Não me espanta
Parece que já vai por aí uma grande agitação pela volumosa derrota dos sub-21. Eu não me surpreendo nada; o que me surpreenderia era ver os sub-21, treinados por Couceiro, conseguirem resultados positivos.
Se formos ver bem, este Couceiro, que consegue ser pior do que Agostinho Oliveira, deve estar a treinar uma selecção apenas porque aceita, sem qualquer reticência, tudo o que Scolari diz. O que Scolari deixou bem claro foi a sua vontade de querer pessoas que façam tudo como ele quer, inclusivamente, treinar uma equipa sem ter direito a saber com que jogadores podem contar. Couceiro ganhou um lugar na selecção no dia em que foi a uma televisão defender Scolari das críticas que lhe eram feitas, legítimas ou não, não interessa, e atacar de forma pouco elegante os críticos de Scolari.
Couceiro é um faz-tudo / sabe-tudo do futebol. O que apenas significa que não é capaz de desempenhar com distinçãoo nenhuma das várias actividades profissionais pelas quais tem saltitado. No que me diz respeito, tenho a dizer que Couceiro teve um péssimo desempenho como director desportivo do nosso clube. Se foi mau sindicalista, treinador-adjunto, dirigente é lá com os que o chamam para esses cargos. No SPORTING não deixou saudades. E na selecção, só pelo que esporadicamente vai dizendo, já mostrou o suficiente para me fazer perder a pachorra.
Podem - e devem - reter o que acabo de escrever para depois o invocarem se os sub-21, treinados por Couceiro, conseguirem ganhar alguma coisa. Não retirarei uma única vírgula: entendo que Couceiro é um mau treinador e que é um péssimo exemplo para o futebol português entregar-lhe um cargo como este, havendo por aí tanta gente capaz de o desempenhar melhor e ainda por cima com menos conversa de chacha, modalidade tão em apreço deste multi-disciplinar Couceiro.
Friday, October 06, 2006
Tuesday, October 03, 2006
Bom resultado
Conseguimos vencer o Leiria, equipa com bons jogadores e muitas ajudas douradas, capaz de assim ir longe no campeonato. O jogo não foi fácil, em Alvalade os adversários tapam a baliza com 11 e esperam pela sorte e pelo que vier a mais. Ainda assim o SPORTING teve paciência para conseguir a desejada vitória. Resultado justo.
Conseguimos vencer o Leiria, equipa com bons jogadores e muitas ajudas douradas, capaz de assim ir longe no campeonato. O jogo não foi fácil, em Alvalade os adversários tapam a baliza com 11 e esperam pela sorte e pelo que vier a mais. Ainda assim o SPORTING teve paciência para conseguir a desejada vitória. Resultado justo.
Monday, October 02, 2006
Thursday, September 28, 2006
Wednesday, September 27, 2006
Empate aceitável
Conseguimos trazer um ponto de Moscovo. Num jogo em que, apesar de não termos estado ao melhor nível, até acabámos por fazer uma partida equilibrada, a equipa mostrou capacidade de reacção a uma situação adversa como aquele golo sofrido tão cedo. Com a derrota do Inter as contas no nosso grupo continuam em aberto. Muita atenção aos jogos com o Bayern.
Conseguimos trazer um ponto de Moscovo. Num jogo em que, apesar de não termos estado ao melhor nível, até acabámos por fazer uma partida equilibrada, a equipa mostrou capacidade de reacção a uma situação adversa como aquele golo sofrido tão cedo. Com a derrota do Inter as contas no nosso grupo continuam em aberto. Muita atenção aos jogos com o Bayern.
Saturday, September 23, 2006
Thursday, September 21, 2006
Monday, September 18, 2006
Um porco a andar de bicicleta
Só visto: o ladrão chama a polícia para fazer queixa do tipo que foi roubado.
Só visto: o ladrão chama a polícia para fazer queixa do tipo que foi roubado.
Sunday, September 17, 2006
A normalidade do anormal
A partir de agora vai ser sempre assim: rouba-se e ainda se goza aquele que é roubado. É a fase final do lamaçal a que chegou o futebol português.
A quadrilha que dá pelo nome de Apito Dourado e que actua no futebol teve nesta semana que passou uma das suas melhores semanas. Muitas notícias a revelarem a maneira nojenta como actuam, é certo, mas também a confirmação tácita de que nada lhes vai acontecer. Ao longo destes anos, sempre suspeitaram que nunca teriam que prestar contas pelos crimes que foram cometendo. Esta semana, um especialista em matérias jurídicas veio dizer que não há possibilidade de os crimes da quadrilha poderem ser julgados nos tribunais civis. Era o que eles queriam ouvir. Claro que há muitos outros, igualmente especialistas, a afirmarem o contrário. Mas a quadrilha precisava apenas de um a lançar a escada. A partir daqui sabem que o eventual imbróglio jurídico lhes será favorável e que o tempo correrá a seu favor.
Não nos deixemos iludir pelas sucessivas manchetes do Público e do DN. A isso a quadrilha já nem presta atenção. Porque a quadrilha arranjou um especialista para dizer aquilo que queria ouvir. Se ao jurista juntarmos a capitulação do orgão superior (Federação) perante o orgão subalterno dominado pela quadrilha (Liga) e se a isto juntarmos também o manifesto desinteresse do governo da república perante o assunto, através de declarações dos responsáveis pela área, ficamos todos a saber que está aberto o caminho à continuação do roubo. A quadrilha percebeu que dificilmente terá que prestar contas. Todos os gatunos que fazem parte da quadrilha ficaram a saber que poderão continuar a actuar. Que se lixem os jornais e as escutas, nada nos detém, é o que eles pensam. Podem voltar a tratar tudo pelo telefone, as escutas não servirão para nada. Podem continuar a roubar da maneira que lhes apetecer. Nenhum governo, nenhum tribunal, nenhuma federação, nenhuma FIFA irão actuar sobre eles.
João Ferreira, distinto membro da quadrilha, percebeu o sinal e tratou de actuar em conformidade com as novas regras: roubar sem disfarces, roubar, roubar e roubar. Os roubados que barafustem, de nada lhes valerá. Veja-se o caso deste ladrão que actuou no jogo entre o SPORTING e o Paços de Ferreira. Viu um jogador a marcar um golo com a mão, validou-o e riu-se. Riu-se porque sabe que o caminho está livre: só quem está muito seguro de que nada lhe acontecerá é que valida um golo daqueles e ainda tem atrevimento para gozar com a cara dos jogadores que, incrédulos, reclamam. Na semana passada foi humilhado em campo ao mostrar-se incapaz de actuar sobre um jogador que o agrediu, cuspiu e insultou. Hoje apareceu como se nada fosse, apenas com o objectivo de cumprir a encomenda que lhe fizeram. E ainda gozou. Como quem diz: vai-te habituando porque daqui em diante será sempre assim. Brevemente vamos (voltar a) ver apanha-bolas a marcar golos (como aqui há uns anos nas Antas), jogadores a marcar com as mãos (como hoje), jogadores a sofrerem penalidades e a verem amarelos (como hoje) e tudo mais. Nada nos surpreenderá. Se um árbitro chutar uma bola para dentro da baliza será normal neste futebol português gerido pela quadrilha do Apito Dourado. E quem protestar leva cartão. A dignidade dos bandalhos é mesmo assim: uma cuspidela na cara é muito menos grave do que uma reclamação de um jogador quando tem razão. A lógica dos pulhas é outra, convém não nos esquecermos.
O que mudou nos últimos dias? Afinal de contas, muito pouco. Roubar sempre se roubou, como já ninguém duvida. A ligeira diferença é que agora já não se procura disfarçar. E assim temos Valentim e outros membros da quadrilha a assobiar para o lado: o processo Apito Dourado para eles acabou e acabou da melhor maneira possível. Tudo continuará na mesma. Com os mesmos de sempre a roubar.
Não serão os orgãos desportivos, nem os tribunais, nem o poder político a mudar as coisas. Esses capitularam. Por inércia, por cobardia e por interesse, como está à vista de toda a gente.
Apenas os adeptos, no dia em que se fartarem de vez, poderão mudar as coisas. As ditaduras não se destituem nos tribunais, nem por decreto. Eliminam-se pela força, da razão e não só...
A partir de agora vai ser sempre assim: rouba-se e ainda se goza aquele que é roubado. É a fase final do lamaçal a que chegou o futebol português.
A quadrilha que dá pelo nome de Apito Dourado e que actua no futebol teve nesta semana que passou uma das suas melhores semanas. Muitas notícias a revelarem a maneira nojenta como actuam, é certo, mas também a confirmação tácita de que nada lhes vai acontecer. Ao longo destes anos, sempre suspeitaram que nunca teriam que prestar contas pelos crimes que foram cometendo. Esta semana, um especialista em matérias jurídicas veio dizer que não há possibilidade de os crimes da quadrilha poderem ser julgados nos tribunais civis. Era o que eles queriam ouvir. Claro que há muitos outros, igualmente especialistas, a afirmarem o contrário. Mas a quadrilha precisava apenas de um a lançar a escada. A partir daqui sabem que o eventual imbróglio jurídico lhes será favorável e que o tempo correrá a seu favor.
Não nos deixemos iludir pelas sucessivas manchetes do Público e do DN. A isso a quadrilha já nem presta atenção. Porque a quadrilha arranjou um especialista para dizer aquilo que queria ouvir. Se ao jurista juntarmos a capitulação do orgão superior (Federação) perante o orgão subalterno dominado pela quadrilha (Liga) e se a isto juntarmos também o manifesto desinteresse do governo da república perante o assunto, através de declarações dos responsáveis pela área, ficamos todos a saber que está aberto o caminho à continuação do roubo. A quadrilha percebeu que dificilmente terá que prestar contas. Todos os gatunos que fazem parte da quadrilha ficaram a saber que poderão continuar a actuar. Que se lixem os jornais e as escutas, nada nos detém, é o que eles pensam. Podem voltar a tratar tudo pelo telefone, as escutas não servirão para nada. Podem continuar a roubar da maneira que lhes apetecer. Nenhum governo, nenhum tribunal, nenhuma federação, nenhuma FIFA irão actuar sobre eles.
João Ferreira, distinto membro da quadrilha, percebeu o sinal e tratou de actuar em conformidade com as novas regras: roubar sem disfarces, roubar, roubar e roubar. Os roubados que barafustem, de nada lhes valerá. Veja-se o caso deste ladrão que actuou no jogo entre o SPORTING e o Paços de Ferreira. Viu um jogador a marcar um golo com a mão, validou-o e riu-se. Riu-se porque sabe que o caminho está livre: só quem está muito seguro de que nada lhe acontecerá é que valida um golo daqueles e ainda tem atrevimento para gozar com a cara dos jogadores que, incrédulos, reclamam. Na semana passada foi humilhado em campo ao mostrar-se incapaz de actuar sobre um jogador que o agrediu, cuspiu e insultou. Hoje apareceu como se nada fosse, apenas com o objectivo de cumprir a encomenda que lhe fizeram. E ainda gozou. Como quem diz: vai-te habituando porque daqui em diante será sempre assim. Brevemente vamos (voltar a) ver apanha-bolas a marcar golos (como aqui há uns anos nas Antas), jogadores a marcar com as mãos (como hoje), jogadores a sofrerem penalidades e a verem amarelos (como hoje) e tudo mais. Nada nos surpreenderá. Se um árbitro chutar uma bola para dentro da baliza será normal neste futebol português gerido pela quadrilha do Apito Dourado. E quem protestar leva cartão. A dignidade dos bandalhos é mesmo assim: uma cuspidela na cara é muito menos grave do que uma reclamação de um jogador quando tem razão. A lógica dos pulhas é outra, convém não nos esquecermos.
O que mudou nos últimos dias? Afinal de contas, muito pouco. Roubar sempre se roubou, como já ninguém duvida. A ligeira diferença é que agora já não se procura disfarçar. E assim temos Valentim e outros membros da quadrilha a assobiar para o lado: o processo Apito Dourado para eles acabou e acabou da melhor maneira possível. Tudo continuará na mesma. Com os mesmos de sempre a roubar.
Não serão os orgãos desportivos, nem os tribunais, nem o poder político a mudar as coisas. Esses capitularam. Por inércia, por cobardia e por interesse, como está à vista de toda a gente.
Apenas os adeptos, no dia em que se fartarem de vez, poderão mudar as coisas. As ditaduras não se destituem nos tribunais, nem por decreto. Eliminam-se pela força, da razão e não só...
Friday, September 15, 2006
Wednesday, September 13, 2006
Grande vitória
O SPORTING fez um jogo cinco estrelas. Obteve três pontos, 600 mil euros e a consagração perante um dos planteis mais abastados do mundo. Os jogadores mostraram que não tinham medo nem se deixavam intimidar perante o nome dos adversários. Ao contrário do cavalheiro luxemburguês que apitou o jogo e que conseguiu fazer dos 30 primeiros minutos um compêndio de disparates digno de ser editado para que os árbitros portugueses depois possam estudar por ele.
Paulo Bento vai mostrando que a função de um treinador é muito mais do que estar no banco a abanar os braços para TV ver. Observa a equipa e muda-a quando é preciso.
Ainda só temos uma vitória; queremos mais. E agora o mais importante passa a ser a concentração total para o jogo de sábado. Lá estaremos.
O SPORTING fez um jogo cinco estrelas. Obteve três pontos, 600 mil euros e a consagração perante um dos planteis mais abastados do mundo. Os jogadores mostraram que não tinham medo nem se deixavam intimidar perante o nome dos adversários. Ao contrário do cavalheiro luxemburguês que apitou o jogo e que conseguiu fazer dos 30 primeiros minutos um compêndio de disparates digno de ser editado para que os árbitros portugueses depois possam estudar por ele.
Paulo Bento vai mostrando que a função de um treinador é muito mais do que estar no banco a abanar os braços para TV ver. Observa a equipa e muda-a quando é preciso.
Ainda só temos uma vitória; queremos mais. E agora o mais importante passa a ser a concentração total para o jogo de sábado. Lá estaremos.
Tuesday, September 12, 2006
Sunday, September 10, 2006
Cabeceados Anónimos
Dois cidadãos portugueses vítimas de cabeçadas, de nome João Ferreira e Paulo Paraty, resolveram criar um grupo de terapia de forma a minorar os efeitos traumáticos do que lhes aconteceu este fim-de-semana. Vai funcionar nos moldes dos grupos de alcoólicos anónimos e destina-se a ajudar os seus participantes a lidarem com o trauma de verem os prevaricadores, Petit e Cardoso, respectivamente, a sairem da história como se nada de grave se tivesse passado. As futuras vítimas de cabeçadas que vejam os agressores sairem na boa, ficam a saber que terão um grupo com o qual poderão partilhar as suas experiências.
Dois cidadãos portugueses vítimas de cabeçadas, de nome João Ferreira e Paulo Paraty, resolveram criar um grupo de terapia de forma a minorar os efeitos traumáticos do que lhes aconteceu este fim-de-semana. Vai funcionar nos moldes dos grupos de alcoólicos anónimos e destina-se a ajudar os seus participantes a lidarem com o trauma de verem os prevaricadores, Petit e Cardoso, respectivamente, a sairem da história como se nada de grave se tivesse passado. As futuras vítimas de cabeçadas que vejam os agressores sairem na boa, ficam a saber que terão um grupo com o qual poderão partilhar as suas experiências.
Há que rever a política de prendas
Certamente que o árbitro Paraty não tem andado a receber relógios como compensação dos favores que lhe têm sido encomendados por uns tipos que passam a vida a falar ao telefone. É que o homem anda com uma merda de uma cebola que decididamente não funciona. No final do jogo mandou o 4º árbitro mostrar a placa com o número 5 (exagero) e acabou por permitir que o jogo tivesse quase 8. Ó senhores do Apito Dourado, não se arranja por aí um rolexzinho que funcione? Até pode ser dos de Hong-Kong que ele não se importa. Mas que funcione.
Sobre futebol, que é o que menos interessa aos paratis e paratás que conspurcam o futebol, temos que dar os parabéns à nossa equipa pela importante e justa vitória que conseguiram. Estamos convosco.
Certamente que o árbitro Paraty não tem andado a receber relógios como compensação dos favores que lhe têm sido encomendados por uns tipos que passam a vida a falar ao telefone. É que o homem anda com uma merda de uma cebola que decididamente não funciona. No final do jogo mandou o 4º árbitro mostrar a placa com o número 5 (exagero) e acabou por permitir que o jogo tivesse quase 8. Ó senhores do Apito Dourado, não se arranja por aí um rolexzinho que funcione? Até pode ser dos de Hong-Kong que ele não se importa. Mas que funcione.
Sobre futebol, que é o que menos interessa aos paratis e paratás que conspurcam o futebol, temos que dar os parabéns à nossa equipa pela importante e justa vitória que conseguiram. Estamos convosco.
Dicionário
Esta semana, devido à estúpida atitude de um estúpido que joga na equipa do galinheiro, o dicionário da língua portuguesa vai sofrer umas alterações. Assim sendo, cabeçada passa a chamar-se encosto na face; cuspidela passa a chamar-se libertação de saliva e filho da puta e cabrão passam também a ter um outro significado mais brando. O jornas da TVI foi o mais rápido a adoptar as novas regras. Minutos depois, ao comentar a agressão que o troglodita fez ao árbitro com a sua cabeça - parte do corpo que ele só usa para isso - o jornas esclareceu que ele encostou a cabeça ao árbitro.
Agora só falta saber quem vai ser o primeiro hipócrita a afirmar, preto no branco, que o troglodita não deu uma cabeçada, não cuspiu e não insultou o árbitro. Cá por mim, a minha curiosidade é saber quantos meses de suspensão o troglodita vai apanhar. Se acham meses um exagero, lembrem-se de quantos meses João Pinto apanhou por ter feito muito menos, num jogo do mundial.
Esta semana, devido à estúpida atitude de um estúpido que joga na equipa do galinheiro, o dicionário da língua portuguesa vai sofrer umas alterações. Assim sendo, cabeçada passa a chamar-se encosto na face; cuspidela passa a chamar-se libertação de saliva e filho da puta e cabrão passam também a ter um outro significado mais brando. O jornas da TVI foi o mais rápido a adoptar as novas regras. Minutos depois, ao comentar a agressão que o troglodita fez ao árbitro com a sua cabeça - parte do corpo que ele só usa para isso - o jornas esclareceu que ele encostou a cabeça ao árbitro.
Agora só falta saber quem vai ser o primeiro hipócrita a afirmar, preto no branco, que o troglodita não deu uma cabeçada, não cuspiu e não insultou o árbitro. Cá por mim, a minha curiosidade é saber quantos meses de suspensão o troglodita vai apanhar. Se acham meses um exagero, lembrem-se de quantos meses João Pinto apanhou por ter feito muito menos, num jogo do mundial.
Tuesday, September 05, 2006
Quando o telefone toca
Parece que o tema do programa era o futebol português. Não sei bem porque o comecei a ver já ele a meio. Programa num canal público, convém recapitular. Quatro estátuas da Ilha de Páscoa que passaram a maior parte do tempo a falar do caso Mateus; os mesmos argumentos dos últimos dias. A certa altura Valentim Loureiro resolveu referir que o presidente do galinheiro lhe tinha dito algo diferente do que agora anda aí a apregoar: ou seja, mais uma daquelas tricas onde o único aspecto relevante a retirar é a constatação de que as tais conversas de bastidores que todos negam afinal existem. Passado um pouco a apresentadora diz que tem uma pessoa ao telefone que solicita a entrada em directo no programa. E eis que entra de viva voz o presidente do galinheiro, dizendo que ligou para desmentir o que ali tinha sido dito sobre ele. Eu ainda pensei que ele fosse aproveitar o tempo de antena para explicar aos cavalheiros de Barcelos como é que se inscrevem jogadores em situações complicadas, aproveitando a experiência que por certo adquiriu com a inscrição do Ricardo Rocha. Mas não. Começa a falar – respeitosamente toda a gente se cala para ouvir o tal “convidado” – e da intervenção apenas deu para perceber que afinal tudo o que Valentim havia afirmado era verdade. O que até deu para que Valentim terminasse à gargalhada a conversa com o tal convidado espontâneo, exibindo um ar triunfante. Os figurantes batem palmas e o circo prossegue.
Pouco me interessa que o presidente do galinheiro tenha sido desmentido em directo. Isso nem o deve incomodar porque ele não tem muita vergonha na cara, assunto que é lá com ele e com os da laia dele. O que eu questiono é a legitimidade daquela intervenção. A apresentadora tratou logo de defender a cara (a sua e a da empresa para a qual trabalha), dizendo que apenas tinham posto aquela intervenção no ar porque se tratava de uma pessoa cujo nome havia sido referido no programa. Mais valia ter estado calada. Um argumento destes não justifica nada. Ou será que é política da RTP permitir uma intervenção em directo a uma pessoa, sempre que o seu nome é referido? Não sou espectador do programa mas não me parece que essa seja a norma. Se assim fosse, o Mateus himself, teria tido 30 minutos, no mínimo, para dizer como é que gosta da muamba bem como para nos avançar uma detalhada explanação acerca do ressonar de Mantorras, seu colega de quarto durante o Mundial da Alemanha. O que até era capaz de ter mais piada do que a intervenção do homem que diz ter um "dossier com o nome das pessoas ao lado das quais não se vai sentar". Esta justificação não passou afinal de uma desculpa mal amanhada para legitimar uma intervenção despropositada de alguém que, achando-se acima da lei pelo facto de ser presidente de um determinado clube, tratou de exigir. É certo que ele podia ter entrado por ali dentro como já o fez num outro programa, noutro canal. E a RTP arriscou-se a isso uma vez que a emissão até é gravada num local muito próximo do estádio do galinheiro. Dado o adiantado da hora, ficou-se pelo telefone. Aquela cena não passou de um acto de subserviência do canal público a um determinado indivíduo. Sem nada que o justificasse. O que é editorialmente lamentável.
Mas enfim, o homem anda em maré de azar. Foi a um canal de televisão dizer que ia à sede de um jornal fazer o director “engolir aquilo que tinha publicado”. Chega ao jornal, passado umas horas sai de lá mansinho e no dia a seguir o jornal reafirma tudo o que tinha suscitado a tal deslocação. Agora arma-se em mau, telefona para um programa, debita umas baboseiras sem interesse e ainda tem direito a humilhante despedida com aplausos da plateia à sarcástica gargalhada com que Valentim o tinha calado. É caso para se dizer: um presidente à altura da instituição que dirige.
Parece que o tema do programa era o futebol português. Não sei bem porque o comecei a ver já ele a meio. Programa num canal público, convém recapitular. Quatro estátuas da Ilha de Páscoa que passaram a maior parte do tempo a falar do caso Mateus; os mesmos argumentos dos últimos dias. A certa altura Valentim Loureiro resolveu referir que o presidente do galinheiro lhe tinha dito algo diferente do que agora anda aí a apregoar: ou seja, mais uma daquelas tricas onde o único aspecto relevante a retirar é a constatação de que as tais conversas de bastidores que todos negam afinal existem. Passado um pouco a apresentadora diz que tem uma pessoa ao telefone que solicita a entrada em directo no programa. E eis que entra de viva voz o presidente do galinheiro, dizendo que ligou para desmentir o que ali tinha sido dito sobre ele. Eu ainda pensei que ele fosse aproveitar o tempo de antena para explicar aos cavalheiros de Barcelos como é que se inscrevem jogadores em situações complicadas, aproveitando a experiência que por certo adquiriu com a inscrição do Ricardo Rocha. Mas não. Começa a falar – respeitosamente toda a gente se cala para ouvir o tal “convidado” – e da intervenção apenas deu para perceber que afinal tudo o que Valentim havia afirmado era verdade. O que até deu para que Valentim terminasse à gargalhada a conversa com o tal convidado espontâneo, exibindo um ar triunfante. Os figurantes batem palmas e o circo prossegue.
Pouco me interessa que o presidente do galinheiro tenha sido desmentido em directo. Isso nem o deve incomodar porque ele não tem muita vergonha na cara, assunto que é lá com ele e com os da laia dele. O que eu questiono é a legitimidade daquela intervenção. A apresentadora tratou logo de defender a cara (a sua e a da empresa para a qual trabalha), dizendo que apenas tinham posto aquela intervenção no ar porque se tratava de uma pessoa cujo nome havia sido referido no programa. Mais valia ter estado calada. Um argumento destes não justifica nada. Ou será que é política da RTP permitir uma intervenção em directo a uma pessoa, sempre que o seu nome é referido? Não sou espectador do programa mas não me parece que essa seja a norma. Se assim fosse, o Mateus himself, teria tido 30 minutos, no mínimo, para dizer como é que gosta da muamba bem como para nos avançar uma detalhada explanação acerca do ressonar de Mantorras, seu colega de quarto durante o Mundial da Alemanha. O que até era capaz de ter mais piada do que a intervenção do homem que diz ter um "dossier com o nome das pessoas ao lado das quais não se vai sentar". Esta justificação não passou afinal de uma desculpa mal amanhada para legitimar uma intervenção despropositada de alguém que, achando-se acima da lei pelo facto de ser presidente de um determinado clube, tratou de exigir. É certo que ele podia ter entrado por ali dentro como já o fez num outro programa, noutro canal. E a RTP arriscou-se a isso uma vez que a emissão até é gravada num local muito próximo do estádio do galinheiro. Dado o adiantado da hora, ficou-se pelo telefone. Aquela cena não passou de um acto de subserviência do canal público a um determinado indivíduo. Sem nada que o justificasse. O que é editorialmente lamentável.
Mas enfim, o homem anda em maré de azar. Foi a um canal de televisão dizer que ia à sede de um jornal fazer o director “engolir aquilo que tinha publicado”. Chega ao jornal, passado umas horas sai de lá mansinho e no dia a seguir o jornal reafirma tudo o que tinha suscitado a tal deslocação. Agora arma-se em mau, telefona para um programa, debita umas baboseiras sem interesse e ainda tem direito a humilhante despedida com aplausos da plateia à sarcástica gargalhada com que Valentim o tinha calado. É caso para se dizer: um presidente à altura da instituição que dirige.
Sunday, September 03, 2006
Quem é que esta gente pensa que é?
Os destinos da selecção, de seis clubes envolvidos nas competições europeias, dos ecalões jovens e das provas de futebol portuguesas em geral nas mãos de uma Assembleia Geral(!?) na qual "têm a palavra os sócios porque o clube é deles"?
Os destinos do meu clube, daquilo que me pertence a mim, e a outros como eu, nas mãos de umas dezenas de exaltados aos berros sobre assuntos dos quais, na verdade, não fazem a mínima ideia?
Peço então que continuem com os processos nos tribunais civis. Que recorram a todas as instâncias nacionais e internacionais. Que não desistam de lutar. Tenham coragem e deixem de se ficar pelas palavras. Experimentem que eu gostava de ver isso...
Os destinos da selecção, de seis clubes envolvidos nas competições europeias, dos ecalões jovens e das provas de futebol portuguesas em geral nas mãos de uma Assembleia Geral(!?) na qual "têm a palavra os sócios porque o clube é deles"?
Os destinos do meu clube, daquilo que me pertence a mim, e a outros como eu, nas mãos de umas dezenas de exaltados aos berros sobre assuntos dos quais, na verdade, não fazem a mínima ideia?
Peço então que continuem com os processos nos tribunais civis. Que recorram a todas as instâncias nacionais e internacionais. Que não desistam de lutar. Tenham coragem e deixem de se ficar pelas palavras. Experimentem que eu gostava de ver isso...
Thursday, August 31, 2006
Vamos lá então falar sobre o caso Mateus
Vale a pena ficar acordado. Há uma nova geração de tenistas de leste capaz de nos sentar no sofá pela noite dentro a ver o US Open. Aprecio a Elena Dementieva e a Nicole Vaidisova. A Ana Ivanovic tem que se lhe diga e a Daniela Hantuchova também. A Maria Kirilenko tem um bocado ar de tia mas não lhe fica mal. E a Tatiana Golovin, a um olhar mais atento, revela predicados. A Anastassia Rodionova é gira. A Elena Vesnina também, tal como a Marta Domachowska e a Ana Chakvetadze.
Mas a Maria Sharapova está no topo da lista. Muito alta (1,88), sempre com uns vestidos da Nike que lhe assentam que nem ginjas, é de todas a melhor e mais bonita tenista do WTA. E assim sendo, só me resta fazer minhas as palavras do Major Valentim, de forma a que não me apontem o facto de estar a ser pouco claro: "O que eu aqui lhes transmiti é matéria suficiente para aquilo que vocês aqui vieram fazer".
Vale a pena ficar acordado. Há uma nova geração de tenistas de leste capaz de nos sentar no sofá pela noite dentro a ver o US Open. Aprecio a Elena Dementieva e a Nicole Vaidisova. A Ana Ivanovic tem que se lhe diga e a Daniela Hantuchova também. A Maria Kirilenko tem um bocado ar de tia mas não lhe fica mal. E a Tatiana Golovin, a um olhar mais atento, revela predicados. A Anastassia Rodionova é gira. A Elena Vesnina também, tal como a Marta Domachowska e a Ana Chakvetadze.
Mas a Maria Sharapova está no topo da lista. Muito alta (1,88), sempre com uns vestidos da Nike que lhe assentam que nem ginjas, é de todas a melhor e mais bonita tenista do WTA. E assim sendo, só me resta fazer minhas as palavras do Major Valentim, de forma a que não me apontem o facto de estar a ser pouco claro: "O que eu aqui lhes transmiti é matéria suficiente para aquilo que vocês aqui vieram fazer".
Tuesday, August 29, 2006
Sunday, August 27, 2006
Friday, August 25, 2006
Para se ser juíz não é preciso saber ler e escrever?
Acerca do caso Matheus, houve alguém, dizendo-se jurista, que conseguiu escrever isto:
"Com efeito, com o acto de citação das Requeridas, suspensas ficam as decisões administrativas impugnadas, tudo se mantendo, como se estas não existissem com as consequências daí necessariamente decorrentes, designadamente no plano desportivo ou de intervenção nos campeonatos mencionados no articulado inicial. Pelo exposto, indefere-se o decretamento provisório das medidas cautelares requeridas".
Nem iliteracia, nem juridiquês, nem nada do género. Apenas analfabetismo. Mal que ainda afecta cerca de 9% da população portuguesa, onde se incluem juízes, pelo que parece.
Acerca do caso Matheus, houve alguém, dizendo-se jurista, que conseguiu escrever isto:
"Com efeito, com o acto de citação das Requeridas, suspensas ficam as decisões administrativas impugnadas, tudo se mantendo, como se estas não existissem com as consequências daí necessariamente decorrentes, designadamente no plano desportivo ou de intervenção nos campeonatos mencionados no articulado inicial. Pelo exposto, indefere-se o decretamento provisório das medidas cautelares requeridas".
Nem iliteracia, nem juridiquês, nem nada do género. Apenas analfabetismo. Mal que ainda afecta cerca de 9% da população portuguesa, onde se incluem juízes, pelo que parece.
Thursday, August 24, 2006
De volta
E não sou só eu que voltei. O Bruno Paixão também já regressou - e em forma. Os conselhos de justiça e disciplina da Federação e da Liga também voltaram - para complicar o que é simples, como só eles sabem. Aqueles espontâneos que "metem providências cautelares" por tudo e por nada também já aí estão, não fosse a maralha sentir falta deles. As magníficas capas tipo "Simão e Manelelé - sempre a facturar", mesmo quando os facturadores estão num ginásio do Seixal, não regressaram porque nunca foram embora - em matéria de graxa nunca se dá descanso. O Bandeirinha Guilherme voltou para queimar os últimos cartuxos que, à conta da providência cautelar, vão ser mais do que os que se estava à espera - e aí está já a inteligente escolha do B. Paixão para apitar o primeiro jogo do Belenenses esta época. Os do Gil Vicente támbém estão numa de regresso, desta vez para apelar ao governo, à UEFA, ao Papa, ao Kofi Anan e ao Professor Karamba; medida de higienização do futebol era pegar neles e no respectivo galo e pregar com aquela cambada de especialistas em direito no 3ª divisão distrital, se houver. O Pinto da Costa voltou para dizer que afinal o seu grande amor dura há 20 anos e chama-se Jesualdo. Jesualdo, como qualquer namorado recém apaixonado, já disse que o seu desejo, desde pequenino, era treinar o Porto. Valentim Loureiro regressou para a mesa da Assembleia Geral - este é outro que não pode regressar porque não se vai embora - vai sempre ficando pelos sítios onde passa e às vezes muda de gabinete, nada mais. Só não vi o Seara: será que também foi treinar uma equipa de futebol?
E não sou só eu que voltei. O Bruno Paixão também já regressou - e em forma. Os conselhos de justiça e disciplina da Federação e da Liga também voltaram - para complicar o que é simples, como só eles sabem. Aqueles espontâneos que "metem providências cautelares" por tudo e por nada também já aí estão, não fosse a maralha sentir falta deles. As magníficas capas tipo "Simão e Manelelé - sempre a facturar", mesmo quando os facturadores estão num ginásio do Seixal, não regressaram porque nunca foram embora - em matéria de graxa nunca se dá descanso. O Bandeirinha Guilherme voltou para queimar os últimos cartuxos que, à conta da providência cautelar, vão ser mais do que os que se estava à espera - e aí está já a inteligente escolha do B. Paixão para apitar o primeiro jogo do Belenenses esta época. Os do Gil Vicente támbém estão numa de regresso, desta vez para apelar ao governo, à UEFA, ao Papa, ao Kofi Anan e ao Professor Karamba; medida de higienização do futebol era pegar neles e no respectivo galo e pregar com aquela cambada de especialistas em direito no 3ª divisão distrital, se houver. O Pinto da Costa voltou para dizer que afinal o seu grande amor dura há 20 anos e chama-se Jesualdo. Jesualdo, como qualquer namorado recém apaixonado, já disse que o seu desejo, desde pequenino, era treinar o Porto. Valentim Loureiro regressou para a mesa da Assembleia Geral - este é outro que não pode regressar porque não se vai embora - vai sempre ficando pelos sítios onde passa e às vezes muda de gabinete, nada mais. Só não vi o Seara: será que também foi treinar uma equipa de futebol?
O homem a quem aconteceu não sei o quê
Da cartola o artista tira truques já conhecidos - ameaçar que se vai embora para fazer com que os adeptos clamem por ele e posteriormente invocar isso como arma de arremesso sempre que a situação lhe for desfavorável.
E recorre também a truques novos - referir insistentemente que no processo em causa é a família que está a ser atacada, para dessa forma desviar as atenções do aspecto essencial: onde pára o dinheiro?
No meio da palhaçada do costume - face aos intérpretes outra coisa não seria de esperar - ainda tivemos oportunidade de ver o que é o verdadeiro jornalismo interactivo: um gajo não gosta do que escrevem sobre ele, dirige-se ao jornal que publicou as notícias e faz 0 "director engolir o que escreveu".
Só falta dizer uma coisa: lá no tal jornal, houve quem o recebesse!
Da cartola o artista tira truques já conhecidos - ameaçar que se vai embora para fazer com que os adeptos clamem por ele e posteriormente invocar isso como arma de arremesso sempre que a situação lhe for desfavorável.
E recorre também a truques novos - referir insistentemente que no processo em causa é a família que está a ser atacada, para dessa forma desviar as atenções do aspecto essencial: onde pára o dinheiro?
No meio da palhaçada do costume - face aos intérpretes outra coisa não seria de esperar - ainda tivemos oportunidade de ver o que é o verdadeiro jornalismo interactivo: um gajo não gosta do que escrevem sobre ele, dirige-se ao jornal que publicou as notícias e faz 0 "director engolir o que escreveu".
Só falta dizer uma coisa: lá no tal jornal, houve quem o recebesse!
Sunday, August 06, 2006
Wednesday, August 02, 2006
Quiz
A propósito da recente mudança de nome da liga portuguesa - parece que se vai chamar Bwin - resolvi ir ao site da Bet and Win. E aquilo é uma enorme chatice. Dá para apostar em quase tudo, não apenas desporto. A coisa vai ao ponto de permitir apostas sobre as recuperações na 2ª parte, o nº de golos marcados nos primeiros 15 minutos e outras irrelevâncias do género. Acredito que haja quem tenha paciência.
Como estamos em maré de passatempos deixo-vos também aqui um quiz, bem mais interessante que os da Bet and Win.
1- O que é que neste momento mais preocupa os jogadores do lampião?
a) saber quem vai ser o capitão de equipa
b) a eliminatória de apuramento para a Liga dos Campeões
2- Porque é que quase toda a gente apoia Hermínio Loureiro para presidente da Liga e no entanto ninguém faz questão de querer cargos ou nomear pessoas para o acompanhar?
a) porque está tudo interessado em conseguir as vitórias no campo, apenas com recurso a argumentos desportivos e ninguém quer influenciar o poder que rege o futebol
b) porque não se querem comprometer com o homem de modo a poderem safar-se bem quando se der um daqueles golpes de teatro tão ao sabor do futebol português
3- Qual a marca da tinta com que Gilberto Madaíl pinta o cabelo?
a) Pantène
b) Robialac
Caixa de comments ao vosso dispor.
A propósito da recente mudança de nome da liga portuguesa - parece que se vai chamar Bwin - resolvi ir ao site da Bet and Win. E aquilo é uma enorme chatice. Dá para apostar em quase tudo, não apenas desporto. A coisa vai ao ponto de permitir apostas sobre as recuperações na 2ª parte, o nº de golos marcados nos primeiros 15 minutos e outras irrelevâncias do género. Acredito que haja quem tenha paciência.
Como estamos em maré de passatempos deixo-vos também aqui um quiz, bem mais interessante que os da Bet and Win.
1- O que é que neste momento mais preocupa os jogadores do lampião?
a) saber quem vai ser o capitão de equipa
b) a eliminatória de apuramento para a Liga dos Campeões
2- Porque é que quase toda a gente apoia Hermínio Loureiro para presidente da Liga e no entanto ninguém faz questão de querer cargos ou nomear pessoas para o acompanhar?
a) porque está tudo interessado em conseguir as vitórias no campo, apenas com recurso a argumentos desportivos e ninguém quer influenciar o poder que rege o futebol
b) porque não se querem comprometer com o homem de modo a poderem safar-se bem quando se der um daqueles golpes de teatro tão ao sabor do futebol português
3- Qual a marca da tinta com que Gilberto Madaíl pinta o cabelo?
a) Pantène
b) Robialac
Caixa de comments ao vosso dispor.
Monday, July 31, 2006
Vitória no Torneio do Guadiana
Gostei do que vi. Não foi só pela vitória: o que mais me satisfez foi ver a equipa a praticar um futebol bastante aceitável atendendo aos poucos dias de trabalho que tem. Também acho que é de destacar a aposta nos jogadores jovens formados no clube. Esta é a estratégia que devemos seguir: formar jogadores para a equipa principal uma vez que não temos dinheiro para grandes aquisições.
Nem tudo vai ser fácil; a equipa é um pouco inexperiente. Mas se tivermos alguma paciência poderemos alcançar resultados bastante positivos. Vamos acreditar.
Gostei do que vi. Não foi só pela vitória: o que mais me satisfez foi ver a equipa a praticar um futebol bastante aceitável atendendo aos poucos dias de trabalho que tem. Também acho que é de destacar a aposta nos jogadores jovens formados no clube. Esta é a estratégia que devemos seguir: formar jogadores para a equipa principal uma vez que não temos dinheiro para grandes aquisições.
Nem tudo vai ser fácil; a equipa é um pouco inexperiente. Mas se tivermos alguma paciência poderemos alcançar resultados bastante positivos. Vamos acreditar.
Friday, July 28, 2006
Mais uma vitória
Aos resultados dos jogos de preparação não se deve dar grande importância; não é para isso que eles servem. Claro que é sempre bom ganhar. Mesmo tratando-se de um jogo contra uma equipa muito fraquinha, de categoria inferior. Sobretudo, o que se deve destacar é a prestação dos jogadores, com menos 11 dias de preparação do que o adversário, que correram mais, jogaram melhor e mostraram muito mais vontade de vencer. Também espero que as imagens do jogo tenham ficado registadas e que alguém volte a olhar para elas. Por exemplo, para aquela entrada de Paulo Jorge - nem sabia que havia um jogador chamado Paulo Jorge - sobre João Alves. Ficou claro qual foi o objectivo desse tal de Paulo Jorge naquela jogada, ou não? Ontem percebi porque é que o gajo do Bordéus lhe deu uma chapada muito bem dada: em Portugal os árbitros utilizam critérios diferentes para os jogos de preparação; o tipo do Bordéus, sabendo disso, tratou logo ali do assunto.
É muito bom olhar para o banco do SPORTING e ver Pedro Barbosa e Paulinho: temos o melhor banco do mundo.
Aos resultados dos jogos de preparação não se deve dar grande importância; não é para isso que eles servem. Claro que é sempre bom ganhar. Mesmo tratando-se de um jogo contra uma equipa muito fraquinha, de categoria inferior. Sobretudo, o que se deve destacar é a prestação dos jogadores, com menos 11 dias de preparação do que o adversário, que correram mais, jogaram melhor e mostraram muito mais vontade de vencer. Também espero que as imagens do jogo tenham ficado registadas e que alguém volte a olhar para elas. Por exemplo, para aquela entrada de Paulo Jorge - nem sabia que havia um jogador chamado Paulo Jorge - sobre João Alves. Ficou claro qual foi o objectivo desse tal de Paulo Jorge naquela jogada, ou não? Ontem percebi porque é que o gajo do Bordéus lhe deu uma chapada muito bem dada: em Portugal os árbitros utilizam critérios diferentes para os jogos de preparação; o tipo do Bordéus, sabendo disso, tratou logo ali do assunto.
É muito bom olhar para o banco do SPORTING e ver Pedro Barbosa e Paulinho: temos o melhor banco do mundo.
Wednesday, July 26, 2006
Ordinário
O presidente do galinheiro tentou complicar a cedência de Caneira ao SPORTING. Não é de admirar, está ao nível dele. Já sabíamos que só não o faria se não pudesse. Deve ser deste tipo de seriedade que ele está a falar quando se refere às eleições da Liga. Há uns anos a sua máxima era "não importa contratar jogadores, o que importa é colocar na Liga dirigentes afectos ao Benfica". Agora passou a ser "não importa contratar jogadores, o que importa é impedir que os adversários os contratem".
O presidente do galinheiro tentou complicar a cedência de Caneira ao SPORTING. Não é de admirar, está ao nível dele. Já sabíamos que só não o faria se não pudesse. Deve ser deste tipo de seriedade que ele está a falar quando se refere às eleições da Liga. Há uns anos a sua máxima era "não importa contratar jogadores, o que importa é colocar na Liga dirigentes afectos ao Benfica". Agora passou a ser "não importa contratar jogadores, o que importa é impedir que os adversários os contratem".
Monday, July 24, 2006
Friday, July 21, 2006
Os suspeitos do costume
Isto começa a repetir-se com muita frequência: fala-se mais dos jogadores do galinheiro por motivos extra futebol do que propriamente pelas suas qualidades futebolísticas. Não é que o assunto me interesse muito, mas a recente paródia em torno de Nuno Assis merece comentário, quanto mais não seja para mostrar que nem toda a gente anda a dormir no meio disto.
Façamos uma reconstituição dos factos. Aqui há uns meses Nuno Assis foi submetido a um controlo anti-doping e acusou positivo. Solicitou uma contra-análise que voltou a confirmar os primeiros resultados. O jogador foi suspenso das suas actividades durante alguns meses; punição prevista na lei.
Até aqui tudo parece ir bem; um caso igual a muitos por esse mundo fora que nem sequer mereceria tanta atenção. Mas a partir daqui as idiossincrasias da justiça desportiva portuguesa tomam lugar no meio da cega-rega que se começa a montar: há que fazer as coisas à boa maneira portuguesa, desafiando todo o bom senso. E é então que uns doutos cavalheiros, pertencentes a uma dessas inúmeras comissões que existem nos organismos do desporto em Portugal e que só servem para mostrar a sua inutilidade porque sempre que são chamadas a intervir demonstram a sua total incapacidade de resolver qualquer problema que se desvie um pouco da gestão corrente das coisas, entra em acção. A tal comissão resolver fazer tábua rasa do relatório do CNAD que apontava para a existência de substâncias proibidas na urina do futebolista. Começa a palhaçada. O CNAD é uma entidade competente para fazer este tipo de testes? É. O CNAD é internacionalmente reconhecido enquanto tal? Sim. Os responsáveis do CNAD estão sujeitos a regras que tutelam a actividade das análises clínicas? Estão. Qual é então a legitimidade da Comissão Disciplinar da Liga em rejeitar os resultados das análises feitas por um laboratório devidamente autorizado? Ninguém sabe ao certo; a Comissão Disciplinar da Liga não esclarece; apenas diz que o atleta deixa de estar suspenso porque não há razões para a sua suspensão. Por muito ridículo que isto possa parecer a única coisa que podemos saber acerca do levantamento da suspensão foi o que o presidente do clube do atleta em causa disse, naquele seu jeito de apresentador de circo, que “aquilo não são maneiras de transportar urina de um atleta” e que , como tal o resultado das análises deixa de valer. Parece anedota mas não é. O presidente do clube do atleta e a tal comissão, sem qualquer parecer técnico, inquérito de investigação, ou análise suplementar resolvem que aquelas análise feitas ao atleta não servem para nada. Perguntam as pessoas inteligentes: que legitimidade tem uma comissão de juízes e um vendedor de pneus para colocar em causa umas análises clínicas assim sem mais? Nenhuma. E é aqui que o secretário de estado do desporto – que costuma andar adormecido sempre que há assuntos importantes a resolver – entra em acção, e bem, digo eu. O secretário de estado apelidou mesmo de vergonhosa a situação que se estava a passar. E isto porque um organismo do estado, o CNAD, devidamente legitimado para proceder a este tipo de análises, foi desautorizado por três ou quatro senhores que, nos seus gabinetes, com um dos milhentos regulamentos que regem (mal, como é fácil de ver) o futebol português resolveram sem mais que tinham todos os elementos para varrer para o lixo todas as conclusões a que o organismo legítimo tinha chegado. Como se a desfaçatez não fosse suficiente, ainda veio o presidente do clube do atleta colocar em causa e mesmo insultar os responsáveis do CNAD. Como se gerir um laboratório internacionalmente credenciado fosse a mesma coisa que construir mamarrachos em Alverca. Não restam grandes dúvidas que a actuação da Comissão Disciplinar da Liga foi concertada com os dirigentes do clube. O que está mal: as comissões da Liga e da Federação servem (ou deviam servir) para julgar e não para se aliar aos interesses daqueles que devem julgar: mais uma particularidade do futebol português.
Só espero mesmo que o secretário de estado e os responsáveis pelo laboratório avancem para os tribunais. Apenas para esta gente perceber que as capas dos jornais, por exemplo, até se podem comprar. Os resultados de umas análises clínicas não. Para ajudar esta gente a entender que é fácil fingir que um Manélele qualquer possa valer oito ou 18 milhões. Não é fácil mudar um resultado científico.
Isto começa a repetir-se com muita frequência: fala-se mais dos jogadores do galinheiro por motivos extra futebol do que propriamente pelas suas qualidades futebolísticas. Não é que o assunto me interesse muito, mas a recente paródia em torno de Nuno Assis merece comentário, quanto mais não seja para mostrar que nem toda a gente anda a dormir no meio disto.
Façamos uma reconstituição dos factos. Aqui há uns meses Nuno Assis foi submetido a um controlo anti-doping e acusou positivo. Solicitou uma contra-análise que voltou a confirmar os primeiros resultados. O jogador foi suspenso das suas actividades durante alguns meses; punição prevista na lei.
Até aqui tudo parece ir bem; um caso igual a muitos por esse mundo fora que nem sequer mereceria tanta atenção. Mas a partir daqui as idiossincrasias da justiça desportiva portuguesa tomam lugar no meio da cega-rega que se começa a montar: há que fazer as coisas à boa maneira portuguesa, desafiando todo o bom senso. E é então que uns doutos cavalheiros, pertencentes a uma dessas inúmeras comissões que existem nos organismos do desporto em Portugal e que só servem para mostrar a sua inutilidade porque sempre que são chamadas a intervir demonstram a sua total incapacidade de resolver qualquer problema que se desvie um pouco da gestão corrente das coisas, entra em acção. A tal comissão resolver fazer tábua rasa do relatório do CNAD que apontava para a existência de substâncias proibidas na urina do futebolista. Começa a palhaçada. O CNAD é uma entidade competente para fazer este tipo de testes? É. O CNAD é internacionalmente reconhecido enquanto tal? Sim. Os responsáveis do CNAD estão sujeitos a regras que tutelam a actividade das análises clínicas? Estão. Qual é então a legitimidade da Comissão Disciplinar da Liga em rejeitar os resultados das análises feitas por um laboratório devidamente autorizado? Ninguém sabe ao certo; a Comissão Disciplinar da Liga não esclarece; apenas diz que o atleta deixa de estar suspenso porque não há razões para a sua suspensão. Por muito ridículo que isto possa parecer a única coisa que podemos saber acerca do levantamento da suspensão foi o que o presidente do clube do atleta em causa disse, naquele seu jeito de apresentador de circo, que “aquilo não são maneiras de transportar urina de um atleta” e que , como tal o resultado das análises deixa de valer. Parece anedota mas não é. O presidente do clube do atleta e a tal comissão, sem qualquer parecer técnico, inquérito de investigação, ou análise suplementar resolvem que aquelas análise feitas ao atleta não servem para nada. Perguntam as pessoas inteligentes: que legitimidade tem uma comissão de juízes e um vendedor de pneus para colocar em causa umas análises clínicas assim sem mais? Nenhuma. E é aqui que o secretário de estado do desporto – que costuma andar adormecido sempre que há assuntos importantes a resolver – entra em acção, e bem, digo eu. O secretário de estado apelidou mesmo de vergonhosa a situação que se estava a passar. E isto porque um organismo do estado, o CNAD, devidamente legitimado para proceder a este tipo de análises, foi desautorizado por três ou quatro senhores que, nos seus gabinetes, com um dos milhentos regulamentos que regem (mal, como é fácil de ver) o futebol português resolveram sem mais que tinham todos os elementos para varrer para o lixo todas as conclusões a que o organismo legítimo tinha chegado. Como se a desfaçatez não fosse suficiente, ainda veio o presidente do clube do atleta colocar em causa e mesmo insultar os responsáveis do CNAD. Como se gerir um laboratório internacionalmente credenciado fosse a mesma coisa que construir mamarrachos em Alverca. Não restam grandes dúvidas que a actuação da Comissão Disciplinar da Liga foi concertada com os dirigentes do clube. O que está mal: as comissões da Liga e da Federação servem (ou deviam servir) para julgar e não para se aliar aos interesses daqueles que devem julgar: mais uma particularidade do futebol português.
Só espero mesmo que o secretário de estado e os responsáveis pelo laboratório avancem para os tribunais. Apenas para esta gente perceber que as capas dos jornais, por exemplo, até se podem comprar. Os resultados de umas análises clínicas não. Para ajudar esta gente a entender que é fácil fingir que um Manélele qualquer possa valer oito ou 18 milhões. Não é fácil mudar um resultado científico.
Wednesday, July 19, 2006
Friday, July 14, 2006
Wednesday, July 12, 2006
É na porta ao lado
A final do Mundial deu para perceber que anda por aí muita gente que confunde futebol com catequese e que pensa que um estádio deve ser uma igreja. Lamento mas enganaram-se na porta.
Começo pelas evidências. Aliás, o assunto deveria resumir-se apenas às evidencias; acontece que há pensadores que acham que não e resolveram lançar um levantamento de poeira com pompa e circunstância.
Evidência 1: Zidane agrediu um adversário. Evidência 2: Zidane foi expulso.
Pronto. O assunto deveria ficar por aqui. Só que apareceu logo a malta do costume a aproveitar o tema para lançar mais uma daquelas campanhas de moralismo bacoco, tão da predilecção deste tipo de defensores da verdade. E mesmo aqueles que, como eu, se têm mantido afastados desta gritaria histérica, acabam por tropeçar nestas sessões de hipocrisia barata que andam aí pelos jornais, televisões, rádios, etc. Não há opinador profissional (ou candidato a) que não se tenha lembrado de descobrir "mais um aspecto da questão" que deve ser discutido "até para servir de exemplo". E depois vamos ver e só sai verborreia. Acho mesmo que este tipo de emplastros da comunicação social gosta que estas coisas aconteçam que é para depois poderem cagar as suas divagações pseudo-qualquer coisa e aparecerem assim sob a capa de respeitáveis, conscientes e impolutos defensores da verdade desportiva.
No meio da chinfrineira eu também poderia perguntar algumas coisas simples. Saberão estes moralistas quem é Materazzi, que lesões graves já causou, quantas vezes foi expulso e que utilidade é que ele em campo dá aos seus braços para lá da ostentação de umas tatuagens pindéricas? Já nem vou ao ponto de invocar o que o italiano disse; o que quer que tenha sido, nada legitima a atitude de Zidane. E por isso é que ele foi bem expulso. O que é perigoso é esta moda de tomar alguns casos particulares para a partir daí os utilizar como exemplo: dá sempre asneira. Porque a justiça serve para punir (e Zidane foi punido) e não para humilhar.
Não resisto, no meio deste barulho todo, a referir o mais patético disparate que ouvi acerca do assunto (adivinhem lá quem foi o autor?), nos breves momentos de programa a que assisti: utilizando o seu tempo de antena semanal de verborreia, o opinador Seara perguntava, indignado, "como é que ele [Zidane] iria explicar aquilo aos filhos?" Ora, eu acho a pergunta pertinente, a necessitar de investigação prévia muito detalhada, apurada análise bibliográfica, leitura integral da Bíblia e consulta a um vasto leque de especialistas do tema. Ainda assim acho que deve ser mais fácil a tarefa do francês perante os seus filhos do que explicar a uma criança o que é que aquele sujeito está para ali a dizer na televisão, dando saltinhos na cadeira? Essa sim, pergunta de difícil reposta.
A final do Mundial deu para perceber que anda por aí muita gente que confunde futebol com catequese e que pensa que um estádio deve ser uma igreja. Lamento mas enganaram-se na porta.
Começo pelas evidências. Aliás, o assunto deveria resumir-se apenas às evidencias; acontece que há pensadores que acham que não e resolveram lançar um levantamento de poeira com pompa e circunstância.
Evidência 1: Zidane agrediu um adversário. Evidência 2: Zidane foi expulso.
Pronto. O assunto deveria ficar por aqui. Só que apareceu logo a malta do costume a aproveitar o tema para lançar mais uma daquelas campanhas de moralismo bacoco, tão da predilecção deste tipo de defensores da verdade. E mesmo aqueles que, como eu, se têm mantido afastados desta gritaria histérica, acabam por tropeçar nestas sessões de hipocrisia barata que andam aí pelos jornais, televisões, rádios, etc. Não há opinador profissional (ou candidato a) que não se tenha lembrado de descobrir "mais um aspecto da questão" que deve ser discutido "até para servir de exemplo". E depois vamos ver e só sai verborreia. Acho mesmo que este tipo de emplastros da comunicação social gosta que estas coisas aconteçam que é para depois poderem cagar as suas divagações pseudo-qualquer coisa e aparecerem assim sob a capa de respeitáveis, conscientes e impolutos defensores da verdade desportiva.
No meio da chinfrineira eu também poderia perguntar algumas coisas simples. Saberão estes moralistas quem é Materazzi, que lesões graves já causou, quantas vezes foi expulso e que utilidade é que ele em campo dá aos seus braços para lá da ostentação de umas tatuagens pindéricas? Já nem vou ao ponto de invocar o que o italiano disse; o que quer que tenha sido, nada legitima a atitude de Zidane. E por isso é que ele foi bem expulso. O que é perigoso é esta moda de tomar alguns casos particulares para a partir daí os utilizar como exemplo: dá sempre asneira. Porque a justiça serve para punir (e Zidane foi punido) e não para humilhar.
Não resisto, no meio deste barulho todo, a referir o mais patético disparate que ouvi acerca do assunto (adivinhem lá quem foi o autor?), nos breves momentos de programa a que assisti: utilizando o seu tempo de antena semanal de verborreia, o opinador Seara perguntava, indignado, "como é que ele [Zidane] iria explicar aquilo aos filhos?" Ora, eu acho a pergunta pertinente, a necessitar de investigação prévia muito detalhada, apurada análise bibliográfica, leitura integral da Bíblia e consulta a um vasto leque de especialistas do tema. Ainda assim acho que deve ser mais fácil a tarefa do francês perante os seus filhos do que explicar a uma criança o que é que aquele sujeito está para ali a dizer na televisão, dando saltinhos na cadeira? Essa sim, pergunta de difícil reposta.
Tuesday, July 11, 2006
Explique lá isso bem, como se nós fossemos muito burros
Madaíl - homem de grande verve, capaz de dar uma conferência de imprensa de 50 minutos para dizer que não tem nada para dizer - fazia um grande favor aqui à malta se nos explicasse mais uma das suas brilhantes ideias: isenção fiscal nos prémios de jogo a uma vintena de contribuintes.
Se os argumentos me convencerem, eu alinho na onda da isenção e desde já avanço com a ideia de estender esta regalia a outros bens e serviços, como a tinta amarela para pintar cabelo, por exemplo.
Madaíl - homem de grande verve, capaz de dar uma conferência de imprensa de 50 minutos para dizer que não tem nada para dizer - fazia um grande favor aqui à malta se nos explicasse mais uma das suas brilhantes ideias: isenção fiscal nos prémios de jogo a uma vintena de contribuintes.
Se os argumentos me convencerem, eu alinho na onda da isenção e desde já avanço com a ideia de estender esta regalia a outros bens e serviços, como a tinta amarela para pintar cabelo, por exemplo.
Monday, July 10, 2006
Boato?
Chegou-me aos ouvidos logo no início do Mundial: os árbitros recebiam no auricular indicações provenientes de alguém que estava a ter acesso às imagens do jogo. Não me preocupei muito com o assunto mas passei a dar alguma atenção ao timing das atitudes da arbitragem e constatei que havia, de facto, algumas decisões tomadas pelo árbitro com uns cinco, seis, sete segundos de delay. Sobretudo decisões sobre as típicas situações que são difíceis para a decisão imediata dos árbitros: penalidades, foras-de-jogo, cartões, etc.Tratando-se da FIFA não me admiro que esse boato seja muito mais do que um boato. Acho que a FIFA tem lata para isso e para muito mais. A título de exemplo, lembrem-se da figura que Blatter fez ao longo do Mundial sempre que se lembrou de comentar questões de arbitragem: um dia diz, no outro contradiz e no dia a seguir desdiz. Para mim a questão não é a utilização das imagens. Acho que esse é um assunto em aberto que deve ser discutido com seriedade. Agora, utilizar esse mesmo recurso às escondidas, vincando sempre a sua rejeição pública, é uma atitude de hipocrisia grave. A propósito de qualquer recurso a elementos técnicos de suporte às decisões das arbitragens, a FIFA rejeita sempre liminarmente a sua utilização. A FIFA parece uma daqueles tipas que vai às manifestações dos movimentos anti-aborto, depois de ter feito, ao longo da vida, um ou dois. A hipocrisia total. Na final quem pagou a factura foi Zidane. Foi bem expulso; não é isso que está em causa. O que está em causa é que ele foi provavelmente expulso devido à utilização, às escondidas, de uma ferramente que a FIFA publicamente rejeita. Sabemos há muito que a FIFA se acha dona e senhora de tudo o que diga respeito ao futebol mundial. Se calhar, estão no seu direito. O que não têm é o direito de enganar as pessoas, os jogadores, os técncicos, os outros árbitros. Já sei o que vão dizer: que é tudo falso, invenção fantasista de alguns. O que eu sei é que este boato(?) não começou na tasca da esquina. Começou precisamente em meios bastante próximos da FIFA. A mim, por exemplo, foi-me contado por alguém muito próximo dos meios da arbitragem.
Chegou-me aos ouvidos logo no início do Mundial: os árbitros recebiam no auricular indicações provenientes de alguém que estava a ter acesso às imagens do jogo. Não me preocupei muito com o assunto mas passei a dar alguma atenção ao timing das atitudes da arbitragem e constatei que havia, de facto, algumas decisões tomadas pelo árbitro com uns cinco, seis, sete segundos de delay. Sobretudo decisões sobre as típicas situações que são difíceis para a decisão imediata dos árbitros: penalidades, foras-de-jogo, cartões, etc.Tratando-se da FIFA não me admiro que esse boato seja muito mais do que um boato. Acho que a FIFA tem lata para isso e para muito mais. A título de exemplo, lembrem-se da figura que Blatter fez ao longo do Mundial sempre que se lembrou de comentar questões de arbitragem: um dia diz, no outro contradiz e no dia a seguir desdiz. Para mim a questão não é a utilização das imagens. Acho que esse é um assunto em aberto que deve ser discutido com seriedade. Agora, utilizar esse mesmo recurso às escondidas, vincando sempre a sua rejeição pública, é uma atitude de hipocrisia grave. A propósito de qualquer recurso a elementos técnicos de suporte às decisões das arbitragens, a FIFA rejeita sempre liminarmente a sua utilização. A FIFA parece uma daqueles tipas que vai às manifestações dos movimentos anti-aborto, depois de ter feito, ao longo da vida, um ou dois. A hipocrisia total. Na final quem pagou a factura foi Zidane. Foi bem expulso; não é isso que está em causa. O que está em causa é que ele foi provavelmente expulso devido à utilização, às escondidas, de uma ferramente que a FIFA publicamente rejeita. Sabemos há muito que a FIFA se acha dona e senhora de tudo o que diga respeito ao futebol mundial. Se calhar, estão no seu direito. O que não têm é o direito de enganar as pessoas, os jogadores, os técncicos, os outros árbitros. Já sei o que vão dizer: que é tudo falso, invenção fantasista de alguns. O que eu sei é que este boato(?) não começou na tasca da esquina. Começou precisamente em meios bastante próximos da FIFA. A mim, por exemplo, foi-me contado por alguém muito próximo dos meios da arbitragem.
Wednesday, July 05, 2006
Vê lá se voltas, um dia destes
O Futeblog Total, um dos blogs que me dava mais gozo ler, fechou a loja. É pena.
O Futeblog Total, um dos blogs que me dava mais gozo ler, fechou a loja. É pena.
Monday, July 03, 2006
Thursday, June 29, 2006
Reforços
Pontus Farnerud, meio-campo. Moisés, central. São estes até à data os dois reforços confirmados. Não tenho informações acerca do valor dos jogadores por isso vou esperar que eles tenham bons desempenhos e mostrem o valor que é suposto terem. O facto de serem atletas que entram "a custo zero" parece-me um aspecto positivo: o rigor de gestão obriga a que os dirigentes estejam mais atentos ao mercado de modo a estarem a par da situação de todos estes jogadores em final de contrato. E não creio que se trate de saldos; tenho visto por esse mundo fora jogadores de grande nível a serem contratados nestas condições. O SPORTING, por exemplo, na maior parte das vezes, tem-se dado bem com este recurso. Longe vão os tempos em que, de cada vez que se contratava um jogador, tinhamos que desembolsar três milhões de euros, mínimo.
E destaco ainda um aspecto que muitos poderão achar irrelevante mas ao qual eu dou grande valor: a descrição com que os negócios têm sido feitos. Fico satisfeito quando vejo que no nosso clube os atletas são notícia quando estão confirmados. Ao contrário de outros que alimentam as vendas de determinados jornais proporcionando capas com muito encarnado cheias de hipotéticas aquisições que, ou não se concretizam ou a cada capa espampanante que surge, o empresário do jogador aproveita para acrescentar mais meio milhão de euros ao valor do passe. Claro que há sempre a vantagem de nos rirmos um bocado com situações como aquela em que A Bola antecipava o onze titular do clube galináceo para um jogo de apresentação com o Jon Dal Tomasson a jogar de início.
Pontus Farnerud, meio-campo. Moisés, central. São estes até à data os dois reforços confirmados. Não tenho informações acerca do valor dos jogadores por isso vou esperar que eles tenham bons desempenhos e mostrem o valor que é suposto terem. O facto de serem atletas que entram "a custo zero" parece-me um aspecto positivo: o rigor de gestão obriga a que os dirigentes estejam mais atentos ao mercado de modo a estarem a par da situação de todos estes jogadores em final de contrato. E não creio que se trate de saldos; tenho visto por esse mundo fora jogadores de grande nível a serem contratados nestas condições. O SPORTING, por exemplo, na maior parte das vezes, tem-se dado bem com este recurso. Longe vão os tempos em que, de cada vez que se contratava um jogador, tinhamos que desembolsar três milhões de euros, mínimo.
E destaco ainda um aspecto que muitos poderão achar irrelevante mas ao qual eu dou grande valor: a descrição com que os negócios têm sido feitos. Fico satisfeito quando vejo que no nosso clube os atletas são notícia quando estão confirmados. Ao contrário de outros que alimentam as vendas de determinados jornais proporcionando capas com muito encarnado cheias de hipotéticas aquisições que, ou não se concretizam ou a cada capa espampanante que surge, o empresário do jogador aproveita para acrescentar mais meio milhão de euros ao valor do passe. Claro que há sempre a vantagem de nos rirmos um bocado com situações como aquela em que A Bola antecipava o onze titular do clube galináceo para um jogo de apresentação com o Jon Dal Tomasson a jogar de início.
Monday, June 26, 2006
Mais um para o futsal
Vencemos a Taça Nacional de futsal em juvenis. Estão de parabéns todos aqueles que conquistaram mais um título para o SPORTING.
Vencemos a Taça Nacional de futsal em juvenis. Estão de parabéns todos aqueles que conquistaram mais um título para o SPORTING.
Sunday, June 25, 2006
Bravos leões
Fazendo o pleno dos escalões de formação, o SPORTING sagrou-se campeão nacional de juniores, à semelhança do que tinha acontecido na época passada.
Uma grande saudação aos jogadores, equipa técnica e responsáveis. É assim que se trabalha.
Fazendo o pleno dos escalões de formação, o SPORTING sagrou-se campeão nacional de juniores, à semelhança do que tinha acontecido na época passada.
Uma grande saudação aos jogadores, equipa técnica e responsáveis. É assim que se trabalha.
Saturday, June 24, 2006
Temos mais campeões
O SPORTING venceu mais uma vez o campeonato de futsal. Parabéns aos jogadores e à equipa técnica.
O SPORTING venceu mais uma vez o campeonato de futsal. Parabéns aos jogadores e à equipa técnica.
Thursday, June 22, 2006
Contas difíceis
Portugal começou a jogar 10 contra 11 porque alinhou com o Postiga de início. Depois houve um mexicano que foi expulso: ficou 10 contra 10. Então Scolari resolve tirar Postiga para fazer entrar Nuno Gomes: continuamos 10 contra 10. Como Scolari ainda não estava satisfeito com a inclinação, substitui Figo por Boa Morte e acabamos a jogar 9 contra 10. Bem vistas as coisas o resultado foi óptimo.
Portugal começou a jogar 10 contra 11 porque alinhou com o Postiga de início. Depois houve um mexicano que foi expulso: ficou 10 contra 10. Então Scolari resolve tirar Postiga para fazer entrar Nuno Gomes: continuamos 10 contra 10. Como Scolari ainda não estava satisfeito com a inclinação, substitui Figo por Boa Morte e acabamos a jogar 9 contra 10. Bem vistas as coisas o resultado foi óptimo.
Tuesday, June 20, 2006
Tele-lixo
Tornou-se insuportável ver estes programas sobre futebol que as televisões arranjam por alturas do Euro e do Mundial. É certo que o que existia antes não era grande coisa, mas desde o Euro 2004 que a televisões – todas – resolveram dar cabo da paciência de quem trabalha durante o dia e à noite quer ver o que se passou.
Contas feitas muito por alto, podemos verificar que de futebol há para aí uns 20%. O resto são reportagens idiotas sobre assuntos laterais, comentários de gente que não entende nada de bola, artistas pimba desejosos de tempo de antena a fazerem play-back com o inseparável cachecol. Enfim, tudo aquilo que o adepto de futebol quer ver a milhas de distância. Trata-se de pegar no futebol, que aqui não é mais do que um pretexto, para fazer programas de entretenimento do género daqueles que os canais têm aos dias de semana de manhã. A algazarra é total, não sei se há quem goste daquilo, mas os jornas mostram estar satisfeitíssimos a falar de todas aquelas insignificâncias.
Um dia destes eu quis ver o que se tinha passado em dois jogos aos quais não tive oportunidade de deitar olho. Sintonizei um desses programas ao calha. E aquela merda irritou-me mesmo. Antes de poder ver um minúsculo resumo de cada um desses jogos tive que levar com uma interminável reportagem sobre um gajo qualquer que pintou o carro de verde e encarnado – infelicidade a dele. Outra reportagem sobre um grunho espanhol que toca tambor e diz que vai a todos os mundiais – azar o dos que ficam ao lado dele. Mais uma reportagem sobre um cámone qualquer que tinha uma camisola de Portugal mas nem sabia muito bem porquê – devia ser a única que estava lavada. E tudo isto pontuado pelos comentários patéticos do jornalista-pivot que mostrava achar muita graça a todas estas insignificâncias. De futebol quase nada: trataram de despachar resumos de dois minutos para cada um desses jogos. Ou seja, num programa sobre o Mundial DE FUTEBOL, fico sem poder ver futebol porque as televisões andam entretidas à procura do que não interessa para depois mostrarem. Chama-se a isto tele-lixo.
Tornou-se insuportável ver estes programas sobre futebol que as televisões arranjam por alturas do Euro e do Mundial. É certo que o que existia antes não era grande coisa, mas desde o Euro 2004 que a televisões – todas – resolveram dar cabo da paciência de quem trabalha durante o dia e à noite quer ver o que se passou.
Contas feitas muito por alto, podemos verificar que de futebol há para aí uns 20%. O resto são reportagens idiotas sobre assuntos laterais, comentários de gente que não entende nada de bola, artistas pimba desejosos de tempo de antena a fazerem play-back com o inseparável cachecol. Enfim, tudo aquilo que o adepto de futebol quer ver a milhas de distância. Trata-se de pegar no futebol, que aqui não é mais do que um pretexto, para fazer programas de entretenimento do género daqueles que os canais têm aos dias de semana de manhã. A algazarra é total, não sei se há quem goste daquilo, mas os jornas mostram estar satisfeitíssimos a falar de todas aquelas insignificâncias.
Um dia destes eu quis ver o que se tinha passado em dois jogos aos quais não tive oportunidade de deitar olho. Sintonizei um desses programas ao calha. E aquela merda irritou-me mesmo. Antes de poder ver um minúsculo resumo de cada um desses jogos tive que levar com uma interminável reportagem sobre um gajo qualquer que pintou o carro de verde e encarnado – infelicidade a dele. Outra reportagem sobre um grunho espanhol que toca tambor e diz que vai a todos os mundiais – azar o dos que ficam ao lado dele. Mais uma reportagem sobre um cámone qualquer que tinha uma camisola de Portugal mas nem sabia muito bem porquê – devia ser a única que estava lavada. E tudo isto pontuado pelos comentários patéticos do jornalista-pivot que mostrava achar muita graça a todas estas insignificâncias. De futebol quase nada: trataram de despachar resumos de dois minutos para cada um desses jogos. Ou seja, num programa sobre o Mundial DE FUTEBOL, fico sem poder ver futebol porque as televisões andam entretidas à procura do que não interessa para depois mostrarem. Chama-se a isto tele-lixo.
Monday, June 19, 2006
Wednesday, June 14, 2006
Deve ser gralha da lei
Perdi cinco minutos a pensar no nacional-bandeirismo e reparei que há aqui qualquer coisa que não bate certo. Tenho visto uma data de bandeiras penduradas às janelas que não cumprem as regras. Nem estou a falar daquelas que têm pagodes em vez de castelos. Estou a referir umas que por aí andam que, no canto inferior direito (zona do encarnado), têm um pedaço de verde onde se pode ler "Expresso" e " BES".
Vejam o decreto que aprova a bandeira nacional, em português da época:
"Decreto n.º 150, de 30 de Junho de 1911
Em cumprimento do decreto da Assembleia Nacional Constituinte, de 19 do corrente mês de Junho, se publica, para ter a devida execução, o seguinte:
Artigo 1.º A Bandeira nacional é bi-partida verticalmente em duas côres fundamentaes, verde-escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto á união das duas côres, terá o escudo das Armas Nacionaes, orlado de branco e assentando sobre a esfera armillar manuelina, em amarello e avivada a negro.
Art. 2.º O comprimento da bandeira será de vez e meia a altura da tralha. A divisoria entre as duas côres fundamentaes deve ser feita de modo a que fiquem dois quintos do comprimento total occupados pelo verde, e os tres quintos restantes pelo vermelho. O emblema central occupará metade da altura da tralha, ficando equidistante das orlas superior e inferior.
Art. 3.º Nas bandeiras das differentes unidades militares, serão talhadas em seda, a esfera armillar, em ouro, será rodeada por duas vergonteas de loureiro, também em ouro, cujas hastes se cruzam na parte inferior da esfera, ligadas por um lanço branco, onde, como legenda immortal, se inscreverá o verso camoneano: Está é a ditosa patria minha amada.
Altura d'esta bandeira - 1m,20.
Comprimento - 1m,30
Diametro exterior da esfera - 0m,40.
Distancia entre o diametro da esfera e a orla superior da bandeira - 0m,35.
Distancia entre o diametro da esfera e a orla inferior da bandeira - 0m,45.
Art. 4.º A orla do jack será verde e de largura igual a um oitavo da tralha. O escudo e a esfera armillar assentarão sobre o pano central, escarlate, ficando equidistantes das orlas superior e inferior. A altura do emblema central será de tres setimos da tralha. As flamulas serão verdes e vermelhas.
Art. 5.º Nos sellos, moedas e mais emblemas officiaes, a esfera armillar será sempre rodeada pelas duas vergonteas de louro, com as hastes ligadas por um laço, conforme o desenho adoptado para as bandeiras regimentaes."
Tudo bastante claro. E nenhuma referência ao tal product placement. Eu pensava que alterar a bandeira era cometer uma infracção à lei. Lembro-me que aqui há uns anos atrás João Grosso foi estranhamente processado por ter cantado o hino nacional em versão mais rápida. O argumento utilizado foi o de que qualquer alteração aos símbolos nacionais é passível de punição. Já não me lembro bem mas acho que aquilo não deu em nada. Desta vez temos também uma "alteração aos símbolos nacionais" e ninguém liga. Acho que já percebi: desde que seja para alimentar o fólclore patrioteiro, ou seja, desde que se tenha dinheiro para esbanjar, passa a ser possível não cumprir a lei. Tudo bem. Eu nem sequer gosto muito da bandeira nacional e o verde fica sempre bem.
Perdi cinco minutos a pensar no nacional-bandeirismo e reparei que há aqui qualquer coisa que não bate certo. Tenho visto uma data de bandeiras penduradas às janelas que não cumprem as regras. Nem estou a falar daquelas que têm pagodes em vez de castelos. Estou a referir umas que por aí andam que, no canto inferior direito (zona do encarnado), têm um pedaço de verde onde se pode ler "Expresso" e " BES".
Vejam o decreto que aprova a bandeira nacional, em português da época:
"Decreto n.º 150, de 30 de Junho de 1911
Em cumprimento do decreto da Assembleia Nacional Constituinte, de 19 do corrente mês de Junho, se publica, para ter a devida execução, o seguinte:
Artigo 1.º A Bandeira nacional é bi-partida verticalmente em duas côres fundamentaes, verde-escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto á união das duas côres, terá o escudo das Armas Nacionaes, orlado de branco e assentando sobre a esfera armillar manuelina, em amarello e avivada a negro.
Art. 2.º O comprimento da bandeira será de vez e meia a altura da tralha. A divisoria entre as duas côres fundamentaes deve ser feita de modo a que fiquem dois quintos do comprimento total occupados pelo verde, e os tres quintos restantes pelo vermelho. O emblema central occupará metade da altura da tralha, ficando equidistante das orlas superior e inferior.
Art. 3.º Nas bandeiras das differentes unidades militares, serão talhadas em seda, a esfera armillar, em ouro, será rodeada por duas vergonteas de loureiro, também em ouro, cujas hastes se cruzam na parte inferior da esfera, ligadas por um lanço branco, onde, como legenda immortal, se inscreverá o verso camoneano: Está é a ditosa patria minha amada.
Altura d'esta bandeira - 1m,20.
Comprimento - 1m,30
Diametro exterior da esfera - 0m,40.
Distancia entre o diametro da esfera e a orla superior da bandeira - 0m,35.
Distancia entre o diametro da esfera e a orla inferior da bandeira - 0m,45.
Art. 4.º A orla do jack será verde e de largura igual a um oitavo da tralha. O escudo e a esfera armillar assentarão sobre o pano central, escarlate, ficando equidistantes das orlas superior e inferior. A altura do emblema central será de tres setimos da tralha. As flamulas serão verdes e vermelhas.
Art. 5.º Nos sellos, moedas e mais emblemas officiaes, a esfera armillar será sempre rodeada pelas duas vergonteas de louro, com as hastes ligadas por um laço, conforme o desenho adoptado para as bandeiras regimentaes."
Tudo bastante claro. E nenhuma referência ao tal product placement. Eu pensava que alterar a bandeira era cometer uma infracção à lei. Lembro-me que aqui há uns anos atrás João Grosso foi estranhamente processado por ter cantado o hino nacional em versão mais rápida. O argumento utilizado foi o de que qualquer alteração aos símbolos nacionais é passível de punição. Já não me lembro bem mas acho que aquilo não deu em nada. Desta vez temos também uma "alteração aos símbolos nacionais" e ninguém liga. Acho que já percebi: desde que seja para alimentar o fólclore patrioteiro, ou seja, desde que se tenha dinheiro para esbanjar, passa a ser possível não cumprir a lei. Tudo bem. Eu nem sequer gosto muito da bandeira nacional e o verde fica sempre bem.
Friday, June 09, 2006
Portugal no Mundial
Eu sei que é um bocado chato quebrar as ondas de euforia. Mas a sinceridade é uma coisa que eu estimo. Já há muitos anos que eu vejo a selecção (de futebol sénior) com alguma indiferença. Não sei muito bem qual a razão. Acho até que não deve ser apenas por uma só razão, mas sim por várias que têm aparecido ao longo dos anos. Sou português, gosto que Portugal ganhe, mas os resultados da selecção não me dizem muito: 20 minutos depois de Portugal ter perdido a final do europeu contra a Grécia, eu já não me lembrava do assunto. Qualquer jogo do SPORTING para o campeonato é para mim mais interessante do que um jogo da selecção. Eu sei que isto é assim com muitos portugueses. A diferença é que os outros têm vergonha em assumir isto porque acham que a sua dedicação ao país está posta em causa só por dizerem que o apoio à selecção de um país não é uma coisa que se tenha que fazer a qualquer preço. Eu não tenho problemas nenhuns com isso e como tal, repito: sim, a mim interessa-me muito mais o meu clube do que a selecção, seja em que circunstância for. Tenho legitimidade de pensar assim porque entendo que a dedicação ao país não se esgota em 90 minutos de exaltação patriótica. Há maneiras muito mais valiosas e sérias de mostrar a dedicação ao país. Fazer do apoio à selecção uma espécie de critério de portugalidade não passa de folclore para entreter os mais toscos.
Mas no caso concreto da selecção portuguesa, o que eu acho é que ela não se cansa de nos dar motivos para que pouco nos interessemos por ela. A selecção é basicamente um espelho do futebol deste país: amadora no meio de profissionais, com a mania das grandezas numa casa muito desarrumada e cheia de cagança sempre que está ao lado dos outros. Esta direcção administrativa (Madaíl) e técnica (Scolari) tem sido uma forma de exponenciar isso. O que me vem à cabeça sempre que ouço falar da selecção é aquela expressão: o rei vai nu.
Madaíl é um incompetente. Não há ninguém que não tenha percebido que aquele homem só ocupa aquele cargo porque em Portugal o sistema de eleição dos dirigentes da federação é do mais obtuso que se pode conceber, ainda por cima ilegal, violando a Lei de Bases aprovada na assembleia da república.
Depois temos o treinador Scolari, esse sim, um verdadeiro case study do que é, para mim, uma nefasta gestão do futebol. Scolari tem virtudes, como quase toda a gente. Uma das virtudes que ele tem é a de ser um especialista em matéria de comunicação, na boa tradição brasileira. O que eu mais destacaria do seu consolado é precisamente a forma quase sempre hábil como ele gere a sua carreira e os seus interesses. Depois há o outro lado da moeda. Começa logo com o facto de se tratar de um indivíduo mal-educado: cada vez que a coisa não lhe cheira trata de se defender, não com argumentos, mas com insultos, suspeitas, insinuações e provocações. Vai para os jornais brasileiros insultar os portugueses que ousam criticá-lo, não com argumentos ou com críticas, mas com insultos cobardolas. Veja-se o caso das conferências de imprensa que o indivíduo dá: aquilo não são conferências de imprensa, são comícios. Assim que alguém fizer uma pergunta que não lhe agrade, o assessor manda calar o jornalista que passará logo para a lista negra: a dos que deixam de estar nas boas graças da tropilha. Porque é que ninguém escreveu, ou disse, alto e bom som, que o adjunto de Scolari estava a dormir durante um jogo da selecção? Desgraçado do que o fizesse. Seria no mínimo apelidado de racista – expressão recorrente no vocabulário de Scolari – só por dizer a verdade. Na sua estratégia de marketing, certamente montada por um qualquer compatriota seu especialista na área, quem não está com ele é porque não está com a selecção, porque, diz ele, temos que estar todos concentrados nos objectivos desportivos. Só é pena que ele não seja o primeiro a dar o exemplo, arranjando uma rábula com a sua ida para Inglaterra, em pleno período de concentração para os tais objectivos. Com o tempo, Scolari foi apalpando o terreno de modo a perceber até onde podia ir. E já viu que até se pode dar ao luxo de não fazer aquilo para que é muito bem pago – ver os jogos do campeonato, por exemplo – que ninguém lhe diz nada. Como é um tipo esperto, tratou logo de perceber como funciona a generalidade dos jogadores portugueses para saber como os ter consigo. É certo que não é preciso muito. Qualquer um de nós, minimamente atento ao futebol português, sabe que essa história da união do grupo e do facto de Scolari ter “a equipa toda com ele”, como se diz por aí, não é assim tão difícil. Basta seleccionar sempre os mesmos, aquele grupinho que acha que é dono daquilo, faça o que fizer, depois dar-lhes muitas folgas e muitas liberdades, defendê-los perante a comunicação social sempre que eles fazem uma asneira qualquer e alinhar naquelas patetices meio místicas, meio patrioteiras de que a maior parte dos jogadores tanto gosta. Como é que se admite que jogadores profissionais vão para um estágio, façam alarvidades de puto de 15 anos em viagem de finalistas e o treinador e os adjuntos ainda os protejam com uma estúpida conversa acerca das liberdades pessoais, do sono, do descanso e dos hábitos higiénicos? É claro que eu não estava à espera de ver Scolari dizer que os jogadores se portaram mal, fizeram asneiras no hotel durante os estágio e portanto vão embora. Ainda assim, é patético ver um adjunto dizer que os «hábitos de higiene são da responsabilidade dos jogadores» só porque se soube que estes tinham feito disparates de adolescente parvo nas casas de banho do hotel onde estavam. Só que este Scolari, que faz um esforço enorme para passar a imagem do irredutível que nunca se deixa afectar, faz precisamente o contrário do que diz. Esta semana, para manter a sua aura de duro, deu um raspanete aos jogadores “para jornal ver”. O Figo, certo dia, resolveu que não ia mais à selecção, dizia ele que estava cansado e mais não sei quê. Toda a gente achou muito bem. Passados uns tempos, Figo fez contas e percebeu que estava a perder muito dinheiro nos contratos publicitários, pelo facto de não ir à selecção. Mudou de ideias. Scolari tratou logo de dizer que sim. E quase ninguém se lembrou de achar que tinha sido uma atitude pouco profissional, a de Figo, ficando à espera que fossem os seus colegas a conseguir o apuramento porque o cavalheiro “andava cansado”. Onde andava nessa altura o durão Scolari?
Se há coisa de que Scolari não gosta mesmo é de falar de futebol. Ao longo destes anos, tenho a impressão de que não vi o indivíduo, uma única vez, a falar de futebol. As suas conferências de imprensa, entrevistas, etc. são sempre sobre tudo menos sobre futebol. Porque na verdade não lhe interessa discutir o essencial; e assim passou à margem a patética figura que a selecção fez na final do EURO contra a Grécia. Ninguém ousou questionar sobre o assunto, a não ser os tais críticos que ele diz que são racistas. Neste momento as suas baterias estão apontadas para a estratégia do bode expiatório: o mundial ainda não começou e a estratégia da desculpabilização para a possibilidade de as coisas virem a correr mal já está montada: Madaíl diz a toda a hora que quando chegar a Lisboa vai ter umas coisas para dizer e Scolari anda com aquela do “sei quem são os quatro ou cinco” com quem vai ter que acertar contas. Ao menos esperavam pelos resultados. Estarem com desculpas antes de jogar é sinal de medo. Ou será que aprenderam com a experiência: é que Saltillo começou assim. Os ingredientes estão lá todos: tal como em 86 temos uma equipa de veteranos que vê a selecção como uma posse. Tal como em 86 temos um conjunto de jogadores que acham que já deram muito ao futebol português e a toda hora invocam isso para refutar a mais ligeira das críticas (os de 86 acharam que o apuramento quase milagroso lhes conferia o direito de fazer o que fizeram). Tal como em 86 os dirigentes assobiam para o lado sempre que são chamados à razão. Tal como em 86 a maior parte dos jornalistas estava tão contente por estar no Mundial que se esqueciam de dizer o que se estava a passar. Tal como em 86 tivemos uma convocatória, no mínimo estranha. E assim sucessivamente: não vale a pena estar aqui a lembrar coisas que são mesmo para esquecer.
Não se trata de estar aqui com pessimismos. Não gosto nada do que tem sido a preparação da selecção até à data. Ficarei satisfeito se forem campeões do mundo. Não é isso que me vai fazer mudar de ideias acerca de Scolari, da maioria dos jogadores, dos dirigentes da federação e dos jornalistas que tão entusiasmados andam atrás de tudo o que seja verde e encarnado.
Peço desculpa pelo tamanho do texto e desejo-vos um bom fim-de-semana desportivo na companhia da final de Roland Garros e do Portugal – Ucrânia em andebol (apuramento para o Mundial de 2007).
Eu sei que é um bocado chato quebrar as ondas de euforia. Mas a sinceridade é uma coisa que eu estimo. Já há muitos anos que eu vejo a selecção (de futebol sénior) com alguma indiferença. Não sei muito bem qual a razão. Acho até que não deve ser apenas por uma só razão, mas sim por várias que têm aparecido ao longo dos anos. Sou português, gosto que Portugal ganhe, mas os resultados da selecção não me dizem muito: 20 minutos depois de Portugal ter perdido a final do europeu contra a Grécia, eu já não me lembrava do assunto. Qualquer jogo do SPORTING para o campeonato é para mim mais interessante do que um jogo da selecção. Eu sei que isto é assim com muitos portugueses. A diferença é que os outros têm vergonha em assumir isto porque acham que a sua dedicação ao país está posta em causa só por dizerem que o apoio à selecção de um país não é uma coisa que se tenha que fazer a qualquer preço. Eu não tenho problemas nenhuns com isso e como tal, repito: sim, a mim interessa-me muito mais o meu clube do que a selecção, seja em que circunstância for. Tenho legitimidade de pensar assim porque entendo que a dedicação ao país não se esgota em 90 minutos de exaltação patriótica. Há maneiras muito mais valiosas e sérias de mostrar a dedicação ao país. Fazer do apoio à selecção uma espécie de critério de portugalidade não passa de folclore para entreter os mais toscos.
Mas no caso concreto da selecção portuguesa, o que eu acho é que ela não se cansa de nos dar motivos para que pouco nos interessemos por ela. A selecção é basicamente um espelho do futebol deste país: amadora no meio de profissionais, com a mania das grandezas numa casa muito desarrumada e cheia de cagança sempre que está ao lado dos outros. Esta direcção administrativa (Madaíl) e técnica (Scolari) tem sido uma forma de exponenciar isso. O que me vem à cabeça sempre que ouço falar da selecção é aquela expressão: o rei vai nu.
Madaíl é um incompetente. Não há ninguém que não tenha percebido que aquele homem só ocupa aquele cargo porque em Portugal o sistema de eleição dos dirigentes da federação é do mais obtuso que se pode conceber, ainda por cima ilegal, violando a Lei de Bases aprovada na assembleia da república.
Depois temos o treinador Scolari, esse sim, um verdadeiro case study do que é, para mim, uma nefasta gestão do futebol. Scolari tem virtudes, como quase toda a gente. Uma das virtudes que ele tem é a de ser um especialista em matéria de comunicação, na boa tradição brasileira. O que eu mais destacaria do seu consolado é precisamente a forma quase sempre hábil como ele gere a sua carreira e os seus interesses. Depois há o outro lado da moeda. Começa logo com o facto de se tratar de um indivíduo mal-educado: cada vez que a coisa não lhe cheira trata de se defender, não com argumentos, mas com insultos, suspeitas, insinuações e provocações. Vai para os jornais brasileiros insultar os portugueses que ousam criticá-lo, não com argumentos ou com críticas, mas com insultos cobardolas. Veja-se o caso das conferências de imprensa que o indivíduo dá: aquilo não são conferências de imprensa, são comícios. Assim que alguém fizer uma pergunta que não lhe agrade, o assessor manda calar o jornalista que passará logo para a lista negra: a dos que deixam de estar nas boas graças da tropilha. Porque é que ninguém escreveu, ou disse, alto e bom som, que o adjunto de Scolari estava a dormir durante um jogo da selecção? Desgraçado do que o fizesse. Seria no mínimo apelidado de racista – expressão recorrente no vocabulário de Scolari – só por dizer a verdade. Na sua estratégia de marketing, certamente montada por um qualquer compatriota seu especialista na área, quem não está com ele é porque não está com a selecção, porque, diz ele, temos que estar todos concentrados nos objectivos desportivos. Só é pena que ele não seja o primeiro a dar o exemplo, arranjando uma rábula com a sua ida para Inglaterra, em pleno período de concentração para os tais objectivos. Com o tempo, Scolari foi apalpando o terreno de modo a perceber até onde podia ir. E já viu que até se pode dar ao luxo de não fazer aquilo para que é muito bem pago – ver os jogos do campeonato, por exemplo – que ninguém lhe diz nada. Como é um tipo esperto, tratou logo de perceber como funciona a generalidade dos jogadores portugueses para saber como os ter consigo. É certo que não é preciso muito. Qualquer um de nós, minimamente atento ao futebol português, sabe que essa história da união do grupo e do facto de Scolari ter “a equipa toda com ele”, como se diz por aí, não é assim tão difícil. Basta seleccionar sempre os mesmos, aquele grupinho que acha que é dono daquilo, faça o que fizer, depois dar-lhes muitas folgas e muitas liberdades, defendê-los perante a comunicação social sempre que eles fazem uma asneira qualquer e alinhar naquelas patetices meio místicas, meio patrioteiras de que a maior parte dos jogadores tanto gosta. Como é que se admite que jogadores profissionais vão para um estágio, façam alarvidades de puto de 15 anos em viagem de finalistas e o treinador e os adjuntos ainda os protejam com uma estúpida conversa acerca das liberdades pessoais, do sono, do descanso e dos hábitos higiénicos? É claro que eu não estava à espera de ver Scolari dizer que os jogadores se portaram mal, fizeram asneiras no hotel durante os estágio e portanto vão embora. Ainda assim, é patético ver um adjunto dizer que os «hábitos de higiene são da responsabilidade dos jogadores» só porque se soube que estes tinham feito disparates de adolescente parvo nas casas de banho do hotel onde estavam. Só que este Scolari, que faz um esforço enorme para passar a imagem do irredutível que nunca se deixa afectar, faz precisamente o contrário do que diz. Esta semana, para manter a sua aura de duro, deu um raspanete aos jogadores “para jornal ver”. O Figo, certo dia, resolveu que não ia mais à selecção, dizia ele que estava cansado e mais não sei quê. Toda a gente achou muito bem. Passados uns tempos, Figo fez contas e percebeu que estava a perder muito dinheiro nos contratos publicitários, pelo facto de não ir à selecção. Mudou de ideias. Scolari tratou logo de dizer que sim. E quase ninguém se lembrou de achar que tinha sido uma atitude pouco profissional, a de Figo, ficando à espera que fossem os seus colegas a conseguir o apuramento porque o cavalheiro “andava cansado”. Onde andava nessa altura o durão Scolari?
Se há coisa de que Scolari não gosta mesmo é de falar de futebol. Ao longo destes anos, tenho a impressão de que não vi o indivíduo, uma única vez, a falar de futebol. As suas conferências de imprensa, entrevistas, etc. são sempre sobre tudo menos sobre futebol. Porque na verdade não lhe interessa discutir o essencial; e assim passou à margem a patética figura que a selecção fez na final do EURO contra a Grécia. Ninguém ousou questionar sobre o assunto, a não ser os tais críticos que ele diz que são racistas. Neste momento as suas baterias estão apontadas para a estratégia do bode expiatório: o mundial ainda não começou e a estratégia da desculpabilização para a possibilidade de as coisas virem a correr mal já está montada: Madaíl diz a toda a hora que quando chegar a Lisboa vai ter umas coisas para dizer e Scolari anda com aquela do “sei quem são os quatro ou cinco” com quem vai ter que acertar contas. Ao menos esperavam pelos resultados. Estarem com desculpas antes de jogar é sinal de medo. Ou será que aprenderam com a experiência: é que Saltillo começou assim. Os ingredientes estão lá todos: tal como em 86 temos uma equipa de veteranos que vê a selecção como uma posse. Tal como em 86 temos um conjunto de jogadores que acham que já deram muito ao futebol português e a toda hora invocam isso para refutar a mais ligeira das críticas (os de 86 acharam que o apuramento quase milagroso lhes conferia o direito de fazer o que fizeram). Tal como em 86 os dirigentes assobiam para o lado sempre que são chamados à razão. Tal como em 86 a maior parte dos jornalistas estava tão contente por estar no Mundial que se esqueciam de dizer o que se estava a passar. Tal como em 86 tivemos uma convocatória, no mínimo estranha. E assim sucessivamente: não vale a pena estar aqui a lembrar coisas que são mesmo para esquecer.
Não se trata de estar aqui com pessimismos. Não gosto nada do que tem sido a preparação da selecção até à data. Ficarei satisfeito se forem campeões do mundo. Não é isso que me vai fazer mudar de ideias acerca de Scolari, da maioria dos jogadores, dos dirigentes da federação e dos jornalistas que tão entusiasmados andam atrás de tudo o que seja verde e encarnado.
Peço desculpa pelo tamanho do texto e desejo-vos um bom fim-de-semana desportivo na companhia da final de Roland Garros e do Portugal – Ucrânia em andebol (apuramento para o Mundial de 2007).
Wednesday, June 07, 2006
Tuesday, June 06, 2006
Fruta da época
Está na altura de saírem da toca os dignos representantes de algumas espécies que costumam dar à costa nestas alturas. À custa do futebol, há uma quantidade enorme de palermas que vêem aumentado o seu tempo de antena, dando largas à sua militante imbecilidade. O futebol é mesmo uma coisa que dá para tudo. E toda a gente acaba por se aproveitar dele. Do conjunto de figurinhas que agora surgem, eu destacaria três tipos: as jornaleiras histéricas, os pseudo-intelectuais anti-futebol e os patrioteiros bandeirola.
Jornaleira histérica:
A jornaleira histérica é geralmente uma jornalista jovem. Não percebe nada de futebol e está ali apenas para o entretenimento. Faz reportagens em casa dos jogadores sempre naquele tom coloquial-descontraído, como se conhecesse há 20 anos o jogador que tinha visto pela primeira vez, dez minutos antes de a câmara começar a gravar. Os temas da conversa não vão além de assuntos como os tempos livres, a contribuição para causas sociais, e os estágios longe da família. Lá para o fim pega ao colo do pimpolho mais novo do jogador e faz-lhe umas festinhas enquanto o puto se baba. Depois pede ao de 5 anos para pegar no microfone e dizer umas patetices quaisquer.
A jornaleira histérica também faz directos. Os jornas têm a mania que o directo lhes dá um estatuto especial. Os directos preferidos da jornaleira histérica consistem em ir para um daqueles bares decorados com bandeiras de Portugal e do Brasil, música brasileira a acompanhar, muito barulho e muita confusão. Aí a jornaleira atinge o pleno: vai para a esplanada e começa a perguntar aos grunhos que se dispõem a responder, qual vai ser o resultado do jogo. 2-1; 3-0; 4-2 e é vê-la toda contente como se aquilo fosse importante. Às mulheres, a jornaleira pergunta qual é o seu jogador preferido: é tão estúpida que se esquece que a maioria das mulheres não são estúpidas como ela e, como tal, no futebol interessa-lhes muito mais do que o peito deste e o cu daquele. É machista porque acha que as mulheres gostam de futebol por causa de poderem ver homens. Tem tanto mau gosto que nem se apercebe que, se as mulheres quiserem ver homens interessantes, têm mais sítios para os procurar do que o futebol.
A jornaleira histérica adora ir para a confusão depois de uma vitória da equipa portuguesa. Aí é que é: aqueles mitras todos que vêem bola em ecrãs gigantes, bebendo cerveja em copos de plástico, aproximam-se para grunhir umas alarvidades saloias contra o país que acaba de perder. Há um ou dois que aparecem de telemóvel na mão e há um que manda beijinhos para casa. Quando o emplastro anda por perto é a única forma de aquilo ter interesse. Para a jornaleira histérica, desporto e teatro de revista são a mesma coisa: lá dão para ela espraiar a sua ignorância em intermináveis programas sem ponta de interesse jornalístico. Se perguntarem às jornaleiras histéricas o que é um fora-de-jogo, 99% dirão que «é quando a bola sai do campo».
Pseudo-intelectual anti-futebol
O pseudo-intelectual anti-futebol é geralmente um daqueles que de intelectual não tem nada. Nunca escreveu, pintou, ou tocou nada de jeito. Fica-se apenas por ser crítico desta ou daquela área. Ou então comentador convidado de um jornal qualquer. Porque o pseudo-intelectual anti-futebol não faz. Comenta, critica e analisa. Que é o mesmo que dizer que é um frustrado. Como os verdadeiros intelectuais são inteligentes e as pessoas inteligentes costumam gostar de desportos, de jogos, de desafios, de um pouco de irracionalidade e paixão desmedida até, o pseudo-intelectual anti-futebol é alguém que vive um bocado ressabiado com o que lhe passa ao lado. Invoca a toda a horas a supremacia da leitura e de outras temáticas que ele acha nobres, como se fosse impossível uma pessoa gostar de futebol e ter também outro tipo de interesses: para ele, não entra na cabeça a ideia de se poder gostar de futebol e de outro tipo de actividades em simultâneo. O pseudo-intelectual anti-futebol vê no futebol a causa de todos os males nacionais: o país não se desenvolve porque se gasta muito dinheiro com o futebol, as crianças não aprendem na escola porque só pensam em futebol e por aí fora. O pseudo-intelectual anti-futebol é um frustrado: quando tinha 12 anos era gozado por toda a turma por não ser capaz de chutar uma bola. O trauma ficou-lhe e agora vinga-se. E vinga-se vindo com umas larachas pseudo-intelectuais como se isso servisse de caução para os disparates que vai espalhando. É certo que a maior parte dos intervenientes do futebol português não se cansam de arranjar motivos para que as pessoas olhem de lado para o futebol: ter gente como Valentim Loureiro e Gilberto Madaíl a dirigir o futebol, parece de propósito para que se ganhe logo uma antipatia pelo tema. No entanto, importa separar as águas: o futebol é uma coisa, a sua organização, quem dirige, quem joga, quem treina e quem arbitra são outra. Estes intelectuais são invariavelmente uns chatos. Têm uma visão provinciana do que eles acham que é a cultura e falta-lhes uma virtude fundamental para serem intelectuais como pretendem: não têm capacidade de perceber que cada coisa tem o seu lugar e que uma pessoa não é mais ou menos estúpida por gostar ou não de desporto.
Patrioteiro bandeirola
O patrioteiro bandeirola compra um arsenal de kits com bandeiras e restante tralha nas lojas do chineses, decorando a casa e o carro com o mesmo sentido de missão com que arma a árvore de natal e monta o presépio. Um misto de obrigação e satisfação. É para apoiar, dizem eles. O patrioteiro bandeirola descobre um enorme orgulho em ser português, mas apenas quando a selecção joga. 15 dias depois do mundial acabar já está ele no café a pregar bem alto que “este país é uma miséria” e “não tem ponta por onde se pegue” a propósito de um notícia qualquer sobre as actividades de alguém que desempenhe um cargo público. Aí sente-se no direito de julgar e condenar quem seja apenas suspeito, invocando que é por causa desses que o país «não anda para a frente». O patrioteiro bandeirola conduz à chico-esperto, compra umas coisas sem factura «porque até conhece um gajo que trabalha nessa cena» e arranja um esquema qualquer para aldrabar a declaração do IRS. Aí, o “amor à pátria” já não conta. Afinal, o “país não anda para a frente por causa deles”[os políticos, presumo]. E não por causa de chicos-espertos como ele. O patrioteiro bandeirola é capaz de armar uma zaragata só porque alguém se lembra de dizer que o Abel Xavier fez mesmo penálti. Para o patrioteiro bandeirola tudo o que os jogadores da sua equipa fazem está sempre certo. As falhas devem-se sempre aos outros que nos roubam, porque, diz o patrioteiro bandeirola, «há muitos interesses para prejudicar Portugal», sem nunca especificar quais. O patrioteiro bandeirola é o tuga por excelência: é grunho e tem orgulho nisso. Adora perder tempo com tudo o que não interessa para nada.
Enfim, fruta da época. Isto passa.
Está na altura de saírem da toca os dignos representantes de algumas espécies que costumam dar à costa nestas alturas. À custa do futebol, há uma quantidade enorme de palermas que vêem aumentado o seu tempo de antena, dando largas à sua militante imbecilidade. O futebol é mesmo uma coisa que dá para tudo. E toda a gente acaba por se aproveitar dele. Do conjunto de figurinhas que agora surgem, eu destacaria três tipos: as jornaleiras histéricas, os pseudo-intelectuais anti-futebol e os patrioteiros bandeirola.
Jornaleira histérica:
A jornaleira histérica é geralmente uma jornalista jovem. Não percebe nada de futebol e está ali apenas para o entretenimento. Faz reportagens em casa dos jogadores sempre naquele tom coloquial-descontraído, como se conhecesse há 20 anos o jogador que tinha visto pela primeira vez, dez minutos antes de a câmara começar a gravar. Os temas da conversa não vão além de assuntos como os tempos livres, a contribuição para causas sociais, e os estágios longe da família. Lá para o fim pega ao colo do pimpolho mais novo do jogador e faz-lhe umas festinhas enquanto o puto se baba. Depois pede ao de 5 anos para pegar no microfone e dizer umas patetices quaisquer.
A jornaleira histérica também faz directos. Os jornas têm a mania que o directo lhes dá um estatuto especial. Os directos preferidos da jornaleira histérica consistem em ir para um daqueles bares decorados com bandeiras de Portugal e do Brasil, música brasileira a acompanhar, muito barulho e muita confusão. Aí a jornaleira atinge o pleno: vai para a esplanada e começa a perguntar aos grunhos que se dispõem a responder, qual vai ser o resultado do jogo. 2-1; 3-0; 4-2 e é vê-la toda contente como se aquilo fosse importante. Às mulheres, a jornaleira pergunta qual é o seu jogador preferido: é tão estúpida que se esquece que a maioria das mulheres não são estúpidas como ela e, como tal, no futebol interessa-lhes muito mais do que o peito deste e o cu daquele. É machista porque acha que as mulheres gostam de futebol por causa de poderem ver homens. Tem tanto mau gosto que nem se apercebe que, se as mulheres quiserem ver homens interessantes, têm mais sítios para os procurar do que o futebol.
A jornaleira histérica adora ir para a confusão depois de uma vitória da equipa portuguesa. Aí é que é: aqueles mitras todos que vêem bola em ecrãs gigantes, bebendo cerveja em copos de plástico, aproximam-se para grunhir umas alarvidades saloias contra o país que acaba de perder. Há um ou dois que aparecem de telemóvel na mão e há um que manda beijinhos para casa. Quando o emplastro anda por perto é a única forma de aquilo ter interesse. Para a jornaleira histérica, desporto e teatro de revista são a mesma coisa: lá dão para ela espraiar a sua ignorância em intermináveis programas sem ponta de interesse jornalístico. Se perguntarem às jornaleiras histéricas o que é um fora-de-jogo, 99% dirão que «é quando a bola sai do campo».
Pseudo-intelectual anti-futebol
O pseudo-intelectual anti-futebol é geralmente um daqueles que de intelectual não tem nada. Nunca escreveu, pintou, ou tocou nada de jeito. Fica-se apenas por ser crítico desta ou daquela área. Ou então comentador convidado de um jornal qualquer. Porque o pseudo-intelectual anti-futebol não faz. Comenta, critica e analisa. Que é o mesmo que dizer que é um frustrado. Como os verdadeiros intelectuais são inteligentes e as pessoas inteligentes costumam gostar de desportos, de jogos, de desafios, de um pouco de irracionalidade e paixão desmedida até, o pseudo-intelectual anti-futebol é alguém que vive um bocado ressabiado com o que lhe passa ao lado. Invoca a toda a horas a supremacia da leitura e de outras temáticas que ele acha nobres, como se fosse impossível uma pessoa gostar de futebol e ter também outro tipo de interesses: para ele, não entra na cabeça a ideia de se poder gostar de futebol e de outro tipo de actividades em simultâneo. O pseudo-intelectual anti-futebol vê no futebol a causa de todos os males nacionais: o país não se desenvolve porque se gasta muito dinheiro com o futebol, as crianças não aprendem na escola porque só pensam em futebol e por aí fora. O pseudo-intelectual anti-futebol é um frustrado: quando tinha 12 anos era gozado por toda a turma por não ser capaz de chutar uma bola. O trauma ficou-lhe e agora vinga-se. E vinga-se vindo com umas larachas pseudo-intelectuais como se isso servisse de caução para os disparates que vai espalhando. É certo que a maior parte dos intervenientes do futebol português não se cansam de arranjar motivos para que as pessoas olhem de lado para o futebol: ter gente como Valentim Loureiro e Gilberto Madaíl a dirigir o futebol, parece de propósito para que se ganhe logo uma antipatia pelo tema. No entanto, importa separar as águas: o futebol é uma coisa, a sua organização, quem dirige, quem joga, quem treina e quem arbitra são outra. Estes intelectuais são invariavelmente uns chatos. Têm uma visão provinciana do que eles acham que é a cultura e falta-lhes uma virtude fundamental para serem intelectuais como pretendem: não têm capacidade de perceber que cada coisa tem o seu lugar e que uma pessoa não é mais ou menos estúpida por gostar ou não de desporto.
Patrioteiro bandeirola
O patrioteiro bandeirola compra um arsenal de kits com bandeiras e restante tralha nas lojas do chineses, decorando a casa e o carro com o mesmo sentido de missão com que arma a árvore de natal e monta o presépio. Um misto de obrigação e satisfação. É para apoiar, dizem eles. O patrioteiro bandeirola descobre um enorme orgulho em ser português, mas apenas quando a selecção joga. 15 dias depois do mundial acabar já está ele no café a pregar bem alto que “este país é uma miséria” e “não tem ponta por onde se pegue” a propósito de um notícia qualquer sobre as actividades de alguém que desempenhe um cargo público. Aí sente-se no direito de julgar e condenar quem seja apenas suspeito, invocando que é por causa desses que o país «não anda para a frente». O patrioteiro bandeirola conduz à chico-esperto, compra umas coisas sem factura «porque até conhece um gajo que trabalha nessa cena» e arranja um esquema qualquer para aldrabar a declaração do IRS. Aí, o “amor à pátria” já não conta. Afinal, o “país não anda para a frente por causa deles”[os políticos, presumo]. E não por causa de chicos-espertos como ele. O patrioteiro bandeirola é capaz de armar uma zaragata só porque alguém se lembra de dizer que o Abel Xavier fez mesmo penálti. Para o patrioteiro bandeirola tudo o que os jogadores da sua equipa fazem está sempre certo. As falhas devem-se sempre aos outros que nos roubam, porque, diz o patrioteiro bandeirola, «há muitos interesses para prejudicar Portugal», sem nunca especificar quais. O patrioteiro bandeirola é o tuga por excelência: é grunho e tem orgulho nisso. Adora perder tempo com tudo o que não interessa para nada.
Enfim, fruta da época. Isto passa.
Tuesday, May 30, 2006
Parece-me bem
Carlos Pereira e Ricardo Peres renovaram os seus contratos de modo a permanecerem na equipa técnica para as duas próximas épocas.
Não conheço muito bem Ricardo Peres. Pelo que percebi, foi competente nas funções que tinha que desempenhar e em virtude disso foi convidado a renovar.
Carlos Pereira é um sportinguista que aprecio: é competente, discreto e quando fala, fala pouco mais bem: qualidade rara na maioria dos treinadores portugueses.
Que obtenham sucesso nas respectivas tarefas, é o que lhes desejo.
Carlos Pereira e Ricardo Peres renovaram os seus contratos de modo a permanecerem na equipa técnica para as duas próximas épocas.
Não conheço muito bem Ricardo Peres. Pelo que percebi, foi competente nas funções que tinha que desempenhar e em virtude disso foi convidado a renovar.
Carlos Pereira é um sportinguista que aprecio: é competente, discreto e quando fala, fala pouco mais bem: qualidade rara na maioria dos treinadores portugueses.
Que obtenham sucesso nas respectivas tarefas, é o que lhes desejo.
Monday, May 29, 2006
Saudação à equipa de andebol do SPORTING
Perdemos a final da Taça de Portugal em andebol por um golo de diferença, após prolongamento.
A nossa equipa bateu-se bem; podia ter ganho. Paciência, ganhamos da próxima vez. Aproveito para sublinhar o comportamento digno dos atletas que continuam a prestigiar o nome do SPORTING. O andebol é uma modalidade de grande significado no nosso clube. E uma modalidade que nos tem dado bastantes títulos e bastante prestígio.
Temos sido, nós e os outros clubes, prejudicados por uma guerra que vem existindo entre alguns dirigentes e organismos do andebol português. Com o governo, entidade que deveria avançar com a reposição da ordem numa contenda que já dura há três anos, a assobiar para o lado com medo de se chamuscar naquilo que eles devem achar que é uma "insignificância". Quando o fim da confusão parece estar à vista eis que surge mais um dirigente com mais uma exigência qualquer. Quem perde é a modalidade.
No entanto, esta balbúrdia não vai poder durar para sempre. Vale a pena investir no andebol do SPORTING. Os atletas e os sportinguistas que apoiam a nossa equipa merecem. O SPORTING merece.
Perdemos a final da Taça de Portugal em andebol por um golo de diferença, após prolongamento.
A nossa equipa bateu-se bem; podia ter ganho. Paciência, ganhamos da próxima vez. Aproveito para sublinhar o comportamento digno dos atletas que continuam a prestigiar o nome do SPORTING. O andebol é uma modalidade de grande significado no nosso clube. E uma modalidade que nos tem dado bastantes títulos e bastante prestígio.
Temos sido, nós e os outros clubes, prejudicados por uma guerra que vem existindo entre alguns dirigentes e organismos do andebol português. Com o governo, entidade que deveria avançar com a reposição da ordem numa contenda que já dura há três anos, a assobiar para o lado com medo de se chamuscar naquilo que eles devem achar que é uma "insignificância". Quando o fim da confusão parece estar à vista eis que surge mais um dirigente com mais uma exigência qualquer. Quem perde é a modalidade.
No entanto, esta balbúrdia não vai poder durar para sempre. Vale a pena investir no andebol do SPORTING. Os atletas e os sportinguistas que apoiam a nossa equipa merecem. O SPORTING merece.
Friday, May 26, 2006
Quem souber, responda
Porque é que a imprensa desportiva portuguesa nem sequer fala do que se está a passar com o futebol italiano?
E porque é que para a outra imprensa portuguesa o assunto não vai além de uma nota de rodapé?
Porque é que os meios de comunicação desportivos, em Portugal, dão mais importância a qualquer espirro do Ronaldinho em Espanha e a qualquer falhanço do Morientes em Inglaterra do que ao que se passa em Itália?
A que se deve tanta parcimónia em falar do assunto só porque há um atleta transferido de um clube italiano para um clube português?
Porque é que a Fifa é mais veemente e formal a tentar proibir a malta de ver a bola nas tascas, do que que a comentar o que se passa no futebol italiano?
Porque é que a imprensa desportiva portuguesa nem sequer fala do que se está a passar com o futebol italiano?
E porque é que para a outra imprensa portuguesa o assunto não vai além de uma nota de rodapé?
Porque é que os meios de comunicação desportivos, em Portugal, dão mais importância a qualquer espirro do Ronaldinho em Espanha e a qualquer falhanço do Morientes em Inglaterra do que ao que se passa em Itália?
A que se deve tanta parcimónia em falar do assunto só porque há um atleta transferido de um clube italiano para um clube português?
Porque é que a Fifa é mais veemente e formal a tentar proibir a malta de ver a bola nas tascas, do que que a comentar o que se passa no futebol italiano?
Wednesday, May 24, 2006
A 5 éros na Feira do Relógio
Petit e Nuno Gomes, dois indíviduos conhecidos pelo facto de serem muito inteligentes, vieram dizer para os jornalistas que levavam filmes pirateados para o estágio da selecção.
Petit já terá dito: "Fiz pirataria mas há quem faça muito mais do que eu; só olham para mim porque eu sou de um grande."
Nuno Gomes não disse nada porque teve que ligar primeiro à mulher para saber que resposta dar.
Madaíl falou mas não sabemos o que disse porque o seu depoimento foi tão longo que os jornalistas que ficaram acabaram por adormecer.
Scolari falou em racismo... estético: "Estão atacando o Petit porque o cara é feio que nem bode. Isso aí é racismo dos portugueses."
Cristiano Ronaldo, assim que ouviu falar em DVD, disse logo: "Essas imagens são falsas. Estão a tentar desestabilizar-me mas não vão conseguir porque eu estou concentrado na selecção".
Ricardo Costa afirmou:"Não faço comentários sobre isso. Querem retirar-me valor mas eu estou aqui porque mereço e o sr. Scolari confia em mim."
Figo disse que "o negócio dos DVDs não me interessa, de momento. Os meus investimentos estão a ser feitos noutros sectores."
Quaresma disse "na minha família ninguém vende DVDs. Nós é roupa e malas."
Petit e Nuno Gomes, dois indíviduos conhecidos pelo facto de serem muito inteligentes, vieram dizer para os jornalistas que levavam filmes pirateados para o estágio da selecção.
Petit já terá dito: "Fiz pirataria mas há quem faça muito mais do que eu; só olham para mim porque eu sou de um grande."
Nuno Gomes não disse nada porque teve que ligar primeiro à mulher para saber que resposta dar.
Madaíl falou mas não sabemos o que disse porque o seu depoimento foi tão longo que os jornalistas que ficaram acabaram por adormecer.
Scolari falou em racismo... estético: "Estão atacando o Petit porque o cara é feio que nem bode. Isso aí é racismo dos portugueses."
Cristiano Ronaldo, assim que ouviu falar em DVD, disse logo: "Essas imagens são falsas. Estão a tentar desestabilizar-me mas não vão conseguir porque eu estou concentrado na selecção".
Ricardo Costa afirmou:"Não faço comentários sobre isso. Querem retirar-me valor mas eu estou aqui porque mereço e o sr. Scolari confia em mim."
Figo disse que "o negócio dos DVDs não me interessa, de momento. Os meus investimentos estão a ser feitos noutros sectores."
Quaresma disse "na minha família ninguém vende DVDs. Nós é roupa e malas."
Uma óptima aquisição
Tomaz Morais, treinador de rugby que tem feito um excelente trabalho como seleccionador nacional, ingressa no SPORTING como colaborarador. Vai estar ligado à área da formação.
Esta notícia agrada-me. Sou um admirador do seu trabalho à frente da selecção de rugby e acredito que as suas ideias sobre o desporto de alta competição podem ser úteis ao nosso clube. Desejo-lhe um óptimo trabalho.
Já agora, aproveito para dizer que ainda não perdi a esperança de o SPORTING voltar a ter equipa de rugby.
Tomaz Morais, treinador de rugby que tem feito um excelente trabalho como seleccionador nacional, ingressa no SPORTING como colaborarador. Vai estar ligado à área da formação.
Esta notícia agrada-me. Sou um admirador do seu trabalho à frente da selecção de rugby e acredito que as suas ideias sobre o desporto de alta competição podem ser úteis ao nosso clube. Desejo-lhe um óptimo trabalho.
Já agora, aproveito para dizer que ainda não perdi a esperança de o SPORTING voltar a ter equipa de rugby.
Monday, May 22, 2006
Último questionário (para acabar de vez com estes questionários merdosos)
Se me interessa o facto de José Peseiro não ir treinar nenhum clube português?
-Acho normal.
Se eu acho que José Peseiro percebe de futebol?
-Nada.
Se o acho um bom treinador?
-Não.
Se o acho indicado para treinar no campeonato português?
-Nem estou a ver onde ele possa treinar.
Do que mais me lembro da sua passagem pelo SPORTING?
-Infelizmente ainda me lembro de muita coisa que me esforço bastante para esquecer.
Se gostava de o ver de novo no SPORTING?
-Não.
Se me interessa o facto de José Peseiro não ir treinar nenhum clube português?
-Acho normal.
Se eu acho que José Peseiro percebe de futebol?
-Nada.
Se o acho um bom treinador?
-Não.
Se o acho indicado para treinar no campeonato português?
-Nem estou a ver onde ele possa treinar.
Do que mais me lembro da sua passagem pelo SPORTING?
-Infelizmente ainda me lembro de muita coisa que me esforço bastante para esquecer.
Se gostava de o ver de novo no SPORTING?
-Não.
SPORTING - Campeão Nacional de Andebol (Divisão de Elite)
Parabéns à equipa do SPORTING que venceu o campeonato. Foram justos vencedores. Espero que a direcção do clube seja capaz de perceber o valor das modalidades no contexto do SPORTING. E espero que faça muito bem as contas antes de tentar extinguir algumas delas.
E agora vem a Taça de Portugal. Força SPORTING.
Parabéns à equipa do SPORTING que venceu o campeonato. Foram justos vencedores. Espero que a direcção do clube seja capaz de perceber o valor das modalidades no contexto do SPORTING. E espero que faça muito bem as contas antes de tentar extinguir algumas delas.
E agora vem a Taça de Portugal. Força SPORTING.
Outro Questionário (a propósito não sei de quê)
Se me interessa o facto de Fernando Santos ir treinar um clube português?
-Não, desde que não seja o SPORTING.
Se eu acho que Fernando Santos percebe de futebol?
-Muito pouco.
Se o acho um bom treinador?
-Não.
Se o acho indicado para treinar no campeonato português?
-É capaz de dar um treinador de sucesso no Vietname, na Albânia e no Cazaquistão.
Do que mais me lembro da sua passagem pelo SPORTING?
-Felizmente já não me lembro de quase nada da sua passagem pelo SPORTING.
Se gostava de o ver de novo no SPORTING?
-Não.
Se me interessa o facto de Fernando Santos ir treinar um clube português?
-Não, desde que não seja o SPORTING.
Se eu acho que Fernando Santos percebe de futebol?
-Muito pouco.
Se o acho um bom treinador?
-Não.
Se o acho indicado para treinar no campeonato português?
-É capaz de dar um treinador de sucesso no Vietname, na Albânia e no Cazaquistão.
Do que mais me lembro da sua passagem pelo SPORTING?
-Felizmente já não me lembro de quase nada da sua passagem pelo SPORTING.
Se gostava de o ver de novo no SPORTING?
-Não.
Friday, May 19, 2006
Questionário (a propósito não sei de quê)
Se me interessa o facto de Queiróz ir treinar um clube português?
-Não, desde que não seja o SPORTING.
Se eu acho que Queiróz percebe de futebol?
-É capaz.
Se o acho um bom treinador?
-Nem por isso.
Se o acho indicado para treinar no campeonato português?
-Não.
Do que mais me lembro da sua passagem pelo SPORTING?
-Da choraminguice constante.
Se gostava de o ver de novo no SPORTING?
-Não.
Se me interessa o facto de Queiróz ir treinar um clube português?
-Não, desde que não seja o SPORTING.
Se eu acho que Queiróz percebe de futebol?
-É capaz.
Se o acho um bom treinador?
-Nem por isso.
Se o acho indicado para treinar no campeonato português?
-Não.
Do que mais me lembro da sua passagem pelo SPORTING?
-Da choraminguice constante.
Se gostava de o ver de novo no SPORTING?
-Não.
Thursday, May 18, 2006
Tuesday, May 16, 2006
O presidente da junta
Já saiu a lista dos convidados de Scolari, o presidente da junta, como ele não se cansa de referir. Se não se tratasse de um assunto sério até podia dar para rir: o atrevimento deste seleccionador consegue ir mesmo muito longe. Já tratou de demonstrar que os seus interesses estão acima dos da selecção que ele deve treinar. Faz questão em não ver jogos, mistura os seus negócios pessoais com o trabalho da equipa e ainda arranja tempo para se intrometer no trabalho das equipas técnicas das outras selecções nacionais. Afirmando sempre que é ele que manda, não fosse ele o presidente da junta. Só quem sente em causa as suas capacidades de liderança é que necessita de estar a toda a hora a vincar esse mesmo poder. É o caso deste cavalheiro: precisa de estar sempre a dizer que é ele que manda, colocando em causa a Federação, a Liga e outros órgãos do futebol, porque na prática é um tipo frouxo que só gosta de lidar com aqueles que o bajulam. É o que eu considero um incompetente.
Vejamos a lista dos convidados. Há um guarda-redes que nem sequer está no banco da sua equipa (Quim) e há outro (Bruno Vale) que vai a dois torneios, sem que se perceba qual o critério. No fim o que resta é que só um tipo completamente a leste do futebol português é que acha que estes são os três guarda-redes mais habilitados para fazerem parte da selecção.
Na defesa a história repete-se. Miguel e Ricardo Costa não são titulares das suas equipas. Não mostraram ao longo da época valor para fazerem parte da selecção, mas aí vão eles ao Mundial. Um jogador como Tonel fica de fora só por ser do SPORTING e porque Scolari não gosta nada do SPORTING, tal como não gosta mesmo nada do Porto. No meio campo a palhaçada é total: um jogador que não joga porque foi despedido do seu clube (Costinha), dois que praticamente pouco jogaram e não mostraram grande serviço quando o fizeram (Hugo Viana e Maniche) e ainda um outro (Petit) que não vale nada como jogador e só a protecção dos árbitros na Liga portuguesa permite que ele vá andando pelo campo a distribuir paulada em quem lhe aparece à frente: claro que com uma arbitragem séria este tipo nunca joga 90 minutos. Nos avançados temos mais do mesmo: Hélder Postiga e Nuno Gomes são dois jogadores sem lugar na selecção – nada mostraram ao longo da época para lá estarem. Boa Morte, sendo um jogador razoável, só vai porque Scolari ainda tem tempo para mais umas provocações ao Porto, no caso, ao não levar Quaresma.
Scolari tem um comportamento requintado. Só um tipo muito engenhoso é que consegue ser BEM pago para ser seleccionador nacional e ter a lata de não colocar na selecção os dois melhores jogadores portugueses a actuar em Portugal, Ricardo Quaresma e João Moutinho.
Não vale a pena dizer muito mais. Os interesses do presidente da junta estão acima de tudo. As desculpas surgirão com a maior das naturalidades como é característica deste tipo de espertalhões.
Sou português, quero que Portugal ganhe. Mas a razão diz-me que este seleccionador e os seus convidados mereciam perder os três primeiros jogos por 3 ou 4. Para voltarem de bolinha baixa. Já não há pachorra para aturar este indivíduo. Nunca mais chega a hora de o ver a treinar o galinheiro.
Já saiu a lista dos convidados de Scolari, o presidente da junta, como ele não se cansa de referir. Se não se tratasse de um assunto sério até podia dar para rir: o atrevimento deste seleccionador consegue ir mesmo muito longe. Já tratou de demonstrar que os seus interesses estão acima dos da selecção que ele deve treinar. Faz questão em não ver jogos, mistura os seus negócios pessoais com o trabalho da equipa e ainda arranja tempo para se intrometer no trabalho das equipas técnicas das outras selecções nacionais. Afirmando sempre que é ele que manda, não fosse ele o presidente da junta. Só quem sente em causa as suas capacidades de liderança é que necessita de estar a toda a hora a vincar esse mesmo poder. É o caso deste cavalheiro: precisa de estar sempre a dizer que é ele que manda, colocando em causa a Federação, a Liga e outros órgãos do futebol, porque na prática é um tipo frouxo que só gosta de lidar com aqueles que o bajulam. É o que eu considero um incompetente.
Vejamos a lista dos convidados. Há um guarda-redes que nem sequer está no banco da sua equipa (Quim) e há outro (Bruno Vale) que vai a dois torneios, sem que se perceba qual o critério. No fim o que resta é que só um tipo completamente a leste do futebol português é que acha que estes são os três guarda-redes mais habilitados para fazerem parte da selecção.
Na defesa a história repete-se. Miguel e Ricardo Costa não são titulares das suas equipas. Não mostraram ao longo da época valor para fazerem parte da selecção, mas aí vão eles ao Mundial. Um jogador como Tonel fica de fora só por ser do SPORTING e porque Scolari não gosta nada do SPORTING, tal como não gosta mesmo nada do Porto. No meio campo a palhaçada é total: um jogador que não joga porque foi despedido do seu clube (Costinha), dois que praticamente pouco jogaram e não mostraram grande serviço quando o fizeram (Hugo Viana e Maniche) e ainda um outro (Petit) que não vale nada como jogador e só a protecção dos árbitros na Liga portuguesa permite que ele vá andando pelo campo a distribuir paulada em quem lhe aparece à frente: claro que com uma arbitragem séria este tipo nunca joga 90 minutos. Nos avançados temos mais do mesmo: Hélder Postiga e Nuno Gomes são dois jogadores sem lugar na selecção – nada mostraram ao longo da época para lá estarem. Boa Morte, sendo um jogador razoável, só vai porque Scolari ainda tem tempo para mais umas provocações ao Porto, no caso, ao não levar Quaresma.
Scolari tem um comportamento requintado. Só um tipo muito engenhoso é que consegue ser BEM pago para ser seleccionador nacional e ter a lata de não colocar na selecção os dois melhores jogadores portugueses a actuar em Portugal, Ricardo Quaresma e João Moutinho.
Não vale a pena dizer muito mais. Os interesses do presidente da junta estão acima de tudo. As desculpas surgirão com a maior das naturalidades como é característica deste tipo de espertalhões.
Sou português, quero que Portugal ganhe. Mas a razão diz-me que este seleccionador e os seus convidados mereciam perder os três primeiros jogos por 3 ou 4. Para voltarem de bolinha baixa. Já não há pachorra para aturar este indivíduo. Nunca mais chega a hora de o ver a treinar o galinheiro.
Thursday, May 11, 2006
Wednesday, May 10, 2006
Paulo Bento
Temos treinador para as próximas duas épocas. Acho natural que se tenha renovado com o Paulo Bento. O trabalho que ele desenvolveu no SPORTING enquanto treinador dos juniores e da equipa principal foi positivo. Conhece o clube, é sério e tem vontade de vencer, o que acaba por esconder alguma falta de experiência que ainda se nota. E é um treinador disciplinador, facto absolutamente vital para uma equipa como a do SPORTING, depois de ter sido treinada por Peseiro.
Sabemos que nem tudo vai ser fácil. Desejo-lhe as maiores felicidades. Espero poder contar com ele tal como ele vai poder contar comigo e com os outros sócios. O trabalho sério e de qualidade vai valer a pena, tarde ou cedo ele vai-se revelar. Boa sorte, Paulo Bento.
Temos treinador para as próximas duas épocas. Acho natural que se tenha renovado com o Paulo Bento. O trabalho que ele desenvolveu no SPORTING enquanto treinador dos juniores e da equipa principal foi positivo. Conhece o clube, é sério e tem vontade de vencer, o que acaba por esconder alguma falta de experiência que ainda se nota. E é um treinador disciplinador, facto absolutamente vital para uma equipa como a do SPORTING, depois de ter sido treinada por Peseiro.
Sabemos que nem tudo vai ser fácil. Desejo-lhe as maiores felicidades. Espero poder contar com ele tal como ele vai poder contar comigo e com os outros sócios. O trabalho sério e de qualidade vai valer a pena, tarde ou cedo ele vai-se revelar. Boa sorte, Paulo Bento.
Monday, May 08, 2006
2º lugar - 72 pontos
Se não se ganha o balanço não pode ser positivo. Mas atendendo ao que se passou ao longo da época, temos que reconhecer que atingir o 2º lugar nem foi mau de todo. Quem diria que a equipa que Peseiro largou iria chegar ao apuramento directo para a Liga dos Campeões?
Paulo Bento foi para mim uma admirável surpresa. Teve uma prestação de categoria no cargo de treinador da equipa principal. Entendo que deve renovar e que lhe devem ser dadas condições para desenvolver um trabalho sério e de qualidade. Do que é que estão à espera?
Se não se ganha o balanço não pode ser positivo. Mas atendendo ao que se passou ao longo da época, temos que reconhecer que atingir o 2º lugar nem foi mau de todo. Quem diria que a equipa que Peseiro largou iria chegar ao apuramento directo para a Liga dos Campeões?
Paulo Bento foi para mim uma admirável surpresa. Teve uma prestação de categoria no cargo de treinador da equipa principal. Entendo que deve renovar e que lhe devem ser dadas condições para desenvolver um trabalho sério e de qualidade. Do que é que estão à espera?
Descidas
A Liga fica mais pobre sem o Belenenses e o Vitória de Guimarães. São duas equipas que têm adeptos, história e capacidade de proporcionar bons espectáculos, mesmo quando não estão no melhor dos momentos. Qualquer um é capaz de reconhecer que um Belenenses - SPORTING ou um Guimarães - Porto são desafios apelativos e capazes de suscitarem o que muitos de nós queremos: futebol de qualidade e interesse competitivo.
Desceram. Na Liga principal ficam algumas equipas cujos adeptos que vão ao estádio cabem todos dentro de um autocarro. Mas os resultados é que contam. Mesmo que tenham razões de queixa, das arbitragens e não só, uma coisa é certa: estavam a pedi-las. Quem tem como treinadores Jaime Pacheco e Vítor Pontes e quem aposta em Carlos Carvalhal e José Couceiro estava a arriscar. E, às vezes, quem arrisca petisca. Eu sei que nestes 4 treinadores há alguns que estão "muito bem posicionados para..." como agora é moda dizer-se. Não duvido: um fato e uma gravata e meia dúzia de banalidades futeboleiras são suficientes para se fazer um treinador, neste país onde o grau de exigência face à maioria das actividades é mínimo.
Mas uma coisa é certa, nenhum deles entrou por ali dentro obrigando os clubes a contratá-los. Venham com as desculpas todas, legítimas ou não, as direcções do Guimarães e do Belenenses são as principais responsáveis. E é bonito ver gente a assumir as suas resposabilidades.
Mas eu não tenho nada que ver com isso. Não façam caso.
A Liga fica mais pobre sem o Belenenses e o Vitória de Guimarães. São duas equipas que têm adeptos, história e capacidade de proporcionar bons espectáculos, mesmo quando não estão no melhor dos momentos. Qualquer um é capaz de reconhecer que um Belenenses - SPORTING ou um Guimarães - Porto são desafios apelativos e capazes de suscitarem o que muitos de nós queremos: futebol de qualidade e interesse competitivo.
Desceram. Na Liga principal ficam algumas equipas cujos adeptos que vão ao estádio cabem todos dentro de um autocarro. Mas os resultados é que contam. Mesmo que tenham razões de queixa, das arbitragens e não só, uma coisa é certa: estavam a pedi-las. Quem tem como treinadores Jaime Pacheco e Vítor Pontes e quem aposta em Carlos Carvalhal e José Couceiro estava a arriscar. E, às vezes, quem arrisca petisca. Eu sei que nestes 4 treinadores há alguns que estão "muito bem posicionados para..." como agora é moda dizer-se. Não duvido: um fato e uma gravata e meia dúzia de banalidades futeboleiras são suficientes para se fazer um treinador, neste país onde o grau de exigência face à maioria das actividades é mínimo.
Mas uma coisa é certa, nenhum deles entrou por ali dentro obrigando os clubes a contratá-los. Venham com as desculpas todas, legítimas ou não, as direcções do Guimarães e do Belenenses são as principais responsáveis. E é bonito ver gente a assumir as suas resposabilidades.
Mas eu não tenho nada que ver com isso. Não façam caso.
Os intervalos
Ao tomar conhecimento do que se foi passando nas últimas 2 jornadas - com vários jogos em simultâneo - apercebi-me que vários jornalistas, comentadores, jogadores e treinadores referiram que houve jogos com arbitragens completamente diferentes da primeira para a segunda parte. Não vale a pena estar aqui a enumerar todas as situações; até o mais distraído dos adeptos deu conta. Parece-me que os jogadores e treinadores não foram os únicos a fazer contas ao intevalo...
Ao tomar conhecimento do que se foi passando nas últimas 2 jornadas - com vários jogos em simultâneo - apercebi-me que vários jornalistas, comentadores, jogadores e treinadores referiram que houve jogos com arbitragens completamente diferentes da primeira para a segunda parte. Não vale a pena estar aqui a enumerar todas as situações; até o mais distraído dos adeptos deu conta. Parece-me que os jogadores e treinadores não foram os únicos a fazer contas ao intevalo...
Friday, May 05, 2006
Esta mania que os rafeiros têm de se atirarem aos tornozelos das pessoas
Os presidentes do Nacional e do galinheiro prosseguem na sua estratégia de acusarem os outros daquilo que eles próprios são. É por causa da mania das grandezas que os dois têm: estão tão cheios de si que resolveram colocar espelhos por todo o lado onde passam. Resultado: a sua imagem persegue-os de tal maneira que eles só se vêem a si. E assim temos o mais vulgar dos patos-bravos a chamar vulgar a um jogador que marcou vários golos à sua equipazeca. E depois vem também o mais rasteiro dos candidatos a mafioso-mor do futebol português a chamar baixo a uma pessoa.
Não há ninguém a verificar se têm as vacinas em dia para poderem andar na rua?
Os presidentes do Nacional e do galinheiro prosseguem na sua estratégia de acusarem os outros daquilo que eles próprios são. É por causa da mania das grandezas que os dois têm: estão tão cheios de si que resolveram colocar espelhos por todo o lado onde passam. Resultado: a sua imagem persegue-os de tal maneira que eles só se vêem a si. E assim temos o mais vulgar dos patos-bravos a chamar vulgar a um jogador que marcou vários golos à sua equipazeca. E depois vem também o mais rasteiro dos candidatos a mafioso-mor do futebol português a chamar baixo a uma pessoa.
Não há ninguém a verificar se têm as vacinas em dia para poderem andar na rua?
Tuesday, May 02, 2006
A andar de bicicleta nunca vi. A treinar uma equipa de futebol anda aí um
O treinador do galinheiro não é nada inteligente. E não tem memória. Se tivesse, lembrava-se de como a sua equipa roubou o Rio Ave para lá ter conseguido uma vitória. É um fraco; não é capaz de assumir as suas falhas e invoca mistificações estapafúrdias para se referir às vitórias dos outros. É um cobarde: insinua em vez de provar. Se fosse homem, com cara, dizia tudo o que sabe sobre as “alegadas” facilidades que o Rio Ave concedeu ao SPORTING, no jogo disputado em Vila do Conde e não em Loulé. Ainda lhe estão atravessadas as duas derrotas contra o SPORTING. Como tal, não perde uma oportunidade de falar do nosso clube. Nunca diz nada de jeito e até nos diverte, o que não é de estranhar vindo de quem tem a inteligência de um daqueles tamancos de madeira que se usam lá na terra dele. Para se livrar das suas responsabilidades não se coíbe de colocar em causa o profissionalismo de uma equipa em situação difícil para evitar a descida – vamos ver no fim como é que o Rio Ave ficaria classificado se pudesse contar com os três pontos que lhes foram retirados no jogo contra o galinheiro. Foi, ao longo da época, o treinador com os comentários mais ordinários que se ouviram acerca de jogos e arbitragens – as tais que ele diz que não comenta. Comentários tão baixos que já nem no futebol português são habituais.
Tenho uma grande curiosidade relativa a este assunto: o que diriam os editorialistas e outros articulistas da praça se estas declarações tivessem sido feitas por Paulo Bento ou Co Adriaanse? E como seria a capa d'A Bola?
Termino com as sábias palavras de Danielson: "O Liedson fez o que quis da defesa do Benfica no jogo da Luz e o senhor Koeman não veio dizer que os golos tinham sido ridículos ou que tinham sido facilitados." Pois é, Danielson. A diferença está na inteligência, que uns têm e outros não.
Leitão da Bairrada a caminho do PSV (só falta levar uma rodela de laranja na boca).
O treinador do galinheiro não é nada inteligente. E não tem memória. Se tivesse, lembrava-se de como a sua equipa roubou o Rio Ave para lá ter conseguido uma vitória. É um fraco; não é capaz de assumir as suas falhas e invoca mistificações estapafúrdias para se referir às vitórias dos outros. É um cobarde: insinua em vez de provar. Se fosse homem, com cara, dizia tudo o que sabe sobre as “alegadas” facilidades que o Rio Ave concedeu ao SPORTING, no jogo disputado em Vila do Conde e não em Loulé. Ainda lhe estão atravessadas as duas derrotas contra o SPORTING. Como tal, não perde uma oportunidade de falar do nosso clube. Nunca diz nada de jeito e até nos diverte, o que não é de estranhar vindo de quem tem a inteligência de um daqueles tamancos de madeira que se usam lá na terra dele. Para se livrar das suas responsabilidades não se coíbe de colocar em causa o profissionalismo de uma equipa em situação difícil para evitar a descida – vamos ver no fim como é que o Rio Ave ficaria classificado se pudesse contar com os três pontos que lhes foram retirados no jogo contra o galinheiro. Foi, ao longo da época, o treinador com os comentários mais ordinários que se ouviram acerca de jogos e arbitragens – as tais que ele diz que não comenta. Comentários tão baixos que já nem no futebol português são habituais.
Tenho uma grande curiosidade relativa a este assunto: o que diriam os editorialistas e outros articulistas da praça se estas declarações tivessem sido feitas por Paulo Bento ou Co Adriaanse? E como seria a capa d'A Bola?
Termino com as sábias palavras de Danielson: "O Liedson fez o que quis da defesa do Benfica no jogo da Luz e o senhor Koeman não veio dizer que os golos tinham sido ridículos ou que tinham sido facilitados." Pois é, Danielson. A diferença está na inteligência, que uns têm e outros não.
Leitão da Bairrada a caminho do PSV (só falta levar uma rodela de laranja na boca).
Friday, April 28, 2006
Thursday, April 27, 2006
Está a começar e já enjoa
Como contribuinte fiscal - com tudo em dia - também devo poder dar a minha opinião acerca desta novela mexicana com personagens brasileiros, ingleses e portugueses. Ou não é verdade que, embora por via indirecta, há dinheiro do orçamento de estado a pagar a equipa técnica nacional?
Se o presidente da FPF fosse capaz de tomar atitudes como a grande maioria das pessoas fazem, mandava este sr. Scolari calar-se com os seus negócios pessoais enquanto estiver a ser pago para treinar a selecção portuguesa. Quando o seu contrato acabar então que fale da sua vidinha com quem lhe apetecer e quando lhe apetecer, mas longe daqui, s.f.f.
Como contribuinte fiscal - com tudo em dia - também devo poder dar a minha opinião acerca desta novela mexicana com personagens brasileiros, ingleses e portugueses. Ou não é verdade que, embora por via indirecta, há dinheiro do orçamento de estado a pagar a equipa técnica nacional?
Se o presidente da FPF fosse capaz de tomar atitudes como a grande maioria das pessoas fazem, mandava este sr. Scolari calar-se com os seus negócios pessoais enquanto estiver a ser pago para treinar a selecção portuguesa. Quando o seu contrato acabar então que fale da sua vidinha com quem lhe apetecer e quando lhe apetecer, mas longe daqui, s.f.f.
Monday, April 24, 2006
SPORTING - Vencedor da Taça de Portugal / Futsal
Quase não é notícia nos jornais desportivos, nem nos gerais, mas aconteceu. Deve ser por falta de espaço. Não acredito que seja apenas para passar ao lado de mais uma derrota do derrotado. Parabéns aos vencedores.
Quase não é notícia nos jornais desportivos, nem nos gerais, mas aconteceu. Deve ser por falta de espaço. Não acredito que seja apenas para passar ao lado de mais uma derrota do derrotado. Parabéns aos vencedores.
A saga continua
Mais um capítulo da majestosa campanha destinada a colocar o clube do galinheiro na Liga dos Campeões.
Vale tudo. Desta vez, mais dois gatunos disfarçados de árbitros de futebol apareceram em Alvalade com o objectivo de prejudicar o SPORTING. Isto não significa que tenham ajudado a Naval; em matéria de despromoção o Paços de Ferreira é quem está nas graças dos homenzinhos do apito.
Desta vez tivemos um energúmeno, de nome Resende, que é dos que nem categoria tem para disfarçar a aldrabice que o motiva. Ajudado por um rídiculo bandeirinha que armou para lá uma coreografia a imitar aqueles tipos que dançam ao lado dos cantores pimba. Pegou moda nos árbitros essa treta dos reality shows. Estes ladrões têm que pagar por aquilo que fizeram. Se não, abram imediatamente as portas de todas as cadeias porque é uma injustiça para os que lá estão dentro. Se isto não fosse a sério, dava para rir, lá isso dava.
Mais um capítulo da majestosa campanha destinada a colocar o clube do galinheiro na Liga dos Campeões.
Vale tudo. Desta vez, mais dois gatunos disfarçados de árbitros de futebol apareceram em Alvalade com o objectivo de prejudicar o SPORTING. Isto não significa que tenham ajudado a Naval; em matéria de despromoção o Paços de Ferreira é quem está nas graças dos homenzinhos do apito.
Desta vez tivemos um energúmeno, de nome Resende, que é dos que nem categoria tem para disfarçar a aldrabice que o motiva. Ajudado por um rídiculo bandeirinha que armou para lá uma coreografia a imitar aqueles tipos que dançam ao lado dos cantores pimba. Pegou moda nos árbitros essa treta dos reality shows. Estes ladrões têm que pagar por aquilo que fizeram. Se não, abram imediatamente as portas de todas as cadeias porque é uma injustiça para os que lá estão dentro. Se isto não fosse a sério, dava para rir, lá isso dava.
SPORTING CLUBE DE PORTUGAL - Eleições
Aguardei alguns dias até que os anunciados candidatos formalizassem as suas candidaturas. Deste modo pretendo referir-me aqui às ideias e objectivos anunciados pelos candidatos em vez de comentar intenções dispersamente atiradas para os meios de comunicação. Tomo como fonte as informações referidas pelas respectivas candidaturas.
Guilherme Lemos
Não conheço muito bem este candidato; sei que já foi dirigente do Estrela da Amadora e pouco mais. Nem sequer tinha ideia dele como pessoa tão interessada pelos destinos do SPORTING. E nisso não há mal nenhum. O que para mim é problema é aquilo que G. Lemos vem dizendo. O prospecto distribuído pela sua candidatura não é esclarecedor acerca do que ali está em causa. Começa logo por incorrer no erro de não ser minimamente claro: confunde diagnósticos com soluções e fala em projectos (conceito que não é o meu preferido) em vez de objectivos (o que eu gostava mais que os candidatos utilizassem). No que respeita a medidas concretas que G. Lemos pretende concretizar é o vazio total: são referidas intenções difusas sem nenhuma sustentação em termos práticos. Capazes de serem ditas por qualquer sócio mas que, por serem de tal modo vagas não significam nada de concreto. “Devolver o SPORTING aos sócios”; “Um SPORTING universal que seja o orgulho de todos os sportinguistas” e “Fortalecer a mística do SPORTING” são frases de tal modo vagas que não indicam nada acerca do que seria a gestão do clube. E muito menos justificam uma candidatura à presidência do clube. Se não fosse assim qualquer sócio se candidatava porque qualquer sócio pretende “fortalecer a mística do SPORTING”, por exemplo. No que respeita ao item intitulado “Actividade Económica”, esta candidatura é de uma pobreza colossal. Aponta duas medidas para a solução deste problema: “Recuperação e fidelização dos sócios” e “Campanha de angariação de novos sócios junto da nossa juventude”. Custa-me a acreditar que G. Lemos seja tão ingénuo ao ponto de crer que a “actividade económica” do SPORTING tem o seu core business na admissão de sócios. Como candidato, G. Lemos devia saber que as quotizações não são financeiramente suficientes para a sustentabilidade de um clube como o SPORTING. Os problemas económicos e de tesouraria do SPORTING têm que ser resolvidos de outro modo. Se G. Lemos não percebeu isto então é porque não percebeu nada do que é a gestão de um clube com a dimensão do SPORTING. Eu também desejo que o SPORTING tenha mais sócios e fidelize aqueles que já possui; mas não estou à espera que 80 mil pagantes (o que seria um óptimo nº) seja panaceia para os nossos males. O incremento de sócios é positivo. Mas é para os ter no estádio, a comprar artigos do clube, a apoiar as várias equipas do clube, a participar nos órgãos de discussão do clube e a viverem o clube. Isto contribuirá para a questão económica, mas não é por si só a solução. Apontar estas medidas revela, para mim, que este candidato não tem mais ideia nenhuma acerca da sustentabilidade financeira do clube, o que é muito mau para um candidato a presidente. Nem sequer vou comentar tópicos soltos que aparecem no prospecto como “Símbolos do clube”; “Velhas glórias” e “Provedor do sócio”. Não passam de frases vagas a apelar a um certo sentimentalismo dos sócios mas que não querem dizer nada. Mas não me dispenso de comentar este: “Formar homens”. G. Lemos deve julgar que o SPORTING é a tropa e a Academia deve ser um misto de recruta com internato juvenil. Completamente errado. Dos jovens atletas fazem-se grandes atletas quando a estrutura que os forma é organizada e tem objectivos claros, não só a nível desportivo, coisa que eu não acredito que G. Lemos seja capaz de implementar. Quanto às pessoas que G. Lemos indica não tenho nada a dizer porque não as conheço (o que é capaz de não ser bom sinal). E não tenho muito mais a referir: isto é para mim uma candidatura para marcar posição, sobretudo nos meios de comunicação e não para vir a dirigir o clube. Espero que tenha uma votação baixíssima apenas para demonstrar que os sócios do SPORTING sabem o que querem. Se há 50 anos isto bastava para se ser candidato, hoje não. E ainda bem.
Abrantes Mendes
Para perceber o que esta candidatura tem para dizer socorri-me do site oficial. Dispenso-me de comentar outra vez a salgalhada que aquilo é: nem é bom lembrar. A candidatura de A. Mendes – sem querer, ou talvez não – incorre no mesmo erro de misturar diagnóstico com objectivos a concretizar. O que eu acho que acontece porque se pretende lançar confusão na cabeça dos sócios. Vejamos: que sentido é que faz colocar a frase “Connosco não haverá delegações em gente que só se tem aproveitado do Clube!” na lista de objectivos? Um objectivo não é aquilo que se pretende realizar? Que raio de objectivo é este? Vamos à questão financeira: começa logo com uma contradição. A. Mendes diz que “Com tudo o que foi referido, o Sporting está hoje nas mãos de instituições bancárias e de algumas pessoas que nada têm de sportinguistas mas que se têm servido da “marca“ Sporting para movimentar valores que o Clube não tem mas que vai ter de pagar!” e depois vem dizer que “Iremos falar com a Banca para conhecer quais são os compromissos assumidos pelo Clube, porque queremos encontrar as melhores soluções para os respeitar”. Em que é que ficamos? Vão retirar o clube das “mãos da banca” e depois de onde vem o dinheiro? A. Mendes devia saber que este tipo de declarações, embora no imediato satisfaçam os ouvidos de alguns sócios, são perigosas porque começam logo por colocar o clube numa posição de inferioridade com a banca com a qual tem que negociar. Diz que “retira o clube das mãos da banca” e anuncia como trunfo eleitoral a possibilidade de contratualizar mais um empréstimo bancário de 20 milhões de euros… Acho bom que se decida: ou sim ou sopas – ou será que acha uma coisa de manhã e outra à tarde? A não ser que A. Mendes rompa todos os acordos financeiros com os bancos e apareça com o dinheiro necessário. Se conseguir fazer isso, que patenteie imediatamente a fórmula porque há milhões por esse mundo fora que não se importavam nada de deixar de estar nas mãos dos bancos, continuando a ter casa, carro, dinheiro para sustentar a família e, se possível um extra para as férias. Isto para mim não passa de uma frase fácil para cativar sócios: toda a gente sabe que um adepto se pauta sempre pela ideia de independência e auto-suficiência e, como tal soa bem ouvir isto. O problema é saber com que dinheiro é que se paga aos jogadores e demais funcionários do clube ao fim do mês. A. Mendes diz que estes empréstimos se devem ao total fracasso das anteriores direcções. Está enganado. É certo que houve anteriores direcções muito más (falarei disso mais à frente), mas o principal motivo do nosso endividamento foi a construção do estádio e da academia de Alcochete. E que eu tivesse dado conta nenhum dos actuais elementos desta candidatura apareceu na altura a dizer para não se fazerem essas obras porque elas implicavam a constituição de avultadas dívidas à banca. A grande maioria dos sportinguistas achou muito bem que se tivessem feito estes investimentos em infra-estruturas. Ainda acerca da questão financeira, veja-se como uma proposta - má, digo eu – redundou numa desautorização pública do candidato: como alternativa à venda de algum património não desportivo que, parece, tanto orgulho causa em alguns sócios, A. Mendes propõe que o clube contraia um empréstimo à banca no valor de 20 milhões de euros. Pondo de parte a contradição que é uma direcção que quer “tirar o clube das mãos das instituições bancárias” ir contrair mais um empréstimo, ou seja, mais uma despesa ao fim do mês, porque é isso que qualquer empréstimo significa, A. Mendes pediu uma reunião com um banco e veio logo para os meios de comunicação dizer que já tinha garantido o tal empréstimo. A desautorização deu-se quando um administrador, Alípio Dias, veio dizer que não se tratou de nada disso e que, como representante do banco, apenas disse aquilo que diz a outros parceiros deste tipo de empréstimos: que um acordo, financeiro tal como qualquer outro, pode sempre ser alterado desde que haja acordo das partes. A. Mendes pensou que os sócios do SPORTING iam ficar impressionados ao vê-lo sair a porta do banco e dizer: “está tratado”. Os sócios do SPORTING sabem que não é assim. Porque os sócios do SPORTING têm contas, vão aos bancos, pagam a prestação da casa, etc. Resumindo: A. Mendes diz que não vende património e que não quer estar dependente dos bancos. Só não diz é onde é que pretende ir buscar o dinheiro. Mas há mais. A. Mendes avança com a seguinte medida: “Fazer crescer as receitas em 70%”. Isto sem nenhuma sustentação. Disse 70% mas podia ter dito 150%. Como não diz a maneira de isso se fazer, qualquer número serve. Frases destas qualquer um é capaz de escrever 50. A questão não é o QUE SE QUER FAZER. Porque aí queremos todos o mesmo: um grande clube, em todos os aspectos. A questão é COMO SE VAI FAZER. Umas eleições servem para se dizer como é que se pretende cumprir um programa. Para que os sócios possam optar. Fico com a sensação que os sócios do SPORTING, assim, não estão perante uma alternativa. Estão apenas perante um vago projecto de intenções não especificadas, pontuado por muitos ressabiamentos e quezílias pessoais. Vamos ao futebol. Acaba por ser menos demorado porque, curiosamente, sobre este aspecto, A. Mendes vai dizendo muito pouco. Para este candidato: ”O FUTEBOL merecerá um empenhamento cuidado e responsável, com Sportinguistas especializados no seu comando, liderados pelo Presidente, Dr. Juiz Abrantes Mendes, de modo a sermos nós a gerir o nosso destino e não a entregá-lo a quem está ao serviço de interesses que lesam o Sporting!” Ou seja, parece que tudo se resume a um empenhamento "cuidado" e "responsável". Se esta é a única coisa que é capaz de dizer acerca do futebol, estamos mesmo muito mal! A. Mendes já disse que planeia ser ele e um director desportivo (José Couceiro) a gerir o futebol. José Couceiro??? Aquele que já lá esteve e que tanto disparate fez? A. Mendes diz que vai cortar com a “gestão danosa” do passado… indo buscar um dos protagonistas dessa mesma gestão péssima a todos os níveis. Ou já se esqueceu do papel que J. Couceiro desempenhou no SPORTING? Teríamos o Carlão do chupa-chupa de volta? Quanto aos nomes que foram avançados, nesta candidatura há pessoas por quem tenho estima como Isabel Trigo de Mira, Manuel Fernandese Jordão por exemplo. Ainda assim o que vejo lá é uma data de espontâneos que dão o nome e a cara, nalguns casos, apenas para aparecerem a dizer que são candidatos a “qualquer coisa” no SPORTING. Acredito que haja pessoas bem intencionadas nesta candidatura. Mas há lá outros… daqueles que nós até pagávamos para não os vermos lá. A título de exemplo, o Oceano. Trata-se de um daqueles ex-jogadores nos quais eu não vislumbro muita mística sportinguista, o que quer que isso seja. Que valor acrescentado é que ele pode trazer para o SPORTING? Quer-se embrulhar a criatura com a capa da mística e do sportinguismo. Mas ninguém sabe que cargo é que ele é capaz de desempenhar com competência e conhecimento de causa. Mais um “director desportivo”? Pelo amor da santa (e eu que nem sou crente, vejam lá…). Até podia vir aqui avivar a memória de A. Mendes com alguns factos históricos como a sua passagem pelo SPORTING em finais da década de 80. Mas não quero recordar um dos momentos mais tristes da história do nosso clube (Jorge Gonçalves, lembram-se?). Espero apenas que A. Mendes, que tanto gosta de referir as administrações passadas, se lembre que ele também já lá esteve, e não deixou grande saudade. Esta candidatura preocupa-me. Personifica o populismo básico para cativar alguns descontentes. Como se o descontentamento – de certa forma legítimo, diga-se – se resolvesse com estes chavões populistas. Uma candidatura que não responde a nada do que é essencial para a resolução dos problemas do clube, é o que eu acho.
Soares Franco
Devo começar por dizer que não gostei deste avança-recua-talvez avance de Soares Franco. Mas também acho que não é o fim do mundo mudar de opinião. Já todos mudámos de opinião acerca de muitas coisas e ainda bem que assim é. Sempre fui um defensor da realização de eleições no clube. A administração de Dias da Cunha estava remendada e incapaz de dar conta das tarefas que lhe cabiam como, infelizmente, tivemos oportunidade de verificar. Soares Franco não seria, à partida, a pessoa que eu indicaria para a candidatura ao cargo. Mas foi ele que se candidatou e constituiu uma lista com a qual somos confrontados. Por isso, é essa que temos que analisar. Aquilo que S. Franco apresenta como “Pilares do Projecto” são basicamente ideias que apostam na continuidade, mas com algumas inevitáveis mudanças. No plano económico / financeiro as coisas não diferem muito. O clube está endividado. Esse foi o preço a pagar pelas mudanças de infra-estruturas em que se envolveu. Eu acho essas mudanças importantes (estádio e academia) e, como tal, aceito que esse preço tenha que ser pago: temos que recorrer a parcerias financeiras com a banca porque o clube não tem capacidade de as suportar por si. Mas gostava que a gestão que S. Franco propõe fosse mais rigorosa do que aquela que tivemos até agora. Entendo que não há, nem nunca devia ter havido, lugar à criação de tanta empresa no grupo SPORTING, com tanto administrador e demais funcionários. Esse erro não pode voltar a ser cometido. Tal como não se pode voltar a cometer o erro de, para a área do futebol, por exemplo, se fazer tanta escolha mal feita: Fernando Santos, José Peseiro; Paulo de Andrade, Rui Meireles e mais alguns, foram péssimas escolhas que, cada um à sua maneira e com a sua contribuição específica, se traduziram em maus resultados desportivos e consequentemente económicos. Não se pode falhar duas vezes seguidas na contratação de treinador; não há estrutura que aguente. E não se pode contratar um administrador profissional para o futebol que, passados uns meses, se percebe que não está preparado para desempenhar esse cargo. Espero que S. Franco pense bem no que se passou porque há falhas que não se podem voltar a repetir. Das ideias que S. Franco apresenta para a questão económica / financeira concordo com a alienação de algum património não-desportivo, como já tive oportunidade de referir noutras ocasiões. Também acho que se deve tentar expandir o nº de sócios e a dinamização da área do marketing e apoio de sponsors, mas não tenho a veleidade de achar, como G. Lemos e A. Mendes que isso basta para resolver os problemas financeiros do clube. O equilíbrio financeiro do clube só se faz com uma equipa competitiva que ganhe algumas das provas em que participa: esse é o melhor marketing que pode haver. Nenhuma campanha de sócios angaria tantos como o facto de o clube vencer um campeonato. Nenhuma campanha de marketing faz vender tantas camisolas como o facto de termos um goleador como Jardel. O marketing no futebol não funciona do mesmo modo que em outras áreas. E há pretensos gestores e candidatos a gestores que ainda não entenderam isso. Isso é que é a mística. E a mística não se preserva por decreto assinado num folheto de campanha eleitoral. A mística constrói-se com vitórias. No que diz respeito ao papel dos sócios, acho que S. Franco deve apostar em fazer mais do que até aqui foi feito. Aos sócios deve ser dada importância no modo como eles participam na vida do clube. A este respeito temos que arrepiar caminho porque o que foi feito nos últimos anos foi muito mau. Quanto ao ecletismo, entendo que o clube o deve manter por ser vital para a solidificação da ideia do SPORTING como o melhor clube português e um dos melhores do mundo. Acho que isso deve passar pela dinamização de parcerias com o mundo empresarial. Assim sendo acho que devemos ser cautelosos na introdução de mais modalidades. Mais vale preservar aquelas que já temos (andebol e atletismo, por exemplo) do que estar a introduzir modalidades que daqui por três anos fecham sem ganhar nada e com ordenados em atraso. Também quero que o SPORTING volte a ter outras modalidades. Prefiro que esses passos sejam dados com cautelas de modo a que não se falhe. No que diz respeito às pessoas, devo dizer que a lista de S. Franco é a que engloba aqueles que eu acho os mais capazes para a tarefa que se avizinha. Destaco apenas Miguel Ribeiro Telles e José Eduardo Bettencourt porque são dirigentes em quem deposito esperança na espinhosa missão que é gerir o maior clube português: o nosso SPORTING.
Vou votar em S. Franco. E voto porque entendo que esta é, de todas, a lista que apresenta as melhores ideias, que as sustenta melhor e que indica as pessoas mais capazes de as concretizar. Faço isto em nome do SPORTING. Prolifera por aí uma onda que consiste em fazer crer que quem apoia S. Franco tem um qualquer interesse escondido, ao passo que os apoiantes das outras listas é que são os “sérios” e “abnegados”. Não acredito neste tipo de visões maniqueístas. Sou sócio e accionista da SAD e é o SPORTING que eu defendo e defenderei.
VIVA O SPORTING! SEMPRE!
Aguardei alguns dias até que os anunciados candidatos formalizassem as suas candidaturas. Deste modo pretendo referir-me aqui às ideias e objectivos anunciados pelos candidatos em vez de comentar intenções dispersamente atiradas para os meios de comunicação. Tomo como fonte as informações referidas pelas respectivas candidaturas.
Guilherme Lemos
Não conheço muito bem este candidato; sei que já foi dirigente do Estrela da Amadora e pouco mais. Nem sequer tinha ideia dele como pessoa tão interessada pelos destinos do SPORTING. E nisso não há mal nenhum. O que para mim é problema é aquilo que G. Lemos vem dizendo. O prospecto distribuído pela sua candidatura não é esclarecedor acerca do que ali está em causa. Começa logo por incorrer no erro de não ser minimamente claro: confunde diagnósticos com soluções e fala em projectos (conceito que não é o meu preferido) em vez de objectivos (o que eu gostava mais que os candidatos utilizassem). No que respeita a medidas concretas que G. Lemos pretende concretizar é o vazio total: são referidas intenções difusas sem nenhuma sustentação em termos práticos. Capazes de serem ditas por qualquer sócio mas que, por serem de tal modo vagas não significam nada de concreto. “Devolver o SPORTING aos sócios”; “Um SPORTING universal que seja o orgulho de todos os sportinguistas” e “Fortalecer a mística do SPORTING” são frases de tal modo vagas que não indicam nada acerca do que seria a gestão do clube. E muito menos justificam uma candidatura à presidência do clube. Se não fosse assim qualquer sócio se candidatava porque qualquer sócio pretende “fortalecer a mística do SPORTING”, por exemplo. No que respeita ao item intitulado “Actividade Económica”, esta candidatura é de uma pobreza colossal. Aponta duas medidas para a solução deste problema: “Recuperação e fidelização dos sócios” e “Campanha de angariação de novos sócios junto da nossa juventude”. Custa-me a acreditar que G. Lemos seja tão ingénuo ao ponto de crer que a “actividade económica” do SPORTING tem o seu core business na admissão de sócios. Como candidato, G. Lemos devia saber que as quotizações não são financeiramente suficientes para a sustentabilidade de um clube como o SPORTING. Os problemas económicos e de tesouraria do SPORTING têm que ser resolvidos de outro modo. Se G. Lemos não percebeu isto então é porque não percebeu nada do que é a gestão de um clube com a dimensão do SPORTING. Eu também desejo que o SPORTING tenha mais sócios e fidelize aqueles que já possui; mas não estou à espera que 80 mil pagantes (o que seria um óptimo nº) seja panaceia para os nossos males. O incremento de sócios é positivo. Mas é para os ter no estádio, a comprar artigos do clube, a apoiar as várias equipas do clube, a participar nos órgãos de discussão do clube e a viverem o clube. Isto contribuirá para a questão económica, mas não é por si só a solução. Apontar estas medidas revela, para mim, que este candidato não tem mais ideia nenhuma acerca da sustentabilidade financeira do clube, o que é muito mau para um candidato a presidente. Nem sequer vou comentar tópicos soltos que aparecem no prospecto como “Símbolos do clube”; “Velhas glórias” e “Provedor do sócio”. Não passam de frases vagas a apelar a um certo sentimentalismo dos sócios mas que não querem dizer nada. Mas não me dispenso de comentar este: “Formar homens”. G. Lemos deve julgar que o SPORTING é a tropa e a Academia deve ser um misto de recruta com internato juvenil. Completamente errado. Dos jovens atletas fazem-se grandes atletas quando a estrutura que os forma é organizada e tem objectivos claros, não só a nível desportivo, coisa que eu não acredito que G. Lemos seja capaz de implementar. Quanto às pessoas que G. Lemos indica não tenho nada a dizer porque não as conheço (o que é capaz de não ser bom sinal). E não tenho muito mais a referir: isto é para mim uma candidatura para marcar posição, sobretudo nos meios de comunicação e não para vir a dirigir o clube. Espero que tenha uma votação baixíssima apenas para demonstrar que os sócios do SPORTING sabem o que querem. Se há 50 anos isto bastava para se ser candidato, hoje não. E ainda bem.
Abrantes Mendes
Para perceber o que esta candidatura tem para dizer socorri-me do site oficial. Dispenso-me de comentar outra vez a salgalhada que aquilo é: nem é bom lembrar. A candidatura de A. Mendes – sem querer, ou talvez não – incorre no mesmo erro de misturar diagnóstico com objectivos a concretizar. O que eu acho que acontece porque se pretende lançar confusão na cabeça dos sócios. Vejamos: que sentido é que faz colocar a frase “Connosco não haverá delegações em gente que só se tem aproveitado do Clube!” na lista de objectivos? Um objectivo não é aquilo que se pretende realizar? Que raio de objectivo é este? Vamos à questão financeira: começa logo com uma contradição. A. Mendes diz que “Com tudo o que foi referido, o Sporting está hoje nas mãos de instituições bancárias e de algumas pessoas que nada têm de sportinguistas mas que se têm servido da “marca“ Sporting para movimentar valores que o Clube não tem mas que vai ter de pagar!” e depois vem dizer que “Iremos falar com a Banca para conhecer quais são os compromissos assumidos pelo Clube, porque queremos encontrar as melhores soluções para os respeitar”. Em que é que ficamos? Vão retirar o clube das “mãos da banca” e depois de onde vem o dinheiro? A. Mendes devia saber que este tipo de declarações, embora no imediato satisfaçam os ouvidos de alguns sócios, são perigosas porque começam logo por colocar o clube numa posição de inferioridade com a banca com a qual tem que negociar. Diz que “retira o clube das mãos da banca” e anuncia como trunfo eleitoral a possibilidade de contratualizar mais um empréstimo bancário de 20 milhões de euros… Acho bom que se decida: ou sim ou sopas – ou será que acha uma coisa de manhã e outra à tarde? A não ser que A. Mendes rompa todos os acordos financeiros com os bancos e apareça com o dinheiro necessário. Se conseguir fazer isso, que patenteie imediatamente a fórmula porque há milhões por esse mundo fora que não se importavam nada de deixar de estar nas mãos dos bancos, continuando a ter casa, carro, dinheiro para sustentar a família e, se possível um extra para as férias. Isto para mim não passa de uma frase fácil para cativar sócios: toda a gente sabe que um adepto se pauta sempre pela ideia de independência e auto-suficiência e, como tal soa bem ouvir isto. O problema é saber com que dinheiro é que se paga aos jogadores e demais funcionários do clube ao fim do mês. A. Mendes diz que estes empréstimos se devem ao total fracasso das anteriores direcções. Está enganado. É certo que houve anteriores direcções muito más (falarei disso mais à frente), mas o principal motivo do nosso endividamento foi a construção do estádio e da academia de Alcochete. E que eu tivesse dado conta nenhum dos actuais elementos desta candidatura apareceu na altura a dizer para não se fazerem essas obras porque elas implicavam a constituição de avultadas dívidas à banca. A grande maioria dos sportinguistas achou muito bem que se tivessem feito estes investimentos em infra-estruturas. Ainda acerca da questão financeira, veja-se como uma proposta - má, digo eu – redundou numa desautorização pública do candidato: como alternativa à venda de algum património não desportivo que, parece, tanto orgulho causa em alguns sócios, A. Mendes propõe que o clube contraia um empréstimo à banca no valor de 20 milhões de euros. Pondo de parte a contradição que é uma direcção que quer “tirar o clube das mãos das instituições bancárias” ir contrair mais um empréstimo, ou seja, mais uma despesa ao fim do mês, porque é isso que qualquer empréstimo significa, A. Mendes pediu uma reunião com um banco e veio logo para os meios de comunicação dizer que já tinha garantido o tal empréstimo. A desautorização deu-se quando um administrador, Alípio Dias, veio dizer que não se tratou de nada disso e que, como representante do banco, apenas disse aquilo que diz a outros parceiros deste tipo de empréstimos: que um acordo, financeiro tal como qualquer outro, pode sempre ser alterado desde que haja acordo das partes. A. Mendes pensou que os sócios do SPORTING iam ficar impressionados ao vê-lo sair a porta do banco e dizer: “está tratado”. Os sócios do SPORTING sabem que não é assim. Porque os sócios do SPORTING têm contas, vão aos bancos, pagam a prestação da casa, etc. Resumindo: A. Mendes diz que não vende património e que não quer estar dependente dos bancos. Só não diz é onde é que pretende ir buscar o dinheiro. Mas há mais. A. Mendes avança com a seguinte medida: “Fazer crescer as receitas em 70%”. Isto sem nenhuma sustentação. Disse 70% mas podia ter dito 150%. Como não diz a maneira de isso se fazer, qualquer número serve. Frases destas qualquer um é capaz de escrever 50. A questão não é o QUE SE QUER FAZER. Porque aí queremos todos o mesmo: um grande clube, em todos os aspectos. A questão é COMO SE VAI FAZER. Umas eleições servem para se dizer como é que se pretende cumprir um programa. Para que os sócios possam optar. Fico com a sensação que os sócios do SPORTING, assim, não estão perante uma alternativa. Estão apenas perante um vago projecto de intenções não especificadas, pontuado por muitos ressabiamentos e quezílias pessoais. Vamos ao futebol. Acaba por ser menos demorado porque, curiosamente, sobre este aspecto, A. Mendes vai dizendo muito pouco. Para este candidato: ”O FUTEBOL merecerá um empenhamento cuidado e responsável, com Sportinguistas especializados no seu comando, liderados pelo Presidente, Dr. Juiz Abrantes Mendes, de modo a sermos nós a gerir o nosso destino e não a entregá-lo a quem está ao serviço de interesses que lesam o Sporting!” Ou seja, parece que tudo se resume a um empenhamento "cuidado" e "responsável". Se esta é a única coisa que é capaz de dizer acerca do futebol, estamos mesmo muito mal! A. Mendes já disse que planeia ser ele e um director desportivo (José Couceiro) a gerir o futebol. José Couceiro??? Aquele que já lá esteve e que tanto disparate fez? A. Mendes diz que vai cortar com a “gestão danosa” do passado… indo buscar um dos protagonistas dessa mesma gestão péssima a todos os níveis. Ou já se esqueceu do papel que J. Couceiro desempenhou no SPORTING? Teríamos o Carlão do chupa-chupa de volta? Quanto aos nomes que foram avançados, nesta candidatura há pessoas por quem tenho estima como Isabel Trigo de Mira, Manuel Fernandese Jordão por exemplo. Ainda assim o que vejo lá é uma data de espontâneos que dão o nome e a cara, nalguns casos, apenas para aparecerem a dizer que são candidatos a “qualquer coisa” no SPORTING. Acredito que haja pessoas bem intencionadas nesta candidatura. Mas há lá outros… daqueles que nós até pagávamos para não os vermos lá. A título de exemplo, o Oceano. Trata-se de um daqueles ex-jogadores nos quais eu não vislumbro muita mística sportinguista, o que quer que isso seja. Que valor acrescentado é que ele pode trazer para o SPORTING? Quer-se embrulhar a criatura com a capa da mística e do sportinguismo. Mas ninguém sabe que cargo é que ele é capaz de desempenhar com competência e conhecimento de causa. Mais um “director desportivo”? Pelo amor da santa (e eu que nem sou crente, vejam lá…). Até podia vir aqui avivar a memória de A. Mendes com alguns factos históricos como a sua passagem pelo SPORTING em finais da década de 80. Mas não quero recordar um dos momentos mais tristes da história do nosso clube (Jorge Gonçalves, lembram-se?). Espero apenas que A. Mendes, que tanto gosta de referir as administrações passadas, se lembre que ele também já lá esteve, e não deixou grande saudade. Esta candidatura preocupa-me. Personifica o populismo básico para cativar alguns descontentes. Como se o descontentamento – de certa forma legítimo, diga-se – se resolvesse com estes chavões populistas. Uma candidatura que não responde a nada do que é essencial para a resolução dos problemas do clube, é o que eu acho.
Soares Franco
Devo começar por dizer que não gostei deste avança-recua-talvez avance de Soares Franco. Mas também acho que não é o fim do mundo mudar de opinião. Já todos mudámos de opinião acerca de muitas coisas e ainda bem que assim é. Sempre fui um defensor da realização de eleições no clube. A administração de Dias da Cunha estava remendada e incapaz de dar conta das tarefas que lhe cabiam como, infelizmente, tivemos oportunidade de verificar. Soares Franco não seria, à partida, a pessoa que eu indicaria para a candidatura ao cargo. Mas foi ele que se candidatou e constituiu uma lista com a qual somos confrontados. Por isso, é essa que temos que analisar. Aquilo que S. Franco apresenta como “Pilares do Projecto” são basicamente ideias que apostam na continuidade, mas com algumas inevitáveis mudanças. No plano económico / financeiro as coisas não diferem muito. O clube está endividado. Esse foi o preço a pagar pelas mudanças de infra-estruturas em que se envolveu. Eu acho essas mudanças importantes (estádio e academia) e, como tal, aceito que esse preço tenha que ser pago: temos que recorrer a parcerias financeiras com a banca porque o clube não tem capacidade de as suportar por si. Mas gostava que a gestão que S. Franco propõe fosse mais rigorosa do que aquela que tivemos até agora. Entendo que não há, nem nunca devia ter havido, lugar à criação de tanta empresa no grupo SPORTING, com tanto administrador e demais funcionários. Esse erro não pode voltar a ser cometido. Tal como não se pode voltar a cometer o erro de, para a área do futebol, por exemplo, se fazer tanta escolha mal feita: Fernando Santos, José Peseiro; Paulo de Andrade, Rui Meireles e mais alguns, foram péssimas escolhas que, cada um à sua maneira e com a sua contribuição específica, se traduziram em maus resultados desportivos e consequentemente económicos. Não se pode falhar duas vezes seguidas na contratação de treinador; não há estrutura que aguente. E não se pode contratar um administrador profissional para o futebol que, passados uns meses, se percebe que não está preparado para desempenhar esse cargo. Espero que S. Franco pense bem no que se passou porque há falhas que não se podem voltar a repetir. Das ideias que S. Franco apresenta para a questão económica / financeira concordo com a alienação de algum património não-desportivo, como já tive oportunidade de referir noutras ocasiões. Também acho que se deve tentar expandir o nº de sócios e a dinamização da área do marketing e apoio de sponsors, mas não tenho a veleidade de achar, como G. Lemos e A. Mendes que isso basta para resolver os problemas financeiros do clube. O equilíbrio financeiro do clube só se faz com uma equipa competitiva que ganhe algumas das provas em que participa: esse é o melhor marketing que pode haver. Nenhuma campanha de sócios angaria tantos como o facto de o clube vencer um campeonato. Nenhuma campanha de marketing faz vender tantas camisolas como o facto de termos um goleador como Jardel. O marketing no futebol não funciona do mesmo modo que em outras áreas. E há pretensos gestores e candidatos a gestores que ainda não entenderam isso. Isso é que é a mística. E a mística não se preserva por decreto assinado num folheto de campanha eleitoral. A mística constrói-se com vitórias. No que diz respeito ao papel dos sócios, acho que S. Franco deve apostar em fazer mais do que até aqui foi feito. Aos sócios deve ser dada importância no modo como eles participam na vida do clube. A este respeito temos que arrepiar caminho porque o que foi feito nos últimos anos foi muito mau. Quanto ao ecletismo, entendo que o clube o deve manter por ser vital para a solidificação da ideia do SPORTING como o melhor clube português e um dos melhores do mundo. Acho que isso deve passar pela dinamização de parcerias com o mundo empresarial. Assim sendo acho que devemos ser cautelosos na introdução de mais modalidades. Mais vale preservar aquelas que já temos (andebol e atletismo, por exemplo) do que estar a introduzir modalidades que daqui por três anos fecham sem ganhar nada e com ordenados em atraso. Também quero que o SPORTING volte a ter outras modalidades. Prefiro que esses passos sejam dados com cautelas de modo a que não se falhe. No que diz respeito às pessoas, devo dizer que a lista de S. Franco é a que engloba aqueles que eu acho os mais capazes para a tarefa que se avizinha. Destaco apenas Miguel Ribeiro Telles e José Eduardo Bettencourt porque são dirigentes em quem deposito esperança na espinhosa missão que é gerir o maior clube português: o nosso SPORTING.
Vou votar em S. Franco. E voto porque entendo que esta é, de todas, a lista que apresenta as melhores ideias, que as sustenta melhor e que indica as pessoas mais capazes de as concretizar. Faço isto em nome do SPORTING. Prolifera por aí uma onda que consiste em fazer crer que quem apoia S. Franco tem um qualquer interesse escondido, ao passo que os apoiantes das outras listas é que são os “sérios” e “abnegados”. Não acredito neste tipo de visões maniqueístas. Sou sócio e accionista da SAD e é o SPORTING que eu defendo e defenderei.
VIVA O SPORTING! SEMPRE!
Friday, April 21, 2006
Agradecimento público pelo elogio
O único homem que já sabe que o processo Apito Dourado não é nada, deve ter perdido o juízo e resolveu elogiar o SPORTING no seu sermão semanal. A pérola merece transcrição:
"(...) tendo desde há vários anos deixado de frequentar Alvalade — que considero o pior ambiente para poder viver um jogo de futebol, com um público doente de facciosismo como em lado algum - era pacífica a decisão de ver o jogo através da televisão."
Obrigado MST. Não é todos os dias que podemos ler coisas tão bonitas sobre o nosso clube.
O único homem que já sabe que o processo Apito Dourado não é nada, deve ter perdido o juízo e resolveu elogiar o SPORTING no seu sermão semanal. A pérola merece transcrição:
"(...) tendo desde há vários anos deixado de frequentar Alvalade — que considero o pior ambiente para poder viver um jogo de futebol, com um público doente de facciosismo como em lado algum - era pacífica a decisão de ver o jogo através da televisão."
Obrigado MST. Não é todos os dias que podemos ler coisas tão bonitas sobre o nosso clube.
Thursday, April 20, 2006
De fugir
Sobre as ideias de Abrantes Mendes, e dos outros candidatos, direi qualquer coisa na próxima semana.
Mas não posso deixar de alertar para o site (que parece que é oficial) do candidato. Um atentado aos nossos olhos. Só falta um GIF animado com o candidato a rir-se. Uma coisa é certa: se o tal «projecto» para o SPORTING que Abrantes Mendes tem, estiver ao nível do web design do site... estamos conversados.
P.S.: Se se provar que o tal site foi feito por alguém a querer gozar com Abrantes Mendes, eu até apago este post.
Sobre as ideias de Abrantes Mendes, e dos outros candidatos, direi qualquer coisa na próxima semana.
Mas não posso deixar de alertar para o site (que parece que é oficial) do candidato. Um atentado aos nossos olhos. Só falta um GIF animado com o candidato a rir-se. Uma coisa é certa: se o tal «projecto» para o SPORTING que Abrantes Mendes tem, estiver ao nível do web design do site... estamos conversados.
P.S.: Se se provar que o tal site foi feito por alguém a querer gozar com Abrantes Mendes, eu até apago este post.
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