Tuesday, April 17, 2007
Via Correio da Manhã, tivemos acesso a escutas telefónicas sobre o malfadado caso da camisola rasgada pelo Mourinho. O 5 Violinos entra assim na modernidade futeboleira e viola o segredo de justiça. Não queremos ficar para trás. Publicar umas declarações, mesmo que a esta hora já toda a gente as conheça, dá um toque in aqui ao blog. Por isso aqui vai. Isto nem dá grande trabalho: é só copy/paste. E o Correio da Manhã até deve gramar esta publicidade.
Mantendo o meu cepticismo sobre a efectiva extracção de consequências do processo Apito Dourado, aproveito a porcaria que é esta compilação de sacanices para lembrar o Paulinho - roupeiro do SPORTING.
Para os que já não se lembram, Paulinho, como o óbvio elo mais fraco, foi achincalhado por alguns dos bem-pensantes articulistas e opinadores do FC Porto, nalguns casos vendo mesmo a sua dignidade colocada em causa.
Assim sendo, quanto mais não seja, isto serve para enviar um abraço ao Paulinho e lembrar mais uma vez que temos o melhor roupeiro do mundo.
E, para finalizar, um desafio: quantas vezes é que Pinto da Costa, ao telefone, diz "ah" e "oh"?
PINTO DA COSTA
Horas depois do caso Mourinho, Antero Henriques, dirigente da SAD, prepara com Pinto da Costa as primeiras explicações para negar os insultos de Mourinho e o caso da camisola rasgada.
Antero Luís (A) - Foda-se! Não dormi um caralho! Estou com uma enxaqueca, pá.
Pinto da Costa (PC) - Filhos da puta.... [...] Tínhamos morto esta merda ontem [...]
A - Embora eu ache que o Mourinho, no final, também se exaltou muito!
PC - É, um bocado.
A - É! Aquela história de dizer que o Rui Jorge morreu em campo e...
PC - Ele disse aonde?
A - Ele diz que disse cá em baixo, disse cá em baixo, junto a... quando estava a malta toda ali! Mas eu liguei para a ‘Bola’ e para o ‘Jogo’ a desmentir! A dizer que ele estava a dizer que era mentira!
PC - Não, não! Não... não é desmentir! A gente tem é de processar o gajo que diz! [...]
A - É... e em relação à camisola, também tem de se arranjar ali uma tanga, presidente!
PC - Arranjar que ele foi provocar para a porta do balneário!
A - É. E que o Mourinho disse que: “Esta camisola é indigna de ser trocada. Porque se a tivesse rasgado não a mandava outra vez para o balneário do Sporting.” [...] É! Temos de arranjar aí uma tanga, senão saímos por baixo desta merda toda.
PC - Mas já falou com o Mourinho, não?
A - Não, não, não. Vou agora com ele ver o Rio Ave, agora, às quatro horas!
PC - É... mas diga-lhe, é pá! Ele que não preste dec... diga-lhe só...
A - Não, por isso é que vou com ele! Por isso é que vou com ele!
PC - E amanhã é um processo-crime contra...
A - É...
PC - Esse Bettencourt e os jornais carago!
A - É que esse gajo é mesmo um cobarde!
VALENTIM LOUREIRO
No dia 2 de Fevereiro, Pinto da Costa toma conhecimento de que Mourinho terá um processo disciplinar e que não haverá qualquer processo contra Liedson, jogador do Sporting, que alegadamente teria agredido Jorge Costa. Zangado, liga para Valentim Loureiro a pedir explicações.
Valentim Loureiro (VL) - Estou!
Pinto da Costa (PC) - Sr. presidente, como está?
VL - Ilustre amigo!
PC - Eu estou um bocado fodido com o meu amigo!
VL - Comigo?
PC - Então! Eu falo-lhe no Liedson... o Liedson não apanha nada, põe um processo disciplinar ao Mourinho!!!
VL - Isso ainda não está decidido, pois não?
PC - Está! Então! O processo disciplinar
VL - Eu cheguei agora à Liga [...] Como é que você sabe?
PC - Oh...
VL - Foi algum comunicado?
PC - Estou a dizer-lhe! Processo disciplinar ao Mourinho!
VL - Ó pá, desconheço isso em absoluto! Cheguei agora!
PC - E ao Liedson nada! [...] Vai um gajo à televisão dizer que o Paulino, que o Paulino que é um atrasado mental disse uma coisa e pronto! E o treinador tem um processo disciplinar!
VL - Jorge, eu vou ver isso, está bem?
PC - Está!
ADELINO CALDEIRA
Quatro horas depois de ter falado com Valentim, Pinto da Costa recebe um telefonema de Adelino Caldeira, também administrador da SAD, que já conhecia o relatório do árbitro.
Pinto da Costa (PC) - Estou?
Adelino Caldeira (AC) - Estive a ver o relatório, pá... ali há uma coisa complicada! O... aquele cabrão de Braga, o Paulino, sabe quem é?
PC - Sim, sim...
AC - O gajo escreve que viu! A história da camisola! [...] É o que ele escreve, presidente!
PC - Oh!
AC - Pois, está bem! Agora, ó presidente, das duas uma: ou se arranja alguém que chegue ao pé do gajo, que o gajo vá dizer que não viu mas que lhe foram contar... ou se o gajo mantém essa versão no relatório, no mínimo uma semana, no mínimo!
PC - É um filho da puta! [...] Quem se dá.... quem se dá bem com ele é o Zé Mário!
AC - Ó presidente, quer que eu fale com ele?
PC - O Zé. Eu falo com o Zé Mário!
AC - É que... atenção! Ou o gajo chega lá... o gajo, o gajo não chega lá a dizer que viu! Porque ele... porque ele, depois diz a seguir: e quanto à afirmação veio contar-me o Bettencourt! Portanto!
PC - Ah!
AC - ...o que se presume que ele viu! Agora o que ele pode dizer – como está lá escrito no relatório! – “Não, a mim também me contaram!”
PC - Pois.
AC - Ó pá! É tão simples quanto isso! É que se não aquilo dá um mês de pena mínima, no caso dos treinadores é reduzido para 25 por cento!... é pá, que dá um mínimo de uma semana... [...] Não tem hipótese nenhuma mas... ó pá, pode dar e depois e... estes cabrões ... pode dar sempre duas a três semanas. E se eles derem por exemplo três meses – por causa do passado do Mourinho! – ou quatro... 25 por cento é um mês não é? [...]
PC - É... mas eu falo com ele amanhã.
PINTO DA COSTA
No dia seguinte, 4 de Fevereiro, Pinto da Costa e Antero falam logo pela manhã. Antero Henriques está preocupado com Mourinho que entende não ter recebido a necessária solidariedade dos dirigentes portistas.
Pinto da Costa (PC) - Estou!
Antero Henriques (A) - Devia ir a Gaia, que o gajo está todo atrofiado!
PC - Porquê? Lá por causa...A - Estive agora a falar com ele, diz que não sente da parte do clube... uma defesa que vai... que vai... vai avançar sozinho!
PC - Não sente, da parte do clube?
A - Não!
PC - Uma grande defesa???
A - Disse-lhe: “Ó pá, isso não tem jeito nenhum!” ...diz: “Ó pá, mas pronto! Não, não sinto uma solidariedade pá... as pessoas vão dizer que... pá... pede desculpa ao Sporting” e o caralho... [...]PC - Não! Nós já ontem pusemos uma coisa no site...
A - Eu sei, eu sei, eu sei. Mas ó presidente, eu acho que devíamos ir com uma queixa-crime para cima do delegado da Liga se fosse possível!
PC - Isso é a minha ideia!
A - Se fosse possível... falar com o Adelino, se é tecnicamente possível... Avançar já com essa merda!
VALENTIM LOUREIRO
Minutos depois de terminar a conversa, Pinto da Costa telefona a Valentim e ameaça que os jogadores não vão à Luz se Mourinho for punido. A intenção no entanto nunca existiu, como se comprova em outros telefonemas.
Pinto da Costa (PC) - Eu precisava de falar consigo porque isto está a tomar proporções que vai dar uma bronca do carago!
Valentim Loureiro (VL) - Então?
PC - Eu estou aqui no centro de estágio... e os jogadores estão reunidos...
VL - Hum...
PC - e querem faltar ao jogo da Luz!
VL - Faltar?
PC - Sim...
VL - Oh!
PC - Perdem os três pontos, não há problema!
VL - Oh, oh, oh.
PC - Não querem e o Mourinho vai processar judicialmente o delegado da Liga! Já entregou a um advogado!
VL - Hum... Você vem para baixo?
PC - Eu... eu estou aqui, estou a falar com eles... estão reunidos [...] Depois vou para a torre das Antas!
VL - Então ligue-me, lá para o meio-dia.
ANTERO HENRIQUES
O actual número dois do Porto depois de se reunir com José Mourinho liga a Pinto da Costa a contar-lhe o estado de espírito do treinador. Por sua vez, Pinto da Costa relata a Antero a conversa com Valentim e conta-lhe que disse que os jogadores ameaçavam não ir à Luz.
Pinto da Costa (PC) - Esteve com o homem?
Antero (A) - [...] Ele está um bocado atrofiado... mas ó presidente, ele também é incoerente, percebe? [...] Como é que correu com o Major, presidente?
PC - Ó pá, disse-lhe que havia a bomba de podermos dia 14 .... faltar! Ele entrou em pânico ... e eu disse-lhe: “Ó Major, eu sei que não adianta nada, mas pelo menos, olhe, vamos ter a oportunidade de dizer ao mundo do futebol porque é que temos de fazer isto!”
ADELINO CALDEIRA
Terminado o telefonema com Antero, Pinto da Costa telefona a Adelino Caldeira e conta-lhe da ameaça de não jogarem com o Benfica. Ao administrador da SAD, Pinto da Costa diz que aquilo não passou de uma tanga e que serviu para assustar Valentim. Caldeira promete ligar depois ao Major a meter “veneno” sobre a mesma matéria. E no dia seguinte volta a ligar a Pinto da Costa porque já “conseguira” mudar o relatório do observador.
Adelino Caldeira (AC) -Ameaçou com o Estádio do Benfica?
Pinto da Costa (PC) - Exacto, fiz uma tanga quando estava a falar com ele, de modo que o gajo ficou em pânico. [...]
AC - O relatório, segundo o relatório, diz claramente que não viu nada... e que foi só o Bettencourt que lhe contou tudo o que escreveu! Portanto melhor que isto é impossível!
PC - É impossível, está bem! [...]
AC - Portanto o relatório limpa tudo completamente, OK?
PC - OK.
AC - Diz exactamente isso. Claro que o gajo vai ser sacrificado, se calhar vai ter de lhe deitar a mão, mas também o gajo foi um filho da puta, escreveu primeiro portanto... que se lixe, né?
GOMES DA SILVA
Adelino Caldeira diz a Pinto da Costa que falou com o juiz Gomes da Silva, da Comissão Disciplinar da Liga, porque Mourinho só podia ser ouvido após ter recebido a nota de culpa.
Adelino Caldeira (AC)- Antes do sr. ligar pedi uma chamada para o Gomes da Silva. Foi combinado entre mim, o dr. Gomes da Silva e o Major que o sr. José Mourinho só seria ouvido depois de receber a nota de culpa. Porque eu quero que ele seja acusado só naquele artigo que dá multa, que foi o que nós combinámos.
ANTERO HENRIQUES: INCIDENTES DESMENTIDOS AOS JORNAIS
“Ele disse cá em baixo, junto a.... quando estava a malta toda. Mas eu já liguei para a ‘Bola’ e para o ‘Jogo’ a desmentir! A dizer que era mentira!”
CALDEIRA QUER MUDAR DEPOIMENTO
“Ou se arranja alguém que chegue ao pé do gajo, que o gajo vá dizer que não viu mas que lhe vieram contar [...] ou se o gajo mantém a versão é uma semana no mínimo.”
PINTO DA COSTA: AMEAÇA DE BOICOTE NA LUZ
“Fiz uma tanga [os jogadores não irem jogar à Luz] quando estava a falar com ele de modo que o gajo [Valentim] ficou em pânico.”
J. BETTENCOURT: RELATÓRIO FOI MUDADO
“O relatório limpa tudo [...] diz claramente que não viu nada... e que foi só o Bettencourt que lhe contou tudo o que escreveu! Melhor era impossível.”
GOMES DA SILVA: COMBINAR COM JUIZ DATA DA AUDIÇÃO
“Foi combinado entre mim, o dr. Gomes da Silva e o Major que o sr. José Mourinho só seria ouvido depois de receber a nota de culpa. [...] Foi isso o que nós combinámos”
NOTASINQUÉRITO EM CURSO
Carlos Teixeira, procurador de Gondomar, considerou que as escutas que o CM divulga hoje configuravam suspeitas do crime de tráfico de influências. O inquérito ainda está a correr.
CONDUTA VIOLADORA
A Comissão Disciplinar da Liga concluiu que os incidentes em Alvalade eram reveladores de “conduta violadora de deveres elementares”. Mourinho foi castigado com dez dias de suspensão.
CONSCIÊNCIA
Os elementos da CD Liga concluem ainda que o técnico do FC Porto, José Mourinho, agiu com “consciência da ilicitude” e “censurabilidade da sua conduta”.
JUIZ NEGA EMPREGOAntónio Mortágua, um dos juízes apanhado nas escutas do ‘Apito Dourado’, negou ontem ao CM que o filho tenha alguma vez trabalhado na Câmara de Gondomar.
CAMISOLA RASGADA
O Relatório da Comissão Disciplinar da Liga deu como provado que o roupeiro do FC Porto regressou do balneário portista com uma camisola do Sporting rasgada.
Monday, April 16, 2007
Foi concludente a nossa vitória sobre o Marítimo. Os primeiros 20 minutos foram de tal forma avassaladores que o nosso adversário nem se conseguiu orientar em campo - o mínimo que se pede a uma equipa, como a do Marítimo, que vinha sobretudo para defender.
Os jogadores estão em melhoria de forma e parece que Paulo Bento atinou finalmente com a equipa-tipo (onde o Miguel Veloso e Romagnoli têm lugar e onde o Custódio e o Paredes devem começar no banco).
Haja esperança. Vamos à luta. Jogo a jogo.
Friday, April 13, 2007
Wednesday, April 11, 2007
Tuesday, April 10, 2007
A equipa do SPORTING mostrou grande determinação e deu mais um importante passo no campeonato.
Num bom jogo de futebol, o elemento mais fraco acabou por ser o árbitro, muito mais preocupado em "preparar" o jogo do Braga da próxima jornada.
A nossa equipa parece estar em melhoria de forma e o resultado disso começa a aparecer em campo. Vamos pensar nos jogos que nos restam e aguardar para ver no que isto vai dar. Na nossa equipa eu acredito. A única questão é que começo a achar que paira no ar qualquer coisa estranha, o mesmo que há dois anos atrás. O que não augura nada de bom. Estejamos vigilantes.
É assim que podemos classificar a arbitragem de Lucílio Batista no jogo de Aveiro. Lucílio é o grande sucessor de Vítor Pereira no papel de árbitro que mexe no resultado sem dar muito nas vistas. Não tem a classe do agora nomeador e, por isso, lá se vai espalhando de vez em quando, tal como no jogo de ontem.
A grande penalidade que Lucílio inventa nos descontos acaba por nem ser o mais relevante. Verdadeiramente escandalosa foi a forma como este astuto árbitro conseguia impedir o Beira-Mar de jogar. Todos os contactos entre jogadores davam falta... contra o Beira-Mar. Tivemos até possibilidade de ver um jogador levar um cartão após uma falta inexistente quando este pretendia cobrir a bola prestes a sair pela linha final: um adversário do Beira-Mar, especialista na matéria, atira-se para o chão e toma lá amarelo. Só visto. Para lá de passar a bola ao adversário sempre que apitava falta, Lucílio conseguia enervar a equipa do Beira-Mar na expectativa de que esta falhasse mais.
O maradona, que é um gajo da Geologia, é que devia explicar o que se passou para que o campo tivesse ganho uma inclinação de 30%.
Este jogo fez-me lembrar aquele que o Estoril, há dois anos, foi "obrigado" a ir disputar ao Algarve, vá-se lá saber porquê: pairava no ar a ideia de que o resultado iria aparecer fosse de que maneira fosse.
Enquanto o Apito Dourado não passar de um entretém de jornalistas, polícias e procuradores, o que nós vamos poder ver é mais do mesmo.
Wednesday, April 04, 2007
Piada de andaime. Piropo de betoneira. O presidente do clube colombo no seu melhor. Está habituado a falar assim porque é assim que ele pensa; o que revela bem o entendimento que ele tem acerca das capacidades de liderança de uma mulher polícia. Ou julgam que ele falaria assim se se tratasse de um homem? Acham que diria que se trata de vaidade "de quem está preocupado com a imagem e quer aparecer a toda a hora" se não se tratasse de uma mulher loira?
Eu acho que assim está bem: um presidente do Benfica que seja benfiquista na maneira de pensar e agir é o que se quer.
Tuesday, April 03, 2007
Fomos superiores ao Beira-Mar e conseguimos os merecidos três pontos. Houve uma certa quebra de rendimento na segunda parte mas o jogo nunca esteve em causa.
Achei que na segunda parte o rendimento da nossa equipa foi prejudicado pelas provocações do careca que arbitrou o jogo. Arguido do Apito Dourado, este incapaz não se coibiu de mostrar o que é a explosiva mistura de incompetência e douradice. O fora-de-jogo assinalado ao Alecsandro, o cartão amarelo a Nani quando a bola lhe toca na perna e o golo anulado a Liedson são apenas três exemplos do que foi a péssima arbitragem de três incompetentes que não podem, num futebol a sério, ser árbitros. A isto podemos juntar a moda de marcar falta contra o SPORTING sempre que Liedson é agarrado ou a passividade dos árbitros sempre que os adversários do SPORTING queimam descaradamente tempo quando o jogo ainda está 0-0.
Temos que ganhar ao Braga. Mas estejam preparados: nesse jogo não vamos ter que lutar apenas contra o Braga.
Thursday, March 29, 2007
Vários jornais e até mesmo alguns sportinguistas vinham falando da possibilidade de Fábio Coentrão ter o privilégio de ingressar no SPORTING. Nunca liguei ao assunto porque nunca vi o jogador jogar mais de 20 minutos seguidos. Não sei se se é bom ou não. Se alguns jornais vêm lançar uma daquelas picardias disparatadas pelo facto de o jogador já ter clube para onde ir e esse clube não ser o SPORTING, o problema é deles. Não fico nada incomodado por um jogador do qual não tenho opinião não vir para o meu clube. E continuo a achar que o SPORTING não deve entrar neste tipo de disputas, engendradas pelos empresários, com o objectivo de sacar mais uns uns milhares aos incautos, valorizando o jogador nas capas dos jornais e não no campo onde ele deve jogar. A nossa guerra não é essa.
Monday, March 26, 2007
Portugal perdeu contra o Uruguai (18-12) mas ainda assim conseguiu, por um ponto, o apuramento para o Mundial de França, em setembro.
É um grande feito para uma selecção amadora como a nossa. Tomaz Morais e os jogadores estão de parabéns.
Friday, March 23, 2007
Valentim Loureiro consegue ser, no mesmo processo, réu e juíz. E até dá a sentença antes do julgamento. Ganda homem.
Tuesday, March 20, 2007
Monday, March 19, 2007
O SPORTING ganhou ao Porto com uma exibição de qualidade. Não me lembro, nos últimos anos, de um derby com tão pouca interferência da arbitragem. A vitória no campeonato continua difícil mas o 2º lugar, de acesso directo à Liga dos Campeões, pode ficar mais próximo. Numa época que tem sido irregular, não era nada mau terminá-la em grande: vamos a isso.
Monday, March 12, 2007
O SPORTING derrotou o Estrela de Amadora sem problemas. E a partir de certa altura do jogo o que estava em causa era sabermos quem ia estar disponível para o jogo no Porto. Por lesão ou por cartões, os jogadores do SPORTING sabiam que o árbitro estava ali para tratar do assunto. E por isso jogaram com muito cuidado para evitar cartões. O árbitro percebeu logo que por essa via não ia lá. E eis então que o treinador do Estrela resolve colocar em campo um caceteiro, de nome Moses, para tentar o que os seus colegas não estavam a conseguir: enviar alguém do SPORTING para o estaleiro. Com a total complacência da arbitragem, Moses lá foi distribuindo porrada em todos os adversários que lhe passavam por perto. E o árbitro nada. Moses escapou a dois ou três cartões vermelhos e ainda conseguiu marcar um golo. Termina o jogo e lá pensávamos nós: nem está muito mal, não perdemos ninguém para o jogo que se segue. No dia seguinte ficamos a saber que afinal não era bem assim. O tal Moses sempre tinha conseguido arrumar um jogador do SPORTING - o Tonel - consequência de um empurrão desnecessário que o fez cair mal apoiado no chão, numa jogada em que, só a entrada com o pé, dava para cartão. Que belo serviço que o árbitro fez. E que bela classificação que ele vai ter, não duvidem.
Friday, March 09, 2007
Tenho a impressão que no sábado contra o Estrela vamos ter pessoal a assistir ao jogo de máquina calculadora na mão, tentando engendrar um algoritmo que relacione o vencimento dos jogadores com golos, passes falhados, etc. Até o treinador mandou a sua acha para a fogueira que devia tentar apagar. A grande maioria dos sportinguistas alinha na palhaçada, cada um com a sua lista de dispensas e de alvos a assobiar, consequência do facto de saber quanto eles ganham, esquecendo-se que o SPORTING é a principal vítima desta rábula arquitectada pelos nossos adversários.
Que as pessoas tenham opinião e contestem a relação vencimento / produtividade não me incomoda, até acho legítimo.
Já não acho tão legítimo que quem dirige o SPORTING, face a este estendal de populismo barato, não o tente parar. Tenho a certeza que se vão arrepender: as pedras que se atiram ao ar não ficam lá penduradas. Elas voltam. E, às vezes, acertam onde nós não queremos.
Eu à espera de ver os responsáveis do SPORTING declararem-se indignados e prometendo averiguar a origem das fugas e nada.
Cá por mim vou ao estádio apoiar a equipa, sem máquina de calcular.
Wednesday, March 07, 2007
Como já era de esperar, Liedson apanha dois jogos de suspensão e não joga contra o Porto. Fazia parte do plano. Se o Porto é tão bom como se diz por aí, porque é que tem medo de jogar contra o Liedson?
Já reparam que os desportivos on-line costumam ter uns quizes idiotas? Proponho já um para os próximos tempos: "Qual o jogador do SPORTING que vai ser expulso na véspera do jogo contra o Benfica?" a) Polga; b) J. Moutinho; c) Ricardo
Mais do que o frango do Helton, o que eu gostei de ver foi aquele número dos jogadores do Porto a deitarem-se ao chão sempre que tinham um jogador do Chelsea por perto. Deixavam-se cair, de imediato levantavam a cabeça na direcção do árbitro e diziam "então?", enquanto na cabeça pairava o pensamento "em Portugal dava".
Monday, March 05, 2007
É certo que o SPORTING não está a jogar grande coisa. A quem quer ser campeão exige-se muito mais. Jogadores em má forma física; outros com a birra; outros a fazerem tudo o que sabem mas tudo o que sabem é muito pouco; almoços e jantares de dirigentes e pretendentes a dirigentes mesmo ao jeito das parangonas dos jornais ditos desportivos e uma grande instabilidade vinda das bancadas, consequência da falta de paciência dos adeptos para tantos e tão consecutivos erros nos momentos decisivos.
Isto já era cenário mais do que suficiente para não irmos além do terceiro lugar. Mas quem manda no futebol português - o futebol português tem quem mande nele e não é o capricho da bola - resolveu que não chegava e tratou de atacar o SPORTING de uma forma despudorada à boa maneira dos velhos tempos em que os Pintos eram donos desta merda toda (e, se calhar, ainda são). E vai daí começaram a torpedear o SPORTING com roubos escandalosos, daqueles que não deixam dúvidas a ninguém acerca das suas motivações. São feitos precisamente para que toda a gente saiba que o SPORTING é alvo a abater. A escolha dos árbitros, as decisões durante o jogo, a falta de consequências a extrair acerca do que se passa nos jogos, são os sinais evidentes de que o assunto está "tratado".
Como já repararam ao longo destes meses, devo ser o mais céptico dos portugueses acerca das possibilidades de regeneração do futebol português com base no Apito Dourado. A entrada de rompante de Maria José Morgado é fogo fátuo. Nada tenho contra a senhora; acredito que ela queira limpar este lamaçal. Mas não vai conseguir. O que se monta em 30 anos não se desmonta em 30 dias. E se reparem bem, o momento em que Maria José Morgado toma conta do processo, coincide com um comportamento descarado por parte dos aldrabões que mandam nisto. O que só um ingénuo pode considerar coincidência. Não sinto que estejamos a pagar pelas declarações anti-sistema de Dias da Cunha. O que motiva este ataque ao SPORTING e a mais duas ou três equipas e o favorecimento do FC Porto e seus amigos está para lá de Dias da Cunha. É um ataque a Maria José Morgado e a todos os que tiveram a veleidade de pensar que alguma coisa ia mudar. O sinal é simples: armaram-se em espertinhos com apitos dourados, carolinas e marinhos neves? Então tomem lá que é para da próxima vez estarem caladinhos e não se meterem connosco.
Podemos protestar jogos, fazer manifestações, contestar e tudo o mais. Nada vai mudar. O Porto sentiu-se um bocadinho apertado por causa do que se passa com Pinto da Costa e a resposta a isso foi uma série de arbitragens ao estilo Calheiros-Martins dos Santos. Que pena que eles devem ter de já estarem na reforma; se ainda estivessem no activo teriam a oportunidade de praticar à grande a única coisa que sabiam fazer dentro de um campo de futebol: roubar. Tudo à vista de toda a gente, até mesmo da justiça que, parece, está a investigar.
Vão mudando os nomes, o resto é tudo o mesmo.
Dou os meus parabéns à excelente atleta que é a Naide. Quem viu a prova constatou a classe com que Naide arrasou no salto em comprimento. Em Portugal, parece que para lá do futebol, só o triatlo feminino é que tem direito a capas de jornais e destaques da imprensa. Mas é assim: há excelentes atletas noutras modalidades e noutros clubes. Chatice.
Sunday, February 25, 2007
O SPORTING fez um jogo lastimável contra o Aves. Nenhuma razão justifica que se jogue tão mal, com tão pouca qualidade e com tanta falta de ambição.
Há jogadores na equipa do SPORTING que ainda não perceberam o que é o SPORTING. E aí alguém vai ter que lhes fazer ver algumas coisas.
Tomemos como exemplo o Nani. Se refiro o nome deste jogador não é por vontade minha de o crucificar. É apenas porque ele, esta semana, se pôs a jeito com as declarações acerca do seu salário, que prestou em tribunal. Nani acha que ganha pouco. Eu acho que ganha muito. Opiniões: cada um fica com a sua. Agora o que já não é legítimo é que um jogador, só porque acha que é mal pago, tenha uma prestação em campo como aquela que Nani vem tendo nos últimos jogos. Receio que o Nani ande mal aconselhado por algum daqueles oportunistas que esperam obter dividendos à custa da sua carreira. Mas Nani já não é nenhuma criancinha e tem que saber o suficiente para perceber que só se pode cobrar depois do serviço feito. Quer receber como uma estrela? Jogue bem como uma estrela! A equação é simples. Díficil de entender é a atidude de um jogador que acha que deve receber muito, agora, só porque muita gente diz que ele há-de vir a ser muito bom daqui a uns tempos, mesmo que a sua actual prestação em campo seja pouco mais do que medíocre. Não me dá especial prazer dizer isto de um jogador que veste a camisola do SPORTING. Mas deve ser dito: lastimo que no SPORTING não haja que o faça. Um dos piores erros que podemos correr é o de transformarmos a Academia num viveiro de estrelinhas: gastamos dinheiro com elas e não colhemos dividendos porque estamos a formar “produtos mediáticos” em vez de profissionais de futebol. Espero que Nani perceba que a 2ª B está cheia de jogadores que já foram grandes promessas, estrelinhas como ele é agora. Nani ainda está a tempo de arrepiar caminho. Para seu bem, acima de tudo.
Para não variar, mesmo jogando mal, se o árbitro tivesse validado o golo legal que Bueño marcou, hoje as coisas seriam diferentes. Se às nossas fraquezas juntarmos os ataques dos outros então a situação fica mesmo muito difícil. É que não somos só nós a jogar mal.
José Mourinho, a muitos quilómetros de distância, desatou a trocar insultos com um treinador português. Tal como em qualquer criancinha com a birra o motivo é irrelevante; o que importa é dar largas às frustrações e recalcamentos sempre que há um microfone por perto.
José Mourinho é um profissional competente e sabe de futebol, caso raro na maioria dos treinadores portugueses. Mas não é tão bom como julga que é. Tem aquele rídiculo defeito de se levar demasiado a sério, o que provoca sempre riso e escárnio em quem o vê nas suas recorrentes sessões de auto-elogio. Só alguém muito inseguro das suas qualidades é que precisa de estar constantemente a elogiar-se. E só alguém um pouco burro é que não vê que é patética a figura que fazem as pessoas quando estão insistentemente a falar de si. Não satisfeito em dar graxa a si próprio, volta e meia a criatura resolve implicar com os outros: SPORTING, Wenger, Fergusson, Carlos Queirós, Rijkaard, os árbitros, os dirigentes, enfim, todos os que legitimamente se lhe atravessam à frente acabam por ser prendados. O alvo depende do lado donde sopra o vento. Desta vez a sorte coube ao Jaime Pacheco. Passa pela cabeça de alguém ver o Roger Federer mandar piropos ao septuagésimo classificado do ranking ATP? Ou ver o Tiger Woods picar-se com um amador de handicap 32? Nada disso. Porque o Federer e o Tiger são mesmo grandes. Muito, muito bons como o Mourinho nunca vai ser, mesmo que ganhe cinco Champions de seguida. Esse sim, é o seu verdadeiro problema: falta-lhe algo para ser tão bom como os outros muito bons. Algo que não se compra nem se conquista. Algo que se tem ou não se tem: aura de campeão. Só que Mourinho é mais do estilo lavar – e rasgar – roupa suja. Deixemo-lo: o homem teria um grande desgosto se caísse na realidade.
Monday, February 19, 2007
Jogámos razoavelmente. Falhámos golos daqueles que não podem ser desperdiçados, sob pena de acontecer o que nos aconteceu: não ganhar um jogo que deveria ter sido ganho. Nada está perdido. Os nossos adversários ainda estão ao nosso alcance e é obrigação do SPORTING lutar sempre até ao fim.
A arbitragem do benfiquista Proença foi... arbitragem de benfiquista. Na linha da escola Vítor Pereira, este Proença é daqueles que aproveita todas aquelas faltas aparentemente pouco importantes para aplicar a sua dualidade de critérios: uma forma de não dar muito nas vistas. O que importa é que, se formos ver bem, o critério de marcação de uma falta a favor do SPORTING foi completamente diferente do critério de marcação de uma falta a favor do Paços. E assim se decidem jogos sem grandes conversas. Este árbitro foi igual a todos os outros árbitros portugueses: incompetente, comprometido e medíocre. Pouco me importa se está ou não no processo Apito Dourado. É tão mau como todos os outros e por isso mesmo é que está lá a arbitrar.
Friday, February 16, 2007
Primeiro foi o Nuno Assis: 3 ou 4 jogos de bom nível e a seguir o desaparecimento nas brumas. Mais tarde acusa positivo num controlo anti-doping e o seu clube arma um vendaval sustentado numa hipotética perseguição de Luís Horta ao Benfica. Resultado: Nuno Assis, podendo já estar a jogar, ainda está a cumprir castigo, devendo isso, exclusivamente, à incompetência dos dirigentes que "geriram" o seu processo. O que ainda ninguém me conseguiu explicar é porque é que o Nuno Assis passou, em dois meses, de melhor contratação de inverno a dispensável. Desaprendeu?
Depois foi um jogador da equipa de Basquetebol. O meu desconhecimento da modalidade é tal que já nem me lembro do nome do atleta. Retive apenas umas patéticas teorias acerca de problemas capilares e mais umas quantas teorias do género.
E agora foi um jogador de rugby. As mesmas desculpas capilares - tanta fata de cabelo para aqueles lados: qualquer dia até a águia que voa no início dos jogos perde as penas. Tudo sempre com muita teoria da perseguição à mistura. Mas lá que são coincidências a mais, isso são.
E para finalizar: será que o facto de o Benfica voltar a ter equipa de ciclismo tem alguma coisa a ver com isto?
Monday, February 12, 2007
Agora também já se fala de aliciamentos a jogadores adversários. Parece que um ex-jogador do União de Leiria está a ser investigado por ter recebido uma verba proveniente de um empresário que serviu de intermediário. Tal facto remonta a uma Supertaça disputada entre Porto e Leiria. Espero que a própria arbitragem dessa Supertaça também esteja a ser investigada: o Porto venceu-a com a ajuda do árbitro que validou um golo completamente ilegal.
Quanto ao facto de os próprios jogadores estarem envolvidos nestes "esquemas", não me admiro nada. Como também não me admiraria se houvesse treinadores metidos ao barulho. A teia de influências de Pinto da Costa e seus ocasionais amigos está muito bem montada: só um ingénuo ou alguém de má-fé é que pensa que tudo se resume a uns servicinhos putanheiros por causa de um jogo com o Estrela da Amadora.
Uma coisa é certa: os mangas-de-alpaca encarregues da estratégia de desvalorizar as investigações para limparem a imagem de Pinto da Costa e do Porto têm muito trabalho pela frente: todas as semanas há factos novos para desculpar e perseguições e cabalas novas para inventar.
Destaque para a vitória do SPORTING sobre o Pinhalnovense por 6-0. Mesmo sem fazer uma grande exibição, conseguiu passsar a eliminatória sem dificuldades. E o golo do Liedson é mesmo uma maravilha. Esta eliminatória da Taça teve resultados muito interessantes.
Em Juniores, fomos à Caixa de Esmolas derrotar a equipa lá do sítio por 1-0.
Vencemos os campeonatos nacionais - masculino e feminino - de atletismo em pista coberta.
Friday, February 09, 2007
Soares Franco lançou umas difusas declarações acerca da sua continuidade na presidência do SPORTING. Seja para pressionar, seja para enviar recados internos, não é esta a forma nem a altura de avançar com comentários deste tipo. O que se quer dizer diz-se. O que se quer fazer faz-se. Cenários sobre possibilidades, com meses de antecedência, só servem para lançar confusão, que o clube dispensa perfeitamente.
Dias da Cunha reuniu-se com outros dirigentes, incluindo alguns que nada interessam ao SPORTING. Na sequência, aproveitou para atacar sem dó os actuais dirigentes do SPORTING. Bons ou maus, são os dirigentes que foram eleitos e é a eles que os sócios irão cobrar se não cumprirem o que prometeram. Reuniões de conspiração com gente que quer prejudicar o SPORTING é que não é admissível num ex-dirigente do clube, seja quem for. Quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito.
Monday, February 05, 2007
O SPORTING jogou futebol durante 15 minutos apenas e conseguiu tratar do assunto. O que nós queremos é que a equipa consiga jogar mais do que um quarto de hora, de preferência logo no início. Assim estaremos na luta pelo título, não haja dúvidas. O problema que temos para resolver passa por não sermos capazes de mostrar consistência: a equipa oscila entre o muito bom e o muito mau. Vamos acreditar que estamos em subida de forma.
Portugal derrotou a Espanha em Rugby. O jogo não foi fácil mas os nossos jogadores mostraram vontade e capacidade. Boas expectativas para a eliminatória com o Uruguai.
Wednesday, January 31, 2007
O poder de Pinto da Costa
Já pouco me espanta no futebol português. Ainda assim não esperava que a capacidade de mobilização de Pinto da Costa fosse tão grande. Montou uma estratégia de defesa que, até à data, lhe corre às mil maravilhas. Perante uma situação de aperto como aquela em que se encontra, persiste em perverter o processo judicial, secundado pela sua arrogância e verborreia.
Vejamos. Foi constituído arguido. Logo no dia seguinte todos os jornais traziam escarrapachada a decisão. Que era precisamente o que ele queria. A sua estratégia, por agora, passa por tentar descredibilizar ao máximo todo o trabalho de investigação policial que está a ser feito. Uma fuga de informação assim tão rápida é para ele ouro sobre azul: veio logo dizer que estava muito incomodado com a situação e de seguida aproveitou para desbobinar toda a sua cassete sobre as falhas e incoerências do sitema judicial. Os comentadores e opinadores que arregimentou - já lá iremos - trataram logo de centrar a questão, não nos factos, mas sim na própria fuga de informação. Quem sabia que ele tinha sido constituído arguido? Maria José Morgado, a sua equipa e os advogados dos arguidos, entre os quais o advogado de Pinto da Costa, claro. Não sei onde teve origem a fuga. Sei apenas que o advogado de Pinto da Costa e, por consequência ele próprio tiveram acesso à informação. Quem foi? Não podemos afirmar. Mas podemos pensar com os dados que temos. E podemos tentar perceber quem é que ganha com a fuga de informação.
Depois vem toda a campanha que está a ser - com alguma subtileza, diga-se - montada por essa espécie que abunda no futebol: os comentadores identificados com os respectivos clubes. Neste aspecto temos visto toda uma estratégia de descredibilização de Maria José Morgado, do sistema judicial em geral, de Carolina Salgado e de todos aqueles que se atrevem a declarar qualquer coisa sobre o caso. Não vale a pena estar aqui a enumerar o que estes comentadores têm feito neste sentido. A título de exemplo prestem atenção ao que Miguel Sousa Tavares e aquele Rui qualquer-coisa que fala naquele programa da RTPN têm dito acerca do assunto. Nos últimos dois meses não têm feito outra coisa senão menorizar tudo o que a justiça, no meio de inúmeras dificuldades, tem tentado apurar. E é por isso que acho que a estratégia lhes tem corrido às mil maravilhas: vejam a habilidade com que eles, no meio deste lodaçal que dura há anos, conseguem puxar sempre a história do famigerado jogo contra o Estrela da Amadora. Como se a causa principal da investigação a Pinto da Costa fosse a merda desse jogo do qual já ninguém se lembra. É o que Pinto da Costa quer: percam tempo a falar de um jogo sem história que é para que não se falem de todas as outras histórias como as classificações dos árbitros, os relatórios dos observadores, a escolha das listas para a Federação e Liga, as promoções dos árbitros, as relações pessoais de Pinto da Costa com árbitros, etc. Mas nada: para os opinadores portistas tudo isto não passa de uma grande infâmia que andam a fazer a Pinto da Costa por causa do tal jogo com o Estrela.
Bem emblemática desta campanha toda é o que se está a passar depois da derrota com o Leiria. Num jogo em que o Porto não tem razão de queixas – Quaresma é bem expulso e a tal penalidade sobre Postiga é daquelas que só mesmo Martins dos Santos e os irmão Cangalheiros é que assinalariam penalidade - arma-se um estendal como se fosse verdade o facto de o Porto ter sido prejudicado. O que se passou foi que a equipa do Porto assumiu a sobranceria típica do seu treinador e deu-se mal. Tudo ficaria por aqui. Mas não. Estão à espera de colher dividendos disto nos próximos jogos: o árbitro que for apitar o próximo jogo do Porto vai estar farto até à raiz dos cabelos de ouvir falar nos hipotéticos prejuízos contra o Leiria.
Os que julgam que é desta que Pinto da Costa entra nos eixos e que o futebol português passa a viver conforme as leis vigentes num estado de direito, subestimam o poder do homem. O que vamos ver é Maria José Morgado sair pela esquerda baixa, a justiça colocada em causa e Pinto da Costa aclamado como vítima. É Portugal… no seu pior.
Monday, January 29, 2007
O SPORTING não soube aproveitar a derrota do Porto para se aproximar do primeiro lugar. Mais uma pálida exibição que nos deixa um pouco insatisfeitos com o rendimento da equipa. A arbitragem tendenciosa do conhecido larápio Benquerença não serve de desculpa. Temos que jogar muito melhor.
Federer arrecadou o Australian Open, como já estávamos à espera.
Tiger Woods fez o mesmo no Buick Invitational. Óptimo início de época.
A selecção de rugby deu mais um passo na caminhada para o Mundial de 2007. Derrotou Marrocos e segue para a disputa de um derradeiro play-off contra o Uruguai. Estamos quase.
Tuesday, January 23, 2007
E é para ganhar. Depois de ter estado ausente dos três primeiros torneios do US PGA Tour, Tiger Woods regressa à competição. É de aproveitar; para podermos um dia mais tarde recordar que fomos contemporâneos do Tiger e do Federer, duas das mais fantáticas máquinas desportivas de sempre.
Monday, January 22, 2007
Em jogo que eu não vi o SPORTING derrotou por 2-1 o Rio Ave. Cumpriu a obrigação.
Já Lucílio Batista, não sei se foi por obrigação ou não que eliminou o Leiria, mas lá que fez uma bela exibição isso fez. Aguardamos para ver o que o sorteio lhe vai ditar para a próxima eliminatória.
A nossa equipa de Futsal venceu o clube do colombo por 2-1. Justo.
Ronnie O'Sullivan venceu Junhui (10-3) e alcançou o seu terceiro Masters. O'Sullivan jogou como há muito não se via, sobretudo depois do susto de ter visto o chinês ganhar os dois primeiros jogos. O chinês, a continuar assim, vai ser número um num instante. É certinho.
Portugal venceu a Grécia em Andebol (24-20) e apurou-se para o play-off que poderá dar acesso ao Europeu de 2008. Não foi um jogo fácil. Aos gregos bastava o empate e eles souberam jogar com isso. Sobretudo na 2ª parte a nossa equipa mostrou grande qualidade de jogo e acabou por obter a justa vitória.
Portugal venceu Marrocos em Rugby (10-5) e deu um passo importante na saga das repescagens para o Mundial de 2007. Ganhando a 2ª mão aqui em Portugal, no próximo sábado, teremos a oportunidade de discutir o acesso com a selecção do Uruguai. Seria um grande feito.
Monday, January 15, 2007
O SPORTING empatou em Belém, num jogo em que não seria de admirar se tivesse perdido: um remate para golo em 90 minutos... não há milagres.
Como seria de esperar, a prolongada paragem fez mossa na equipa; bastou ver o comportamento do Alecsandro, por exemplo, para se perceber porquê. A juntar à má forma física da maioria dos jogadores ainda temos que levar com «cenas» como as do Carlos Martins e do Nani, o que dificulta o trabalho do treinador. O plantel é curto e o recurso a juniores de 18 anos a meio do campeonato, mais do que uma aposta na juventude, é uma tentativa de desenrascar falhas do plantel.
Acho - se calhar estou a exagerar - que há por ali estrelismo a mais. Seria bom que quem tem a obrigação de dirigir saiba colocar e vincar a ideia de que os interesses do SPORTING estão acima de qualquer capricho individual. E, por agora, nem quero acreditar que haja quem já esteja a pensar no contrato da próxima época noutro sítio qualquer. Aguardemos.
Friday, January 12, 2007
Portugal vai voltar a ter campeonato de futebol. Ausente em parte incerta durante quase um mês, as equipas, se assim se pode chamar, preparam-se para fingir que entretanto não se passou nada e que está tudo bem em termos de competição. Alguns jogadores terão que voltar a ser apresentados porque já se esqueceram do nome dos colegas mas isso não é nada que não se resolva. O que importa é que toda a gente directamente implicada no futebol gozou o Natal em paz e sossego sem ter que se massar com o trabalho. Acho que todos os outros portugueses também gostavam de ter parado um mês durante o Natal: andar às compras nos shópingues é cansativo e não são só os futebolistas e os dirigentes desportivos que precisam de descansar, mas isso é outra história.
Só não sei é se os dirigentes dos clubes responsáveis pelo pagamento dos vencimentos terão gostado de ter tido um mês sem receitas de bilheteira, ainda por cima com o acréscimo do subsídio de Natal para pagar. Mas não vale a pena estragar o espírito da quadra com estes pormenores. Esta semana voltam os jogos e as respectivas polémicas e toda a gente fica muito contente como se nada de errado se tivesse passado. Deve ser isto que eles entendem por profissionalismo.
O SPORTING vai a Belém na luta pelos três pontos. Força pessoal, não vai ser fácil.
Uma grande contratação para todos os lojistas, costureiros, joalheiros, estilistas e outros istas do género: Victoria Beckham, uma estrela internacional da arte do aparecer, muda-se para um dos sítios onde a actividade atinge os seus mais elevados níveis de prática. Por lá ficou toda a gente muito satisfeita com a contratação. Trata-se do tipo de jogadora para a qual há sempre lugar neste género de equipas.
Parece que vão pagar um salário elevadíssimo ao marido da Victoria a fim de ele dar uns pontapés na bola, actividade que os perspicazes lá do sítio chamam soccer. Desse dinheiro, a Gucci, a Prada e restante malta da agulha e do dedal ficarão com uma parte avultada.
E pelo meio ainda há a vantagem dos europeus que gostam de futebol deixarem de aturar as mariquices do marido da Victoria.
A contratação do ano, sem dúvida.
Thursday, January 11, 2007
Friday, January 05, 2007
O presidente do clube onde Nuno Assis joga, aproveitando também a falta de futebol jogado, resolveu armar uma das suas típicas peixeiradas folclóricas. Mais uma que, para não fugir à regra, serve apenas ganhar tempo de antena, satisfazendo assim a sua saloia vaidade pessoal. Baixa o nível da linguagem, como ele gosta, porque só deste modo é que ele se sabe comportar. Tem aquele problema de se dar muito mal com as mais elementares regras da convivência civilizada. Nada a fazer.
Como é tão idiota e descabida toda a rábula apresentada nem vale a pena tentar avaliar os argumentos, até porque o presidente da instituição não apresenta argumento nenhum, e nem sequer sabe o que isso é. Em relação à situação do jogador apenas há a dizer que se ele jogasse num clube dirigido por gente inteligente, tinha cumprido o mês de castigo que lhe faltava cumprir e já estava a jogar há muito, com todo o assunto definitivamente encerrado. O azar de Nuno Assis foi ser jogador da «instituição», esquecendo-se que lá a regra é fazer barulho por tudo e por nada porque todo o barulho é bom para desviar as atenções daquilo que interessa. Como protestaram sem razão, o que agora aconteceu nem é nada de estranhar. A paciência para aturar malta com o «complexo carapau-de-corrrida» não é muita e há pessoas e instituições - como o laboratório de anti-dopagem, por exemplo - a quem não interessa ir por esse caminho. Azar do Nuno Assis.
De novo, apenas a acusação apontada ao secretário de estado do desporto, de que ele está a fazer uma politização do caso - onde a coisa já vai!
Mas se é assim... politizou, está politizado e mainada. Termino porque agora tenho que ir ali a um determinado compartimento da minha casa fazer uma politização que só eu posso fazer por mim.
Thursday, January 04, 2007
Devido à falta de assunto propiciada pela longa paragem nas competições nacionais, os árbitros arranjaram maneira de continuar a ser o centro das atenções, facto, aliás, que lhes dá muito gozo.
Desta vez, parece que querem aumento de salário e estão dispostos a avançar para uma greve. Eu acho bem. No meio dos muitos disparates com que os dirigentes da arbitragem nos têm servido com tanto protesto, a sua ausência dos estádios, devido à tal greve, é a única coisa que se aproveita. Seja por que motivo for, é sempre bom para o futebol português ver os árbitros bem longe dos estádios. Poupam-nos, por uns tempos, às suas artimanhas usuais.
Com as reclamações que eles fazem nem vale a pena perder muito tempo. O pouco de sensato que poderiam reclamar é logo abafado por reivindicações estapafúrdias - a maioria delas - próprias de quem ainda não percebeu bem o que é ser árbitro de futebol, o que é que deve dar origem a uma greve, o que é a realidade de gestão do futebol português e quais os direitos que se podem reivindicar face a uma actividade profissional secundária, tipo part-time. Destaco aquela da proibição de "tanta transmissão televisiva de futebol ao fim-de-semana". Mais do que anotar a estupidez que é vermos os árbitros a dar bitaites sobre programação de televisão, o que é mais misterioso é o facto de não nos explicarem como é que a redução desse número de transmissões constitui motivo para ser referido pela APAF como uma medida positiva para a arbitragem portuguesa. Eles lá saberão.
E como não quero ser apenas crítico dos árbitros, termino com uma sugestão: se não lhes querem pagar as portagens da auto-estrada, resta-lhes sempre a possibilidade de irem por estradas nacionais. Fácil, não?
Wednesday, December 27, 2006
Eu até já tinha andado à procura destas imagens e não as encontrei porque, provavelmente, procurei mal.
Trata-se de um génio - Ronnie O'Sullivan - a fazer a tacada máxima do Snooker (147 pontos) no tempo record de 4 minutos e 36 segundos. Tenho pena das pessoas que não percebem o que isto é. O melhor momento é aos 3 minutos e 23 segundos quando se vê o Mick Price a olhar para o público e a sorrir. Adivinhem lá porquê.
E com este acto de serviço público sentimo-nos logo obrigados a perdoar ao maradona que a seguir refira e poste imagens desse arraial de paneleirice que dá pelo nome de Patinagem Artística.
Thursday, December 21, 2006
Friday, December 15, 2006
Constato um grande vendaval em torno do assunto. O tema, que parecia esquecido, voltou à praça. Mas não acredito que seja desta que o futebol português vai entrar na ordem. Arguido para aqui, processo para acolá, o mais provável é tudo ficar na mesma: corrupção como norma. A nomeação de Maria José Morgado pode trazer aspectos positivos relativamente ao processo. A questão é que, como ela bem disse um dia ao comentar o seu afastamento das funções que desempenhava, mexer no futebol é mexer nas autarquias, na baixa política e na construção e serviços afins. As actividades que fazem mexer o país, da maneira que todos nós sabemos. Que fiquem tranquilos todos os olegários cá da paróquia: a poeira vai assentar e eles vão poder continuar a actuar.
Wednesday, December 06, 2006
O SPORTING voltou a fazer um péssimo jogo. E assim se vê eliminado das provas europeias, nas quais tinha sido depositada alguma esperança. A equipa mostrou falhas graves, daquelas que já tinha mostrado no jogo de 6ª feira. Atravessa um mau momento de forma, com uma evidente quebra física.
Maus momentos toda a gente tem. E eu acredito que, não só nós vamos recuperar desta fase má, como os nossos adversários directos, até ao fim do campeonato, vão ter também este tipo de quebras. Deixemo-los inchar que é para depois o estoiro ser maior.
Percebo que neste tipo de alturas os sócios necessitem de se fazer ouvir. É da natureza humana: todos queremos, em certas alturas, desabafar, arranjar engenhosas justificações, culpar alguém e culparmo-nos a nós próprios.
Apenas algumas horas depois do jogo, vejo por aí uma proliferação de teorias sobre a tal crise do SPORTING que a única coisa imediata a constatar é que o SPORTING é motivo de atenção para muita gente, o que não deixa de ser surpreendente de verificar tratando-se de um clube que não aparece no Guinness.
Os que mais vão opinando são precisamente os que não são sportinguistas. Por parte das televisões, por exemplo, abriu a caça ao comentador instantâneo: não há borra-botas nenhum que não tenha já debitado meia-dúzia de parvoíces sobre «a juventude da equipa», «as falhas nos momentos decisivos», as «precipitações do treinador», a gestão «mais económica do que desportiva da direcção», só para falar de coisas que ouvi de ontem para hoje.
Nada disto me interessa. Todas as opiniões destes comentadores - uns mais ocasionais do que outros - valem para mim zero. A homilía nocturna do sr. Rui Santos concorre com programas tipo Gato Fedorento, não é sobre desporto. Aquele programa da RTPN, que nunca vi do princípio ao fim, vale apenas pelo tipo do Porto, o único capaz de dizer coisas inteligentes. O cineasta, então, é do target Malucos do Riso, sobretudo quando antecipa a constituição das equipas e se mete a falar daquilo que ele acha que são as tácticas. E se nomeio estes artistas é apenas para mostrar o que vale para mim toda esta indústria da opinião. Nada. Se ao menos convidassem alguém que percebesse um bocadinho de futebol...
Quanto ao que os sportinguistas vão dizendo, tudo me parece normal à excepção das críticas ao treinador. Dá a impressão que andava por aí muita gente a encher e à espera de uma falha para soltar tudo cá para fora. As críticas são de louvar. Algumas das apreciações que têm sido feitas sobre o Paulo Bento parecem-me exageradas. Paulo Bento, para mim, é tão bom treinador hoje como era na pré-época quando muita gente se deliciava com a juventude da equipa por si estruturada. Não vejo razões para mudar. Acredito que ele vai saber dar a volta por cima tal como a deu na época passada ao pegar numa equipa que tinha sido treinada, de seguida, por dois desastres como Peseiro e Fernando Santos.
A nossa equipa tem valor. E vai acabar por mostrá-lo. Erro tremendo seria o de mudar de estratégia ao sabor dos resultados. Este trabalho implica continuidade. Por muito pior passou Alex Ferguson no Manchester. Por muito pior está a passar Arsène Wenger no Arsenal e não consta que os dirigentes do Arsenal considerem colocar em causa o rumo traçado.
Acho que devemos fazer o mesmo. Reflectir bem sobre os erros que estamos a cometer - e estamos mesmo a cometer alguns de alguma gravidade - e tomar as decisões sem precipitações de ocasião potenciadas pelos resultados do momento. Devemos continuar a acreditar nos nossos jogadores, sobretudo nos mais inexperientes porque é com eles que vamos ter que contar para dar a volta por cima. Devemos continuar a apostar numa rigorosa gestão financeira. E devemos continuar a acreditar no potencial do nosso clube e dos preciosos adeptos que possui.
Sem querer ser demagógico, acredito que não somos tão maus como se vai por aí dizendo. E vamos saber superar isto. O que não nos mata vai-nos dar força.
SPORTING sempre!
Tuesday, December 05, 2006
Não gostei nada do jogo. Não gostei do desempenho da equipa. Gostei pouco da prestação da maior parte dos jogadores. Não apreciei muito o 11 escolhido pelo Paulo Bento para iniciar o jogo. Gostei muito pouco da arbitragem e detestei o comportamento medricas da equipa adversária.
O que não me impede de continuar a achar que temos uma equipa com valor. Um treinador com capacidades e uns adeptos fantásticos.
Temos que seguir em frente porque há muita coisa para ganhar. Como o jogo de hoje contra o Spartak, por exemplo.
Ao Paulo Bento peço apenas que impeça os jogadores do SPORTING de atirarem a bola para fora sempre que um jogador adversário se atira para o chão. Não se trata de falta de desportivismo ou de respeito pelo adversário: se percebemos que estamos a ser gozados, temos a obrigação de fazer tudo para parar a situação. Chegou a ser patética a forma como as galinhas gozaram com a cena... porque perceberam que os jogadores do SPORTING iam na conversa. Respeito pelo adversário é entrar dentro de campo para jogar futebol. Não é andar ali armado em aprendiz de escuteiro.
José Lima volta ao SPORTING para ocupar o cargo de treinador da equipa de juniores. Luís Martins - que até aqui tinha o sido treinador - sai a meio da época para ir treinar o Portimonense.
Desejo felicidades ao Lima. Acredito no seu valor e na sua dedicação sportinguista. Espero que ele sirva o SPORTING tão bem como o serviu enquanto jogador.
Thursday, November 30, 2006
Friday, November 24, 2006
Thursday, November 23, 2006
Nem tudo está perdido: a nossa equipa ainda pode lutar por uma merecida presença na Taça UEFA. Quem sabe se desta vez para ganhar?
Quanto à Liga dos Campeões devemos apostar em fazer tudo para lá estarmos na próxima época. Neste tipo de provas é preciso estar lá sempre e esperar que numa das vezes as coisas corram bem ou mesmo muito bem como aconteceu ao Porto há pouco tempo atrás. Se só se vai lá de vez em quando a probabilidade é acontecer o que nos tem acontecido a nós.
Para já, nada de desânimos e muita força para ir ganhar à Naval é o que se precisa.
Wednesday, November 22, 2006
Factos, até ver no que isto vai dar
Custa-me bastante falar de José Veiga. Quando tenho que abordar certo tipo de porcaria é sempre com uma sensação de desconforto pela situação. Mas convém dizer duas ou três coisas, referindo-me apenas a evidências.
Agora, na tentativa de escapar a um dos inúmeros processos judiciais que pendem sobre a sua cabeça, resolveu vir atacar o SPORTING e alguns dos seus dirigentes pelas falhas detectadas numa das negociações em que entrou como empresário. Com alguns argumentos mal amanhados lá vai fazendo o circuito dos populistas que tentam usar os meios de comunicação a seu favor. Convém então fazer alguns esclarecimentos.
O SPORTING e alguns dos seus dirigentes prestaram declarações à polícia e nenhum se viu constituído como arguido e com o passaporte retido. O arguido é José Veiga: ele é que teve que pagar uma pesada caução para poder sair em liberdade. Casca-grossa como ele é, vem agora dizer que quer um debate na praça pública porque, diz ele, o SPORTING está a mentir. Sobre este ultimato, o SPORTING nem lhe deve responder. A polícia é que o deve voltar a interrogar para o obrigar a dizer as tais «coisas» que ele diz que sabe e que só revela se o SPORTING não vier para as televisões chafurdar em directo, actividade na qual ele se dá muito bem. Porque se sabe «coisas» que ainda pode vir a dizer é porque não disse tudo à polícia quando foi interrogado, o que é grave. O SPORTING não discute estes assuntos na praça pública, discute-os nos tribunais, onde Veiga não os quer discutir porque sabe que isso não lhe interessa.
O SPORTING deve registar todas as alarvidades que o indivíduo vai despejando pelos meios de comunicação e avançar com processos-crime contra ele. Quanto ao resto, é esperar para que no tribunal seja esclarecida a situação. Para já, o arguido é ele, convém não esquecer.
E já que estão com a mão na massa, sugiro a quem está a trabalhar em torno do assunto que avance para investigações ao Estoril-Praia e ao Alverca bem como aos seus últimos proprietários e dirigentes. Todos nós gostávamos de saber um pouco mais sobre o assunto, como, por exemplo, quem é o maior accionista da SAD do Estoril-Praia? Quem foram os dirigentes que levaram o Alverca a uma situação de insolvência finaceira?
Ainda tem que estar a dar bitaites sobre o que se passa na casa dos outros. Ou será que acumula às suas funções a de olheiro do Inter?
Não há paciência para aturar este indivíduo; fazia-nos um grande favor se tratasse apenas de fazer aquilo para que é pago: treinar e qualificar a selecção, o que inclui ir aos estádios portugueses ver os jogos das equipas.
Monday, November 20, 2006
Porque é que a polícia espera que os dirigentes do Benfica deixem de o ser para os prender?
O jogo contra o Marítimo não foi fácil: esta equipa tem alguns jogadores de qualidade e costuma ser difícil de derrotar sempre que joga em casa. O SPORTING fez um jogo razoável e conseguiu atingir o objectivo vitória. Paulo Bento vai tentando gerir o plantel da maneira que pode tendo como objectivo rentabilizar a equipa com vista às várias provas em que estamos envolvidos. É um risco que tem que ser corrido. Rui Patrício teve uma bela estreia, defendendo uma inexistente penalidade num momento delicado do jogo. Acho que este fólclore todo seria dispensável. Não é que o jogador não mereça; mas estas ondas jornaleiras não costumam trazer nada de bom. Fazem-me lembrar o que se passa noutros clubes que eu não quero de modo nenhum imitar. Fica a certeza de que temos ali um guarda-redes com margem de progressão. Isso é que interessa.
Arbitragem ao nível do artista: penalidade inventada. Mas já estávamos à espera de artimanhas desse tipo.
Friday, November 17, 2006
Não era o Louçã que há uns anos atrás se sentava ao lado do Vale e Azevedo? Ou isto é mais um ataque dos abutres, esses malvados que o que queriam era ir para o Guiness?
Thursday, November 16, 2006
Como não vi o jogo da selecção, só hoje é que soube pelos jornais que houve um jogador que resolveu dedicar dois golos a um suspeito de alguns crimes que nem tem nada que ver com a selecção.
Várias ilacções se retiram daqui.
Esse tal jogador é estúpido, muito estúpido mesmo (já todos sabíamos isso): não percebeu que a selecção não é bem a mesma coisa que o grupo excursionista onde joga e que, como tal, não deve usar os feitos da selecção para lavar a imagem da tropilha com quem se dá.
Fica também claro que Scolari não tem mão naquela gente. Fazem o que querem, dizem o que querem, chegam às horas que querem e ninguém os avisa que aquilo é a selecção e não serve propriamente para estar ao serviço da vidinha dos seus «amigos».
Temos depois o presidente da federação. Essa inenarrável figura que, mais uma vez, não sabe de nada nem tem nada para dizer.
Os opinadores, comentadores e outros paineleiros, classe de bajuladores sempre que se trata da selecção, também não têm nada para dizer. Tudo perfeitamente normal.
Se os dirigentes da federação fossem capazes de parar para pensar, esse tal jogador já teria sido severamente repreendido pela sua atitude parva, despropositada e de mau gosto.
Afinal, de quem estamos a falar? De um indivíduo que está a ser investigado pela polícia devido a várias fraudes cometidas pelas suas negociatas futebolísticas. Assuntos que ele, com ou sem mobília, terá que resolver no tribunal. Se algum idiota se lembra de colocar o nome desta selecção (que já de si não anda com muito bom nome, mas enfim) ao serviço desse suspeito, então, alguém com dois dedos de testa tem que o avisar que aquilo não é o clube galináceo e que ele está ali apenas para jogar e nada mais.
Sabemos que o tipo é parvo. Ficámos a saber que à sua parvoíce alia alguma imaginação. Quem é que se conseguiria lembrar de uma destas?
Tuesday, November 14, 2006
Não é por valer 18 milhões de contos (moeda antiga) que o Mantorras vai atrás do seu clube tomar lugar no Guiness ao pé da gaja das unhas mais compridas e dos que foram à maior feijoada de sempre servida na ponte Vasco da Gama.
Mantorras vai para o Guiness porque detém o record do tipo que demorou mais tempo a perceber que lhe tinham chamado preto: 17 dias, mais precisamente.
Se o clube galináceo quer arranjar maneira de picar o Porto por causa do jogo que perderam, tem que arranjar uma estratégia mais engenhosa. Esta não pega. E poupem o desgraçado do Mantorras: é preciso não ter consideração nenhuma pelo rapaz para o mandarem para a frente das câmaras fazer figuras tristes como esta.
Imagine-se a cena:
Veiga: ó prejidente, o que é que habemos de fajer pa tramar o Pinto?
Vieira: Tive uma ideia do caralho, uhm não falha, uhm chama o Mantorras e diz ao gajo para ir dizer, uhm aos jornalistas, uhm que lá no Dragão, uhm lhe chamaram preto, uhm não falha, uhm isto em Espanha até deu castigo, uhm.
Thursday, November 09, 2006
Surpresas na convocatória de Scolari: assunto que não me interessa para nada.
Saída de Carlos Carvalhal para o Beira-Mar e entrada de Peseiro no Braga: depois da falta de nível com que as coisas foram feitas, só mesmo o nome dos intervenientes é que nos faz achar alguma piada ao assunto.
SPORTING - Dínamo de Bucareste, no domingo: 6 golos de diferença dão para recuperar. Vamos acreditar.
Geógia - Portugal: facto desportivo mais relevante do fim-de-semana. É preciso conseguir um bom resultado na primeira mão na Geórgia para depois podermos resolver a ida ao Campeonato do Mundo aqui no Estádio Universitário. Força pessoal.
Tuesday, November 07, 2006
O SPORTING obteve uma clara vitória contra o Braga, equipa que gosta de se auto-publicitar como candidata a uma data de coisas mas que em campo «queima tempo» depois de estar a perder por três, se calhar para evitar a goleada.
A nossa equipa reagiu bem aos últimos resultados e foi durante todo o jogo a única que mostrou vontade de o vencer.
De destacar a palhaçada que alguns jogadores do Braga armaram, atitude típica de maus jogadores, ainda por cima ressabiados. Ao guarda-redes, por exemplo, só faltou a bola encarnada no nariz.
Quanto à arbitragem nada a destacar, ou seja, o costume: incompetência a torto e a direito e desconhecimento das regras do futebol. Cartões estrategicamente geridos com o SPORTING a sair prejudicado. Nada a que este sr. Henriques não nos tenha já habituado.
A conversa é a do costume: proposta financeiramente irrecusável; oportunidade de experimentar outro tipo de campeonatos; passo importante na carreira; etc. Como se treinar uma equipa de futebol fosse uma profissão onde não se assinam contratos e se saltita ao sabor dos interesses da ocasião. Duvido que um clube de nome Ionikos - nem estou para ir ao Google ver o que é - seja desportivamente mais aliciante e pague mais do que o Beira-Mar. Aliás, esse tal de Ionikos deve ser um Beira-Mar lá do sítio; e em Aveiro sempre se fala português.
Inácio não é o primeiro a embarcar numa destas; já outros o fizeram antes com os mesmos expedientes. Que legitimidade de protestar contra as direcções, depois de serem despedidos após duas derrotas seguidas, é que estes treinadores têm? Nenhuma. À sua maneira fazem o mesmo. Venham depois com queixinhas...
Thursday, November 02, 2006
Monday, October 30, 2006
Portugal não entrou bem e sofreu um ensaio logo no início. De seguida mostrou grande força de vontade e conseguiu dar a volta ao jogo, perante uma equipa russa superior em peso, altura e experiência internacional. Fortes a defender e com grande sentido de oportunidade a atacar a nossa equipa aguentou a pressão russa dos últimos minutos e obteve uma justa vitória. 26-23 e assim se atingiu a possibilidade de disputar com a Geórgia um play-off de apuramento para o mundial de 2007.
Ainda falta muito até chegarmos ao mundial. Até podemos não conseguir chegar lá. Mas esta equipa demonstra em campo predicados que não são nada comuns em equipas portuguesas, seja de que modalidade for. Merecem o nosso reconhecimento e o nosso apoio. E jogam rugby de bom nível, acreditem.
Friday, October 27, 2006
Tuesday, October 24, 2006
Saí do estádio com a sensação de ter perdido o jogo. Continuamos com os mesmos pontos do Porto mas a vitória traduziria melhor o que se passou em campo.
Os jogadores e a equipa técnica mostraram trabalho; ainda assim a vitória escapou por um triz.
Vamos continuar a acreditar na nossa equipa e a apoiá-la porque eles merecem.
Sunday, October 22, 2006
Thursday, October 19, 2006
Não adianta vir aqui falar da falta de sorte e da boa exibição com resultado injusto. O que ontem aconteceu não teve nada de novo: uma equipa alemã a conseguir vencer um jogo, terminando-o com menos um jogador e completamente acantonada no seu meio-campo, assistindo ao domínio do adversário. Ganhar assim, seria para outra equipa qualquer uma grande sorte. Para as equipas alemãs não. Aprenderam ao longo dos anos a gerir as dificuldades como ninguém. E conseguem com muita regularidade ganhar a adversários que lhes são superiores. Sorte? Claro que não. Para as equipas alemãs e respectiva selecção, tornou-se uma prática quase científica essa estratégia de conseguir bons resultados no meio de muitas adversidades. Enquanto os outros - e não só os latinos - por um motivo ou por outro começam a meter água e deixam afundar o navio, nos alemães é quando as coisas parecem ir mal que eles dão a volta por cima. Tem a ver com aspectos culturais extra-futebol: os alemães são assim. Em menos de 50 anos, por duas vezes completamente destruídos, por duas vezes se levantaram e cresceram depressa e bem como nenhum outro país até hoje conseguiu fazer. A final do Mundial de 54 ficou para a história. Porque a Hungria jogava bem, porque o torneio estava a ser muito bem disputado, etc. Mas, sobretudo, porque foi o mote dessa espécie de carimbo alemão: vencer sem ser o melhor. Ainda hoje a final de 54 é recordada como sendo provavelmente a maior injustiça da história do futebol. Diz quem viu que era claro como água que a vitória teria que ir para a Hungria. Mas não foi. E aí ficou patente a confirmação daquela história dos "11 para cada lado, durante 90 minutos, e no fim ganha a Alemanha." Ontem foi o SPORTING a provar, como tantos outros já o tinham provado antes. Vale a pena continuar a tentar. Apesar de falhar pouco, às vezes falha. E pode ser que falhe daqui por 15 dias.
Wednesday, October 18, 2006
Monday, October 16, 2006
Saturday, October 14, 2006
Friday, October 13, 2006
O que se está a passar com o local de realização do jogo Estrela da Amadora - SPORTING, por ser inadmissível numa competição profissional, merece ser do conhecimento da UEFA. Sabemos que a UEFA não faz nada porque também não tem grande margem de manobra para actuar. No entanto, sempre tomam conhecimento de mais uma irresponsabilidade destes dirigentes do futebol português.
Recapitulemos: se o jogo está marcado para o estádio da Reboleira é porque a vistoria técnica feita na 5ª feira aprovou o campo. Se hoje, 6ª, o campo ainda não está operacional é porque a vistoria aprovou como operacional um campo que nem existia. Sendo assim, têm que ser responsabilizados os (ir)responsáveis que aprovaram o campo fiando-se apenas nas palavras dos dirigentes que garantiam que "a relva vinha a tempo". Aprovaram algo que nem existe. E devem ser responsabilizados judicialmente por isso. Porque isso é crime... de corrupção.
No meio da contenda há um clube - o SPORTING - que, a 48 horas do desafio, ainda não sabe onde o vai disputar; o Estrela da Amadora a esta hora já sabe muito bem em que situação as coisas estão.
Tudo isto pode ser prejudicial ao desempenho desportivo das equipas: preparar um jogo para o Estádio José Gomes, com um relvado acabado de chegar, não é a mesma coisa que o preparar para o Estádio Nacional, por exemplo.
Como tal, o SPORTING tem que exigir esclarecimentos, pelo menos. Temos que perceber o que se passou e temos que conhecer os nomes de todas estas pessoas envolvidas e pagas para desempenharem funções que não são capazes de exercer com eficiência. O lamaçal continua.
Wednesday, October 11, 2006
Para ajudar a compreender o incorrecto tratamento jornalístico dado ao processo Apito Dourado pela maior parte dos meios de comunicação social, sobretudo os de cariz desportivo, vejam neste link quem são algumas das pessoas que desempenham cargos em orgãos do Sindicato dos Jornalistas. Coincidências, claro.
Vítor Pereira não está numa de deixar os seus créditos por mãos alheias. Começa logo com a sua primeira nomeação para um jogo do SPORTING: o pseudo-árbitro Olegário Benquerença, o tal que nos eliminou da Taça de Portugal na época passada. Muito bem visto pelo nomeador Vítor Pereira; não havia melhor escolha na véspera do SPORTING - Porto.
Para mim Vítor Pereira foi um mau árbitro. Tendencioso e sempre colado aos interesses do Porto e das pessoas ligadas ao Porto enquanto estas mandavam no futebol português. Como Vítor Pereira até sabia alguma coisa de arbitragem, isso deu-lhe sempre a capacidade de poder ser discreto nos disparates que ia cometendo. De facto, Vítor Pereira nunca deu nas vistas como Benquereça ou Bruno Paixão. Mas no essencial era igual a eles: um árbitro que arbitrava consoante o modo como batiam os ventos vindos da Liga. E assim fez carreira. Facilmente, incluindo da parte de alguns sportinguistas, se ouvia aquela conversa do Vítor Pereira como o melhor e essa treta toda. Nunca alinhei nisso. Nunca gostei de Vítor Pereira como árbitro nem da sua atitude sonsa de se armar em reserva moral da arbitragem. Como eu já supeitava, o seu papel na Liga será continuar o mesmo que fizeram os que lá estiveram antes.
E espero que com isto os dirigentes do SPORTING percebam que erraram ao apoiar uma Liga onde pessoas como Valentim Loureiro e Vítor Pereira detêm o poder.
Quanto ao jogo, espero que Paulo Bento comece já a preparar os jogadores para o que aí vem: o jogo contra o Porto vai começar na Amadora (com ou sem relva) e temos que estar muito atentos. Benquerença sabe muito bem ao que vai. E nós temos que o denunciar, alto e bom som.
Tuesday, October 10, 2006
Embora com alguns dias de atraso, não posso deixar de referir a entrevista que Rui Jorge deu ao Record no passado domingo. Inteligência, lucidez e frontalidade, características que não abundam nos jogadores de futebol, pontuam um discurso coerente de quem sabe o que diz.
Tenho pena que o SPORTING não tenha aproveitado o Rui Jorge tal como o fez com Paulo Bento e Pedro Barbosa. Pode ser que um dia o possamos voltar a ter no nosso clube, o que seria motivo de orgulho para os sportinguistas.
Da entrevista destaco a resposta final por achar que ela esclarece muito bem o que é que queremos dizer quando afirmamos que o SPORTING foi e é claramente roubado. Isso mesmo, roubado pela corja de gatunos que manda no futebol português e que não há maneira de serem devidamente castigados pelos crimes que cometeram e continuam a cometer.
Record: A partir de quando se tornou alvo a abater?
Rui Jorge: Joguei seis anos no FC Porto, sete no SPORTING e é uma questão de ver quantas vezes fui expulso num lado e noutro. Pergunto: será que mudei tanto a minha atitude e personalidade desde que fui para Alvalade? Eu tenho a certeza de que fui sempre igual.
As pessoas inteligentes percebem o que Rui Jorge quis dizer. Quanto aos outros... pode ser que um dia.
Friday, October 06, 2006
Começando pelo queixinhas-Couceiro, a teoria do "árbitro-contra-nós" é o tópico central da derrota dos sub-21 perante a Rússia.
Acho injusto: o árbitro mostrou o cartão amarelo "ao tal jogador" logo no primeiro minuto - normal. E aguentou 43 minutos até lhe mostrar o segundo: aí temos que concordar que o sr. Costas Kapitanis até foi simpático. 43 minutos sem mostrar cartão "ao tal jogador" é digno de paciência de santo. Uma medalhita pelo 10 de Junho não é considerado corrupção, pois não? Vá lá, o homem merece.
Parece que já vai por aí uma grande agitação pela volumosa derrota dos sub-21. Eu não me surpreendo nada; o que me surpreenderia era ver os sub-21, treinados por Couceiro, conseguirem resultados positivos.
Se formos ver bem, este Couceiro, que consegue ser pior do que Agostinho Oliveira, deve estar a treinar uma selecção apenas porque aceita, sem qualquer reticência, tudo o que Scolari diz. O que Scolari deixou bem claro foi a sua vontade de querer pessoas que façam tudo como ele quer, inclusivamente, treinar uma equipa sem ter direito a saber com que jogadores podem contar. Couceiro ganhou um lugar na selecção no dia em que foi a uma televisão defender Scolari das críticas que lhe eram feitas, legítimas ou não, não interessa, e atacar de forma pouco elegante os críticos de Scolari.
Couceiro é um faz-tudo / sabe-tudo do futebol. O que apenas significa que não é capaz de desempenhar com distinçãoo nenhuma das várias actividades profissionais pelas quais tem saltitado. No que me diz respeito, tenho a dizer que Couceiro teve um péssimo desempenho como director desportivo do nosso clube. Se foi mau sindicalista, treinador-adjunto, dirigente é lá com os que o chamam para esses cargos. No SPORTING não deixou saudades. E na selecção, só pelo que esporadicamente vai dizendo, já mostrou o suficiente para me fazer perder a pachorra.
Podem - e devem - reter o que acabo de escrever para depois o invocarem se os sub-21, treinados por Couceiro, conseguirem ganhar alguma coisa. Não retirarei uma única vírgula: entendo que Couceiro é um mau treinador e que é um péssimo exemplo para o futebol português entregar-lhe um cargo como este, havendo por aí tanta gente capaz de o desempenhar melhor e ainda por cima com menos conversa de chacha, modalidade tão em apreço deste multi-disciplinar Couceiro.
Tuesday, October 03, 2006
Conseguimos vencer o Leiria, equipa com bons jogadores e muitas ajudas douradas, capaz de assim ir longe no campeonato. O jogo não foi fácil, em Alvalade os adversários tapam a baliza com 11 e esperam pela sorte e pelo que vier a mais. Ainda assim o SPORTING teve paciência para conseguir a desejada vitória. Resultado justo.
Monday, October 02, 2006
Thursday, September 28, 2006
Wednesday, September 27, 2006
Conseguimos trazer um ponto de Moscovo. Num jogo em que, apesar de não termos estado ao melhor nível, até acabámos por fazer uma partida equilibrada, a equipa mostrou capacidade de reacção a uma situação adversa como aquele golo sofrido tão cedo. Com a derrota do Inter as contas no nosso grupo continuam em aberto. Muita atenção aos jogos com o Bayern.
Saturday, September 23, 2006
Thursday, September 21, 2006
Monday, September 18, 2006
Só visto: o ladrão chama a polícia para fazer queixa do tipo que foi roubado.
Sunday, September 17, 2006
A partir de agora vai ser sempre assim: rouba-se e ainda se goza aquele que é roubado. É a fase final do lamaçal a que chegou o futebol português.
A quadrilha que dá pelo nome de Apito Dourado e que actua no futebol teve nesta semana que passou uma das suas melhores semanas. Muitas notícias a revelarem a maneira nojenta como actuam, é certo, mas também a confirmação tácita de que nada lhes vai acontecer. Ao longo destes anos, sempre suspeitaram que nunca teriam que prestar contas pelos crimes que foram cometendo. Esta semana, um especialista em matérias jurídicas veio dizer que não há possibilidade de os crimes da quadrilha poderem ser julgados nos tribunais civis. Era o que eles queriam ouvir. Claro que há muitos outros, igualmente especialistas, a afirmarem o contrário. Mas a quadrilha precisava apenas de um a lançar a escada. A partir daqui sabem que o eventual imbróglio jurídico lhes será favorável e que o tempo correrá a seu favor.
Não nos deixemos iludir pelas sucessivas manchetes do Público e do DN. A isso a quadrilha já nem presta atenção. Porque a quadrilha arranjou um especialista para dizer aquilo que queria ouvir. Se ao jurista juntarmos a capitulação do orgão superior (Federação) perante o orgão subalterno dominado pela quadrilha (Liga) e se a isto juntarmos também o manifesto desinteresse do governo da república perante o assunto, através de declarações dos responsáveis pela área, ficamos todos a saber que está aberto o caminho à continuação do roubo. A quadrilha percebeu que dificilmente terá que prestar contas. Todos os gatunos que fazem parte da quadrilha ficaram a saber que poderão continuar a actuar. Que se lixem os jornais e as escutas, nada nos detém, é o que eles pensam. Podem voltar a tratar tudo pelo telefone, as escutas não servirão para nada. Podem continuar a roubar da maneira que lhes apetecer. Nenhum governo, nenhum tribunal, nenhuma federação, nenhuma FIFA irão actuar sobre eles.
João Ferreira, distinto membro da quadrilha, percebeu o sinal e tratou de actuar em conformidade com as novas regras: roubar sem disfarces, roubar, roubar e roubar. Os roubados que barafustem, de nada lhes valerá. Veja-se o caso deste ladrão que actuou no jogo entre o SPORTING e o Paços de Ferreira. Viu um jogador a marcar um golo com a mão, validou-o e riu-se. Riu-se porque sabe que o caminho está livre: só quem está muito seguro de que nada lhe acontecerá é que valida um golo daqueles e ainda tem atrevimento para gozar com a cara dos jogadores que, incrédulos, reclamam. Na semana passada foi humilhado em campo ao mostrar-se incapaz de actuar sobre um jogador que o agrediu, cuspiu e insultou. Hoje apareceu como se nada fosse, apenas com o objectivo de cumprir a encomenda que lhe fizeram. E ainda gozou. Como quem diz: vai-te habituando porque daqui em diante será sempre assim. Brevemente vamos (voltar a) ver apanha-bolas a marcar golos (como aqui há uns anos nas Antas), jogadores a marcar com as mãos (como hoje), jogadores a sofrerem penalidades e a verem amarelos (como hoje) e tudo mais. Nada nos surpreenderá. Se um árbitro chutar uma bola para dentro da baliza será normal neste futebol português gerido pela quadrilha do Apito Dourado. E quem protestar leva cartão. A dignidade dos bandalhos é mesmo assim: uma cuspidela na cara é muito menos grave do que uma reclamação de um jogador quando tem razão. A lógica dos pulhas é outra, convém não nos esquecermos.
O que mudou nos últimos dias? Afinal de contas, muito pouco. Roubar sempre se roubou, como já ninguém duvida. A ligeira diferença é que agora já não se procura disfarçar. E assim temos Valentim e outros membros da quadrilha a assobiar para o lado: o processo Apito Dourado para eles acabou e acabou da melhor maneira possível. Tudo continuará na mesma. Com os mesmos de sempre a roubar.
Não serão os orgãos desportivos, nem os tribunais, nem o poder político a mudar as coisas. Esses capitularam. Por inércia, por cobardia e por interesse, como está à vista de toda a gente.
Apenas os adeptos, no dia em que se fartarem de vez, poderão mudar as coisas. As ditaduras não se destituem nos tribunais, nem por decreto. Eliminam-se pela força, da razão e não só...
Friday, September 15, 2006
Wednesday, September 13, 2006
O SPORTING fez um jogo cinco estrelas. Obteve três pontos, 600 mil euros e a consagração perante um dos planteis mais abastados do mundo. Os jogadores mostraram que não tinham medo nem se deixavam intimidar perante o nome dos adversários. Ao contrário do cavalheiro luxemburguês que apitou o jogo e que conseguiu fazer dos 30 primeiros minutos um compêndio de disparates digno de ser editado para que os árbitros portugueses depois possam estudar por ele.
Paulo Bento vai mostrando que a função de um treinador é muito mais do que estar no banco a abanar os braços para TV ver. Observa a equipa e muda-a quando é preciso.
Ainda só temos uma vitória; queremos mais. E agora o mais importante passa a ser a concentração total para o jogo de sábado. Lá estaremos.
Tuesday, September 12, 2006
Sunday, September 10, 2006
Dois cidadãos portugueses vítimas de cabeçadas, de nome João Ferreira e Paulo Paraty, resolveram criar um grupo de terapia de forma a minorar os efeitos traumáticos do que lhes aconteceu este fim-de-semana. Vai funcionar nos moldes dos grupos de alcoólicos anónimos e destina-se a ajudar os seus participantes a lidarem com o trauma de verem os prevaricadores, Petit e Cardoso, respectivamente, a sairem da história como se nada de grave se tivesse passado. As futuras vítimas de cabeçadas que vejam os agressores sairem na boa, ficam a saber que terão um grupo com o qual poderão partilhar as suas experiências.
Certamente que o árbitro Paraty não tem andado a receber relógios como compensação dos favores que lhe têm sido encomendados por uns tipos que passam a vida a falar ao telefone. É que o homem anda com uma merda de uma cebola que decididamente não funciona. No final do jogo mandou o 4º árbitro mostrar a placa com o número 5 (exagero) e acabou por permitir que o jogo tivesse quase 8. Ó senhores do Apito Dourado, não se arranja por aí um rolexzinho que funcione? Até pode ser dos de Hong-Kong que ele não se importa. Mas que funcione.
Sobre futebol, que é o que menos interessa aos paratis e paratás que conspurcam o futebol, temos que dar os parabéns à nossa equipa pela importante e justa vitória que conseguiram. Estamos convosco.
Esta semana, devido à estúpida atitude de um estúpido que joga na equipa do galinheiro, o dicionário da língua portuguesa vai sofrer umas alterações. Assim sendo, cabeçada passa a chamar-se encosto na face; cuspidela passa a chamar-se libertação de saliva e filho da puta e cabrão passam também a ter um outro significado mais brando. O jornas da TVI foi o mais rápido a adoptar as novas regras. Minutos depois, ao comentar a agressão que o troglodita fez ao árbitro com a sua cabeça - parte do corpo que ele só usa para isso - o jornas esclareceu que ele encostou a cabeça ao árbitro.
Agora só falta saber quem vai ser o primeiro hipócrita a afirmar, preto no branco, que o troglodita não deu uma cabeçada, não cuspiu e não insultou o árbitro. Cá por mim, a minha curiosidade é saber quantos meses de suspensão o troglodita vai apanhar. Se acham meses um exagero, lembrem-se de quantos meses João Pinto apanhou por ter feito muito menos, num jogo do mundial.
Tuesday, September 05, 2006
Parece que o tema do programa era o futebol português. Não sei bem porque o comecei a ver já ele a meio. Programa num canal público, convém recapitular. Quatro estátuas da Ilha de Páscoa que passaram a maior parte do tempo a falar do caso Mateus; os mesmos argumentos dos últimos dias. A certa altura Valentim Loureiro resolveu referir que o presidente do galinheiro lhe tinha dito algo diferente do que agora anda aí a apregoar: ou seja, mais uma daquelas tricas onde o único aspecto relevante a retirar é a constatação de que as tais conversas de bastidores que todos negam afinal existem. Passado um pouco a apresentadora diz que tem uma pessoa ao telefone que solicita a entrada em directo no programa. E eis que entra de viva voz o presidente do galinheiro, dizendo que ligou para desmentir o que ali tinha sido dito sobre ele. Eu ainda pensei que ele fosse aproveitar o tempo de antena para explicar aos cavalheiros de Barcelos como é que se inscrevem jogadores em situações complicadas, aproveitando a experiência que por certo adquiriu com a inscrição do Ricardo Rocha. Mas não. Começa a falar – respeitosamente toda a gente se cala para ouvir o tal “convidado” – e da intervenção apenas deu para perceber que afinal tudo o que Valentim havia afirmado era verdade. O que até deu para que Valentim terminasse à gargalhada a conversa com o tal convidado espontâneo, exibindo um ar triunfante. Os figurantes batem palmas e o circo prossegue.
Pouco me interessa que o presidente do galinheiro tenha sido desmentido em directo. Isso nem o deve incomodar porque ele não tem muita vergonha na cara, assunto que é lá com ele e com os da laia dele. O que eu questiono é a legitimidade daquela intervenção. A apresentadora tratou logo de defender a cara (a sua e a da empresa para a qual trabalha), dizendo que apenas tinham posto aquela intervenção no ar porque se tratava de uma pessoa cujo nome havia sido referido no programa. Mais valia ter estado calada. Um argumento destes não justifica nada. Ou será que é política da RTP permitir uma intervenção em directo a uma pessoa, sempre que o seu nome é referido? Não sou espectador do programa mas não me parece que essa seja a norma. Se assim fosse, o Mateus himself, teria tido 30 minutos, no mínimo, para dizer como é que gosta da muamba bem como para nos avançar uma detalhada explanação acerca do ressonar de Mantorras, seu colega de quarto durante o Mundial da Alemanha. O que até era capaz de ter mais piada do que a intervenção do homem que diz ter um "dossier com o nome das pessoas ao lado das quais não se vai sentar". Esta justificação não passou afinal de uma desculpa mal amanhada para legitimar uma intervenção despropositada de alguém que, achando-se acima da lei pelo facto de ser presidente de um determinado clube, tratou de exigir. É certo que ele podia ter entrado por ali dentro como já o fez num outro programa, noutro canal. E a RTP arriscou-se a isso uma vez que a emissão até é gravada num local muito próximo do estádio do galinheiro. Dado o adiantado da hora, ficou-se pelo telefone. Aquela cena não passou de um acto de subserviência do canal público a um determinado indivíduo. Sem nada que o justificasse. O que é editorialmente lamentável.
Mas enfim, o homem anda em maré de azar. Foi a um canal de televisão dizer que ia à sede de um jornal fazer o director “engolir aquilo que tinha publicado”. Chega ao jornal, passado umas horas sai de lá mansinho e no dia a seguir o jornal reafirma tudo o que tinha suscitado a tal deslocação. Agora arma-se em mau, telefona para um programa, debita umas baboseiras sem interesse e ainda tem direito a humilhante despedida com aplausos da plateia à sarcástica gargalhada com que Valentim o tinha calado. É caso para se dizer: um presidente à altura da instituição que dirige.
Sunday, September 03, 2006
Os destinos da selecção, de seis clubes envolvidos nas competições europeias, dos ecalões jovens e das provas de futebol portuguesas em geral nas mãos de uma Assembleia Geral(!?) na qual "têm a palavra os sócios porque o clube é deles"?
Os destinos do meu clube, daquilo que me pertence a mim, e a outros como eu, nas mãos de umas dezenas de exaltados aos berros sobre assuntos dos quais, na verdade, não fazem a mínima ideia?
Peço então que continuem com os processos nos tribunais civis. Que recorram a todas as instâncias nacionais e internacionais. Que não desistam de lutar. Tenham coragem e deixem de se ficar pelas palavras. Experimentem que eu gostava de ver isso...