Thursday, January 11, 2007
Friday, January 05, 2007
O presidente do clube onde Nuno Assis joga, aproveitando também a falta de futebol jogado, resolveu armar uma das suas típicas peixeiradas folclóricas. Mais uma que, para não fugir à regra, serve apenas ganhar tempo de antena, satisfazendo assim a sua saloia vaidade pessoal. Baixa o nível da linguagem, como ele gosta, porque só deste modo é que ele se sabe comportar. Tem aquele problema de se dar muito mal com as mais elementares regras da convivência civilizada. Nada a fazer.
Como é tão idiota e descabida toda a rábula apresentada nem vale a pena tentar avaliar os argumentos, até porque o presidente da instituição não apresenta argumento nenhum, e nem sequer sabe o que isso é. Em relação à situação do jogador apenas há a dizer que se ele jogasse num clube dirigido por gente inteligente, tinha cumprido o mês de castigo que lhe faltava cumprir e já estava a jogar há muito, com todo o assunto definitivamente encerrado. O azar de Nuno Assis foi ser jogador da «instituição», esquecendo-se que lá a regra é fazer barulho por tudo e por nada porque todo o barulho é bom para desviar as atenções daquilo que interessa. Como protestaram sem razão, o que agora aconteceu nem é nada de estranhar. A paciência para aturar malta com o «complexo carapau-de-corrrida» não é muita e há pessoas e instituições - como o laboratório de anti-dopagem, por exemplo - a quem não interessa ir por esse caminho. Azar do Nuno Assis.
De novo, apenas a acusação apontada ao secretário de estado do desporto, de que ele está a fazer uma politização do caso - onde a coisa já vai!
Mas se é assim... politizou, está politizado e mainada. Termino porque agora tenho que ir ali a um determinado compartimento da minha casa fazer uma politização que só eu posso fazer por mim.
Thursday, January 04, 2007
Devido à falta de assunto propiciada pela longa paragem nas competições nacionais, os árbitros arranjaram maneira de continuar a ser o centro das atenções, facto, aliás, que lhes dá muito gozo.
Desta vez, parece que querem aumento de salário e estão dispostos a avançar para uma greve. Eu acho bem. No meio dos muitos disparates com que os dirigentes da arbitragem nos têm servido com tanto protesto, a sua ausência dos estádios, devido à tal greve, é a única coisa que se aproveita. Seja por que motivo for, é sempre bom para o futebol português ver os árbitros bem longe dos estádios. Poupam-nos, por uns tempos, às suas artimanhas usuais.
Com as reclamações que eles fazem nem vale a pena perder muito tempo. O pouco de sensato que poderiam reclamar é logo abafado por reivindicações estapafúrdias - a maioria delas - próprias de quem ainda não percebeu bem o que é ser árbitro de futebol, o que é que deve dar origem a uma greve, o que é a realidade de gestão do futebol português e quais os direitos que se podem reivindicar face a uma actividade profissional secundária, tipo part-time. Destaco aquela da proibição de "tanta transmissão televisiva de futebol ao fim-de-semana". Mais do que anotar a estupidez que é vermos os árbitros a dar bitaites sobre programação de televisão, o que é mais misterioso é o facto de não nos explicarem como é que a redução desse número de transmissões constitui motivo para ser referido pela APAF como uma medida positiva para a arbitragem portuguesa. Eles lá saberão.
E como não quero ser apenas crítico dos árbitros, termino com uma sugestão: se não lhes querem pagar as portagens da auto-estrada, resta-lhes sempre a possibilidade de irem por estradas nacionais. Fácil, não?
Wednesday, December 27, 2006
Eu até já tinha andado à procura destas imagens e não as encontrei porque, provavelmente, procurei mal.
Trata-se de um génio - Ronnie O'Sullivan - a fazer a tacada máxima do Snooker (147 pontos) no tempo record de 4 minutos e 36 segundos. Tenho pena das pessoas que não percebem o que isto é. O melhor momento é aos 3 minutos e 23 segundos quando se vê o Mick Price a olhar para o público e a sorrir. Adivinhem lá porquê.
E com este acto de serviço público sentimo-nos logo obrigados a perdoar ao maradona que a seguir refira e poste imagens desse arraial de paneleirice que dá pelo nome de Patinagem Artística.
Thursday, December 21, 2006
Friday, December 15, 2006
Constato um grande vendaval em torno do assunto. O tema, que parecia esquecido, voltou à praça. Mas não acredito que seja desta que o futebol português vai entrar na ordem. Arguido para aqui, processo para acolá, o mais provável é tudo ficar na mesma: corrupção como norma. A nomeação de Maria José Morgado pode trazer aspectos positivos relativamente ao processo. A questão é que, como ela bem disse um dia ao comentar o seu afastamento das funções que desempenhava, mexer no futebol é mexer nas autarquias, na baixa política e na construção e serviços afins. As actividades que fazem mexer o país, da maneira que todos nós sabemos. Que fiquem tranquilos todos os olegários cá da paróquia: a poeira vai assentar e eles vão poder continuar a actuar.
Wednesday, December 06, 2006
O SPORTING voltou a fazer um péssimo jogo. E assim se vê eliminado das provas europeias, nas quais tinha sido depositada alguma esperança. A equipa mostrou falhas graves, daquelas que já tinha mostrado no jogo de 6ª feira. Atravessa um mau momento de forma, com uma evidente quebra física.
Maus momentos toda a gente tem. E eu acredito que, não só nós vamos recuperar desta fase má, como os nossos adversários directos, até ao fim do campeonato, vão ter também este tipo de quebras. Deixemo-los inchar que é para depois o estoiro ser maior.
Percebo que neste tipo de alturas os sócios necessitem de se fazer ouvir. É da natureza humana: todos queremos, em certas alturas, desabafar, arranjar engenhosas justificações, culpar alguém e culparmo-nos a nós próprios.
Apenas algumas horas depois do jogo, vejo por aí uma proliferação de teorias sobre a tal crise do SPORTING que a única coisa imediata a constatar é que o SPORTING é motivo de atenção para muita gente, o que não deixa de ser surpreendente de verificar tratando-se de um clube que não aparece no Guinness.
Os que mais vão opinando são precisamente os que não são sportinguistas. Por parte das televisões, por exemplo, abriu a caça ao comentador instantâneo: não há borra-botas nenhum que não tenha já debitado meia-dúzia de parvoíces sobre «a juventude da equipa», «as falhas nos momentos decisivos», as «precipitações do treinador», a gestão «mais económica do que desportiva da direcção», só para falar de coisas que ouvi de ontem para hoje.
Nada disto me interessa. Todas as opiniões destes comentadores - uns mais ocasionais do que outros - valem para mim zero. A homilía nocturna do sr. Rui Santos concorre com programas tipo Gato Fedorento, não é sobre desporto. Aquele programa da RTPN, que nunca vi do princípio ao fim, vale apenas pelo tipo do Porto, o único capaz de dizer coisas inteligentes. O cineasta, então, é do target Malucos do Riso, sobretudo quando antecipa a constituição das equipas e se mete a falar daquilo que ele acha que são as tácticas. E se nomeio estes artistas é apenas para mostrar o que vale para mim toda esta indústria da opinião. Nada. Se ao menos convidassem alguém que percebesse um bocadinho de futebol...
Quanto ao que os sportinguistas vão dizendo, tudo me parece normal à excepção das críticas ao treinador. Dá a impressão que andava por aí muita gente a encher e à espera de uma falha para soltar tudo cá para fora. As críticas são de louvar. Algumas das apreciações que têm sido feitas sobre o Paulo Bento parecem-me exageradas. Paulo Bento, para mim, é tão bom treinador hoje como era na pré-época quando muita gente se deliciava com a juventude da equipa por si estruturada. Não vejo razões para mudar. Acredito que ele vai saber dar a volta por cima tal como a deu na época passada ao pegar numa equipa que tinha sido treinada, de seguida, por dois desastres como Peseiro e Fernando Santos.
A nossa equipa tem valor. E vai acabar por mostrá-lo. Erro tremendo seria o de mudar de estratégia ao sabor dos resultados. Este trabalho implica continuidade. Por muito pior passou Alex Ferguson no Manchester. Por muito pior está a passar Arsène Wenger no Arsenal e não consta que os dirigentes do Arsenal considerem colocar em causa o rumo traçado.
Acho que devemos fazer o mesmo. Reflectir bem sobre os erros que estamos a cometer - e estamos mesmo a cometer alguns de alguma gravidade - e tomar as decisões sem precipitações de ocasião potenciadas pelos resultados do momento. Devemos continuar a acreditar nos nossos jogadores, sobretudo nos mais inexperientes porque é com eles que vamos ter que contar para dar a volta por cima. Devemos continuar a apostar numa rigorosa gestão financeira. E devemos continuar a acreditar no potencial do nosso clube e dos preciosos adeptos que possui.
Sem querer ser demagógico, acredito que não somos tão maus como se vai por aí dizendo. E vamos saber superar isto. O que não nos mata vai-nos dar força.
SPORTING sempre!
Tuesday, December 05, 2006
Não gostei nada do jogo. Não gostei do desempenho da equipa. Gostei pouco da prestação da maior parte dos jogadores. Não apreciei muito o 11 escolhido pelo Paulo Bento para iniciar o jogo. Gostei muito pouco da arbitragem e detestei o comportamento medricas da equipa adversária.
O que não me impede de continuar a achar que temos uma equipa com valor. Um treinador com capacidades e uns adeptos fantásticos.
Temos que seguir em frente porque há muita coisa para ganhar. Como o jogo de hoje contra o Spartak, por exemplo.
Ao Paulo Bento peço apenas que impeça os jogadores do SPORTING de atirarem a bola para fora sempre que um jogador adversário se atira para o chão. Não se trata de falta de desportivismo ou de respeito pelo adversário: se percebemos que estamos a ser gozados, temos a obrigação de fazer tudo para parar a situação. Chegou a ser patética a forma como as galinhas gozaram com a cena... porque perceberam que os jogadores do SPORTING iam na conversa. Respeito pelo adversário é entrar dentro de campo para jogar futebol. Não é andar ali armado em aprendiz de escuteiro.
José Lima volta ao SPORTING para ocupar o cargo de treinador da equipa de juniores. Luís Martins - que até aqui tinha o sido treinador - sai a meio da época para ir treinar o Portimonense.
Desejo felicidades ao Lima. Acredito no seu valor e na sua dedicação sportinguista. Espero que ele sirva o SPORTING tão bem como o serviu enquanto jogador.
Thursday, November 30, 2006
Friday, November 24, 2006
Thursday, November 23, 2006
Nem tudo está perdido: a nossa equipa ainda pode lutar por uma merecida presença na Taça UEFA. Quem sabe se desta vez para ganhar?
Quanto à Liga dos Campeões devemos apostar em fazer tudo para lá estarmos na próxima época. Neste tipo de provas é preciso estar lá sempre e esperar que numa das vezes as coisas corram bem ou mesmo muito bem como aconteceu ao Porto há pouco tempo atrás. Se só se vai lá de vez em quando a probabilidade é acontecer o que nos tem acontecido a nós.
Para já, nada de desânimos e muita força para ir ganhar à Naval é o que se precisa.
Wednesday, November 22, 2006
Factos, até ver no que isto vai dar
Custa-me bastante falar de José Veiga. Quando tenho que abordar certo tipo de porcaria é sempre com uma sensação de desconforto pela situação. Mas convém dizer duas ou três coisas, referindo-me apenas a evidências.
Agora, na tentativa de escapar a um dos inúmeros processos judiciais que pendem sobre a sua cabeça, resolveu vir atacar o SPORTING e alguns dos seus dirigentes pelas falhas detectadas numa das negociações em que entrou como empresário. Com alguns argumentos mal amanhados lá vai fazendo o circuito dos populistas que tentam usar os meios de comunicação a seu favor. Convém então fazer alguns esclarecimentos.
O SPORTING e alguns dos seus dirigentes prestaram declarações à polícia e nenhum se viu constituído como arguido e com o passaporte retido. O arguido é José Veiga: ele é que teve que pagar uma pesada caução para poder sair em liberdade. Casca-grossa como ele é, vem agora dizer que quer um debate na praça pública porque, diz ele, o SPORTING está a mentir. Sobre este ultimato, o SPORTING nem lhe deve responder. A polícia é que o deve voltar a interrogar para o obrigar a dizer as tais «coisas» que ele diz que sabe e que só revela se o SPORTING não vier para as televisões chafurdar em directo, actividade na qual ele se dá muito bem. Porque se sabe «coisas» que ainda pode vir a dizer é porque não disse tudo à polícia quando foi interrogado, o que é grave. O SPORTING não discute estes assuntos na praça pública, discute-os nos tribunais, onde Veiga não os quer discutir porque sabe que isso não lhe interessa.
O SPORTING deve registar todas as alarvidades que o indivíduo vai despejando pelos meios de comunicação e avançar com processos-crime contra ele. Quanto ao resto, é esperar para que no tribunal seja esclarecida a situação. Para já, o arguido é ele, convém não esquecer.
E já que estão com a mão na massa, sugiro a quem está a trabalhar em torno do assunto que avance para investigações ao Estoril-Praia e ao Alverca bem como aos seus últimos proprietários e dirigentes. Todos nós gostávamos de saber um pouco mais sobre o assunto, como, por exemplo, quem é o maior accionista da SAD do Estoril-Praia? Quem foram os dirigentes que levaram o Alverca a uma situação de insolvência finaceira?
Ainda tem que estar a dar bitaites sobre o que se passa na casa dos outros. Ou será que acumula às suas funções a de olheiro do Inter?
Não há paciência para aturar este indivíduo; fazia-nos um grande favor se tratasse apenas de fazer aquilo para que é pago: treinar e qualificar a selecção, o que inclui ir aos estádios portugueses ver os jogos das equipas.
Monday, November 20, 2006
Porque é que a polícia espera que os dirigentes do Benfica deixem de o ser para os prender?
O jogo contra o Marítimo não foi fácil: esta equipa tem alguns jogadores de qualidade e costuma ser difícil de derrotar sempre que joga em casa. O SPORTING fez um jogo razoável e conseguiu atingir o objectivo vitória. Paulo Bento vai tentando gerir o plantel da maneira que pode tendo como objectivo rentabilizar a equipa com vista às várias provas em que estamos envolvidos. É um risco que tem que ser corrido. Rui Patrício teve uma bela estreia, defendendo uma inexistente penalidade num momento delicado do jogo. Acho que este fólclore todo seria dispensável. Não é que o jogador não mereça; mas estas ondas jornaleiras não costumam trazer nada de bom. Fazem-me lembrar o que se passa noutros clubes que eu não quero de modo nenhum imitar. Fica a certeza de que temos ali um guarda-redes com margem de progressão. Isso é que interessa.
Arbitragem ao nível do artista: penalidade inventada. Mas já estávamos à espera de artimanhas desse tipo.
Friday, November 17, 2006
Não era o Louçã que há uns anos atrás se sentava ao lado do Vale e Azevedo? Ou isto é mais um ataque dos abutres, esses malvados que o que queriam era ir para o Guiness?