vale a pena cultivar. E aos jogadores porque, depois de Peseiro, arranjaram ânimo para começar de novo quando já se ia a meio: começar de novo é difícil no início, quanto mais a meio.
Não gostei do resultado: é claro que fui para o estádio a pensar que poderia ganhar. Mas devo dizer que saí de lá orgulhoso. Isto não tem nada que ver com essa treta das vitórias morais, que eu detesto e dispenso. Saí orgulhoso porque vi uma equipa a fazer o que lhe era permitido. E saí orgulhoso porque senti que houve muito mais SPORTING na equipa que perdeu contra o Porto do que nas equipas que a época passada perderam contra os do galinheiro e contra o CSKA de Moscovo.
Não conseguimos: paciência. Vamos pensar em melhorar o que falhou para que possamos conseguir da próxima vez.
Não posso, ainda assim, deixar de referir alguns aspectos do jogo propriamente dito. Gostava de saber porque é que nos últimos tempos tantos árbitros se lesionam na véspera de jogos importantes, sobretudo quando se está na recta final para as respectivas classificações.
Ainda a respeito de arbitragens gostava de saber se apitar por tudo e por nada e mostrar cartões a toda a hora faz parte das indicações da UEFA, ou se é apenas uma maneira de o árbitro se proteger a si dando cabo do jogo de futebol pelo qual devia zelar.
Também gostava de perceber se os «sumaríssimos» ainda existem, ou se já passaram de moda.
Gostava de saber se o SPORTING deve algum dinheiro ou outra coisa ao Quaresma: a sua atitude do «lixo-me a mim e à minha equipa mas rebento com as pernas de alguém» deve ter alguma explicação por trás. Se não tem, então é porque o rapaz é mesmo fraquinho de cabeça, o que eu até acho a explicação mais plausível.
Finalizo com uma especial saudação a Paulo Bento e aos jogadores: merecem o nosso apoio.
No próximo jogo lá estaremos... como sempre.

Friday, April 07, 2006

Jornada importantíssima

A expectativa é grande porque o SPORTING - Porto deste sábado pode decidir o título. Percebo que reina muita esperança do nosso lado: acreditamos que podemos vencer mais um decisivo jogo. Olhando para trás, é bom constatar que tanta coisa mudou na nossa equipa. Mas nada está ganho e temos que lutar ao máximo pelo objectivo final. Sempre com o SPORTING.

Thursday, April 06, 2006

Isso, que é assunto para tanto forum e tanto debate, não me interessa para nada

O que me preocupa é o jogo de sábado.

Wednesday, April 05, 2006

Dias Ferreira

À partida, acho positivo o facto de em período eleitoral surgirem várias candidaturas com ideias diferentes: isso não só dá mais possibilidade de escolha, como também permite que se refiram assuntos que, de outro modo, passariam ao lado. E assim sendo entendo como negativo que qualquer candidatura anunciada desista antes de ir a votos.
No caso concreto de Dias Ferreira, começava a ser cada vez mais claro que este candidato não estava a ser capaz de reunir um número mínimo de apoiantes, a ponto de nem sequer poder montar a logística da sua candidatura. Foi, para mim, surpreendente a forte assobiadela que o seu nome provocou quando foi referido na assembleia geral realizada há umas semanas atrás: eu até julgava que Dias Ferreira colhia mais simpatia por parte dos sócios.
Quanto à disputa eleitoral propriamente dita, este episódio vem apenas confirmar uma ideia que todos nós, sócios do SPORTING, temos vindo a perceber de uma forma cada vez mais evidente: ao contrário do que alguns tentam fazer crer, as propostas alternativas ao actual modus operandi de gestão do nosso clube não são assim tantas. Repito: a actual linha de orientação não é a única possível, mas nenhum de nós tem visto alternativas a ela. Uns candidatos desistem, outros não desistem mas vão adiando a apresentação dos seus «projectos», facto que eu considero muito estranho: como é que é possível apresentar uma candidatura e, na mesma hora, dizer que as ideias dessa mesma candidatura «só daqui a uns dias»?
Assim sendo, acho que o que se está a passar é a criação de um cenário que propicie a fácil vitória do tal «projecto de continuidade», qualquer que seja o candidato a presidente.
Já tenho ideias claras acerca da minha opção nas eleições. Só ainda não anunciei aqui a minha decisão porque estou à espera que todas as candidaturas formalizem as suas intenções. Mas pelo que se vai vendo, não há nada de novo no horizonte. Aguardemos serenamente.

Tuesday, April 04, 2006

Medo

Somos mesmo muito bons: qualquer borra-botas julga que tem opinião sobre nós. E mais, o que um sportinguista tem que fazer, antes de convidar alguém para vir a sua casa, é saber a opinião de um pneumático qualquer.
Em matéria de coerência não há quem os ultrapasse.

Monday, April 03, 2006

10ª vitória

Mais uma potente exibição que nos valeu preciosos três pontos. No sábado lá estaremos todos no Alvalade XXI.
Vamos lá então falar de penáltis

Desde 4ª feira que os adeptos de um determinado clube não fazem mais nada se não queixarem-se a propósito de um penálti. Dizem eles que foram roubados e tentam fazer um drama nacional a propósito de uma corriqueira jogada sem consequências no essencial do jogo. À cabeça da campanha estão muitos jornalistas, daqueles que são pagos para fazerem um trabalho deontologicamente correcto.
E, nem de propósito, tivemos a oportunidade de ver o jogo de Belém para percebermos o que se passa em Portugal a respeito de grandes penalidades. Não é que haja nada de novo; já todos sabemos que para o clube do galinheiro há regras diferentes. A única coisa a destacar aqui é o facto de ter sido em dose tripla: 3 penáltis claros, a favor do Belenenses, que ficaram por assinalar. Traduzindo em pontos: o resultado sai completamente alterado pela prestação do árbitro. E para algumas televisões e jornais o facto nem sequer é digno de nota. Não sei se para esconder mais uma aldrabice de que o galinheiro beneficia, se para assentar mais um tijolo na patética teoria de que Pedro Henriques é um bom árbitro. Presumo que será um misto das duas. Ou seja: por um lado continua a valer a ideia de que para o clube do galinheiro as regras têm que ser diferentes para não se perturbar muito a nação encarnada que, coitadinha, tem andado muito desiludida nos últimos tempos; por outro lado temos o rídiculo que é a construção artificial da figura «Pedro Henriques»: uma campanha muito bem montada para nos fazerem crer que aquele é que é. Conhecem o género: reportagem televisiva com colegas a dizerem que ele é um exemplo de tudo o que há de melhor; estatísticas em jornais a debitarem uns números sobre a sua «imbatível» forma física e mais uns comentadores aqui e ali a dizerem também que ele é o máximo. E está o mito construído... apenas para alguns, claro. Porque basta ter um pouco de memória para nos lembrarmos que não é a primeira vez que Pedro Henriques faz números destes.
E que belo serviço que ele fez em Belém.

Friday, March 31, 2006

Concentração total

Desejo um bom fim-de-semana a todos e aproveito para dizer que nas próximas horas vou entrar em estágio com vista ao jogo de Guimarães. A entrega tem que ser total e a vida de adepto não é fácil.
Não vou estar só.
Divirtam-se

A capa de hoje, 31 de Março de 2006, do lampião jornal Record é digna de ser analisada com calma: é riso por conta.
Começa por nos dizer que "Luisão está cada vez maior". Até aqui nada de mais: o gigantismo é uma doença já há muito tempo conhecida. Qual é a novidade?
Depois ficamos a saber que ele é totalista da Liga dos Campeões. Pudera, com a qualidade dos centrais que lá há só mesmo um castigo ou uma lesão é que o tiram da equipa. Nada de novo, portanto.
Também ficamos a saber que não vai ser negociado antes do Mundial. E a pergunta que surge é: alguém estará interessado em negociá-lo em Março?
Depois vem o valor: no galinheiro é costume fazer-se saltar para alguns jornais essa história da "base de licitaçâo". Acontece que um jogador é suposto ser negociado por duas partes e a outra também pode dizer alguma coisa sobre as negociações. Foi isso que o Liverpool fez a respeito de Simão. Também aqui o galinheiro queria fazer crer que havia um altíssimo patamar mínimo, provavelmente para que os seis milhões acreditassem que a direcção estava muito zelosa dos interesses do clube. Bastou um director do Liverpool, uns meses depois, abrir a boca e a teoria da «jóia da coroa» que não se vende foi logo pelo cano: embora tenha passado ao lado de muitos meios de comunicação, o director do Liverpool disse que nunca existiu esse patamar mínimo dos 15 milhões de euros e que o negócio só não se concluiu porque os directores do galinheiro todos os dias arranjavam mais um obstáculo à transacção porque não o queriam vender «com medo dos sócios».
E há mais. O Record informa-nos que «Léo é jogador do mês». O que quer que esta distinção seja, acho que é justa: fazer uma assistência para golo, depois de fintar um adversário lesionado caído no chão, não está ao alcance de qualquer um. É justo o prémio.
E por fim o mais interessante: Moretto - parece que é futebolista profissional - está a treinar com os pés. Uma hora, mais precisamente. Nesta matéria tenho dúvidas: não sei se uma hora é suficiente. Talvez uma hora e meia... o que é que acharão os sábios da bola?

Thursday, March 30, 2006

Falta o resto

Já temos as eleições marcadas. Agora só faltam os candidatos. Sim, isso mesmo: candidatos. Porque, para mim, para se ser candidato não basta lançar intenções avulsas e desfazadas da realidade do clube e esperar pela ausência de uma lista com ideias credíveis.

Wednesday, March 29, 2006

Histeria

Por força das circunstâncias tive que ver o jogo do Barcelona sem poder desligar o som: um suplício. Gabriel Alves, uma figura com lugar de proa no anedotário nacional, estava numa de mostrar cartões. Se o auricular que o árbitro usou tivesse os comentários do Gabriel, o jogo não tinha acabado porque o Barcelona chegava ao fim sem o número mínimo de jogadores; o Gabriel punha tudo no olho da rua e mainada. Tudo isto bem apimentado por insinuações despropositadas. Não havia falta nenhuma que o árbitro apitasse em que o Gabriel não viesse com a teoria do «se fosse ao contrário não se ele tomaria a mesma decisão». Aqui há uns anos em Inglaterra, uns comentários deste tipo, valeram a um ex-jogador que esteve um jogo inteiro a comentar para a TV com essa teoria do «se fosse ao contrário não sei se seria assim» um processo em tribunal: a associação dos árbitros lá do sítio decidiu que o ex-jogador, agora comentador, devia provar os motivos de tais insinuações. Parece que tudo se resolveu com um pedido de desculpas. É claro que toda a gente tem direito à opinião. Porém o Gabriel que não se esqueça que também tem deveres, como, por exemplo, o de seguir a deontologia do jornalismo - que eu saiba ele está ali como jornalista - deontologia essa que não permite que jornalistas façam insinuações sem provas. Ou será que, com a emoção, o Gabriel se esqueceu que não estava em casa a ver o jogo com a família para poder dizer o que lhe vem à cabeça? Que o comentador da TVI passe o tempo todo a ver gajos a «recepcionar» bolas é um problema dele e de quem não lhe ensinou a conjugar o verbo receber. Quando muito, os accionistas da Media Capital e da Prisa que digam alguma coisa. Já o Gabriel da «postura táctica» trabalha para um canal público - ainda um dia destes vou tentar perceber o que isto quer dizer - financiado pelo dinheirinho dos nossos impostos. E, que eu saiba, não são só os lampiões que pagam impostos.
O ponto máximo do disparate foi atingido pelo alegado penálti cometido por Motta. Unanimidade total- chinfrineira genaralizada. Claro que o árbitro foi logo ali arrasado com a 27ª versão da teoria do «se fosse ao contrário não era assim». E o que é que de facto se passou? A bola bate no braço de Motta, este ainda o tenta chegar para trás mas não tem tempo. O árbitro manda seguir. Bem decidido. Porque as regras do International Board são claras a este respeito: «A direct free kick is awarded to the opposing team if the player handles the ball deliberately». Motta não corta a bola deliberadamente, por isso só é penálti na cabeça da lampionagem.
Mas ainda tivemos alguma sorte, o Barcelona não sofreu golos o que deu para nos livrarmos dos guinchos histéricos que o outro comentador de serviço costuma dar sempre que o seu clube marca golo. Ontem chegou a guinchar com alguns cruzamentos e remates à baliza mas não teve oportunidade de o fazer no pleno. A bem dos nossos ouvidos.

Tuesday, March 28, 2006

Isto não se faz

Dona Sônia, mãe de Ronaldinho Gaúcho, está desde a manhã de hoje «com o coração num braçado». Alguém teve a infeliz ideia de lhe mostrar a capa do Record, um dos jornais oficiais do galinheiro, e a senhora teme pela carreira do seu filho.
Durante 90 minutos seremos todos Barcelona.

Monday, March 27, 2006

Tranquilo

Foi o jogo mais sossegado que disputámos esta época. O Penafiel joga muito pouco e nem defender sabe.
Valem os importantíssimos três pontos.

Friday, March 24, 2006

E vamos agora apontar as nossas baterias para o campeonato

Como correram com a nossa equipa da Taça de Portugal ficamos apenas com uma competição para nos ocupar: o campeonato. Vamos lutar com todas as nossas forças, contra 11 ou 14.
Temos valor para vencer, apesar das adversidades.
Farta-se de trabalhar, o Bandeirinha Guilherme

Ainda antes de ter escolhido estrategicamente Benquerença para nos eliminar da Taça de Portugal, o sempre alerta Luís Guilherme e a sua trupe tinham tratado de nomear para o jogo SPORTING - Penafiel Rui Costa. Este árbitro teve uma arbitragem muito negativa no jogo SPORTING - Marítimo e, consequência disso e não só, a direcção do SPORTING decidiu formalizar uma queixa contra o tal apitador. Mandava o bom-senso - que Guilherme não possui nem sabe o que é - que enquanto o processo decorresse este árbitro não devia apitar jogos do SPORTING. É óbvio que não é o indicado para apitar depois daquilo que fez e do processo que está a decorrer. Só que ao Guilherme não escapa uma: tratou logo de avançar com a provocação de enviar para Alvalade um indivíduo que vai estar cheio de vontade de se vingar de tudo o que sobre ele se disse depois do SPORTING - Marítimo. Ao melhor estilo Guilherme, no meio de tanto árbitro - todos eles sérios e muito bons como os dirigentes da arbitragem não se cansam de dizer - tinha que se nomear um que tem a correr um inquérito suscitado pelo clube que vai apitar. Ora, é mesmo isso que Luís Guilherme quer: arranjar confusão com o SPORTING, provocar os dirigentes e exibir a sua vaidade de semi-analfabeto para fazer crer os incautos de que isto está tudo bem. Está bem está. Numa coisa temos que lhes dar razão: não há nada escondido no futebol português... porque tudo é feito às claras e sem recorrer a disfarces. Como a cabecinha de Luís Guilherme tem andado muito ocupada a pensar em tanta artimanha, eu dou-lhe uma sugestão que ele devia considerar: nomear Benquerença para o SPORTING - Porto do campeonato. Era bem à Guilherme, não era?

Thursday, March 23, 2006

Crime

O SPORTING foi vítima de um roubo inacreditável. Três gatunos, vestindo uma patética farda amarela, trataram de colocar a equipa do SPORTING fora da Taça de Portugal. Desde o apito inicial que se percebeu que o trio de larápios, chefiado pelo habitual Benquerença, estava ali para espoliar o SPORTING. Nada que cause grande admiração: Benquerença só não rouba o SPORTING quando não consegue. A grande penalidade cometida por Pepe não deixa nenhuma margem para dúvidas: só não a viram aqueles que não queriam que o SPORTING ganhasse o jogo. A expulsão de Caneira, no meio daquela confusão, não é mais do que um prejuízo estratégico à equipa do SPORTING. Desde as mais insignificantes faltas no meio campo até aos cantos e foras-de-jogo, passando pelos cartões, tudo foi decidido a favor da equipa do Porto. Não me venham falar em coincidências: é impossível justificar 120 minutos de roubo apenas com essa desculpa estafada do «errar é humano».
O árbitro e os seus ajudantes sabiam muito bem o que tinham a fazer: prejudicar o SPORTING. E quem o nomeou também sabia muito bem o queria; o que é que se espera de um árbitro com o qual é praticamente impossível a equipa do SPORTING ganhar? Quem dirige a arbitragem portuguesa tem a capacidade de manipular os resultados dos jogos. E só o facto de haver uma inútil Secretaria de Estado do Desporto, dirigida por um funcionário político sem o mínimo de vocação para resolver problemas no desporto português, é que justifica que tudo continue com os responsáveis a assobiar para o lado. Ministros e primeiro ministro o que querem é que ninguém os chateie, mesmo sabendo que há corrupção no desporto profissional em Portugal. Sabemos muito bem que isto não dá votos. Em Portugal, indivíduos formalmente acusados de corrupção, continuam em campo a arbitrar jogos como se nada fosse. O prórprio processo Apito Dourado, ao centrar-se no Gondomar e deixando de lado a verdadeira corrupção que se tem passado nos últimos anos, só serve para desviar as atenções.
Temos que gritar bem alto a nossa indignação. Podem roubar, mas não pensem que nós não sabemos o que nos estão a fazer.
Uma grande elogio para Paulo Bento e a equipa do SPORTING: apesar de todas as adversidades portaram-se como verdadeiros atletas, dignos de vestirem a camisola do SPORTING.
E isto só agora está a começar. O que ainda falta de campeonato vai apenas ser mais do mesmo: impedir o SPORTING de ganhar. No Domingo lá teremos em Alvalade mais um gatuno com obra feita: para tentar fazer o que nos fez no jogo contra o Marítimo.
Temos que estar alerta. E a toda a hora temos que gritar bem alto que não gostamos de ser roubados.
A arbitragem portuguesa é uma farsa onde os ladrões que lá andam já nem se preocupam em disfarçar as suas reais motivações. Está aberta a caça ao SPORTING. E mesmo assim continuamos em segundo lugar com fortes possibilidades de ganhar o campeonato. Mas vai ser difícil, muito difícil. A marcação é tão cerrada que teremos que lutar sempre nos limites porque não vamos jogar 11 contra 11.
Viva o futebol praticado com as regras do International Board! Viva o SPORTING!Gatunos para a cadeia, já!

Wednesday, March 22, 2006

Taça de Portugal

Objectivo: vencer. Estratégia: o Paulo Bento que trate disso, confio nele. Só a vitória nos interessa.
Olha quem é ele

O presidente do Nacional da Madeira resolveu, mais uma vez, atacar o SPORTING. Desta vez por interposta pessoa: o sujeito fez a queixinha e alguém na Liga, certamente com bastante tempo livre, deu seguimento à conversa disparatada do indivíduo. Toda a gente já percebeu que ele apenas colheu a tempestade consequente dos ventos que semeou.
Quanto ao facto de a notícia ter surgido apenas hoje, dia do Porto - SPORTING, sabemos todos que isso foi estrategicamente pensado para tentar perturbar os jogadores que hoje vão disputar um jogo importante. Para completar o ramalhete só falta arranjar um castigo aos jogadores do SPORTING e aplicá-lo no jogo do campeonato contra o Porto. É esta a Liga que organiza as competições profissionais em Portugal... E que se porta ao nível do mais «chico-esperto» trauliteiro de tasca. Assenta-lhes bem.
Mas vamos aos aspectos positivos da questão: os jogadores do SPORTING, das outras vezes, motivaram-se com as parvoíces do indivíduo, o que até vem calhar porque temos um jogo decisivo logo à noite; por outro lado, verifica-se que desde que o sujeito resolveu armar esta implicação com o SPORTING, a sua equipa tem caído a pique na classificação, o que até tem uma certa piada.

Monday, March 20, 2006

Vitória

O SPORTING foi o justo vencedor do jogo contra o Leiria. Mais três pontos inteiramente merecidos.
E agora toca a preparar o jogo da Taça de Portugal.
O herói da jornada

Paulo Paraty. Não só fez o favor de substituir o colega lesionado como ainda conseguiu transformar um 1-0 num 0-1. É obra.

Friday, March 17, 2006

E pronto, aí está ela

A assembleia geral. Na qual se vai decidir muita coisa importante. O problema é que o falatório tem sido tanto que até nos temos esquecido do que é importante.
Como estou com alguma pressa não vou poder esgalhar um texto todo alinhadinho, vírgulas e pontos finais, com umas piadas sobre a tentativa de Petit em se tornar actor dos Malucos do Riso misturadas lá pelo meio.
Sendo assim, aqui vão algumas ideias que eu tenho acerca do assunto (é o que se pode arranjar):

- Não acho que o SPORTING deva ser proprietário de chópingues, ainda por cima para aplicar uma gestão tão má como aquela que tem sido aplicada no Alvaláxia: aquele centro comercial até parece que tem escrito nas paredes «vá-se embora, sr. potencial cliente; não há aqui nada que lhe sirva». Nem nas piores expectativas se podia imaginar uma coisa tão decadente ao fim de um ano e meio.

-Estou-me nas tintas para o facto de a Clínica CUF, que está no complexo, ser nossa ou dos Mellos; se a venda for boa, que se faça imediatamente.

-Nunca falei com o Soares Franco. Já estive ao pé dele e senti-me - eu e o meu 1,80 cm - baixos. Mas nada de conversa. (Este aspecto é importante, já vão ver).

- Não me importo que o Holmes Place não seja do SPORTING. Gosto de lá ir nadar, fazer uns exercícios, mas é-me indiferente o nome do proprietário do edifício. Se a venda puder ser feita com proveitos, que se faça. Espero que continue a ser um ginásio de qualidade porque eu gosto de lá ir.

-Gostava de ter um pavilhão do SPORTING para poder ir ver jogos de Andebol da nossa equipa. O andebol é, para mim, importante. Percebo que para outros sócios não seja. É assim a vida: opiniões.

- Gostava que o SPORTING tivesse equipa de rugby. Mas isso não é para aqui chamado. Adiante.

-Não percebo nada do que Dias da Cunha tem andado a dizer na sua tournée pelos meios de comunicação.

- Não gosto da maneira como João Rocha tem vindo a falar da situação do SPORTING. Porque não gosto de me lembrar do estado em que o clube se encontrava quando ele o deixou.

-Acho que o investimento fundamental do clube deve ser no futebol. Ainda assim acho inaceitável que se acabe com as modalidades amadoras, que eu acho sustentáveis( um dia destes digo mais umas coisas sobre este assunto).

-Não gosto nada de algumas pessoas que estão na hipotética lista de Soares Franco.

-Não sei bem quais são as ideias de Abrantes Mendes porque cada vez que ele aparece lembro-me que foi o presidente da mesa da assembleia geral no tempo de Jorge Gonçalves e desato a fugir.

-Não me parece que tenha aparecido nenhuma proposta alternativa à de Soares Franco que seja válida.

-Percebo, até certo ponto, algumas críticas que têm sido feitas a Soares Franco, nomeadamente todas as que vão no sentido da "devolução do clube aos sócios."

-Quero ganhar ao Leiria. Aqui estamos todos de acordo. E quero ganhar a Liga e a Taça. Voltamos a estar todos de acordo.

-Gostava mesmo de saber onde é que os críticos da venda do património pensam ir buscar os 5 milhões de euros que temos que pagar em Junho de 2006. Vendem o Moutinho para ficar com o Alvaláxia? Então que o digam alto e bom som.

-Acho que se devia interpor uma providência cautelar para que o Petit não jogue com o Barcelona. É que eu quero ver o Ronaldinho no Mundial, a jogar! Mas acho que isto não é para aqui chamado.

-Já esgotei toda a minha paciência para o alarmismo e a demagogia com que os jornas têm tratado esta assembleia geral do nosso clube.

-Ainda me custa ouvir falar no nome Peseiro e em quem, apenas por teimosia, o manteve aquele tempo todo à frente do SPORTING.

-Gostava que Dias da Cunha voltasse a referir aquela história da "renovação do Liedson como uma medida desadequada". Temos que nos rir com alguma coisa.

-Ainda não sei a quem vou entregar os meus 20 votinhos nas eleições. Mas já sei muito bem a quem não os dou de maneira nenhuma.

-Acredito no SPORTING e no seu futuro. Porque sei que há muitos sportinguistas capazes de enfrentar tal tarefa.

-Temo que muitos sócios aproveitem esta assembleia, não para a discussão lúcida do que lhes é apresentado, mas para ajustarem contas com todos os diparates que foram cometidos nos últimos tempos. Isso seria muito injusto. Quem os cometeu que pague por eles.

-Amanhã continuaremos a ser o melhor clube português e o 2º melhor do mundo, a seguir àquele que vai eleiminar o clube galináceo na Liaga dos Campeões. É o que dizem as estatísticas.

-Têm a caixa de comentários à vossa disposição. Também tenho endereço de e-mail para receber hate mail (nos últimos tempos nem tenho recebido muito o que me anda a deixar preocupado).

-Vou lutar com muita garra pela vitória em Leiria. Aqui estamos todos de acordo.

-Gostava mesmo de saber onde é que os críticos da venda do património pensam ir buscar os 5 milhões de euros que temos que pagar em Junho de 2006. Vendem o Moutinho para ficar com o Alvaláxia? Então que o digam alto e bom som. (esta é copy/paste mas como gostava mesmo que lhe fosse dada resposta, repito-a)

-Desejo um bom fim de semana a todos.

Thursday, March 16, 2006

Vitória importante

Mostrámos que fomos superiores e passámos mais uma eliminatória da taça. Aguarderemos pelo sorteio com esperança nesta prova.

Wednesday, March 15, 2006

E o El Mano nomeado para nos apitar em Leiria foi...

Bruno Paixão. Luís Guilherme, no meio de tanta reunião com dirigentes de alguns clubes, lá arranjou um tempinho para ver se nos trama. Claro que as puritanas aqui da praça já estão a esta hora a dizer que somos nós os sportinguistas que pressionamos o árbitro antes do jogo. E é verdade. Acho que tudo deve ser feito para que Bruno Paixão se sinta pressionado... a não fazer uma daquelas arbitragens aldrabonas que ele tão bem sabe fazer. Luís Guilherme não perde uma oportunidade: ouviu falar do grau de dificuldade que o jogo de Leiria pode ter e tratou logo de nomear para o arbitrar um indivíduo que, se gostasse de futebol, abandonava imediatamente as funções de árbitro para as quais não tem o mínimo de competência. Ponham-se alerta: o que se aproxima promete.
O homem não aprende

Cada vez que defendia a continuidade de Peseiro surgiam mais sócios a pedir a demissão do treinador.
Cada vez que dá uma entrevista a atacar Soares Franco este ganha adeptos para a sua causa. Começo a achar que Dias da Cunha está para lá da simples teimosia. Só não digo o estado em que acho que ele se encontra porque ainda assim ele merece o respeito de ter sido presidente do clube. Agora, a paciência esgotou-se, lá isso esgotou. Que não se venha queixar daqui por uns meses: é ele que está a fazer a cama na qual se vai deitar.

Tuesday, March 14, 2006

Um Pouco de lucidez

«Que a preparação do futuro não atrapalhe o presente»
Paulo Bento
Isto é que eu gostava que estes dois cavalheiros me esclarecessem

Eu, que neste momento me sinto muito crítico de Dias da Cunha e de Soares Franco, gostava de saber o que se passou para que estes cavalheiros tivessem andado tantos anos distraídos a ponto de só agora se terem apercebido das verdadeiras intenções um do outro. Dito de outra forma: se Soares Franco é o que agora Dias da Cunha diz dele porque é que lhe "entregou" a administração do clube de mão beijada? Claro que pode dizer que foi enganado. Só que essa não pega: qualquer sócio mais atento percebeu desde muito cedo que o comportamento de Soares Franco, a vários níveis, não era o mais apropriado para um presidente de clube. Por outro lado, Soares Franco, que agora é tão crítico de Dias da Cunha, fazia muito bem se nos explicasse porque é que apoiou tão caladinho todas as medidas que Dias da Cunha tomou e de que agora se diz tão crítico.

Monday, March 13, 2006

Naide Gomes

As modalidades amadoras a facturar: parabéns à Naide pela medalha de bronze.
Não ficou claro?

Ainda acerca do meu post "Dúvidas, muitas dúvidas" digo o seguinte:a) reafirmo tudo o que lá está escrito; b) não sou apoiante - nem tenciono apoiar - a lista de Soares Franco.
Mais ideias sobre este assunto surgirão nos dias que se seguem.
Vitória justa

Sinal positivo da equipa do SPORTING: soube responder às adversidades e amealhar mais três importantes pontos. Estamos na luta.
Outro

O treinador do Boavista juntou-se à lista dos que resolvem branquear os favorecimentos de que beneficiam com queixas aos árbitros que os ajudam. Carlos Brito e seus pares ensaiam, com a referência a uma eventual penalidade surgida na sequência de um fora-de-jogo não assinalado a Fary, fazer crer que foram prejudicados pela manhosa arbitragem de Elmano Santos. O que acontece é que Carlos Brito não refere o resto. E o resto foi uma vergonhosa arbitragem que tentou a todo o custo fazer com que o SPORTING perdesse pontos. Quantas expulsões foram perdoadas a jogadores do Boavista? Quantas faltas sobre Liedson foram transformadas em faltas contra o SPORTING? Quantos fora-de-jogo foram perdoados a Zé Manel e a colegas seus? Quantos pontapés de baliza foram transformados em cantos contra o SPORTING? Quanto tempo de descontos a mais foi dado no final do jogo? E quanto é que foi o tempo de descontos sobre o tempo de descontos? Porque é que Paulo Bento foi admoestado a primeira vez que levantou os braços enquanto ao banco do Boavista, que passou o tempo a protestar com o árbitro, nada aconteceu?
Há gente que teve o corpo em Alvalade mas a cabeça estava a 300 km de distância. Depois dá nisto.

Thursday, March 09, 2006

Dúvidas, muitas dúvidas

A assembleia geral que vai ter lugar no Pavilhão Atlântico é muito importante para os destinos do nosso clube. Mais do que a questão do património, acaba por estar em causa a administração do próprio clube. Aguardei este tempo todo à espera que surgissem as tais "propostas" alternativas às de Soares Franco. E o que verifiquei foi que nessa matéria não há nada de novo: o projecto de Soares Franco pode ser mau - eu discordo de muito do que ele contém - mas o que é facto é que da parte dos outros hipotéticos candidatos não surgiu nenhuma ideia minimamente válida para a resolução dos problemas que se colocam ao clube. Isto não quer dizer que eu me tenha transformado num apoiante da lista de Soares Franco - isso não aconteceu. No entanto, devo dizer que fiquei surpreendido pela falta de soluções consistentes por parte dos outros candidatos: era agora que eles deviam aparecer de modo a marcarem a diferença - e não o fizeram. Vir para os jornais largar frases soltas do tipo "Acredito num SPORTING com futuro"; "Já tenho apoios financeiros que não posso revelar"; "Quero devolver o SPORTING aos sócios" é algo que qualquer sócio é capaz de dizer mas que, todos sabemos, não passam de chavões, certamente apelativos para os sócios mais desiludidos, mas que estão longe de serem um programa de gestão a seguir. E aqui Soares Franco bem que pode agradecer às outras candidaturas: não foram capazes de fazer aquilo que ele - bem ou mal, já vamos ver - foi capaz de fazer: apresentar soluções concretas.

Começo por esclarecer que tomo como posição válida de Soares Franco aquilo que está publicado no site do clube e nos termos em que está feito. Pode estar a mentir, é certo. Mas eu quero acreditar - e acredito - que tudo o que ali está expresso é verdade.
Quanto ao que Soares Franco propõe tenho a dizer que fico com muitas dúvidas. Não faço nenhuma questão de ver o SPORTING como proprietário imobiliário: se for positiva a venda, então que se vendam já as fracções referidas. No entanto temo que a venda nestes moldes nos possa ser prejudicial, o que seria um passo sem retorno. Acho sobretudo que isso terá que ser uma decisão a tomar pela direcção que passar a administrar depois das eleições.
Quanto às modalidades amadoras, sou da opinião de que devem continuar. Também acho que faz sentido que elas consigam, dentro da medida do possível, auto-rentabilizarem-se. Por exemplo: não me incomoda nada que a equipa de Futsal se passe a chamar SPORTING / [nome de empresa] desde que fiquem bem claros os termos em que se faz a parceria. E aqui a proposta de Soares Franco garante a continuidade das modalidades.
No que diz respeito à construção de um pavilhão, é claro que também acho que tal seria muito útil para o clube. Espero apenas que tal obra não seja mais um motivo de endividamento.
Quanto à gestão da equipa de futebol devo dizer que lamento a falta de clareza do que é proposto por Soares Franco. A equipa de futebol deverá ser o "centro das atenções" da gestão do clube. E o que está na proposta não é muito claro a este respeito. São tais as minhas dúvidas nesta matéria que não posso dizer se concordo, ou não, com o que Soares Franco propõe.
Quanto à necessidade de entrada de "dinheiro fresco" não tenho a menor dúvida. E acho que percebo Soares Franco: o dinheiro tem que vir de algum lado. E mais ninguém conseguiu apontar uma fonte de receitas que não passe pela alienação de património.

Posto isto, devo dizer que a situação em que me encontro não é a de dúvida entre várias possibilidades. Porque para isso precisava de várias propostas por onde escolher e, até à data, só conheço uma: a de Soares Franco, que está longe de ser muito estimulante. Mas é a única. E é apenas com o que temos que devemos contar. Resumindo: encontro-me numa situação de "abstenção" que mudarei para uma situação de apoio à lista de Soares Franco se perceber que temos no horizonte listas com vontade de voltarmos a um SPORTING que, decididamente, não nos interessa: um SPORTING de amadorismo, de governo em função das apetências dos sócios com base nos resultados, de estratégias casuísticas relativamente à equipa de futebol e de pessoas que eu não quero voltar a ver na administração do SPORTING.

Wednesday, March 08, 2006

Monday, March 06, 2006

Começo já por pedir desculpa aos que ainda me lêem

Como já repararam tenho usado o blog para libertar duas pancadas de que sofro e das quais não me consigo safar: a) elogiar o professor doutor autarca ex-futebolista e ex-presidente de uma comissão qualquer da federação de andebol, Fernando Seara; b) referir o maradona como o gajo que melhor escreve sobre bola em Portugal. Corram imediatamente a ler o post "Duas horas e meia sem fazer nada e dá nisto...peço mil desculpas:" é que ele tem a mania de apagar os posts assim sem mais. São estas merdas que ainda nos fazem ler blogs.
Mais três pontos

Vitória justa da única equipa que fez alguma coisa para ganhar o jogo: o SPORTING. A exibição não foi das melhores mas foi suficiente para cumprir o objectivo. Notou-se a falta de Liedson, nada de anormal face ao rendimento que este jogador tem tido. Sobre a arbitragem digo que não gostei e retenho na memória a “preciosidade” que foi o cartão amarelo mostrado a Polga: o árbitro já nem se lembrava da falta e só quando o jogador do Gil Vicente lá foi pedir o cartão é que ele foi mostrado.

Friday, March 03, 2006

Mais um jogo

Aconteça o que acontecer com os outros, vamos pensar apenas nos 3 pontos de que precisamos. Lutar até ao fim.

Wednesday, March 01, 2006

A sério

Até podia analisar detalhadamente cada uma das afirmações que Peseiro vem fazendo acerca do SPORTING. Era fácil desmontar o discurso das queixinhas. Mas não o vou fazer porque isso seria entrar no jogo que Peseiro está desejoso de jogar: o de lançar confusão sobre algumas das pessoas que estão ou estiveram no SPORTING. O melhor é mesmo deixá-lo a falar para o ar. Mas convém não esquecer que Peseiro não é tão tonto como parece. Ele sabe bem que se o SPORTING ganhar alguma coisa, a Liga por exemplo, ele aparecerá à cabeça como um dos maiores derrotados. E já tratou de armar a sua estratégia. Mesmo tendo ouvido apenas "por alto" as suas declarações, uma coisa é evidente: tudo vai no sentido de lançar intriga, dissidências e boatos sobre os dirigentes e jogadores que ainda lá estão ou que já lá estiveram. Ou seja, nada do que ele diz constitui sequer uma defesa da honra prória. Todo o seu discurso não é mais do que um ataque para "torpedear" a equipa e quem está com ela actualmente. E a altura desta suposta "defesa" também não é aleatória: assim que se percebeu que o SPORTING podia ganhar, na cabeça de Peseiro disparou logo o sinal de alarme: é agora! Se não fosse assim porque é que ele esperou estes meses todos? Só que mais uma vez Peseiro comete um erro de avaliação: a grande maioria dos sportinguistas tem memória e ainda se lembra do que foi a sua passagem pelo SPORTING. E, por isso mesmo, não vamos querer ouvir mais conversa fiada nos próximos tempos. Por mim, o assunto está encerrado, espero.

P.S.: Tem piada este protagonismo todo que agora é dado a Peseiro. Todos sabemos que quem agora o promove descaradamente não visa dar-lhe a possibilidade de se defender mas sim usá-lo como motivo de ataque ao SPORTING. Será que ele nem isso percebe?
Carnaval

Nos últimos dias tem aparecido nos meios de comunicação um indíviduo mascarado de José Peseiro. Solta disparates a torto e a direito. O disfarce é perfeito: conversa vazia, choraminguice e muitas queixinhas relativas a toda a gente. Um Peseiro na perfeição. Há tipos com uma imaginação incrível: eu nunca imaginaria que alguém - mesmo com muita ingestão de determinado tipo de líquidos - se iria lembrar de se mascarar à Peseiro.

Friday, February 24, 2006

24ª jornada

Precisamos de ganhar mais 3 pontos em Coimbra. Vamos a isso.
Adiamento da AG

É óbvio que não faz sentido que sócios fiquem à porta porque não há lugar lá dentro. Está correcta a decisão de adiar.
Agora já não temos pavilhão com capacidade para tais eventos. Mas temos um centro comercial que, os que agora o querem vender, diziam que ele se justificava mais do que a construção de um pavilhão poli-desportivo que tanta falta nos faz. Deve ser a isto que se chama "visão de futuro": quem sabe se, daqui a 50 anos, os centros comerciais não serão a grande "mina" dos clubes de futebol?
E vejam lá bem onde é que vão realizar a próxima AG.

Wednesday, February 22, 2006

SPORTING – Ponto da Situação II

O SPORTING, tal como a maioria dos clubes, vive hoje das parcerias que se vão desenvolvendo com os grupos bancários. Em 95% dos clubes das principais ligas europeias as receitas não são sufientes e é com base em empréstimos, vendas e hipotecas de património e outros negócios com os bancos que os clubes vão subsistindo. A UEFA sabe muito bem que é assim. Até sabe que se os bancos "fechassem as torneiras" as competições profissionais, na Europa, nos moldes em que funcionam actualmente, estariam em causa. O que é que se tem feito? Na prática nada. Em Portugal os passivos dos clubes aumentam de mês para mês, atingindo números de assustar qualquer um. Lá fora passa-se o mesmo: o aumento de passivo do Real Madrid nos últimos dois ou três anos, por exemplo, é de deixar de boca aberta o mais atento e conhecedor dos gestores profissionais.
Esta situação tem tornado os clubes alvo apetecível desses mesmos bancos, de empresas de venda de património e outras actividades relacionadas. É por isso que, por muito má que a situação de um clube seja, há sempre alguém interessado em "investir", "desenvolver parcerias financeiras", estabelecer "project finances", etc.
Ora, no SPORTING a coisa toma a dimensão de um verdadeiro assalto. Basta olharmos para a anunciada lista de Soares Franco para constatarmos isso. Parece que na escolha das pessoas o critério foi o de se seleccionar um elemento representante de cada um dos grupos financeiros, imobiliários e de construção a exercer actividade em Portugal. Resultado: vemos lá nomes de gente que descobriu o "sportinguismo do coração" na semana passada, gente que nunca na vida assistiu a um jogo de uma modalidade amadora, gente que a única vez que entrou no Alvalade XXI para ver um jogo de futebol foi à borla e para o camarote que a empresa possui no estádio. A todas estas criaturas é estendida uma passadeira de veludo de modo a poderem papaguear o seu amor ao clube como se ele não fosse fruto de mero interesseirismo eleitoral. O caso mais emblemático é essa luminária que dá pelo nome de Pires de Lima e que se tornou num verdadeiro pop-up - aparece em todo o lado e é difícil de evitar - daquilo a que pomposamente se vai chamando de "gestão séria e rigorosa do fenómeno desportivo". É entrevistado em tudo o que é jornal, vai à TV fazer de paineleiro representante do SPORTING e mostra-se disponível para "ajudar em todo o que for necessário" o que, traduzido, significa que aceita um bem remunerado cargo numa das administrações das empresas que se foram criando como cogumelos dentro do SPORTING. Os sócios, no meio da confusão que está a ser propositadamente lançada pelo grupo de Soares Franco, ficam amdmirados com o facto de nestas alturas haver tantos "sportinguistas" dispostos a "abdicarem da sua vida profissional e familiar para se dedicarem ao clube", isto para utilizar a expressão que usam e que julgam que toca no sentimento dos adeptos.
Só que nem toda a gente anda a dormir. E é muito fácil perceber que estes "reputados administradores" que se colocam na linha de partida para o ataque ao poder no SPORTING têm como interesse fundamental o desenvolvimento das actividades das empresas e grupos de onde vêm, muito mais do que a disponibilidade para a causa sportinguista. E é isto que nos faz desconfiar. Não estou a insinuar que todos eles tenham como objectivo servirem-se do SPORTING, porque não tenho provas concretas que me levem a afirmar isso. Porém, exigia-se um bocadinho mais de decoro no comportamento. Esta atitude de "cão esfomeado à procura de osso" só nos pode levar a duvidar. Ainda por cima quando vinda de pessoas que nós nem sabíamos que eram do SPORTING.
Sendo assim, afirmo que a alegada lista que Soares Franco sugere não é mais do que um poderoso grupo de interesses em torno das actividades imobiliárias, de financiamento, de construção e de gestão de serviços com ligações a actividades que o SPORTING desenvolve, desenvolveu ou pode vir a desenvolver. E quanto ao futebol? Pois. Aí é que está o ponto: no grupo de apoiantes de Soares Franco há banqueiros, construtores civis, políticos rascas - 99% dos políticos portugueses são rascas -, administradores de empresas públicas e privadas mas não há um único indivíduo que saiba o que é um "central de marcação". Na cabecinha deles andará um ideia tipo: "quando necessitarmos de contratar um jogador pergunta-se ao Carlos Freitas que ele percebe de bola", porque julgam que basta ser economista ou advogado e ter umas vagas noções de economia sacadas à pressa da The Economist para se gerir um clube de futebol. Enganam-se. E a prova de que se enganam está nos disparates cometidos nos últimos dez anos por todos os especialistas em administração e gestão "rigorosas" que passaram pelo clube. Mas querem continuar. No último mês aparecem nos jornais desportivos tantos administradores empreendedores e "modernaços", tal como em Julho aparecem "estrelas internacionais" para reforçar o clube galináceo. Não há paciência. Recuso-me a ver o clube nas mãos de gente que em primeiro lugar é motivada pelos interesses pessoais e não pelo amor ao clube. Querem saber quem são? Façam o seguinte teste: digam-lhes que os salários que as empresas do SPORTING vão conceder serão meramente simbólicos e que não há possiblidades de novas parcerias financeiras do clube e esperem para ver os que, no próprio dia, virão com a conversa dos "problemas particulares e afazeres profissionais" para desistirem de ocupar um cargo no SPORTING. Está tudo dito.

Tuesday, February 21, 2006

SPORTING – Ponto da Situação I


Dou hoje início a uma série de posts sobre o que na minha opinião se vai passando com o SPORTING.

Começo por aquilo que me parece o mais importante a debater no futuro imediato – a Assembleia Geral de 25-02-06. Esta Assembleia Geral não será certamente o assunto mais importante no momento em que se encontra o SPORTING mas é aquele ao qual temos que dar uma resposta breve porque faltam poucos dias para a sua realização.
E esta Assembleia Geral está, à partida, inquinada. Não concordo com os termos nos quais ela foi convocada porque ela não é mais do que uma consulta à posição dos sócios face às ideias de um candidato. Soares Franco já afirmou que vai apresentar o seu projecto de modo a poder perceber – através da Assembleia Geral – se os sócios estão com ele. Afirma que se aí verificar que não tem os suficientes apoios desiste da sua candidatura. Isto além de uma chantagem é uma violação das regras democráticas. Chantagem porque coloca os sócios perante uma inevitabilidade: “ou fazem como eu quero ou então vou-me embora e fica o clube entregue ao caos porque eu e os meus comparsas o deixámos à beira da falência”. E é uma violação das regras democráticas porque aos outros candidatos não é dada a possibilidade de também usufruirem de uma Assembleia Geral onde possam expor as suas ideias e indagar acerca da posição dos sócios.
Quanto ao conteúdo tenho a dizer que acho absolutamente errado que os sócios sejam levados a decidir nesta altura sobre matérias tão sensíveis. Convém não esquecermos que estamos perante uma direcção interina que se devia resumir apenas à gestão dos superiores interesses do clube sem entrar por campos estratégicos como o da alienação do património. Tudo ao contrário: decisões como estas deveriam ser tomadas apenas no quadro de uma direcção eleita de pleno direito. Afinal de contas é para isso que se convocam eleições, apresentam listas e se anuncia um programa a cumprir. Resumindo: Soares Franco que se preocupe, neste momento, em apresentar detalhadamente as suas propostas de gestão para que os sócios possam saber com o que devem contar. Tal como todos os outros candidatos. Inadmissível é que haja candidatos favorecidos no âmbito do processo eleitoral. Lamento que Galvão Telles esteja neste momento hospitalizado e aproveito para lhe desejar as rápidas melhoras. Era ao presidente da Mesa da Assembleia Geral que eu gostava de ouvir alguma coisa sobre o assunto.
Sendo assim, entendo que esta Assembleia Geral não é mais do que uma estratégia eleitoral de Soares Franco e do grupo que o sustenta. Ela, ao contrário do que nos querem fazer crer, não é um momento para decisões importantes da vida do clube – porque essas só deverão poder ser tomadas depois das eleições pela lista democraticamente eleita. Isso, a que erradamente se está a chamar de Assembleia Geral, é mais uma etapa eleitoral da lista de Soares Franco, e ainda por cima disfarçada: pretende-se saber em que ponto se encontra a posição dos sócios face às informações deliberadamente confusas que vão saltando para a comunicação social a conta-gotas acerca da “situação catastrófica” em que o clube se encontra.
Perante esta situação, eu que ainda não decidi em quem vou votar nas eleições – mesmo que quizesse decidir não podia porque ainda não sei quem são os candidadtos – recuso-me a participar.
Esta suposta Assembleia Geral, pelas razões que acima enumerei, é um comício da lista de Soares Franco. E eu não gosto de comícios, muito menos naquela que é a associação de que muito me orgulho de fazer parte – o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, meu clube desde o dia em que nasci. Não participarei, portanto, na referida assembleia. Como estou a ser lido por gente inteligente, entendo que não devo explicar muito mais porque é que a minha ausência não é demissão de posição perante o que se passa no meu clube. Não me imagino a assistir ao PowerPoint que Soares Franco nos pretende escarrapachar na cara e no fim ter que levantar o braço para dizer se sim ou não. Porque face ao que me é agora apresentado, nem SIM, nem Não. O que eu, bem como todos os outros sócios, queremos é que apareçam listas, apresentem projectos para que tranquilamente e em consciência possamos decidir. Esta extemporânea assembleia, tal como nos é apresentada, é coacção: hora e meia para que se decida entre o “salvador projecto” de Soares Franco e o resto. Para isso não contem comigo. Estarei presente sempre que for preciso. Mas não alinho em “vagas de fundo” artificialmente criadas.

Monday, February 20, 2006

Mais uma excelente vitória

Missão cumprida de uma forma justíssima. Estes 3 pontos já cá cantam. Vamos a Coimbra com vontade de trazer de lá mais uma vitória. E só nisso é que devemos pensar.
Uma história que se começa a repetir com alguma insistência

De há uns tempos para cá pegou uma moda que começa a chatear. O argumento é simples: o treinador da equipa favorecida vem, no fim do jogo, fazer comentários contra a arbitragem como se fosse ele a vítima. O objectivo é, por certo, lançar areia para os olhos das pessoas de modo a que não se fale do essencial.
No jogo do SPORTING contra o Paços de Ferreira, José Mota e o seu boné cor-de-laranja que fazia um belo conjunto com o fato e a gravata, resolveu fazer um interminável discurso contra a arbitragem, o sistema e mais o raio que o parta. Com todos os clichés disparatados que alguém com muito mau perder é capaz de proferir. Veio com a história do «sei de coisas que me disseram mas não as digo aqui porque vocês (jornalistas) é que devem investigar». E aproveitou também para fazer de Maya quando disse que se não fosse uma grande penalidade na 1ª parte não perderia o jogo. Tudo isto com muita «filosofia de jogo» à mistura; este é um daqueles que vê «filosofia de jogo» em todo o lado (ainda hoje de manhã quando andava à procura das meias encontrou uma «filosofia de jogo» na gaveta).
Mas vamos ao que interessa. A arbitragem foi muito má e o SPORTING foi o clube que saiu prejudicado. A penalidade de que fala o «filósofo de jogo» é penalidade e só um mau árbitro é que não a assinala. E depois há o resto do desafio que não é assim tão pouco. Dualidade na exibição dos cartões. As faltas assinaladas a Liedson quando era este que estava a ser agarrado. Tudo isto pontuado por faltas a meio campo de modo a cortarem a possibilidade de o SPORTING poder sair a jogar. Veja-se, como exemplo, aquele livre marcado contra o SPORTING mesmo no fim do jogo. Só uma enorme vontade de ver o SPORTING sofrer um golo é que pode descortinar um livre quando o jogador do SPORTING nem toca no adversário.
Eu percebo que a vitória do Guimarães - concorrente directo do Paços de Ferreira - e a possibilidade de o SPORTING se aproximar do Porto que o «filósofo de jogo» tanto adora, o tenham deixado com o pensamento um bocado turvo. Pode falar sempre que lhe apetecer. Mas meta-se com os da sua laia. Não nos chateie porque nós não temos paciência para aturar criaturinhas amuadas que não sabem perder. Porte-se como homenzinho que já tem idade para isso.

Friday, February 17, 2006

Estamos na luta

No jogo de sábado temos que entrar em campo com determinação total. O nosso objectivo são os três pontos. É nestas alturas, em jogos destes, que se decidem os campeonatos.
Não podemos vacilar.

Thursday, February 16, 2006

Posição futebolística deste blog sobre a novela das caricaturas

Estamos contigo Peter Schmeichel; és um dos nossos.
Isto está bonito

Dias da Cunha já não apoia Soares Franco. João Rocha critica José Roquette. José Roquette diz que ainda tem coisas para dizer. Ferreira da Silva, que era vice de Dias da Cunha, diz que as contas não são bem como este diz. Sérgio Abrantes é candidato. Dias Ferreira anda calado. Há mais uns quantos que têm intenção de se candidatar.
Como já seria de esperar este período pré-eleitoral vai servir muito mais para confundir do que para esclarecer. E os sócios do SPORTING necessitam e merecem ser verdadeiramente esclarecidos do que se está a passar. No meio desta confusão toda sei que não gosto nada deste ambiente.
À porta de minha casa está um monte de gente a suplicar para que eu não me candidate - vou-lhes fazer a vontade.

Wednesday, February 15, 2006

Achas para a fogueira

As entrevistas de Dias da Cunha e de João Rocha publicadas hoje na Bola e no Record, respectivamente, podem servir para várias coisas, entre as quais não serem lidas.
O mais admirável que se extrai dali é que neste momento ninguém é culpado de nada. Todos - os que lá estão, os que lá estiveram e os que querem para lá ir - continuam cheios de «projectos» e «solucções» mas ninguém assume as responsabilidades pela situação grave a que se chegou.
Parece então que tudo o que se fez foi correcto. Se assim é como é que se chegou a uma situação economico-financeira como aquela em que nos encontramos?

Tuesday, February 14, 2006

Se o problema é esse arranja-se já aí uma malta para a futebolada


Só com amigos, claro. Eu sugiro a seguinte equipa:

Freitas do Amaral: guarda-redes; o novo grande amigo da ayatolada; como está gordo ocupa muito espaço e diminui as probabilidades de a bola entrar

Jerónimo de Sousa: lateral esquerdo; parece que é canhoto e gosta sempre de armar em amiguinho dos que estão contra os americanos

Um padreco desses que se colocam de lado dos manifestantes anti-caricaturas: defesa-direito, porque jogam à defesa que é para mais tarde puderem dizer o mesmo se se meterem com os santos deles

José Sócrates: defesa-central; porque condena os caricaturistas mas fá-lo sempre à defesa para não se comprometer com ninguém

Vitalino Canas: defesa-central; porque com um nome destes os adversários ficam logo assustados e nem precisam de ouvir as bacuradas que anda por aí a dizer

Ana Gomes: a trinco, posição óptima para quem anda sempre para frente e para trás e não diz nada que se aproveite

Um jornalista da TSF: médio-centro; porque gostam de estar no centro dos acontecimentos sempre que toca a defender os «coitadinhos dos muçulmanos vítimas dos ataques dos ocidentais»

Francisco Louçã: médio-esquerdo; porque quando ainda não sabe o que se passa já tomou posição, pela esquerda, claro

Mário Soares: médio direito; porque não quer que a ala direita «seja uma avenida para os iraquianos passarem sempre que lhes apetecer»

Daniel Oliveira: a nº 10; ninguém sabe muito bem de onde vem mas está em todo o lado e parece ser o estratega tuga da vitimização dos muçulmanos

Fernando Seara: avançado, porque está sempre a dizer que já jogou futebol a sério, e aproveita todas as oportunidades para aparecer na televisão

E pronto. Assim os iraquianos já têm com quem fazer um jogo amigável antes de jogarem contra Portugal. Que não seja por falta de preparação.
Eu sei que estou a ser chato mas prometo que nos próximos tempos não volto a falar do assunto

Só mais um searismo, desculpem lá a insistência.

Monday, February 13, 2006

Olha, olha, o Seara agora assina com pseudónimo

Não é para admirar: qualquer gajo que dê conta de ter metade do ridículo do Seara trataria logo de arranjar um pseudónimo para se esconder.
Ou se calhar o pseudónimo é apenas para poder dizer aos tipos da Bola que não escreve em mais lado nenhum: talves eles acreditem.
Em relação ao conteúdo... não li o artigo. É que o parágrafo-teaser que está a bold é nada mais nada menos do que a descoberta daquilo que deve ser a 4ª lei de Newton sobre o movimento na zona do Algueirão - Mem-Martins: «Por vezes, a clareza é a arma mais eficaz para combater a inércia». Uff! Com tal descoberta fiquei arrasado e não consegui ler tudo. Acho que fala sobre o Adriaanse e malmequeres. Mas a minha falta de clareza não consegue combater a minha inércia e eu estou aqui tão inerte que nem consigo teclar. Volto um dias destes (quando a inércia passar).
Vitória em Setúbal

Justa. O SPORTING foi a melhor equipa. E vamos em força lutar pelos 3 pontos na próxima jornada.
As mãos

Na arbitragem portuguesa há modas. Comportamentos que os árbitros assumem à revelia das regras, motivados, a maior parte das vezes, pelos opinadores que actuam nos meios de comunicação. E a nova moda na liga portuguesa é a marcação de grandes penalidades sempre que haja um contacto qualquer entre mão, ou braço, e bola. Claro que um off-shore é sempre um off-shore e o da Luz é um deles: é para isso mesmo que servem os off-shores. Valia a pena, então, ir ao que interessa: a regra. E o que diz o paper que está no site da FIFA é o seguinte: «A direct free kick is awarded to the opposing team if a player handles the ball deliberately (except for the goalkeeper within his own penalty area)». Fica claro? Pelo que ontem ouvi num canal de televisão parece que não. Para mais esclarecimentos resta sempre a possibilidade de recorrer ao secretário do sr. Blatter cujo endereço a FIFA disponibiliza: Dr. Urs Linsi, 11 Hitzigweg, P.O. Box 85, 8030 Zurich, Switzerland.
Até que a moda passe... sugiro o uso de camisas-de-força. Contratar jogadores manetas também é sugestivo; o problema é que depois não podem marcar os lançamentos laterais.

Friday, February 10, 2006

Vamos a Setúbal

E temos que lá ir ganhar. Que se lixem os resultados dos outros. O que nós temos que fazer é lutar pela vitória.

Wednesday, February 08, 2006

Ilacções

Mourinho, aqui há uns tempos atrás, foi bastante crítico em relação a alguns jogadores menos utilizados a quem tinha dado a oportunidade num daqueles jogos «teoricamente» mais fáceis. Dizia ele que em situações destas o que o tal jogador suplente tem a fazer é mostrar ao treinador que merece um lugar em vez de vir com aquela conversa - tão tipicamente jornalística - da falta de «entrosamento» e entendimento com os colegas. Concordo com essa ideia: sempre me custou entender aqueles jogadores que, mal mal vão para o banco de suplentes, tratam de ir a correr dar entrevistas acerca da insatisfação da sua condição de suplentes, mas que quando têm oportunidades não fazem nada.
Esta equipa que jogou contra o Paredes foi uma espécie de revolução: Nélson; Miguel Garcia, Polga, Hugo e Tello; Luís Loureiro, João Alves e Nani; Romagnoli; Deivid e Koke não são, claramente, o 11 titular do SPORTING. E o que tinham que ter feito era dar uma lição de futebol para mostrarem a Paulo Bento que pode contar com eles. Se não o fizeram - e eu não vi o jogo porque sou daqueles portugueses que nem sempre têm disponível uma tarde de 4ª feira para ir ao futebol - então estão a dar motivos ao treinador para os manter no banco.
Numa equipa que vence o treinador reflecte acerca de aspectos como este. Com prudência e sem alarmismos ou castigos. Espero sinceramente que Paulo Bento o faça. Qualquer jogador do SPORTING tem que jogar contra o Paredes com a mesma motivação com que joga contra a Juventus. É difícil? Pois é. Mas a equipa do SPORTING não é para qualquer um. É apenas para os que conseguem ser os melhores. Porque são esses os que vencem.
Fruta da época

No google não aparecem cartoons do presidente do Nacional da Madeira.

Tuesday, February 07, 2006

Aldrabice

Se o presidente do Nacional fosse um tipo inteligente, neste momento estaria a pensar qualquer coisa do tipo: "Armei-me em parvo e as coisas não correram como eu queria; da próxima vez vou mas é estar caladinho porque lá no SPORTING os tipos são implacáveis para quem se mete com eles. E um dia destes a minha estratégica amizade com o Pinto da Costa vai para o galheiro e voltarei a precisar de ter relações cordiais com todos os outros clubes."
Só que o presidente do Nacional de inteligente não tem nada. Não passa de um daqueles esquemáticos que naquela ilha vivem à conta do orçamento do continente que tanto criticam. E resolve insistir na sua estratégia saloia de se fazer de vítima quando toda a gente viu que foi ele que lançou fogo ao palheiro. Que ele não tem noção do rídiculo já todos tivemos oportunidade de confirmar pelas gravatas e camisas que usa. Agora, não se esqueça que isto não é a ilha da Madeira onde toda a gente acredita no que o chefe diz, apenas porque foi o chefe a dizer.
É claro que lá na Liga há uma data de Torquemadas desejosos de ver entrar, seja o que for, contra alguém do SPORTING. Mal apareça uma queixinha irrisória esfregarão logo as mãos de contentes com a possibilidade de exercer castigos à nossa equipa.
Mas a grande maioria das pessoas não é parva. E se o presidente do Nacional não acabar imediatamente com este estendal vai ter que engolir ainda mais. Depois não se venha queixar.

Monday, February 06, 2006

Para que servem os braços num jogo de futebol?

Na semana passada lancei aqui uma dúvida sobre Luisão: fiquei sem saber porque é que ele tinha levantado o braço depois de ter levado um nó do Liedson.
No jogo de Leiria Luisão voltou a levar um nó. Mas em vez de acenar com o braço usou-o para tentar agarrar o jogador do Leiria. Nem isso conseguiu.
Mas o braço de Luisão não deixa de ser multifacetado. Já serviu para dar cotoveladas e para parar a bola dentro da grande-área. Talvez o basquetebol seja a sua vocação e ele ainda não tenha entendido.

Sunday, February 05, 2006

Limpinho

O SPORTING jogou bem. Jogou para ganhar ao contrário da equipa adversária que jogou para não perder. O árbitro esteve mal, como já era de esperar tratando-se de quem era. Não é de agora: ajuda-se o adversário do SPORTING que é para ir variando.
Peço desculpa...

... mas não vou fazer como muitos bloguistas do SPORTING que resolveram vir agradecer ao presidente do Nacional.
Porque acho que os jogadores do SPORTING têm que jogar independentemente das parvoíces que um idiota qualquer venha dizer. E porque acho que a criaturinha nem sequer é digna de referência - admito que fiquei surpreendido com a quantidade de posts que os meus "colegas" fizeram na semana passada acerca da diarreia mental de que a figurinha padeceu.

Wednesday, February 01, 2006

Sempre o mesmo problema

Este rapaz tem um sério problema para quem é jogador de futebol: não o deixam jogar. A cena até já deu motivo de publicidade. Eu acho que só lhe restam duas hipóteses, tal como os putos que não são aceites para a equipa da turma: ou compra uma bola (o dono da bola joga sempre); ou vai à baliza (o que acontece aos que não jogam nada e só entram para fazer número).
Quanto à renúcia à selecção, acho que fez bem. Aliás, eu fiz o mesmo; também renunciei e nunca lá pus os pés.
A lentidão da justiça

Até tem alguma piada: quando sair a público o despacho de acusação do processo «apito dourado», os que eventualmente possam ir a julgamento, já não são os que controlam a totalidade da arbitragem do futebol português.
Sendo assim, quanto tempo vai demorar a investigar a propriedade das acções do Estoril-Praia; a tranferência (com gorjeta) de Moretto; o «desaparecimento» de Marcel da Académica; a necessidade dos adversários do galináceo terem que jogar com as mãos atadas atrás das costas; as viagens de árbitros e dirigentes a Marraquexe e por aí fora... Mais dois anos?

Tuesday, January 31, 2006

Dúvida

Porque é que Luisão, depois de levar um nó do Liedson no 2º golo, levanta o braço e acena?

Monday, January 30, 2006

Justiça e qualidade

Jogámos bem, muito melhor do que o adversário. Jogadores em grande nível e com muita determinação. E assim conseguimos uma vitória de grande categoria. Este jogo também serviu para mostrar o que vale a equipa do galinheiro quando não tem a ajuda dos amigos do apito.
Mas agora é preciso estar alerta: com a vitória neste jogo a equipa do SPORTING ficou marcada. Os companheiros de repasto do Veiga vão aproveitar a próxima oportunidade que tiverem para nos castigarem pelo resultado obtido. Espero que a actual direcção do SPORTING, ao menos, sirva para avisar que não andamos a dormir e que sabemos muito bem que a aldrabice está planeada, tal como na época passada.
E resta-nos esperar que os galináceos nem com a ajuda dos amigos da jantarada lá consigam chegar

Sunday, January 29, 2006

Cliente bem servido

Aquele sujeito louro que treina o clube galináceo andou a semana inteira a pedi-las. Pois esta jornada teve o que mereceu. É sempre bom poder satisfazer os desejos do cliente.

Friday, January 27, 2006

20ª Jornada

Ganhar, claro.
Força SPORTING!
Ninguém lhe mete uma laranja na boca?

Aquele comentador desportivo de cabelo louro que costuma estar no banco do clube galináceo veio mais uma vez falar do que se passou num jogo do SPORTING. Não lhe vou responder na mesma moeda porque não quero sujar o blog.
Mas fico sem perceber porque é que ele se acha no direito de ser o único a falar das arbitragens e dos jogos de todos os clubes. Lá por ser comentador e passar a vida a falar do que diz respeito aos outros não quer dizer que não haja mais ninguém a poder falar do que se vai passando no futebol. Ainda por cima as suas declarações têm todo o ar de virem preparadas de casa: Veiga agora também escreve em castelhano o que os outros funcionários do clube onde trabalha têm que dizer nas conferências de imprensa.
Tenho impressão que este é mais um dos que devia aceitar o repto de Mourinho: um teste de QI para esclarecer o que se passa no interior da sua cabecinha oxigenada porque o que vai papagueando a toda a hora lança muitas dúvidas. Ainda não percebeu que a equipa que treina tem ganho sobretudo devido a ajudas de árbitros e de outras instâncias do futebol como, por exemplo, os vários conselhos que castigam com jogos as outras equipas e com multas irrisórias a sua.
Este artista vai ter que entrar nos eixos. Esperem que não vai demorar muito.
Caro Rafa Benitez, faça o obséquio de lhe explicar o que ele não consegue entender.

Monday, January 23, 2006

Vamos por partes

A arbitragem

Miserável. Não causa escândalo porque neste futebol de jantares e viagens a Marraquexe já nada causa admiração: parece que o absurdo é a normalidade. E sabemos muito bem como é que acabaram situações em que o absurdo passou a ser a normalidade. Desde o início que se viu que havia uma estratégia concertada: o árbitro apitava mal, os bandeirinhas só viam o que lhes interesava e até o 4º Árbitro resolveu provocar o banco do SPORTING para ver se dava para expulsar dali um ou dois. Se olharmos para o comportamento dos árbitros em jogos do SPORTING e depois repararmos como se comportam com outras equipas fica tudo claro: o SPORTING é alvo a abater porque este ano tem que ser outra vez para o Galinhas. Simplesmente porque o Galinhas já tratou de comprar. A falta de vergonha é tal que os dirigentes da capoeira já nem se dão ao trabalho de esconder. Vale tudo porque quem os deveria por na ordem (Liga, Federação e Governo) assobia para o lado: no fim ainda ficam contentes por o seu clubezeco ter ganho. No campo rouba-se, na televisão lava-se: os tipos do OMO deviam olhar para o que vão dizendo os manhosos das televisões e jornais sobre os jogos. Aquilo é que é mesmo «lavar mais branco».
Não sei bem como, mas isto vai acabar mal. Depois os laurentinos, as laurentinas e todas as outras albertinas talvez acordem.

A equipa do SPORTING

Muito fraco. Não é a jogar assim que se conquistam títulos. E é bom que todos percebam isto: dirigentes, equipa técnica, jogadores, sócios e adeptos. Nem palavras tenho para descrever a insatisfação que sinto pelo que estão a fazer ao nosso clube.

Friday, January 20, 2006

Abram alas...

... vem a aí o fantástico, o extraordinário, o magnífico, o inimitável e sempre decisivo... TORNEIO DO VALE DO TEJO.
Esqueçam a Liga Inglesa, o Barcelona e a Juventus. Esqueçam o Euro que já lá vai e não sejam saloios para querer ver Káka, Ronaldinho Gaúcho e Adriano a jogar na mesma equipa, no Mundial.
Futebol a sério é no vale do Tejo. Tão a sério que algumas equipas portuguesas cedem jogadores a granel para aí abrilhantarem as suas carreiras com uma presença na equipa B.
Eu imagino João Moutinho e Ricardo Quaresma banhados em lágrimas, tipo vencedora de festival de Misses, quando souberam da sua convocatória para tão importante competição. O dia mais determinante das suas carreiras que nenhuma futura vitória na Liga dos Campeões fará esquecer.
Só não percebo é porque é que só vão jogadores de algumas equipas. Mas eu tenho andado distraído com ninharias como a carreira do Chelsea e as jogas do Federer e não tenho dado importância ao que no futebol é importante. Mea culpa.
Acabem com esta novela

Já não há paciência para ouvir falar de mais uma das muitas reuniões que Beto tem tido com a SAD. Nesta altura já nem se sabe muito bem o que está a ser negociado pois, como o jogador tem vindo a confessar, o seu objectivo é a sua saída a custo zero e não a renovação ou transferência.
Estando Beto muito longe de ser um jogador das minhas preferências, eu gostava mais de escrever um post desejando-lhe as felicidades, quem sabe se, finalmente, no Real Madrid.
Mas não o posso fazer. O comportamento de Beto está a ser bastante incorrecto. Vejamos: é claro que eu acho que qualquer jogador pode querer mudar de clube de modo a usufruir de uma melhor situação de trabalho, não tendo que fazer interferir nas negociações antiguidade, clubismos e outros sentimentalismos. Contratos são contratos. Só que se assim é, então as formalidades contratuais valem para as duas partes e, nessa medida, por que carga de água é que o devemos deixar sair a custo zero, a meio da época, de modo a ele ficar «com o passe na mão», podendo fazer um negócio muito mais vantajoso para si próprio ao inscrever-se noutro clube livre de compromissos?
Parece que afinal os 17 anos de SPORTING são invocados por si apenas para se ver livre de um contrato que ainda não terminou e que ele não pretende concluir. Eu por exemplo, acharia muito mais digno que esses 17 anos servissem para que o atleta mostrasse brio até ao último minuto do último jogo com a camisola do SPORTING.
Para mim, Beto nunca mais deveria ter sido capitão depois do que se passou com Custódio. Mas, por obra vá-se lá saber de quem, ele lá continuou como se nada fosse. Segue-se a próxima fase: entrevistas em tudo o que é meio de comunicação, fazendo queixinhas por não o terem deixado tratar da sua carreira, à sua maneira, claro. Poupem-nos a historietas inúteis, por favor.
Rui Jorge

Regressa ao futebol um dos atletas mais íntegros que passou pelo nosso clube. Merece terminar a sua carreira com dignidade. E quem o mandou embora pode ir pegar touros para os forcados amadores de Alcochete que é lá o seu lugar.

Monday, January 16, 2006

Prometo ser breve

Estou desejoso de poder comentar as recentes declarações de Soares Franco. Dada a gravidade do que foi dito, o comentário não poder ficar por um post de dois minutos. Assim que puder deixarei aqui a minha opinião.
Belenenses - SPORTING

Não vi o jogo. Pelo resumo, pareceu-me fraco. O Belenenses foi um adversário «fácil»; é uma equipa que joga muito pouco. No SPORTING há, neste momento, apenas dois ou três jogadores a renderem o mínimo exigido. O comportamento da equipa nos próximos jogos é uma incógnita: espero que as coisas melhorem.
A contabilidade que não interessa

Quantos frangos e outras asneiras declaradas dá Vítor Baía por época? Se nos lembrarmos das últimas quatro ou cinco, certamente muito mais do que Ricardo. Só que isso não interessa: é muito mais «politicamente correcto» para os trapaças cá do burgo inventar motivos para dar cacetada no Scolari, usando Ricardo como arma de arremesso.

Friday, January 13, 2006

Adriano no Porto?

É para o lado que eu durmo melhor. Aliás, aproveito para agradecer a Pinto da Costa o facto de ter poupado os sócios do SPORTING a mais um disparate que a SAD se preparava para cometer.

Wednesday, January 11, 2006

A dormir, mais uma vez

O SPORTING começou por se mostrar interessado em Paulo Ferreira dois anos antes de o Porto o contratar. Quase todos os sportinguistas achavam esse negócio bastante positivo, dada a idade e a categoria do jogador. A SAD fazia uns contactos com o Setúbal mas nada; do SPORTING vinha sempre uma desculpa qualquer para se adiar a contratação. Resultado: certo dia o Porto falou com o Setúbal e contratou o jogador sem grandes alaridos, como convém. Quanto à carreira de Paulo Ferreira nas épocas seguintes não vale a pena dizer grande coisa: está à vista de todos o óptimo negócio que o Porto fez e que nós não fizémos porque andámos para trás e para a frente com conversa de quem não sabe muito bem o que quer.
Pois parece que no SPORTING não se aprende com os erros. Há uns tempos que se fala no interesse, por parte do SPORTING, em Miguelito, na altura, do Rio Ave. E nada. Entretanto o Porto precisou de um jogador para aquela posição, falou com o Nacional - no meio deste compra-não-compra o jogador mudou de clube - e aí vai ele a caminho do Porto. Outra oportunidade perdida.
Como sportinguista peço, a partir de agora, uma coisa à SAD: não lancem ideias sobre contratações sensatas que não pretendem realizar. É só para evitarmos a desilusão de vermos bons jogadores «referenciados» pelo SPORTING a caminho dos nossos adversários.