Queixa na UEFA
O que se está a passar com o local de realização do jogo Estrela da Amadora - SPORTING, por ser inadmissível numa competição profissional, merece ser do conhecimento da UEFA. Sabemos que a UEFA não faz nada porque também não tem grande margem de manobra para actuar. No entanto, sempre tomam conhecimento de mais uma irresponsabilidade destes dirigentes do futebol português.
Recapitulemos: se o jogo está marcado para o estádio da Reboleira é porque a vistoria técnica feita na 5ª feira aprovou o campo. Se hoje, 6ª, o campo ainda não está operacional é porque a vistoria aprovou como operacional um campo que nem existia. Sendo assim, têm que ser responsabilizados os (ir)responsáveis que aprovaram o campo fiando-se apenas nas palavras dos dirigentes que garantiam que "a relva vinha a tempo". Aprovaram algo que nem existe. E devem ser responsabilizados judicialmente por isso. Porque isso é crime... de corrupção.
No meio da contenda há um clube - o SPORTING - que, a 48 horas do desafio, ainda não sabe onde o vai disputar; o Estrela da Amadora a esta hora já sabe muito bem em que situação as coisas estão.
Tudo isto pode ser prejudicial ao desempenho desportivo das equipas: preparar um jogo para o Estádio José Gomes, com um relvado acabado de chegar, não é a mesma coisa que o preparar para o Estádio Nacional, por exemplo.
Como tal, o SPORTING tem que exigir esclarecimentos, pelo menos. Temos que perceber o que se passou e temos que conhecer os nomes de todas estas pessoas envolvidas e pagas para desempenharem funções que não são capazes de exercer com eficiência. O lamaçal continua.
Friday, October 13, 2006
Wednesday, October 11, 2006
Coincidência, claro
Para ajudar a compreender o incorrecto tratamento jornalístico dado ao processo Apito Dourado pela maior parte dos meios de comunicação social, sobretudo os de cariz desportivo, vejam neste link quem são algumas das pessoas que desempenham cargos em orgãos do Sindicato dos Jornalistas. Coincidências, claro.
Para ajudar a compreender o incorrecto tratamento jornalístico dado ao processo Apito Dourado pela maior parte dos meios de comunicação social, sobretudo os de cariz desportivo, vejam neste link quem são algumas das pessoas que desempenham cargos em orgãos do Sindicato dos Jornalistas. Coincidências, claro.
Começar em grande
Vítor Pereira não está numa de deixar os seus créditos por mãos alheias. Começa logo com a sua primeira nomeação para um jogo do SPORTING: o pseudo-árbitro Olegário Benquerença, o tal que nos eliminou da Taça de Portugal na época passada. Muito bem visto pelo nomeador Vítor Pereira; não havia melhor escolha na véspera do SPORTING - Porto.
Para mim Vítor Pereira foi um mau árbitro. Tendencioso e sempre colado aos interesses do Porto e das pessoas ligadas ao Porto enquanto estas mandavam no futebol português. Como Vítor Pereira até sabia alguma coisa de arbitragem, isso deu-lhe sempre a capacidade de poder ser discreto nos disparates que ia cometendo. De facto, Vítor Pereira nunca deu nas vistas como Benquereça ou Bruno Paixão. Mas no essencial era igual a eles: um árbitro que arbitrava consoante o modo como batiam os ventos vindos da Liga. E assim fez carreira. Facilmente, incluindo da parte de alguns sportinguistas, se ouvia aquela conversa do Vítor Pereira como o melhor e essa treta toda. Nunca alinhei nisso. Nunca gostei de Vítor Pereira como árbitro nem da sua atitude sonsa de se armar em reserva moral da arbitragem. Como eu já supeitava, o seu papel na Liga será continuar o mesmo que fizeram os que lá estiveram antes.
E espero que com isto os dirigentes do SPORTING percebam que erraram ao apoiar uma Liga onde pessoas como Valentim Loureiro e Vítor Pereira detêm o poder.
Quanto ao jogo, espero que Paulo Bento comece já a preparar os jogadores para o que aí vem: o jogo contra o Porto vai começar na Amadora (com ou sem relva) e temos que estar muito atentos. Benquerença sabe muito bem ao que vai. E nós temos que o denunciar, alto e bom som.
Vítor Pereira não está numa de deixar os seus créditos por mãos alheias. Começa logo com a sua primeira nomeação para um jogo do SPORTING: o pseudo-árbitro Olegário Benquerença, o tal que nos eliminou da Taça de Portugal na época passada. Muito bem visto pelo nomeador Vítor Pereira; não havia melhor escolha na véspera do SPORTING - Porto.
Para mim Vítor Pereira foi um mau árbitro. Tendencioso e sempre colado aos interesses do Porto e das pessoas ligadas ao Porto enquanto estas mandavam no futebol português. Como Vítor Pereira até sabia alguma coisa de arbitragem, isso deu-lhe sempre a capacidade de poder ser discreto nos disparates que ia cometendo. De facto, Vítor Pereira nunca deu nas vistas como Benquereça ou Bruno Paixão. Mas no essencial era igual a eles: um árbitro que arbitrava consoante o modo como batiam os ventos vindos da Liga. E assim fez carreira. Facilmente, incluindo da parte de alguns sportinguistas, se ouvia aquela conversa do Vítor Pereira como o melhor e essa treta toda. Nunca alinhei nisso. Nunca gostei de Vítor Pereira como árbitro nem da sua atitude sonsa de se armar em reserva moral da arbitragem. Como eu já supeitava, o seu papel na Liga será continuar o mesmo que fizeram os que lá estiveram antes.
E espero que com isto os dirigentes do SPORTING percebam que erraram ao apoiar uma Liga onde pessoas como Valentim Loureiro e Vítor Pereira detêm o poder.
Quanto ao jogo, espero que Paulo Bento comece já a preparar os jogadores para o que aí vem: o jogo contra o Porto vai começar na Amadora (com ou sem relva) e temos que estar muito atentos. Benquerença sabe muito bem ao que vai. E nós temos que o denunciar, alto e bom som.
Tuesday, October 10, 2006
Rui Jorge
Embora com alguns dias de atraso, não posso deixar de referir a entrevista que Rui Jorge deu ao Record no passado domingo. Inteligência, lucidez e frontalidade, características que não abundam nos jogadores de futebol, pontuam um discurso coerente de quem sabe o que diz.
Tenho pena que o SPORTING não tenha aproveitado o Rui Jorge tal como o fez com Paulo Bento e Pedro Barbosa. Pode ser que um dia o possamos voltar a ter no nosso clube, o que seria motivo de orgulho para os sportinguistas.
Da entrevista destaco a resposta final por achar que ela esclarece muito bem o que é que queremos dizer quando afirmamos que o SPORTING foi e é claramente roubado. Isso mesmo, roubado pela corja de gatunos que manda no futebol português e que não há maneira de serem devidamente castigados pelos crimes que cometeram e continuam a cometer.
Record: A partir de quando se tornou alvo a abater?
Rui Jorge: Joguei seis anos no FC Porto, sete no SPORTING e é uma questão de ver quantas vezes fui expulso num lado e noutro. Pergunto: será que mudei tanto a minha atitude e personalidade desde que fui para Alvalade? Eu tenho a certeza de que fui sempre igual.
As pessoas inteligentes percebem o que Rui Jorge quis dizer. Quanto aos outros... pode ser que um dia.
Embora com alguns dias de atraso, não posso deixar de referir a entrevista que Rui Jorge deu ao Record no passado domingo. Inteligência, lucidez e frontalidade, características que não abundam nos jogadores de futebol, pontuam um discurso coerente de quem sabe o que diz.
Tenho pena que o SPORTING não tenha aproveitado o Rui Jorge tal como o fez com Paulo Bento e Pedro Barbosa. Pode ser que um dia o possamos voltar a ter no nosso clube, o que seria motivo de orgulho para os sportinguistas.
Da entrevista destaco a resposta final por achar que ela esclarece muito bem o que é que queremos dizer quando afirmamos que o SPORTING foi e é claramente roubado. Isso mesmo, roubado pela corja de gatunos que manda no futebol português e que não há maneira de serem devidamente castigados pelos crimes que cometeram e continuam a cometer.
Record: A partir de quando se tornou alvo a abater?
Rui Jorge: Joguei seis anos no FC Porto, sete no SPORTING e é uma questão de ver quantas vezes fui expulso num lado e noutro. Pergunto: será que mudei tanto a minha atitude e personalidade desde que fui para Alvalade? Eu tenho a certeza de que fui sempre igual.
As pessoas inteligentes percebem o que Rui Jorge quis dizer. Quanto aos outros... pode ser que um dia.
Friday, October 06, 2006
Compreendam o homem!
Começando pelo queixinhas-Couceiro, a teoria do "árbitro-contra-nós" é o tópico central da derrota dos sub-21 perante a Rússia.
Acho injusto: o árbitro mostrou o cartão amarelo "ao tal jogador" logo no primeiro minuto - normal. E aguentou 43 minutos até lhe mostrar o segundo: aí temos que concordar que o sr. Costas Kapitanis até foi simpático. 43 minutos sem mostrar cartão "ao tal jogador" é digno de paciência de santo. Uma medalhita pelo 10 de Junho não é considerado corrupção, pois não? Vá lá, o homem merece.
Começando pelo queixinhas-Couceiro, a teoria do "árbitro-contra-nós" é o tópico central da derrota dos sub-21 perante a Rússia.
Acho injusto: o árbitro mostrou o cartão amarelo "ao tal jogador" logo no primeiro minuto - normal. E aguentou 43 minutos até lhe mostrar o segundo: aí temos que concordar que o sr. Costas Kapitanis até foi simpático. 43 minutos sem mostrar cartão "ao tal jogador" é digno de paciência de santo. Uma medalhita pelo 10 de Junho não é considerado corrupção, pois não? Vá lá, o homem merece.
Não me espanta
Parece que já vai por aí uma grande agitação pela volumosa derrota dos sub-21. Eu não me surpreendo nada; o que me surpreenderia era ver os sub-21, treinados por Couceiro, conseguirem resultados positivos.
Se formos ver bem, este Couceiro, que consegue ser pior do que Agostinho Oliveira, deve estar a treinar uma selecção apenas porque aceita, sem qualquer reticência, tudo o que Scolari diz. O que Scolari deixou bem claro foi a sua vontade de querer pessoas que façam tudo como ele quer, inclusivamente, treinar uma equipa sem ter direito a saber com que jogadores podem contar. Couceiro ganhou um lugar na selecção no dia em que foi a uma televisão defender Scolari das críticas que lhe eram feitas, legítimas ou não, não interessa, e atacar de forma pouco elegante os críticos de Scolari.
Couceiro é um faz-tudo / sabe-tudo do futebol. O que apenas significa que não é capaz de desempenhar com distinçãoo nenhuma das várias actividades profissionais pelas quais tem saltitado. No que me diz respeito, tenho a dizer que Couceiro teve um péssimo desempenho como director desportivo do nosso clube. Se foi mau sindicalista, treinador-adjunto, dirigente é lá com os que o chamam para esses cargos. No SPORTING não deixou saudades. E na selecção, só pelo que esporadicamente vai dizendo, já mostrou o suficiente para me fazer perder a pachorra.
Podem - e devem - reter o que acabo de escrever para depois o invocarem se os sub-21, treinados por Couceiro, conseguirem ganhar alguma coisa. Não retirarei uma única vírgula: entendo que Couceiro é um mau treinador e que é um péssimo exemplo para o futebol português entregar-lhe um cargo como este, havendo por aí tanta gente capaz de o desempenhar melhor e ainda por cima com menos conversa de chacha, modalidade tão em apreço deste multi-disciplinar Couceiro.
Parece que já vai por aí uma grande agitação pela volumosa derrota dos sub-21. Eu não me surpreendo nada; o que me surpreenderia era ver os sub-21, treinados por Couceiro, conseguirem resultados positivos.
Se formos ver bem, este Couceiro, que consegue ser pior do que Agostinho Oliveira, deve estar a treinar uma selecção apenas porque aceita, sem qualquer reticência, tudo o que Scolari diz. O que Scolari deixou bem claro foi a sua vontade de querer pessoas que façam tudo como ele quer, inclusivamente, treinar uma equipa sem ter direito a saber com que jogadores podem contar. Couceiro ganhou um lugar na selecção no dia em que foi a uma televisão defender Scolari das críticas que lhe eram feitas, legítimas ou não, não interessa, e atacar de forma pouco elegante os críticos de Scolari.
Couceiro é um faz-tudo / sabe-tudo do futebol. O que apenas significa que não é capaz de desempenhar com distinçãoo nenhuma das várias actividades profissionais pelas quais tem saltitado. No que me diz respeito, tenho a dizer que Couceiro teve um péssimo desempenho como director desportivo do nosso clube. Se foi mau sindicalista, treinador-adjunto, dirigente é lá com os que o chamam para esses cargos. No SPORTING não deixou saudades. E na selecção, só pelo que esporadicamente vai dizendo, já mostrou o suficiente para me fazer perder a pachorra.
Podem - e devem - reter o que acabo de escrever para depois o invocarem se os sub-21, treinados por Couceiro, conseguirem ganhar alguma coisa. Não retirarei uma única vírgula: entendo que Couceiro é um mau treinador e que é um péssimo exemplo para o futebol português entregar-lhe um cargo como este, havendo por aí tanta gente capaz de o desempenhar melhor e ainda por cima com menos conversa de chacha, modalidade tão em apreço deste multi-disciplinar Couceiro.
Tuesday, October 03, 2006
Bom resultado
Conseguimos vencer o Leiria, equipa com bons jogadores e muitas ajudas douradas, capaz de assim ir longe no campeonato. O jogo não foi fácil, em Alvalade os adversários tapam a baliza com 11 e esperam pela sorte e pelo que vier a mais. Ainda assim o SPORTING teve paciência para conseguir a desejada vitória. Resultado justo.
Conseguimos vencer o Leiria, equipa com bons jogadores e muitas ajudas douradas, capaz de assim ir longe no campeonato. O jogo não foi fácil, em Alvalade os adversários tapam a baliza com 11 e esperam pela sorte e pelo que vier a mais. Ainda assim o SPORTING teve paciência para conseguir a desejada vitória. Resultado justo.
Monday, October 02, 2006
Thursday, September 28, 2006
Wednesday, September 27, 2006
Empate aceitável
Conseguimos trazer um ponto de Moscovo. Num jogo em que, apesar de não termos estado ao melhor nível, até acabámos por fazer uma partida equilibrada, a equipa mostrou capacidade de reacção a uma situação adversa como aquele golo sofrido tão cedo. Com a derrota do Inter as contas no nosso grupo continuam em aberto. Muita atenção aos jogos com o Bayern.
Conseguimos trazer um ponto de Moscovo. Num jogo em que, apesar de não termos estado ao melhor nível, até acabámos por fazer uma partida equilibrada, a equipa mostrou capacidade de reacção a uma situação adversa como aquele golo sofrido tão cedo. Com a derrota do Inter as contas no nosso grupo continuam em aberto. Muita atenção aos jogos com o Bayern.
Saturday, September 23, 2006
Thursday, September 21, 2006
Monday, September 18, 2006
Um porco a andar de bicicleta
Só visto: o ladrão chama a polícia para fazer queixa do tipo que foi roubado.
Só visto: o ladrão chama a polícia para fazer queixa do tipo que foi roubado.
Sunday, September 17, 2006
A normalidade do anormal
A partir de agora vai ser sempre assim: rouba-se e ainda se goza aquele que é roubado. É a fase final do lamaçal a que chegou o futebol português.
A quadrilha que dá pelo nome de Apito Dourado e que actua no futebol teve nesta semana que passou uma das suas melhores semanas. Muitas notícias a revelarem a maneira nojenta como actuam, é certo, mas também a confirmação tácita de que nada lhes vai acontecer. Ao longo destes anos, sempre suspeitaram que nunca teriam que prestar contas pelos crimes que foram cometendo. Esta semana, um especialista em matérias jurídicas veio dizer que não há possibilidade de os crimes da quadrilha poderem ser julgados nos tribunais civis. Era o que eles queriam ouvir. Claro que há muitos outros, igualmente especialistas, a afirmarem o contrário. Mas a quadrilha precisava apenas de um a lançar a escada. A partir daqui sabem que o eventual imbróglio jurídico lhes será favorável e que o tempo correrá a seu favor.
Não nos deixemos iludir pelas sucessivas manchetes do Público e do DN. A isso a quadrilha já nem presta atenção. Porque a quadrilha arranjou um especialista para dizer aquilo que queria ouvir. Se ao jurista juntarmos a capitulação do orgão superior (Federação) perante o orgão subalterno dominado pela quadrilha (Liga) e se a isto juntarmos também o manifesto desinteresse do governo da república perante o assunto, através de declarações dos responsáveis pela área, ficamos todos a saber que está aberto o caminho à continuação do roubo. A quadrilha percebeu que dificilmente terá que prestar contas. Todos os gatunos que fazem parte da quadrilha ficaram a saber que poderão continuar a actuar. Que se lixem os jornais e as escutas, nada nos detém, é o que eles pensam. Podem voltar a tratar tudo pelo telefone, as escutas não servirão para nada. Podem continuar a roubar da maneira que lhes apetecer. Nenhum governo, nenhum tribunal, nenhuma federação, nenhuma FIFA irão actuar sobre eles.
João Ferreira, distinto membro da quadrilha, percebeu o sinal e tratou de actuar em conformidade com as novas regras: roubar sem disfarces, roubar, roubar e roubar. Os roubados que barafustem, de nada lhes valerá. Veja-se o caso deste ladrão que actuou no jogo entre o SPORTING e o Paços de Ferreira. Viu um jogador a marcar um golo com a mão, validou-o e riu-se. Riu-se porque sabe que o caminho está livre: só quem está muito seguro de que nada lhe acontecerá é que valida um golo daqueles e ainda tem atrevimento para gozar com a cara dos jogadores que, incrédulos, reclamam. Na semana passada foi humilhado em campo ao mostrar-se incapaz de actuar sobre um jogador que o agrediu, cuspiu e insultou. Hoje apareceu como se nada fosse, apenas com o objectivo de cumprir a encomenda que lhe fizeram. E ainda gozou. Como quem diz: vai-te habituando porque daqui em diante será sempre assim. Brevemente vamos (voltar a) ver apanha-bolas a marcar golos (como aqui há uns anos nas Antas), jogadores a marcar com as mãos (como hoje), jogadores a sofrerem penalidades e a verem amarelos (como hoje) e tudo mais. Nada nos surpreenderá. Se um árbitro chutar uma bola para dentro da baliza será normal neste futebol português gerido pela quadrilha do Apito Dourado. E quem protestar leva cartão. A dignidade dos bandalhos é mesmo assim: uma cuspidela na cara é muito menos grave do que uma reclamação de um jogador quando tem razão. A lógica dos pulhas é outra, convém não nos esquecermos.
O que mudou nos últimos dias? Afinal de contas, muito pouco. Roubar sempre se roubou, como já ninguém duvida. A ligeira diferença é que agora já não se procura disfarçar. E assim temos Valentim e outros membros da quadrilha a assobiar para o lado: o processo Apito Dourado para eles acabou e acabou da melhor maneira possível. Tudo continuará na mesma. Com os mesmos de sempre a roubar.
Não serão os orgãos desportivos, nem os tribunais, nem o poder político a mudar as coisas. Esses capitularam. Por inércia, por cobardia e por interesse, como está à vista de toda a gente.
Apenas os adeptos, no dia em que se fartarem de vez, poderão mudar as coisas. As ditaduras não se destituem nos tribunais, nem por decreto. Eliminam-se pela força, da razão e não só...
A partir de agora vai ser sempre assim: rouba-se e ainda se goza aquele que é roubado. É a fase final do lamaçal a que chegou o futebol português.
A quadrilha que dá pelo nome de Apito Dourado e que actua no futebol teve nesta semana que passou uma das suas melhores semanas. Muitas notícias a revelarem a maneira nojenta como actuam, é certo, mas também a confirmação tácita de que nada lhes vai acontecer. Ao longo destes anos, sempre suspeitaram que nunca teriam que prestar contas pelos crimes que foram cometendo. Esta semana, um especialista em matérias jurídicas veio dizer que não há possibilidade de os crimes da quadrilha poderem ser julgados nos tribunais civis. Era o que eles queriam ouvir. Claro que há muitos outros, igualmente especialistas, a afirmarem o contrário. Mas a quadrilha precisava apenas de um a lançar a escada. A partir daqui sabem que o eventual imbróglio jurídico lhes será favorável e que o tempo correrá a seu favor.
Não nos deixemos iludir pelas sucessivas manchetes do Público e do DN. A isso a quadrilha já nem presta atenção. Porque a quadrilha arranjou um especialista para dizer aquilo que queria ouvir. Se ao jurista juntarmos a capitulação do orgão superior (Federação) perante o orgão subalterno dominado pela quadrilha (Liga) e se a isto juntarmos também o manifesto desinteresse do governo da república perante o assunto, através de declarações dos responsáveis pela área, ficamos todos a saber que está aberto o caminho à continuação do roubo. A quadrilha percebeu que dificilmente terá que prestar contas. Todos os gatunos que fazem parte da quadrilha ficaram a saber que poderão continuar a actuar. Que se lixem os jornais e as escutas, nada nos detém, é o que eles pensam. Podem voltar a tratar tudo pelo telefone, as escutas não servirão para nada. Podem continuar a roubar da maneira que lhes apetecer. Nenhum governo, nenhum tribunal, nenhuma federação, nenhuma FIFA irão actuar sobre eles.
João Ferreira, distinto membro da quadrilha, percebeu o sinal e tratou de actuar em conformidade com as novas regras: roubar sem disfarces, roubar, roubar e roubar. Os roubados que barafustem, de nada lhes valerá. Veja-se o caso deste ladrão que actuou no jogo entre o SPORTING e o Paços de Ferreira. Viu um jogador a marcar um golo com a mão, validou-o e riu-se. Riu-se porque sabe que o caminho está livre: só quem está muito seguro de que nada lhe acontecerá é que valida um golo daqueles e ainda tem atrevimento para gozar com a cara dos jogadores que, incrédulos, reclamam. Na semana passada foi humilhado em campo ao mostrar-se incapaz de actuar sobre um jogador que o agrediu, cuspiu e insultou. Hoje apareceu como se nada fosse, apenas com o objectivo de cumprir a encomenda que lhe fizeram. E ainda gozou. Como quem diz: vai-te habituando porque daqui em diante será sempre assim. Brevemente vamos (voltar a) ver apanha-bolas a marcar golos (como aqui há uns anos nas Antas), jogadores a marcar com as mãos (como hoje), jogadores a sofrerem penalidades e a verem amarelos (como hoje) e tudo mais. Nada nos surpreenderá. Se um árbitro chutar uma bola para dentro da baliza será normal neste futebol português gerido pela quadrilha do Apito Dourado. E quem protestar leva cartão. A dignidade dos bandalhos é mesmo assim: uma cuspidela na cara é muito menos grave do que uma reclamação de um jogador quando tem razão. A lógica dos pulhas é outra, convém não nos esquecermos.
O que mudou nos últimos dias? Afinal de contas, muito pouco. Roubar sempre se roubou, como já ninguém duvida. A ligeira diferença é que agora já não se procura disfarçar. E assim temos Valentim e outros membros da quadrilha a assobiar para o lado: o processo Apito Dourado para eles acabou e acabou da melhor maneira possível. Tudo continuará na mesma. Com os mesmos de sempre a roubar.
Não serão os orgãos desportivos, nem os tribunais, nem o poder político a mudar as coisas. Esses capitularam. Por inércia, por cobardia e por interesse, como está à vista de toda a gente.
Apenas os adeptos, no dia em que se fartarem de vez, poderão mudar as coisas. As ditaduras não se destituem nos tribunais, nem por decreto. Eliminam-se pela força, da razão e não só...
Friday, September 15, 2006
Wednesday, September 13, 2006
Grande vitória
O SPORTING fez um jogo cinco estrelas. Obteve três pontos, 600 mil euros e a consagração perante um dos planteis mais abastados do mundo. Os jogadores mostraram que não tinham medo nem se deixavam intimidar perante o nome dos adversários. Ao contrário do cavalheiro luxemburguês que apitou o jogo e que conseguiu fazer dos 30 primeiros minutos um compêndio de disparates digno de ser editado para que os árbitros portugueses depois possam estudar por ele.
Paulo Bento vai mostrando que a função de um treinador é muito mais do que estar no banco a abanar os braços para TV ver. Observa a equipa e muda-a quando é preciso.
Ainda só temos uma vitória; queremos mais. E agora o mais importante passa a ser a concentração total para o jogo de sábado. Lá estaremos.
O SPORTING fez um jogo cinco estrelas. Obteve três pontos, 600 mil euros e a consagração perante um dos planteis mais abastados do mundo. Os jogadores mostraram que não tinham medo nem se deixavam intimidar perante o nome dos adversários. Ao contrário do cavalheiro luxemburguês que apitou o jogo e que conseguiu fazer dos 30 primeiros minutos um compêndio de disparates digno de ser editado para que os árbitros portugueses depois possam estudar por ele.
Paulo Bento vai mostrando que a função de um treinador é muito mais do que estar no banco a abanar os braços para TV ver. Observa a equipa e muda-a quando é preciso.
Ainda só temos uma vitória; queremos mais. E agora o mais importante passa a ser a concentração total para o jogo de sábado. Lá estaremos.
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