A normalidade do anormal
A partir de agora vai ser sempre assim: rouba-se e ainda se goza aquele que é roubado. É a fase final do lamaçal a que chegou o futebol português.
A quadrilha que dá pelo nome de Apito Dourado e que actua no futebol teve nesta semana que passou uma das suas melhores semanas. Muitas notícias a revelarem a maneira nojenta como actuam, é certo, mas também a confirmação tácita de que nada lhes vai acontecer. Ao longo destes anos, sempre suspeitaram que nunca teriam que prestar contas pelos crimes que foram cometendo. Esta semana, um especialista em matérias jurídicas veio dizer que não há possibilidade de os crimes da quadrilha poderem ser julgados nos tribunais civis. Era o que eles queriam ouvir. Claro que há muitos outros, igualmente especialistas, a afirmarem o contrário. Mas a quadrilha precisava apenas de um a lançar a escada. A partir daqui sabem que o eventual imbróglio jurídico lhes será favorável e que o tempo correrá a seu favor.
Não nos deixemos iludir pelas sucessivas manchetes do Público e do DN. A isso a quadrilha já nem presta atenção. Porque a quadrilha arranjou um especialista para dizer aquilo que queria ouvir. Se ao jurista juntarmos a capitulação do orgão superior (Federação) perante o orgão subalterno dominado pela quadrilha (Liga) e se a isto juntarmos também o manifesto desinteresse do governo da república perante o assunto, através de declarações dos responsáveis pela área, ficamos todos a saber que está aberto o caminho à continuação do roubo. A quadrilha percebeu que dificilmente terá que prestar contas. Todos os gatunos que fazem parte da quadrilha ficaram a saber que poderão continuar a actuar. Que se lixem os jornais e as escutas, nada nos detém, é o que eles pensam. Podem voltar a tratar tudo pelo telefone, as escutas não servirão para nada. Podem continuar a roubar da maneira que lhes apetecer. Nenhum governo, nenhum tribunal, nenhuma federação, nenhuma FIFA irão actuar sobre eles.
João Ferreira, distinto membro da quadrilha, percebeu o sinal e tratou de actuar em conformidade com as novas regras: roubar sem disfarces, roubar, roubar e roubar. Os roubados que barafustem, de nada lhes valerá. Veja-se o caso deste ladrão que actuou no jogo entre o SPORTING e o Paços de Ferreira. Viu um jogador a marcar um golo com a mão, validou-o e riu-se. Riu-se porque sabe que o caminho está livre: só quem está muito seguro de que nada lhe acontecerá é que valida um golo daqueles e ainda tem atrevimento para gozar com a cara dos jogadores que, incrédulos, reclamam. Na semana passada foi humilhado em campo ao mostrar-se incapaz de actuar sobre um jogador que o agrediu, cuspiu e insultou. Hoje apareceu como se nada fosse, apenas com o objectivo de cumprir a encomenda que lhe fizeram. E ainda gozou. Como quem diz: vai-te habituando porque daqui em diante será sempre assim. Brevemente vamos (voltar a) ver apanha-bolas a marcar golos (como aqui há uns anos nas Antas), jogadores a marcar com as mãos (como hoje), jogadores a sofrerem penalidades e a verem amarelos (como hoje) e tudo mais. Nada nos surpreenderá. Se um árbitro chutar uma bola para dentro da baliza será normal neste futebol português gerido pela quadrilha do Apito Dourado. E quem protestar leva cartão. A dignidade dos bandalhos é mesmo assim: uma cuspidela na cara é muito menos grave do que uma reclamação de um jogador quando tem razão. A lógica dos pulhas é outra, convém não nos esquecermos.
O que mudou nos últimos dias? Afinal de contas, muito pouco. Roubar sempre se roubou, como já ninguém duvida. A ligeira diferença é que agora já não se procura disfarçar. E assim temos Valentim e outros membros da quadrilha a assobiar para o lado: o processo Apito Dourado para eles acabou e acabou da melhor maneira possível. Tudo continuará na mesma. Com os mesmos de sempre a roubar.
Não serão os orgãos desportivos, nem os tribunais, nem o poder político a mudar as coisas. Esses capitularam. Por inércia, por cobardia e por interesse, como está à vista de toda a gente.
Apenas os adeptos, no dia em que se fartarem de vez, poderão mudar as coisas. As ditaduras não se destituem nos tribunais, nem por decreto. Eliminam-se pela força, da razão e não só...
Sunday, September 17, 2006
Friday, September 15, 2006
Wednesday, September 13, 2006
Grande vitória
O SPORTING fez um jogo cinco estrelas. Obteve três pontos, 600 mil euros e a consagração perante um dos planteis mais abastados do mundo. Os jogadores mostraram que não tinham medo nem se deixavam intimidar perante o nome dos adversários. Ao contrário do cavalheiro luxemburguês que apitou o jogo e que conseguiu fazer dos 30 primeiros minutos um compêndio de disparates digno de ser editado para que os árbitros portugueses depois possam estudar por ele.
Paulo Bento vai mostrando que a função de um treinador é muito mais do que estar no banco a abanar os braços para TV ver. Observa a equipa e muda-a quando é preciso.
Ainda só temos uma vitória; queremos mais. E agora o mais importante passa a ser a concentração total para o jogo de sábado. Lá estaremos.
O SPORTING fez um jogo cinco estrelas. Obteve três pontos, 600 mil euros e a consagração perante um dos planteis mais abastados do mundo. Os jogadores mostraram que não tinham medo nem se deixavam intimidar perante o nome dos adversários. Ao contrário do cavalheiro luxemburguês que apitou o jogo e que conseguiu fazer dos 30 primeiros minutos um compêndio de disparates digno de ser editado para que os árbitros portugueses depois possam estudar por ele.
Paulo Bento vai mostrando que a função de um treinador é muito mais do que estar no banco a abanar os braços para TV ver. Observa a equipa e muda-a quando é preciso.
Ainda só temos uma vitória; queremos mais. E agora o mais importante passa a ser a concentração total para o jogo de sábado. Lá estaremos.
Tuesday, September 12, 2006
Sunday, September 10, 2006
Cabeceados Anónimos
Dois cidadãos portugueses vítimas de cabeçadas, de nome João Ferreira e Paulo Paraty, resolveram criar um grupo de terapia de forma a minorar os efeitos traumáticos do que lhes aconteceu este fim-de-semana. Vai funcionar nos moldes dos grupos de alcoólicos anónimos e destina-se a ajudar os seus participantes a lidarem com o trauma de verem os prevaricadores, Petit e Cardoso, respectivamente, a sairem da história como se nada de grave se tivesse passado. As futuras vítimas de cabeçadas que vejam os agressores sairem na boa, ficam a saber que terão um grupo com o qual poderão partilhar as suas experiências.
Dois cidadãos portugueses vítimas de cabeçadas, de nome João Ferreira e Paulo Paraty, resolveram criar um grupo de terapia de forma a minorar os efeitos traumáticos do que lhes aconteceu este fim-de-semana. Vai funcionar nos moldes dos grupos de alcoólicos anónimos e destina-se a ajudar os seus participantes a lidarem com o trauma de verem os prevaricadores, Petit e Cardoso, respectivamente, a sairem da história como se nada de grave se tivesse passado. As futuras vítimas de cabeçadas que vejam os agressores sairem na boa, ficam a saber que terão um grupo com o qual poderão partilhar as suas experiências.
Há que rever a política de prendas
Certamente que o árbitro Paraty não tem andado a receber relógios como compensação dos favores que lhe têm sido encomendados por uns tipos que passam a vida a falar ao telefone. É que o homem anda com uma merda de uma cebola que decididamente não funciona. No final do jogo mandou o 4º árbitro mostrar a placa com o número 5 (exagero) e acabou por permitir que o jogo tivesse quase 8. Ó senhores do Apito Dourado, não se arranja por aí um rolexzinho que funcione? Até pode ser dos de Hong-Kong que ele não se importa. Mas que funcione.
Sobre futebol, que é o que menos interessa aos paratis e paratás que conspurcam o futebol, temos que dar os parabéns à nossa equipa pela importante e justa vitória que conseguiram. Estamos convosco.
Certamente que o árbitro Paraty não tem andado a receber relógios como compensação dos favores que lhe têm sido encomendados por uns tipos que passam a vida a falar ao telefone. É que o homem anda com uma merda de uma cebola que decididamente não funciona. No final do jogo mandou o 4º árbitro mostrar a placa com o número 5 (exagero) e acabou por permitir que o jogo tivesse quase 8. Ó senhores do Apito Dourado, não se arranja por aí um rolexzinho que funcione? Até pode ser dos de Hong-Kong que ele não se importa. Mas que funcione.
Sobre futebol, que é o que menos interessa aos paratis e paratás que conspurcam o futebol, temos que dar os parabéns à nossa equipa pela importante e justa vitória que conseguiram. Estamos convosco.
Dicionário
Esta semana, devido à estúpida atitude de um estúpido que joga na equipa do galinheiro, o dicionário da língua portuguesa vai sofrer umas alterações. Assim sendo, cabeçada passa a chamar-se encosto na face; cuspidela passa a chamar-se libertação de saliva e filho da puta e cabrão passam também a ter um outro significado mais brando. O jornas da TVI foi o mais rápido a adoptar as novas regras. Minutos depois, ao comentar a agressão que o troglodita fez ao árbitro com a sua cabeça - parte do corpo que ele só usa para isso - o jornas esclareceu que ele encostou a cabeça ao árbitro.
Agora só falta saber quem vai ser o primeiro hipócrita a afirmar, preto no branco, que o troglodita não deu uma cabeçada, não cuspiu e não insultou o árbitro. Cá por mim, a minha curiosidade é saber quantos meses de suspensão o troglodita vai apanhar. Se acham meses um exagero, lembrem-se de quantos meses João Pinto apanhou por ter feito muito menos, num jogo do mundial.
Esta semana, devido à estúpida atitude de um estúpido que joga na equipa do galinheiro, o dicionário da língua portuguesa vai sofrer umas alterações. Assim sendo, cabeçada passa a chamar-se encosto na face; cuspidela passa a chamar-se libertação de saliva e filho da puta e cabrão passam também a ter um outro significado mais brando. O jornas da TVI foi o mais rápido a adoptar as novas regras. Minutos depois, ao comentar a agressão que o troglodita fez ao árbitro com a sua cabeça - parte do corpo que ele só usa para isso - o jornas esclareceu que ele encostou a cabeça ao árbitro.
Agora só falta saber quem vai ser o primeiro hipócrita a afirmar, preto no branco, que o troglodita não deu uma cabeçada, não cuspiu e não insultou o árbitro. Cá por mim, a minha curiosidade é saber quantos meses de suspensão o troglodita vai apanhar. Se acham meses um exagero, lembrem-se de quantos meses João Pinto apanhou por ter feito muito menos, num jogo do mundial.
Tuesday, September 05, 2006
Quando o telefone toca
Parece que o tema do programa era o futebol português. Não sei bem porque o comecei a ver já ele a meio. Programa num canal público, convém recapitular. Quatro estátuas da Ilha de Páscoa que passaram a maior parte do tempo a falar do caso Mateus; os mesmos argumentos dos últimos dias. A certa altura Valentim Loureiro resolveu referir que o presidente do galinheiro lhe tinha dito algo diferente do que agora anda aí a apregoar: ou seja, mais uma daquelas tricas onde o único aspecto relevante a retirar é a constatação de que as tais conversas de bastidores que todos negam afinal existem. Passado um pouco a apresentadora diz que tem uma pessoa ao telefone que solicita a entrada em directo no programa. E eis que entra de viva voz o presidente do galinheiro, dizendo que ligou para desmentir o que ali tinha sido dito sobre ele. Eu ainda pensei que ele fosse aproveitar o tempo de antena para explicar aos cavalheiros de Barcelos como é que se inscrevem jogadores em situações complicadas, aproveitando a experiência que por certo adquiriu com a inscrição do Ricardo Rocha. Mas não. Começa a falar – respeitosamente toda a gente se cala para ouvir o tal “convidado” – e da intervenção apenas deu para perceber que afinal tudo o que Valentim havia afirmado era verdade. O que até deu para que Valentim terminasse à gargalhada a conversa com o tal convidado espontâneo, exibindo um ar triunfante. Os figurantes batem palmas e o circo prossegue.
Pouco me interessa que o presidente do galinheiro tenha sido desmentido em directo. Isso nem o deve incomodar porque ele não tem muita vergonha na cara, assunto que é lá com ele e com os da laia dele. O que eu questiono é a legitimidade daquela intervenção. A apresentadora tratou logo de defender a cara (a sua e a da empresa para a qual trabalha), dizendo que apenas tinham posto aquela intervenção no ar porque se tratava de uma pessoa cujo nome havia sido referido no programa. Mais valia ter estado calada. Um argumento destes não justifica nada. Ou será que é política da RTP permitir uma intervenção em directo a uma pessoa, sempre que o seu nome é referido? Não sou espectador do programa mas não me parece que essa seja a norma. Se assim fosse, o Mateus himself, teria tido 30 minutos, no mínimo, para dizer como é que gosta da muamba bem como para nos avançar uma detalhada explanação acerca do ressonar de Mantorras, seu colega de quarto durante o Mundial da Alemanha. O que até era capaz de ter mais piada do que a intervenção do homem que diz ter um "dossier com o nome das pessoas ao lado das quais não se vai sentar". Esta justificação não passou afinal de uma desculpa mal amanhada para legitimar uma intervenção despropositada de alguém que, achando-se acima da lei pelo facto de ser presidente de um determinado clube, tratou de exigir. É certo que ele podia ter entrado por ali dentro como já o fez num outro programa, noutro canal. E a RTP arriscou-se a isso uma vez que a emissão até é gravada num local muito próximo do estádio do galinheiro. Dado o adiantado da hora, ficou-se pelo telefone. Aquela cena não passou de um acto de subserviência do canal público a um determinado indivíduo. Sem nada que o justificasse. O que é editorialmente lamentável.
Mas enfim, o homem anda em maré de azar. Foi a um canal de televisão dizer que ia à sede de um jornal fazer o director “engolir aquilo que tinha publicado”. Chega ao jornal, passado umas horas sai de lá mansinho e no dia a seguir o jornal reafirma tudo o que tinha suscitado a tal deslocação. Agora arma-se em mau, telefona para um programa, debita umas baboseiras sem interesse e ainda tem direito a humilhante despedida com aplausos da plateia à sarcástica gargalhada com que Valentim o tinha calado. É caso para se dizer: um presidente à altura da instituição que dirige.
Parece que o tema do programa era o futebol português. Não sei bem porque o comecei a ver já ele a meio. Programa num canal público, convém recapitular. Quatro estátuas da Ilha de Páscoa que passaram a maior parte do tempo a falar do caso Mateus; os mesmos argumentos dos últimos dias. A certa altura Valentim Loureiro resolveu referir que o presidente do galinheiro lhe tinha dito algo diferente do que agora anda aí a apregoar: ou seja, mais uma daquelas tricas onde o único aspecto relevante a retirar é a constatação de que as tais conversas de bastidores que todos negam afinal existem. Passado um pouco a apresentadora diz que tem uma pessoa ao telefone que solicita a entrada em directo no programa. E eis que entra de viva voz o presidente do galinheiro, dizendo que ligou para desmentir o que ali tinha sido dito sobre ele. Eu ainda pensei que ele fosse aproveitar o tempo de antena para explicar aos cavalheiros de Barcelos como é que se inscrevem jogadores em situações complicadas, aproveitando a experiência que por certo adquiriu com a inscrição do Ricardo Rocha. Mas não. Começa a falar – respeitosamente toda a gente se cala para ouvir o tal “convidado” – e da intervenção apenas deu para perceber que afinal tudo o que Valentim havia afirmado era verdade. O que até deu para que Valentim terminasse à gargalhada a conversa com o tal convidado espontâneo, exibindo um ar triunfante. Os figurantes batem palmas e o circo prossegue.
Pouco me interessa que o presidente do galinheiro tenha sido desmentido em directo. Isso nem o deve incomodar porque ele não tem muita vergonha na cara, assunto que é lá com ele e com os da laia dele. O que eu questiono é a legitimidade daquela intervenção. A apresentadora tratou logo de defender a cara (a sua e a da empresa para a qual trabalha), dizendo que apenas tinham posto aquela intervenção no ar porque se tratava de uma pessoa cujo nome havia sido referido no programa. Mais valia ter estado calada. Um argumento destes não justifica nada. Ou será que é política da RTP permitir uma intervenção em directo a uma pessoa, sempre que o seu nome é referido? Não sou espectador do programa mas não me parece que essa seja a norma. Se assim fosse, o Mateus himself, teria tido 30 minutos, no mínimo, para dizer como é que gosta da muamba bem como para nos avançar uma detalhada explanação acerca do ressonar de Mantorras, seu colega de quarto durante o Mundial da Alemanha. O que até era capaz de ter mais piada do que a intervenção do homem que diz ter um "dossier com o nome das pessoas ao lado das quais não se vai sentar". Esta justificação não passou afinal de uma desculpa mal amanhada para legitimar uma intervenção despropositada de alguém que, achando-se acima da lei pelo facto de ser presidente de um determinado clube, tratou de exigir. É certo que ele podia ter entrado por ali dentro como já o fez num outro programa, noutro canal. E a RTP arriscou-se a isso uma vez que a emissão até é gravada num local muito próximo do estádio do galinheiro. Dado o adiantado da hora, ficou-se pelo telefone. Aquela cena não passou de um acto de subserviência do canal público a um determinado indivíduo. Sem nada que o justificasse. O que é editorialmente lamentável.
Mas enfim, o homem anda em maré de azar. Foi a um canal de televisão dizer que ia à sede de um jornal fazer o director “engolir aquilo que tinha publicado”. Chega ao jornal, passado umas horas sai de lá mansinho e no dia a seguir o jornal reafirma tudo o que tinha suscitado a tal deslocação. Agora arma-se em mau, telefona para um programa, debita umas baboseiras sem interesse e ainda tem direito a humilhante despedida com aplausos da plateia à sarcástica gargalhada com que Valentim o tinha calado. É caso para se dizer: um presidente à altura da instituição que dirige.
Sunday, September 03, 2006
Quem é que esta gente pensa que é?
Os destinos da selecção, de seis clubes envolvidos nas competições europeias, dos ecalões jovens e das provas de futebol portuguesas em geral nas mãos de uma Assembleia Geral(!?) na qual "têm a palavra os sócios porque o clube é deles"?
Os destinos do meu clube, daquilo que me pertence a mim, e a outros como eu, nas mãos de umas dezenas de exaltados aos berros sobre assuntos dos quais, na verdade, não fazem a mínima ideia?
Peço então que continuem com os processos nos tribunais civis. Que recorram a todas as instâncias nacionais e internacionais. Que não desistam de lutar. Tenham coragem e deixem de se ficar pelas palavras. Experimentem que eu gostava de ver isso...
Os destinos da selecção, de seis clubes envolvidos nas competições europeias, dos ecalões jovens e das provas de futebol portuguesas em geral nas mãos de uma Assembleia Geral(!?) na qual "têm a palavra os sócios porque o clube é deles"?
Os destinos do meu clube, daquilo que me pertence a mim, e a outros como eu, nas mãos de umas dezenas de exaltados aos berros sobre assuntos dos quais, na verdade, não fazem a mínima ideia?
Peço então que continuem com os processos nos tribunais civis. Que recorram a todas as instâncias nacionais e internacionais. Que não desistam de lutar. Tenham coragem e deixem de se ficar pelas palavras. Experimentem que eu gostava de ver isso...
Thursday, August 31, 2006
Vamos lá então falar sobre o caso Mateus
Vale a pena ficar acordado. Há uma nova geração de tenistas de leste capaz de nos sentar no sofá pela noite dentro a ver o US Open. Aprecio a Elena Dementieva e a Nicole Vaidisova. A Ana Ivanovic tem que se lhe diga e a Daniela Hantuchova também. A Maria Kirilenko tem um bocado ar de tia mas não lhe fica mal. E a Tatiana Golovin, a um olhar mais atento, revela predicados. A Anastassia Rodionova é gira. A Elena Vesnina também, tal como a Marta Domachowska e a Ana Chakvetadze.
Mas a Maria Sharapova está no topo da lista. Muito alta (1,88), sempre com uns vestidos da Nike que lhe assentam que nem ginjas, é de todas a melhor e mais bonita tenista do WTA. E assim sendo, só me resta fazer minhas as palavras do Major Valentim, de forma a que não me apontem o facto de estar a ser pouco claro: "O que eu aqui lhes transmiti é matéria suficiente para aquilo que vocês aqui vieram fazer".
Vale a pena ficar acordado. Há uma nova geração de tenistas de leste capaz de nos sentar no sofá pela noite dentro a ver o US Open. Aprecio a Elena Dementieva e a Nicole Vaidisova. A Ana Ivanovic tem que se lhe diga e a Daniela Hantuchova também. A Maria Kirilenko tem um bocado ar de tia mas não lhe fica mal. E a Tatiana Golovin, a um olhar mais atento, revela predicados. A Anastassia Rodionova é gira. A Elena Vesnina também, tal como a Marta Domachowska e a Ana Chakvetadze.
Mas a Maria Sharapova está no topo da lista. Muito alta (1,88), sempre com uns vestidos da Nike que lhe assentam que nem ginjas, é de todas a melhor e mais bonita tenista do WTA. E assim sendo, só me resta fazer minhas as palavras do Major Valentim, de forma a que não me apontem o facto de estar a ser pouco claro: "O que eu aqui lhes transmiti é matéria suficiente para aquilo que vocês aqui vieram fazer".
Tuesday, August 29, 2006
Sunday, August 27, 2006
Friday, August 25, 2006
Para se ser juíz não é preciso saber ler e escrever?
Acerca do caso Matheus, houve alguém, dizendo-se jurista, que conseguiu escrever isto:
"Com efeito, com o acto de citação das Requeridas, suspensas ficam as decisões administrativas impugnadas, tudo se mantendo, como se estas não existissem com as consequências daí necessariamente decorrentes, designadamente no plano desportivo ou de intervenção nos campeonatos mencionados no articulado inicial. Pelo exposto, indefere-se o decretamento provisório das medidas cautelares requeridas".
Nem iliteracia, nem juridiquês, nem nada do género. Apenas analfabetismo. Mal que ainda afecta cerca de 9% da população portuguesa, onde se incluem juízes, pelo que parece.
Acerca do caso Matheus, houve alguém, dizendo-se jurista, que conseguiu escrever isto:
"Com efeito, com o acto de citação das Requeridas, suspensas ficam as decisões administrativas impugnadas, tudo se mantendo, como se estas não existissem com as consequências daí necessariamente decorrentes, designadamente no plano desportivo ou de intervenção nos campeonatos mencionados no articulado inicial. Pelo exposto, indefere-se o decretamento provisório das medidas cautelares requeridas".
Nem iliteracia, nem juridiquês, nem nada do género. Apenas analfabetismo. Mal que ainda afecta cerca de 9% da população portuguesa, onde se incluem juízes, pelo que parece.
Thursday, August 24, 2006
De volta
E não sou só eu que voltei. O Bruno Paixão também já regressou - e em forma. Os conselhos de justiça e disciplina da Federação e da Liga também voltaram - para complicar o que é simples, como só eles sabem. Aqueles espontâneos que "metem providências cautelares" por tudo e por nada também já aí estão, não fosse a maralha sentir falta deles. As magníficas capas tipo "Simão e Manelelé - sempre a facturar", mesmo quando os facturadores estão num ginásio do Seixal, não regressaram porque nunca foram embora - em matéria de graxa nunca se dá descanso. O Bandeirinha Guilherme voltou para queimar os últimos cartuxos que, à conta da providência cautelar, vão ser mais do que os que se estava à espera - e aí está já a inteligente escolha do B. Paixão para apitar o primeiro jogo do Belenenses esta época. Os do Gil Vicente támbém estão numa de regresso, desta vez para apelar ao governo, à UEFA, ao Papa, ao Kofi Anan e ao Professor Karamba; medida de higienização do futebol era pegar neles e no respectivo galo e pregar com aquela cambada de especialistas em direito no 3ª divisão distrital, se houver. O Pinto da Costa voltou para dizer que afinal o seu grande amor dura há 20 anos e chama-se Jesualdo. Jesualdo, como qualquer namorado recém apaixonado, já disse que o seu desejo, desde pequenino, era treinar o Porto. Valentim Loureiro regressou para a mesa da Assembleia Geral - este é outro que não pode regressar porque não se vai embora - vai sempre ficando pelos sítios onde passa e às vezes muda de gabinete, nada mais. Só não vi o Seara: será que também foi treinar uma equipa de futebol?
E não sou só eu que voltei. O Bruno Paixão também já regressou - e em forma. Os conselhos de justiça e disciplina da Federação e da Liga também voltaram - para complicar o que é simples, como só eles sabem. Aqueles espontâneos que "metem providências cautelares" por tudo e por nada também já aí estão, não fosse a maralha sentir falta deles. As magníficas capas tipo "Simão e Manelelé - sempre a facturar", mesmo quando os facturadores estão num ginásio do Seixal, não regressaram porque nunca foram embora - em matéria de graxa nunca se dá descanso. O Bandeirinha Guilherme voltou para queimar os últimos cartuxos que, à conta da providência cautelar, vão ser mais do que os que se estava à espera - e aí está já a inteligente escolha do B. Paixão para apitar o primeiro jogo do Belenenses esta época. Os do Gil Vicente támbém estão numa de regresso, desta vez para apelar ao governo, à UEFA, ao Papa, ao Kofi Anan e ao Professor Karamba; medida de higienização do futebol era pegar neles e no respectivo galo e pregar com aquela cambada de especialistas em direito no 3ª divisão distrital, se houver. O Pinto da Costa voltou para dizer que afinal o seu grande amor dura há 20 anos e chama-se Jesualdo. Jesualdo, como qualquer namorado recém apaixonado, já disse que o seu desejo, desde pequenino, era treinar o Porto. Valentim Loureiro regressou para a mesa da Assembleia Geral - este é outro que não pode regressar porque não se vai embora - vai sempre ficando pelos sítios onde passa e às vezes muda de gabinete, nada mais. Só não vi o Seara: será que também foi treinar uma equipa de futebol?
O homem a quem aconteceu não sei o quê
Da cartola o artista tira truques já conhecidos - ameaçar que se vai embora para fazer com que os adeptos clamem por ele e posteriormente invocar isso como arma de arremesso sempre que a situação lhe for desfavorável.
E recorre também a truques novos - referir insistentemente que no processo em causa é a família que está a ser atacada, para dessa forma desviar as atenções do aspecto essencial: onde pára o dinheiro?
No meio da palhaçada do costume - face aos intérpretes outra coisa não seria de esperar - ainda tivemos oportunidade de ver o que é o verdadeiro jornalismo interactivo: um gajo não gosta do que escrevem sobre ele, dirige-se ao jornal que publicou as notícias e faz 0 "director engolir o que escreveu".
Só falta dizer uma coisa: lá no tal jornal, houve quem o recebesse!
Da cartola o artista tira truques já conhecidos - ameaçar que se vai embora para fazer com que os adeptos clamem por ele e posteriormente invocar isso como arma de arremesso sempre que a situação lhe for desfavorável.
E recorre também a truques novos - referir insistentemente que no processo em causa é a família que está a ser atacada, para dessa forma desviar as atenções do aspecto essencial: onde pára o dinheiro?
No meio da palhaçada do costume - face aos intérpretes outra coisa não seria de esperar - ainda tivemos oportunidade de ver o que é o verdadeiro jornalismo interactivo: um gajo não gosta do que escrevem sobre ele, dirige-se ao jornal que publicou as notícias e faz 0 "director engolir o que escreveu".
Só falta dizer uma coisa: lá no tal jornal, houve quem o recebesse!
Sunday, August 06, 2006
Wednesday, August 02, 2006
Quiz
A propósito da recente mudança de nome da liga portuguesa - parece que se vai chamar Bwin - resolvi ir ao site da Bet and Win. E aquilo é uma enorme chatice. Dá para apostar em quase tudo, não apenas desporto. A coisa vai ao ponto de permitir apostas sobre as recuperações na 2ª parte, o nº de golos marcados nos primeiros 15 minutos e outras irrelevâncias do género. Acredito que haja quem tenha paciência.
Como estamos em maré de passatempos deixo-vos também aqui um quiz, bem mais interessante que os da Bet and Win.
1- O que é que neste momento mais preocupa os jogadores do lampião?
a) saber quem vai ser o capitão de equipa
b) a eliminatória de apuramento para a Liga dos Campeões
2- Porque é que quase toda a gente apoia Hermínio Loureiro para presidente da Liga e no entanto ninguém faz questão de querer cargos ou nomear pessoas para o acompanhar?
a) porque está tudo interessado em conseguir as vitórias no campo, apenas com recurso a argumentos desportivos e ninguém quer influenciar o poder que rege o futebol
b) porque não se querem comprometer com o homem de modo a poderem safar-se bem quando se der um daqueles golpes de teatro tão ao sabor do futebol português
3- Qual a marca da tinta com que Gilberto Madaíl pinta o cabelo?
a) Pantène
b) Robialac
Caixa de comments ao vosso dispor.
A propósito da recente mudança de nome da liga portuguesa - parece que se vai chamar Bwin - resolvi ir ao site da Bet and Win. E aquilo é uma enorme chatice. Dá para apostar em quase tudo, não apenas desporto. A coisa vai ao ponto de permitir apostas sobre as recuperações na 2ª parte, o nº de golos marcados nos primeiros 15 minutos e outras irrelevâncias do género. Acredito que haja quem tenha paciência.
Como estamos em maré de passatempos deixo-vos também aqui um quiz, bem mais interessante que os da Bet and Win.
1- O que é que neste momento mais preocupa os jogadores do lampião?
a) saber quem vai ser o capitão de equipa
b) a eliminatória de apuramento para a Liga dos Campeões
2- Porque é que quase toda a gente apoia Hermínio Loureiro para presidente da Liga e no entanto ninguém faz questão de querer cargos ou nomear pessoas para o acompanhar?
a) porque está tudo interessado em conseguir as vitórias no campo, apenas com recurso a argumentos desportivos e ninguém quer influenciar o poder que rege o futebol
b) porque não se querem comprometer com o homem de modo a poderem safar-se bem quando se der um daqueles golpes de teatro tão ao sabor do futebol português
3- Qual a marca da tinta com que Gilberto Madaíl pinta o cabelo?
a) Pantène
b) Robialac
Caixa de comments ao vosso dispor.
Monday, July 31, 2006
Vitória no Torneio do Guadiana
Gostei do que vi. Não foi só pela vitória: o que mais me satisfez foi ver a equipa a praticar um futebol bastante aceitável atendendo aos poucos dias de trabalho que tem. Também acho que é de destacar a aposta nos jogadores jovens formados no clube. Esta é a estratégia que devemos seguir: formar jogadores para a equipa principal uma vez que não temos dinheiro para grandes aquisições.
Nem tudo vai ser fácil; a equipa é um pouco inexperiente. Mas se tivermos alguma paciência poderemos alcançar resultados bastante positivos. Vamos acreditar.
Gostei do que vi. Não foi só pela vitória: o que mais me satisfez foi ver a equipa a praticar um futebol bastante aceitável atendendo aos poucos dias de trabalho que tem. Também acho que é de destacar a aposta nos jogadores jovens formados no clube. Esta é a estratégia que devemos seguir: formar jogadores para a equipa principal uma vez que não temos dinheiro para grandes aquisições.
Nem tudo vai ser fácil; a equipa é um pouco inexperiente. Mas se tivermos alguma paciência poderemos alcançar resultados bastante positivos. Vamos acreditar.
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