Friday, June 09, 2006

Portugal no Mundial

Eu sei que é um bocado chato quebrar as ondas de euforia. Mas a sinceridade é uma coisa que eu estimo. Já há muitos anos que eu vejo a selecção (de futebol sénior) com alguma indiferença. Não sei muito bem qual a razão. Acho até que não deve ser apenas por uma só razão, mas sim por várias que têm aparecido ao longo dos anos. Sou português, gosto que Portugal ganhe, mas os resultados da selecção não me dizem muito: 20 minutos depois de Portugal ter perdido a final do europeu contra a Grécia, eu já não me lembrava do assunto. Qualquer jogo do SPORTING para o campeonato é para mim mais interessante do que um jogo da selecção. Eu sei que isto é assim com muitos portugueses. A diferença é que os outros têm vergonha em assumir isto porque acham que a sua dedicação ao país está posta em causa só por dizerem que o apoio à selecção de um país não é uma coisa que se tenha que fazer a qualquer preço. Eu não tenho problemas nenhuns com isso e como tal, repito: sim, a mim interessa-me muito mais o meu clube do que a selecção, seja em que circunstância for. Tenho legitimidade de pensar assim porque entendo que a dedicação ao país não se esgota em 90 minutos de exaltação patriótica. Há maneiras muito mais valiosas e sérias de mostrar a dedicação ao país. Fazer do apoio à selecção uma espécie de critério de portugalidade não passa de folclore para entreter os mais toscos.
Mas no caso concreto da selecção portuguesa, o que eu acho é que ela não se cansa de nos dar motivos para que pouco nos interessemos por ela. A selecção é basicamente um espelho do futebol deste país: amadora no meio de profissionais, com a mania das grandezas numa casa muito desarrumada e cheia de cagança sempre que está ao lado dos outros. Esta direcção administrativa (Madaíl) e técnica (Scolari) tem sido uma forma de exponenciar isso. O que me vem à cabeça sempre que ouço falar da selecção é aquela expressão: o rei vai nu.
Madaíl é um incompetente. Não há ninguém que não tenha percebido que aquele homem só ocupa aquele cargo porque em Portugal o sistema de eleição dos dirigentes da federação é do mais obtuso que se pode conceber, ainda por cima ilegal, violando a Lei de Bases aprovada na assembleia da república.
Depois temos o treinador Scolari, esse sim, um verdadeiro case study do que é, para mim, uma nefasta gestão do futebol. Scolari tem virtudes, como quase toda a gente. Uma das virtudes que ele tem é a de ser um especialista em matéria de comunicação, na boa tradição brasileira. O que eu mais destacaria do seu consolado é precisamente a forma quase sempre hábil como ele gere a sua carreira e os seus interesses. Depois há o outro lado da moeda. Começa logo com o facto de se tratar de um indivíduo mal-educado: cada vez que a coisa não lhe cheira trata de se defender, não com argumentos, mas com insultos, suspeitas, insinuações e provocações. Vai para os jornais brasileiros insultar os portugueses que ousam criticá-lo, não com argumentos ou com críticas, mas com insultos cobardolas. Veja-se o caso das conferências de imprensa que o indivíduo dá: aquilo não são conferências de imprensa, são comícios. Assim que alguém fizer uma pergunta que não lhe agrade, o assessor manda calar o jornalista que passará logo para a lista negra: a dos que deixam de estar nas boas graças da tropilha. Porque é que ninguém escreveu, ou disse, alto e bom som, que o adjunto de Scolari estava a dormir durante um jogo da selecção? Desgraçado do que o fizesse. Seria no mínimo apelidado de racista – expressão recorrente no vocabulário de Scolari – só por dizer a verdade. Na sua estratégia de marketing, certamente montada por um qualquer compatriota seu especialista na área, quem não está com ele é porque não está com a selecção, porque, diz ele, temos que estar todos concentrados nos objectivos desportivos. Só é pena que ele não seja o primeiro a dar o exemplo, arranjando uma rábula com a sua ida para Inglaterra, em pleno período de concentração para os tais objectivos. Com o tempo, Scolari foi apalpando o terreno de modo a perceber até onde podia ir. E já viu que até se pode dar ao luxo de não fazer aquilo para que é muito bem pago – ver os jogos do campeonato, por exemplo – que ninguém lhe diz nada. Como é um tipo esperto, tratou logo de perceber como funciona a generalidade dos jogadores portugueses para saber como os ter consigo. É certo que não é preciso muito. Qualquer um de nós, minimamente atento ao futebol português, sabe que essa história da união do grupo e do facto de Scolari ter “a equipa toda com ele”, como se diz por aí, não é assim tão difícil. Basta seleccionar sempre os mesmos, aquele grupinho que acha que é dono daquilo, faça o que fizer, depois dar-lhes muitas folgas e muitas liberdades, defendê-los perante a comunicação social sempre que eles fazem uma asneira qualquer e alinhar naquelas patetices meio místicas, meio patrioteiras de que a maior parte dos jogadores tanto gosta. Como é que se admite que jogadores profissionais vão para um estágio, façam alarvidades de puto de 15 anos em viagem de finalistas e o treinador e os adjuntos ainda os protejam com uma estúpida conversa acerca das liberdades pessoais, do sono, do descanso e dos hábitos higiénicos? É claro que eu não estava à espera de ver Scolari dizer que os jogadores se portaram mal, fizeram asneiras no hotel durante os estágio e portanto vão embora. Ainda assim, é patético ver um adjunto dizer que os «hábitos de higiene são da responsabilidade dos jogadores» só porque se soube que estes tinham feito disparates de adolescente parvo nas casas de banho do hotel onde estavam. Só que este Scolari, que faz um esforço enorme para passar a imagem do irredutível que nunca se deixa afectar, faz precisamente o contrário do que diz. Esta semana, para manter a sua aura de duro, deu um raspanete aos jogadores “para jornal ver”. O Figo, certo dia, resolveu que não ia mais à selecção, dizia ele que estava cansado e mais não sei quê. Toda a gente achou muito bem. Passados uns tempos, Figo fez contas e percebeu que estava a perder muito dinheiro nos contratos publicitários, pelo facto de não ir à selecção. Mudou de ideias. Scolari tratou logo de dizer que sim. E quase ninguém se lembrou de achar que tinha sido uma atitude pouco profissional, a de Figo, ficando à espera que fossem os seus colegas a conseguir o apuramento porque o cavalheiro “andava cansado”. Onde andava nessa altura o durão Scolari?
Se há coisa de que Scolari não gosta mesmo é de falar de futebol. Ao longo destes anos, tenho a impressão de que não vi o indivíduo, uma única vez, a falar de futebol. As suas conferências de imprensa, entrevistas, etc. são sempre sobre tudo menos sobre futebol. Porque na verdade não lhe interessa discutir o essencial; e assim passou à margem a patética figura que a selecção fez na final do EURO contra a Grécia. Ninguém ousou questionar sobre o assunto, a não ser os tais críticos que ele diz que são racistas. Neste momento as suas baterias estão apontadas para a estratégia do bode expiatório: o mundial ainda não começou e a estratégia da desculpabilização para a possibilidade de as coisas virem a correr mal já está montada: Madaíl diz a toda a hora que quando chegar a Lisboa vai ter umas coisas para dizer e Scolari anda com aquela do “sei quem são os quatro ou cinco” com quem vai ter que acertar contas. Ao menos esperavam pelos resultados. Estarem com desculpas antes de jogar é sinal de medo. Ou será que aprenderam com a experiência: é que Saltillo começou assim. Os ingredientes estão lá todos: tal como em 86 temos uma equipa de veteranos que vê a selecção como uma posse. Tal como em 86 temos um conjunto de jogadores que acham que já deram muito ao futebol português e a toda hora invocam isso para refutar a mais ligeira das críticas (os de 86 acharam que o apuramento quase milagroso lhes conferia o direito de fazer o que fizeram). Tal como em 86 os dirigentes assobiam para o lado sempre que são chamados à razão. Tal como em 86 a maior parte dos jornalistas estava tão contente por estar no Mundial que se esqueciam de dizer o que se estava a passar. Tal como em 86 tivemos uma convocatória, no mínimo estranha. E assim sucessivamente: não vale a pena estar aqui a lembrar coisas que são mesmo para esquecer.
Não se trata de estar aqui com pessimismos. Não gosto nada do que tem sido a preparação da selecção até à data. Ficarei satisfeito se forem campeões do mundo. Não é isso que me vai fazer mudar de ideias acerca de Scolari, da maioria dos jogadores, dos dirigentes da federação e dos jornalistas que tão entusiasmados andam atrás de tudo o que seja verde e encarnado.
Peço desculpa pelo tamanho do texto e desejo-vos um bom fim-de-semana desportivo na companhia da final de Roland Garros e do Portugal – Ucrânia em andebol (apuramento para o Mundial de 2007).

Wednesday, June 07, 2006

Teaser

Eu vou postar sobre a selecção. Só não o fiz porque ainda ando à procura de um sítio para onde fugir depois de publicar a posta. Já não falta muito, tenham lá paciência.

Tuesday, June 06, 2006

Fruta da época

Está na altura de saírem da toca os dignos representantes de algumas espécies que costumam dar à costa nestas alturas. À custa do futebol, há uma quantidade enorme de palermas que vêem aumentado o seu tempo de antena, dando largas à sua militante imbecilidade. O futebol é mesmo uma coisa que dá para tudo. E toda a gente acaba por se aproveitar dele. Do conjunto de figurinhas que agora surgem, eu destacaria três tipos: as jornaleiras histéricas, os pseudo-intelectuais anti-futebol e os patrioteiros bandeirola.

Jornaleira histérica:

A jornaleira histérica é geralmente uma jornalista jovem. Não percebe nada de futebol e está ali apenas para o entretenimento. Faz reportagens em casa dos jogadores sempre naquele tom coloquial-descontraído, como se conhecesse há 20 anos o jogador que tinha visto pela primeira vez, dez minutos antes de a câmara começar a gravar. Os temas da conversa não vão além de assuntos como os tempos livres, a contribuição para causas sociais, e os estágios longe da família. Lá para o fim pega ao colo do pimpolho mais novo do jogador e faz-lhe umas festinhas enquanto o puto se baba. Depois pede ao de 5 anos para pegar no microfone e dizer umas patetices quaisquer.
A jornaleira histérica também faz directos. Os jornas têm a mania que o directo lhes dá um estatuto especial. Os directos preferidos da jornaleira histérica consistem em ir para um daqueles bares decorados com bandeiras de Portugal e do Brasil, música brasileira a acompanhar, muito barulho e muita confusão. Aí a jornaleira atinge o pleno: vai para a esplanada e começa a perguntar aos grunhos que se dispõem a responder, qual vai ser o resultado do jogo. 2-1; 3-0; 4-2 e é vê-la toda contente como se aquilo fosse importante. Às mulheres, a jornaleira pergunta qual é o seu jogador preferido: é tão estúpida que se esquece que a maioria das mulheres não são estúpidas como ela e, como tal, no futebol interessa-lhes muito mais do que o peito deste e o cu daquele. É machista porque acha que as mulheres gostam de futebol por causa de poderem ver homens. Tem tanto mau gosto que nem se apercebe que, se as mulheres quiserem ver homens interessantes, têm mais sítios para os procurar do que o futebol.
A jornaleira histérica adora ir para a confusão depois de uma vitória da equipa portuguesa. Aí é que é: aqueles mitras todos que vêem bola em ecrãs gigantes, bebendo cerveja em copos de plástico, aproximam-se para grunhir umas alarvidades saloias contra o país que acaba de perder. Há um ou dois que aparecem de telemóvel na mão e há um que manda beijinhos para casa. Quando o emplastro anda por perto é a única forma de aquilo ter interesse. Para a jornaleira histérica, desporto e teatro de revista são a mesma coisa: lá dão para ela espraiar a sua ignorância em intermináveis programas sem ponta de interesse jornalístico. Se perguntarem às jornaleiras histéricas o que é um fora-de-jogo, 99% dirão que «é quando a bola sai do campo».

Pseudo-intelectual anti-futebol

O pseudo-intelectual anti-futebol é geralmente um daqueles que de intelectual não tem nada. Nunca escreveu, pintou, ou tocou nada de jeito. Fica-se apenas por ser crítico desta ou daquela área. Ou então comentador convidado de um jornal qualquer. Porque o pseudo-intelectual anti-futebol não faz. Comenta, critica e analisa. Que é o mesmo que dizer que é um frustrado. Como os verdadeiros intelectuais são inteligentes e as pessoas inteligentes costumam gostar de desportos, de jogos, de desafios, de um pouco de irracionalidade e paixão desmedida até, o pseudo-intelectual anti-futebol é alguém que vive um bocado ressabiado com o que lhe passa ao lado. Invoca a toda a horas a supremacia da leitura e de outras temáticas que ele acha nobres, como se fosse impossível uma pessoa gostar de futebol e ter também outro tipo de interesses: para ele, não entra na cabeça a ideia de se poder gostar de futebol e de outro tipo de actividades em simultâneo. O pseudo-intelectual anti-futebol vê no futebol a causa de todos os males nacionais: o país não se desenvolve porque se gasta muito dinheiro com o futebol, as crianças não aprendem na escola porque só pensam em futebol e por aí fora. O pseudo-intelectual anti-futebol é um frustrado: quando tinha 12 anos era gozado por toda a turma por não ser capaz de chutar uma bola. O trauma ficou-lhe e agora vinga-se. E vinga-se vindo com umas larachas pseudo-intelectuais como se isso servisse de caução para os disparates que vai espalhando. É certo que a maior parte dos intervenientes do futebol português não se cansam de arranjar motivos para que as pessoas olhem de lado para o futebol: ter gente como Valentim Loureiro e Gilberto Madaíl a dirigir o futebol, parece de propósito para que se ganhe logo uma antipatia pelo tema. No entanto, importa separar as águas: o futebol é uma coisa, a sua organização, quem dirige, quem joga, quem treina e quem arbitra são outra. Estes intelectuais são invariavelmente uns chatos. Têm uma visão provinciana do que eles acham que é a cultura e falta-lhes uma virtude fundamental para serem intelectuais como pretendem: não têm capacidade de perceber que cada coisa tem o seu lugar e que uma pessoa não é mais ou menos estúpida por gostar ou não de desporto.

Patrioteiro bandeirola

O patrioteiro bandeirola compra um arsenal de kits com bandeiras e restante tralha nas lojas do chineses, decorando a casa e o carro com o mesmo sentido de missão com que arma a árvore de natal e monta o presépio. Um misto de obrigação e satisfação. É para apoiar, dizem eles. O patrioteiro bandeirola descobre um enorme orgulho em ser português, mas apenas quando a selecção joga. 15 dias depois do mundial acabar já está ele no café a pregar bem alto que “este país é uma miséria” e “não tem ponta por onde se pegue” a propósito de um notícia qualquer sobre as actividades de alguém que desempenhe um cargo público. Aí sente-se no direito de julgar e condenar quem seja apenas suspeito, invocando que é por causa desses que o país «não anda para a frente». O patrioteiro bandeirola conduz à chico-esperto, compra umas coisas sem factura «porque até conhece um gajo que trabalha nessa cena» e arranja um esquema qualquer para aldrabar a declaração do IRS. Aí, o “amor à pátria” já não conta. Afinal, o “país não anda para a frente por causa deles”[os políticos, presumo]. E não por causa de chicos-espertos como ele. O patrioteiro bandeirola é capaz de armar uma zaragata só porque alguém se lembra de dizer que o Abel Xavier fez mesmo penálti. Para o patrioteiro bandeirola tudo o que os jogadores da sua equipa fazem está sempre certo. As falhas devem-se sempre aos outros que nos roubam, porque, diz o patrioteiro bandeirola, «há muitos interesses para prejudicar Portugal», sem nunca especificar quais. O patrioteiro bandeirola é o tuga por excelência: é grunho e tem orgulho nisso. Adora perder tempo com tudo o que não interessa para nada.
Enfim, fruta da época. Isto passa.

Thursday, June 01, 2006

R.I.P.

Faleceu Vitorino Bastos. Que fique em Paz. Condolências à família.

Tuesday, May 30, 2006

Parece-me bem

Carlos Pereira e Ricardo Peres renovaram os seus contratos de modo a permanecerem na equipa técnica para as duas próximas épocas.
Não conheço muito bem Ricardo Peres. Pelo que percebi, foi competente nas funções que tinha que desempenhar e em virtude disso foi convidado a renovar.
Carlos Pereira é um sportinguista que aprecio: é competente, discreto e quando fala, fala pouco mais bem: qualidade rara na maioria dos treinadores portugueses.
Que obtenham sucesso nas respectivas tarefas, é o que lhes desejo.

Monday, May 29, 2006

Saudação à equipa de andebol do SPORTING

Perdemos a final da Taça de Portugal em andebol por um golo de diferença, após prolongamento.
A nossa equipa bateu-se bem; podia ter ganho. Paciência, ganhamos da próxima vez. Aproveito para sublinhar o comportamento digno dos atletas que continuam a prestigiar o nome do SPORTING. O andebol é uma modalidade de grande significado no nosso clube. E uma modalidade que nos tem dado bastantes títulos e bastante prestígio.
Temos sido, nós e os outros clubes, prejudicados por uma guerra que vem existindo entre alguns dirigentes e organismos do andebol português. Com o governo, entidade que deveria avançar com a reposição da ordem numa contenda que já dura há três anos, a assobiar para o lado com medo de se chamuscar naquilo que eles devem achar que é uma "insignificância". Quando o fim da confusão parece estar à vista eis que surge mais um dirigente com mais uma exigência qualquer. Quem perde é a modalidade.
No entanto, esta balbúrdia não vai poder durar para sempre. Vale a pena investir no andebol do SPORTING. Os atletas e os sportinguistas que apoiam a nossa equipa merecem. O SPORTING merece.

Friday, May 26, 2006

Quem souber, responda

Porque é que a imprensa desportiva portuguesa nem sequer fala do que se está a passar com o futebol italiano?
E porque é que para a outra imprensa portuguesa o assunto não vai além de uma nota de rodapé?
Porque é que os meios de comunicação desportivos, em Portugal, dão mais importância a qualquer espirro do Ronaldinho em Espanha e a qualquer falhanço do Morientes em Inglaterra do que ao que se passa em Itália?
A que se deve tanta parcimónia em falar do assunto só porque há um atleta transferido de um clube italiano para um clube português?
Porque é que a Fifa é mais veemente e formal a tentar proibir a malta de ver a bola nas tascas, do que que a comentar o que se passa no futebol italiano?

Wednesday, May 24, 2006

A 5 éros na Feira do Relógio

Petit e Nuno Gomes, dois indíviduos conhecidos pelo facto de serem muito inteligentes, vieram dizer para os jornalistas que levavam filmes pirateados para o estágio da selecção.
Petit já terá dito: "Fiz pirataria mas há quem faça muito mais do que eu; só olham para mim porque eu sou de um grande."
Nuno Gomes não disse nada porque teve que ligar primeiro à mulher para saber que resposta dar.
Madaíl falou mas não sabemos o que disse porque o seu depoimento foi tão longo que os jornalistas que ficaram acabaram por adormecer.
Scolari falou em racismo... estético: "Estão atacando o Petit porque o cara é feio que nem bode. Isso aí é racismo dos portugueses."
Cristiano Ronaldo, assim que ouviu falar em DVD, disse logo: "Essas imagens são falsas. Estão a tentar desestabilizar-me mas não vão conseguir porque eu estou concentrado na selecção".
Ricardo Costa afirmou:"Não faço comentários sobre isso. Querem retirar-me valor mas eu estou aqui porque mereço e o sr. Scolari confia em mim."
Figo disse que "o negócio dos DVDs não me interessa, de momento. Os meus investimentos estão a ser feitos noutros sectores."
Quaresma disse "na minha família ninguém vende DVDs. Nós é roupa e malas."
Uma óptima aquisição

Tomaz Morais, treinador de rugby que tem feito um excelente trabalho como seleccionador nacional, ingressa no SPORTING como colaborarador. Vai estar ligado à área da formação.
Esta notícia agrada-me. Sou um admirador do seu trabalho à frente da selecção de rugby e acredito que as suas ideias sobre o desporto de alta competição podem ser úteis ao nosso clube. Desejo-lhe um óptimo trabalho.
Já agora, aproveito para dizer que ainda não perdi a esperança de o SPORTING voltar a ter equipa de rugby.

Monday, May 22, 2006

Último questionário (para acabar de vez com estes questionários merdosos)

Se me interessa o facto de José Peseiro não ir treinar nenhum clube português?
-Acho normal.

Se eu acho que José Peseiro percebe de futebol?
-Nada.

Se o acho um bom treinador?
-Não.

Se o acho indicado para treinar no campeonato português?
-Nem estou a ver onde ele possa treinar.

Do que mais me lembro da sua passagem pelo SPORTING?
-Infelizmente ainda me lembro de muita coisa que me esforço bastante para esquecer.

Se gostava de o ver de novo no SPORTING?
-Não.
SPORTING - Campeão Nacional de Andebol (Divisão de Elite)

Parabéns à equipa do SPORTING que venceu o campeonato. Foram justos vencedores. Espero que a direcção do clube seja capaz de perceber o valor das modalidades no contexto do SPORTING. E espero que faça muito bem as contas antes de tentar extinguir algumas delas.
E agora vem a Taça de Portugal. Força SPORTING.
Outro Questionário (a propósito não sei de quê)

Se me interessa o facto de Fernando Santos ir treinar um clube português?
-Não, desde que não seja o SPORTING.

Se eu acho que Fernando Santos percebe de futebol?
-Muito pouco.

Se o acho um bom treinador?
-Não.

Se o acho indicado para treinar no campeonato português?
-É capaz de dar um treinador de sucesso no Vietname, na Albânia e no Cazaquistão.

Do que mais me lembro da sua passagem pelo SPORTING?
-Felizmente já não me lembro de quase nada da sua passagem pelo SPORTING.

Se gostava de o ver de novo no SPORTING?
-Não.

Friday, May 19, 2006

Questionário (a propósito não sei de quê)

Se me interessa o facto de Queiróz ir treinar um clube português?
-Não, desde que não seja o SPORTING.

Se eu acho que Queiróz percebe de futebol?
-É capaz.

Se o acho um bom treinador?
-Nem por isso.

Se o acho indicado para treinar no campeonato português?
-Não.

Do que mais me lembro da sua passagem pelo SPORTING?
-Da choraminguice constante.

Se gostava de o ver de novo no SPORTING?
-Não.

Thursday, May 18, 2006

Prazer

Costumo ficar contente quando vejo um jogo com dois ou três jogadores de futebol, acontecimento, aliás, um pouco raro.
Ontem pude ver um desafio com seis: Ronaldinho Gaúcho; Deco; Eto'o; Larsson; Ljungberg e Thierry Henry.
Assim sim.

Tuesday, May 16, 2006

O presidente da junta

Já saiu a lista dos convidados de Scolari, o presidente da junta, como ele não se cansa de referir. Se não se tratasse de um assunto sério até podia dar para rir: o atrevimento deste seleccionador consegue ir mesmo muito longe. Já tratou de demonstrar que os seus interesses estão acima dos da selecção que ele deve treinar. Faz questão em não ver jogos, mistura os seus negócios pessoais com o trabalho da equipa e ainda arranja tempo para se intrometer no trabalho das equipas técnicas das outras selecções nacionais. Afirmando sempre que é ele que manda, não fosse ele o presidente da junta. Só quem sente em causa as suas capacidades de liderança é que necessita de estar a toda a hora a vincar esse mesmo poder. É o caso deste cavalheiro: precisa de estar sempre a dizer que é ele que manda, colocando em causa a Federação, a Liga e outros órgãos do futebol, porque na prática é um tipo frouxo que só gosta de lidar com aqueles que o bajulam. É o que eu considero um incompetente.
Vejamos a lista dos convidados. Há um guarda-redes que nem sequer está no banco da sua equipa (Quim) e há outro (Bruno Vale) que vai a dois torneios, sem que se perceba qual o critério. No fim o que resta é que só um tipo completamente a leste do futebol português é que acha que estes são os três guarda-redes mais habilitados para fazerem parte da selecção.
Na defesa a história repete-se. Miguel e Ricardo Costa não são titulares das suas equipas. Não mostraram ao longo da época valor para fazerem parte da selecção, mas aí vão eles ao Mundial. Um jogador como Tonel fica de fora só por ser do SPORTING e porque Scolari não gosta nada do SPORTING, tal como não gosta mesmo nada do Porto. No meio campo a palhaçada é total: um jogador que não joga porque foi despedido do seu clube (Costinha), dois que praticamente pouco jogaram e não mostraram grande serviço quando o fizeram (Hugo Viana e Maniche) e ainda um outro (Petit) que não vale nada como jogador e só a protecção dos árbitros na Liga portuguesa permite que ele vá andando pelo campo a distribuir paulada em quem lhe aparece à frente: claro que com uma arbitragem séria este tipo nunca joga 90 minutos. Nos avançados temos mais do mesmo: Hélder Postiga e Nuno Gomes são dois jogadores sem lugar na selecção – nada mostraram ao longo da época para lá estarem. Boa Morte, sendo um jogador razoável, só vai porque Scolari ainda tem tempo para mais umas provocações ao Porto, no caso, ao não levar Quaresma.
Scolari tem um comportamento requintado. Só um tipo muito engenhoso é que consegue ser BEM pago para ser seleccionador nacional e ter a lata de não colocar na selecção os dois melhores jogadores portugueses a actuar em Portugal, Ricardo Quaresma e João Moutinho.
Não vale a pena dizer muito mais. Os interesses do presidente da junta estão acima de tudo. As desculpas surgirão com a maior das naturalidades como é característica deste tipo de espertalhões.
Sou português, quero que Portugal ganhe. Mas a razão diz-me que este seleccionador e os seus convidados mereciam perder os três primeiros jogos por 3 ou 4. Para voltarem de bolinha baixa. Já não há pachorra para aturar este indivíduo. Nunca mais chega a hora de o ver a treinar o galinheiro.

Thursday, May 11, 2006

Sá Pinto

Vamos ter o capitão Sá Pinto a jogar durante mais uma época. Se ele se sente em condições, é bom que jogue mais um ano porque se trata de um jogador importante na equipa do SPORTING, não só pelo que joga mas também pelo papel que desempenha no clube.
Boa sorte Sá Pinto.

Wednesday, May 10, 2006

Paulo Bento

Temos treinador para as próximas duas épocas. Acho natural que se tenha renovado com o Paulo Bento. O trabalho que ele desenvolveu no SPORTING enquanto treinador dos juniores e da equipa principal foi positivo. Conhece o clube, é sério e tem vontade de vencer, o que acaba por esconder alguma falta de experiência que ainda se nota. E é um treinador disciplinador, facto absolutamente vital para uma equipa como a do SPORTING, depois de ter sido treinada por Peseiro.
Sabemos que nem tudo vai ser fácil. Desejo-lhe as maiores felicidades. Espero poder contar com ele tal como ele vai poder contar comigo e com os outros sócios. O trabalho sério e de qualidade vai valer a pena, tarde ou cedo ele vai-se revelar. Boa sorte, Paulo Bento.

Monday, May 08, 2006

2º lugar - 72 pontos

Se não se ganha o balanço não pode ser positivo. Mas atendendo ao que se passou ao longo da época, temos que reconhecer que atingir o 2º lugar nem foi mau de todo. Quem diria que a equipa que Peseiro largou iria chegar ao apuramento directo para a Liga dos Campeões?
Paulo Bento foi para mim uma admirável surpresa. Teve uma prestação de categoria no cargo de treinador da equipa principal. Entendo que deve renovar e que lhe devem ser dadas condições para desenvolver um trabalho sério e de qualidade. Do que é que estão à espera?
Descidas

A Liga fica mais pobre sem o Belenenses e o Vitória de Guimarães. São duas equipas que têm adeptos, história e capacidade de proporcionar bons espectáculos, mesmo quando não estão no melhor dos momentos. Qualquer um é capaz de reconhecer que um Belenenses - SPORTING ou um Guimarães - Porto são desafios apelativos e capazes de suscitarem o que muitos de nós queremos: futebol de qualidade e interesse competitivo.
Desceram. Na Liga principal ficam algumas equipas cujos adeptos que vão ao estádio cabem todos dentro de um autocarro. Mas os resultados é que contam. Mesmo que tenham razões de queixa, das arbitragens e não só, uma coisa é certa: estavam a pedi-las. Quem tem como treinadores Jaime Pacheco e Vítor Pontes e quem aposta em Carlos Carvalhal e José Couceiro estava a arriscar. E, às vezes, quem arrisca petisca. Eu sei que nestes 4 treinadores há alguns que estão "muito bem posicionados para..." como agora é moda dizer-se. Não duvido: um fato e uma gravata e meia dúzia de banalidades futeboleiras são suficientes para se fazer um treinador, neste país onde o grau de exigência face à maioria das actividades é mínimo.
Mas uma coisa é certa, nenhum deles entrou por ali dentro obrigando os clubes a contratá-los. Venham com as desculpas todas, legítimas ou não, as direcções do Guimarães e do Belenenses são as principais responsáveis. E é bonito ver gente a assumir as suas resposabilidades.
Mas eu não tenho nada que ver com isso. Não façam caso.
Os intervalos

Ao tomar conhecimento do que se foi passando nas últimas 2 jornadas - com vários jogos em simultâneo - apercebi-me que vários jornalistas, comentadores, jogadores e treinadores referiram que houve jogos com arbitragens completamente diferentes da primeira para a segunda parte. Não vale a pena estar aqui a enumerar todas as situações; até o mais distraído dos adeptos deu conta. Parece-me que os jogadores e treinadores não foram os únicos a fazer contas ao intevalo...

Friday, May 05, 2006

Última jornada

Acredito que é possível vencermos o Braga. Vamos a isso.
Esta mania que os rafeiros têm de se atirarem aos tornozelos das pessoas

Os presidentes do Nacional e do galinheiro prosseguem na sua estratégia de acusarem os outros daquilo que eles próprios são. É por causa da mania das grandezas que os dois têm: estão tão cheios de si que resolveram colocar espelhos por todo o lado onde passam. Resultado: a sua imagem persegue-os de tal maneira que eles só se vêem a si. E assim temos o mais vulgar dos patos-bravos a chamar vulgar a um jogador que marcou vários golos à sua equipazeca. E depois vem também o mais rasteiro dos candidatos a mafioso-mor do futebol português a chamar baixo a uma pessoa.
Não há ninguém a verificar se têm as vacinas em dia para poderem andar na rua?

Tuesday, May 02, 2006

Rio Ave - SPORTING

Mais três pontos inteiramente justos. Vamos trabalhar com vista à vitória no próximo jogo.
A andar de bicicleta nunca vi. A treinar uma equipa de futebol anda aí um

O treinador do galinheiro não é nada inteligente. E não tem memória. Se tivesse, lembrava-se de como a sua equipa roubou o Rio Ave para lá ter conseguido uma vitória. É um fraco; não é capaz de assumir as suas falhas e invoca mistificações estapafúrdias para se referir às vitórias dos outros. É um cobarde: insinua em vez de provar. Se fosse homem, com cara, dizia tudo o que sabe sobre as “alegadas” facilidades que o Rio Ave concedeu ao SPORTING, no jogo disputado em Vila do Conde e não em Loulé. Ainda lhe estão atravessadas as duas derrotas contra o SPORTING. Como tal, não perde uma oportunidade de falar do nosso clube. Nunca diz nada de jeito e até nos diverte, o que não é de estranhar vindo de quem tem a inteligência de um daqueles tamancos de madeira que se usam lá na terra dele. Para se livrar das suas responsabilidades não se coíbe de colocar em causa o profissionalismo de uma equipa em situação difícil para evitar a descida – vamos ver no fim como é que o Rio Ave ficaria classificado se pudesse contar com os três pontos que lhes foram retirados no jogo contra o galinheiro. Foi, ao longo da época, o treinador com os comentários mais ordinários que se ouviram acerca de jogos e arbitragens – as tais que ele diz que não comenta. Comentários tão baixos que já nem no futebol português são habituais.
Tenho uma grande curiosidade relativa a este assunto: o que diriam os editorialistas e outros articulistas da praça se estas declarações tivessem sido feitas por Paulo Bento ou Co Adriaanse? E como seria a capa d'A Bola?
Termino com as sábias palavras de Danielson: "O Liedson fez o que quis da defesa do Benfica no jogo da Luz e o senhor Koeman não veio dizer que os golos tinham sido ridículos ou que tinham sido facilitados." Pois é, Danielson. A diferença está na inteligência, que uns têm e outros não.
Leitão da Bairrada a caminho do PSV (só falta levar uma rodela de laranja na boca).

Friday, April 28, 2006

Cidadania leonina

Votar.

Thursday, April 27, 2006

Está a começar e já enjoa

Como contribuinte fiscal - com tudo em dia - também devo poder dar a minha opinião acerca desta novela mexicana com personagens brasileiros, ingleses e portugueses. Ou não é verdade que, embora por via indirecta, há dinheiro do orçamento de estado a pagar a equipa técnica nacional?
Se o presidente da FPF fosse capaz de tomar atitudes como a grande maioria das pessoas fazem, mandava este sr. Scolari calar-se com os seus negócios pessoais enquanto estiver a ser pago para treinar a selecção portuguesa. Quando o seu contrato acabar então que fale da sua vidinha com quem lhe apetecer e quando lhe apetecer, mas longe daqui, s.f.f.

Monday, April 24, 2006

SPORTING - Vencedor da Taça de Portugal / Futsal

Quase não é notícia nos jornais desportivos, nem nos gerais, mas aconteceu. Deve ser por falta de espaço. Não acredito que seja apenas para passar ao lado de mais uma derrota do derrotado. Parabéns aos vencedores.
A saga continua

Mais um capítulo da majestosa campanha destinada a colocar o clube do galinheiro na Liga dos Campeões.
Vale tudo. Desta vez, mais dois gatunos disfarçados de árbitros de futebol apareceram em Alvalade com o objectivo de prejudicar o SPORTING. Isto não significa que tenham ajudado a Naval; em matéria de despromoção o Paços de Ferreira é quem está nas graças dos homenzinhos do apito.
Desta vez tivemos um energúmeno, de nome Resende, que é dos que nem categoria tem para disfarçar a aldrabice que o motiva. Ajudado por um rídiculo bandeirinha que armou para lá uma coreografia a imitar aqueles tipos que dançam ao lado dos cantores pimba. Pegou moda nos árbitros essa treta dos reality shows. Estes ladrões têm que pagar por aquilo que fizeram. Se não, abram imediatamente as portas de todas as cadeias porque é uma injustiça para os que lá estão dentro. Se isto não fosse a sério, dava para rir, lá isso dava.
SPORTING CLUBE DE PORTUGAL - Eleições

Aguardei alguns dias até que os anunciados candidatos formalizassem as suas candidaturas. Deste modo pretendo referir-me aqui às ideias e objectivos anunciados pelos candidatos em vez de comentar intenções dispersamente atiradas para os meios de comunicação. Tomo como fonte as informações referidas pelas respectivas candidaturas.

Guilherme Lemos

Não conheço muito bem este candidato; sei que já foi dirigente do Estrela da Amadora e pouco mais. Nem sequer tinha ideia dele como pessoa tão interessada pelos destinos do SPORTING. E nisso não há mal nenhum. O que para mim é problema é aquilo que G. Lemos vem dizendo. O prospecto distribuído pela sua candidatura não é esclarecedor acerca do que ali está em causa. Começa logo por incorrer no erro de não ser minimamente claro: confunde diagnósticos com soluções e fala em projectos (conceito que não é o meu preferido) em vez de objectivos (o que eu gostava mais que os candidatos utilizassem). No que respeita a medidas concretas que G. Lemos pretende concretizar é o vazio total: são referidas intenções difusas sem nenhuma sustentação em termos práticos. Capazes de serem ditas por qualquer sócio mas que, por serem de tal modo vagas não significam nada de concreto. “Devolver o SPORTING aos sócios”; “Um SPORTING universal que seja o orgulho de todos os sportinguistas” e “Fortalecer a mística do SPORTING” são frases de tal modo vagas que não indicam nada acerca do que seria a gestão do clube. E muito menos justificam uma candidatura à presidência do clube. Se não fosse assim qualquer sócio se candidatava porque qualquer sócio pretende “fortalecer a mística do SPORTING”, por exemplo. No que respeita ao item intitulado “Actividade Económica”, esta candidatura é de uma pobreza colossal. Aponta duas medidas para a solução deste problema: “Recuperação e fidelização dos sócios” e “Campanha de angariação de novos sócios junto da nossa juventude”. Custa-me a acreditar que G. Lemos seja tão ingénuo ao ponto de crer que a “actividade económica” do SPORTING tem o seu core business na admissão de sócios. Como candidato, G. Lemos devia saber que as quotizações não são financeiramente suficientes para a sustentabilidade de um clube como o SPORTING. Os problemas económicos e de tesouraria do SPORTING têm que ser resolvidos de outro modo. Se G. Lemos não percebeu isto então é porque não percebeu nada do que é a gestão de um clube com a dimensão do SPORTING. Eu também desejo que o SPORTING tenha mais sócios e fidelize aqueles que já possui; mas não estou à espera que 80 mil pagantes (o que seria um óptimo nº) seja panaceia para os nossos males. O incremento de sócios é positivo. Mas é para os ter no estádio, a comprar artigos do clube, a apoiar as várias equipas do clube, a participar nos órgãos de discussão do clube e a viverem o clube. Isto contribuirá para a questão económica, mas não é por si só a solução. Apontar estas medidas revela, para mim, que este candidato não tem mais ideia nenhuma acerca da sustentabilidade financeira do clube, o que é muito mau para um candidato a presidente. Nem sequer vou comentar tópicos soltos que aparecem no prospecto como “Símbolos do clube”; “Velhas glórias” e “Provedor do sócio”. Não passam de frases vagas a apelar a um certo sentimentalismo dos sócios mas que não querem dizer nada. Mas não me dispenso de comentar este: “Formar homens”. G. Lemos deve julgar que o SPORTING é a tropa e a Academia deve ser um misto de recruta com internato juvenil. Completamente errado. Dos jovens atletas fazem-se grandes atletas quando a estrutura que os forma é organizada e tem objectivos claros, não só a nível desportivo, coisa que eu não acredito que G. Lemos seja capaz de implementar. Quanto às pessoas que G. Lemos indica não tenho nada a dizer porque não as conheço (o que é capaz de não ser bom sinal). E não tenho muito mais a referir: isto é para mim uma candidatura para marcar posição, sobretudo nos meios de comunicação e não para vir a dirigir o clube. Espero que tenha uma votação baixíssima apenas para demonstrar que os sócios do SPORTING sabem o que querem. Se há 50 anos isto bastava para se ser candidato, hoje não. E ainda bem.

Abrantes Mendes

Para perceber o que esta candidatura tem para dizer socorri-me do site oficial. Dispenso-me de comentar outra vez a salgalhada que aquilo é: nem é bom lembrar. A candidatura de A. Mendes – sem querer, ou talvez não – incorre no mesmo erro de misturar diagnóstico com objectivos a concretizar. O que eu acho que acontece porque se pretende lançar confusão na cabeça dos sócios. Vejamos: que sentido é que faz colocar a frase “Connosco não haverá delegações em gente que só se tem aproveitado do Clube!” na lista de objectivos? Um objectivo não é aquilo que se pretende realizar? Que raio de objectivo é este? Vamos à questão financeira: começa logo com uma contradição. A. Mendes diz que “Com tudo o que foi referido, o Sporting está hoje nas mãos de instituições bancárias e de algumas pessoas que nada têm de sportinguistas mas que se têm servido da “marca“ Sporting para movimentar valores que o Clube não tem mas que vai ter de pagar!” e depois vem dizer que “Iremos falar com a Banca para conhecer quais são os compromissos assumidos pelo Clube, porque queremos encontrar as melhores soluções para os respeitar”. Em que é que ficamos? Vão retirar o clube das “mãos da banca” e depois de onde vem o dinheiro? A. Mendes devia saber que este tipo de declarações, embora no imediato satisfaçam os ouvidos de alguns sócios, são perigosas porque começam logo por colocar o clube numa posição de inferioridade com a banca com a qual tem que negociar. Diz que “retira o clube das mãos da banca” e anuncia como trunfo eleitoral a possibilidade de contratualizar mais um empréstimo bancário de 20 milhões de euros… Acho bom que se decida: ou sim ou sopas – ou será que acha uma coisa de manhã e outra à tarde? A não ser que A. Mendes rompa todos os acordos financeiros com os bancos e apareça com o dinheiro necessário. Se conseguir fazer isso, que patenteie imediatamente a fórmula porque há milhões por esse mundo fora que não se importavam nada de deixar de estar nas mãos dos bancos, continuando a ter casa, carro, dinheiro para sustentar a família e, se possível um extra para as férias. Isto para mim não passa de uma frase fácil para cativar sócios: toda a gente sabe que um adepto se pauta sempre pela ideia de independência e auto-suficiência e, como tal soa bem ouvir isto. O problema é saber com que dinheiro é que se paga aos jogadores e demais funcionários do clube ao fim do mês. A. Mendes diz que estes empréstimos se devem ao total fracasso das anteriores direcções. Está enganado. É certo que houve anteriores direcções muito más (falarei disso mais à frente), mas o principal motivo do nosso endividamento foi a construção do estádio e da academia de Alcochete. E que eu tivesse dado conta nenhum dos actuais elementos desta candidatura apareceu na altura a dizer para não se fazerem essas obras porque elas implicavam a constituição de avultadas dívidas à banca. A grande maioria dos sportinguistas achou muito bem que se tivessem feito estes investimentos em infra-estruturas. Ainda acerca da questão financeira, veja-se como uma proposta - má, digo eu – redundou numa desautorização pública do candidato: como alternativa à venda de algum património não desportivo que, parece, tanto orgulho causa em alguns sócios, A. Mendes propõe que o clube contraia um empréstimo à banca no valor de 20 milhões de euros. Pondo de parte a contradição que é uma direcção que quer “tirar o clube das mãos das instituições bancárias” ir contrair mais um empréstimo, ou seja, mais uma despesa ao fim do mês, porque é isso que qualquer empréstimo significa, A. Mendes pediu uma reunião com um banco e veio logo para os meios de comunicação dizer que já tinha garantido o tal empréstimo. A desautorização deu-se quando um administrador, Alípio Dias, veio dizer que não se tratou de nada disso e que, como representante do banco, apenas disse aquilo que diz a outros parceiros deste tipo de empréstimos: que um acordo, financeiro tal como qualquer outro, pode sempre ser alterado desde que haja acordo das partes. A. Mendes pensou que os sócios do SPORTING iam ficar impressionados ao vê-lo sair a porta do banco e dizer: “está tratado”. Os sócios do SPORTING sabem que não é assim. Porque os sócios do SPORTING têm contas, vão aos bancos, pagam a prestação da casa, etc. Resumindo: A. Mendes diz que não vende património e que não quer estar dependente dos bancos. Só não diz é onde é que pretende ir buscar o dinheiro. Mas há mais. A. Mendes avança com a seguinte medida: “Fazer crescer as receitas em 70%”. Isto sem nenhuma sustentação. Disse 70% mas podia ter dito 150%. Como não diz a maneira de isso se fazer, qualquer número serve. Frases destas qualquer um é capaz de escrever 50. A questão não é o QUE SE QUER FAZER. Porque aí queremos todos o mesmo: um grande clube, em todos os aspectos. A questão é COMO SE VAI FAZER. Umas eleições servem para se dizer como é que se pretende cumprir um programa. Para que os sócios possam optar. Fico com a sensação que os sócios do SPORTING, assim, não estão perante uma alternativa. Estão apenas perante um vago projecto de intenções não especificadas, pontuado por muitos ressabiamentos e quezílias pessoais. Vamos ao futebol. Acaba por ser menos demorado porque, curiosamente, sobre este aspecto, A. Mendes vai dizendo muito pouco. Para este candidato: ”O FUTEBOL merecerá um empenhamento cuidado e responsável, com Sportinguistas especializados no seu comando, liderados pelo Presidente, Dr. Juiz Abrantes Mendes, de modo a sermos nós a gerir o nosso destino e não a entregá-lo a quem está ao serviço de interesses que lesam o Sporting!” Ou seja, parece que tudo se resume a um empenhamento "cuidado" e "responsável". Se esta é a única coisa que é capaz de dizer acerca do futebol, estamos mesmo muito mal! A. Mendes já disse que planeia ser ele e um director desportivo (José Couceiro) a gerir o futebol. José Couceiro??? Aquele que já lá esteve e que tanto disparate fez? A. Mendes diz que vai cortar com a “gestão danosa” do passado… indo buscar um dos protagonistas dessa mesma gestão péssima a todos os níveis. Ou já se esqueceu do papel que J. Couceiro desempenhou no SPORTING? Teríamos o Carlão do chupa-chupa de volta? Quanto aos nomes que foram avançados, nesta candidatura há pessoas por quem tenho estima como Isabel Trigo de Mira, Manuel Fernandese Jordão por exemplo. Ainda assim o que vejo lá é uma data de espontâneos que dão o nome e a cara, nalguns casos, apenas para aparecerem a dizer que são candidatos a “qualquer coisa” no SPORTING. Acredito que haja pessoas bem intencionadas nesta candidatura. Mas há lá outros… daqueles que nós até pagávamos para não os vermos lá. A título de exemplo, o Oceano. Trata-se de um daqueles ex-jogadores nos quais eu não vislumbro muita mística sportinguista, o que quer que isso seja. Que valor acrescentado é que ele pode trazer para o SPORTING? Quer-se embrulhar a criatura com a capa da mística e do sportinguismo. Mas ninguém sabe que cargo é que ele é capaz de desempenhar com competência e conhecimento de causa. Mais um “director desportivo”? Pelo amor da santa (e eu que nem sou crente, vejam lá…). Até podia vir aqui avivar a memória de A. Mendes com alguns factos históricos como a sua passagem pelo SPORTING em finais da década de 80. Mas não quero recordar um dos momentos mais tristes da história do nosso clube (Jorge Gonçalves, lembram-se?). Espero apenas que A. Mendes, que tanto gosta de referir as administrações passadas, se lembre que ele também já lá esteve, e não deixou grande saudade. Esta candidatura preocupa-me. Personifica o populismo básico para cativar alguns descontentes. Como se o descontentamento – de certa forma legítimo, diga-se – se resolvesse com estes chavões populistas. Uma candidatura que não responde a nada do que é essencial para a resolução dos problemas do clube, é o que eu acho.

Soares Franco

Devo começar por dizer que não gostei deste avança-recua-talvez avance de Soares Franco. Mas também acho que não é o fim do mundo mudar de opinião. Já todos mudámos de opinião acerca de muitas coisas e ainda bem que assim é. Sempre fui um defensor da realização de eleições no clube. A administração de Dias da Cunha estava remendada e incapaz de dar conta das tarefas que lhe cabiam como, infelizmente, tivemos oportunidade de verificar. Soares Franco não seria, à partida, a pessoa que eu indicaria para a candidatura ao cargo. Mas foi ele que se candidatou e constituiu uma lista com a qual somos confrontados. Por isso, é essa que temos que analisar. Aquilo que S. Franco apresenta como “Pilares do Projecto” são basicamente ideias que apostam na continuidade, mas com algumas inevitáveis mudanças. No plano económico / financeiro as coisas não diferem muito. O clube está endividado. Esse foi o preço a pagar pelas mudanças de infra-estruturas em que se envolveu. Eu acho essas mudanças importantes (estádio e academia) e, como tal, aceito que esse preço tenha que ser pago: temos que recorrer a parcerias financeiras com a banca porque o clube não tem capacidade de as suportar por si. Mas gostava que a gestão que S. Franco propõe fosse mais rigorosa do que aquela que tivemos até agora. Entendo que não há, nem nunca devia ter havido, lugar à criação de tanta empresa no grupo SPORTING, com tanto administrador e demais funcionários. Esse erro não pode voltar a ser cometido. Tal como não se pode voltar a cometer o erro de, para a área do futebol, por exemplo, se fazer tanta escolha mal feita: Fernando Santos, José Peseiro; Paulo de Andrade, Rui Meireles e mais alguns, foram péssimas escolhas que, cada um à sua maneira e com a sua contribuição específica, se traduziram em maus resultados desportivos e consequentemente económicos. Não se pode falhar duas vezes seguidas na contratação de treinador; não há estrutura que aguente. E não se pode contratar um administrador profissional para o futebol que, passados uns meses, se percebe que não está preparado para desempenhar esse cargo. Espero que S. Franco pense bem no que se passou porque há falhas que não se podem voltar a repetir. Das ideias que S. Franco apresenta para a questão económica / financeira concordo com a alienação de algum património não-desportivo, como já tive oportunidade de referir noutras ocasiões. Também acho que se deve tentar expandir o nº de sócios e a dinamização da área do marketing e apoio de sponsors, mas não tenho a veleidade de achar, como G. Lemos e A. Mendes que isso basta para resolver os problemas financeiros do clube. O equilíbrio financeiro do clube só se faz com uma equipa competitiva que ganhe algumas das provas em que participa: esse é o melhor marketing que pode haver. Nenhuma campanha de sócios angaria tantos como o facto de o clube vencer um campeonato. Nenhuma campanha de marketing faz vender tantas camisolas como o facto de termos um goleador como Jardel. O marketing no futebol não funciona do mesmo modo que em outras áreas. E há pretensos gestores e candidatos a gestores que ainda não entenderam isso. Isso é que é a mística. E a mística não se preserva por decreto assinado num folheto de campanha eleitoral. A mística constrói-se com vitórias. No que diz respeito ao papel dos sócios, acho que S. Franco deve apostar em fazer mais do que até aqui foi feito. Aos sócios deve ser dada importância no modo como eles participam na vida do clube. A este respeito temos que arrepiar caminho porque o que foi feito nos últimos anos foi muito mau. Quanto ao ecletismo, entendo que o clube o deve manter por ser vital para a solidificação da ideia do SPORTING como o melhor clube português e um dos melhores do mundo. Acho que isso deve passar pela dinamização de parcerias com o mundo empresarial. Assim sendo acho que devemos ser cautelosos na introdução de mais modalidades. Mais vale preservar aquelas que já temos (andebol e atletismo, por exemplo) do que estar a introduzir modalidades que daqui por três anos fecham sem ganhar nada e com ordenados em atraso. Também quero que o SPORTING volte a ter outras modalidades. Prefiro que esses passos sejam dados com cautelas de modo a que não se falhe. No que diz respeito às pessoas, devo dizer que a lista de S. Franco é a que engloba aqueles que eu acho os mais capazes para a tarefa que se avizinha. Destaco apenas Miguel Ribeiro Telles e José Eduardo Bettencourt porque são dirigentes em quem deposito esperança na espinhosa missão que é gerir o maior clube português: o nosso SPORTING.
Vou votar em S. Franco. E voto porque entendo que esta é, de todas, a lista que apresenta as melhores ideias, que as sustenta melhor e que indica as pessoas mais capazes de as concretizar. Faço isto em nome do SPORTING. Prolifera por aí uma onda que consiste em fazer crer que quem apoia S. Franco tem um qualquer interesse escondido, ao passo que os apoiantes das outras listas é que são os “sérios” e “abnegados”. Não acredito neste tipo de visões maniqueístas. Sou sócio e accionista da SAD e é o SPORTING que eu defendo e defenderei.

VIVA O SPORTING! SEMPRE!

Friday, April 21, 2006

Programa das Festas

No Domingo vou ao estádio para apoiar o nosso clube no importante jogo contra a Naval. Na 2ª feira coloco aqui uma análise às propostas dos vários candidatos às eleições do SPORTING e revelo aquele no qual vou votar.
Agradecimento público pelo elogio

O único homem que já sabe que o processo Apito Dourado não é nada, deve ter perdido o juízo e resolveu elogiar o SPORTING no seu sermão semanal. A pérola merece transcrição:

"(...) tendo desde há vários anos deixado de frequentar Alvalade — que considero o pior ambiente para poder viver um jogo de futebol, com um público doente de facciosismo como em lado algum - era pacífica a decisão de ver o jogo através da televisão."

Obrigado MST. Não é todos os dias que podemos ler coisas tão bonitas sobre o nosso clube.

Thursday, April 20, 2006

De fugir

Sobre as ideias de Abrantes Mendes, e dos outros candidatos, direi qualquer coisa na próxima semana.
Mas não posso deixar de alertar para o site (que parece que é oficial) do candidato. Um atentado aos nossos olhos. Só falta um GIF animado com o candidato a rir-se. Uma coisa é certa: se o tal «projecto» para o SPORTING que Abrantes Mendes tem, estiver ao nível do web design do site... estamos conversados.

P.S.: Se se provar que o tal site foi feito por alguém a querer gozar com Abrantes Mendes, eu até apago este post.
«Os superiores interesses do SPORTING»

Dias da Cunha gostava de, por tudo e por nada, justificar as suas decisões e as suas teimosias com o argumento dos «superiores interesses do SPORTING».
Para os que acreditavam nele não deve deixar de causar estranheza esta sua última atitude de proximidade com o clube do galinheiro. Dias da Cunha, que já não é dirigente do SPORTING, e está «afastado do dirigismo desportivo», segundo o que ele disse, resolveu recuperar um patético acordo com o clube galináceo. E faz isto apenas para «provocar» Soares Franco e todos aqueles que acharam que Dias da Cunha devia sair da direcção do SPORTING. Numa altura em que se fala de uma possível união SPORTING - Porto para uma candidatura à Liga - boa ou má, não é o que está em causa - Dias da Cunha resolve fazer uma pausa no seu fastamento do dirigismo do futebol para se ir aliar a um dos indivíduos que mais poder de manipulação tem sobre os orgãos do futebol em geral e a arbitragem em particular. Dias da Cunha faz isto apenas por uma motivação pessoal apontada contra Soares Franco.
Assim se vê o lugar em que este cavalheiro coloca os «superiores interesses do SPORTING», que tanto gosta de apregoar.
E assim se vê a quem o clube esteve entregue durante uns tempos.

Monday, April 17, 2006

Estrela da Amadora - SPORTING

Jogo mau. Resultado justo. Espero que não haja quem pense que a época já acabou. A diferença entre o 2º e o 3º classificados é enorme devido ao acesso directo à Liga dos Campeões.
E é por isso que temos que lutar até ao fim. Será que perceberam?

Thursday, April 13, 2006

Lutar

Queremos ganhar ao Estrela da Amadora. Temos que fazer tudo por isso.

Wednesday, April 12, 2006

Achas para a fogueira

Se não se desse o caso de eu não gramar blogs com música - gosto de ser eu a escolher o que quero e quando quero ouvir.
E se não achasse uma foleirada insuportável essa cantiguinha do Freddy e da Montserrat, a esta hora já este blog estava a suscitar ainda mais «indignação» com os dois artistas a cantarolar.
Assim, poupam-se as consciências de uns quantos patrioteiros. Devem dormir mais descansados.

Tuesday, April 11, 2006

Altiparóbaile que eu também tenho opinião sobre o Chelsea

Este post é sobre rolhas.
Nos últimos tempos despertou um novo movimento na classe comentarística portuguesa: o estabelecimento do fim de Mourinho e do Chelsea do russo, tal como até agora eram conhecidos. Vai daí e a nata de opinantes que por cá anda tratou logo de «escalpelizar», como eles dizem, o anunciado drama. Claro que não perceberam que o Mourinho ainda vai ganhar, no Chelsea e não só, muito mais do que as suas cabecinhas conseguem imaginar, mas já lá vamos. Olhem bem para a galeria: Judite de Sousa; aquele bloquista que canta nos Blind Zero, cujo nome não sei nem me interessa; Jorge Gabriel; António Pedro Vasconcelos; Luís Campos; Gabriel Alves; Eurico Gomes e Leonor Pinhão são do melhor que se pode arranjar para falar de futebol, estamos todos de acordo. Recentemente, de uma maneira ou de outra, lá apareceram a falar de Mourinho e da sua vidinha. Enfim, opiniões de alto calibre. Sendo assim, sinto-me no dever de fazer contraponto com eles e postar aqui qualquer coisa que seja representativa do grupo dos que não entendem nada de bola e ao qual eu convictamente pertenço. Isto é tipo aquela cena do contraditório: os inteligentes opinam e nós, os burros, também temos que falar. Alguns chamam a isto «regras democráticas».
Vamos lá então. Uns têm falado do Mourinho porque ele perdeu com um golo marcado por um jogador – o Boa Morte - que já jogou no SPORTING. Até aí nada de mais; somos bons em todo o lado. Outros andam a falar na eliminatória perdida contra o Barcelona. Há até alguns que acreditam que o Manchester ainda pode apanhar o Chelsea. Muitos têm opinado por causa de um livro que uns tipos quaisquer escreveram sobre os segredos de balneário das equipas treinadas pelo Mourinho. Deixem-me introduzir aqui uma experiência pessoal importante. Quando eu jogava futebol – mal, claro – o segredo de balneário que intrigava toda a equipa era saber quem era o gajo que se estava sempre a peidar. Revelação do segredo: viemos mais tarde a saber que o autor das bombas silenciosas era o tipo que era sempre o primeiro a dizer: «quem foi o cabrão?». E para descobrirmos isso nem precisámos de escrever um livro. Mas pronto, o Mourinho é um gajo importante, tem que ter muitos livros sobre ele. No futebol, daqui para a frente, a importância das figuras vai ser medida pelo número de livros sobre si que já foram publicados. Vi outro dia um dos chefes dos Super Dragões dizer que «tinha sido muito boa a festa de lançamento do seu livro». Faço ideia: em Aveiras de Cima vamos às bebidas; na Mealhada o que é bom é orientar sandes de paio com alface, e por aí fora. Não brinquemos: a vida de um dirigente de claque deve ser interessantíssima e não deveria ficar pelo livro, devia dar filme. Mas retomemos o nosso nobre assunto: as rolhas. É claro que não é só em Inglaterra que há uma data de gajos a apanharem pedras do chão para acertarem no Mourinho quando ele estiver caído. Tal como aquele bandalho do Leiria fez ao João Moutinho: mandou-o ao chão para depois o poder pontapear, enfim, para se ser homem não basta usar calças. E o Mourinho sabe bem que há uma data de gajos a aguardar esse momento: basta que ele não ganhe um jogo e vem logo aquela conversa do «ah e tal, o Mourinho se calhar não é tão bom como dizem por aí».
Claro que o Mourinho não sabe tudo, ao contrário do que apregoavam os que agora começam a saltar da toca para o atacarem. O Mourinho até do Fernando Santos levou uma vez um baile de bola em Alvalade, o que lhe deu para desatar a rasgar uma camisola. Do mesmo modo que este ano já levou um baile de bola do Barcelona e tratou logo de reafirmar a sua costela de treinador tuga, invocando um árbitro como o culpado da sua derrota, derrota esta que se deveu apenas ao facto de o Barcelona ter melhores jogadores e ter jogado muito melhor.
E estamos então a chegar ao que interessa: a manichização do Chelsea. A ilustre paleta de comentadores que eu honradamente citei no início do meu post prefere falar de arrogância; fatos Armani; disciplina e declarações polémicas sempre que se refere a Mourinho. Mas eu, em total veneração pela sapiência infinita de tal paleta, gostava mesmo era de os ouvir falar, por exemplo, sobre as contratações do Chelsea, o tal clube que eles estão sempre a dizer que tem dinheiro para comprar todos e mais algum. É que nós, os burros da bola, achamos que a eliminação frente ao Barcelona não se deveu à expulsão do Del Horno mas sim ao facto de o Barcelona jogar muito melhor. E sobre este assunto concreto eu tenho a dizer que ofereço quinhentos paus, moeda antiga, a quem me explicar o que é que o Maniche está a fazer no Chelsea, em matéria de futebol, claro. É que ver aquele jogador a alinhar pelo Chelsea não cola: há ali qualquer coisa que não bate certo. Imaginem a seguinte situação: um baixote de penteado parolo, vestindo uma camisa Sacoor com as cores todas do arco-íris e um rato Mickey nas costas, com duas tatuagens em árabe que dizem «Amélia Gomes – I Love you Forever» e «O Tó Foi-me à Bilha» a sair de um Bentley... O que é que qualquer gajo diz logo: há qualquer coisa que não está ali a bater certo; alguém trocou o guião. Pois o Chelsea é isso mesmo: cada vez mais uma equipa incongruente que se vai aguentando à custa de quatro ou cinco jogadores extraordinários e de um treinador com bastantes conhecimentos de futebol. Mas também com muita malta sem o mínimo de classe para jogar numa equipa de topo inglesa. O que eu não sei é se esta estratégia ainda está para durar muito. Julgo que no fim desta época o Chelsea vai ter um autocarro de nove lugares para dispensar e mais uns milhões para gastar.
Mas o Mourinho já disse que o futebol não interessa nada quando comparado com a gripe das aves: o importante é ter aparecido um pássaro morto na Escócia, diz ele. A mim, os pássaros que aparecem mortos na Escócia não me interessam para nada. Mas partilho uma preocupação com Mourinho: as rolhas. Isso mesmo: R-O-L-H-A-S. Mourinho faz uma campanha, de borla, em defesa da rolha de cortiça. Eu estou com ele. Preocupa-me que 16% do mercado já seja de rolhas sintéticas, número com tendência para crescer. Eu também sou pela rolha natural, cortiça alentejana, de preferência. É que as rolhas de plástico dão cabo do vinho. Sobretudo se a garrafa ficar deitada com o vinho em contacto com o plástico. Isso afecta muito a qualidade do produto. Rigoroso como eu sou – nenhum dos que me lê duvida desta evidência – até a água do luso devia vir engarrafada com rolhas de cortiça, mesmo vindo em garrafas de plástico: o que conta é sempre o que tapa. Também não me venham falar daquelas rolhas feitas de restos de cortiça comprimidos, a chamada rolha técnica. Isso não é a mesma coisa. Rolha que é rolha tem que ser feita em cortiça genuína, alentejana, sete aninhos na árvore antes de ser arrancada. E isso é o que a malta lá fora tem que meter na cabeça. Tarefa difícil que só o Mourinho será capaz de empreender. Quem dá a titularidade do Chelsea a um jogador como o Maniche é capaz de convencer o mundo inteiro a comprar rolhas de cortiça, não tenhamos dúvidas.
Se o Mourinho for para o Milão, no final desta época, tudo bem. Os italianos produzem vinho e têm que perceber que rolhas só as portuguesas. Se for para o Real Madrid, vale o mesmo: a cortiça portuguesa é melhor do que a espanhola e os espanhóis precisam de saber isso.
Pronto. Eu, se fosse adepto do Chelsea, não me preocupava com o facto de ver um tal de Ribeiro, nome artístico: Maniche, a vestir a camisola da minha equipa. Preocupava-me com o pássaro que apareceu morto na Escócia. Como sou português, partilho o interesse por outro dos assuntos que interessam ao Mourinho: as rolhas de cortiça.

Monday, April 10, 2006

Ainda não acabou

Para a luta pelo título, era a vitória o que mais nos interessava. E não a conseguimos obter. Ainda assim, o 2º lugar tem o valor de permitir o acesso directo à Liga dos Campeões; e é por esse 2º lugar que devemos lutar até ao fim, não esquecendo que o 1º ainda não está matematicamente entregue.
Se olharmos com calma e algum distanciamento para o que foi esta época do SPORTING, facilmente constatamos que o 2º lugar, a 4 jornadas do fim, não é mau. Julgo que não será necessário avivar a memória de ninguém referindo que este campeonato começou com a equipa treinada por José Peseiro e o clube dirigido por Dias da Cunha, com este a supervisionar a gestão directa do futebol. Quem diria, depois do legado de Peseiro, que a equipa ainda iria recuperar desta maneira? Tal feito deve-se sobretudo a Paulo Bento e aos jogadores. A Paulo Bento porque acreditou que o trabalho rigoroso e a ousadia são valores que vale a pena cultivar. E aos jogadores porque, depois de Peseiro, arranjaram ânimo para começar de novo quando já se ia a meio: começar de novo é difícil no início, quanto mais a meio.
Não gostei do resultado: é claro que fui para o estádio a pensar que poderia ganhar. Mas devo dizer que saí de lá orgulhoso. Isto não tem nada que ver com essa treta das vitórias morais, que eu detesto e dispenso. Saí orgulhoso porque vi uma equipa a fazer o que lhe era permitido. E saí orgulhoso porque senti que houve muito mais SPORTING na equipa que perdeu contra o Porto do que nas equipas que a época passada perderam contra os do galinheiro e contra o CSKA de Moscovo.
Não conseguimos: paciência. Vamos pensar em melhorar o que falhou para que possamos conseguir da próxima vez.
Não posso, ainda assim, deixar de referir alguns aspectos do jogo propriamente dito. Gostava de saber porque é que nos últimos tempos tantos árbitros se lesionam na véspera de jogos importantes, sobretudo quando se está na recta final para as respectivas classificações.
Ainda a respeito de arbitragens gostava de saber se apitar por tudo e por nada e mostrar cartões a toda a hora faz parte das indicações da UEFA, ou se é apenas uma maneira de o árbitro se proteger a si dando cabo do jogo de futebol pelo qual devia zelar.
Também gostava de perceber se os «sumaríssimos» ainda existem, ou se já passaram de moda.
Gostava de saber se o SPORTING deve algum dinheiro ou outra coisa ao Quaresma: a sua atitude do «lixo-me a mim e à minha equipa mas rebento com as pernas de alguém» deve ter alguma explicação por trás. Se não tem, então é porque o rapaz é mesmo fraquinho de cabeça, o que eu até acho a explicação mais plausível.
Finalizo com uma especial saudação a Paulo Bento e aos jogadores: merecem o nosso apoio.
No próximo jogo lá estaremos... como sempre.

Friday, April 07, 2006

Jornada importantíssima

A expectativa é grande porque o SPORTING - Porto deste sábado pode decidir o título. Percebo que reina muita esperança do nosso lado: acreditamos que podemos vencer mais um decisivo jogo. Olhando para trás, é bom constatar que tanta coisa mudou na nossa equipa. Mas nada está ganho e temos que lutar ao máximo pelo objectivo final. Sempre com o SPORTING.

Thursday, April 06, 2006

Isso, que é assunto para tanto forum e tanto debate, não me interessa para nada

O que me preocupa é o jogo de sábado.

Wednesday, April 05, 2006

Dias Ferreira

À partida, acho positivo o facto de em período eleitoral surgirem várias candidaturas com ideias diferentes: isso não só dá mais possibilidade de escolha, como também permite que se refiram assuntos que, de outro modo, passariam ao lado. E assim sendo entendo como negativo que qualquer candidatura anunciada desista antes de ir a votos.
No caso concreto de Dias Ferreira, começava a ser cada vez mais claro que este candidato não estava a ser capaz de reunir um número mínimo de apoiantes, a ponto de nem sequer poder montar a logística da sua candidatura. Foi, para mim, surpreendente a forte assobiadela que o seu nome provocou quando foi referido na assembleia geral realizada há umas semanas atrás: eu até julgava que Dias Ferreira colhia mais simpatia por parte dos sócios.
Quanto à disputa eleitoral propriamente dita, este episódio vem apenas confirmar uma ideia que todos nós, sócios do SPORTING, temos vindo a perceber de uma forma cada vez mais evidente: ao contrário do que alguns tentam fazer crer, as propostas alternativas ao actual modus operandi de gestão do nosso clube não são assim tantas. Repito: a actual linha de orientação não é a única possível, mas nenhum de nós tem visto alternativas a ela. Uns candidatos desistem, outros não desistem mas vão adiando a apresentação dos seus «projectos», facto que eu considero muito estranho: como é que é possível apresentar uma candidatura e, na mesma hora, dizer que as ideias dessa mesma candidatura «só daqui a uns dias»?
Assim sendo, acho que o que se está a passar é a criação de um cenário que propicie a fácil vitória do tal «projecto de continuidade», qualquer que seja o candidato a presidente.
Já tenho ideias claras acerca da minha opção nas eleições. Só ainda não anunciei aqui a minha decisão porque estou à espera que todas as candidaturas formalizem as suas intenções. Mas pelo que se vai vendo, não há nada de novo no horizonte. Aguardemos serenamente.

Tuesday, April 04, 2006

Medo

Somos mesmo muito bons: qualquer borra-botas julga que tem opinião sobre nós. E mais, o que um sportinguista tem que fazer, antes de convidar alguém para vir a sua casa, é saber a opinião de um pneumático qualquer.
Em matéria de coerência não há quem os ultrapasse.

Monday, April 03, 2006

10ª vitória

Mais uma potente exibição que nos valeu preciosos três pontos. No sábado lá estaremos todos no Alvalade XXI.
Vamos lá então falar de penáltis

Desde 4ª feira que os adeptos de um determinado clube não fazem mais nada se não queixarem-se a propósito de um penálti. Dizem eles que foram roubados e tentam fazer um drama nacional a propósito de uma corriqueira jogada sem consequências no essencial do jogo. À cabeça da campanha estão muitos jornalistas, daqueles que são pagos para fazerem um trabalho deontologicamente correcto.
E, nem de propósito, tivemos a oportunidade de ver o jogo de Belém para percebermos o que se passa em Portugal a respeito de grandes penalidades. Não é que haja nada de novo; já todos sabemos que para o clube do galinheiro há regras diferentes. A única coisa a destacar aqui é o facto de ter sido em dose tripla: 3 penáltis claros, a favor do Belenenses, que ficaram por assinalar. Traduzindo em pontos: o resultado sai completamente alterado pela prestação do árbitro. E para algumas televisões e jornais o facto nem sequer é digno de nota. Não sei se para esconder mais uma aldrabice de que o galinheiro beneficia, se para assentar mais um tijolo na patética teoria de que Pedro Henriques é um bom árbitro. Presumo que será um misto das duas. Ou seja: por um lado continua a valer a ideia de que para o clube do galinheiro as regras têm que ser diferentes para não se perturbar muito a nação encarnada que, coitadinha, tem andado muito desiludida nos últimos tempos; por outro lado temos o rídiculo que é a construção artificial da figura «Pedro Henriques»: uma campanha muito bem montada para nos fazerem crer que aquele é que é. Conhecem o género: reportagem televisiva com colegas a dizerem que ele é um exemplo de tudo o que há de melhor; estatísticas em jornais a debitarem uns números sobre a sua «imbatível» forma física e mais uns comentadores aqui e ali a dizerem também que ele é o máximo. E está o mito construído... apenas para alguns, claro. Porque basta ter um pouco de memória para nos lembrarmos que não é a primeira vez que Pedro Henriques faz números destes.
E que belo serviço que ele fez em Belém.

Friday, March 31, 2006

Concentração total

Desejo um bom fim-de-semana a todos e aproveito para dizer que nas próximas horas vou entrar em estágio com vista ao jogo de Guimarães. A entrega tem que ser total e a vida de adepto não é fácil.
Não vou estar só.
Divirtam-se

A capa de hoje, 31 de Março de 2006, do lampião jornal Record é digna de ser analisada com calma: é riso por conta.
Começa por nos dizer que "Luisão está cada vez maior". Até aqui nada de mais: o gigantismo é uma doença já há muito tempo conhecida. Qual é a novidade?
Depois ficamos a saber que ele é totalista da Liga dos Campeões. Pudera, com a qualidade dos centrais que lá há só mesmo um castigo ou uma lesão é que o tiram da equipa. Nada de novo, portanto.
Também ficamos a saber que não vai ser negociado antes do Mundial. E a pergunta que surge é: alguém estará interessado em negociá-lo em Março?
Depois vem o valor: no galinheiro é costume fazer-se saltar para alguns jornais essa história da "base de licitaçâo". Acontece que um jogador é suposto ser negociado por duas partes e a outra também pode dizer alguma coisa sobre as negociações. Foi isso que o Liverpool fez a respeito de Simão. Também aqui o galinheiro queria fazer crer que havia um altíssimo patamar mínimo, provavelmente para que os seis milhões acreditassem que a direcção estava muito zelosa dos interesses do clube. Bastou um director do Liverpool, uns meses depois, abrir a boca e a teoria da «jóia da coroa» que não se vende foi logo pelo cano: embora tenha passado ao lado de muitos meios de comunicação, o director do Liverpool disse que nunca existiu esse patamar mínimo dos 15 milhões de euros e que o negócio só não se concluiu porque os directores do galinheiro todos os dias arranjavam mais um obstáculo à transacção porque não o queriam vender «com medo dos sócios».
E há mais. O Record informa-nos que «Léo é jogador do mês». O que quer que esta distinção seja, acho que é justa: fazer uma assistência para golo, depois de fintar um adversário lesionado caído no chão, não está ao alcance de qualquer um. É justo o prémio.
E por fim o mais interessante: Moretto - parece que é futebolista profissional - está a treinar com os pés. Uma hora, mais precisamente. Nesta matéria tenho dúvidas: não sei se uma hora é suficiente. Talvez uma hora e meia... o que é que acharão os sábios da bola?

Thursday, March 30, 2006

Falta o resto

Já temos as eleições marcadas. Agora só faltam os candidatos. Sim, isso mesmo: candidatos. Porque, para mim, para se ser candidato não basta lançar intenções avulsas e desfazadas da realidade do clube e esperar pela ausência de uma lista com ideias credíveis.

Wednesday, March 29, 2006

Histeria

Por força das circunstâncias tive que ver o jogo do Barcelona sem poder desligar o som: um suplício. Gabriel Alves, uma figura com lugar de proa no anedotário nacional, estava numa de mostrar cartões. Se o auricular que o árbitro usou tivesse os comentários do Gabriel, o jogo não tinha acabado porque o Barcelona chegava ao fim sem o número mínimo de jogadores; o Gabriel punha tudo no olho da rua e mainada. Tudo isto bem apimentado por insinuações despropositadas. Não havia falta nenhuma que o árbitro apitasse em que o Gabriel não viesse com a teoria do «se fosse ao contrário não se ele tomaria a mesma decisão». Aqui há uns anos em Inglaterra, uns comentários deste tipo, valeram a um ex-jogador que esteve um jogo inteiro a comentar para a TV com essa teoria do «se fosse ao contrário não sei se seria assim» um processo em tribunal: a associação dos árbitros lá do sítio decidiu que o ex-jogador, agora comentador, devia provar os motivos de tais insinuações. Parece que tudo se resolveu com um pedido de desculpas. É claro que toda a gente tem direito à opinião. Porém o Gabriel que não se esqueça que também tem deveres, como, por exemplo, o de seguir a deontologia do jornalismo - que eu saiba ele está ali como jornalista - deontologia essa que não permite que jornalistas façam insinuações sem provas. Ou será que, com a emoção, o Gabriel se esqueceu que não estava em casa a ver o jogo com a família para poder dizer o que lhe vem à cabeça? Que o comentador da TVI passe o tempo todo a ver gajos a «recepcionar» bolas é um problema dele e de quem não lhe ensinou a conjugar o verbo receber. Quando muito, os accionistas da Media Capital e da Prisa que digam alguma coisa. Já o Gabriel da «postura táctica» trabalha para um canal público - ainda um dia destes vou tentar perceber o que isto quer dizer - financiado pelo dinheirinho dos nossos impostos. E, que eu saiba, não são só os lampiões que pagam impostos.
O ponto máximo do disparate foi atingido pelo alegado penálti cometido por Motta. Unanimidade total- chinfrineira genaralizada. Claro que o árbitro foi logo ali arrasado com a 27ª versão da teoria do «se fosse ao contrário não era assim». E o que é que de facto se passou? A bola bate no braço de Motta, este ainda o tenta chegar para trás mas não tem tempo. O árbitro manda seguir. Bem decidido. Porque as regras do International Board são claras a este respeito: «A direct free kick is awarded to the opposing team if the player handles the ball deliberately». Motta não corta a bola deliberadamente, por isso só é penálti na cabeça da lampionagem.
Mas ainda tivemos alguma sorte, o Barcelona não sofreu golos o que deu para nos livrarmos dos guinchos histéricos que o outro comentador de serviço costuma dar sempre que o seu clube marca golo. Ontem chegou a guinchar com alguns cruzamentos e remates à baliza mas não teve oportunidade de o fazer no pleno. A bem dos nossos ouvidos.

Tuesday, March 28, 2006

Isto não se faz

Dona Sônia, mãe de Ronaldinho Gaúcho, está desde a manhã de hoje «com o coração num braçado». Alguém teve a infeliz ideia de lhe mostrar a capa do Record, um dos jornais oficiais do galinheiro, e a senhora teme pela carreira do seu filho.
Durante 90 minutos seremos todos Barcelona.

Monday, March 27, 2006

Tranquilo

Foi o jogo mais sossegado que disputámos esta época. O Penafiel joga muito pouco e nem defender sabe.
Valem os importantíssimos três pontos.

Friday, March 24, 2006

E vamos agora apontar as nossas baterias para o campeonato

Como correram com a nossa equipa da Taça de Portugal ficamos apenas com uma competição para nos ocupar: o campeonato. Vamos lutar com todas as nossas forças, contra 11 ou 14.
Temos valor para vencer, apesar das adversidades.
Farta-se de trabalhar, o Bandeirinha Guilherme

Ainda antes de ter escolhido estrategicamente Benquerença para nos eliminar da Taça de Portugal, o sempre alerta Luís Guilherme e a sua trupe tinham tratado de nomear para o jogo SPORTING - Penafiel Rui Costa. Este árbitro teve uma arbitragem muito negativa no jogo SPORTING - Marítimo e, consequência disso e não só, a direcção do SPORTING decidiu formalizar uma queixa contra o tal apitador. Mandava o bom-senso - que Guilherme não possui nem sabe o que é - que enquanto o processo decorresse este árbitro não devia apitar jogos do SPORTING. É óbvio que não é o indicado para apitar depois daquilo que fez e do processo que está a decorrer. Só que ao Guilherme não escapa uma: tratou logo de avançar com a provocação de enviar para Alvalade um indivíduo que vai estar cheio de vontade de se vingar de tudo o que sobre ele se disse depois do SPORTING - Marítimo. Ao melhor estilo Guilherme, no meio de tanto árbitro - todos eles sérios e muito bons como os dirigentes da arbitragem não se cansam de dizer - tinha que se nomear um que tem a correr um inquérito suscitado pelo clube que vai apitar. Ora, é mesmo isso que Luís Guilherme quer: arranjar confusão com o SPORTING, provocar os dirigentes e exibir a sua vaidade de semi-analfabeto para fazer crer os incautos de que isto está tudo bem. Está bem está. Numa coisa temos que lhes dar razão: não há nada escondido no futebol português... porque tudo é feito às claras e sem recorrer a disfarces. Como a cabecinha de Luís Guilherme tem andado muito ocupada a pensar em tanta artimanha, eu dou-lhe uma sugestão que ele devia considerar: nomear Benquerença para o SPORTING - Porto do campeonato. Era bem à Guilherme, não era?

Thursday, March 23, 2006

Crime

O SPORTING foi vítima de um roubo inacreditável. Três gatunos, vestindo uma patética farda amarela, trataram de colocar a equipa do SPORTING fora da Taça de Portugal. Desde o apito inicial que se percebeu que o trio de larápios, chefiado pelo habitual Benquerença, estava ali para espoliar o SPORTING. Nada que cause grande admiração: Benquerença só não rouba o SPORTING quando não consegue. A grande penalidade cometida por Pepe não deixa nenhuma margem para dúvidas: só não a viram aqueles que não queriam que o SPORTING ganhasse o jogo. A expulsão de Caneira, no meio daquela confusão, não é mais do que um prejuízo estratégico à equipa do SPORTING. Desde as mais insignificantes faltas no meio campo até aos cantos e foras-de-jogo, passando pelos cartões, tudo foi decidido a favor da equipa do Porto. Não me venham falar em coincidências: é impossível justificar 120 minutos de roubo apenas com essa desculpa estafada do «errar é humano».
O árbitro e os seus ajudantes sabiam muito bem o que tinham a fazer: prejudicar o SPORTING. E quem o nomeou também sabia muito bem o queria; o que é que se espera de um árbitro com o qual é praticamente impossível a equipa do SPORTING ganhar? Quem dirige a arbitragem portuguesa tem a capacidade de manipular os resultados dos jogos. E só o facto de haver uma inútil Secretaria de Estado do Desporto, dirigida por um funcionário político sem o mínimo de vocação para resolver problemas no desporto português, é que justifica que tudo continue com os responsáveis a assobiar para o lado. Ministros e primeiro ministro o que querem é que ninguém os chateie, mesmo sabendo que há corrupção no desporto profissional em Portugal. Sabemos muito bem que isto não dá votos. Em Portugal, indivíduos formalmente acusados de corrupção, continuam em campo a arbitrar jogos como se nada fosse. O prórprio processo Apito Dourado, ao centrar-se no Gondomar e deixando de lado a verdadeira corrupção que se tem passado nos últimos anos, só serve para desviar as atenções.
Temos que gritar bem alto a nossa indignação. Podem roubar, mas não pensem que nós não sabemos o que nos estão a fazer.
Uma grande elogio para Paulo Bento e a equipa do SPORTING: apesar de todas as adversidades portaram-se como verdadeiros atletas, dignos de vestirem a camisola do SPORTING.
E isto só agora está a começar. O que ainda falta de campeonato vai apenas ser mais do mesmo: impedir o SPORTING de ganhar. No Domingo lá teremos em Alvalade mais um gatuno com obra feita: para tentar fazer o que nos fez no jogo contra o Marítimo.
Temos que estar alerta. E a toda a hora temos que gritar bem alto que não gostamos de ser roubados.
A arbitragem portuguesa é uma farsa onde os ladrões que lá andam já nem se preocupam em disfarçar as suas reais motivações. Está aberta a caça ao SPORTING. E mesmo assim continuamos em segundo lugar com fortes possibilidades de ganhar o campeonato. Mas vai ser difícil, muito difícil. A marcação é tão cerrada que teremos que lutar sempre nos limites porque não vamos jogar 11 contra 11.
Viva o futebol praticado com as regras do International Board! Viva o SPORTING!Gatunos para a cadeia, já!

Wednesday, March 22, 2006

Taça de Portugal

Objectivo: vencer. Estratégia: o Paulo Bento que trate disso, confio nele. Só a vitória nos interessa.
Olha quem é ele

O presidente do Nacional da Madeira resolveu, mais uma vez, atacar o SPORTING. Desta vez por interposta pessoa: o sujeito fez a queixinha e alguém na Liga, certamente com bastante tempo livre, deu seguimento à conversa disparatada do indivíduo. Toda a gente já percebeu que ele apenas colheu a tempestade consequente dos ventos que semeou.
Quanto ao facto de a notícia ter surgido apenas hoje, dia do Porto - SPORTING, sabemos todos que isso foi estrategicamente pensado para tentar perturbar os jogadores que hoje vão disputar um jogo importante. Para completar o ramalhete só falta arranjar um castigo aos jogadores do SPORTING e aplicá-lo no jogo do campeonato contra o Porto. É esta a Liga que organiza as competições profissionais em Portugal... E que se porta ao nível do mais «chico-esperto» trauliteiro de tasca. Assenta-lhes bem.
Mas vamos aos aspectos positivos da questão: os jogadores do SPORTING, das outras vezes, motivaram-se com as parvoíces do indivíduo, o que até vem calhar porque temos um jogo decisivo logo à noite; por outro lado, verifica-se que desde que o sujeito resolveu armar esta implicação com o SPORTING, a sua equipa tem caído a pique na classificação, o que até tem uma certa piada.

Monday, March 20, 2006

Vitória

O SPORTING foi o justo vencedor do jogo contra o Leiria. Mais três pontos inteiramente merecidos.
E agora toca a preparar o jogo da Taça de Portugal.
O herói da jornada

Paulo Paraty. Não só fez o favor de substituir o colega lesionado como ainda conseguiu transformar um 1-0 num 0-1. É obra.

Friday, March 17, 2006

E pronto, aí está ela

A assembleia geral. Na qual se vai decidir muita coisa importante. O problema é que o falatório tem sido tanto que até nos temos esquecido do que é importante.
Como estou com alguma pressa não vou poder esgalhar um texto todo alinhadinho, vírgulas e pontos finais, com umas piadas sobre a tentativa de Petit em se tornar actor dos Malucos do Riso misturadas lá pelo meio.
Sendo assim, aqui vão algumas ideias que eu tenho acerca do assunto (é o que se pode arranjar):

- Não acho que o SPORTING deva ser proprietário de chópingues, ainda por cima para aplicar uma gestão tão má como aquela que tem sido aplicada no Alvaláxia: aquele centro comercial até parece que tem escrito nas paredes «vá-se embora, sr. potencial cliente; não há aqui nada que lhe sirva». Nem nas piores expectativas se podia imaginar uma coisa tão decadente ao fim de um ano e meio.

-Estou-me nas tintas para o facto de a Clínica CUF, que está no complexo, ser nossa ou dos Mellos; se a venda for boa, que se faça imediatamente.

-Nunca falei com o Soares Franco. Já estive ao pé dele e senti-me - eu e o meu 1,80 cm - baixos. Mas nada de conversa. (Este aspecto é importante, já vão ver).

- Não me importo que o Holmes Place não seja do SPORTING. Gosto de lá ir nadar, fazer uns exercícios, mas é-me indiferente o nome do proprietário do edifício. Se a venda puder ser feita com proveitos, que se faça. Espero que continue a ser um ginásio de qualidade porque eu gosto de lá ir.

-Gostava de ter um pavilhão do SPORTING para poder ir ver jogos de Andebol da nossa equipa. O andebol é, para mim, importante. Percebo que para outros sócios não seja. É assim a vida: opiniões.

- Gostava que o SPORTING tivesse equipa de rugby. Mas isso não é para aqui chamado. Adiante.

-Não percebo nada do que Dias da Cunha tem andado a dizer na sua tournée pelos meios de comunicação.

- Não gosto da maneira como João Rocha tem vindo a falar da situação do SPORTING. Porque não gosto de me lembrar do estado em que o clube se encontrava quando ele o deixou.

-Acho que o investimento fundamental do clube deve ser no futebol. Ainda assim acho inaceitável que se acabe com as modalidades amadoras, que eu acho sustentáveis( um dia destes digo mais umas coisas sobre este assunto).

-Não gosto nada de algumas pessoas que estão na hipotética lista de Soares Franco.

-Não sei bem quais são as ideias de Abrantes Mendes porque cada vez que ele aparece lembro-me que foi o presidente da mesa da assembleia geral no tempo de Jorge Gonçalves e desato a fugir.

-Não me parece que tenha aparecido nenhuma proposta alternativa à de Soares Franco que seja válida.

-Percebo, até certo ponto, algumas críticas que têm sido feitas a Soares Franco, nomeadamente todas as que vão no sentido da "devolução do clube aos sócios."

-Quero ganhar ao Leiria. Aqui estamos todos de acordo. E quero ganhar a Liga e a Taça. Voltamos a estar todos de acordo.

-Gostava mesmo de saber onde é que os críticos da venda do património pensam ir buscar os 5 milhões de euros que temos que pagar em Junho de 2006. Vendem o Moutinho para ficar com o Alvaláxia? Então que o digam alto e bom som.

-Acho que se devia interpor uma providência cautelar para que o Petit não jogue com o Barcelona. É que eu quero ver o Ronaldinho no Mundial, a jogar! Mas acho que isto não é para aqui chamado.

-Já esgotei toda a minha paciência para o alarmismo e a demagogia com que os jornas têm tratado esta assembleia geral do nosso clube.

-Ainda me custa ouvir falar no nome Peseiro e em quem, apenas por teimosia, o manteve aquele tempo todo à frente do SPORTING.

-Gostava que Dias da Cunha voltasse a referir aquela história da "renovação do Liedson como uma medida desadequada". Temos que nos rir com alguma coisa.

-Ainda não sei a quem vou entregar os meus 20 votinhos nas eleições. Mas já sei muito bem a quem não os dou de maneira nenhuma.

-Acredito no SPORTING e no seu futuro. Porque sei que há muitos sportinguistas capazes de enfrentar tal tarefa.

-Temo que muitos sócios aproveitem esta assembleia, não para a discussão lúcida do que lhes é apresentado, mas para ajustarem contas com todos os diparates que foram cometidos nos últimos tempos. Isso seria muito injusto. Quem os cometeu que pague por eles.

-Amanhã continuaremos a ser o melhor clube português e o 2º melhor do mundo, a seguir àquele que vai eleiminar o clube galináceo na Liaga dos Campeões. É o que dizem as estatísticas.

-Têm a caixa de comentários à vossa disposição. Também tenho endereço de e-mail para receber hate mail (nos últimos tempos nem tenho recebido muito o que me anda a deixar preocupado).

-Vou lutar com muita garra pela vitória em Leiria. Aqui estamos todos de acordo.

-Gostava mesmo de saber onde é que os críticos da venda do património pensam ir buscar os 5 milhões de euros que temos que pagar em Junho de 2006. Vendem o Moutinho para ficar com o Alvaláxia? Então que o digam alto e bom som. (esta é copy/paste mas como gostava mesmo que lhe fosse dada resposta, repito-a)

-Desejo um bom fim de semana a todos.

Thursday, March 16, 2006

Vitória importante

Mostrámos que fomos superiores e passámos mais uma eliminatória da taça. Aguarderemos pelo sorteio com esperança nesta prova.

Wednesday, March 15, 2006

E o El Mano nomeado para nos apitar em Leiria foi...

Bruno Paixão. Luís Guilherme, no meio de tanta reunião com dirigentes de alguns clubes, lá arranjou um tempinho para ver se nos trama. Claro que as puritanas aqui da praça já estão a esta hora a dizer que somos nós os sportinguistas que pressionamos o árbitro antes do jogo. E é verdade. Acho que tudo deve ser feito para que Bruno Paixão se sinta pressionado... a não fazer uma daquelas arbitragens aldrabonas que ele tão bem sabe fazer. Luís Guilherme não perde uma oportunidade: ouviu falar do grau de dificuldade que o jogo de Leiria pode ter e tratou logo de nomear para o arbitrar um indivíduo que, se gostasse de futebol, abandonava imediatamente as funções de árbitro para as quais não tem o mínimo de competência. Ponham-se alerta: o que se aproxima promete.
O homem não aprende

Cada vez que defendia a continuidade de Peseiro surgiam mais sócios a pedir a demissão do treinador.
Cada vez que dá uma entrevista a atacar Soares Franco este ganha adeptos para a sua causa. Começo a achar que Dias da Cunha está para lá da simples teimosia. Só não digo o estado em que acho que ele se encontra porque ainda assim ele merece o respeito de ter sido presidente do clube. Agora, a paciência esgotou-se, lá isso esgotou. Que não se venha queixar daqui por uns meses: é ele que está a fazer a cama na qual se vai deitar.

Tuesday, March 14, 2006

Um Pouco de lucidez

«Que a preparação do futuro não atrapalhe o presente»
Paulo Bento
Isto é que eu gostava que estes dois cavalheiros me esclarecessem

Eu, que neste momento me sinto muito crítico de Dias da Cunha e de Soares Franco, gostava de saber o que se passou para que estes cavalheiros tivessem andado tantos anos distraídos a ponto de só agora se terem apercebido das verdadeiras intenções um do outro. Dito de outra forma: se Soares Franco é o que agora Dias da Cunha diz dele porque é que lhe "entregou" a administração do clube de mão beijada? Claro que pode dizer que foi enganado. Só que essa não pega: qualquer sócio mais atento percebeu desde muito cedo que o comportamento de Soares Franco, a vários níveis, não era o mais apropriado para um presidente de clube. Por outro lado, Soares Franco, que agora é tão crítico de Dias da Cunha, fazia muito bem se nos explicasse porque é que apoiou tão caladinho todas as medidas que Dias da Cunha tomou e de que agora se diz tão crítico.

Monday, March 13, 2006

Naide Gomes

As modalidades amadoras a facturar: parabéns à Naide pela medalha de bronze.
Não ficou claro?

Ainda acerca do meu post "Dúvidas, muitas dúvidas" digo o seguinte:a) reafirmo tudo o que lá está escrito; b) não sou apoiante - nem tenciono apoiar - a lista de Soares Franco.
Mais ideias sobre este assunto surgirão nos dias que se seguem.
Vitória justa

Sinal positivo da equipa do SPORTING: soube responder às adversidades e amealhar mais três importantes pontos. Estamos na luta.
Outro

O treinador do Boavista juntou-se à lista dos que resolvem branquear os favorecimentos de que beneficiam com queixas aos árbitros que os ajudam. Carlos Brito e seus pares ensaiam, com a referência a uma eventual penalidade surgida na sequência de um fora-de-jogo não assinalado a Fary, fazer crer que foram prejudicados pela manhosa arbitragem de Elmano Santos. O que acontece é que Carlos Brito não refere o resto. E o resto foi uma vergonhosa arbitragem que tentou a todo o custo fazer com que o SPORTING perdesse pontos. Quantas expulsões foram perdoadas a jogadores do Boavista? Quantas faltas sobre Liedson foram transformadas em faltas contra o SPORTING? Quantos fora-de-jogo foram perdoados a Zé Manel e a colegas seus? Quantos pontapés de baliza foram transformados em cantos contra o SPORTING? Quanto tempo de descontos a mais foi dado no final do jogo? E quanto é que foi o tempo de descontos sobre o tempo de descontos? Porque é que Paulo Bento foi admoestado a primeira vez que levantou os braços enquanto ao banco do Boavista, que passou o tempo a protestar com o árbitro, nada aconteceu?
Há gente que teve o corpo em Alvalade mas a cabeça estava a 300 km de distância. Depois dá nisto.

Thursday, March 09, 2006

Dúvidas, muitas dúvidas

A assembleia geral que vai ter lugar no Pavilhão Atlântico é muito importante para os destinos do nosso clube. Mais do que a questão do património, acaba por estar em causa a administração do próprio clube. Aguardei este tempo todo à espera que surgissem as tais "propostas" alternativas às de Soares Franco. E o que verifiquei foi que nessa matéria não há nada de novo: o projecto de Soares Franco pode ser mau - eu discordo de muito do que ele contém - mas o que é facto é que da parte dos outros hipotéticos candidatos não surgiu nenhuma ideia minimamente válida para a resolução dos problemas que se colocam ao clube. Isto não quer dizer que eu me tenha transformado num apoiante da lista de Soares Franco - isso não aconteceu. No entanto, devo dizer que fiquei surpreendido pela falta de soluções consistentes por parte dos outros candidatos: era agora que eles deviam aparecer de modo a marcarem a diferença - e não o fizeram. Vir para os jornais largar frases soltas do tipo "Acredito num SPORTING com futuro"; "Já tenho apoios financeiros que não posso revelar"; "Quero devolver o SPORTING aos sócios" é algo que qualquer sócio é capaz de dizer mas que, todos sabemos, não passam de chavões, certamente apelativos para os sócios mais desiludidos, mas que estão longe de serem um programa de gestão a seguir. E aqui Soares Franco bem que pode agradecer às outras candidaturas: não foram capazes de fazer aquilo que ele - bem ou mal, já vamos ver - foi capaz de fazer: apresentar soluções concretas.

Começo por esclarecer que tomo como posição válida de Soares Franco aquilo que está publicado no site do clube e nos termos em que está feito. Pode estar a mentir, é certo. Mas eu quero acreditar - e acredito - que tudo o que ali está expresso é verdade.
Quanto ao que Soares Franco propõe tenho a dizer que fico com muitas dúvidas. Não faço nenhuma questão de ver o SPORTING como proprietário imobiliário: se for positiva a venda, então que se vendam já as fracções referidas. No entanto temo que a venda nestes moldes nos possa ser prejudicial, o que seria um passo sem retorno. Acho sobretudo que isso terá que ser uma decisão a tomar pela direcção que passar a administrar depois das eleições.
Quanto às modalidades amadoras, sou da opinião de que devem continuar. Também acho que faz sentido que elas consigam, dentro da medida do possível, auto-rentabilizarem-se. Por exemplo: não me incomoda nada que a equipa de Futsal se passe a chamar SPORTING / [nome de empresa] desde que fiquem bem claros os termos em que se faz a parceria. E aqui a proposta de Soares Franco garante a continuidade das modalidades.
No que diz respeito à construção de um pavilhão, é claro que também acho que tal seria muito útil para o clube. Espero apenas que tal obra não seja mais um motivo de endividamento.
Quanto à gestão da equipa de futebol devo dizer que lamento a falta de clareza do que é proposto por Soares Franco. A equipa de futebol deverá ser o "centro das atenções" da gestão do clube. E o que está na proposta não é muito claro a este respeito. São tais as minhas dúvidas nesta matéria que não posso dizer se concordo, ou não, com o que Soares Franco propõe.
Quanto à necessidade de entrada de "dinheiro fresco" não tenho a menor dúvida. E acho que percebo Soares Franco: o dinheiro tem que vir de algum lado. E mais ninguém conseguiu apontar uma fonte de receitas que não passe pela alienação de património.

Posto isto, devo dizer que a situação em que me encontro não é a de dúvida entre várias possibilidades. Porque para isso precisava de várias propostas por onde escolher e, até à data, só conheço uma: a de Soares Franco, que está longe de ser muito estimulante. Mas é a única. E é apenas com o que temos que devemos contar. Resumindo: encontro-me numa situação de "abstenção" que mudarei para uma situação de apoio à lista de Soares Franco se perceber que temos no horizonte listas com vontade de voltarmos a um SPORTING que, decididamente, não nos interessa: um SPORTING de amadorismo, de governo em função das apetências dos sócios com base nos resultados, de estratégias casuísticas relativamente à equipa de futebol e de pessoas que eu não quero voltar a ver na administração do SPORTING.

Wednesday, March 08, 2006

Monday, March 06, 2006

Começo já por pedir desculpa aos que ainda me lêem

Como já repararam tenho usado o blog para libertar duas pancadas de que sofro e das quais não me consigo safar: a) elogiar o professor doutor autarca ex-futebolista e ex-presidente de uma comissão qualquer da federação de andebol, Fernando Seara; b) referir o maradona como o gajo que melhor escreve sobre bola em Portugal. Corram imediatamente a ler o post "Duas horas e meia sem fazer nada e dá nisto...peço mil desculpas:" é que ele tem a mania de apagar os posts assim sem mais. São estas merdas que ainda nos fazem ler blogs.
Mais três pontos

Vitória justa da única equipa que fez alguma coisa para ganhar o jogo: o SPORTING. A exibição não foi das melhores mas foi suficiente para cumprir o objectivo. Notou-se a falta de Liedson, nada de anormal face ao rendimento que este jogador tem tido. Sobre a arbitragem digo que não gostei e retenho na memória a “preciosidade” que foi o cartão amarelo mostrado a Polga: o árbitro já nem se lembrava da falta e só quando o jogador do Gil Vicente lá foi pedir o cartão é que ele foi mostrado.

Friday, March 03, 2006

Mais um jogo

Aconteça o que acontecer com os outros, vamos pensar apenas nos 3 pontos de que precisamos. Lutar até ao fim.